
Ir. M. Neiva Pavlak – No dia 19 de março a Igreja universal celebra a solenidade de São José, pai adotivo de Jesus e esposo da Virgem Maria.
Como Família de Schoenstatt, desde os inícios, concentramos em Maria nossa devoção e nosso amor, e em um grau tão elevado que selamos com ela uma Aliança de Amor e a ela demos um trono no Santuário. Vemo-la como ponte e caminho seguro que nos conduz a Jesus.
No entanto, se voltarmos nossa atenção aos elementos que estão nos Santuários, podemos ver em destaque, num altar lateral, a imagem ou estátua de São José. Assim como não podemos ver Maria separada de Jesus, também não podemos venerar Maria separada de São José, aquele que Deus escolheu para ser o guarda e protetor da Sagrada Família.

Nosso Pai e Fundador tinha um profundo amor e devoção a São José, não só por ser portador do seu nome, mas porque o via em sua grande missão que Deus lhe confiou. Em uma homilia, em 1934, ele fala sobre o mistério do amor na vida e no atuar de São José, e diz: “De São José, que consideramos como o Protetor da Santa Igreja, esperamos também a proteção do amor divino, um forte crescimento do amor divino… O amor divino é expresso de muitas formas… Todo amor sempre quer transformar-se em verdadeiro e profundo amor a Deus. Para nós, o amor a Maria é o amor a Deus. O crescimento do amor a Deus deve tornar-se, de modo especial um elevado crescimento de íntimo amor a Maria. Amor a Maria é amor a Deus, caso contrário, deve ser considerado como idolatria. Se São José nos interceder um crescimento do amor a Maria, podemos esperar também, por outro lado, um crescimento do amor a São José.”
Ele pergunta: “Será que, para a Mãe de Deus, após Deus e Jesus, não estava São José em primeiro lugar? Considerem seu relacionamento para com ele e dele para com ela. Se entendo bem, e se, nos poucos momentos que a Sagrada Escritura fala, eu descobrir o que o bom Deus quer dizer, veremos que é tríplice a atitude que enlaça as três pessoas”, Jesus, Maria e José. “A Mãe de Deus deve ter tido um delicado e íntimo amor a São José… Pessoas santas possuem sempre uma simpatia secreta por pessoas da mesma atitude, pessoas da mesma natureza. São José deve ter gostado da Mãe de Deus, porque ela era santa.” A Mãe de Deus devia ter também uma confiança sem limites e sem reservas em São José. “São José foi doado à Mãe de Deus, na ordem objetiva do ser, como seu protetor. … Ele recebeu o cuidado especial de tudo, quer na própria, como em terra estranha. Ela confia nele, pois ele tem a responsabilidade principal pela pequena Sagrada Família.”

“Esta é, certamente, a confiança que os genuínos filhos da Igreja aprenderam da Mãe de Deus, de se concentrarem principalmente nas situações econômicas aflitivas e se dirigirem ao Patrono da Igreja, o homem singelo, o guarda e pai que dá o pão em todas as aflições materiais.”.
Muitas famílias católicas consagram-se a São José e lhe dão um lugar especial em seu lar, ou colocam sua imagem no Santuário-lar como sinal de sua fé e confiança no seu poder intercessor. São José é também um ícone para os pais de família, assim como testemunha Guilherme Bilhalva, esposo da Kate e pai dos pequenos José Luiz e Sophie Maria, pertencentes à Liga de Famílias de Porto Alegre: “Para mim, São José é o modelo máximo de guardião silencioso. Como esposo e pai, ele me ensina que a nossa missão nem sempre precisa de grandes alardes, mas de uma presença constante e protetora. Ele é a prova de que cuidar da família e cumprir a vontade de Deus se faz no trabalho do dia a dia e no cuidado atento com quem amamos.”
Com o Pe. Kentenich “esperamos que, por intercessão de São José, nos tornemos um pouco mais livres das coisas terrenas, e que ele nos conduza, sempre mais, ao tesouro do perfeito amor a Deus”.
Textos de uma palestra dada pelo Pe. Kentenich às Irmãs de Maria.
