Carta do Diretor da Central Nacional

 

Estimados irmãos e irmãs do Movimento Apostólico de Schoenstatt!

Estamos vivendo grandes desafios, como sociedade. Não imaginávamos que, em algum momento, teríamos que nos retirar drasticamente dos afazeres diários e articular um outro ritmo de vida diária. São desafios que não têm classe, cor, gênero e limites geográficos. Um tempo que convida a nos unirmos por uma causa comum. Dependemos uns dos outros. Uma verdadeira solidariedade de destinos.

O momento atual nos leva a formular muitas perguntas. Para algumas surgem respostas rápidas e práticas, para outras ficam grandes interrogações e conclusões! Entre elas, sempre nos damos conta do quanto somos frágeis e dependemos uns dos outros, também Daquele que nos criou: Deus Pai! Somente Nele a vida tem sentido, explicação e finalidade.

Em Jesus Cristo encontramos o sentido da vida presente, das alegrias, das esperanças e, também, o sentido da dor por aqueles que partem.

Na narração da subida de Jesus ao Monte Tabor (Mc 9,1-13), vemos a alegria dos apóstolos e, em seguida, um grande desafio. Jesus convidou os apóstolos: Pedro, Tiago e João e levou-os até o alto de uma montanha. Ali transfigurou-se, mostrando-lhes sua Divindade. Essa experiência dos apóstolos fez com que eles se maravilhassem, quisessem ficar por ali e construir três tendas. As coisas de Deus nos maravilham. Dão-nos segurança e sentido! Mas, ao mesmo tempo, Jesus os convida a partir novamente para vida, descendo a montanha. A vida se faz ao caminhar. Na verdade, ela é um caminho para o Pai! Antes de descerem o íngreme caminho, Jesus lhes proíbe que contem o que viram e sentiram, até que ele tivesse ressuscitado dos mortos. Antes, ele teria que passar pelo sofrimento. Assim é também conosco, o sofrimento também faz parte de nossas vidas.

Ao fazermos o caminho da vida, sempre tememos o sofrimento. Ele nos tira do conforto e estabilidade e nos lança nas incertezas e inseguranças. Esse foi também o caminho de Jesus (Deus), o Emanuel, entre nós.

Hoje, nos encontramos nas incertezas, instabilidades e inseguranças. A vida confortável que planejamos já não dá a segurança de uma vida feliz. Vemos que a felicidade é um dom de Deus. A felicidade, sentida pelos apóstolos no alto do Tabor, deu-lhes segurança! Mas, o caminho da vida tem suas dificuldades e sofrimentos, que não foram contemplados nos nossos planejamentos. Os apóstolos foram convidados a viver a esperança em Deus, na vida do dia a dia, até o dia da Ressurreição, onde Deus mostrou sua glória sobre as atrocidades da vida.

Com Jesus Cristo, queremos fazer este caminho enfrentando as dificuldades com esperança, fortalecendo-nos na solidariedade, com os irmãos e irmãs, exigida hoje para manter o dom da vida.

Vamos olhar para o Cristo – Tabor que vai ao encontro do sofrimento, anunciado na descida da montanha, neste tempo que se aproxima à Páscoa e meditar sua entrega definitiva. O seu sofrimento é a resposta para cada um de nós, para os nossos sofrimentos diários e para o sentido da vida, pelo qual muitas vezes nos perguntamos! Nenhuma gota de lágrima derramada de nossos olhos, será esquecida por Deus!

Nós, Assessores do Movimento Apostólico de Schoenstatt, neste tempo que antecede a Sexta Feira Santa, convidamos vocês a unirem-se a todos os que nutrem um profundo amor por Jesus Cristo e por sua Mãe Santíssima, a oferecer os acontecimentos diários ao Capital de Graças e acompanhar com oração esses dias que antecedem a celebração dos mistérios pascais, Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.

Na Sexta Feira Santa, na liturgia da Paixão do Senhor, às 15 horas, acontece a entrega sofredora de Cristo, na cruz, para a redenção de cada um de nós. Vamos acompanhar a transmissão pelas mídias. Queremos nos unir solidariamente a Ele neste mistério. Em nossos lares, fazer a adoração da Cruz, como Igreja que reza e sofre junto com Cristo.

Como símbolo, vamos utilizar para a adoração da cruz, se possível, a Cruz da Unidade em nossos Santuários Lares. Nela vemos o Cristo-Tabor, que morre ao lado de sua Mãe Maria. Vemos Maria, com seu coração cheio de dores e incompreensões. Maria representa cada um de nós. Os sentimentos dela, no alto da cruz, hoje são os nossos!

Sugerimos que, em preparação a Celebração da Paixão do Senhor, nos unamos, como Família de Schoenstatt do Brasil, oferendo nossas contribuições ao Capital de Graças e rezar, diariamente, uma das seguintes orações:

a) Uma dezena diária do Rosário, dos mistérios dolorosos
ou
b) A Oração do Rumo ao Céu: 196 – 200.

Agradecemos as várias iniciativas surgidas neste tempo de dificuldades, que unem as pessoas em oração. Isso mostra que, mesmo em tempo de reclusão, “Schoenstatt em saída” é real e permanente.

Nos mantemos em orações uns pelos outros e com o Pai Fundador rezamos:
Tu nos salvaste de grandes aflições,
A ti nos uniste com fiel amor:
Eu te agradeço,
Eternamente quero dar-te graças
E, em amor, a ti me consagrar inteiramente.
Amém.

Veja a carta em PDF

Pe. Vandemir J. Meister
Diretor Nacional
Movimento Apostólico de Schoenstatt
01 de abril de 2020

 

Fonte: schoenstatt.org.br

Rainha da Saúde: primeiro passo de um caminho de coroas

As consequências do Corona-vírus tem provocado dor, apreensão e muitas mortes pelo mundo. Primeiro na China, depois na Europa e agora também no continente americano. Como vamos responder a esta realidade, como schoenstattianos?

Nosso Pai e Fundador nos ensinou, quando esteve em nossa pátria: “Quando se encontrarem em dificuldades, coroem a Mãe de Deus” (1949). Seguindo o seu conselho, a Família de Schoenstatt do continente americano, através da coordenação continental, proclamou dia 25, festa da Anunciação do Senhor, a Mãe de Deus como Rainha da Saúde.

Este foi um primeiro passo num ‘caminho de coroas’, até que – como Movimento de Schoenstatt Internacional – vamos coroar a MTA como a Rainha da Saúde no mundo inteiro.

Como praticamente em todos os cantos do nosso Brasil a população está em quarentena, a coroação foi diante dos Santuários Lares, das imagens peregrinas, se conectando numa grande rede, de ‘Santuário a Santuário’.

De norte a sul do Brasil, a Mãe foi coroada! Veja uma pequena amostra e como foi lindo!

 

Família Dias (Santo Ângelo/RS) e Família Stein (Porto Alegre/RS)

 

Famílias da diocese de Tianguá/CE

 

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Santuário paroquial em Mauriti – Diocese do Crato/CE

Participe: Transmissões ao Vivo

Participemos juntos! Escolha o melhor horário para você!

Santuário Evento Quando
Bel Monte – ItáliaFacebook Santa Missa (port) 7 horas
(domingo)
AtibaiaFacebook

Youtube

Adoração 9 horas
(todos os dias)
Olinda/RecifeFacebook Santa Missa 9 horas
(domingo)
Santuário OriginalWebcam

(Clique: Serviço>>webcam)

Santa Missa (port) 10h30min
(domingo)
JaraguáFacebook Santa Missa 16 horas (3ª a 6ª)18 horas (sáb)

11 horas (dom)

LondrinaFacebook Ângelus 12 horas
(todos os dias)
AtibaiaFacebook

Youtube

Santa Missa 15 horas
(todos os dias)
LondrinaFacebook Adoração 15 horas
(domingo)
BrasíliaFacebook Santa Missa 16 horas
(domingo)
LondrinaFacebook Reza do Terço  e novena 17 horas
(todos os dias)
AtibaiaFacebook

Youtube

Reza do Terço 17h30min
(todos os dias)
LondrinaFacebook Ângelus 18 horas
(todos os dias)
Santa MariaFacebook Reza do Terço 18 horas
(todos os dias)
Olinda/RecifeFacebook Reza do Terço 19h30min
(3ªfeira)
Olinda/RecifeFacebook Bênção da noite 20 horas
(todos os dias)

 

Conselhos para melhor participar das Missas Online: CLIQUE AQUI

Fonte: schoenstatt.org.br

Pe. Vandemir: novo diretor nacional do Movimento de Schoenstatt

 

Karen Bueno – O Movimento Apostólico de Schoenstatt tem um novo diretor nacional. O Pe. Vandemir Jozoé Meister, do Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt, foi nomeado para dirigir a Central Nacional de Assessores no Brasil pelos próximos seis anos.

Para ele, essa nomeação se resume em duas realidades: alegria e desafio. Assim comenta: “Primeiramente, para mim é uma alegria e, ao mesmo tempo, um desafio assumir esta função diante do Movimento Apostólico de Schoenstatt no Brasil. Alegria, pois se abre mais um campo de missão, onde se pode oferecer as qualidades individuais. Desafio porque compete assumir uma missão, não somente de dimensão apostólica do Movimento na Igreja no Brasil, mas também zelar pela herança espiritual e carismática do Fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt, o Pe. José Kentenich”.

E qual é a tarefa do diretor nacional?

O Pe. Vandemir explica:

Essa função, de 6 anos, delegada pela Presidência Nacional da Família de Schoenstatt, tem características específicas. O Brasil, por sua enorme extensão geográfica, está dividido em regionais – algo único em relação aos outros países. Assim sendo, temos quatro Regionais com seus respectivos Diretores das Centrais Regionais. A Central Nacional é formada por representantes das Centrais Regionais.

Como Diretor da Central Nacional, compete-me convocar e presidir as reuniões do Conselho da Central Nacional. Também representar a Liga Apostólica e o Movimento Popular de Peregrinos diante da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e na Presidência Nacional, isto é, representar o Movimento Apostólico nos organismos nacionais e internacionais.

Junto com o Conselho, compete-me também zelar pelo cultivo da vida interior e do espírito apostólico do Movimento. Garantir, em nível nacional, a unidade como o Fundador, a fidelidade às forças fundamentais da Obra de Schoenstatt e a unidade nacional do Movimento. Também em fomentar o serviço à Igreja de acordo com suas linhas e diretrizes pastorais. Incentivar a expansão e edificação do Movimento Apostólico de Schoenstatt.

Gratidão

A Família de Schoenstatt do Brasil se despede com gratidão do atual diretor nacional, o Pe. Ivan Simicic, que retorna ao seu país natal, o Chile.

Pe. Vandemir será também diretor regional do Movimento no Paraná, assessor regional do Terço dos Homens Mãe Rainha (no Sudeste, no Paraná e no Sul) e vice-postulador da Causa de Beatificação do Servo de Deus João Luiz Pozzobon.

Rezemos e trabalhemos pelo Brasil: Nada sem vós, nada sem nós

 

Pe. Vitor Hugo Possetti – Dia 15 de novembro, comemoramos a proclamação da Republica do Brasil, uma tarefa sempre em construção.

Como discípulos de Jesus estamos chamados também a participar desse processo, como sal da terra e luz do mundo (Mt 5, 13-14), fermento na massa (Lc 13, 20-21), com o ouvido no coração de Deus e a mão no pulso do tempo.

Rezemos e trabalhemos pelo Brasil. Deus é o Deus da vida, atua na historia, também por seus instrumentos livres, e nos convida a colaborar em seu projeto de amor. A oração que suplica também nos abre para Sua vontade e Graça. Nada sem Vós, nada sem nós.

De fato, muitos schoenstattianos vivem essa vocação em um serviço público concreto, como forma elevada de caridade, atuando diretamente nos poderes executivo, legislativo ou judiciário de nosso país. Mas as estruturas republicanas devem ser acompanhadas de um espírito republicano da vida diária, e das práticas cotidianas. De pouco adiantariam leis e instituições justas se nos movesse um coração corrupto (Mt 15, 19). Sempre encontraríamos um jeitinho de burlar as regras ou usá-las a serviço dos próprios interesses, prejudicando aos demais.

Penso que Schoenstatt pode contribuir nessa tarefa educativa, junto a nossa Mãe e Educadora, com a formação de um homem novo atento à “coisa-pública”, que, como cidadão livre, busca o bem comum e a dignidade de cada pessoa. Sujeitos de uma “cultura da aliança” que olha também aos irmãos, especialmente os mais necessitados, mais além de uma cultura egoísta da indiferença, que só se preocupa consigo mesmo.

Nesse sentido, podemos participar, sabendo que isso também implica tensões, já que somos uma república democrática e plural. O desafio é que essas tensões sejam criadoras e geradoras de uma vida mais plena. Assim compreende nosso Fundador, Pe. José Kentenich.

O problema é quando absolutizamos um lado, seja ele um partido, uma ideia, uma pessoa, com o risco de cair na idolatria, que faz odiar ao oposto, que deve ser difamado, destruído, aniquilado. Assim, sem possibilidade de escuta, de autocrítica e abertura, a tensão se torna destrutiva, destruindo famílias, grupos e até uma nação.

Para que essas tensões republicanas sejam realmente criadoras, o diálogo deve estar movido pelo amor desinteressado e fundado na verdade, sempre buscando algo melhor, lembrando que mesmo em meio as mais intensas controvérsias é dever do cristão guardar uma atitude de respeito frente ao próximo. De fato somos chamados a amar e rogar pelos inimigos (Mt 5, 43-48).

Quanto à verdade, sabemos que são muitas as mentiras que nos chegam pelas redes sociais, pela imprensa, na fofoca do dia a dia. Temos que estar atentos e ser astutos. São tantas notícias que é quase impossível checar a fonte de todas e às vezes nos agrada reforçar certas opiniões que já temos, e acabamos partilhando coisas que não são verdadeiras. Quando somos conscientes de que tal notícia é falsa e, mesmo assim, divulgamos ou as inventamos, pecamos seriamente, lembrando que o Demônio é o pai da mentira (Jo 8, 44).

De todo modo, nossa grande contribuição sempre será seguir e anunciar a pessoa de Jesus, com obras e palavras, buscando, em Aliança com Maria, realizar a vontade de Deus aqui em nossa amada pátria brasileira, para um dia juntos sermos família na desejada pátria celeste.

Que Maria seja, também nesse ano, Rainha da Verdade, do Amor e da Esperança. Nossa Mãe e Educadora. A Rainha do Brasil.

 

              

                   Vamos consagrar o Brasil à nossa Mãe: “Ó minha Senhora, ó minha Mãe…”

Fonte: schoenstatt.org.br

 

Arte e Aliança: Corpus Christi pelo Brasil

A Família de Schoenstatt dedicou tempo e os dons artísticos por várias regiões do país nessa quinta-feira de Corpus Christi, 20 de junho de 2019. Símbolos, frases, imagens foram confeccionados para saudar Jesus Eucarístico e demonstrar todo o amor dos corações em Aliança.

Vejas as fotos nos álbuns:

 

Corpus Christi 2019

Liga de Mães e Campanha da Mãe Peregrina de Lajedo/PE

 

Fotos

Fotos Londrina/PR

Fotos Ibiporã/PR

Fotos Maringá/PR

 

As cidades que enviaram fotos:

Araripina/PE
Atibaia/SP
Brejão/PE
Brejinho/PE
Caruaru/PE
Confins/MG
Cupira/PE
Diocese de Salgueiro/PE
Ibiporã/PR
Itambaracá/PR
Jaraguá-São Paulo/SP
Jurema/PE
Lajedo/PE
Londrina/PR
Maringá/PR
Maceió/AL
Olinda/PE
Palmeira dos Índios/PE
Panelas/PE
Porto Alegre/RS
Salvador/BA
Tabira/PE

 

Deseja enviar as fotos dos tapetes confeccionados pela Família de Schoenstatt em sua cidade? Escreva para: imprensa1810@gmail.com

Fonte: schoenstatt.org.br

10 de junho: O começo de Schoenstatt no Brasil e na América

 

Ir. M. Jacinta Donati / Karen Bueno – Um pequeno grupo e um vasto continente a ser desbravado: esse é o começo da história do Movimento Apostólico de Schoenstatt no Brasil e na América. No dia 10 de junho de 1935 as primeiras 12 Irmãs de Maria de Schoenstatt, enviadas pelo Pe. José Kentenich, desembarcam no porto de Santos/SP trazendo um imenso mundo dentro de si que deveria ser apresentado ao novo continente.

Há mais de 80 anos começa o primeiro capítulo da história de Schoenstatt na América, cujo desenrolar mostra a grandeza da Mãe e Rainha e a universalidade da Obra do Pe. José Kentenich. Em 1929, Pe. Erasmo Raabe, pallottino, numa passagem por Schoenstatt conta sobre a experiência missionária que experimentou no Brasil. Mais tarde, em janeiro de 1935, escreve uma carta ao Pe. José Kentenich pedindo que envie as Irmãs de Maria para a missão no Brasil. O Pai e Fundador lhe responde logo e, entre outras coisas, escreve: “Além do mais, alegro-me de coração que as Irmãs possam ajudá-lo no além-mar na construção de um mundo novo. Eu creio que elas, em virtude de sua instituição e sua essência, certamente possuem a capacidade de colaborar com sucesso na tarefa comum”.

O coração missionário do Fundador se alegra muito com esse pedido, mas ele não dá logo uma resposta, pois tem de considerar ainda diversas coisas. Em março de 1935, resolve aceitar o pedido do Pe. Raabe, o que, naturalmente, é uma grande ousadia. A comunidade das Irmãs de Maria é ainda muito nova, tem apenas nove anos de existência e não apresenta uma estrutura interna finalizada quanto à parte jurídica.

O chamado da Mãe Três Vezes Admirável faz-se ouvir sempre mais concretamente e, em 1º de abril de 1935, forma-se o primeiro grupo que viria à América trazendo a mensagem da Aliança de Amor. Ir. M. Emanuele Seyfried relata:

“O Pai e Fundador mostrou-nos a importância da MTA e nos levou, lentamente, à compreensão da grande importância de nossa missão no Brasil e para o Brasil. Numa dessas meditações, ele nos disse: ‘Quando uma coisa se torna difícil, eu a dou para a Mãe de Deus. Isto agora deve tornar-se realidade. Agora, preciso aprender a solucionar as dificuldades com a palavra mágica: MATER HABEBIT CURAM!’
Assim o Fundador despertou em nós um grande amor à missão e firme vontade de sacrificar tudo para a MTA, para que ela pudesse conquistar novas terras no Brasil. Nossa fé prática na Providência expressava-se no MHC. Esta fé era profundamente mariana. A Mãe cuidará de tudo, se nós enchermos o Capital de Graças com as nossas contribuições. Por isso, por muito tempo, o Capital de Graças esteve no primeiro plano, em nossa aspiração. Estávamos bem conscientes de que o fundamento de Schoenstatt no Brasil seria o Capital de Graças. E nós, como geração fundadora, devíamos enchê-lo. O Senhor Padre sempre nos dizia: Onde se começa algo novo para Schoenstatt, sempre se começa pelo Capital de Graças. E nós, brasileiras, devíamos fundá-lo para o Brasil.
O Pai e Fundador nos ensinou e aconselhou que fôssemos, muitas vezes, ao Santuário e falássemos com a Mãe, estreitando assim nossas relações pessoais com a querida Mãe e Rainha de Schoenstatt, e nos incutiu, assim, a Aliança de Amor. No Santuário, encontraríamos nosso lar e a fonte de graças para a nossa missão”.

 

Arrumar as malas e partir

A correria para preparar a viagem é intensa e as Irmãs procuram aproveitar o máximo que podem o ambiente do Santuário Original. No dia 12 de maio acontece a solenidade de envio das missionárias, ocasião em que o Fundador lhes diz: “Queremos ser semente da MTA. Semear é algo de grande, mas talvez seja maior ainda: lançar-se a si mesmo como semente, semente dum novo mundo. O mundo deve tornar-se, mais e mais, Schoenstatt. Este há de ser o sentido de nossa aspiração e de nossas lutas aqui na terra”.

No dia 17 de maio de 1935 as 12 Irmãs pioneiras embarcam no navio General San Martin rumo ao Brasil: “Um último aperto de mão talvez, uma lágrima e foi retirada a ponte. Nós, doze apostolas do Brasil, estávamos sozinhas, com silenciosa nostalgia, mas também com um vigoroso espírito de conquista. Lenta, bem lentamente, afastou-se da terra firme. Um derradeiro oceano até não vermos mais nada. Porém, sabemos por qual motivo assumimos tudo isso”, contam na crônica.

O primeiro lugar em que o navio ancora é na Bahia: “Aos poucos, começamos de novo a arrumar as nossas coisas, porque a nossa meta se aproximava. Quando o navio ancorou na Bahia, já vimos terras muito belas e nos alegramos com a expectativa das belezas que nos esperavam no Rio de Janeiro. […] Nos últimos dias, viajamos ao longo da costa brasileira. O navio balançava muito e isto custou sacrifícios para todas. Apesar de continuar a maresia, a alegria não nos deixou. Ao ancorarmos em Pernambuco, tivemos um sentimento singular, pois nos conscientizamos de que já estávamos em terra brasileira”.

As missionárias fazem uma parada no Rio de Janeiro/RJ e se surpreendem com as paisagens que encontram. Ir. M. Norberta Schulte conta: “Quando finalmente o navio ancorou, a 8 de junho, no Rio de Janeiro/RJ, arrumamo-nos para fazer um passeio. Pe. Winold que estava no porto, cuidou de uma boa condução pela cidade. Duas beneditinas nos receberam e nos hospedaram muito amavelmente em seu colégio e nos mostraram coisas maravilhosas da cidade. Num alto monte, vê-se de todos os lados uma enorme estatua de Cristo, que estende os braços protetores sobre o pais. Que belo! Durante muito tempo ficamos paradas a beira mar e não nos cansávamos de contemplar as belezas deste mar”.

 

Em terra firme, terra brasileira

 

Santuário de Jacarezinho/PR, Tabor Fundamento de Schoenstatt no Brasil

 

Às 7 horas de segunda-feira, 10 de junho, um dia depois de Pentecostes, as Irmãs aportam em Santos/SP. Ir. M. Norberta continua: “Esta parada em Santos foi, para todas nós, uma aventura muito divertida. Nós conhecíamos apenas alguns vocábulos em português e, como é obvio, houve muitos risos de ambas as partes. Tal coisa se precisa experimentar. Reunimo-nos num grande ônibus, lotado com 12 padres e 12 irmãs, e fomos para São Paulo/SP. Cada qual tinha muito a contar a respeito dos últimos acontecimentos. Em breve, porém, não pensamos mais no que passou, pois a bela natureza nos cativou inteiramente. Subimos mais e mais por entre matas maravilhosas, parecendo quase mata virgem e, lá em baixo, a admirável planície e o mar. Foi um prazer que se modificou, quando chegamos às alturas. A estrada era mais macia e fomos embaladas de um lado a outro. Mais ainda havia muito para ver de ambos os lados”.

Em São Paulo/SP, as pioneiras pegam um trem rumo ao interior, para a cidade de Ourinhos/SP e de lá são levadas para seu primeiro lar em terra brasileira, o município de Jacarezinho/PR.

É dali, do interior do Paraná, que Schoenstatt se expande por todo Brasil, ganhando força com as visitas do Pai e Fundador pelo continente. As primeiras Irmãs relatam: “Ao desembarcarmos em Santos/SP, no dia 10 de junho, estávamos cheias de fé e consciência de missão e achávamos que o mundo precisava de nós, que o Brasil precisava de nós. Trazíamos Schoenstatt para o Brasil! E agora deparamo-nos com a realidade da vida. Vimos que não podíamos realizar depressa nossos planos e nossa missão. Tivemos de passar por um longo caminho de duras lutas. Os primeiros anos estiveram sob a divisa: Capital de Graças e Mater habebit curam. As lutas se apresentavam com toda a dureza, o clima, a língua nova, saudade do Santuário, de Schoenstatt. A semente foi mesmo lançada na terra e parecia morrer. Experimentamos a impotência do instrumento humano, mas não desanimamos, não deixamos de lado o nosso ideal. A palavra magica nos ergueu sempre de novo, e a responsabilidade pela fundação do Capital de Graças para o segundo Schoenstatt no Brasil não nos deixou esmorecer”.

É por meio dessas jovens Irmãs inexperientes e com formação religiosa inacabada que Schoenstatt cruza o Oceano Atlântico e chega à América. O que levam? O Pai e Fundador orienta: “Levem a cruz e o Santuário. (…) Mater Habebit Curam”. Elas são fiéis instrumentos, que cumprem com ousadia a missão que lhes é confiada, mesmo com suas limitações e debilidades. Hoje as mesmas palavras do Fundador continuam a ecoar, pedindo a cada um para “lançar-se a si mesmo como semente, semente dum novo mundo. O mundo deve tornar-se, mais e mais, Schoenstatt”. Quais são os “continentes” que ainda precisam ser desbravados? O Pai conta conosco, com nossa ousadia e, principalmente, com nosso amor.

Fonte: schoenstatt.org.br

 

Todo o Brasil num só coração

 

Karen Bueno – 26 estados e um distrito, 202 milhões de habitantes, uma nação com “cara” de continente. Assim é o Brasil, onde o Movimento Apostólico de Schoenstatt está inserido pelos vários cantos e rincões. Com tamanha diversidade, se faz necessário, ano a ano, parar, refletir e avaliar o percurso da Obra. É para isso que se reúnem os assessores da Central Nacional do Movimento nos dias 15 e 16 de maio, no Santuário de Atibaia/SP.

“A reunião tem uma função muito importante de trazer a realidade, a vida e os desafios do Movimento no Brasil para a partilha, o intercâmbio e a reflexão em conjunto. A Central de Assessores é a única instância, de caráter nacional, que está a serviço dessa dimensão do Movimento que é a Liga Apostólica e o Movimento Popular e de Peregrinos”, contextualiza o diretor nacional do Movimento, Pe. Ivan Simicic.

 

Mão no pulso do tempo

Durante o encontro são tratados diferentes temas que tocam a vida do Movimento. O primeiro aspecto, segundo o Pe. Ivan, é “resgatar as vozes de Deus na Família de Schoenstatt, nos diversos regionais, e, a partir dessas vozes, tentar responder à condução da Família”. O segundo passo fundamental é “analisar certos temas que estão mais presentes na vida da Obra de Schoenstatt”, as chamadas “correntes de vida”. Depois, também são tratados assuntos de caráter prático, como a atualização das orientações, diretrizes e normas da Central Nacional. Há também um grande interesse pelos temas que estão em destaque na vida da Igreja, como, por exemplo, a recente Exortação Apostólica do Papa Francisco – Christus Vivit– e as linhas gerais da última assembleia geral da CNBB.

 

Ano Jubilar

 

 

“Filialidade Heroica” é a expressão que está na boca e nos corações do Brasil em 2019. No encontro da Central Nacional está refletida toda a vida que a conquista do cetro está gerando pelo país. É por isso que os assessores de toda a nação, juntos, entregaram o cetro para a Mãe de Deus, como explica a Ir. M. Diná Souza: “No contexto dos 70 anos da coroação e entrega do cetro, nesse dia 15 de maio, aproveitando a oportunidade que a Central Nacional está reunida junto ao Santuário da Permanente Presença do Pai, realizamos a entrega do cetro em nome do Brasil. A entrega final, ou oficial, será no dia 15 de setembro de 2019, com todos os que puderem chegar até o Santuário neste dia. E, como a Central não poderá estar toda presente em setembro, adiantou-se a entrega, também para se ter um momento específico como Central e colocar as intenções, enquanto responsáveis, do Movimento no Brasil”.

Por que os assessores entregam esse cetro? “Nosso grande desafio é trabalhar unidos neste país imenso e de realidades diversas. Este é um desafio. Se não nos colocamos sob a educação e em aliança com o Pai e Fundador, não conseguiremos realizar bem a tarefa. Por isso, ajudem a rezar por nós”, conclui a Ir. M. Diná.

O cetro não foi colocado definitivamente no Santuário, ele ainda peregrinará por alguns locais do regional Sudeste. Saiba mais sobre a entrega oficial.

 

Vida em movimento

 

 

O Movimento alcança as mais variadas realidades do país, indo de tribos indígenas a comunidades ribeirinhas, passando pelo Congresso Nacional e a sede das Forças Armadas, dentre tantos outros lugares. Tudo isso configura a beleza e a riqueza de Schoenstatt e a força do trabalho orgânico entre os assessores, como aponta a Ir. M. Sára Vincensi: “O que é mais bonito de se ver na vida do Brasil Tabor, penso, é a caminhada. O caminho que eu vejo é de via dupla, que vai e que vem: os assessores trabalham com o povo, sabem das suas alegrias e esperanças, mas também das suas lutas e desafios. E isso é ter a mão no pulso do tempo, é saber até onde uma proposta, um trabalho, uma corrente de vida encontra eco. Ao mesmo tempo, os assessores que estão com os seus podem despertar essa vida, animar o fogo da missão, da fidelidade à origem naqueles que lhes são confiados, podem até despertar vida e correntes de vida. Esse ‘ir e vir’, com as suas lutas e com o progresso, é uma caminhada que todos juntos estamos fazendo neste ano de 2019, em busca da formação de uma nova terra mariana”.

 

Para saber mais sobre a Central Nacional, o que é e qual o seu papel, clique neste link.

 

Fotos: Ir. M. Nilza P. da Silva

Fonte: schoenstatt.org.br

O que é a Central Nacional de Assessores?

 

Pe. Afonso Wosny – Nesta quarta-feira, 14 de maio, inicia o encontro anual da Central Nacional de Assessores do Movimento Apostólico de Schoenstatt. Todo o Brasil Tabor é convidado a acompanhar esse encontro com suas orações e, para compreender melhor o propósito dessa reunião, vamos entender o que esse grêmio representa.

A Central é o órgão que reúne os assessores do Movimento de Schoenstatt em nível regional e/ou nacional. “Tem função inspiradora e é responsável pelo cultivo de espírito nos ramos da Liga Apostólica e no Movimento Popular e de Peregrinos, visando torná-los aptos para amar e servir a Igreja e edificar, assim, uma nova ordem social cristã” [1].

A Central de Assessores do Movimento Apostólico de Schoenstatt está formada, fundamentalmente, pelos membros das comunidades da Obra de Schoenstatt que foram colocados à disposição para a animação dos ramos da Liga Apostólica e do Movimento Popular e de Peregrinos (Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt e Terço dos Homens Mãe Rainha).

A reunião da Central é convocada e nomeada pelo Diretor do Movimento e trabalha num espírito de coordenação, intercâmbio e projeção das forças apostólicas comuns. Desde o ponto de vista jurídico, não possui atribuições, mas a sua tarefa se orienta ao cultivo do espírito, assessoria pedagógica e, em geral, velar e cuidar, por meio do seu serviço, para que o Movimento encarne o autêntico espírito do Fundador da Obra e se capacite, desse modo, a servir à Igreja e ser fermento de uma nova ordem social cristã na sociedade. Na cabeça do corpo de assessores está o diretor do Movimento, que é um sacerdote schoenstattiano – atualmente o Pe. Ivan Simicic é o diretor nacional no Brasil.

“A Central tem um trabalho de inspiração e educação” (Pe. José Kentenich, carta aos colaboradores sacerdotais, 24.10.1947).

Por que uma Central?

No Brasil, a Central de Assessores está organizada em quatro regionais – temos quatro centrais – que se reúnem regularmente, junto com seu diretor regional. Como Central Nacional, nos reunimos uma vez por ano e é sempre uma ocasião importante de ver o Movimento como um todo, de olhar para a realidade de todo o Brasil Tabor. As Centrais de assessores também ajudam a capacitar os assessores para as suas tarefas, especialmente em linhas comuns e diretrizes para o seu trabalho.

“…Por que, ainda, uma Central? Não se pode, com razão, fazer essa pergunta. Não sei se minha resposta vai satisfazê-los. É fruto da vida prática. Se me entenderam bem, vão perceber que a organização é decisiva. Parece-me que se um movimento apostólico, como o nosso tempo o exige, tem direito à existência, deveria existir como que uma Central. Por exemplo: trabalhei aqui e ali; um age de um modo, outro de outro e o sucessor manda tudo às favas. Assim não há uma continuidade no trabalho apostólico. Mas se uma comunidade estiver por trás de tudo (a Central), uma comunidade que, a pedido, se preocupa continuamente pela formação apostólica dos leigos, nesse caso se está levando em consideração a continuidade na pastoral…” (Pe. José Kentenich, 1927-1929, Princípios Doutrinais Gerais do Movimento Apostólico de Schoenstatt).

 

[1] Estatuto da Central Nacional e Regional de Assessores, preâmbulo, n. 2

Foto: Marcia Kazumi

Fonte: schoenstatt.org.br

Missão ‘sacerdote e capelão’: A serviço dos Santuários

Juliana Dorigo – “O Capelão do Santuário acolhe os romeiros e peregrinos levando socorro através da confissão e orientação. A tarefa consiste também em dar uma assistência diária com a eucaristia para a comunidade das Irmãs de Maria, fortalecendo-as para a missão. Ter abertura e entender de humanidade para acolher a todos”, explica o Pe. Silvano Machado da Silva, Capelão do Santuário de Garanhuns/PE.

No Brasil, vários centros do Movimento Apostólico de Schoenstatt contam com o apoio de sacerdotes que atuam como capelães. Padres diocesanos, padre ligados a alguma comunidade religiosa ou mesmo militares contribuem tanto na parte pastoral, como espiritual. Para o Pe. Silvano, a tarefa de um capelão é orientar as pessoas que passam pelo Santuário para que tenham um maior engajamento na sua paróquia e no amor à Igreja. “Lidar com a maioria das pessoas é um papel importante, porque não ficam presas a uma paróquia, mas a toda a Igreja. É preciso contar com os leigos, por isso investir na sua formação, para que conheçam a espiritualidade do Movimento, a Igreja e tenham um relacionamento afetivo e religioso equilibrado. Tendo muito amor à missão, sejam verdadeiros Mariologistas: sejam como nossa Mãe e Rainha: disponíveis, discretos, amorosos e acolhedores. Que se sintam membros do Santuário, não apenas participantes”.

 

De coração a coração

O Pe. Luís Antônio de Sales, 2° Ten do Exército Brasileiro e capelão do Colégio Militar de Brasília e do Santuário Tabor da Esperança, destaca que grande parte dos fiéis está vivendo um momento de fé ao visitar um Santuário. Assim, é preciso ajudá-los a expressarem a sua gratidão por uma graça alcançada, ajudar também aqueles que buscam encontrar essa graça, acolhendo a todos nos sacramentos da confissão e nas pregações durante as celebrações. Tudo isso conduz a uma racionalização maior da fé, sem perder a essência da sadia piedade popular.

“Eu não devo procurar Deus somente pelo momento que eu estou vivendo, mas devo procurá-lo porque Ele é Deus e eu sou criatura e, em todos os momentos e circunstâncias da vida, eu estive, estou e estarei dependente Dele. E aqui entra a intercessão da Virgem Maria. Comumente, nas famílias tem-se mais facilidade de lidar com a mãe do que com o Pai. E assim acontece no catolicismo: muitos fiéis têm mais afinidade com a Mãe, a Virgem Maria, do que com o Pai, Deus. Maria, a nossa boa Mãe, é sempre medianeira: ela jamais deixa que paremos nela. Ela sempre faz com que cheguemos até o seu Amado Filho e quando ela nos apresenta esse rosto misericordioso de Deus, através de Jesus Cristo, ela sempre nos repete a célebre frase das Bodas de Caná: Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5).

 

Sempre bom humor

Outra característica fundamental de um capelão é ouvir as pessoas que desejam ser ouvidas, seja durante a confissão, na Orientação Espiritual ou durante uma conversa simples. O Pe. Marcelo de Souza, capelão do Santuário Tabor Magnificat, de Curitiba/PR, orienta que “as pessoas querem ser ouvidas e ouvir palavras que encham seus corações: de paz e esperança, de conforto e alegria”.

Ele também diz que “lidar com grandes massas sempre exige dinamismo em todas as atividades que precisam ser oferecidas, também bom humor, pois nem sempre tudo sai como queríamos”.

Mesmo com os desafios próprios de cada lugar, vale a pena “embarcar” na experiência de servir nos centros de peregrinação, como salienta o Pe. Luis Antonio: “Em um Santuário tem sempre o novo: um novo peregrino, um novo penitente, uma nova realidade pastoral, “um novo pagão”, pessoas de diversas religiões que vão até o Santuário por causa da sua beleza estrutural ou por curiosidade pelos comentários já ouvidos… É preciso estar sempre se adaptando! É lógico que sendo sempre fiel ao Evangelho e a Doutrina da Igreja Católica”.