83 anos de fundação da Obra de Famílias de Schoenstatt e do Instituto dos Irmãos de Maria

16 de julho, em que a Igreja celebra a festa de Nossa Senhora do Carmo, a Família de Schoenstatt recorda a fundação do Instituto dos Irmãos de Maria de Schoenstatt e da Obra de Famílias de Schoenstatt, no ano de 1942, durante a prisão do Padre José Kentenich no Campo de Concentração de Dachau.

 

Irmãos de Maria de Schoenstatt

O Movimento Apostólico de Schoenstatt tem como parte de sua organização o Instituto Secular dos Irmãos de Maria de Schoenstatt. São homens que consideram relevante a missão da Mãe de Deus e acreditam que essa missão continua até a conclusão da história humana. A partir dessa visão, eles optam em cooperar com Maria, colocando-se inteiramente a sua disposição na execução de sua tarefa, que é acompanhar Cristo e cooperar com ele na Obra da Redenção.

Os Irmãos de Maria são uma comunidade que se estrutura em pequenos grupos (Filiais) que vivem, como uma família no meio do mundo, partilhando entre si uma moradia de onde cada um vai ao seu trabalho. Em casa ocupam-se com o cultivo de espírito, com a oração, com os trabalhos práticos de um lar, com horas de lazer e diálogo entre si.

A estes grupos são vinculados também os Externos que vivem sozinhos. Periodicamente eles reúnem-se em suas pequenas comunidades para se abastecerem de espírito e vida familiar. Cada Irmão de Maria pertence a uma dessas comunidades e também a um Curso que é formado por aqueles que ingressam e se formam na mesma época.

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A Obra de Famílias de Schoenstatt

ligadefamilias

A Obra de Famílias começou com a consagração do Dr. Friedrich Kühr à Mãe de Deus, que entregou-se como instrumento para o surgimento de uma organização que congregassem famílias que colcassem a espiritualidade de Schoenstatt como fundamento para sua vida família. Esta ‘solenidade’ foi realizada no bloco 14, sala 3, sob a clandestinidade da prisão e as graças da Mãe de Deus. Desse início ousado surgiram três comunidades de Famílias: Liga, União e Instituto.

Com o tempo, a Obra Familiar foi se estruturando e ganhando suas próprias características. Cada comunidade conquistou autonomia e identidade própria.

  • Instituto de Famílias

A fundação do Instituto, assim como da Obra Familiar, deu-se no dia 16 de julho de 1942, com a consagração do Dr. Friedrich Kühr como noviço dessa comunidade. Contudo, devido ao período de guerra, e posteriormente com a vinda do Sr. Kühr para o Brasil e sua posterior doença que o levou à morte, a comunidade foi oficialmente estruturada no ano de 1962. Neste ano algumas famílias se colocaram à disposição para iniciarem o Instituto. No ano de 1968, o fundador, Pe. José Kentenich, constituiu a primeira Direção Geral. Com isso, a comunidade alcançou a autonomia dentro da Obra de Schoenstatt e começou a se espalhar internacionalmente.

No Brasil o Instituto de Famílias iniciou há 45 anos, na ocasião do translado do Dr. Kühr de Rolândia/PR para Londrina/PR, em 16 de julho de 1974. Algumas famílias, que pertenciam à Liga Apostólica de Santa Maria/RS, Santa Cruz do Sul/RS, São Paulo/SP e Londrina/PR, iniciaram seu noviciado em Londrina, constituindo o primeiro Curso do Instituto no Brasil.

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Com informações de Angelica e Ronaldo Hashimoto

 

  • Liga de Famílias

No dia 23 de maio de 1948 o primeiro grupo de casais selou sua Aliança de Amor com a MTA no Santuário Original, consagrando-se como Liga de Famílias de Schoenstatt – assim, eles se tornaram a primeira comunidade constituída da Obra de Famílias, após a fundação.

Nessa ocasião o Pai e Fundador estava no Brasil e, em 15 de abril de 1948, escreveu a chamada ‘Carta de Santa Maria’ para os primeiros casais da Liga. O próprio Pe. Kentenich, mais tarde, considerou essa carta o Documento de Fundação da Obra de Famílias.

Início no Brasil – A partir do ano de 1959, os primeiros grupos da Liga de Famílias iniciaram em Santa Cruz do Sul/RS e, no ano seguinte, 1960, em Londrina/PR. O trabalho foi assessorado pelas Irmãs de Maria que atendiam esses locais. O primeiro grupo que selou sua Aliança de Amor foi o “Servus Regina”, de Londrina, no dia 18 de outubro de 1963.

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Com informações do Manual de Dirigentes da Liga

 

  • União de Famílias

A União Apostólica de Famílias de Schoenstatt foi fundada em 4 de junho de 1950, por meio da Consagração do I Curso da União, na Alemanha. Esse encontro inicial foi ministrado pelo próprio Pai e Fundador, Pe. José Kentenich.

Com o passar do tempo, a União de Famílias foi nascendo e crescendo em diversos países. Atualmente, está presente em 18 nações, com quase 1.900 casais no total.

Em terras brasileiras, a União de Famílias foi oficialmente fundada com a Consagração do I Curso, o que ocorreu em 15 de setembro de 1993, em Santa Maria/RS. Portanto, em 2018, celebramos o jubileu de 25 anos. No país a comunidade está estruturada em 30 Cursos, os quais se dividem em três Regiões: São Paulo (que também inclui Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal), Paraná e Rio Grande do Sul. No total, são cerca de 170 casais no Brasil.

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Com informações de Tomas e Flavia Santos

 

Com informações de: schoenstatt.org.br

 

Para não esquecer os que já partiram: Manfred Worlitschek

Ontem, 30 de janeiro, diversas pessoas da Família de Schoenstatt de Santa Maria recordaram que há cinco anos anos, de uma forma repentina, faleceu Manfred Worlitschek, dos Irmãos de Maria de Schoenstatt. Seu coirmão, Jorge Helfer, organizou um belo texto o Sr Manfred, para ajudar que sua memória continue viva entre nós.

 

Manfred Ronald Worlitschek. O sobrenome é de origem tcheca. Não sabemos, mas provavelmente é de sua mãe. Do pouco que sabemos da sua infância, resumiu-se em desajuste social, tornou-se órfão muito cedo, rejeitado. Viu seu pai uma vez só na vida, quando ainda era criança. Assim não teve um pai presente, comprometido, responsável e com isto a criança estava marcada por uma carência de amor, segurança e compromisso.

O Manfred soube cedo resignar-se, avançar, aprimorar seus dons de mansidão, bondade, esperança e fé. Decidiu-se para a profissão de construtor de órgãos de tubo e fez a aprendizagem. Depois de sua formatura foi para o serviço militar no exército alemão, especializou-se como paraquedista e fez curso de oficial do exército. Depois disso trabalhou mais ou menos 5 anos como empregado numa empresa de órgãos de tubo.

Nesta época conheceu mais profundamente o Movimento de Schoenstatt, decidiu-se para ser Irmão de Maria e fez sua formação em Schoenstatt. Isto foi mais ou menos na mesma época, 1984, quando Paulo Tochetto de Oliveira fez sua formação de Irmão de Maria em Santa Maria.

Durante a construção do Santuário Puer et Pater (1985) em Itaara, decidiu-se para Brasil e foi enviado para Santa Maria. Na Marcenaria, já existente, começou a construir órgãos de tubo e além disso trabalhou no Movimento de Schoenstatt com grupos de jovens.

Deixou uma lacuna como profissional, irmão, amigo e de amor incondicional. Sabia ler o coração do próximo, esforçado no respeito às individualidades e apoiador dos anseios dos outros. Sua bondade desinteressada aos outros foi maioral. Nunca pude perceber orgulho, mágoa ou rancor. Artífice do perdão, e da reconciliação com Deus por, não sei quais limitações, confessava se com frequência e percebia-se uma verdadeira alegria.

Em torno do seu falecimento falou-se muito pela vida que assumiu: abnegado ao trabalho, exímio profissional, Irmão de Maria, filho da Mãe e Rainha de Schoenstatt. Sim, com todo seu ser amou e sentiu-se amado pelas mães que lhe adotaram, a do orfanato e a Celestial, a Rainha do seu coração.

Foi o homem que protagonizou um jeito de viver simples, dedicado, amoroso e sobrenatural. Compreendeu sem ser compreendido, usando genialidade sendo ingênuo, artífice do bem querer.

Se para ir ao céu, é preciso viver com um coração de criança, eis a arte que marcou sua trajetória de vida. Foi atlético, incansável no serviço a juventude Masculina de Schoenstatt.

Sua bondade nos pequenos detalhes de um bilhete de Natal, num elogio com sabor de brincadeira eram singulares genialidades de um coração nobre. Alcançou os méritos que só no céu, na eterna União ao Pai Celestial serão saboreados e recompensados.

Que a bondade deste coração nobre, faça-nos crer na eterna morada junto aos homens da paz. Descanse em paz Manfredo.

Herói por heroísmo, carente por amor, vitorioso pelo ser.

P. HELFER

Faleceu o Superior Geral dos Irmãos de Maria

                            

Faleceu durante a noite de 23 de dezembro de 2020 o Sr. Ernest M. Kanzler, superior geral do Instituto Secular dos Irmãos de Maria de Schoenstatt.

O Sr. Kanzler nasceu em 1949 e pertence ao Instituto desde 1973. Por profissão, atuava como engenheiro. No entanto, desde 2012 ele se dedicava em tempo integral ao seu Instituto, como superior geral e, dessa forma, integrando a Presidência Internacional da Obra de Schoenstatt. Nos últimos tempos, Ernest M. Kanzler enfrentava um câncer, entregando suas dificuldades ao Capital de Graças. Faleceu na Alemanha, às 23h40min.

Rezemos por sua alma e também pela comunidade dos Irmãos de Maria, para que a presença dele no céu seja um sinal de esperança e confiança, também que floresçam novas e santa vocações.

Foto: schoenstatt-maenner-erzdioezese-freiburg.eu

Fonte: schoenstatt.org.br

Uma data especial para os Irmãos de Maria de Schoenstatt

Roberto M. González – 16 de julho representa, para a nossa Família de Schoenstatt, o aniversário (78 anos) da fundação da Obra de Famílias e dos Irmãos de Maria de Schoenstatt. Também neste ano de 2019 recordamos que, há 61 anos, Mario Hiriart assinou seu primeiro contrato de consagração e admissão à família dos Irmãos de Maria, no Santuário Tabor, em Santa Maria/RS – ele foi o primeiro Irmão de Maria de Schoenstatt da América Latina.

Recordando a fundação deste Instituto, devemos nos transladar ao campo de concentração de Dachau, em 1942. A ideia de fundar os Irmãos de Maria permanecia com o Fundador, Padre José Kentenich, há um bom tempo, mas ele nunca tivera oportunidade de realizá-la por várias razões. Foi justamente neste “inferno na terra” – como muitos descrevem – que ele sentiu a mão de nossa querida Mãe, enviando uma pessoa para realizar a fundação.

Foi assim que, no curto período de alguns meses, Eduardo Pessendorfer, advogado e político austríaco, foi o co-fundador dos Irmãos de Maria na barraca número 14 do campo de concentração, o mesmo local onde também foi fundado o Instituto de Famílias; tudo em total clandestinidade e com o perigo de serem descobertos e punidos.

Dachau: Local de fundação dos Irmãos de Maria

e da Obra de Famílias de Schoenstatt

Unir o céu e a terra

O Pai e Fundador sempre deu especial atenção aos desígnios de Deus e às suas ideias para com o Movimento. Em 1942, Schoenstatt já tinha um tamanho considerável na Alemanha. Desta forma, os Irmãos de Maria, como o Instituto Secular da Coluna Masculina, é um espaço onde os homens podem se desenvolver como profissionais destacados, vivendo a santidade na vida diária e no trabalho; para poder, assim, levar e oferecer todas essas experiências para toda a Família de Schoenstatt.

A missão de unir a terra ao céu, como Mario Hiriart descreveu a vocação de um Irmão de Maria, não é tão simples quanto parece. Como membros do Instituto, devemos encontrar um ponto de equilíbrio em nossas vidas, para não nos perdermos em nossos trabalhos, descuidando do resto de nossas obrigações ou compromissos. Por essa razão, nós nos educamos para viver em contato com três pontos essenciais: religiosidade, profissão e comunidade. Ao mesmo tempo, os Irmãos de Maria podem trabalhar para a Família de Schoenstatt de maneira parcial ou exclusiva, tudo depende da vocação específica do membro e da disponibilidade.

Irmãos de Maria no Brasil

A visão de complementar e apoiar, em liberdade, todas as iniciativas do Movimento sempre tem sido uma das pedras fundamentais da comunidade, sobretudo se observarmos a história dos Irmãos de Maria no Brasil. Nesse aspecto, não podemos deixar de mencionar como essas duas famílias se encontram intimamente ligadas e como seus membros têm vivido e entregado suas vidas à missão.

Por exemplo, na confecção das primeiras imagens da Mãe Peregrina e, depois, nas imagens Auxiliares da Campanha da Mãe Peregrina para o Sr. João Pozzobon; também a fabricação dos altares dos Santuários de Schoenstatt, todos feitos em nossa antiga oficina em Santa Maria. E, sobretudo, o enorme coração da Família de Schoenstatt brasileira, ao oferecer um lar e apoio aos primeiros membros da comunidade que chegaram nos anos 50, cujo carinho continua presente até hoje.

 

⇒ Saiba mais sobre o Instituto dos Irmãos de Maria

⇒ Quem foi Mario Hiriart?

Fotos: Ir. Roberto M. González

Fonte: schoenstatt.org.br

“Sou grato por viver esta Aliança (com a MTA)”

Em 2017, o folheto mensal ‘Dia da Aliança’, publicado pelo Secretariado da Campanha da Mãe Peregrina, de Santa Maria/RS, incluiu em cada mês o testemunho de um integrante de uma das comunidades do Movimento de Schoenstatt. Um destes testemunhos foi do Sr. Manfred M. Worlitschek, do Instituto dos Irmãos de Maria de Schoenstatt. Numa forma poética, ele explica sua relação com a Mãe de Deus e o significado da Aliança de Amor com ela em sua vida.

Sr Manfred, homem de muitos talentos, também musicais, era o único construtor de órgãos de tubos do Brasil e faleceu aos 59 anos, na madrugada de 30 de janeiro.

“Deus pede a Maria para tocar uma música num órgão de tubos (instrumento musical). Estamos em Aliança: ela é a organista e eu sou parte do grande instrumento musical. Ao tocar, Maria usa frequentemente a “minha” flauta no grande instrumento do mundo. Meu coração vibra de alegria quando ela faz ressoar a “minha” nota. Às vezes, estou afinado. Outras… mais ou menos. Muitas vezes preciso silenciar a fim de não perturbar a harmonia. Às vezes ela me pede para “cantar”. Vivo continuamente na grande expectativa que ela me use bastantes vezes. A música está nas suas mãos. Eu faço parte dela, mas apenas como uma das notas que a compõem. Não sou nada, mas sou imensamente importante. Ela olha pra todos, mas há momentos que ela olha somente para mim e pede-me para executar a minha parte. Oxalá, eu esteja atento nesse exato momento para que a música seja boa. Sou grato por viver esta Aliança”.     

 

Faleceu o Sr. Manfred, Irmão de Maria de Schoenstatt

 

Karen Bueno – “O que mais me encanta é estar no meio do mundo e trabalhar com as coisas do mundo para se santificar e conviver com Deus”. Assim dizia o Sr. Manfred M. Worlitschek, Irmão de Maria de Schoenstatt, sobre sua vocação. Nesta madrugada de 29 para 30 de janeiro, ele faleceu em Santa Maria/RS, como resultado de um infarto, junto à marcenaria onde vivia e confeccionava peças únicas que hoje estão em tantos Santuários do Brasil e do mundo.

Sr. Manfred tinha 59 anos e era natural da cidade de Karlsruhe, na Alemanha (próximo a Frankfurt). Ele viveu no Brasil por 30 anos e, em suas tarefas recentes, representava a comunidade dos Irmãos de Maria a nível nacional e pertencia à Direção Geral deste Instituto. Também era assessor da Coluna Masculina da Obra de Schoenstatt no regional Sul do Brasil.

Manfred é bastante conhecido, em muitos lugares, por suas habilidades manuais com madeira. Como profissão, ele construía e dava manutenção a órgãos de tubo e, além disso, construiu o interior de diversos Santuários Filiais de Schoenstatt do Brasil e do mundo, esculpindo toda a parte interior de madeiramento (frontal, bancos, imagens de São Pedro e São Paulo, altar, etc). Também confeccionava as imagens Auxiliares da Mãe Peregrina, que são enviadas de Santa Maria para todo o mundo.

 

 

Em testemunho relatado no dia da vocação consagrada, ele conta:

“Cheguei a conhecer Schoenstatt através do meu irmão, que queria entrar em um grupo do Jumas (Juventude Masculina) e eu já tinha a carteira de motorista para levá-lo até lá. O que mais me chamou atenção, no início, era a autoeducação. Por meio dela, cheguei a descobrir devagarzinho a profundidade da Aliança de Amor. Pelos talentos que descobri em mim, escolhi a profissão de construtor de órgão de tubos, que atende uma ampla faixa desses talentos que tenho. Minha formação profissional aconteceu junto com os meus conhecimentos de Schoenstatt. Quando começaram cair mais cabelos, senti que estava na hora de dar mais um passo. Schoenstatt estava em ressonância com o meu ser. Todos esses fatores me levaram aos Irmãos de Maria. Para mim, não foi uma decisão dramática, pois, era quase uma vocação lógica a oportunidade de unir profissão, o mundo, Schoenstatt e a Igreja como missão, isso era um ponto chave”(leia o testemunho completo)

 

Velório

O velório acontecerá na Capela Tabor, em Santa Maria/RS (Av. N. Senhora das Dores, 849). A Santa Missa de corpo presente será às 9 horas desta quinta-feira (31 de janeiro) e logo depois o sepultamento, no cemitério das Irmãs de Maria.

Com gratidão a Família de Schoenstatt se despede deste irmão na Aliança de Amor, que viveu, sonhou e lutou pelos ideais de Schoenstatt, especialmente pela formação do homem novo na nova comunidade. Confiantes de que sua vida é um testemunho sobre a santidade de nosso fundador, Pe. José Kentenich, pedimos sua intercessão no céu, para que surjam novos corações dispostos a se entregar pela missão da Mãe Três Vezes Admirável.

– Veja a entrevista com o Sr. Manfred, logo após sua nomeação para a Direção Geral do Instituto

 

 

Fonte: schoenstatt.org.br

Ser Irmão de Maria é santificar o mundo

Site do Governo de Curitiba

No dia da vocação consagrada, o Sr. Manfred M. Worlitschek (na foto acima, Sr. Manfred é o primeiro no lado direito), que pertence ao Conselho Geral do Instituto Secular dos Irmãos de Maria de Schoenstatt, partilha conosco a grande e bela missão de seu Instituto:

Sou membro do Instituto Secular dos Irmãos de Maria. Cheguei a conhecer Schoenstatt através do meu irmão, que queria entrar em um grupo do Jumas e eu já tinha a carteira de motorista para levá-lo até lá. O que mais me chamou atenção, no inicio, era a auto educação. Por meio dela, cheguei a descobrir devagarzinho a profundidade da Aliança de Amor. Pelos talentos que descobri em mim, escolhi a profissão de construtor de órgão de tubos, que atende uma ampla faixa desses talentos que tenho.

Minha formação profissional aconteceu junto com os meus conhecimentos de Schoenstatt. Quando começaram cair mais cabelos, senti que estava na hora de dar mais um passo. Schoenstatt estava em ressonância com o meu ser. Todos estes fatores me levaram aos Irmãos de Maria. Para mim, não foi uma decisão dramática, pois, era quase uma vocação lógica. A oportunidade de unir profissão, o mundo, Schoenstatt e a Igreja como missão era um ponto chave.

Quando mais me aprofundei na espiritualidade de Schoenstatt, percebi entre outros -no livro de “Santidade de todos os dias” – que esta harmonia entre Deus, obra e a criação está bastante desequilibrada, até as vezes quebrada ou enferrujada e empoeirada. Entre a Igreja e o mundo parece que existe um vácuo, tipo buraco negro, que suga o mundo e a nossa convivência sobrenatural em um vazio. Participamos da missa e saindo da porta esquecemos o Deus e mergulhamos no mundo praticamente sem se dar conta Dele. E inverso, quando entramos, deixamos o mundo lá fora, como um carro que não pode entrar na igreja. Se pensamos por acaso no “mundo” durante a missa achamos não piedoso, falta de fé, desrespeitoso…. Fomos infectados, contaminados e induzidos a separar o mundo do sobrenatural.

Os Irmãos de Maria tentam, como Maria, fazer uma ponte em cima do buraco negro, encher o vácuo entre mundo e igreja. Não é trabalho de Super-herói, é trabalho de qualquer cristão, com qualquer profissão e tarefa. Nós apenas temos a missão de despertar o que deve ser feito e mostrar, em termos humildes e simples, o que devemos fazer para construir pontes.

É comum as pessoas dizerem: “Trabalhei o dia inteiro, agora quero fazer algo para Deus”. É uma pena perder, talvez, 9 horas em não fazer nada para Deus. E, depois, o que quero fazer para Deus não tem “conteúdo”, essência de experiência diária, não tem “graça” adquirida, acumulada. Encontro me com Deus  em geral com mãos vazias (sem as 9 horas) e volto de mão cheias. Só que, na volta para o mundo, despejo o que tenho nas mãos, porque não sei usar porque preciso fazer “outra” coisa.

Muitas vezes, consideramos o que Jesus quer nos ensinar por parábolas como historinhas, contos de fada, achamos bonito, uma maneira retórica de ensinamento… Na verdade, Jesus mostra inúmeras vezes que devemos vincular o nosso dia dia a Deus. Por exemplo, a nossa profissão é um complemento, uma segunda bíblia, feliz é quem descobriu isso. O mundo inteiro foi feito para descobrir Deus. Não precisamos fugir do mundo para encontrar Deus. Ele está, Ele é em tudo.

O que falei dos Irmãos de Maria vale para todos os consagrados. Precisamos san(tific)ar o nosso mundo, ser sal, fermento, luz no mundo, fazer o elo entre mundo e igreja como Maria.

Assim temos critérios “novos” do Padre Kentenich, quase  inexplorados (também em Schoenstatt), para a escolha da nossa vocação. Um profissional competente que quer vincular-se, por meio do seu conhecimento, ao saber falar de Deus usando “parábolas” da sua profissão, como Jesus fez.

Sem o forte crescimento de homens consagrados (não importa o nível) não haverá primavera para nós cristãos. É a fala repetida e permanente do nosso Pai e Fundador. Viver essa missão, é viver com nosso Pai e Fundador é viver a missão do leigo. É viver por nosso “Santuário de trabalho” é viver o Espírito Mariano. É ser homem consagrado, é , entre outros, ser Irmão de Maria.

Foto: Governo de Curitiba/PR

Conheça mais sobre os Irmãos de Maria

Fonte: schoenstatt.org.br

No dia de sua fundação, comunidade dos Irmãos de Maria perde um de seus membros

Ir M Rosequiel Fávero – Em 16 de julho, coincidindo com o aniversário de fundação do Instituto dos Irmãos de Maria, faleceu, na Alemanha, um dos seus membros, o Sr Hans-Dieter Maria Czarkowski. A Família de Schoenstatt do Rio Grande do Sul recebeu com tristeza a notícia pois, por mais de 10 anos, Sr Hans residiu no sul do Brasil.

Nascido em 1941 em Magdeburg/Alemanha, Hans Czarkowski ingressou em 1963 no Instituto dos Irmãos de Maria. A partir de 2003 se estabeleceu em Santa Maria/RS, de onde se engajou pela comunidade dos Irmãos de Maria na América Latina.

Desde 2016 sua saúde esteve especialmente debilitada e em setembro de 2017 sofreu um AVC, do qual não conseguiu se recuperar.

Apesar de não atuar diretamente como assessor, o seu falecimento tocou especialmente os integrantes da Liga de Homens do Rio Grande do Sul, com quem Hans Czarkowski conviveu e trabalhou durante os encontros e retiros regionais no Centro Tabor, no Itaara/RS.

Wilson Wilges, da Liga de Homens de Santo Ângelo/RS, testemunha: “Por diversas vezes o Sr Hans Czarkowisk esteve conosco (Liga de Homens). Tivemos o prazer e o gosto de conhecê-lo e conversar, de igual para igual, várias vezes com ele, tão sábio, qualificado e com uma enorme visão de mundo.

Que triste notícia para um dia festivo! Que Deus e a MTA, o recebam de braços abertos e o recompensem por sua obra aqui na Terra. Sentiremos saudades, mas não alimentaremos a tristeza. A alegria da fé e da esperança nos acompanharão até o vislumbrar da Eternidade.

Obrigado Sr. Hans, pelo dom da sua vida e vocação bem vivida. Um dia nos encontraremos de novo.”

Ser Irmão de Maria para aproximar os homens de Deus

Santuário de Itaara/RS: Tabor Puer et Pater (Filho e Pai)

 

Karen Bueno – O Instituto Secular dos Irmãos de Maria de Schoenstatt realizou, neste mês, seu capítulo geral da comunidade, em Schoenstatt, elegendo os membros da direção geral. Entre eles está o Sr. Manfred Worlitschek, do Brasil, que foi eleito como 3º conselheiro na direção.

O Sr. Manfred é alemão, natural de Karlsruhe, próximo a Frankfurt, e completa, em 2018, 30 anos de missão no Brasil. Ele é assessor da Coluna Masculina da Obra de Schoenstatt no regional Sul e vive junto ao Santuário de Itaara/RS, que está sob a responsabilidade de sua comunidade.

Com habilidades de marcenaria – apesar de não ser sua primeira profissão – ele construiu o interior de diversos Santuários Filiais de Schoenstatt, moldando e esculpindo toda a parte de madeira, preparando a Casa da Mãe. Apesar da nomeação internacional, o Sr. Manfred continuará vivendo no Brasil, graças às possibilidades que as novas tecnologias oferecem. Sobre isso, ele nos conta:

 

 

Como foi seu processo de conhecimento e discernimento pela comunidade deste Instituto?

Antes de entrar na comunidade, estava observando e pensando o que fazer, observando não somente Schoenstatt, mas também outras comunidades. Mas aí, achei que os Irmãos de Maria, para mim pessoalmente, seriam uma continuidade daquilo que comecei na Juventude.

O que mais me encanta é a opção dos Irmãos de Maria de estar no meio do mundo e trabalhar com as coisas do mundo para se santificar e conviver com Deus. Essa é uma das grandes dificuldades que a nossa sociedade tem hoje em dia. De sentir-se unido com Deus 24 horas por dia. As pessoas vão à missa e pensam: “Agora vou me dedicar a Deus”. Depois saem da missa e tudo acabou, deixam de pensar em Deus. Esse é um problema muito grave que nós temos e o Pe. Kentenich explica isso como o “pensar mecanicista”. Uma das tarefas dos Irmãos de Maria é ser o coração e a alma da Coluna Masculina de Schoenstatt, também de aproximar o mundo a Deus. Um padre, por vocação, faz o contrário: ele traz Deus ao mundo, pelos sacramentos. Já nós, queremos aproximar o mundo de Deus. Essa é uma tarefa de qualquer cristão, não é um privilégio nosso, mas desejamos ser um modelo para que os cristãos entendam sua vocação.

 

Quando e como o senhor veio ao Brasil?

Cheguei em 1988, para colaborar com o Movimento, mas não só. Nós temos uma missão profissional, como disse, de aproximar o mundo a Deus e, uma das formas para isso, é pela profissão. Eu sou construtor de instrumentos musicais, de órgãos de tubo. Construímos e fazemos a manutenção desses órgãos.

Sou, por natureza, um pouco aventureiro. Naquela época houve transferências dentro da nossa comunidade. Eu sentia que pessoas disponíveis eram necessárias para certas tarefas. Então me coloquei, simplesmente, à disposição da comunidade, para que ela me colocasse onde fosse preciso. Eu sabia que o lugar mais urgente era o Brasil, então já contava que seria enviado ao Brasil, mas, por princípio, deixei à disposição da comunidade para que me dissesse onde seria útil.

 

Como o senhor vê a Família de Schoenstatt brasileira? Quais características destacaria?

Cada povo tem suas características, certo carisma. É muito comum os brasileiros elogiarem os alemães e eu tento descrever isso com a ideia: “a vaca sempre prefere a grama que está do outro lado da cerca, que parece mais gostosa”. Digo que é diferente, mas não é mais gostosa. Há problemas no mundo inteiro, eles só são diferentes. O Brasil também tem os seus. Por isso, para mim, o trabalho é o mesmo no Brasil ou na Alemanha. Mas, por princípio, o brasileiro é mais emocional: é mais fácil de fazer amizade, mas também é mais fácil de perder a amizade. O alemão, ao contrário, é mais difícil de fazer amizade, mas também é mais difícil de perdê-la.

Aqui no sul há uma grande percepção europeia das coisas, então não tive muita dificuldade para me adaptar. Quanto mais para o norte a gente vai, tanto mais carismático fica o brasileiro. No sul é bem próxima a experiência que eu tenho na Alemanha. Aqui o Movimento tem mais Ligas, Uniões e Institutos. Já no norte o Movimento é mais popular, são romeiros, a Campanha da Mãe Peregrina e assim por diante. Há diferenças entre norte e sul do Brasil também dentro do Movimento de Schoenstatt.

 

 

Qual seria o perfil de um Irmão de Maria?

Seria católico, primeiramente; com um amor a Maria, ao Santuário, ao Pe. Kentenich. Também um amor profissional, ele tem que gostar de um determinado campo de trabalho – ser, por exemplo, pedagogo, psicólogo, engenheiro, músico, qualquer profissão eticamente correta. Isso é importante porque ele vai usar a profissão para santificar-se, pois a comunidade e a profissão são nossos suportes principais para nos aproximarmos de Deus e da Mãe de Deus.

 

Se algum jovem tiver interesse de conhecer mais sobre o Instituto, o que deve fazer?

Ele entra em contato conosco. Temos um tempo para nos conhecermos e um tempo de afirmação da vocação. Depois temos também uma candidatura fechada, quando a pessoa mergulha profundamente dentro da nossa comunidade, dos nossos ideais. Ele conhece Schoenstatt e, ao mesmo tempo, adquire conhecimento profissional. Normalmente, depois de dois anos, faz-se o primeiro contrato com a comunidade.

Os padres estudam Filosofia e Teologia. Já nós, nesse período de formação, estudamos uma profissão ou, se já a temos, nos aprofundamos ou nos especializamos nela. Isso para ter mais conhecimento técnico e transformar esse conhecimento técnico em conhecimento religioso.

 

O que o senhor espera com sua nova missão?

O nível da responsabilidade é agora internacional, mas o compromisso continua o mesmo: ser responsável pelo nosso Instituto, assumir sua missão e representá-lo em um nível mais internacional. Meu desejo é que a Mãe de Deus abra os horizontes para muita gente e que essa grande tarefa de aproximar o mundo a Deus seja cada vez mais conhecida, reconhecida e praticada.

 

Para conhecer mais sobre os Irmãs de Maria entre em contato:
worlitschek@terra.com.br
centrotabor.com.br

Fonte: schoenstatt.org.br