Início de Quaresma? Tem via sacra até a Vila Nobre da Caridade

Ir M Rosequiel Fávero – No domingo, 26 de fevereiro, aconteceu a tradicional via sacra do primeiro domingo de quaresma, partindo do Santuário Tabor até a Vila Nobre da Caridade.

Sentir o que o outro sente

A Vila Nobre da Caridade foi criada pelo Servo de Deus João Luiz Pozzobon para acolher famílias carentes. Ele próprio idealizou a oração da Via Sacra do Santuário até a Vila Nobre, acompanhando pessoalmente a confecção das estações, mas morreu antes que fosse inaugurada, o que aconteceu no início da Quaresma de 1986.

“Sentir o que o outro sente”, dizia João Pozzobon, ao motivar o trabalho social, que tanto marcou o seu apostolado. Ir ao encontro de quem precisa de ajuda, escutar-lhe, conhecer sua vida e preocupações. E unir tudo isso com o sofrimento de Jesus, conduzindo todos à Mãe de Deus, no seu Santuário. Por isso, quis que a Via-Sacra partisse do Santuário até a Vila Nobre da Caridade, para que os devotos da Mãe e Rainha fossem ao encontro dos necessitados, motivando o ‘Schoenstatt em saída’.

Embora a Vila Nobre da Caridade, como tal, não exista mais, pois nenhuma família é ali abrigada e também as casas tenham sido derrubadas, existem muitos vestígios do trabalho apostólico e social desenvolvido por João Pozzobon. Assim, visitar o local e refletir sobre o seu exemplo, ajuda os peregrinos a perguntar-se ‘onde em minha cidade, minha paróquia, minha família tem alguém que precisa de mim? Como é a minha Vila Nobre da Caridade’?

A ‘capelinha azul’

No final da via sacra, o grupo visitou a ‘capelinha azul’. A primeira capela dedicada à Mãe e Rainha neste local remonta ao início da década de 50, tendo sido contruída em madeira e com telhado de capim. Algumas reformas foram feitas ao logo dos anos.

Espontaneamente surgiram testemunhos de quem havia vivenciado este lugar ao lado de João Pozzobon como capela e como escola para as crianças das famílias que viviam no local.

No final, o grupo registrou a participação com uma foto junto da capelinha azul. A próxima via sacra acontecerá na manhã da Sexta-feira Santa.

Mais fotos (Ir M Rosequiel Fávero)

Em missão preparando os 75 anos do Santuário Tabor

A Família de Schoenstatt de Santa Maria se prepara com alegria para as celebrações dos 75 anos do primeiro Santuário de Schoenstatt no Brasil, o Santuário Tabor.

Equipes ‘missionárias’ estão visitando paróquias e comunidades da arquidiocese de Santa Maria anunciando o jubileu e motivando a participação de todos.

Na noite de 15 de fevereiro, uma das equipes esteve na localidade de Água Boa, região rural de Santa Maria, pertencente à paróquia Nossa Senhora da Glória. A padroeira da comunidade é a Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt.

Até a metade de março, cerca de 100 comunidades deverão ser visitadas e convidadas a participar desta grande festa.

Advento junto ao Santuário de Schoenstatt – Porto Alegre

Quando entramos num Santuário de Schoenstatt ‘damos de frente’ com o quadro da Mãe e Rainha, com o Menino Jesus nos braços. Muitos dizem que parece que ela está nos esperando e nos oferecendo seu Filho. Neste tempo de advento esta vivência é ainda mais forte, pois o convite da Mãe de Deus ecoa ainda mais forte no coração de quem vai visitá-la ou a recebe na sua imagem peregrina: “Tens espaço no teu coração para o meu Menino Jesus?”

O Advento junto aos Santuários de Schoenstatt se reveste de símbolos e também de momentos especiais de oração. Hoje e nos próximos dias vamos contemplar exemplos do que vem sendo oferecido aos peregrinos dos Santuários do Rio Grande do Sul neste tempo especial.

 

Procurando ‘albergue’ para Maria e José.

Em Porto Alegre, junto ao Santuário Tabor Maria Cor Ecclesiae, foi feita no primeiro domingo do Advento a ‘procura de albergue’, onde é encenada a busca de José e Maria em Belém, batendo de porta em porta, conforme o breve relato do evangelho de Lucas (Lc 2,7).

A encenação aconteceu logo após a Santa Missa das 16h, presidida pelo jovem saerdote Pe. Aluísio Negrete Cabreira, que celebou a Eucaristia pela primeira vez junto ao Santuário.

Batendo em diferentes portas, o casal da Liga de Famílias Lucas Prates Martins e Mariana Peixoto, devidamente trajados como Maria e José, cantaram o diálogo em que pedem abrigo para eles e para o Deus Menino que iria nascer. Como aconteceu há mais de dois mil anos, também agora as portas não se abriram. Outros integrantes da Família de Schoenstatt local participaram, interpretando os donos das hospedarias.

A procura encerrou-se no Santuário, onde agora, a porta se abre para acolher José em Maria, e todos os que lhes acompanharam neste momento forte de reflexão.

A Família de Schoenstatt da capital gaúcha pretende oferecer em cada domingo uma vivência de Advento a todos os que quiserem participar.

Mais fotos e vídeos (Márcia Kazumi)

Mensagem do Papa Francisco para o 30º Dia Mundial do Doente

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO
PARA O XXX DIA MUNDIAL DO DOENTE

(11 de fevereiro de 2022)

«Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso» (Lc 6, 36).
Colocar-se ao lado de quem sofre num caminho de caridade»

Queridos irmãos e irmãs!

Há trinta anos, São João Paulo II instituiu o Dia Mundial do Doente para sensibilizar o povo de Deus, as instituições sanitárias católicas e a sociedade civil para a solicitude com os enfermos e quantos cuidam deles [1].

Agradecemos ao Senhor o caminho feito durante estes anos nas Igrejas particulares de todo o mundo. Já se deram muitos passos em frente, mas há ainda um longo caminho a percorrer para garantir a todos os doentes, mesmo nos lugares e situações de maior pobreza e marginalização, os cuidados de saúde, de que necessitam, e também o devido acompanhamento pastoral para conseguirem viver o período da doença unidos a Cristo crucificado e ressuscitado. Que o XXX Dia Mundial do Doente – por causa da pandemia, a sua celebração culminante não poderá ter lugar em Arequipa, no Perú, mas vai realizar-se na Basílica de São Pedro, no Vaticano – nos ajude a crescer na proximidade e no serviço às pessoas enfermas e às suas famílias.

1. Misericordiosos como o Pai

O tema escolhido para este trigésimo Dia Mundial – «Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso» (Lc 6, 36) – faz-nos, antes de mais nada, voltar o olhar para Deus, «rico em misericórdia» (Ef 2, 4), que olha sempre para os seus filhos com amor de pai, mesmo quando se afastam d’Ele. Com efeito a misericórdia é, por excelência, o nome de Deus, que expressa a sua natureza não como um sentimento ocasional, mas como força presente em tudo o que Ele faz. É conjuntamente força e ternura. Por isso podemos dizer, cheios de maravilha e gratidão, que a misericórdia de Deus tem nela mesma tanto a dimensão da paternidade como a da maternidade (cf. Is 49, 15), porque Ele cuida de nós com a força dum pai e com a ternura duma mãe, sempre desejoso de nos dar vida nova no Espírito Santo.

2. Jesus, misericórdia do Pai

Suprema testemunha do amor misericordioso do Pai para com os enfermos é o seu Filho unigénito. Quantas vezes os Evangelhos nos narram os encontros de Jesus com pessoas que sofriam de várias doenças! Ele «começou a percorrer toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino e curando entre o povo todas as doenças e enfermidades» (Mt 4, 23). Podemos perguntar-nos: Porquê esta atenção particular de Jesus para com os doentes, a ponto da mesma se tornar também a atividade principal na missão dos apóstolos, enviados pelo Mestre a anunciar o Evangelho e curar os enfermos (cf. Lc 9, 2)?

Um pensador do século XX sugere-nos uma razão: «A dor isola duma forma absoluta e é deste isolamento absoluto que nasce o apelo ao outro, a invocação ao outro» [2]. Quando uma pessoa experimenta na própria carne fragilidade e sofrimento por causa da doença, também o seu coração se sente acabrunhado, cresce o medo, multiplicam-se as dúvidas, torna-se mais impelente a questão sobre o sentido de tudo o que está a acontecer. A propósito, como não recordar os numerosos enfermos que, durante este tempo de pandemia, viveram a última parte da sua existência na solidão duma Unidade de Terapia Intensiva, certamente cuidados por generosos profissionais de saúde, mas longe dos afetos mais queridos e das pessoas mais importantes da sua vida terrena? Daqui vemos a importância de se ter ao lado testemunhas da caridade de Deus, que a exemplo de Jesus, misericórdia do Pai, derramem sobre as feridas dos enfermos o óleo da consolação e o vinho da esperança [3].

3. Tocar a carne sofredora de Cristo

O convite de Jesus a ser misericordiosos como o Pai adquire um significado particular para os profissionais de saúde. Penso nos médicos, enfermeiros, técnicos de laboratório, auxiliares e cuidadores dos enfermos, bem como nos numerosos voluntários que doam tempo precioso a quem sofre. Queridos profissionais da saúde, o vosso serviço junto dos doentes, realizado com amor e competência, ultrapassa os limites da profissão para se tornar uma missão. As vossas mãos que tocam a carne sofredora de Cristo podem ser sinal das mãos misericordiosas do Pai. Permanecei cientes da grande dignidade da vossa profissão e também da responsabilidade que ela acarreta.

Bendizemos o Senhor pelos progressos que a ciência médica realizou sobretudo nestes últimos tempos; as novas tecnologias permitiram dispor de vias terapêuticas de grande utilidade para os doentes; a pesquisa continua a dar a sua valiosa contribuição para derrotar velhas e novas patologias; a medicina de reabilitação desenvolveu notavelmente os seus conhecimentos e competências. Tudo isso, porém, não deve jamais fazer esquecer a singularidade de cada doente, com a sua dignidade e as suas fragilidades [4]. O doente é sempre mais importante do que a sua doença, e por isso qualquer abordagem terapêutica não pode prescindir da escuta do paciente, da sua história, das suas ansiedades, dos seus medos. Mesmo quando não se pode curar, sempre é possível tratar, consolar e fazer sentir à pessoa uma proximidade que demonstre mais interesse por ela do que pela sua patologia. Espero, pois, que os percursos de formação dos operadores da saúde sejam capazes de os habilitar para a escuta e a dimensão relacional.

4. Os lugares de tratamento, casas de misericórdia

O Dia Mundial do Doente é ocasião propícia também para determos a nossa atenção nos lugares de tratamento. A misericórdia para com os enfermos levou a comunidade cristã a abrir, no decorrer dos séculos, inúmeras «estalagens do bom samaritano» (cf. Lc 10, 34), onde pudessem ser acolhidos e tratados doentes de todo o género, sobretudo aqueles que, por indigência, pela exclusão social ou pelas dificuldades no tratamento dalgumas patologias, não encontravam resposta ao seu pedido de saúde. Em tais situações, são sobretudo as crianças, os idosos e as pessoas mais fragilizadas que pagam o preço mais alto. Misericordiosos como o Pai, muitos missionários acompanharam o anúncio do Evangelho com a construção de hospitais, dispensários e lugares de tratamento. São obras preciosas, através das quais se concretizou a caridade cristã e se tornou mais credível o amor de Cristo, testemunhado pelos seus discípulos. Penso sobretudo nas populações das zonas mais pobres da Terra, onde por vezes é necessário percorrer longas distâncias para encontrar centros de tratamento que, embora com recursos limitados, oferecem tudo o que têm disponível. Ainda há um longo caminho a percorrer e, nalguns países, receber adequados tratamentos continua a ser um luxo. Testemunha-o, por exemplo, a escassa disponibilidade, nos países mais pobres, de vacinas contra a Covid-19 e ainda mais a falta de tratamentos para patologias que requerem medicamentos muito mais simples.

Neste contexto, desejo reafirmar a importância das instituições sanitárias católicas: são um tesouro precioso que deve ser preservado e sustentado; a sua presença caraterizou a história da Igreja pela sua proximidade aos doentes mais pobres e às situações mais esquecidas [5]. Quantos fundadores de famílias religiosas souberam ouvir o clamor de irmãos e irmãs privados de acesso aos tratamentos ou mal atendidos, prodigalizando-se ao seu serviço! Ainda hoje, mesmo nos países mais desenvolvidos, a sua presença é uma bênção, porque, além de cuidar do corpo com toda a competência necessária, sempre podem oferecer também aquela caridade cujo centro da atenção são os doentes e os seus familiares. Numa época em que se difundiu a cultura do descarte e nem sempre se reconhece a vida como digna de ser acolhida e vivida, estas estruturas, como casas da misericórdia, podem ser exemplares na salvaguarda e no cuidado de cada existência, mesmo a mais frágil, desde o próprio início até ao seu termo natural.

5. A misericórdia pastoral: presença e proximidade

No caminho feito ao longo destes trinta anos, a própria pastoral da saúde viu o seu serviço ser cada vez mais reconhecido como indispensável. Na verdade, se a pior discriminação sofrida pelos pobres – e os doentes são pobres de saúde – é a falta dos cuidados espirituais, não podemos exonerar-nos de lhes oferecer a proximidade de Deus, a sua bênção, a sua Palavra, a celebração dos Sacramentos e a proposta dum caminho de crescimento e amadurecimento na fé [6]. A propósito, gostaria de lembrar que a proximidade aos enfermos e o seu cuidado pastoral não competem apenas a alguns ministros especificamente deputados para o efeito; visitar os enfermos é um convite feito por Cristo a todos os seus discípulos. Quantos doentes e quantas pessoas idosas há que vivem em casa e esperam por uma visita! O ministério da consolação é tarefa de todo o batizado, recordando-se das palavras de Jesus: «Estive doente e visitastes-Me» ( Mt 25, 36).

Queridos irmãos e irmãs, à intercessão de Maria, Saúde dos Enfermos, confio todos os doentes e as suas famílias. Unidos a Cristo, que carrega sobre Si o sofrimento do mundo, possam encontrar sentido, consolação e confiança. Rezo por todos os profissionais de saúde para que, ricos em misericórdia, ofereçam aos pacientes, juntamente com os tratamentos devidos, a sua proximidade fraterna.

De coração, a todos concedo a Bênção Apostólica.

Roma, São João de Latrão, na Memória de Nossa Senhora de Loreto, 10 de dezembro de 2021.

 

Francisco

 


[1] Cf. São João Paulo II, Carta ao Cardeal Fiorenzo Angelini, Presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral no Campo da Saúde, para a instituição do Dia Mundial do Doente (13/V/1992).

[2] E. Levinas, «Une éthique de la souffrance», in: J.-M. von Kaenel (ed.), Souffrances. Corps et âme, épreuves partagées (Autrement, Paris 1994), 133-135.

[3] Cf. Missal Romano, Prefácio Comum VIII «Cristo, o bom samaritano».

[4] Cf. Francisco, Discurso à Federação Nacional das Ordens dos Médicos Cirurgiões e dos Dentistas (20/IX/2019).

[5] Cf. Francisco, Angelus, na Policlínica «Gemelli» em Roma (11/VII/2021).

[6] Cf. Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium (24/XI/2013), 200.

Fonte: vatican.va

Foto de capa: pixabay.com

As Irmãs de Maria “dinâmicas” começam o ano reunidas

Karen Bueno – Todo começo de ano as Irmãs de Maria de Schoenstatt da assistência dinâmica, ou seja, aquelas que são assessoras do Movimento Apostólico de Schoenstatt, abrem suas atividades reunidas nas duas províncias do Brasil: em Atibaia/SP e em Santa Maria/RS. Neste ano de 2022, os encontros simultâneos abordam especialmente a celebração dos 75 anos do ideal Tabor.

 

Atibaia

Em Atibaia o encontro iniciou no dia 30 de dezembro de 2021 e termina dia 12 de janeiro de 2022. As Irmãs desta província atendem os regionais Sudeste e Paraná.

A Ir. M. Diná Batista de Sousa conta: “Em nossos trabalhos deste ano, caminhando junto com a Central Nacional de Assessores, nós queremos promover as vivências do ano do Tabor, para que todos possam participar. Além da Taborfest III, que está sendo preparada e que vai acontecer em Londrina/PR, estamos também promovendo para que em todos os Santuários nós possamos celebrar, unidos, esses 75 anos do Ideal Tabor no mês de abril. Para isso tem as equipes nacionais, equipes locais e assessores junto com aqueles que estão preparando. Muitas coisas bonitas já estão acontecendo”.

As assessoras, juntas, também fizeram uma reflexão sobre a realidade atual e traçaram metas de atuação: “Sabemos que ainda estamos em tempos de pandemia e que permanece o desafio para mantermos a evangelização e os trabalhos de Schoenstatt. Mas, nisso também está uma coisa bonita de se ver. O Movimento não para, sempre vêm novas portas que se abrem para que possamos anunciar a missão. Nós analisamos o quanto são ainda necessárias ou não as atividades online. Neste ano, como estamos sentindo, será preciso ter ainda atividades online. Ao mesmo tempo, nós queremos, de modo especial, nos dedicar a renovar, a resgatar a vinculação ao Santuário, com atividades presenciais. Também queremos ter a atenção, o olhar e o cuidado com o pessoal, com as pessoas, com o humano. A gente vê que hoje as pessoas estão muito necessitadas de serem vistas, acolhidas novamente, acolhidas em seu sofrimento, em suas dores, em suas perdas… Queremos, com o trabalho deste ano, ter essa proximidade pessoal. A gente sente que é muito necessário estar pronto para ouvir as pessoas, para acolher, dar conselhos e conduzi-las à Mãe”, explica a Ir. M. Diná.

 

Santa Maria

As 19 Irmãs reunidas em Santa Maria atendem os regionais Sul e Nordeste do Brasil. Seu encontro acontece de 1 a 14 de janeiro de 2022.

A Ir. M. Claudete Rauen conta: “Neste ano estão diante de nós dois acontecimentos importantes: a celebração dos 75 anos da primeira visita do nosso Pai e Fundador ao Brasil e os 75 anos do nosso ideal e missão Tabor. Ajudar a nossa Família a celebrar, vivenciar e assumir a missão é o centro da nossa reflexão e trabalho neste ano”.

Olhando para 2022, ano jubilar do ideal nacional, Ir. M. Claudete conta qual seu desejo: “Espero que neste ano, como Família de Schoenstatt, possamos alcançar o desafio proposto pelo Pe. Kentenich quando nos visitou no ano de 1947: ‘um abrasador amor a Cristo’, já que a pessoa de Cristo é o cerne, o núcleo da nossa missão Tabor”.

Quaresma com São José – IV

Pe. Rafhael Silva Maciel – O Venerável Papa Pio XII instituiu S. José como Patrono dos trabalhadores. Na ocasião do encontro com membros da Associação Cristã dos Trabalhadores Italianos dizia: “Hoje (…) devemos reconhecer que a bênção do Senhor, por Nós invocada sobre a vossa obra, foi forte e que o Patrono celeste, que então vos demos, S. José, homem fiel e justo, o trabalhador por excelência, vos protegeu prodigiosamente” (29/6/1948).

Assim, S. José era reconhecido como Patrono dos trabalhadores, pois com o suor do seu trabalho sustentou o lar de Nazaré, proveu para sua casa o necessário, passando ele mesmo por todas a condições e agruras que um digno trabalhador passa no enfrentamento das adversidades da condição humana.

O operário de Nazaré soube com destreza repassar a Jesus o seu ofício. As Escrituras reconhecem Jesus como “o filho do carpinteiro” (Mt 13,55). O Papa Leão XIII, na Encíclica Quamquam Pluries (15/8/1889), escreveu: “José foi ao mesmo tempo legítimo e natural custódio, chefe e defensor da divina família. Com trabalhos que exerceu enquanto teve vida (…). Ele, continuamente, supria para eles as necessidades da vida com seu trabalho”.

Papa Francisco, na Carta Patris corde, escreve que S. José exerceu seu trabalho com honestidade “para garantir o sustento da sua família. Com ele, Jesus aprendeu o valor, a dignidade e a alegria do que significa comer o pão fruto do próprio trabalho” (n.6).

Vivemos tempos difíceis, em que uma pandemia inesperada atinge o mundo, não apenas com uma crise sanitária que vitimou muitas pessoas queridas, mas emergiu outro grave problema: uma crise econômica, que afeta tantos lares com o fantasma do desemprego e da falta de condições para o sustento digno das famílias.

Junto ao luto por tantas mortes, “neste nosso tempo em que o trabalho parece ter voltado a constituir uma urgente questão social e o desemprego atinge por vezes níveis impressionantes, mesmo em países onde se experimentou durante várias décadas um certo bem-estar, é necessário tomar renovada consciência do significado do trabalho que dignifica e do qual o nosso Santo é patrono e exemplo” (Francisco, Patris corde, 6).

O operário S. José, em tempos de pandemia na saúde e pandemia do desemprego é para nós sinal de que não devemos baixar a cabeça e buscarmos dignificar a vida humana com um trabalho justo e honrado. O Papa emérito Bento XVI disse em um de seus discursos que “o cristianismo está sempre chamado a procurar a justiça. O caminho realizado pelos leigos cristãos (…) guiou-os à autoconsciência de que as obras de caridade não devem substituir o compromisso pela justiça social” (4/3/2006). Por isso, o trabalho para sustentar os lares é compromisso com a justiça social!

Na Carta para o Ano de São José, escreveu Francisco: “a perda de trabalho que afeta tantos irmãos e irmãs e tem aumentado nos últimos meses devido à pandemia de Covid-19, deve ser um apelo a revermos as nossas prioridades. Peçamos a São José Operário que encontremos vias onde possamo-nos comprometer até se dizer: nenhum jovem, nenhuma pessoa, nenhuma família sem trabalho!”. As políticas em favor da vida, para além de fechar cidades e comércios para contenção da pandemia, deveriam prover para os cidadãos, também, por exemplo, um satisfatório sistema de transporte público; a redução da carga tributária, que pesam sobre o bolso dos mais pobres; dar incentivos fiscais para que os empreendedores possam pagar seus funcionários, enfim…

Confiamos aos cuidados do amado Patrono dos trabalhadores as necessidades de tantas pessoas que sofrem nesse momento, ao mesmo tempo que confiamos a ele os governantes para que promovam políticas públicas em favor dos trabalhadores.

Como mais um gesto concreto quaresmal, na escola de São José, operário durante essa Quaresma podemos fazer algum TRABALHO VOLUNTÁRIO, doando um pouco do nosso tempo ajudando alguma instituição de caridade; ou despojemo-nos de alguns bens que temos guardados – no vestiário, alimentos, entre outros – e doemos para irmãos que passam necessidade nessa hora tão difícil! Nossa penitência nos leve à santa caridade e nossas ações sejam reflexo da abstinência e jejum, realizados conforme a vontade do Senhor.

São José, operário, providenciai!

Foto: cathopic.com

Fonte: Vatican News

Como a pandemia pode ajudar a purificar nosso coração

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – Caminhamos para a terceira semana deste tempo de conversão, para celebrar na alegria a Páscoa do Senhor! Vimos no primeiro domingo que as tentações serão vencidas mediante a condução do espírito de Deus em nossas vidas, no alimento da Palavra que sai da boca de Deus e a alegria corajosa do anúncio do reino que já está entre nós. No segundo domingo éramos convidados a subir na Montanha Sagrada e ali ouvir o Pai que nos dizia para escutar seu Filho Amado; somente na sua escuta seremos transfigurados e, a partir do Cristo Tabor, poderemos transfigurar o mundo, hoje desfigurado por esta pandemia e suas nefastas consequências.

Nesta terceira semana, Jesus está no Templo e ali expulsa os que fazem da casa de oração, morada de Deus, um lugar de comércio. É um rito de purificação do Templo de pedra, mas a partir dele um rito de purificação de nosso corpo, que é Templo de Deus. O sacramento do Batismo é este rito de purificação: do homem velho para o homem novo! Jesus quer nos purificar de tudo que vem a fazer de nosso corpo, morada da Trindade, um objeto de uso, exploração, desvalorização do ser humano como imagem de Deus, que leva ao desrespeito pela dignidade da pessoa humana em seus direitos e deveres; Jesus vem para nos purificar e devolver o paraíso no qual somos feitos e para o qual fomos destinados.

O gesto de Jesus no Templo é um convite à conversão, um deixar Jesus expulsar de nós tudo de ruim – às vezes com a força do chicote, mas este sempre com amor – numa correção amorosa para nosso crescimento nas coisas de Deus. É um convite a pensar: Quais são nossos “templos”? Muitas vezes corremos o risco de tornar certos lugares turísticos, centros lucrativos e tantos outros espaços como “templos sagrados”, desviando do essencial: os lugares físicos consagrados a Deus, à Maria e aos santos; são lugares de encontro com Deus e de profunda experiência de fé.

Precisamos de estruturas de acolhimento, lazer e bem-estar, isso é necessário, mas elas não podem tomar o lugar daquilo que é santo: locais que o são pela força de uma aparição, uma imagem ou quadro milagroso ou um impulso de Deus, como fora no coração de nosso Pai e Fundador ao convidar a Mãe de Deus para morar na antiga capelinha de Schoenstatt!

A pandemia mais uma vez restringe a nossa presença física nesses lugares santos, mas, quem sabe, este é o tempo de nossa purificação pessoal. Não vamos ficar a murmurar, reclamar ou procurar culpados, ou deixar-nos levar pelas preocupações econômicas, entre outras, vamos deixar que esta nova fase de restrições seja para nós a passagem de Jesus a nos purificar!

Leituras deste domingo

  • 1ª Leitura – Ex 20, 1-17
  • Salmo – Sl 18
  • 2ª Leitura – 1Cor 1, 22-25
  • Evangelho – Jo 2, 13-25

Foto: cathopic.com

Fonte: schoenstatt.org.br

Santa Cruz do Sul teve sim uma grande romaria!

Todos os anos, a Romaria ao Santuário de Schoenstatt em Santa Cruz do Sul/RS atrai milhares de peregrinos.

Neste ano, a 44ª Romaria teve características bem diferentes. Com a pandemia e as restrições necessárias, não seria possível realizar a tradicional procissão. Como fazer então? “Sabíamos que precisava ser diferente, mas nunca cogitamos em cancelar o evento”, afirmou Ir M Angela Zam, assessora do Movimento de Schoenstatt na diocese.

Outra novidade também influenciou nos moldes com que a romaria foi realizada: há poucos dias o interior do Santuário fora transferido para a capela da casa em que as Irmãs de Maria passaram a residir, na rua Thomaz Flores, no centro da cidade.

Ir M Angela explica: “Como não foi possível ao povo ir até a Mãe e Rainha, nada mais justo do que Ela ir ao encontro dos seus filhos”. Foram organizados quatro andores com a imagem da MTA para, numa carreata, percorrer o maior número possível de bairros. Os coordenadores da Campanha da Mãe Peregrina organizaram os itinerários e mais três andores, além do já tradicionalmente usado na Romaria.

Com ajuda dos integrantes do Movimento, foi feita uma novena onde cada noite um outro ramos assumia a responsabilidade. E tudo transmitido pela página do Santuário no Facebbok.

Nos dias que antecederam a romaria muitas mãos generosas trabalharam na ornamentação dos andores, no contato com os responsáveis pela segurança, no ensaio dos cantos. “A Romaria de 2020 foi uma obra feita a ‘muitas mãos’ e seu sucesso foi resultado, além da graça de Deus, do trabalho da Família de Schoenstatt local“, relatou Ir M Angela.

Com o lema  ‘Faça de sua casa o local da 44ª Romaria’, as famílias foram convidadas a enfeitarem a frente de suas casas para acolher a passagem da Mãe de Deus, o que foi bastante correspondido. Muitos missionários aguardaram a MTA com sua imagem peregrina nas mãos, já que a maioria está parada com eles, por causa da pandemia.

Dom Aloísio Dilli, bispo da diocese de Santa Cruz do Sul, presidiu a Santa Missa junto ao altar do Santuário, que foi transmitida pela rádio da diocese e pelo Face do Santuário. Na sua homilia recordou que a liturgia celebrava neste domingo a solenidade de Cristo Rei e apontou para Maria como aquela nos nos conduz a Jesus, que nos convida a agir como ele.

No final da celebração, Dom Aloísio abençoou uma imagem peregrina, como símbolo da sua bênção de pastor que deveria acompanhar cada um dos andores da MTA que, no final da Missa, começariam sua peregrinação pelas ruas da cidade.

A partir do Santuário, uma animada equipe dirigiu as orações e cantos, que foram transmitidas pela rádio Santa Cruz, e tocadas nos carros de som que acompanhavam os andores.

“Não sabemos como será daqui um ano. Mas, uma coisa é certa, com ou sem pandemia, teremos novamente uma grande romaria”, completou Ir M Angela.

Mais fotos (Família de Schoenstatt de Santa Cruz do Sul)

 

18 de outubro na diocese de Santa Cruz do Sul/RS: um dia extraordinário de graças

Ir M Angela Zam – O dia 18 de outubro desse ano de 2020 foi um dia especial para a Família de Schoenstatt da Diocese de Santa Cruz do Sul. Na paróquia Nossa Senhora de Lourdes de Monte Alverne na Santa Missa, estiveram presente as missionárias da Campanha da Mãe Peregrina com suas imagens, ocasião em que também foi entronizado uma imagem ocasional da Mãe Peregrina no hospital da cidade. Na paróquia Três Mártires de Linha Santa Cruz também tiveram Santa Missa onde as missionárias levaram a imagem da Mãe Peregrina.

Junto ao Santuário em Santa Cruz do Sul, na parte da manhã, a Mãe Peregrina dos Noivos foi enviada aos jovens Gabriel e Aline que se preparam para o sacramento do matrimônio.

O Santuário foi centro da Família de Schoenstatt que a partir das 14h física ou online esteve presente para a celebração da Santa Missa com renovação da Aliança de Amor e na sequência oferecemos a querida Mãe, mil Ave Marias, onde cada Ramo ou Comunidade da Família se fez presente durante as 5 horas de orações ininterruptas.

Pe. Rafael Toillier, pároco na paróquia São José de Vale do Sol, foi o presidente da celebração, onde nos motivou a partir das leituras deste 29º domingo a valorizar o ser humano em sua plenitude, pois todos somos importantes aos olhos de Deus, a vida não tem preço, nós pertencemos a Deus, somos de Deus e Deus por sua vez tem a sua forma bonita de agir em nosso meio. “Num determinado ponto da história escolhe uma mulher que se torna Mãe de Jesus Cristo, Mãe de Deus, e esse Cristo no alto da cruz, diz a João e assim a cada um de nós: eis a tua Mãe, eis a vossa Mãe! Portanto aqui estamos para renovar a aliança que a partir de 1914 acontece pelo mundo inteiro. Que possamos nós também nos confiar sob amparo e intercessão maternal de Maria. Com Maria, conseguimos um caminho mais próximo para chegar ao Salvador, Cristo nosso Senhor.”

Que a Mãe e Rainha, aceite todas as contribuições ao Capital de Graças, oferecidas neste dia 18 de outubro e presenteie a nossa Diocese de Santa Cruz do Sul, com as graças de sempre mais sermos instrumentos na mãos de Maria servindo e amando a Igreja, assim como nos estimula o ideal do Santuário Tabor Immaculata Dilexit Ecclesiam.

Mais fotos (Ir M Angela Zam)

Para rever as mil Ave-Marias e a Missa da Aliança, pode-se acessar a página do Santuário no Facebook.

Quais são os sites oficiais de Schoenstatt?

 

O ambiente digital, em sua riqueza e multiplicidade, apresenta uma variedade de publicações dos mais diversos tipos.

Dentro do Movimento de Schoenstatt também existe uma variedade de páginas e espaços online. Alguns são publicações oficiais do Movimento Internacional, outros são artigos e manifestações pessoais de membros ou amigos do Movimento, que têm seu valor, mas não representam necessariamente a visão oficial de Schoenstatt.

Para termos claro quais são os meios de comunicação oficiais do Movimento, indicamos abaixo alguns sites do Brasil e do mundo:

  • Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt: s-ms.org

⇒ Sites oficiais no Brasil

⇒ Outros sites

Fonte: schoenstatt.org.br