Ir. M. Marcia Carmo da Silva – Diante de uma grande dificuldade é preciso agarrar-se com toda a força em algo ou alguém que nos dê segurança. Assim relatam alguns sobreviventes da tragédia de Brumadinho/MG:

  • Antônio França, de 55 anos, conta que segurou em uma viga para não ser arrastado por lama.
  • Ronan Otávio Gomes Santos, de 14 anos, nadava em uma lagoa quando foi levado pelo lamaçal, num trecho de aproximadamente 500 metros. Para se salvar, o jovem se agarrou num coqueiro.
  • Paola Prates, 22 anos, conseguiu sobreviver porque, quando estava sendo arrastada pela lama, um homem, identificado como Claudiney Coutinho, arremessou uma corda para resgatá-la.

Eles tiveram onde se segurar, por isso não foram arrastados pela lama. Assim também, quando a lama do mecanicismo, da massificação, tenta nos levar, é preciso encontrar um apoio, alguém que nos ajude a vencer a enxurrada.

A filialidade heroica é o caminho que nos ajuda a subir até Deus e nos dá força para lutar contra opensar, amar e viver mecanicista. Ser filho heroico é uma atitude que não conquistamos sozinhos. “Na vida fragmentada de hoje, onde nos arriscamos a perder o fio da meada, é essencial o abraço da Mãe” , diz o Papa Francisco, que explica: “Sem Mãe, não podemos ser filhos” .

“Maria é o modelo da autêntica filialidade” , diz o Pe. José Kentenich. Ela desperta o filho adormecido em nosso coração e nos ensina a viver a filiação divina, na perfeita união entre natural e sobrenatural. Essa realidade ele experimentou em sua própria vida: “Essa foi a luta pessoal da minha juventude. Nela eu pude vencer aquilo que hoje inquieta o Ocidente até suas profundas raízes. Deus me deu inteligência clara. Por isso tive que passar, durante anos, por provas de fé. O que conservou minha fé durante esses anos foi um simples e profundo amor a Maria”.

“Maria é remédio para a solidão e a desagregação”, diz o Papa Francisco. Ela nos ensina a experimentarmos a misericórdia de Deus, em nossa vida, e nos ajuda a permanecermos firmes diante dos ventos contrários, que tentam nos arrastar e desviar do caminho.

Em Schoenstatt, a entrega filial à Maria transformou um pequeno grupo de seminaristas em heróis, que anunciaram o amor à Mãe de Deus em meio aos campos de batalha. Assim acontece também com muitos outros que, pela Aliança de Amor, são educados pela Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt.

 

Podemos refletir:

– Quais são as enxurradas que tentam me arrastar?

– Nessas situações procuro superar sozinho ou tenho onde me segurar?

– Deixo-me educar por Maria?

Fonte: schoenstatt.org.br