Sempre é bom recordar testemunhos sobre o Pai e Fundador. Lembram o do seu carteiro?

Em Vallendar, Schoenstatt, havia um carteiro. Nessa época, ele ia de carro até Schoenstatt, mas depois tinha que estacionar fora e caminhar uns 40 ou 50 metros, com a sua sacola de correspondência, para levar as cartas e encomendas às diferentes casas no Monte Schoenstatt. Quando o Pe. José Kentenich estava na Casa de Formação, a correspondência aumentava, de modo que a sacola do carteiro ficava cada vez mais pesada. Ele entregava as cartas na portaria e recebia as que saíam. Um dia, a porta estava aberta, o Pai e Fundador ia saindo e formara-se ali um grupo de Irmãs. De repente, chegou o carteiro, entregou as cartas e o Pe. Kentenich o viu. Deixou as Irmãs, foi ter com ele, saudou-o com um aperto de mão e disse: “Quero agradecer-lhe o seu trabalho, porque graças a ele fico informado sobre o que acontece com a Família de Schoenstatt no mundo inteiro. Mas também tenho que lhe pedir desculpas, porque desde que cheguei lhe dei, com certeza, mais trabalho e a sacola pesa mais”. Deu-lhe uma gorjeta especial. Esse carteiro dizia depois com orgulho: “Vejam, o Fundador veio me cumprimentar. Agradeceu-me pelo meu trabalho e até me deu uma gorjeta. Deixou todas as Irmãs que estavam ali e veio me saudar!” Quando o Fundador faleceu e ele soube do processo de beatificação disse: “Eu apertei a mão de um santo”.

Testemunho partilhado pelo Pe. Humberto Anwandter na Jornada Nacional de Dirigentes do Chile, realizada no Santuário de Bellavista, Santiago, em novembro de 2003.

Fonte: Facebook Schoenstatt Brasil