Coordenação continental do Movimento de Schoenstatt se reúne junto ao Santuário Tabor

 

Karen Bueno – Nos últimos dias, de 15 a 17 de setembro, aconteceu o encontro dos diretores do Movimento e das Irmãs de Maria responsáveis pelo Movimento de Schoenstatt no continente americano. A Coordenação Continental da América, que atualmente é liderada pelo Pe. Felipe Ríos, do Equador, e pela Ir. M. Katia Martínez, do Paraguai, se reuniu em Santa Maria, no Brasil, após o Congresso Internacional da Campanha da Mãe Peregrina.

O Pe. Felipe explica que esse encontro tem o intuito de “refletir em conjunto sobre os desafios do desenvolvimento do Movimento e compartilhar boas práticas.” Os dias de reunião tiveram também a participação da Coordenação Internacional de Schoenstatt, sendo acompanhado pelo Pe. Arkadiusz Sosna e pela Ir. M. Cacilda Becker.

 

 

Pautas atuais em destaque

O clima de alegria se estende do grande Congresso Internacional que antecedeu esse encontro, envolvendo todos em momentos de gratidão compartilhada.

Os temas tratados, segundo os coordenadores continentais, estão ligados com a vida do Movimento de forma geral. O Pe. Felipe pontua algumas pautas: “Os temas que escolhemos trabalhar foram discutidos previamente. Entre eles, a compilação do desenvolvimento da Coordenação nos últimos dois anos. Uma reflexão sobre a Liga de Famílias, o CIOF 2027 e a realidade e o desafio dos assessores leigos. Também falamos sobre a juventude; como desenvolvê-la com as forças que temos, a integração de mais assessores leigos; os frutos dos encontros internacionais (Ignis, RTA e o congresso de jovens Voices of Hope); a transição dos jovens para as comunidades posteriores e o desafio da nova idade intermediária (25 a 35 anos). Houve também uma reflexão sobre a vida consagrada e as vocações necessárias em Schoenstatt.”

Além de tudo isso, outros assuntos entraram em destaque, como salienta o Pe. Felipe Ríos: “A comunicação em Schoenstatt: redes sociais, páginas web, políticas de comunicação… A Campanha ‘Todos Somos Schoenstatt’. Revisamos também nossa Pastoral dos Santuários, nosso trabalho em comum como assessores consagrados e o acesso à pessoa de nosso Fundador e os caminhos para nos vincularmos a ele.”

Artesãos da unidade

O diretor nacional da Argentina, Pe. Santiago Ferrero, menciona a importância desse encontro presencial: “O serviço ao Movimento é um serviço à unidade e à vida, dois elementos que devem estar interligados. Em nossos países e comunidades, fortalecemos a vida do Santuário e a cultura da Aliança que brota dele; nas Centrais de Assessores e nesses espaços de coordenação, trabalhamos como artesãos da unidade, ouvindo uns aos outros, aprendendo uns com os outros, aproximando posições para que também nossa organização reflita essa vida única que brota da Aliança de Amor.”

Para o Pe. Felipe Ríos, estar juntos “é importante porque temos o privilégio de compartilhar não apenas uma certa linguagem comum, mas também uma cultura e uma fé semelhantes. Isso nos permite enriquecer mutuamente e trocar materiais, experiências e práticas. Além disso, é uma oportunidade para coordenar atividades, formação, entre outras coisas.”

A Coordenação Continental tem, entre suas tarefas, o papel de animar a vida do Movimento no continente, promovendo um trabalho de cooperação e de inspiração entre os países, para a promoção do apostolado comum do Movimento Apostólico de Schoenstatt nas Américas.

 

Fonte: schoenstatt.com

Mãe e Rainha coroada no Santuário em Belmonte/Roma com uma coroa feita em Santa Maria

 

Em uma atmosfera de intensa espiritualidade e alegria compartilhada, a Família Internacional de Schoenstatt viveu um momento histórico em 9 de junho deste ano: a Coroação de Maria como Rainha Mater Ecclesiae, celebrada solenemente no Santuário Internacional de Belmonte, em Roma. O evento, inserido no contexto do Jubileu 2025, reuniu mais de 800 peregrinos, entre eles mais de 100 sacerdotes, vindos de todo o mundo. O dia não poderia ser melhor, memória litúrgica de Maria Mãe da Igreja.

 

 

O coração do dia foi a Santa Missa, celebrada ao ar livre sob um céu luminoso, presidida pelo Bispo da Diocese de Porto-Santa Rufina, Dom Gianrico Ruzza – da diocese à qual o Santuário faz parte. O rito da Coroação foi então conduzido pelo reitor do Santuário, Arcebispo Dom Ignazio Sanna, e pelo presidente da Presidência Internacional de Schoenstatt, Pe. Alexandre Awi Mello. Maria foi proclamada Rainha Mater Ecclesiae em nome do Santuário e de toda a Família de Schoenstatt: um gesto de profunda fé e confiança em sua orientação materna.

Coroa feita em Santa Maria e abençoada pelo Papa Francisco

A coroa, abençoada pelo Papa Francisco em 16 de outubro de 2024, chegou a Belmonte após uma peregrinação rica em orações e oferendas nas comunidades da Itália e da Alemanha. Ela foi confeccionada no atelier de arte sacra ‘Metalarte Padre Kentenich’, em Santa Maria, obra da falecida Ir M Roseli Romanzini e sua equipe.

 

 

A coroa da “Rainha Mater Ecclesiae” é uma réplica fiel da coroa da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt do Santuário Original, que indica: unidade, coesão e fidelidade à origem, bem como doação total e confiança ilimitada no carisma e na missão do nosso Pai e Fundador, profeta da Igreja nas novas margens do tempo.

Há um pequeno detalhe que a distingue: a coroa traz o logotipo de Belmonte em sua base central, em vermelho-amaranto (entre o escarlate e o carmesim). O logotipo indica a união dos filhos de Schoenstatt, que abraçam a Basílica de São Pedro, em cuja cúpula há um pequeno triângulo, que lembra o símbolo do Pai, para o qual tende a história humana: “Por Cristo, com Maria, no Espírito Santo, ao Pai!”

 

 

Fotos e informações de: schoenstatt.com

3 novos Santuários: Pe. Kentenich continua inspirando gerações

Karen Bueno – 56 anos após seu falecimento, o que o Pe. José Kentenich diria à Família de Schoenstatt neste dia 15 de setembro de 2024? É impossível saber ao certo. Curiosamente, há um aplicativo lançado há pouco tempo (somente em espanhol) que vai de encontro a isso. Um argentino desenvolveu o projeto “Cartas com o Pai” que aplica inteligência artificial a textos do Pe. Kentenich. Na prática, pelo app é possível escrever uma mensagem ao Pai e Fundador e, em segundos, receber uma resposta pessoal baseada em seus textos. É a tecnologia aprimorando vivências que já são comuns no Movimento, como os “telefoninhos do Pai”, por exemplo.

Mas, independentemente do que o Pe. Kentenich nos diria hoje, podemos ter certeza de algo: ele deve estar muito feliz ao ver sua Família de Schoenstatt vivendo este mês de setembro de 2024. Isso porque, apesar das cinco décadas que ele partiu, seu espírito continua vivo e entusiasmando muitos corações pelo mundo. Isso fica nítido nas três inaugurações de novos Santuários que aconteceram – e estão acontecendo – atualmente.

O Santuário de Maringá, no Brasil, e o primeiro Santuário da RD Congo foram inaugurados no último dia 8 de setembro. Hoje, o Santuário de San Juan, na Argentina, é abençoado.

Neste dia 15 de setembro, os membros da Família de Schoenstatt dos locais onde se inauguraram novos Santuários nos falam como o Pe. Kentenich anima e entusiasma as novas gerações na busca pela santidade.

 

RD Congo: Os schoenstattianos querem ser homens novos

 

O Pe. Emmanuel Kahavu, reitor do novo Santuário, conta:

O espírito, o entusiasmo e o carisma do Pe. Kentenich estão vivos – e bem vivos – na República Democrática do Congo. Isso porque, com a chegada do Movimento de Schoenstatt, as pessoas se apropriaram de seu carisma e de suas ideias, de sua maneira de viver, sendo uma ponte entre Deus e os homens. Elas se tornaram mais caridosas do que antes, graças ao lema: Nada sem vós, nada sem nós. Em outras palavras, graças a esse lema, as pessoas viram que há força na unidade. Outra coisa que caracteriza a todos, agora, é a ideia de formar um novo homem em uma nova sociedade. Em cada parte, em cada paróquia, descobrimos que as pessoas mais exemplares, os modelos, são os schoenstattianos, sobretudo em sua maneira de ser, de viver e até de falar – tudo graças ao que aprenderam no Movimento.

Schoenstatt tornou-se uma missão de vida, porque eles encontraram em Kentenich uma pessoa íntegra e humilde, que sempre quis mudar a sociedade e que sempre acreditou na Providência Divina. Até mesmo o Santuário que acabamos de conquistar é resultado da Providência Divina. A fé em Deus e a paciência têm sido os dois principais pilares de sua fé. Como estamos em uma parte do mundo onde estamos passando por guerras indefinidas, as pessoas são inspiradas pelo carisma de Kentenich. Pouco a pouco, seus corações de ódio estão sendo transformados em corações de reconciliação, tolerância e ajuda mútua.

 

Maringá, Brasil: Aprendemos com o Pai a superar dificuldades

 

Pe. Kentenich é presente em todo momento aqui em Maringá, porque em tudo se remete a ele, ao início do Movimento. A Aliança de Amor que ele selou lá no início, com os jovens seminarista, está presente a cada formação para Aliança e os ensinamentos dele são sempre atuais, nos falam para a atualidade.

A conquista do Santuário de Maringá passou por muitos desafios, como aconteceu na vida do Pe. Kentenich. Ele enfrentou muitas dificuldades, como a guerra e o exílio. Também nós, depois de tantos anos buscando essa conquista, tivemos a graça da liberação para construir o Santuário num momento difícil, marcado pelo afastamento das pessoas no pós-pandemia. Assim como muitas das conquistas em Schoenstatt, a nossa, de Maringá, também foi num momento de dificuldade.

As pessoas, a partir de agora, vão encontrar-se espiritualmente com o Pe. Kentenich em cada visita ao Santuário. Hoje olhamos para o nosso Tabor e pensamos: ‘Como este Santuário tão pequeno pode ser, ao mesmo tempo, tão grande e acolhedor, igual a missão do Pe. Kentenich?!’

 

San Juan, Argentina: Manter vivo seu entusiasmo e seu carisma

Analia Donoso, da União de Mães, nos diz nesse dia de festa:

O espírito, o entusiasmo e o carisma do Pe. Kentenich claramente continuam vivos, especialmente em lugares como San Juan, onde, após 46 anos de anseio, o sonho do Santuário se torna realidade neste 15 de setembro. A espiritualidade do Pe. Kentenich não é apenas um legado de seu tempo, mas uma experiência viva que transcende gerações e está incorporada na Aliança de Amor.

A missão de nossa geração fundadora em San Juan é tornar viva essa espiritualidade no dia a dia. Em cada encontro com o Santuário, as pessoas descobrem sua missão pessoal na história da salvação e, o mais importante, encontram a presença do Pe. Kentenich não apenas como um líder do passado, mas como um guia espiritual que continua influenciando-as. Seu carisma se torna vivo em cada coração e em cada membro da família que, com esforço, dedicação, alegria e amor, preparou esse dia de bênção.

O Santuário de San Juan será um espaço sagrado onde os peregrinos não só receberão as graças que Maria concede, mas também, por meio de cada aliado que faz parte dessa família espiritual, poderão encontrar o espírito do Pe. Kentenich. Esta é a missão desta geração: manter vivo esse entusiasmo e carisma para que cada visitante do Santuário possa experimentar essa mesma espiritualidade e fazer parte da transformação que o Pe. Kentenich sonhou para o mundo.

 

Fonte: schoenstatt.com.br

“Por três vezes tive que dizer a mim mesma que isso tudo é real”

Bruna Gabriela Weber / Nina Maria Solé Martino – Em 6 de janeiro de 2024 teve início o programa de dois meses chamado “Schoenstatt Zeit”. O nome do programa, traduzido do alemão, significa “tempo em Schoenstatt”. Ele é voltado para a Juventude Feminina de Schoenstatt de diferentes países e tem como objetivo levar as jovens a viver uma experiência profunda de Schoenstatt, desde suas origens. O programa inclui momentos de reflexão, formação, convivência, intercâmbio cultural, conhecimento de lugares históricos, momentos de trabalho e interação entre os diferentes grupos de jovens.

Durante esse período, estão participando 16 jovens, de quatro países diferentes: seis meninas do Brasil, oito do Paraguai, uma da Alemanha e uma da Espanha. Além das que já estão em Schoenstatt, estamos esperando mais jovens da República Dominicana e do Equador.

Eu me sinto muito amada

Segundo as conversas que compartilhamos até agora, percebemos que esse tem sido um momento muito precioso para todas. Aqui elas experimentam muitas alegrias, repletas de consciência de missão, além de muita gratidão por esse presente recebido do Bom Deus, como nos conta Isabel Alflen Klein, do Brasil:

“Estar aqui em Schoenstatt é um imenso presente que recebi do Pai e não posso agradecê-lo o suficiente por cada dia que passei aqui e por cada presente que ele me deu pelas mãos da Mãe. Quer sejam experiências pessoais, experiências com a Família Internacional ou experiências com nosso grupo, a todo momento eu me sinto muito amada, como a pupila de seus olhos!

Devido ao profundo estudo que estamos fazendo sobre o carisma de nosso Pai e Fundador, sinto que meu coração arde cada vez mais com esse amor por Schoenstatt. A graça de ter contato direto com as raízes, com o Lar Original, com os lugares onde estiveram nossos heróis, enfim, essa experiência de ver pessoalmente tudo o que li e estudei sobre Schoenstatt, é como uma brasa que arde e flameja dentro de mim, e que me faz ter a certeza de que quero me entregar totalmente a esta Obra!”

Isso é viver Schoenstatt Zeit

Viver “Schoenstatt Zeit” significa viver momentos com culturas muito diferentes e, ao mesmo tempo, experimentar a acolhida de nosso próprio lar, ou seja, nosso Lar Original de Schoenstatt. Gabriela Galeano, do Paraguai, nos conta sua experiência até agora:

“Meus dias em Schoenstatt são como estar no paraíso, tudo é muito calmo, bonito e pacífico. Participamos de algumas missas em espanhol no Santuário Original aos domingos às 16h, nos dias de semana, juntamente com outras meninas da Mutterhaus, vamos à missa na capela da casa às 7h da manhã; e meus momentos preferidos são quando nos reunimos em comunidade para o que é o Schoenstatt Zeit e todos nós compartilhamos juntas”.

Gabriela acrescenta: “Se eu tivesse de escolher um ‘top 3’ das vezes que tive que dizer a mim mesma que aquilo que eu estava vivenciando era real, em primeiro lugar, seria quando estávamos caminhando para o Santuário Jardim de Maria, observando o pôr do sol com cores tão suaves que sentia que a paisagem estava me dando boas-vindas calorosas. Depois, em uma manhã, quando eu estava saindo de casa a caminho da Igreja da Adoração e pequenos flocos de neve começaram a cair enquanto os sinos da igreja tocavam, para mim foi um sinal de Deus anunciando que estamos vivendo um novo tempo; e, finalmente, quando cantamos “Ore Poriahu” no Santuário Original no primeiro dia 18 do ano. Se o Santuário, por si só, já nos faz sentir abrigados por sua graça, é ainda mais aconchegante quando cantamos uma música de casa e em uma de nossas línguas mais preciosas, o guarani”.

 

Brasileiras no ‘Schoenstatt Zeit’

A alegria e a gratidão enchem os corações

Todas as jovens compartilham que é um presente poder viver isso em comunidade. Anna Loriz, da Alemanha, nos conta seu testemunho abaixo:

“Embora meu tempo em Schoenstatt tenha começado há alguns dias apenas, nesse curto período de tempo eu pude mergulhar em uma atmosfera especial aqui: compartilhar meu entusiasmo por Schoenstatt com jovens de todo o mundo, mergulhar juntas nesses tesouros, me divertir e rir muito, investir em meu relacionamento com Jesus na Santa Missa e na oração pessoal, e simplesmente passar um tempo em frente à nossa MTA no Santuário – e tudo isso enquanto Schoenstatt está envolto em uma bela paisagem de inverno com um sol radiante!”.

Alegria e gratidão enchem o coração de cada menina que tem a oportunidade de participar desse tempo de graças aqui em Schoenstatt. Contamos com as orações de todos para que cada menina possa viver intensamente esse tempo e receber todas as graças necessárias para sua vida e seu trabalho pela Igreja, especialmente através de Schoenstatt.

 

Bruna, Maria Gabriella e Isabel: as três participantes do Rio Grande do Sul

 

Fonte:schoenstatt.com

Há 90 anos chegaram à África as primeiras missionárias de Schoenstatt

Ir. Ann-Marie Nicholas – Há 90 anos, o primeiro grupo de Irmãs de Maria de Schoenstatt chegou à África. As sete pioneiras levaram a nossa espiritualidade para o continente, abrindo as portas para as graças da Mãe e Rainha em solo Africano. Foi o primeiro grupo de missionárias enviadas para fora da Europa.

 

Irmã Melitta ingressou na comunidade das Irmãs de Maria de Schoenstatt em agosto de 1930. Como parte do seu processo de discernimento, ela manifestou ao Padre José Kentenich o desejo de trabalhar nos países de missão. Ele assegurou-lhe que ela teria permissão para ir se uma porta se abrisse para que as Irmãs fossem a um país de missão. Em 1932, durante a época do Natal, o Padre Kentenich informou-a que estavam em curso negociações para dirigir uma estação missionária na África e que ela faria parte do primeiro grupo a viajar para lá, caso isso se concretizasse.

Descobrindo a vontade de Deus

Em 1932, à medida que os Nacional-Socialistas ganhavam poder na Alemanha e a situação política se tornava mais perigosa, o Padre Kentenich procurou formas de salvaguardar a missão de Schoenstatt. Ao mesmo tempo, Mons. Vogel pôs-se em contato com ele, pois estava procurando Irmãs para servir na África do Sul. Pe. Kentenich também tinha uma boa ligação com o Bispo Henneman, da Cidade do Cabo, que também estava interessado em acolher Irmãs na sua diocese. Confiando na Divina providência, o Pe. Kentenich enviou oficialmente o primeiro grupo de sete Irmãs para África no dia 17 de dezembro de 1933.

Confiando no MHC

A decisão do Padre Kentenich e a disponibilidade das Irmãs foram corajosas. As Irmãs que se aventuraram por uma terra desconhecida eram jovens e inexperientes. Elas também acreditavam que nunca mais voltariam à sua terra natal. A comunidade das Irmãs de Maria tinha sido fundada apenas sete anos antes e ainda estava em desenvolvimento.

O Padre Kentenich e as Irmãs confiaram na Aliança de Amor com Nossa Senhora. Antes de partirem, ele lembrou às missionárias que acreditassem que “Mater habebit curam” (A Mãe cuida) pode fazer milagres. As Irmãs chegaram a imprimir as letras MHC em seus baús de madeira para lembrá-las desta realidade. As suas últimas palavras às Irmãs, antes da sua partida de Schoenstatt para de Rotterdam, foram:

“Filha, não te esqueças de tua Mãe. E então se tornará realidade: ‘Servus Mariae nunquam peribit’” (21 de dezembro de 1933)

Quatro semanas em alto mar

No dia 23 de dezembro, o primeiro grupo de missionárias, Irmãs M. Liberia, M. Melanie, M. Irmine, M. Roswitha, M. Melitta, M. Tarzisia e M. Rosalie, partiram de Rotterdam para a África do Sul, viajando de barco a vapor. A jornada de aventura durou quase quatro semanas.

E com grande alegria chegaram ao primeiro porto de parada na África do Sul, na Cidade do Cabo, em 18 de janeiro de 1934. Autorizadas a deixar o navio, foram naquela noite em busca de uma Igreja Católica. Elas visitaram várias igrejas, mas nenhuma era católica. Na manhã seguinte, juntamente com um grupo de Irmãs Dominicanas que tinham viajado da Inglaterra, elas encontraram uma Igreja Católica e puderam participar da sua primeira Santa Missa na África do Sul. Mais tarde naquela manhã, usaram suas poucas palavras em inglês para procurar o Bispo Henneman. Depois de um alegre encontro, as Irmãs voltaram ao barco a vapor para se prepararem para a partida da tarde para East London.

Chegada ao seu lugar de missão: Cathcart e Queenstown

Em 23 de janeiro, chegaram em East London e foram recebidas por três Padres Palotinos que as levaram de carro a Stutterheim. Passaram a noite no convento das Irmãs Dominicanas, onde foi tirada a primeira foto das nossas Irmãs na África do Sul. Com grande entusiasmo, as pioneiras finalmente chegaram a Cathcart, onde cinco delas começariam o trabalho na escola missionária, na paróquia e na clínica de saúde da região.

O povo de Cathcart deu-lhes as boas-vindas com uma refeição festiva. Já naquela tarde, duas das Irmãs, Ir. M. Irmine e Ir. Melitta, viajaram para Queenstown, onde assumiriam as suas novas tarefas na casa do Bispo e como Irmãs paroquiais.

Primeira foto na África

Uma surpresa: A Mãe foi a primeira a chegar à África

As Irmãs se viram com muito pouco depois que se mudaram para sua nova casa e perceberam que muito trabalho precisava ser feito. No entanto, elas também descobriram a alegria gratificante de ajudar os outros e conduzi-los a Deus.

Uma das grandes alegrias para elas foi que, ao chegarem a Stutterheim, descobriram uma grande imagem da MTA na capela da casa dos Padres. Nossa Senhora tinha viajado antes delas para a África do Sul! Durante a sua missão na África, elas experimentaram continuamente que Nossa Senhora se preocupa, tal como o Padre Kentenich lhes dissera antes de partirem: “A Mãe cuida – Mater habebit curam”.

Semente de missionários para o mundo

Somos gratos às sete Irmãs pioneiras que corajosamente chegaram à África do Sul para ajudar a divulgar a missão de Schoenstatt no mundo. Hoje temos Irmãs trabalhando na África do Sul, Burundi e Quênia e ajudando o Movimento de Schoenstatt no Zimbábue, na Tanzânia e na Nigéria. Da África do Sul, as nossas Irmãs foram enviadas para a Escócia, Inglaterra e Irlanda, bem como para o Texas, para ajudar a construir Schoenstatt nos países de língua inglesa. Muitos dos desafios diferem dos de 90 anos atrás, mas continuamos a confiar no MHC e a experimentar o cuidado constante de Nossa Senhora.

 

Publicado em: schoenstatt.com

Nueva Helvecia: 80 anos do Primeiro Santuário Filial

 

Hoje, em 18 de outubro de 1943, há exatos 80 anos, era inaugurado o primeiro Santuário Filial do mundo, em Nueva Helvetia/Uruguai.

Dachau – Nueva Helvecia

Em suas primeiras visitas à América do Sul, particularmente em Nueva Helvecia, após contemplar surpreendido a similaridade do santuário recentemente construído com o original, o Padre Kentenich contou o que aconteceu em Dachau, paralelamente à construção do Primeiro Santuário Filial. Ao campo de concentração chegavam sacerdotes de diferentes nações: franceses, poloneses, holandeses, belgas, checos, etc. Aos que tinham interesse, foi lhes abrindo o mundo de Schoentatt.

Mas havia um obstáculo intransponível. Tratava-se de um Movimento originado na Alemanha, o país que os havia separado de sua pátria, que os mantinha presos em situações deploráveis sem razão de importância alguma. Como se vincular a uma capela localizada justamente nesse país tão hostil a eles?

Um francês julgou ter encontrado a solução dizendo que Schoenstatt não estava na Alemanha, mas sim no mundo. Mas essa verdade abstrata não os convenceu.

E então quando, por meio de um informe enviado desde o Uruguai, passando pela Suíça para chegar finalmente, de forma clandestina, a Dachau, souberam do sucedido em Nueva Helvecia.

Nueva Helvecia
Construção do Santuário de Nueva Helvecia, Uruguai

 

 

O informe detalhava como o povo se juntava mais e mais em torno do pequeno Santuário. Com esse testemunho, relatava P. Kentenich, todos os questionamentos chegaram a um bom desenlace e Schoenstatt se enraizou nos corações daqueles sacerdotes.

Desse modo, esses grupos de sacerdotes selaram sua Aliança de Amor com a MTA em 1944. Daí que o P. Kentenich rezara: “Éramos então apenas um pequeno círculo: de ano em ano, crescemos para tua honra a outras nobres nações que aqui convivem estreitamente conosco” (Rumo ao Céu, estrofe 543).

Efetivamente, o fato de poder mostrar um Santuário Filial situado fora da Alemanha foi uma peça-chave para abrir a eclusa que não deixava fluir a graça ao resto do mundo.

Unidade na diversidade

Um dos temas favoritos do Papa Francisco é a convergência em meio às tensões, a estreita complementação entre os diferentes, a consideração de cada cultura, de cada grupo humano. “A Igreja, enviada ao mundo todo para testemunhar, a ‘plantar’ uma fraternidade universal, respeita e promove a dimensão local com suas múltiplas riquezas” (13.10.21)

Quem não gostou do sabor próprio de um Santuário local? Quando alguém visita outras localidades se surpreende por ver detalhes que realçam a beleza do Santuário, que dão uma tonalidade original à mesma capela que encontramos no mundo todo. São as riquezas que cada cultura expressa de mil modos.

Ao mesmo tempo, sabemos também que ao chegar a um local desconhecido ou distante experimentamos uma sensação única ao ingressar em um Santuário. Chegamos em casa! Em nosso interior tudo se tranquiliza e se acomoda.

Anos atrás me contaram uma anedota muito ilustrativa. Uma família chilena, com filhos pequenos, viajou para a Alemanha. Não falavam alemão, tampouco tinham conhecidos que os dessem boas-vindas. Como formavam parte da Família de Schoenstatt não tiveram dúvidas em passar pelo Santuário Original. Mal entraram ali se ouviu a vozinha da mais pequena, que tinha aproximadamente três anos, que, enquanto apontava para a imagem da MTA, exclamou: Mamãe, Chile!

Essa menina já não estava no estrangeiro, estava em sua pátria, em sua terra, segura e acolhida.

É a experiência do acolhimento que tanto necessita cada pessoa em qualquer lugar em que se encontre.

O Santuário Filial assegura a fidelidade à origem, ao carisma original que nos é dado a custodiar por todos os membros da grande Família, e ao mesmo potencializa a força de cada filho, que oferece seu aporte e enriquece o todo.

O mistério do fluir da graça

Quando as primeiras missionárias deliberaram sobre a possibilidade de construir o Santuário, tiveram que pensar no que ocorria com o capital de graças que é parte formal da construção. Elas pensaram e intercambiaram largamente sobre o tema e finalmente o expressaram assim: a corrente do Santuário Original flui até o Santuário Filial e, por nossas contribuições ao capital de graças, volta enriquecida à fonte, à capela do Vale de Schoenstatt.

É interessante que o próprio fundador corroborou ao chegar e mais tarde expressou deste modo:

“Ali onde surge um Santuário filial, a torrente irrompe com força fundamental, para derramar desde ali suas águas portadoras de salvação e bendição no mais vasto entorno, mas recorrendo, ao mesmo tempo, novos riachos e rios, tal como chegam através das Alianças de Amor ali seladas. Riachos e rios que ele toma consigo para os conduzir finalmente de novo ao Santuário Original” (Apontamentos da crônica 1955).

 

 

“Toda a Obra gerada é tanto obra de vocês como minha” (P. Kentenich 11.08.35)

Sempre este foi o orgulho de nosso Fundador.

O que seria de Schoenstatt sem o Jardim de Maria, sem a Campanha do Terço da Mãe Peregrina, sem tantas iniciativas nobres nascidas do coração dos filhos?

Este é o caso dos Santuários Filiais. Surgiram da vida; a necessidade os sonhou e os conquistou; e os temos.

Hoje contemplamos a rede de santuários no mundo inteiro e nos parece o mais lógico. Não era assim em 1943. Foi árduo o discernimento. O Espírito Santo irrompeu na escuridão e foi assim que as primeiras missionárias arriscaram a construção sem poder consultar nem a Schoenstatt nem ao fundador.

E pela dimensão desse passo que deu origem a um giro copernicano, o Padre Kentenich afirmou mais tarde: “Junto ao 20 de janeiro de 1942 não há nenhum feito que tenha influenciado tão poderosamente na história mais recente da Família, como a ideia e a construção dos Santuários Filiais (…) eles deveriam chegar a ser pontos de apoio para o reino da Mãe Três Vezes Admirável, desde onde ela, como Rainha do Mundo, pudesse lançar suas redes e realizar sua missão de educadora” (O segredo da vitalidade de Schoenstatt, maio 1952).

Quando se celebraram os 25 anos de sacerdócio do P. Kentenich, ele expressou aos presentes:

“Peço a cada um de vocês que medite com sinceridade e humildade o que surgiu na Família graças ao sangue de seu coração”.

“Não volta a dizer hoje para cada um de nós? Não deixamos cair na talha do Santuário o sangue do coração? Não somos responsáveis, em algum aspecto, pelo crescimento da Obra?

E se não conseguimos encontrar nossa contribuição pessoal, nos vem em ajuda o que acrescentou nesse mesmo dia:

“Na eternidade saberemos como as almas mais pequenas e modestas de nossa Família a enriqueceram; sem sua heróica vida de sacrifícios e oração, não poderíamos imaginar a Família e seu espírito, tal qual é hoje esse espírito. Sim; nada sem vocês! (…) eu, como mestre maior da obra, construía com a ajuda de pessoas. Quando advertia que se estava gerando algo sadio, me retirava por completo, pensando que essa iniciativa haveria de crescer sem mim” (11.08.35)

Sim, realmente: nada sem ti, Mãe; nada sem nós. Só em aliança avança e cresce a Obra.

Até os confins do mundo

A graça do envio apostólico do Santuário Original nos trouxe os Santuários Filiais.

Essa mesma graça é a que nos impulsiona a replicá-los sem descanso. Deus necessita se aproximar da vida homem, acompanhar sua marcha, recolher suas lágrimas através da presença forte de uma Mãe que não se cansa de buscar e consolar seus filhos.

Agora Schoenstatt avança EM seus santuários! Como gigantes no estepe dos tempos, como bandeiras flamejantes na geografia de todos os continentes, como capitais da nova evangelização, ancorados na terra mãe do Schoenstatt original, surgem eles como garantia de uma internacionalidade na qual ninguém fica de fora, como garantia da diversidade cultural que nos enriquece a todos.

 

Fonte: schoenstatt.com.br

Schoenstattianos convocados para o sínodo

O Vaticano divulga a lista dos participantes convocados para a Assembleia Geral do Sínodo. Entre eles estão três schoenstattianos: dois bispos e um leigo.

 

O Vaticano apresentou, na última semana, a lista com os nomes que irão compor a próxima Assembleia Geral do Sínodo. Ela será realizada em Roma, no mês de outubro de 2023. Entre os mais de 360 convocados, estão três membros do Movimento Apostólico de Schoenstatt.

Veja abaixo quem são eles e os seus países. Como Família, somos convidados a rezar e pedir o Espírito Santo sobre cada um e por esse momento importante na vida da Igreja.

Dom Ramón Alfredo de la Cruz Baldera, da República Dominicana

O bispo Dom Ramón Alfredo de la Cruz Baldera faz parte do Instituto dos Sacerdotes Diocesanos de Schoenstatt. Ele é bispo da Diocese de San Francisco de Macorís, na República Dominicana.

Em carta aos sacerdotes da Diocese, escreve: “A missão de construir o reino de Deus nos convida a uma contínua renovação da Igreja. Hoje isso tem um nome: a Igreja da sinodalidade. A sinodalidade nos apresenta muitos desafios, desafios que às vezes não sabemos se seremos capazes de enfrentar, mas, por outro lado, estamos confiantes de que o Senhor deu ao barco de Pedro um bom navegante que, junto com muitos bispos, sacerdotes, religiosos e leigos o levarão até o porto final”.

 

Dom Nicolas Nadji Bab, de Chade

 

Outro bispo convocado é Dom Nicolas Nadji Bab, que pertence à União dos Sacerdotes Diocesanos de Schoenstatt. Ele responde pela Diocese de Laï, no país africano de Chade.

Dom Nicolas Bab conheceu o Movimento Apostólico de Schoenstatt por meio do suíço Pe. Alois Baumberger, que trabalhou por muitos anos na Diocese de Pala, no sul do Chade.

Seus irmãos de curso são sacerdotes das dioceses de Pala, Moundou, Sarh e Laï. Eles estiveram presentes em Schoenstatt, em 2019, para a celebração do centenário de Hoerde.

 

Pedro Paulo Weizenmann, do Brasil

Entre os leigos que participarão da Assembleia está o jovem Pedro Paulo Weizenmann. Ele atuará na Secretaria do Sínodo, como voluntário, onde já está colaborando há algum tempo. Pedro Paulo fez parte, por muitos anos, da Juventude Masculina de Schoenstatt do Santuário de Vila Mariana, São Paulo, Brasil. Com uma família inserida no Movimento de Schoenstatt há anos, participa ativamente de missões, fóruns e grupos do Movimento em sua Diocese.

Pedro Paulo, levou a primeira imagem da Mãe Peregrina para a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, onde estudou. Também levou a MTA consigo no estágio que realizou na ONU, em 2019.

Rezemos por todos os participantes do Sínodo

Ao todo, participarão da Assembleia 363 membros com direito a voto. As mulheres são 85, das quais 54 com direito a voto. Acompanhemos todos eles com orações e ofertas ao Capital de Graças, para que esse seja um período de Pentecostes na vida da Igreja universal.

 

Fonte: schoenstatt.com

25 anos da Campanha da Mãe Peregrina em Burundi/África

A Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt nasceu junto de nosso querido Santuário Tabor, em 1950. E, daqui, se expandiu para o mundo inteiro. Por isso o relato da celebração dos 25 anos deste apostolado no coração da África, em Burundi, nos enche de alegria. Que no conta sobre a festa que reuniu cerca de 10 mil pessoas é a Ir M Claudine Niyuhire.

Em Burundi, na África Central, a Campanha da Mãe Peregrina começou em 1986, coordenada pelas Irmãs de Maria de Schoenstatt e os Padres de Schoenstatt. Em 1994, infelizmente, as visitas da Mãe Peregrina tiveram que ser suspensas, por causa da guerra em nosso país. As visitas reiniciaram em 1997, há 25 anos, a partir do Santuário de Schoenstatt, do Monte Sion Gikungu, quando o Núncio Apostólico, Dom Emile Tscherrig, um suíço, abençoou e enviou novamente todas as imagens peregrinas.

Vigília Noturna de Oração

Grande foi a alegria, para os habitantes de Burundi e do Congo, quando, em dezembro de 2022, receberam Maria e Jesus em casa, pela visita da Mãe Peregrina, enviada do Santuário mariano do Monte Sion Gikungu. Havia cerca de 10.000 pessoas na celebração do 25º aniversário deste apostolado. Às 18 horas, Pe. Longin Ntiranybagira presidiu a santa Missa em ação de graças com todos os participantes. A vigília começou com uma adoração noturna, na qual havia muita música, orações e dança. Pe. Longin deu uma palestra e muitos missionários da Campanha da Mãe Peregrina testemunharam as suas experiências e os milagres que Maria realizou em suas casas.

Isso também é um milagre

Ir. M. Lisette Seitzer escreve: “Havia mais de 10.000 pessoas no dia do aniversário. Isso também já foi um milagre. Falei com o senhor responsável pela adoração noturna. Sua esposa lhe perguntou: ‘Você tem coragem de ser o responsável pela adoração, a noite inteira, com esse número tão grande de pessoas?’ Ele respondeu simplesmente: ‘Pela graça de Deus – Sim’. E testemunhou depois que as pessoas participaram muito bem: Quando era oração, elas rezavam, se era palestra, eles ouviam e na hora da dança, eles dançavam. Não houve problema algum durante toda a noite. Os participantes também cobriram todos os gastos da celebração do aniversário.”

Vestes festivas para o dia

No dia seguinte, os participantes formavam uma longa procissão, no santuário mariano de Mont Sion e na grande Igreja dos Peregrinos. A Santa Missa Jubilar pelos 25 anos da Mãe Peregrina em Burundi, foi presidida pelo Vigário Geral da Arquidiocese de Bujumbura, Mons. Anatole Ruberinyange. Em preparação para o grande aniversário, foi vendido tecido estampado com a imagem da Mãe Peregrina e muitos participantes usaram, com orgulho e alegria, seus trajes feitos com este tecido, em solidariedade de uns para com os outros!

Certificado de Fidelidade para 25 Apóstolos

Após a celebração eucarística, as imagens da Mãe Peregrina foram novamente abençoadas e enviadas a partir do Santuário de Schoenstatt. Numa oração, todos manifestaram sua disponibilidade para continuar a trabalhar apostolicamente, com a Mãe Peregrina. No momento da refeição festiva, no Centro Rainha da Confiança, 25 apóstolos receberam “Certificados de Fidelidade”, por terem se distacado em seu apostolado, durante os 25 anos da Campanha da Mãe Peregrina.

Fotos: Ir. M. Lisette Seitzer

Fonte: s-ms.org (Site oficial das Irmãs de Maria de Schoenstatt)

”

O Movimento de Schoenstatt está presente em todos os continentes, isso sabemos. Mas, às vezes, é preciso ver e ouvir histórias destes locais, para termos ideia de quao longe ecoa a mensagem da Aliança de Amor.

Schoenstatt já está a anos na Romênia, país que fazia parte da União Soviética. Ir M Andreea Deác, romena, nos conta algo da conquista do (futuro) primeiro Santuário de Schoenstatt naquelas terras.

No início da novena para a solenidade da Imaculada, em 29 de novembro de 2022, a jovem Família de Schoenstatt, na Romênia, recebeu seu mais belo presente: A Mãe de Deus entrou solene na capela de nossa casa, no sinal da colocação do altar para o futuro Santuário em Temeswar.

 

Como tudo aconteceu?

A divina Providência enviou-nos, Irmãs de Maria romenas, como missionárias, à nossa pátria, para servir a Igreja, na diocese de Temeswar, a fim de que Schoenstatt se tornasse mais conhecido e podermos começar com o Movimento de Schoenstatt, aqui. Sentimo-nos semelhantes às primeiras Irmãs, que foram enviadas para o Uruguai, com o grande desejo de construir um santuário, mesmo que o Movimento ainda seja pequeno. Nosso anseio é que Maria se estabeleça no Santuário de Schoenstatt, na Romênia. Fomos guiadas de tal forma que nos estabelecemos numa casa, na diocese de Temeswar, e recebemos possibilidades para ampliar esta casa, tendo em vista o apostolado. Nossa moradia, com a capela da casa, é um pequeno Centro do Movimento de Schoenstatt, da nascente Família de Schoenstatt no país. Estamos procurando um lugar para construir o Santuário e ainda temos que aguardar o tempo e sentir os sinais de Deus. No verão de 2021, surgiu a ideia de encomendar o altar do futuro Santuário e deixá-lo na capela da nossa casa. Queremos oferecer às pessoas uma verdadeira atmosfera de Santuário, a fim de que a Mãe de Deus “atraia os corações juvenis”.

Depois de muita oração e contribuições ao Capital da Graças, em fevereiro de 2022, providencialmente, entramos em contato com o carpinteiro de uma igreja, do ordinariato episcopal, a quem explicamos, até os últimos detalhes, como seria a execução do altar. Depois da breve consulta, com mais um profissional, decidimos entrar por esta “porta aberta” e apresentamos para ele a nossa grande preocupação. Igualmente surpreendente foi o seu feedback positivo, de modo que pudemos fechar o contrato, no final de maio.

Com a ajuda da Direção Provincial, que nos concedeu o projeto original do altar talhado pelos Irmãos de Maria, podíamos esperar que nosso sonho, em breve, se realizasse. Seguiram-se meses de intensa oração e sacrifícios, porque era muito importante que o altar fosse verdadeiramente fiel ao do Santuário Original. Em outubro, recebemos o primeiro precursor do altar, ou seja, a estátua do Arcanjo São Miguel, que nos foi dado como presente pelas jovens acadêmicas. Preparamos um lugar digno para ele em nossa capela.

 

Uma “delegação” nossa foi visitar a oficina do carpinteiro, no início de novembro, e se admirou ao contemplar o altar já quase pronto (foto). Nossa expectativa aumentou cada vez mais e atingiu o auge quando, em 29 de novembro, chegou a hora da entrega: O trono da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt podia, finalmente, ser colocado em nossa capela!

Nossa grande alegria foi também compartilhada com os operários, inclusive o carpinteiro, que expressou a sua emoção com um reverente sinal da cruz.

Desde então, muitas pessoas do Movimento e outros visitantes têm vindo, continuamente, ao nosso “pré-Santuário”.

 

Agora, foi alcançado um marco importante para Schoenstatt na Romênia. Este é apenas mais um sinal que Maria ainda tem muitos planos para nós. Ela também cuidará de tudo o que precisamos para continuar a crescer, porque “Ela é a grande missionária, ela fará milagres”.

 

Fonte: schoenstatt.com

Comunidades internacionais do Movimento de Schoenstatt realizam Capítulo Geral

Neste meses de agosto e setembro, algumas comunidades internacionais do Movimento de Schoenstatt terão um Capítulo Geral ou um Congresso Geral. Os representantes eleitos das comunidades se reúnem como a “autoridade colegiada máxima” para definir o rumo da trajetória futura da comunidade, tomar decisões vinculantes e eleger ou reeleger os dirigentes da comunidade.

 

Instituto dos Padres Diocesanos de Schoenstatt

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O Instituto dos Padres Diocesanos de Schoenstatt abrirá a rodada capitular no dia 31 de julho. O Congresso Geral está previsto em duas partes. A primeira sessão durará até 17.08.2022, a segunda ocorrerá na primavera de 2023.

 

Padres de Schoenstatt

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De 3 a 30 de agosto de 2022, os Capitulares da Comunidade dos Padres de Schoenstatt se reunirão para seu Capítulo Geral na chamada “Casa do Pai” no Monte Sião, Vallendar.

 

União de Famílias de Schoenstatt

O Capítulo Geral da Federação das Famílias de Schoenstatt será realizado de 1 a 11 de setembro de 2022. 46 capitulares de 11 países se reunirão no Josef Kentenich Hof, a “casa mãe” da comunidade em Hillscheid. 26 voluntários internacionais serão responsáveis pela tradução, secretaria, serviços técnicos e gestão da casa.

 

União das Mães de Schoenstatt

O Capítulo Geral da Federação das Mães de Schoenstatt acontecerá de 4 a 9 de setembro de 2022 no Centro de Conferências de Marienland, Monte Schoenstatt, Vallendar. Para a comunidade, que foi fundada em 8 de setembro de 1950, na festa da Natividade de Maria, na presença do Pe. José Kentenich, o importante passo para a constituição da “Federação Apostólica Internacional das Mães de Schoenstatt” acontecerá neste Capítulo – também em 8 de setembro.

 

Irmãs de Maria de Schoenstatt

Finalmente, o Capítulo Geral das Irmãs de Maria de Schoenstatt também começará em 8 de setembro de 2022. Será na Casa Mãe da comunidade no Monte Schoenstatt, Vallendar. Ainda não há detalhes concretos sobre a duração prevista.

 

Acompanhemos os vários Capítulos com a nossa oração

 

Ao fornecer esta breve informação sobre esses encontros, que são importantes para as comunidades, os editores querem cordialmente convidá-lo e motivá-lo a rezar com eles.

Fonte: schoenstatt.com