Após quase 1 ano e meio de pandemia, retornaram algumas atividades no Centro Mariano, junto ao Santuário Tabor, entre elas, os Retiros de Silêncio.

Assim, em 25 de agosto, 46 senhoras passaram o dia em retiro silencioso meditando sobre a vida de Jesus e o símbolo da Cruz da Unidade.

Marlene Mendes, integrante da Liga de Mãe e missionária da Mãe Peregrina, participou do retiro e conta como transcorreu este dia tão especial.

 “A Irmã M. Olindina fez a abertura com uma linda reflexão sobre o Silêncio. O que vamos silenciar? O exterior, o barulho, o celular, a mídia, as conversas frívolas, dominar a língua. O que vamos deixar falar? Deus e o divino… queremos descobrir o novo nome de Deus: o Silêncio! O silêncio aguça a audição, e permite que se ouçamos a voz de Deus, por isso permanecer em silêncio é uma grande virtude, é um caminho para chegar ao coralão de Deus. Passamos a refletir em silêncio e cada um podia escolher uma lasca de madeira simbolizando nossa parcela na cruz de Cristo.

Depois tivemos uma linda reflexão com a Irmã M. Jéssica sobre: O olhar voltado à Cruz de Cristo. O sofrimento de Cristo na cruz foi por amor, mediante o amor, e para o amor. Deus não muda, é o mesmo Cristo que conduz a nossa vida, ele não nos abandona nunca, especialmente nos momentos difíceis; está conosco.

Após o almoço, tivemos uma lindíssima reflexão sobre a bela e trabalhosa confecção da Cruz da Unidade dos jardins do Santuário Tabor. Pudemos fazer a relação de cada detalhe da confecção com nossa vida: cortar as arestas, lixar, moldar, fixar alicerces. Fomos pensados e escolhidos por Deus e o batismo e precisamos moldar a imagem de Cristo em nós. Acreditar que é Deus que realiza, através de Maria, a obra de Cristo em nós.

Refletimos também cada parte da Cruz da Unidade, a imagem de Cristo, Maria e sua relação, a imagem de Deus Pai. A simbologia das mãos, os olhares da Mãe e do Filho, o cálice… e muitas outras expressões que deveremos observar e comtemplar neste símbolo que surgiu aqui em Santa Maria na década de 50 como resposta pela unidade da Obra de Schoenstatt.

E ainda tivemos confissões, rezamos o terço, a Via Sacra e culminou com a Santa Missa celebrada pelo Padre Marcelo, capelão da aeronáutica. Nos estimulou a talharmos cada dia a imagem de Cristo em nós para sermos portadoras de Cristo para nossa família e a Igreja.

Encerramos este dia agraciado queimando as ‘lasquinhas de nossa cruz’ a fim de que Cristo viva em nós como fogo novo.”