Neste 13º Domingo do Tempo Comum, celebramos a Solenidade de Pedro e Paulo, Apóstolos. Olhando para o testemunho destes dois pilares da Igreja, na radicalidade do seu seguimento a Jesus, somos interpelados a seguir seus passos, encarnando a mensagem evangélica.

Se olhamos para o chamado de Pedro, à beira do mar da Galileia, para aos três anos em que acompanhou o Salvador, ou ainda para a sua dura queda, depois da qual é encontrado pela misericórdia de Deus que o restaura e confirma; ou para a conversão de Paulo, que transformara o coração de um perseguidor implacável em um coração inflamado pelo amor de Cristo a anunciar a salvação a todos os povos; O que percebemos em comum?

A transformação acontece a partir do encontro com Jesus 

Um encontro que muda tudo. Que transforma um simples pescador e um judeu convicto, em eloquentes testemunhas da Boa-Nova.

 

Quando, dois mil anos após a vinda de Jesus, a Igreja continua nos apontando estas personalidades, não evidencia necessariamente suas virtudes, conquistas, desafios vencidos, obras realizadas… Mas aponta para o segredo destas vidas, que continua capaz de transformar e plenificar de sentido também a nossa existência, fazendo-a frutificar no seio da Igreja constituída por Cristo, a qual não será vencida pelas investidas diabólicas.

Esta transformação, embora encontre um momento ápice, acontece paulatinamente, em meio aos reveses da vida cotidiana, às vitórias e fracassos, como bem nos ilustra o exemplo desses apóstolos.

É a profissão de fé no “Messias, o Filho do Deus vivo”, assim como faz Pedro no Evangelho de hoje, que sustenta o testemunho credível, o anúncio ousado, o constante recomeçar a que cada um de nós, cristãos católicos, somos chamados.

A esperança que não ilude

A segunda leitura, retirada da 2ª Carta de São Paulo a Timóteo, faz ressoar as palavras do Apóstolo, como um testamento: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Daqui em diante, está-me reservada a coroa da justiça, que o Senhor, o justo Juiz, me dará no dia do juízo; e não só a mim, mas também a todos aqueles que tiverem esperado com amor a Sua manifestação.”

A recompensa de Deus é nossa esperança, que não defrauda nem se corrompe, que o tempo não apaga ou faz esmorecer. É a herança da vida eterna, junto d’Aquele que nos chamou para estarmos juntos no banquete da eternidade.

Enquanto ainda estamos neste mundo, peregrinemos iluminados pela vida destes grandes Apóstolos e esperemos confiantes a realização das promessas do Senhor aos seus eleitos.