
A Família de Schoenstatt recorda hoje, 20 de maio, 80 anos da chegada do seu fundador, o Padre José Kentenich, a Schoenstatt, depois mais de três anos de prisão pelo nazismo no Campo de Concentração de Dachau. Ele chegou a Dachau em 13 de março de 1942 e foi libertado no dia 6 de abril de 1945. Saía como homem livre, íntegro, como ele mesmo expressa “Deus deu-me a liberdade interior em grau extraordinário, por isso saí do campo corporal e espiritualmente são” [1]. Dachau foi a confirmação do caráter divino da Obra de Schoenstatt e o retorno do fundador “são e salvo”, a resposta para muitas orações e sacrifícios ofertados pelos filhos de Schoenstatt pela liberdade do Pai.
Mesmo tendo saído do campo dia 6 de abril, o caminho até Schoenstatt teve seus percalços. “Foram 14 dias de viagem, onde o Padre Kentenich se detinha, geralmente, nas casas paroquiais, onde era logo assediado por membros da Família de Schoenstatt. Todos queriam ouvi-lo e alegrar-se com ele, bendizendo ao Senhor pela proteção maravilhosa durante o tempo da prisão” [2]
Por conta da guerra o transporte estava dificultado. Pe. Kentenich chegou a comprar uma carroça com dois cavalos para acelerar sua ida a Schoenstatt. Para alegria de muitos, porém, Pe. Alexander Menningen conseguiu arranjar um carro, gasolina e o visto das autoridades policiais para ir buscá-lo. E assim, no dia da festa de Pentecostes, o Pai chega ao Santuário. Marcando um novo início da Obra.
Dia de gratidão
O próprio fundador proclamou o 20 de maio como ‘Dia de Gratidão’, que deveria ser recordado anualmente pelo seus filhos espirituais. Gratidão a Deus que esteve sempre junto dele, à Mãe de Deus por sua intercessão materna e gratidão a todos os que se empenharam espiritualmente pela sua libertação
Neste dia recordamos uma oração escrita pelo Padre Kentenich, quando estava preso na prisão de Coblença, ainda antes de ser enviado a Dachau: o ‘Hino de Gratidão’. Escrito depois do 20 de janeiro de 1942, na expectativa de sua libertação pelos nazistas, pois preciso ainda passar por três anos em Dachau para que ele fosse cantado, celebrando o retorno ‘são e salvo’ do Padre Kentenich. Para ler o Hino de Gratidão na íntegra. clique AQUI.
Triunfo da Fidelidade
O que disse o Pai e Fundador naquele Pentecostes de 1945, quando chegou em Schoenstatt? Sua primeira frase: “Agradeço cordialmente pela fidelidade! Se lhes agradeço, gostaria de resumir tudo numa só palavra: FIDELIDADE! (…) A nossa solenidade de hoje é um triunfo da fidelidade”.
Todos que conheciam o Padre Kentenich sabiam que fidelidade era para ele uma virtude muito apreciada. Por isso, sua grande alegria em ver como a Família de Schoenstatt tinha permanecido fiel nos difíceis tempos da Segunda Guerra Mundial.
Não vivemos, hoje, ‘tempos de guerra’? Por isso, vivemos situações que nos exigem fidelidade à Aliança de Amor, aos nossos ideais de comunidade, à nossa missão.
Peçamos à nossa Mãe querida que esteja conosco e nos conduza também a um triunfo da fidelidade!
Com informações de: schoenstatt.org.br
Foto: Padre Kentenich, em 1945, disposto a viajar até Schoenstatt com uma carroça e cavalos.
