Schoenstatt News: Notícias Internacionais do Movimento

 

Quer saber sobre as novidades do Movimento Apostólico de Schoenstatt nas Filipinas, no Chile, na Austrália e em outros países (incluindo o Brasil)? Acesse a edição online, deste mês de julho, do “Schoenstatt News” – o informativo internacional do Movimento.

Esteja onde estiver, você pode ler com apenas um click. Acesse também o site internacional do Movimento Apostólico: schoenstatt.com

 

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Mensagem da Presidência Internacional da Obra de Schoenstatt

SCHOENSTATT INTERNACIONAL

PRESIDÊNCIA INTERNACIONAL

Pe. Juan Pablo Catoggio – Presidente

Querida Família de Schoenstatt do mundo todo!

Ontem, Dom Stephan Ackermann, Bispo de Treves, anunciou que será formada uma nova comissão de historiadores para o processo de beatificação de nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich. A tarefa desses especialistas – a maioria não será integrante do Movimento de Schoenstatt – será reunir e avaliar aqueles documentos do Arquivo do Vaticano, que foi recentemente colocado ao dispor para pesquisa. Esses são documentos do pontificado do Papa Pio XII, que se referem ao Padre Kentenich e a Schoenstatt. Acolhemos com grande satisfação esta decisão do Bispo, uma vez que o esclarecimento das questões, em torno da pessoa e do agir do Pe. Kentenich, continuará a realizar-se em cooperação com a Diocese de Treves e os responsáveis pelo processo de beatificação. (Veja aqui)

Compreendemos que a Família de Schoenstatt, em todo o mundo, espera que tomemos iniciativas correspondentes às muitas perguntas justificadas, à irritação e exigência de transparência. Com razão, esperam que a história do Padre Kentenich, a história de Schoenstatt e a história das Irmãs de Maria sejam apresentas de maneira mais aberta e transparente e contada à Família de Schoenstatt. Reconhecemos que, por longo tempo, guardamos algumas coisas, por respeito e proteção das pessoas e comunidades.

Deus fala por meio dos acontecimentos. Na fé na Providência, entendemos que precisamos aprender coisas novas. Por meio das perguntas e críticas, Deus quer fazer-nos avançar, fazer-nos crescer.

Vemos que no momento os esclarecimentos e textos são divulgados de diversos lados e compartilhados nas redes sociais. Desta forma, procuram respostas para as perguntas que agora surgem. Isto é compreensível. É importante para nós que os textos relevantes do nosso Fundador ou documentos históricos isolados possam ser entendidos a partir do seu contexto. Os grupos de líderes locais do Movimento procuram ajudar. Além disso, em breve, coordenado por uma pequena equipe, será disponibilizado continuamente, em diversos idiomas, material de informação e documentação referente aos acontecimentos históricos. Serão encontrados em nosso site oficial www.schoenstatt.com. Da nossa parte, tomaremos também as medidas necessárias para selecionar o material dos arquivos agora acessíveis.

Se tiverem perguntas ou sugestões atuais, podem entrar em contato com nossa Secretaria de Coordenação Internacional, em Schoenstatt, pelo E-mail: communication@schoenstatt.com. Na medida do possível, estamos à sua disposição. Temos certeza de que este esclarecimento irá trazer a verdade à luz plena e, assim, possibilitar uma interpretação mais objetiva e ampla da pessoa, do modo de agir e do carisma do Padre Kentenich.

No aniversário da Ordenação sacerdotal de nosso Pai, que hoje comemoramos, precisamente agora, unimo-nos a ele e entre nós, na oração. Em seus vestígios, na fidelidade buscamos a verdade.


A Presidência Internacional da Obra de Schoenstatt
P. Juan Pablo Catoggio Schoenstatt, 8 de julho de 2020

Nota da Diocese de Treves/Alemanha

A Diocese de Treves/Alemanha vai estabelecer uma nova Comissão de historiadores para o processo de beatificação do Pe. José Kentenich, a qual terá a tarefa especial de “reunir todos os documentos, agora acessíveis do Arquivo do Vaticano que de alguma forma dizem respeito a este processo de beatificação, e avaliar a sua importância”. Isto é o que diz um esclarecimento da Diocese de Treves, publicado hoje, após uma reunião entre o Bispo Dr. Stephan Ackermann, o Dr. Georg Holkenbrink, Delegado Episcopal para Assuntos Oficiais de Treves, e representantes do Movimento Internacional de Schoenstatt. O Movimento de Schoenstatt expressa sua satisfação com este passo, confiando que, desta forma, chegar-se-á, o quanto antes, a uma transparência e clareza quanto à pessoa, a vida e a Obra do seu fundador.

 

Processo de Beatificação Kentenich: Avaliar o material recentemente encontrado

Bispo Ackermann anuncia a nomeação de uma nova comissão de historiadores

Treves/Vallendar-Schoenstatt – O Bispo Dr. Stephan Ackermann anunciou a nomeação de uma nova comissão de historiadores para ocupar-se com o Processo de Beatificação do Pe. José Kentenich. A razão, diz ele, é o fato de que após a abertura dos arquivos do Vaticano (agora até o final do pontificado do Papa Pio XII, em 1958), documentos, antes não acessíveis para a investigação diocesana no processo de beatificação do fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt, agora se encontram à disposição. Assim esclarece Ackermann, o bispo diocesano responsável pelo Processo de Beatificação, em 7 de julho, em Treves.

As normas atuais preveem tal comissão histórica para cada Processo de Beatificação. A nova Comissão se baseará nos resultados de uma anterior, que concluiu seu trabalho em 2007. A tarefa da nova Comissão de historiadores, cujos membros ainda serão nomeados, será, especialmente, reunir todos os documentos agora acessíveis do Arquivo do Vaticano, que de alguma forma dizem respeito a este processo de beatificação, e avaliar a sua importância. Estes documentos podem ser do próprio Pe. Kentenich ou referir-se a ele e a sua obra.

Será tarefa da Comissão também comparar o material recentemente encontrado com o já existente e avaliado pela comissão anterior. No final de seus trabalhos, a Comissão elaborará um relatório – incluindo os resultados da Comissão anterior – no qual constará uma declaração sobre a personalidade e a espiritualidade do Pe. José Kentenich.

O Processo de Beatificação do Padre José Kentenich foi aberto na Diocese de Treves em 10 de fevereiro de 1975, pelo Bispo Dr. Bernhard Stein, e ainda não foi concluído a nível diocesano.

Nota de imprensa da Diocese de Treves/Alemanha
7 de julho de 2020

Posicionamento frente às acusações de abuso

SCHOENSTATT INTERNACIONAL

PRESIDÊNCIA INTERNACIONAL

 

Pe. Juan Pablo Catoggio – Presidente

Presidência Internacional da Obra internacional de Schoenstatt

Posicionamento frente às acusações de abuso contra o Pe. José Kentenich

Ocasião para este posicionamento são as acusações contra o Fundador da Obra de Schoenstatt, Pe. José Kentenich, primeiro em um artigo de Alexandra von Teuffenbach, no jornal semanal “Die Tagespost”, de 2 de julho de 2020, e em notícias subsequentes na imprensa internacional.

As informações que contêm, “ainda não avaliadas” não são novidade para nós; foram totalmente incluídas na documentação acerca do Fundador de Schoenstatt, no contexto de sua separação temporária de sua Obra (1951-1965) e são objeto de um estudo detalhado por parte das autoridades da Igreja no contexto do processo de beatificação de Kentenich.

 Alexandra von Teuffenbach, historiadora da Igreja, que entre outras obras editou o diário de concílio de Pe. Sebastian Tromp SJ, toma a palavra na “Tagespost”, com uma notícia supostamente sensacional: baseando-se em suas pesquisas nos arquivos do Vaticano, agora liberados para o período de governo do Papa Pio XII, pretende revelar “porque o Padre José Kentenich precisou deixar a comunidade de Schoenstatt por ele fundada”. Em síntese: “abuso de poder” e “abuso sexual”. O citado artigo informa que “os verdadeiros motivos para o exílio de Kentenich” até agora não foram mencionados, mas que “os documentos agora liberados podem esclarecer a situação”.

As duas visitações no Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt (em 1949, pelo então bispo auxiliar Dom Bernhard Stein de Treves, e em 1951-1953 pelo jesuíta encarregado pelo “Santo Ofício” Pe. Sebastian Tromp SJ) são expostas inteiramente a partir da perspectiva dos visitadores, sobretudo do visitador apostólico Tromp. Surge assim uma imagem das Irmãs de Maria cujos matizes vão de extrema falta de autonomia, incapacidade de julgamento e decisão até a dependência infantil e submissão servil sob um Fundador que tudo domina.

Surpreende que a autora, a partir de documentos (ou anotações pessoais?) de Pe. Tromp, assuma totalmente a visão que ele tem da comunidade e de seus membros. A partir desta perspectiva, interpreta toda a restante documentação, por exemplo, também as cartas de algumas Irmãs ao Papa Pio XII em defesa do Fundador exilado como negativas e “prova de uma relação doentia com o Fundador”. Estas cartas só podem ser interpretadas como sinal da coragem com a qual algumas mulheres, nem tão fracas, se empenharam contra as medidas da Igreja que, segundo elas, eram injustas para com o Fundador e todo o Movimento Apostólico. Naqueles anos, também os representantes de outras comunidades de Schoenstatt se dirigiram ao Papa com cartas semelhantes. O que a autora não menciona é a lealdade de Schoenstatt para com a Igreja; nos mais de 14 anos do seu exílio, nem J. Kentenich nem os membros de Schoenstatt transformaram a provação por parte da Igreja em tema de uma notícia crítica de imprensa.

Surpreende, ainda, que Tromp seja honrado como alguém que compreende e liberta as mulheres, como defensor da liberdade de expressão e de consciência, porque escutou algumas (poucas) vozes críticas (o que fazia parte da sua incumbência) e lhes deu crédito, sem um diálogo aberto com o próprio fundador. Os membros do Instituto que Tromp recebeu durante o período de sua visitação não o vivenciaram como libertador, mas sofreram com seu estilo de interrogatório repressivo, suas (conhecidas também em outros ambientes) explosões temperamentais e tentativas de intimidação, ameaças e imposições de punições por parte da Igreja, assim como o julgamento extremamente negativo sobre o fundador e a comunidade.

A afirmação que as Irmãs eram “obrigadas a se confessarem ao fundador” pode ser refutada por testemunhos contrários. Acresce que J. Kentenich, naquela época, se encontrava continuamente em viagens ao estrangeiro, não por último a fim de conduzir as direções de suas comunidades à autonomia. É enigmático, como a obrigação de se confessar a ele poderia ser concretizada naquela situação de ausência permanente.

A acusação mais pesada é que o Pe. Kentenich abusava de sua autoridade de fundador para com as Irmãs como “pai” e exigia delas serviços sexuais.

Aqui, as afirmações se tornam muito vagas. Primeiro se fala de “uma” Irmã que se teria defendido “contra isso” (contra o quê?). Alguns parágrafos adiante surgem “seis a oito outras que também escreveram” (o quê?). Enfim, o texto afirma “que o abuso sexual primeiro negado foi mais tarde explicado pelo fato que Kentenich teria apenas pretendido solucionar as tensões sexuais das Irmãs por meio ‘do método da psicologia profunda’.” Fato é que o próprio Pe. Kentenich se distancia decididamente, justamente de tal interpretação.

Afirmações vagas ligadas à taxativa afirmação de um abuso sexual não são prova de uma avaliação objetiva e adequada da documentação. Afirmações generalizadas com atributos valorativos não fazem mais do que entrar no jogo do atual debate sobre abusos, sem conhecimento de “toda a história”, nem intenção de a comunicar.

Não é novo, para nós, que tenham havido acusações dentre as fileiras das Irmãs de Maria. O próprio Pe. Kentenich, após a divulgação de uma acusação, prestou detalhadamente contas também ao seu superior sobre o seu procedimento. No entanto, neste contexto, nunca se falou de um abuso sexual, nem literalmente nem no sentido do conteúdo. No processo romano da separação do Pe. Kentenich da sua fundação nunca foi feita a acusação de abuso sexual. A autora do artigo comenta, neste sentido: “A Congregação Romana não expôs as Irmãs e não utilizou o relatório da Irmã entre os motivos” (para o exílio). Esta interpretação parece forçada. Pretende provavelmente ainda justificar de alguma forma a tese do abuso sexual. Sabe-se que então, o “Santo Ofício” não era conhecido por sua reserva frente a acusações de abusos sexuais. A senhora von Teuffenbach não explica porque a mais alta instância da Igreja procurava poupar o Pe. Kentenich ou sua Fundação. Em Roma, ao contrário, constatou-se repetidamente que a separação do Padre Kentenich de sua obra não foi uma punição, mas sim uma determinação administrativa, ou seja, uma medida tomada por via administrativa em vista de um exame ulterior.

Refutamos decididamente a acusação de que José Kentenich é culpado de abuso sexual de membros das Irmãs de Maria de Schoenstatt. Seu procedimento para com outras pessoas, sobretudo mulheres, foi sempre pronunciadamente respeitoso e expressão de sua estima, assim como determinado pelo princípio da intangibilidade física, que também imprimiu à sua comunidade.

 Pe. Kentenich respondeu detalhadamente ao visitador e aos seus superiores em vista da acusação ao abuso de poder e expôs abertamente seu pensamento, seus princípios e seu procedimento.

Em 1965, ou seja, 1966, José Kentenich foi autorizado a regressar a Schoenstatt depois de um exílio de 14 anos. Os decretos que o separavam de sua fundação foram anulados, a Causa do Fundador foi devolvida à então Congregação dos Religiosos. De fato, está assim também refutada a acusação de abuso de poder.

Antes da abertura de um processo de beatificação, a Congregação para a Doutrina da Fé deve emitir, em base à documentação existente no seu arquivo, um assim chamado “Nihil obstat” (uma declaração de que não existe impedimento). Caso exista uma fundada suspeita de comportamento imoral do candidato à beatificação, a Congregação para a Doutrina da Fé não dá luz verde para o início do processo. No caso do Fundador de Schoenstatt, o “Nihil obstat” foi conferido.

A documentação do processo de beatificação inclui toda a documentação do tempo da visitação e do exílio. Desta forma, todas as vozes críticas e acusações são objeto de um estudo detalhado e de uma séria ponderação de todos os fatos dentro de um contexto histórico e espiritual apropriado. O último julgamento neste processo é pronunciado pela Igreja.

Em nome da Presidência Internacional da Obra de Schoenstatt

 

 

 

 

Schoenstatt, 2 de julho de 2020

Versão em PDF

Declaração da Presidência Geral

DECLARAÇÃO SOBRE O ARTIGO ONLINE DO “DIE TAGESPOST”

 

Hoje, foi publicado um artigo no site “Tagespost”, um jornal da Alemanha (www.die-tagespost.de) e, em vários idiomas, no site www.katholisch.de com o título “O Fundador de Schoenstatt Kentenich sob suspeita de abuso”, que faz referência a documentos do período do Papa Pio XII, que, há pouco tempo, se tornou de livre acesso no Vaticano. Se trata de acontecimentos em torno do ano de 1950, isto é, durante a época em que o Vaticano realizou uma visitação em Schoenstatt. Amanhã será publicado um artigo detalhado pela mídia impressa.

Sabe-se que, durante a visitação eclesiástica da Obra de Schoenstatt, nos anos 50, algumas pessoas fizeram acusações contra o Fundador de Schoenstatt às autoridades do Vaticano, que levaram o Fundador ao exílio de 14 anos. Estas questões também foram retomadas e esclarecidas no processo de beatificação, aberto em 1975. Então, foi colocado à disposição das autoridades eclesiásticas competentes todos os documentos e testemunhos, que de algum modo fossem pertinentes.

Caso ainda houvesse dúvidas sobre a integridade moral do fundador de Schoenstatt, o seu exílio não teria terminado e o Vaticano não teria dado o nihil obstat para abrir seu processo de beatificação.

Em nome da Presidência Geral da Obra de Schoenstatt, como autor do processo de beatificação do fundador, Pe. Kentenich,

Pe. Juan Pablo Catoggio

Schoenstatt, 1 de julho de 2020

Declaração em PDF 

Fonte: schoenstatt.org.br

Schoenstatt News: Confira as notícias internacionais

 

Esteja onde estiver, agora você pode acessar, com apenas um click, o novo site internacional do Movimento Apostólico de Schoenstatt. E, junto com novo site, surge também o informativo Schoenstatt News, lançado em abril pela Coordenação Internacional do Movimento Apostólico de Schoenstatt, você confere as principais notícias da Obra pelo mundo.

A primeira edição coloca em destaque as missões em Austin, nos Estados Unidos, traz notícias da Índia e da Austrália, entre outras. Para acessar, ler e baixar, clique no link abaixo:

Schoenstatt News

Rainha da Missão para os novos tempos!

 

Karen Bueno – “Que alegria reunir-nos como Família Internacional neste dia… Deste lugar nosso Pai e Fundador proclamou a missão do 31 de Maio”. Com essa saudação inicial, o Pe. Juan Pablo Rovegno Micheli, diretor nacional do Movimento Apostólico de Schoenstatt no Chile, acolhe a todos que participam da transmissão e coroação internacional da Mãe e Rainha. Num “caminho de coroas”, a Família de Schoenstatt se une mais uma vez internacionalmente para coroar Maria. Dessa vez, o ponto de encontro é o Santuário Cenáculo, em Bellavista, Santiago, Chile. Lá, em 1949, o Pe. José Kentenich realizou o ato que ficou conhecido como Terceiro Marco Histórico de Schoenstatt (saiba mais). Em meio às atuais crises, neste dia 31 de maio de 2020, a Família de Schoenstatt entrega mais uma vez a coroa e renova o compromisso com a missão do Pai, assumindo uma caminhada de conversão e renovação pessoal e comunitária para os novos tempos.

“Este dia de coroação quer ser um momento de desvalimento, mas também de confiança e, sobretudo, de colaboração…. Queremos que, aquilo que vamos viver, seja um oferecimento consciente por aqueles que estão sofrendo mais diretamente com a pandemia. Que aquilo que vamos viver seja um sinal de profunda esperança para o mundo”, diz o Pe. Juan Pablo Rovegno.

O ponto de partida

O rito de coroação inicia com uma peregrinação espiritual ao Santuário Original de Schoenstatt, na Alemanha, que é o coração da Obra e local onde tudo começou. Imagens conduzem todos a essa visita especial.

De volta ao Chile, as imagens mostram o Santuário Cenáculo, preparado especialmente para esta festa. Ali reúne-se um pequeno grupo de representantes do Movimento e membros da Presidência Nacional da Obra.

Após a leitura bíblica de Pentecostes, os participantes são convidados a acenderem as velas, em cada casa. Com isso, também imploram a presença do Espírito Santo para um novo Cenáculo.

Durante o rito, alguns símbolos são conduzidos ao altar: a coroa, que será ofertada à Mãe, a Cruz da Unidade, que tem um valor histórico simbólico para o Chile, e a talha com as contribuições ao Capital de Graças.

Com o pedido de conversão, a Família de Schoenstatt reconhece sua debilidade e pequenez e, ao mesmo tempo, se prontifica a continuar lutando por uma vida renovada de santidade.

Uma estrela de renovação

A coroação acontece num momento de silêncio e após renovar a oração rezada pelo Pe. José Kentenich em 1949. Depois que a coroa original foi roubada, em janeiro de 2018, todo o Movimento no Chile se preparou para este dia: finalmente poderiam colocar a coroa sob a fronte da Rainha.

Pe. Fernando Baeza, em nome da Presidência da Obra de Schoenstatt no Chile, realiza este ato tão esperado e preparado por todos. Na coroa estava também o símbolo de uma estrela, representando o Chile; a estrela que conduz a Cristo, a estrela como modelo de vida em Maria, Mãe e Educadora, a estrela como expressão dos desafios da sociedade atual.

Ao longe, milhares de pessoas acompanhavam a transmissão (17.671 visualizações no Youtube). E assim, marcando historicamente este Domingo de Pentecostes, a Mãe torna-se mais uma vez, Rainha da Missão, da Missão para os Novos Tempos.

 

AGORA acompanhe a coroação no Chile

A Família de Schoenstatt, do Chile, renova hoje, na festa de Pentecostes, a coroação de Maria, com a réplica da coroa, com qual o Fundador, Pe. José Kentenich, a coroou em 5 de junho de 1949. Há dois anos, esta coroa tão importante para a história da Família de Schoenstatt chilena foi roubada.

Vivendo um ano de grande aspiração, foi preparada uma réplica da coroa histórica, com a qual a Mãe e Rainha será coroada.

PARA ACOMPANHAR A COROAÇÃO:

A transmissão inicia a partir das 15h30 (horário do Brasil), pelo site nacional do Chile: schoenstatt.cl

⇒ Canal do Youtube

31 de Maio: Participe da coroação internacional no Chile

 

“Na coroa, minha conversão pela missão”

Karen Bueno – A Família Internacional de Schoenstatt se une espiritualmente à coroação da Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt como “Rainha da Missão para os Novos Tempos”. A coroação será no dia 31 de maio de 2020, às 16 horas (horário brasileiro) no Santuário Cenáculo de Bellavista, em Santiago/Chile.

“A coroação é expressão da nossa necessidade e impotência, mas também, e sobretudo, da nossa confiança em Maria, ‘em seu poder e em sua bondade’, em sua bondade de Mãe e em seu poder de Rainha”, escreve o Pe. Juan Pablo Catoggio, em nome da Presidência Geral de Schoenstatt, convidando todos a vivenciarem e tomarem parte dessa coroação.

A transmissão inicia a partir das 15h30 (horário do Brasil), pelo site nacional do Chile: schoenstatt.cl

⇒ Canal do Youtube

 

Coroa roubada

No dia 18 de janeiro de 2018, no último dia da visita do Papa Francisco ao Chile, a coroa do Santuário de Bellavista foi roubada.

Esta peça possuía um valor histórico muito grande, e não apenas para o Movimento de Schoenstatt do Chile. Com essa coroa, o Pe. José Kentenich coroou a Mãe de Deus como “Rainha da Missão”, na festa de Pentecostes de 1949, poucos dias depois do memorável e decisivo 31 de maio, que passou a ser o terceiro marco da história de Schoenstatt. “Tratava-se da missão de Maria nessa época, da missão do pensar, amar e viver orgânicos na construção de uma nova cultura”, salienta o Pe. Juan Pablo.

Novos tempos

O contexto do roubo da coroa foi justamente num período de dolorosa crise na Igreja chilena e de grandes protestos sociais no país. “A Família de Schoenstatt do Chile viu neste acontecimento o desafio de assumir novamente – com humildade e comprometimento – a missão e devolver a coroa à nossa Mãe. No próximo 31 de maio de 2020, festa de Pentecostes, a Família chilena quer coroar novamente a Mãe de Deus, como o Pe. Kentenich o fez naquela ocasião, como Rainha da Missão. Por ser um fato tão unido ao terceiro marco e, por isso, tão unido à toda a Família de Schoenstatt no mundo inteiro, convido-os a se unirem a eles”, escrever o Pe. Catoggio.

Pandemia

“A pandemia do coronavírus torna esta coroação mais significativa e atual que nunca para todos: todos queremos reconhecer a nossa fragilidade e renovar a nossa confiança em nossa Rainha. Esta pandemia mudou o mundo, manifestou que um modelo antigo já se esgotou. Não sabemos como será o mundo e nossas vidas depois do coronavírus, mas sabemos que serão diferentes. E acreditamos que Maria tem uma tarefa na gestação deste novo mundo. Uma nova mentalidade e um novo estilo de vida orgânico e solidário hão de marcar uma ‘nova normalidade’. Por isso, coroamos Maria como Rainha da Missão e entregamo-nos a Ela como aliados e instrumentos para a sua missão”, expressa a carta da Presidência Geral da Obra de Schoenstatt.

 

Aqui você pode enviar suas contribuições ao Capital de Graças por essa coroação

 

Foto: Ir. Josefa Maria Fuentes

Fonte: schoenstatt.org.br

Carta da Presidência Internacional de Schoenstatt

                      

Segue abaixo a carta da Presidência Geral da Obra Internacional de Schoenstatt, escrita pelo coordenador da Presidência, Pe. Juan Pablo Catoggio

 

MENSAGEM PARA O DIA 31 DE MAIO DE 2020

Querida Família de Schoenstatt,
Vivemos a nossa Aliança de Amor em tempos de coronavírus. Com este título, dirigimo-nos como Presidência Internacional de Schoenstatt a todos vocês no começo da Quarentena em muitos países. Não sabíamos e ainda não sabemos quanto tempo ainda a Quarentena vai durar. Experimentamos já muitas consequências dolorosas: doentes, defuntos, muitas pessoas afetadas pelos efeitos econômicos e causados pela Quarentena, solidão, medo, depressão e inclusive, desespero. Também admiramo-nos pelos gestos de solidariedade e generosidade, gestos muitas vezes heróicos. Muitos não podem ir às Igrejas, mas buscam mais a Deus, buscam e descobrem em Deus um novo sentido – o verdadeiro sentido de suas vidas. Não desaparecem a dor e a cruz, mas se vêem sinais da Páscoa que animam nossa esperança nesse Deus que, na ressurreição de Cristo, revelou-se definitivamente a nós como Deus da Vida.

São tempos de incertezas, de medo e de fragilidade. A humanidade se sente impotente diante desse inimigo invisível. Ao experimentar nossa impotência, reconhecemos o poder de Deus. Isto é o que muitos expressaram neste tempo como um ato muito familiar para o Movimento de Schoenstatt: a coroação da Mãe de Deus, nossa Mãe e Rainha. Muitas pessoas e Famílias de Schoenstatt de diferentes países coroaram Maria, especialmente como Rainha da Saúde do corpo e da alma. Assim o fizeram nestas últimas semanas as Famílias de Schoenstatt do Equador, do Paraguai e de outros países. Muitas pessoas coroaram Maria em seus Santuários Lares no último dia 15 de abril de 2020, graças à iniciativa “Coronamater”: nesse dia houve mais de 150.000 conexões ao Santuário Original! Algo similar realizou o Movimento de Schoenstatt da Alemanha no dia da Aliança, no dia 18 de abril de 2020.

A coroação é expressão da nossa necessidade e impotência, mas também, e sobretudo, da nossa confiança em Maria, “em seu poder e em sua bondade”, em sua bondade de Mãe e em seu poder de Rainha. Ela quer manifestar-se como nossa saúde e salvação, nossa vida e nossa esperança. Assim nasceu esta corrente – quase poderíamos dizer que já é um costume para nós – de coroar Maria em Schoenstatt. Foi fruto da nossa impotência em situações extremas: a primeira coroação no Santuário Original foi em 1939 ao começar a segunda guerra mundial. O hino da Família (“Ó Virgem Protetora”) surgiu nesse momento. Desde então, a chamamos como “Mãe Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt”. Hoje, trata-se de uma guerra contra um vírus invisível.

Mais tarde, em outra hora crítica da nossa história, o Pe. Kentenich coroou a Mãe de Deus como Rainha da nossa Missão, precisamente na festa de Pentecostes de 1949, em Bellavista, Chile, poucos dias depois daquele memorável e decisivo 31 de maio, que passou a ser o terceiro marco da história de Schoenstatt. Tratava-se da missão de Maria nessa época, da missão do pensar, amar e viver orgânicos na construção de uma nova cultura.

Num momento muito especial, no dia 18 de janeiro de 2018, no último dia da visita do Papa Francisco ao Chile, essa coroa do Santuário de Bellavista foi roubada, a mesma coroa que o Pe. Kentenich colocou no Santuário. Justamente no meio de uma dolorosa crise da Igreja chilena e logo da sacudida pelos protestos sociais do último ano, a Família de Schoenstatt do Chile viu neste acontecimento o desafio de assumir novamente – com humildade e comprometimento – a missão e devolver a coroa à nossa Mãe. No próximo 31 de maio de 2020, festa de Pentecostes, a Família chilena quer coroar novamente a Mãe de Deus, como o Pe. Kentenich o fez naquela ocasião, como Rainha da Missão.

Por ser um fato tão unido ao terceiro marco e por isso, tão unido à toda a Família de Schoenstatt no mundo inteiro, convido-os a se unirem a eles. A pandemia do coronavírus torna esta coroação mais significativa e atual que nunca para todos: todos queremos reconhecer a nossa fragilidade e renovar a nossa confiança em nossa Rainha. Esta pandemia mudou o mundo, manifestou que um modelo antigo já se esgotou. Não sabemos como será o mundo e nossas vidas depois do coronavírus, mas sabemos que serão diferentes. E acreditamos que Maria tem uma tarefa na gestação deste novo mundo. Uma nova mentalidade e um novo estilo de vida orgânico e solidário hão de marcar uma “nova normalidade”. Por isso, coroamos Maria como Rainha da Missão e entregamo-nos a Ela como aliados e instrumentos para a sua missão. Todos estão convidados a unir-se desde nossos lugares. No dia 31 de maio de 2020, às 15 horas do Chile, será celebrada a coroação no Santuário de Bellavista, à qual podemos unir-nos on-line (mais adiante nos será enviado o link). Desde o Santuário Original também estaremos conectados.

Queridos irmãos na Aliança, começamos o mês de maio. Em muitos países é o mês de Maria. O Papa Francisco nos recomenda especialmente rezar o terço em família. Em Schoenstatt sempre foi, desde os começos, um mês especial, um mês de graças e um tempo de entrega. Lembremos das “Flores de Maio”com as que José Engling expressava as suas contribuições ao Capital de Graças da MTA no Santuário. Iniciamos um mês de maio muito especial. No próximo dia 20 de maio serão os 75 anos do regresso do Pe. José Kentenich de Dachau: nesse dia, ele foi recebido com o “Hino de Gratidão”, que havia sido composto um tempo antes: “Caíram as algemas!” Convidamos a toda a Família, em suas diferentes comunidades, ramos e países, a coroar Maria neste próximo 31 de maio, Pentecostes, como Rainha de nossas vidas, Rainha da Missão, Rainha da Saúde do corpo da alma, Rainha do mundo inteiro nesta hora difícil.

Em nome da Presidência Internacional de Schoenstatt,

Pe. Juan Pablo Catoggio

Carta em PDF

Foto: Coroa histórica roubada em Bellavista