Roberto M. González – 16 de julho representa, para a nossa Família de Schoenstatt, o aniversário (78 anos) da fundação da Obra de Famílias e dos Irmãos de Maria de Schoenstatt. Também neste ano de 2019 recordamos que, há 61 anos, Mario Hiriart assinou seu primeiro contrato de consagração e admissão à família dos Irmãos de Maria, no Santuário Tabor, em Santa Maria/RS – ele foi o primeiro Irmão de Maria de Schoenstatt da América Latina.

Recordando a fundação deste Instituto, devemos nos transladar ao campo de concentração de Dachau, em 1942. A ideia de fundar os Irmãos de Maria permanecia com o Fundador, Padre José Kentenich, há um bom tempo, mas ele nunca tivera oportunidade de realizá-la por várias razões. Foi justamente neste “inferno na terra” – como muitos descrevem – que ele sentiu a mão de nossa querida Mãe, enviando uma pessoa para realizar a fundação.

Foi assim que, no curto período de alguns meses, Eduardo Pessendorfer, advogado e político austríaco, foi o co-fundador dos Irmãos de Maria na barraca número 14 do campo de concentração, o mesmo local onde também foi fundado o Instituto de Famílias; tudo em total clandestinidade e com o perigo de serem descobertos e punidos.

Dachau: Local de fundação dos Irmãos de Maria

e da Obra de Famílias de Schoenstatt

Unir o céu e a terra

O Pai e Fundador sempre deu especial atenção aos desígnios de Deus e às suas ideias para com o Movimento. Em 1942, Schoenstatt já tinha um tamanho considerável na Alemanha. Desta forma, os Irmãos de Maria, como o Instituto Secular da Coluna Masculina, é um espaço onde os homens podem se desenvolver como profissionais destacados, vivendo a santidade na vida diária e no trabalho; para poder, assim, levar e oferecer todas essas experiências para toda a Família de Schoenstatt.

A missão de unir a terra ao céu, como Mario Hiriart descreveu a vocação de um Irmão de Maria, não é tão simples quanto parece. Como membros do Instituto, devemos encontrar um ponto de equilíbrio em nossas vidas, para não nos perdermos em nossos trabalhos, descuidando do resto de nossas obrigações ou compromissos. Por essa razão, nós nos educamos para viver em contato com três pontos essenciais: religiosidade, profissão e comunidade. Ao mesmo tempo, os Irmãos de Maria podem trabalhar para a Família de Schoenstatt de maneira parcial ou exclusiva, tudo depende da vocação específica do membro e da disponibilidade.

Irmãos de Maria no Brasil

A visão de complementar e apoiar, em liberdade, todas as iniciativas do Movimento sempre tem sido uma das pedras fundamentais da comunidade, sobretudo se observarmos a história dos Irmãos de Maria no Brasil. Nesse aspecto, não podemos deixar de mencionar como essas duas famílias se encontram intimamente ligadas e como seus membros têm vivido e entregado suas vidas à missão.

Por exemplo, na confecção das primeiras imagens da Mãe Peregrina e, depois, nas imagens Auxiliares da Campanha da Mãe Peregrina para o Sr. João Pozzobon; também a fabricação dos altares dos Santuários de Schoenstatt, todos feitos em nossa antiga oficina em Santa Maria. E, sobretudo, o enorme coração da Família de Schoenstatt brasileira, ao oferecer um lar e apoio aos primeiros membros da comunidade que chegaram nos anos 50, cujo carinho continua presente até hoje.

 

⇒ Saiba mais sobre o Instituto dos Irmãos de Maria

⇒ Quem foi Mario Hiriart?

Fotos: Ir. Roberto M. González

Fonte: schoenstatt.org.br