Uma melodia para o novo lema da Família de Schoenstatt do Brasil

Desde o final de 2025, a Família de Schoenstatt do Brasil tem um novo lema: ‘Em diálogo com a vida, herói hoje!’

Que tal cantar este lema?

Ir Jéssica Maria Gassen, assessora da Liga de Famílias e Campanha da Mãe Peregrina no Regional Sol do Tabor compôs uma melodia para todos pordermos cantar. E as Irmãs de Maria, em encontro junto ao Santuário Tabor, gravaram um clipe para aprendermos e cantarmos em nossos encontros ao longo de 2026.

Vamos ouvir e cantar: Em diálogo com a vida, herói hoje!

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10 de junho: 90 anos da chegada das primeiras Irmãs de Maria ao Brasil

 

Karen Bueno – Hoje a Família de Schoenstatt brasileira celebra 9 décadas desde a chegada das primeiras 12 Irmãs de Maria ao Brasil. Praticamente, com elas, chegava Schoenstatt à nossa pátria. E até podemos dizer que podemos iniciar nossa preparação para os centenário de Schoenstatt no Brasil. Pois 10 anos passam rápido!

Há 90 anos

No dia 12 de maio de 1935, em Schoenstatt, aconteceu a solenidade de envio das 12 Irmãs Missionárias, do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, enviadas para a América. Elas partiram em um mar de incertezas, com poucos itens pessoais na mala e sabendo que certamente não veriam mais suas famílias; mas também partiram com uma grande medida de entusiasmo e uma confiança sem fim na Mãe de Deus: MHC! (Mater Habebit Curam – A Mãe cuidará!)

Naquele dia, o Pe. José Kentenich presidiu o envio e foi muito franco com elas; ele não prometeu um futuro calmo e confortável, mas adiantou aquilo que seria fundamental na missão: dar a própria vida.

“Queremos ser semente da MTA. Semear é algo de grande, mas talvez seja maior ainda: lançar-se a si mesmo como semente, semente dum novo mundo. O mundo deve tornar-se, mais e mais, Schoenstatt. Este há de ser o sentido de nossa aspiração e de nossas lutas aqui na terra”, disse o Fundador (fonte: crônica das Irmãs de Maria).

O Capital de Graças esteve em primeiro plano

A viagem durou cerca de um mês, até atracar no porto de Santos/SP, em 10 de junho. De lá, as 12 Irmãs pioneiras viajaram até seu primeiro destino, a cidade de Jacarezinho/PR, onde residiram nos primeiros anos.

Quer saber como a Família de Schoenstatt celebou os 90 anos da chegada das Irmãs pioneiras? CLIQUE AQUI

Lendo a crônica, encontram-se muitas experiências concretas do que significou, para elas, ser semente e dar a própria vida: fome e frio, condições precárias de sobrevivência, dificuldades de comunicação pelo idioma novo… O começo da história de Schoenstatt no Brasil passou por muita entrega, confiança e ousadia.

A Ir. M. Emanuele Seyfried conta:

“O Pai e Fundador mostrou-nos a importância da MTA e nos levou, lentamente, à compreensão da grande importância de nossa missão no Brasil e para o Brasil. Numa dessas meditações, ele nos disse: ‘Quando uma coisa se torna difícil, eu a dou para a Mãe de Deus. Isto agora deve tornar-se realidade. Agora, preciso aprender a solucionar as dificuldades com a palavra mágica: MATER HABEBIT CURAM!’
Assim o Fundador despertou em nós um grande amor à missão e firme vontade de sacrificar tudo para a MTA, para que ela pudesse conquistar novas terras no Brasil. Nossa fé prática na Providência expressava-se no MHC. Esta fé era profundamente mariana. A Mãe cuidará de tudo, se nós enchermos o Capital de Graças com as nossas contribuições. Por isso, por muito tempo, o Capital de Graças esteve no primeiro plano, em nossa aspiração. Estávamos bem conscientes de que o fundamento de Schoenstatt no Brasil seria o Capital de Graças. E nós, como geração fundadora, devíamos enchê-lo. O Senhor Padre [Pe. Kentenich] sempre nos dizia: Onde se começa algo novo para Schoenstatt, sempre se começa pelo Capital de Graças. E nós, brasileiras, devíamos fundá-lo para o Brasil”.

Quem será uma nova semente?

Quando viajamos ao passado, as histórias não são recordadas pelo sentimento de nostalgia, mas para trazer luz e iluminar os novos tempos. Sendo assim, o que você leva de mensagem deste capítulo da história? Para alguns, pode ser o espírito aventureiro e desbravador de sair em busca de novos mundos; para outros, pode ser a confiança heroica, a filialidade de se entregar aos planos do Pai sempre; ou então a arte de entregar tudo ao Capital de Graças, sabendo que sua vida pode ser maior do que você pode imaginar. Para quem pertence ao Movimento, certamente fica o anseio de levar Schoenstatt para todos os lugares aonde for, lançando-se como semente no trabalho, na família, nos encontros e desencontros da vida.

Seja qual for a lição que se pode aprender, no cerne está sempre a fé prática na Divina Providência, pois os sonhos de Deus para cada um representam uma aventura em oceanos desconhecidos, que levam sempre de volta ao seu amor.

Vamos aprender a cantar o lema da Família de Schoenstatt do Brasil para 2024?

A Ir M Eliane Cunha, que atualmente trabalha com o Movimento de Schoenstatt em Frederico Westphalen/RS, fez uma melodia para o novo lema da Família de Schoenstatt brasileira: “Missionários da esperança, em Cristo, transfiguremos a realidade”. Vamos aprender a cantá-lo?

As Irmãs de Maria, em Santa Maria/RS, fizeram um vídeo para nos ajudar. Vamos assistir, aprender a cantar, curtir e compartilhar a publicação, para que muitas pessoas aprendam a cantá-lo!

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Como podemos colaborar com nossa pátria?

 

Este artigo não é deste ano, mas ainda combina com a situação atual e poderá, talvez, nos ajudar a vivermos este Dia da Pátria como bons cidadãos schoenstattianos.

Karen Bueno – As manchetes dos impressos, as chamadas dos rádios e telejornais apontam: a situação do Brasil não vai bem. E nem é preciso assistir televisão ou acompanhar as notícias para constatar essa realidade, basta olhar o próprio dia a dia – o aumento de impostos, os vários comércios e indústrias encerrando as atividades, o alto custo de vida. Quem não conhece um colega ou conhecido que foi demitido do emprego ou enfrenta redução das jornadas de trabalho? A situação não vai bem!

Mas, basta olhar e lastimar o atual contexto social do Brasil? Definitivamente, isso não basta para aqueles que selaram a Aliança de Amor e têm o máximo como a meta da mais elevada aspiração. Vendo a corrupção que sempre existiu na história do país, alguns dizem que é impossível fazer algo pela nação. Dá impressão de que tudo está limitado às autoridades federais, à Brasília/DF. Porém, o Pe. José Kentenich apresenta uma forma simples e bastante eficaz de lutar por uma nova ordem social: a autoeducação.

Santidade: nossa luta por um país renovado

Do Santuário a Mãe de Deus distribui graças em abundância e realiza milagres de transformação. Ela pode operar maravilhas nesta terra! Porém, ela necessita da cooperação humana para que o plano de amor do Pai aconteça. As diversas contribuições ao Capital de Graças, os pequenos atos de autoeducação oferecidos como dádiva, são um bem precioso para formação de uma nova terra mariana, pois, por meio deles, Maria continua a cumprir seu papel na Obra da Redenção por meio de Schoenstatt.O Pai e Fundador afirma: “Grande é quem consagra sua vida a uma grande tarefa! Podemos imaginar-nos tarefa maior do que a de atrair a Mãe de Deus para cá, como a Esmagadora da Serpente? Outros podem travar grandes lutas, conquistar fama… No entanto, se nós virmos e entendermos bem a tarefa e a cumprirmos, teremos interferido muito mais no mecanismo do tempo. Portanto, vencendo uma tentação, dominando uma paixão e dando-a a Mãe de Deus, como contribuição ao Capital de Graças, por estas pequenas coisas, por estas pequenas vitórias, interferimos nos acontecimentos do mundo” [1].

 

Transformar a pátria por meio de gestos cotidianos

Hoje se repetem as palavras ousadas do Documento de Fundação de Schoenstatt, que exigem uma atitude concreta na formação de um homem novo que edifica, por seu ser e atuar, uma nova sociedade baseada na cultura da Aliança: “Esta santificação exijo de vós. Ela é a armadura a vos revestir, a espada com a qual deveis libertar vossa pátria de seus poderosos inimigos, colocando-a na vanguarda do mundo antigo”.

Oferecer à Mãe de Deus pequenos atos de amor que interferem no cotidiano social – como não furar filas, usar o cinto de segurança, devolver o troco corretamente, não estacionar na vaga de deficientes ou jogar lixo no chão, ajudar o que necessita, participar de ações beneficentes, etc. – são uma forma concreta de edificar um país novo. Tudo isso, lembrando sempre de rezar pela nação e pelos governantes, pois a oração é uma peça fundamental da “armadura a nos revestir”.

Além da autoeducação – e em alguns casos por meio dela – também é essencial estar atento às correntes de vida de nosso tempo. Participar da vida social e política, acompanhar a realidade que nos cerca, buscar fontes de informação confiáveis e variadas, acompanhar o exercício dos nossos representantes políticos e estar presente – para poder dar a opinião – nos momentos de decisões. Vale perguntar-se: Tenho acompanhado as discussões que ocorrem na Câmara Municipal de minha cidade? As sessões são geralmente abertas, participo delas? Acompanho o atuar dos meus representantes? Interesso-me por questões que dizem respeito aos demais ou apenas àquelas que me tocam diretamente? Como eu, com minha originalidade, posso contribuir para melhorar meu país?

Um tempo de grande turbulência pede o olhar atento e a inspiração do Espírito Santo. As grandes correntes ideológicas, seja qual direção elas tomem – direita ou esquerda política, passivismo ou ativismo extremo, por exemplo –, podem arrastar para a massificação, vendando os olhos diante da complexidade de algumas questões. Uma pergunta que pode ajudar a fugir do senso comum e descobrir qual posicionamento tomar é: o que o Bom Deus deseja para minha nação? Em sua Doutrina Social, a Igreja apresenta o norte para essa reflexão: Clique para ler o compêndio.

 

Maria, reina neste chão!

É tempo de confiar à Mãe de Deus todas as aflições deste povo heroico, filial por natureza, que necessita de seu olhar e de sua educação materna. Pe. José Kentenich orienta a coroar Maria nas situações adversas – Eis, pois, a hora exata de proclamá-la Rainha do Brasil!

“Quanto mais incapaz se sente a Igreja, quanto mais incapazes os combatentes ao nosso lado, tanto mais sobe no horizonte a Mulher Apocalíptica, o Grande Sinal no céu, revestida de sol, coroada de doze estrelas, a lua sob os pés […]. A Mãe de Deus também recebeu a ordem de Deus: Mãe, interfere na história do mundo! E as ruínas que hoje vemos por toda parte, transformar-se-ão num cosmos admirável” [2]

Não há espaço para comodismo e insegurança! Chegou a hora do nosso amor! Santidade hoje! É preciso agir confiando na Mãe Três Vezes Admirável, é preciso agir para que se realizem as palavras do Fundador: “Cuidaremos que não somente nossa pequena Família, mas o Brasil todo, sim, grande parte do mundo – até podemos crer que o mundo inteiro – um dia se tornará Tabor de nossa Mãe e Rainha de Schoenstatt”.

 

[1] Palavras do Pe. José Kentenich no lançamento da Pedra Fundamental do Santuário de Londrina/PR, 25/04/1948

[2] Idem

 

Foto: Juciellen Ribeiro

Fonte: schoenstatt.org.br

Central Nacional de Assessores se reúne à luz do Ideal Tabor

Ir. M. Rosequiel Favero – 16 assessores do Movimento, entre Padres de Schoenstatt e Irmãs de Maria, estiveram reunidos para o encontro anual da Central Nacional de Assessores do Movimento Apostólico de Schoenstatt no Brasil. O encontro aconteceu em 27 e 28 de abril, junto do Santuário Tabor da Esmagadora da Serpente, Londrina/PR.

Vindos de diversos Centros de Schoenstatt do Brasil, os participantes debateram temas atuais e colocaram importantes linhas para o trabalho de animação dos líderes do Movimento em nossa Pátria.

Pe. Vandemir Meister, Diretor Nacional do Movimento de Schoenstatt no Brasil, explica a importância deste evento.

“As reuniões da Central Nacional de Assessores do Movimento Apostólico de Schoenstatt no Brasil são importantes para manter uma coesão de condução e de um trabalho pastoral na diversidade que temos em todo o Brasil, onde está presente o Movimento de Schoenstatt.
A espiritualidade de Schoenstatt é uma proposta para todas as pessoas e estados de vida. Devido a essa amplitude, o Movimento tem uma estrutura para poder levar a mensagem a todas as pessoas, por exemplo: o trabalho com crianças, adolescentes e jovens necessita de um tipo de linguagem e pedagogia, assim também com os outros estados de vida, em que se encontram pessoas, sejam solteiras ou casadas, profissionais liberais, etc. Este contexto traz constantes e grandes desafios de atualização de linguagem, de metodologia e de conteúdo”.

Um dos temas principais das reuniões deste ano foi o Ideal Nacional da Família de Schoenstatt Brasileira. “Este ano completou 75 anos do Ideal Tabor, presenteado pelo Pe. Kentenich no dia 20 de abril de 1947”, retoma o Pe. Vandemir. A reunião da Central Nacional, neste ano, realizou-se em Londrina justamente porque nesta cidade paranaense é que se deu a decisão para o Ideal Tabor, há 75 anos. Ele continua: “Esse ideal tem por finalidade unir toda a Família de Schoenstatt numa missão. Todo Ideal traz em si o desafio do crescimento do ser humano em Cristo por Maria e, com isso, intrinsicamente está associada uma missão. Para os Assessores, Presidentes de Conselhos da Família de Schoenstatt local e Dirigentes de grupos fica o desafio do trabalho pedagógico, de aplicar o Ideal para este tempo atual, para esta geração de protagonistas”.

O grupo se ocupou também, entre outros, com a revisão das orientações para o trabalho com o Movimento de Schoenstatt no Brasil, o assim chamado ‘Vademecum’, que sempre de novo precisa ser revisto e atualizado.

Na sexta, 29, todos já retornaram aos seus estados e continuaram na tarefa de animar o Movimento de Schoenstatt brasileiro segundo o lema ‘Família Tabor, transfigura hoje a realidade!

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Fonte: schoenstatt.org.br

Irmãos de Maria passam adiante a confecção dos altares

Juliana Gelatti Lovato – Começou nos últimos meses de 2020 a transferência e adaptação da produção dos móveis, altar, esculturas e demais artigos decorativos em madeira dos Santuários, da oficina dos Irmãos de Maria, em Itaara/RS, para a fábrica de arte sacra Elson MTA, localizada no município de Faxinal do Soturno/RS. Os novos encarregados dessa delicada missão ainda estão adaptando a estrutura e estudando as habilidades necessárias para reproduzir a belíssima arte que estamos acostumados a ver em todos os santuários.

Elson Biacchi, que pertence à União de Famílias de Schoenstatt, sente-se desafiado pela nova tarefa, já que os altares, esculturas, móveis e adornos são feitos utilizando diferentes técnicas e ferramentas específicas, já raras no mercado. Escultores de madeira, por exemplo, são muito difíceis de serem encontrados.

No caminhão que partiu do Centro Tabor, em Itaara, rumo à fábrica Elson MTA, em Faxinal do Soturno, estavam dois altares que foram iniciados, estão um 40% e outro 30% prontos, duas portas e mais algumas peças, como molduras para o quadro da Mãe e Rainha. Um dos altares está reservado para o futuro Santuário de Maringá/PR.

 

“A demanda que temos é aprontar um destes que veio em partes para o Santuário de Maringá, para este, eu e o Sr. Ernesto vamos trabalhar juntos. Tem mais duas portas, mas temos de terminá-las, falta bastante. Para as esculturas, vou contar com a tecnologia, mas o que a máquina não fizer, eu mesmo irei entalhar”, explica Elson, em um misto de alegria e temor diante da tarefa a ele confiada.

Até então, esses objetos em madeira eram confeccionados na empresa do Sr. Manfred Worlitschek, membro o Instituto dos Irmãos de Maria falecido repentinamente no começo de 2019. Após sua morte, o trabalho inacabado, bem como as ferramentas e matérias-primas, ficou aos cuidados do seu irmão de comunidade, o Sr. Ernesto Brandstetter, no Centro Tabor, em Itaara. O Sr. Ernesto, também marceneiro, deverá ajudar na adaptação dos processos na fábrica que herdou o trabalho deixado pelo Sr. Manfred.

“É algo a se pensar que, a partir de agora, nosso trabalho irá para todos os novos Santuários…” comenta Elson.

 

Larga experiência com a Mãe e Rainha

A fábrica Elson MTA criou as Peregrinas Pessoais em 1989, quando iniciou as atividades com o incentivo das Irmãs de Maria de Schoenstatt e dos Padres de Schoenstatt. A partir do ano de 2012, assumiu a fabricação das Peregrinas das Famílias, que antes também eram feitas pelos Irmãos de Maria; criou as Peregrinas dos Jovens a Ocasional e do Comércio. No final de 2019, a Peregrina Auxiliar, réplica fiel da Original do Sr. João Pozzobon, com os detalhes na cruz e um novo sistema de manter as portas abertas e fechadas embutido.

 

 

Fonte: schoenstatt.org.br

Os passos do Pai geram vida aonde ele vai…

Suellen Figueiredo – Foi no ano de 1947 que o nosso Pai e Fundador, o Pe. José Kentenich, veio ao Brasil pela primeira vez. E, por ocasião de uma parada obrigatória feita pela aeronave para reabastecimento, foi no aeroporto do Recife/PE que ele pousou pela primeira vez.

Não é conhecido o que aconteceu neste breve momento, mas é certo que ele esteve em nossas terras. Para nós, Família de Schoenstatt do regional Nordeste, e em especial a Família que surgiu em Recife/Olinda, é uma alegria saber que de alguma forma seus passos marcaram o nosso solo.

Cremos, por conhecer a pessoa do nosso Pai, que mesmo neste breve momento ele, que sempre estava ligado à Mãe e ao bom Deus, dirigiu a nós sua benção e, a esta terra, o seu olhar nos contemplou.

Perguntei à nossa juventude o que significa para eles, e seu ramo, saber que o Pai esteve aqui em Recife, que pisou em nosso solo, o que esse fato traz para o ramo?

“O Pai Fundador foi o criador de uma grande Obra que hoje dá sentido a tantas vidas, inclusive à minha. Saber que ele já esteve em Recife emociona e me traz a sensação de proximidade, Schoenstatt não é uma utopia e seu fundador, ele não foi um personagem ou uma pessoa inacessível. Saber disso aquece o coração e lembra que o Pai não só esteve, mas está conosco”, Nilkelly Dornelas – Dirigente de Ramo da Jufem Olinda

“Para nós, os Pioneiros, essa pequena e breve passagem do Pe. Kentenich nos remete ao nosso hino: abrir caminho ao mundo novo. Mesmo sendo algo breve, nos marcou e nos deixou esta missão e lição, mesmo em curto período: leve a espiritualidade e o carisma de Schoenstatt a todos! Não só com palavras, mas com um simples gesto!” João Victor de Souza – Líder dos Pioneiros de Schoenstatt Olinda

Hoje, ao vermos nossa Família Regional crescer a cada dia, vemos como nossa cultura e nossa originalidade estão alinhadas ao desejo do Pai para o Brasil, estamos construindo juntos um regional que pulsa vida e carisma, nossa fé mariana tão singular nos mantém unidos à Mãe em nossos Santuários do Nordeste.

Para nós é um impulso apostólico saber que o Pai esteve em nossa terra, com isso, unidos a ele, seguindo as suas pegadas assumimos a missão de continuamos a construir Schoenstatt Tabor, contribuindo com nossa originalidade local.

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Fonte: schoenstatt.org.br

1º Congresso Nacional de Empresários e Executivos Schoenstattianos

Augusto Kater – “Temos que capacitar novamente o homem para suas múltiplas vinculações, torná-lo capaz e disposto para uma profunda vinculação interior a lugares, coisas e ideias. Sobretudo temos que torná-lo capaz de desenvolver os vínculos com a comunidade”. “Quem ignorar esta tarefa na educação e na pastoral construirá sobre a areia seus planos de renovação” (Kentenich, José, Vinculaciones personales, op. cit., p. 19ss.).

Essa citação do Pe. Kentenich continua atual e reflete bem o que aconteceu nos dias 21 e 22 de novembro de 2020 no Santuário de Schoenstatt, em Atibaia/SP, onde um grupo de aproximadamente 60 empresário(a)s, executivo(a)s, profissionais católico(a)s se reuniram no 1º Congresso Nacional CIEES e HWAW para criar vínculos e partilhar experiências enriquecedoras sobre o papel do empreendedor nos dias de hoje.

O presidente do CIEES Internacional, Christian Ketterer, e dois membros do CIEES Paraguai, Juan e Carlos Ramirez, marcaram a presença internacional da “Comunidade Internacional de Empresários e Executivos Schoenstattianos”, e o americano Peter Freissle, fundador do HWAW (His Way At Work) marcou presença de maneira remota palestrando à distância sobre como nasceu essa instituição, parceira do CIEES nesse congresso.

A programação do evento foi rica em palestras úteis, testemunhos marcantes e atividades práticas que focaram em três pontos principais: o chamado de Deus para empreendermos com sentido; a possibilidade da construção de um modelo de empresa família com ênfase no cuidado (e autocuidado) no mundo corporativo, e a consequente promoção do crescimento pessoal e profissional das pessoas por meio da aplicação das práticas ali apresentadas.

A iniciativa foi considerada um marco importante para a unidade dos trabalhos isolados que aconteciam junto aos executivos e empresários católicos brasileiros, mas ainda não tinham organização, nem constância, necessárias para dar passos mais largos. Com a união de pessoas vinculadas às duas instituições em torno de uma causa comum, já é possível constatar a consolidação desse grupo e apostar numa consequente expansão a partir daqui, assegurando, assim, que mais vínculos sejam criados para uma sociedade empresarial mais justa e humana.

 

 

Sob a preparação espiritual do Pe. Marcelo Aravena, sete participantes selaram a Aliança de Amor com Maria, o que consolidou um balanço muito positivo, não apenas do 1º Congresso Nacional CIESS e HWAW, mas de todo o trabalho com empresários que esse sacerdote schoenstattiano desenvolveu nos últimos dois anos, e que desde janeiro desse ano recebeu o reforço de mais um pastor para esse rebanho: Pe. Afonso Wosny.

Confiantes na providência da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, o grupo já faz planos para marcar presença em peso no próximo Congresso Internacional do CIESS, que acontecerá no Chile em novembro de 2021, e o 2º Congresso Nacional CIESS e HWAW já está agendado para novembro de 2022.

Vamos juntos nessa missão? Se você também sente o chamado para criar vínculos na comunidade empresarial, junte-se a nós!

Para saber mais, envie uma mensagem (ou email) para o CIEES Brasil.

Contatos:
Pe. Marcelo Aravena – (11) 98432-7397 / pmarceloaravena@gmail.com
Alexandre Peixoto – (19) 99301-8526 / apeixoto@synchro.com.br

“Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha” (Mt 7, 24s)

 

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Fonte: schoenstatt.org.br

Carta Aberta à Família de Schoenstatt

O artigo publicado em 02/07/2020, no jornal ‘Tagespost’, por Alexandra von Teuffenbach, na Alemanha, relata supostas acusações de abuso de autoridade e abuso sexual que o Padre Kentenich teria cometido. Tais informações foram obtidas no ato da revisão de arquivos do tempo do papado de Pio XII, arquivos estes, que desde março de 2020 foram abertos à comunidade e por decisão do Papa Francisco. Tais informações publicadas não eram conhecidas do público, uma vez que compõem as atas do processo de beatificação do Padre Kentenich. Importante frisar, serem estas conhecidas e consideradas no processo que, como todos os processos de beatificação, correm em sigilo. Cabe lembrar a todas e todos, que são propostas, exemplos de santidade na Igreja, quando é feito uma investigação aprofundada de toda sua vida, escritos, atos e atitudes antes de declará-las BEATOS ou SANTOS. No caso do Padre Kentenich, o bispo que recebeu estas supostas acusações, em fins de 1940 e início de 1950, foi o mesmo que abriu o processo de beatificação no ano 1975.

A forma como a notícia citada ganhou repercussão atinge – de maneira significativa –, a Família de Schoenstatt no mundo inteiro, incluso o Brasil. Questionamentos deste porte causa-nos dor devido ao significado que o Padre Kentenich tem para o Movimento de Schoenstatt e toda a sua trajetória DENTRO e DIANTE da Igreja. Não nos compete julgar as razões às quais o artigo foi publicado. De toda forma, podem e devem ser questionadas. Assim fazemos nesta publicação e também a Presidência Internacional do Movimento de Schoenstatt, na pessoa de seu Presidente, Pe. Juan Pablo Catoggio, ISch.; a qual é premissa ímpar que também seja verificada no site oficial do Movimento de Schoenstatt no Brasil.

O nosso Fundador nos ensinou e estimulou a buscar a Vontade de Deus, nos dizendo, que Deus “FALA” também nos acontecimentos da vida, no dia-a-dia. A notícia publicada merece atenção especial nessa perspectiva. Além do ‘choque’, tal feito nos toca de forma profunda e pede a nós abertura e calma para buscarmos OLHAR e TORNAR CLARO a VIDA e a OBRA do Padre Kentenich. Quanto mais conhecermos, mais podemos anunciar.

Uma postura simplesmente defensiva da nossa parte – membros do Movimento de Schoenstatt –, pode vir a interferir na perspectiva do OLHAR e TORNAR CLARO caminhando por, inclusive, distorcer. Quando se trata do “Pai Fundador” é passível de acontecer”. Isso seria reagir a partir da ferida e não conseguir, portanto, ouvir a voz de Deus, mas sim e somente ouvir a nós mesmos, em nossa dor. O momento exige atentar para uma postura sem medo a questionar e deixar-se questionar ao que está sendo relatado e conhecido e não era até então e para a maioria da opinião pública. Conhecer melhor e mais profundamente, em suas luzes e sombras, toda a história, nos permitirá libertar-nos de diferentes interpretações não condizentes com a realidade: a vida e a história do Padre Kentenich. Essa perspectiva também poderá trazer questionamentos em relação ao nosso proceder e ao proceder do outro, levando a restaurar imagens inapropriadas, até danificadas, por acusações inverídicas.

Somos os mais interessados em tornar transparente o atuar e a vida do Padre. Kentenich. Que o Espírito Santo nos ILUMINE e Maria, a mulher vestida de SOL, nos auxilie na busca sincera. “[…] SOMOS FILHOS DA LUZ, FILHOS DO DIA”. (1Tess 5,5)

Padre Vandemir J. Meister, Isch.

Direção Nacional, Movimento Apostólico de Schoenstatt no Brasil

Padre José Fernando Bonini, ISch.

Presidência Nacional, Movimento Apostólico de Schoenstatt no Brasil

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85 anos da chegada de Schoenstatt ao Brasil

Ir. M. Marcia Silva – Um pequeno grupo, com 12 Irmãs de Maria de Schoenstatt, a cruz, o Santuário e um tijolo, assim foi o início de Schoenstatt no Brasil. A pequenez dos instrumentos e as dificuldades do início não abalaram a consciência de missão, que moveu as Irmãs pioneiras a atravessarem o oceano e trazerem Schoenstatt às terras brasileiras.

Com a bênção e o envio do Fundador, Padre José Kentenich, as missionárias chegam ao Brasil, no dia 10 de junho de 1935, e desembarcam no porto de Santos/SP. Elas se estabelecem em Jacarezinho/PR, onde ajudam os Padres Palotinos nos trabalhos do Colégio Cristo Rei. Desde o início, procuram a oportunidade de iniciar os trabalhos apostólicos com o Movimento de Schoenstatt e a Divina Providência as conduz à recém-fundada cidade de Londrina/PR, em janeiro de 1936.

“Foi um início muito difícil: ainda não sabiam falar português, só poucas palavras; a cultura diferente, costumes diferentes, alimentação diferente, povo diferente. Foi um início muito pobre, não tinham nem o necessário para se alimentar, passaram fome, porém, conseguiram superar tudo na consciência de missão e na certeza de serem sustentadas pela força da Cruz de Cristo e a intercessão materna de Maria, a partir do Santuário”, conta Ir. M. Silvia Regina Formagio, superiora das Irmãs de Maria de Schoenstatt da Província Schoenstatt-Tabor, de Atibaia/SP.

Monumento em Jacarezinho recordando a ‘herança’ trazida pelas Irmãs pioneiras: a cruz e o tijolo

 

Deus tem um plano e necessita de instrumentos 

Em Londrina, as Irmãs iniciam a atuação no atendimento aos pacientes, no chamado “hospitalzinho de madeira”, que seria a futura Santa Casa, e nas aulas para as crianças, no futuro Colégio Mãe de Deus. “Apesar de todas as dificuldades e lutas, tudo cresceu rapidamente. Elas começaram as atividades na catequese da Igreja Matriz, que hoje é a Catedral, e no Movimento Apostólico de Schoenstatt. As jovens começaram a se interessar pela comunidade e surgiram as primeiras vocações brasileiras”, diz Ir. M. Silvia Regina.

Do interior do Paraná, Schoenstatt se expande por todo o Brasil, com 23 Santuários filiais, com os seus ramos e comunidades, com o Terço dos Homens e a Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt.

 

Lançar-se como semente

“Quantas vezes, na história universal, fatos pequenos e insignificantes converteram-se em grandes acontecimentos”. Estas palavras do Pe. José Kentenich, proferidas no momento da Fundação de Schoenstatt, se repetem na vida das 12 Irmãs pioneiras; afinal, quem poderia imaginar que 85 anos depois, Schoenstatt, no Brasil, seria o que é hoje?

Recordar a chegada das 12 Irmãs pioneiras é olhar para a história de Schoenstatt e agradecer a ousadia e coragem das primeiras missionárias, que deixaram sua pátria, sua família e lançaram-se como sementes na fundação de Schoenstatt no Brasil. Hoje as palavras do Padre Kentenich, no envio das missionárias, se dirigem a cada um, é preciso “lançar-se a si mesmo como semente, semente dum novo mundo. O mundo deve tornar-se, mais e mais, Schoenstatt”.