83 anos de fundação da Obra de Famílias de Schoenstatt e do Instituto dos Irmãos de Maria

16 de julho, em que a Igreja celebra a festa de Nossa Senhora do Carmo, a Família de Schoenstatt recorda a fundação do Instituto dos Irmãos de Maria de Schoenstatt e da Obra de Famílias de Schoenstatt, no ano de 1942, durante a prisão do Padre José Kentenich no Campo de Concentração de Dachau.

 

Irmãos de Maria de Schoenstatt

O Movimento Apostólico de Schoenstatt tem como parte de sua organização o Instituto Secular dos Irmãos de Maria de Schoenstatt. São homens que consideram relevante a missão da Mãe de Deus e acreditam que essa missão continua até a conclusão da história humana. A partir dessa visão, eles optam em cooperar com Maria, colocando-se inteiramente a sua disposição na execução de sua tarefa, que é acompanhar Cristo e cooperar com ele na Obra da Redenção.

Os Irmãos de Maria são uma comunidade que se estrutura em pequenos grupos (Filiais) que vivem, como uma família no meio do mundo, partilhando entre si uma moradia de onde cada um vai ao seu trabalho. Em casa ocupam-se com o cultivo de espírito, com a oração, com os trabalhos práticos de um lar, com horas de lazer e diálogo entre si.

A estes grupos são vinculados também os Externos que vivem sozinhos. Periodicamente eles reúnem-se em suas pequenas comunidades para se abastecerem de espírito e vida familiar. Cada Irmão de Maria pertence a uma dessas comunidades e também a um Curso que é formado por aqueles que ingressam e se formam na mesma época.

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A Obra de Famílias de Schoenstatt

ligadefamilias

A Obra de Famílias começou com a consagração do Dr. Friedrich Kühr à Mãe de Deus, que entregou-se como instrumento para o surgimento de uma organização que congregassem famílias que colcassem a espiritualidade de Schoenstatt como fundamento para sua vida família. Esta ‘solenidade’ foi realizada no bloco 14, sala 3, sob a clandestinidade da prisão e as graças da Mãe de Deus. Desse início ousado surgiram três comunidades de Famílias: Liga, União e Instituto.

Com o tempo, a Obra Familiar foi se estruturando e ganhando suas próprias características. Cada comunidade conquistou autonomia e identidade própria.

  • Instituto de Famílias

A fundação do Instituto, assim como da Obra Familiar, deu-se no dia 16 de julho de 1942, com a consagração do Dr. Friedrich Kühr como noviço dessa comunidade. Contudo, devido ao período de guerra, e posteriormente com a vinda do Sr. Kühr para o Brasil e sua posterior doença que o levou à morte, a comunidade foi oficialmente estruturada no ano de 1962. Neste ano algumas famílias se colocaram à disposição para iniciarem o Instituto. No ano de 1968, o fundador, Pe. José Kentenich, constituiu a primeira Direção Geral. Com isso, a comunidade alcançou a autonomia dentro da Obra de Schoenstatt e começou a se espalhar internacionalmente.

No Brasil o Instituto de Famílias iniciou há 45 anos, na ocasião do translado do Dr. Kühr de Rolândia/PR para Londrina/PR, em 16 de julho de 1974. Algumas famílias, que pertenciam à Liga Apostólica de Santa Maria/RS, Santa Cruz do Sul/RS, São Paulo/SP e Londrina/PR, iniciaram seu noviciado em Londrina, constituindo o primeiro Curso do Instituto no Brasil.

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Com informações de Angelica e Ronaldo Hashimoto

 

  • Liga de Famílias

No dia 23 de maio de 1948 o primeiro grupo de casais selou sua Aliança de Amor com a MTA no Santuário Original, consagrando-se como Liga de Famílias de Schoenstatt – assim, eles se tornaram a primeira comunidade constituída da Obra de Famílias, após a fundação.

Nessa ocasião o Pai e Fundador estava no Brasil e, em 15 de abril de 1948, escreveu a chamada ‘Carta de Santa Maria’ para os primeiros casais da Liga. O próprio Pe. Kentenich, mais tarde, considerou essa carta o Documento de Fundação da Obra de Famílias.

Início no Brasil – A partir do ano de 1959, os primeiros grupos da Liga de Famílias iniciaram em Santa Cruz do Sul/RS e, no ano seguinte, 1960, em Londrina/PR. O trabalho foi assessorado pelas Irmãs de Maria que atendiam esses locais. O primeiro grupo que selou sua Aliança de Amor foi o “Servus Regina”, de Londrina, no dia 18 de outubro de 1963.

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Com informações do Manual de Dirigentes da Liga

 

  • União de Famílias

A União Apostólica de Famílias de Schoenstatt foi fundada em 4 de junho de 1950, por meio da Consagração do I Curso da União, na Alemanha. Esse encontro inicial foi ministrado pelo próprio Pai e Fundador, Pe. José Kentenich.

Com o passar do tempo, a União de Famílias foi nascendo e crescendo em diversos países. Atualmente, está presente em 18 nações, com quase 1.900 casais no total.

Em terras brasileiras, a União de Famílias foi oficialmente fundada com a Consagração do I Curso, o que ocorreu em 15 de setembro de 1993, em Santa Maria/RS. Portanto, em 2018, celebramos o jubileu de 25 anos. No país a comunidade está estruturada em 30 Cursos, os quais se dividem em três Regiões: São Paulo (que também inclui Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal), Paraná e Rio Grande do Sul. No total, são cerca de 170 casais no Brasil.

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Com informações de Tomas e Flavia Santos

 

Com informações de: schoenstatt.org.br

 

Schoenstatt na Segunda Romaria das Famílias em Santa Maria

 

Liria e Julio Reis / VI Curso da União das Famílias – Em 12 de outubro, em que comemoramos o dia das crianças e a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, ocorreu a II Romaria das Famílias no parque da Medianeira em Santa Maria/RS.

A Romaria iniciou às 8h com a acolhida do público e das delegações. Às 10h e 30min houve a Celebração Eucarística na Basílica, presidida pelo Arcebispo Metropolitano Dom Leomar Antônio e vários sacerdotes. Apesar do tempo nublado e frio, a Basílica lotou e também acolheu a procissão em defesa da vida.

Após a missa, a banda da Brigada Militar acolheu todos, no parque, com muita música e muito entusiasmo do público. Ao meio-dia teve almoço fornecido pela equipe da Basílica e após o almoço seguiu a tarde com gincana, passeio a cavalo, apresentação de cães adestrados e muita diversão para as crianças.

 

 

A Tenda dos Santos e a Tenda das Virtudes que funcionaram desde a primeira hora da manhã são um espaço evangelizador onde as famílias podem interagir com seus filhos aprendendo a vida dos Santos e como viver as virtudes em casa.  Também teve o espaço do chimarrão e banda Palotina a festa encerrou às 17 horas com a consagração das crianças à Nossa Senhora Aparecida pelo Padre Fábio Junior.

 

 

 

Esta Romaria teve início no ano passado, por inspiração do nosso Arcebispo Metropolitano Dom Leomar Antônio Brustolin, nesta ocasião o arcebispo convocou o Movimento de Schoenstatt, através da Irmã Fátima Dotto para uma reunião sobre o assunto, a convite da Irmã Fátima participaram, também, os casais Thomé e Rosângela Lovato, Julio e Liria Mariza, ambos pertencentes à União de Famílias em Santa Maria.

 

Dom Leomar expos a sua ideia e anseio de promover uma Romaria das Famílias e, após uma troca opiniões e de um esboço do que seria a Romaria com seu objetivo de reunir e valorizar as famílias das nossas comunidades em um dia dedicado à oração, educação, lazer e estímulo à convivência e integração familiar, delegou a este grupo de Schoenstatt a responsabilidade de organizar e implementar este projeto, sempre no dia 12 de outubro, juntamente com as pastorais, movimentos e serviços presentes na arquidiocese e que trabalham com famílias.

 

 

Desde então, sob a coordenação do Movimento Apostólico de Schoenstatt, reúnem-se ora no Centro Mariano, ora na Basílica da Medianeira ou de forma virtual a Pastoral Familiar, Pastoral Catequética, Encontro de Casais com Cristo, Renovação Carismática Católica, Movimento de Cursilho, Olhar Misericordioso, Legião de Maria, Padre Fábio Batistela (Assessor do grupo) e Padre Cristiano Quatrin (Reitor da Basílica), para planejar, organizar e implementar esta Romaria, a partir de um projeto esboçado pelo Movimento de Schoenstatt.

É Schoenstatt em saída, a serviço da Igreja e em defesa da Família.

Fotos: Família de Schoenstatt e Ascom-Arquidiocese de Santa Maria

 

 

 

 

 

 

Schoenstatt, uma Família de Famílias forte como um CARVALHO.

Em 16 de julho, integrantes da Obra de Famílias da Diocese de Santa Cruz do Sul se reuniuram à sombra do Santuário Tabor Immaculata Dilexit Ecclesiam, numa celebração alegre e espiritual. Era o dia comemorativo dos 81 anos da fundação da Obra de Famílias de Schoenstatt. Unida a essa celebração foi plantado o carvalho que já desde o ano passado estava à espera do seu lugar definitivo junto ao Santuário. Foi uma tarde muito linda e de profundidade. O dia constou com um terço meditado, uma confraternização e a Santa missa.

Famílias rezando reunidas junto ao Santuário

Suzana Fritzen, dirigente diocesana da Liga de Famílias, assim se expressou: “O que me tocou muito profundamente de novo, foi constatar que o legado do nosso Pai e Fundador, de empenhar ‘todo o esforço para formar santas Ilhas de famílias’, é sonho de muitas famílias ainda hoje. E, cheia de gratidão, disse: “Foi muito lindo ver todas aquelas famílias, com filhos grandes e pequenos ou sem eles, vivendo com intensidade a missão que o Pai e Fundador ensinou.”
O terço foi rezado de modo original e peregrinando em várias estações: da estátua do nosso Pai e Fundador, à ermida da Mãe e Rainha, ao pergolado, – o oásis de descanso, e junto a Taça de José Engling, finalizando no Santuário. Vários símbolos acompanharam a oração, desde uma rosa, pequenos corações recortados, duas hastes de videira e cada casal unia as partes, expressando que um carrega a cruz do outro, bilhetes para escrever… No final pedidos, corações e as pequenas cruzes, tudo foi consumido na Taça do sacrifício.
Ficou nos corações e nas famílias a alegria do encontro e a certeza que a Família é uma bênção de Deus.

Carta de Santa Maria: uma herança jubilar

Ir M Fátima Dotto – Há 75 anos, Padre José Kentenich visitava a nossa Pátria e encontrava-se em Santa Maria/RS.  Desta cidade, ele dirigiu uma saudação a um grupo de famílias, em Schoenstatt/ Alemanha. Elas o haviam convidado para o momento especial de sua Aliança de Amor, que se realizaria no Santuário Original, em Schoenstatt, na festa da Santíssima Trindade. Este fato deu origem à Liga de Famílias de Schoenstatt. Como estava em Santa Maria, Padre Kentenich envia uma saudação às famílias, em 15 de abril de 1948, através do Pe. Johannes Tick, sacerdote que o Fundador encarregara de assessorar as famílias.

Destaca-se a importância desta Carta, o fato de em 16 de julho de 1967, por ocasião do jubileu de prata da Obra das Famílias de Schoenstatt, o Fundador a ter denominado de ‘Documento de Fundação da Obra das Famílias de Schoenstatt’.

A mensagem central deste documento, escrito alguns dias após a inauguração do Santuário Tabor, constitui, sem dúvida, uma dimensão essencial das glórias que a Mãe de Deus quer revelar a partir deste lugar: “Levem a imagem da Mãe de Deus e deem-lhe um lugar de honra em seus lares. Assim, estes se transformarão em pequenos santuários…”

A sala histórica do Pai e Fundador, em Santa Maria, guarda uma cópia deste documento (foto acima).

 

Vamos conhecer a Carta de Santa Maria e inteirar-nos dos valiosos ensinamentos que ela contém?

Favor entregar ao Pe. Tick

para a Obra das Famílias

  1. Chr. urg. nos[1]! Santa Maria, 15.4.1948

 

É bom que tenham reservado para si, mais uma vez os dias de Pentecostes, como corresponde à dignidade e importância da obra para a qual são utilizados como istrumentos.

Se para uma pessoa sozinha já é difícil deixar que a graça domine sobre si,  parece quase impossível constituir uma família segundo o modelo da Santíssima Trindade ou da Sagrada Família de Nazaré. Sempre foi assim. A época de hoje, no entanto, que imepele em toda a parte a um desenraizamento global de todos os âmbitos da vida, manifesta os seus efeitos devastadores sobretudo no santuário da família. Se a Mãe de Deus quer formar e cunhar, a partir de Schoenstatt[2], uma nova sociedade humana e um novo tipo de personalidade, deve, necessariamente, concentrar todo o poder da graça na criação e multiplicação de sólidas famílias schoenstattianas. Por isso, o Ofício de Schoenstatt reza:

 

Teu Santuário é nossa Nazaré
onde o Sol de Cristo irradia seu calor.

Com sua luz clara e transparente

forma a santa história da Família,

desperta a silenciosa e forte santidade

da vida diária, na feliz união familiar.

Em Nazaré, para tempos sem abrigo,

Deus quer trazer a salvação para as famílias;

e benígno conceder a santidade da vida diária

onde muitos se consagram à Obra de Schoenstatt.

Mãe, faze Cristo resplandecer em nós

com maior claridade,

une-nos em santa comunidade,

sempre prontos para qualquer sacrifício,

como exige nossa missão sagrada.

O universo, com alegria, dê glória ao Pai,

no Espírito Santo, em seu esplendor,

louve-o por Cristo e com Maria,

agora e na eternidade. Amém

 

Quem conhece a vida de hoje, quem sabe como são terríveis as catástrofes ao encontro das quais o mundo e a Igreja caminham, tem a profunda convicção de que toda a Família de Schoenstatt, em nível global como  nas suas partes, não poderá realizar a sua tarefa sem que todas as águas e forças, em última análise,  afluam e desemboquem em santas ilhas de famílias de Schoenstatt, que se unam sempre mais entre elas, numa Obra das Famílias comum. Por vezes, numa reflexão serena,  pode parecer um mistério impenetrável o motivo pelo qual Jesus permaneceu 30 anos na solidão de uma família, enquanto o mundo ao seu redor se aproximava vertiginosamente  do abismo. Também nós nos perguntamos, espontaneamente, quanto Ele não poderia ter conseguido se tivesse oferecido e colocado, mais cedo, as suas forças divinas ao dispor do mundo. A solução do enigma consiste sempre na única resposta: “Eu faço sempre o que agrada ao Pai!” “Falo as palavras que ele coloca nos meus lábios e realizo as obras de que me encarrega.” Assim, a pergunta é redirecionada e endereçada ao Pai celeste. Conhecemos a resposta.  O Pai queria assegurar de modo inequívoco a bênção incomensurável que dimana de autênticas famílias cristãs.

Queira a Mãe de Deus implorar a descida do Espírito Santo sobre todos os senhores, para que compreendam devidamente a grande importância da nova tarefa de vida que escolheram  e assumiram livremente, mas também recebam a força de realizarem a moral familiar que os Papas estabeleceram nas suas Encíclicas, de elaborarem para si uma ascese e pedagogia familiar eficazes, de perenizarem costumes familiares comprovados e plenos de alma, tornando-se assim o reservatório, a partir do qual todos os ramos de todo o Movimento são constantemente alimentados e renovados.

Todos nós, sem exceção, estamos interessados neste novo milagre de Pentecostes. Por isso, nos unimos, pedimos e suplicamos com grande fervor um novo milagre de transformação. Levem a imagem da Mãe de Deus e dêem-lhe um lugar de honra nos seus lares. Assim, estes se transformarão em pequenos santuários, nos quais a Imagem de Graças desdobra sua atuação agraciada, cria uma terra santa de famílias e santos membros das famílias.

Já que a Mãe de Deus, no Documento de Fundação, prometeu cuidar que a nossa pátria alcance novamente a frente do velho mundo[3], sabemos que o caminho só pode passar por ilhas santas de famílias schoenstatianas. A MTA realizará a sua promessa se nós correspondermos às exigencias ali colocadas.

Com cordial saudação e a minha bênção para todos os presentes e os que os senhores representam.

Ass.     J. K.

 

[1]    Pe. Kentenich emprega uma versão abreviada da expressão paulina: “Caritas Christi urget nos”: – O amor a Cristo nos impele. ( 2Cor 5,14)

[2]    No original alemão, o Pe. Kentenich emprega várias vezes, para designar Schoenstatt, a expressão “Manresa”, utilizada sobretudo durante a perseguição do regime nacional socialista como camuflagem do nome de Schoenstatt.

[3]    No Documento de Fundação, Padre Kentenich propõe aos jovens o objetivo de colaborarem para que a Alemanha, sua pátria, alcance novamente a liderança espiritual do “velho mundo”, isto é, da Europa. Este objetivo é expressão da responsabilidade moral de todo o cristão pela edificação de uma nova sociedade cristã na sua respectiva pátria.

80 anos de Fundação da Obra de Famílias de Schoenstatt em Porto Alegre

Leonardo Fogazzi Passuello e Ivana Cristina Simões Hoffmann – No campo de concentração de Dachau, na Alemanha, em 16 de julho de 1942, durante a II Guerra Mundial, o Pe. José Kentenich, auxiliado pelo Pe. Albert Eise e pelo Dr. Fritz Kühr consagraram à Mãe de Deus a missão de renovação e salvação das famílias. Foi um passo ousado e fecundo de nosso Pai junto a família Kühr! Naquele momento nascia a Obra das Famílias do Movimento de Schoenstatt!

No dia 17 de julho, no Santuário Maria Cor Ecclesiae foi celebrada a Missa dos 80 anos de fundação da Obra de Famílias, pelo Pe. Roque Machado, Assistente Eclesiástico do Movimentos de Schoenstatt de Porto Alegre.

Desde o início da missa, com a entrada das bandeiras da Liga, União e Instituto das Famílias tivemos a participação dos membros das três comunidades durante toda a celebração.  Liga, União e Instituto das Famílias unidos em uma só missão: “Salvar a família, custe o que custar!” (Pe. José Kentenich).

Ao final da Missa, toda a comunidade rezou a Oração pelos 80 anos da fundação da Obra de Famílias de Schoenstatt, abaixo:

Querida Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, dá-nos a graça de vivenciar as tuas virtudes em nossas famílias, que o nosso matrimônio alcance a santidade e cresça em frutos na Aliança contigo e possamos ser verdadeiro sal da terra e luz para o mundo!

Assim, como inspirastes o Padre José Kentenich a fundar a Obra de Famílias de Schoenstatt 80 anos atrás, caminha hoje conosco, educando nos para que nossas famílias sejam moldadas a exemplo da Sagrada Família de Nazaré!

Ajuda-nos a transformar nossos Santuários Lar em um grande Tabor de tuas glórias, irradiando a luz da Lâmpada da Missão além das nossas casas, para todo o Brasil e para o mundo inteiro!

Agradecemos por termos sido escolhidos por ti como membros da Obra de Famílias de Schoenstatt e pedimos que nos conceda a coragem necessária para salvar as nossas famílias, custe o que custar! Que, unidos ao teu Divino Filho Jesus, sejamos capazes de transfigurar hoje a nossa realidade! Amém!

Mais fotos (Márcia Kazumi)

Família forte como um carvalho

No último 16 de julho, em várias partes do mundo, aconteceram encontros e celebrações recordando os 80 anos da fundação da Obra de Famílias. Assim aconteceu também em Santa Cruz do Sul/RS.
Durante toda a manhã, aconteceu junto ao Santuário as ‘Mil Ave Marias’, e representantes da União e da Liga de Famílias se uniram em oração já cedo, às 7h. Durante a tarde deste dia, as famílias tiveram momentos de celebração e testemunhos.
Como marco dessa data, cada família trouxe um pouco de terra da sua casa e foi plantado um CARVALHO “adubado com pedidos e ofertas das famílias em forma de bilhetes”. Esse CARVALHO será depois transplantado junto ao novo Santuário que está surgindo aqui. Também os filhos, grande e pequenos, participaram ativamente do evento.
“Salve a família custe o que custar” (Padre José Kentenich).

73 anos da ‘Carta de Santa Maria’ à luz da situação atual

 

Ir M Rosequiel Fávero – O dia 15 de abril é especial para a Família de Schoenstatt, especialmente para a Obra de Famílias (mas não só para eles). Porque recordamos neste dia a ‘Carta de Santa Maria’, documento enviado pelo Padre José Kentenich, a partir de Santa Maria/Brasil, para o Pe. Johannes Tick, na época, assessor na ‘nascente’ Liga de Famílias na Alemanha. A carta era uma saudação ao primeiro grupo da Liga de Famílias que selaria a Aliança de Amor com a MTA na festa da Santíssima Trindade.

 

Carta de Santa Maria: Documento de Fundação da Obra das Famílias

Em 1967, numa celebração em pleno Campo de Concentração de Dachau, que recordava os 25 anos da fundação da Obra das Famílias de Schoenstatt, o próprio Fundador, Padre José Kentenich, afirmou que a ‘Carta de Santa Maria’ seria o ‘Documento de Fundação’ da Obra das Famílias. Lendo o texto da carta, mostrou como já continha ‘as sementes’ do que se desenvolveria mais tarde: a corrente dos Santuários Lares.

 

“Levem a imagem da Mãe de Deus”

Passados 73 anos desde que foi escrita, sabemos que a Carta de Santa Maria, num dos seus trechos mais conhecidos, “Levem a imagem da Mãe de Deus lhe deem um lugar de honra nos lares”, inspirou e inspira também até hoje a Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt que, sem dúvida alguma, desponta como o apostolado schoenstattiano que alcança o maior número de pessoas e países no mundo. E todas as entronizações da MTA, não só nas residências, mas em estabelecimentos comerciais, meios de transportes públicos, etc. Todas podemos ver, de alguma forma, como um eco do espírito do qual a Carta de Santa Maria está impregnada: “Levem a imagem da Mãe de Deus…”

Vivemos um tempo fora do comum, com o mundo sofrendo sob uma pandemia, como que ‘acuado’ no isolamento social.  O que a Carta de Santa Maria teria a nos dizer na situação atual?

 

Famílias: pequenos santuários

A continuação da já citada frase pode nos dar uma resposta: “Levem a imagem da Mãe de Deus e deem-lhe um lugar de honra em seus lares. Assim, estes se transformarão em pequenos santuários, nos quais a imagem de graças atuará eficazmente, criando uma terra santa na família, e formando santos membros da família.” Com a fundação da Obra das Famílias de Schoenstatt nosso Pai e Fundador apostou no ‘Santuário da família’ como o lugar privilegiado a partir do qual a Mãe de Deus quer renovar o mundo. E o que vimos nestes meses em nossa Pátria e no mundo? Com o fechamento das igrejas em função da pandemia do Covid, não foram justamente as famílias, redescobertas como a ‘igrejas domésticas’, como pontos de uma imensa rede que, conectados uns aos outros, perfazem a Igreja?

Apesar dos seus 73 anos, o conteúdo da Carta de Santa Maria permanece (e muito) atual. Que nossa MTA, que há quase um ano coroamos como ‘Rainha da Saúde física e espiritual, fortaleça ainda as famílias que abrem as portas de seus lares para a MTA e que aceitam o desafio de se tornarem seus Santuários.

 

Cópia da Carta de Santa Maria no quarto histórico do Padre Kentenich junto ao Santuário Tabor

Leia a carta na íntegra

Convite para a Obra de Famílias: Missa continental

 

A Comissão Organizadora do CIOF organiza uma missa especial para os casais da Obra de Famílias de Schoenstatt. A celebração será neste sábado, dia 12 de setembro de 2020, às 18 horas (horário do Brasil).

O que é o CIOF? É o Congresso Internacional da Obra de Famílias de Schoenstatt. A última edição foi realizada no ano de 2017, em Guayaquil/Equador. O próximo Congresso atualmente é preparado e está previsto para 2021, no Paraguai.

“Para cultivar o espírito do CIOF neste tempo de espera, surgiu a iniciativa de recordar os três anos de realização do CIOF em Guayaquil, com uma celebração eucarística continental, na qual, como Obra de Famílias de Schoenstatt, nos unamos em torno a Jesus na Eucaristia”, explicam Graciela e Beltrán Macchi, coordenadores da próxima edição do Congresso.

A missa será transmitida do Santuário Família de Esperança, na Costa Rica, presidida pelo Pe. Jose Luis Correa, que pertence à Coordenação Continental do Movimento de Schoenstatt na América.

Como participar:

Transmissão pelo Facebook CIOF Schoenstatt
Sábado, dia 12, às 18 horas

16 de julho: Aniversário da Obra de Famílias

 

“Se, através de Schoenstatt, Nossa Senhora quer formar e educar uma nova sociedade humana e um novo tipo de homem, deverá necessariamente concentrar todo o seu poder de graças na criação e multiplicação de sólidas famílias schoenstattianas” (Carta de Santa Maria).

A Obra de Famílias de Schoenstatt surgiu no campo de concentração de Dachau, em 16 de julho de 1942. Nessa data realizou-se a consagração do Dr. Friedrich Kühr como noviço do Instituto de Famílias de Schoenstatt. A festa foi realizada no bloco 14, sala 3, sob a clandestinidade da prisão e as graças da Mãe de Deus. Desse início ousado surgiram três comunidades de Famílias: Liga, União e Instituto.

Com o tempo, a Obra Familiar foi se estruturando e ganhando suas próprias características. Cada comunidade conquistou autonomia e identidade própria.

Veja como se desenvolveu a constituição de cada uma dessas comunidades:

 

  • Instituto de Famílias

A fundação do Instituto, assim como da Obra Familiar, deu-se no dia 16 de julho de 1942, com a consagração do Dr. Friedrich Kühr como noviço dessa comunidade. Contudo, devido ao período de guerra, e posteriormente com a vinda do Sr. Kühr para o Brasil e sua posterior doença que o levou à morte, a comunidade foi oficialmente estruturada no ano de 1962. Neste ano algumas famílias se colocaram à disposição para iniciarem o Instituto. No ano de 1968, o fundador, Pe. José Kentenich, constituiu a primeira Direção Geral. Com isso, a comunidade alcançou a autonomia dentro da Obra de Schoenstatt e começou a se espalhar internacionalmente.

No Brasil o Instituto de Famílias iniciou há 45 anos, na ocasião do translado do Dr. Kühr de Rolândia/PR para Londrina/PR, em 16 de julho de 1974. Algumas famílias, que pertenciam à Liga Apostólica de Santa Maria/RS, Santa Cruz do Sul/RS, São Paulo/SP e Londrina/PR, iniciaram seu noviciado em Londrina, constituindo o primeiro Curso do Instituto no Brasil.

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Com informações de Angelica e Ronaldo Hashimoto

 

  • Liga de Famílias

No dia 23 de maio de 1948 o primeiro grupo de casais selou sua Aliança de Amor com a MTA no Santuário Original, consagrando-se como Liga de Famílias de Schoenstatt – assim, eles se tornaram a primeira comunidade constituída da Obra de Famílias, após a fundação.

Nessa ocasião o Pai e Fundador estava no Brasil e, em 15 de abril de 1948, escreveu a chamada ‘Carta de Santa Maria’ para os primeiros casais da Liga. O próprio Pe. Kentenich, mais tarde, considerou essa carta o Documento de Fundação da Obra de Famílias.

Início no Brasil – A partir do ano de 1959, os primeiros grupos da Liga de Famílias iniciaram em Santa Cruz do Sul/RS e, no ano seguinte, 1960, em Londrina/PR. O trabalho foi assessorado pelas Irmãs de Maria que atendiam esses locais. O primeiro grupo que selou sua Aliança de Amor foi o “Servus Regina”, de Londrina, no dia 18 de outubro de 1963.

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Com informações do Manual de Dirigentes da Liga

 

  • União de Famílias

A União Apostólica de Famílias de Schoenstatt foi fundada em 4 de junho de 1950, por meio da Consagração do I Curso da União, na Alemanha. Esse encontro inicial foi ministrado pelo próprio Pai e Fundador, Pe. José Kentenich.

Com o passar do tempo, a União de Famílias foi nascendo e crescendo em diversos países. Atualmente, está presente em 18 nações, com quase 1.900 casais no total.

Em terras brasileiras, a União de Famílias foi oficialmente fundada com a Consagração do I Curso, o que ocorreu em 15 de setembro de 1993, em Santa Maria/RS. Portanto, em 2018, celebramos o jubileu de 25 anos. No país a comunidade está estruturada em 30 Cursos, os quais se dividem em três Regiões: São Paulo (que também inclui Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal), Paraná e Rio Grande do Sul. No total, são cerca de 170 casais no Brasil.

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Com informações de Tomas e Flavia Santos

Convite: Seminário Internacional para casais

 

O Instituto de Famílias de Schoenstatt convida os casais da Obra das Famílias de Schoenstatt para participarem do Seminário “Liderando para o Amor” 2020:

É com grande alegria que realizamos, por cinco anos consecutivos, o seminário de liderança para casais chamado “Liderando para o Amor”. Em 2020, acontecerá na Casa das Famílias, no Monte Nazaré, em Schoenstatt/Alemanha, durante o mês de agosto, segundo o seguinte calendário:

• Versão em Inglês: de 01 (sábado) a 07 (sexta-feira) de agosto
• Versão em Espanhol: de 16 (domingo) a 22 (sábado) de agosto
• Versão em Português: de 26 (quarta-feira) de agosto a 01 (terça-feira) de setembro

O Seminário quer ser uma contribuição concreta da Obra das Famílias de Schoenstatt para o fortalecimento do matrimônio e da família e sua projeção no mundo, no contexto de um Schoenstatt em saída que está chamado a entregar à Igreja sua riqueza original.

Neste seminário os participantes podem experimentar dias de renovação de sua Aliança de Amor, de sua vocação matrimonial e familiar e de sua consciência de missão, bem como uma aproximação da paternidade e do carisma profético de nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, em cada lugar santo de Schoenstatt.

A metodologia utilizada combina aspectos conceituais com vivências, vinculação a lugares históricos e aplicação de dinâmicas individuais, de casal e comunitárias. Ou seja, não se trata de ir somente para escutar temas sobre vida em família, mas também de assimilar vitalmente a espiritualidade e a pedagogia do Pai e Fundador.

Os participantes são de vários estados do Brasil e de Portugal, o que garante o intercâmbio internacional. A quantidade mínima de casais por versão, para poder realizar o Seminário, é de 10 e a quantidade máxima é de 15, por essa razão é importante manifestar o interesse em participar o mais breve possível.

Os interessados podem inscrever-se até dia 30 de abril de 2020, com uma recomendação do assessor do seu Ramo (no caso da Liga Apostólica) ou do responsável pela Comunidade (no caso da União e do Instituto), dirigindo sua solicitação ao casal María Luisa e Raul Rivera, do Chile, pelo e-mail: leadingtoloveport@gmail.com, leadingtolovetraining@gmail.com ou riveraallende23@gmail.com.

O Instituto de Famílias convida a todos para apoiarem esta iniciativa com suas orações e contribuições ao Capital de Graças, pedindo à MTA que converta a todos em uma Obra de Famílias “em saída”, capaz de levar a muitos a riqueza que lhes é presenteada desde o Santuário Original pela Aliança de Amor.

Os detalhes e demais informações estão neste link: clique aqui

Fonte: schoenstatt.org.br