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Categoria: Mãe Peregrina

Aliança de Amor no Santuário Tabor Maria Cor Ecclesiae

Ir. M. Neiva Pavlak / Márcia Kazumi – O dia 12 dezembro, festa de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América latina e dia do nascimento do iniciador da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, o servo de Deus João Luiz Pozzobon, há 116 anos, foi o dia escolhido pela coordenadora e missionária da Campanha da Mãe Peregrina (CMPS), Madalena Varriale de Oliveira, da Paróquia São Luiz Gonzaga, de Canoas/RS, para selar sua Aliança de Amor com a Mãe e Rainha.

Às 10 horas iniciou a santa Missa no Santuário, presidida pelo Padre Miguel Martins Costa, membro da União dos Sacerdotes Diocesanos de Schoenstatt. A animação da santa Missa ficou a cargo do casal coordenador arquidiocesano da CMPS, Luiz Carlos (com o seu violão) e Carmem Stein. Também estiveram presentes, acompanhando este passo tão importante e desejado pela Sra. Madalena, Ir. M. Neiva Pavlak, assessora da CMPS, Dariane Schein, que preparou a Madalena para a Aliança e a coordenadora Leda Lima que atuam juntas no Vicariato de Canoas e Lourdes Battisti, a amiga de Madalena que se sentiu chamada pela Mãe de Deus quando Madalena comentou que iria para o Santuário selar a Aliança de Amor.

Em sua homilia Pe. Miguel salientou a importância da Aliança de Amor na vida de um schoenstatiano; de contar com a fidelidade da Mãe e Rainha e, da nossa parte, permanecer fiel a ela. Viver a Aliança significa viver a filialidade, até o heroísmo. E, para isto, é necessário cultivar uma confiança inabalável na Mãe, em Deus como fez o Pe. José Kentenich, fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt e ressaltou: “O amor filial à Maria e ao Pai que o conduziu em todas as coisas, mesmo no meio de um campo de concentração ou mesmo no exílio na Igreja e aonde ele estivesse, ele não procurava dar um ‘jeitinho’. Ele poderia apresentar um atestado médico para evitar o campo de concentração, mas ele não quis, ele quis a vontade do Pai. A vontade do Pai era que ele fosse (ao campo de concentração)! Essa Aliança nos leva a mergulhar na dimensão filial, na dimensão da confiança total na Mãe que conduz à vontade do Pai (Deus). Cabe a nós viver essas exigências, o que a Nossa Senhora nos pede para caminhar nessa escola de santificação.”

Pe. Miguel contou também um testemunho pessoal de como aprendeu confiar em Deus através da experiência com seu pai. Quando criança, um dia, foi com seu pai para o centro de Porto Alegre. Quando viu aquelas ruas enormes e tantos carros que iam e vinham ficou com medo e pensou: como seria possível atravessar no meio daquela movimentação toda! Então seu pai segurou a sua mão e, com a mão firme na sua sentiu-se muito tranquilo e seguro para atravessar a rua, mesmo movimentada. Assim, também nós, devemos segurar firmes na mão do Pai do Céu e da Mãe de Deus para atravessarmos as inseguranças da nossa vida e do nosso tempo. Que belo exemplo este, num dia de entrega total nas mãos da Mãe e Rainha de Schoenstatt!

Concluiu dizendo à nova aliada da Mãe e Rainha: Viver a Aliança de Amor é se entregar com confiança nessa aliança. De um lado, Maria vai assumir, mas de nossa parte vamos viver com a maior intensidade possível este compromisso com amor e confiando de que o Pai sabe o que é melhor, lembrando a máxima do Padre Kentenich: “Deus é bom, Deus é Pai e bom é tudo o que ele faz!”

Agradecemos a generosidade da Sra. Madalena que se coloca ao dispor da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt aumentando assim o número daqueles que anunciam Schoenstatt pelo ser e pela evangelização. Que o servo de Deus João Luiz Pozzobon, no seu dia de nascimento para o mundo, interceda junto a Mãe de Deus a graça de que muitos homens e mulheres se sintam impulsionados a ser missionários a anunciar a Aliança de Amor.

Mais fotos (Márcia Kazumi)

Hoje: encontro online de missionários e coordenadores da Campanha da Mãe Peregrina

Acontecerá hoje, sábado, 28 de novembro, a partir das 14h, o primeiro encontro online de missionários e coordenadores da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt das dioceses do Rio Grande do Sul.

Ir M Fátima Dotto partilhará com os participantes sua palestra no Congresso de Outubro 2020: ‘Família Tabor, unida ao Pai e Fundador’.

O encontro acontecerá através do Canal do Santuário Tabor no youtube, que receberão o link da palestra através dos seus coordenadores.

A Mãe Peregrina num castelo, com a princesa como missionária…

Ir. Ursula-Maria Bitterli, Quarten/Suiça – Quero contar algo que aconteceu a dez anos. Estava a caminho com uma Imagem Peregrina, no principado de Liechtenstein. Havia, naquela época, oito Imagens Peregrinas nesse país. Em Vaduz, capital do principado, o meu olhar pairou no castelo. Silenciosamente, disse à Mãe de Deus: “Que tal, se tu fizesses uma visita à nobre família do castelo?!” Que ideia louca, pensei! Apesar disto, eu freio, desço do carro e o coloco a Mãe Peregrina sobre o capô e tiro uma foto na direção do castelo.

A Mãe Peregrina é uma das escolhidas

Após dois anos de manifestar este desejo à Mãe de Deus, em outubro, recebemos um convite vindo do castelo. A ideia louca se tornou realidade! Ir. M. Olgi Quaderer, uma Irmã de Maria oriunda de Liechtenstein, havia oferecido à princesa herdeira Sofia Isabel Maria Gabriele de Liechtenstein, a visita da Mãe Peregrina, para os habitantes do castelo. Ela se mostrou aberta e interessada para o projeto: “A Caminho para Ti” (como se chama a Campanha da Mãe Peregrina na Suíça). Ela deseja que a Mãe Peregrina visite também os moradores do castelo. Cartas e telefonemas foram e vieram de lá prá cá, pois não se pode simplesmente adentrar num castelo; apenas algumas pessoas recebem o convite. No entanto, a Mãe Peregrina foi uma das escolhidas e  isso é uma grande alegria e honra.

Entrada no Castelo

 Nós – isto é, Ir. M. Olgi , sua mãe e eu – pudemos acompanhar a Mãe Peregrina. Nós a buscamos no Santuário de Schoenstatt, em Quarten, e rumamos para o castelo em Vaduz. O porteiro nos abriu o portão. Atravessamos a ponte de madeira e entramos no pátio. A princesa  e a sua herdeira nos esperavam e nos conduziram até a biblioteca, onde colocamos a Imagem Peregrina em um nicho, junto com uma pequena bandeira de Liechtenstein.

O pais com mais imagens peregrinas?

Unidas, fizemos uma singela e tocante celebração de envio. Acendemos as velas para  todos aqueles que mensalmente recebem a visita da Mãe Peregrina. Com naturalidade, a princesa herdeira Sophie se colocou à disposição como a pessoa responsável e lhe entregamos a Mãe Peregrina. Ela a aceitou com gratidão e alegria.

Esta é foi a 13ª Imagem Peregrina da Mãe e Rainha de Schoenstatt que peregrina no principado de Liechtenstein. Hoje, após dez anos da ‘ideia louca’, o pequeno país de Liechtenstein – que possui 38.750 habitantes – está com 54 Imagens Peregrinas visitando as famílias. Talvez seja a nação com a maioria das Imagens Peregrinas em proporção ao número de habitantes –  uma peregrina para cada 717 habitantes.

Fonte: s-ms.org.br

” em comemoração aos 70 anos da Mãe Peregrina

Roseneila Piaia – No último dia 19, a Campanha da Mãe Peregrina, a Liga das Famílias, Jufem e o EMAUS do município de Vista Alegre/RS, diocese de Frederico Westphalen/RS, realizaram o ‘Lucernário de Maria’.

Acompanhados pelo pároco, Cônego Leandro Piffer, a oportunidade foi de oração e reflexão sobre as realidades e necessidades da vida. O grupo acompanhou a carreata com saída em frente à Igreja Sagrado Coração de Jesus, passando na casa das Missionárias da Mãe Peregrina do Comércio para recolher as imagens, fazendo paradas de oração e reflexão com a Mãe Peregrina Auxiliar e a imagem de Nossa Senhora da Salette (era o seu dia!) até a Gruta da Linha Centenário.

No local foi organizado o Terço Luminoso meditado com cânticos marianos, a renovação da Aliança de Amor com a queima dos bilhetes, símbolo das ofertas para o Capital de Graças.

Tivemos bem presente, como exemplo, aquele que se tornou um instrumento de Maria, João Luiz Pozzobon, ele que iniciou essa maravilhosa campanha de evangelização das famílias, rezando o terço e levando a Mãe para o povo.

Fotos: CMP – Vista Alegre/RS

‘Lucernário de Maria’ em comemoração aos 70 anos da Mãe Peregrina

Roseneila Piaia – No último dia 19, a Campanha da Mãe Peregrina, a Liga das Famílias, Jufem e o EMAUS do município de Vista Alegre/RS, diocese de Frederico Westphalen/RS, realizaram o ‘Lucernário de Maria’.

Acompanhados pelo pároco, Cônego Leandro Piffer, a oportunidade foi de oração e reflexão sobre as realidades e necessidades da vida. O grupo acompanhou a carreata com saída em frente à Igreja Sagrado Coração de Jesus, passando na casa das Missionárias da Mãe Peregrina do Comércio para recolher as imagens, fazendo paradas de oração e reflexão com a Mãe Peregrina Auxiliar e a imagem de Nossa Senhora da Salette (era o seu dia!) até a Gruta da Linha Centenário.

No local foi organizado o Terço Luminoso meditado com cânticos marianos, a renovação da Aliança de Amor com a queima dos bilhetes, símbolo das ofertas para o Capital de Graças.

Tivemos bem presente, como exemplo, aquele que se tornou um instrumento de Maria, João Luiz Pozzobon, ele que iniciou essa maravilhosa campanha de evangelização das famílias, rezando o terço e levando a Mãe para o povo.

Fotos: CMP – Vista Alegre/RS

Nossa missão à luz do Servo de Deus João Luiz Pozzobon

 

A Liga de Famílias de Schoenstatt da Diocese de Frederico Westphalen/RS vive este Ano dedicado a João Luiz Pozzobon com um acento missionário. Seguindo as pegadas de João, eles iniciaram a peregrinação das imagens da Mãe e Rainha entre as famílias, entre os amigos e colegas. Abaixo a Ir. M. Eliane da Costa Cunha, Dulcinéia Froner e Elisandra Dalmédico Piovesan nos contam como a experiência está se desenvolvendo:

 

Foi numa tarde de sol ardente do mês de outubro, quando fomos surpreendidos, no Congresso de Outubro de 2019, com uma peregrinação nos passos do iniciador da Campanha da Mãe Peregrina, João Luiz Pozzobon. Sob o sol quente do início da tarde, levando apenas água e pão, rosas brancas e vermelhas para ofertar à Maria e a Jesus, que sentimos o ardor e a motivação da coragem, exemplo e missão desse Servo de Deus.

Há 70 anos esta missão foi confiada a ele. Sem hesitar, colocando-se como instrumento nas mãos d’Ela na busca pela santidade diária, entregou-se inteiramente, percorrendo diariamente muitos quilômetros, rezando o terço, sempre com a imagem da Mãe Peregrina sob seus ombros.

Após vivenciar essa experiência de vida e de fé, nos veio a reflexão: E hoje, a quem Deus confia esta missão? O que a Divina Providência quer de mim, de nós como Movimento, como membros da Igreja, como “Schoenstatt em saída”?

“Ninguém está dispensado”. Essas palavras de João Pozzobon ficaram ecoando em nossa mente… É isso! Precisamos continuar levando a Mãe de Deus a todos os lugares, a todas as pessoas, não podemos ficar com Ela “só para nós”. E que divina inspiração, que nobre escolha e missão!

Assim surgiu a iniciativa da Liga de Famílias de Schoenstatt, de Frederico Westphalen/RS, como resposta aos 70 anos da Campanha da Mãe Peregrina e ao Ano dedicado ao Servo de Deus João Luiz Pozzobon: A Mãe Peregrina nos grupos da Liga.

Com cuidados e uma Campanha adaptada

Cada dirigente de grupo recebeu uma Imagem Peregrina ao final das missas do dia 18, com a bênção e envio pelo sacerdote. Junto à imagem da MTA, a novena para beatificação de João Luiz Pozzobon e um pequeno caderno para que as pessoas possam registrar, de forma espontânea, suas preces, pedidos especiais, agradecimentos e graças alcançadas. Dessa forma, muitas outras famílias, e não somente os casais da Liga, poderiam receber a visita da Mãe. Muitas famílias, amigos, colegas de trabalho, vizinhos, doentes e devotos poderiam receber em seus lares a imagem Peregrina e sentir “um pouco do céu” que as famílias schoenstattianas vivenciam em seus lares.

É importante dizer que somente foi possível iniciar este apostolado, neste tempo de pandemia, porque a pequena imagem tem uma dinâmica diferente daquelas ligadas diretamente à Campanha da Mãe Peregrina. As imagens dos grupos da Liga de Famílias, em Frederico Westphalen, foram planejadas para ficar em cada casa cerca de 15 a 21 dias – tempo entre as reuniões dos grupos – então foram passadas para a próxima família com todo o cuidado e higienização.

Assim, a Mãe iniciou a visita aos lares, acompanhando os dirigentes em sua caminhada. A peregrinação trouxe novas forças para os grupos neste tempo de pandemia e a certeza da presença da MTA em todos os momentos. “Receber a Peregrina significa, para nós, um passo a mais dentro da espiritualidade de Schoenstatt”, comenta um casal dirigente de grupo. Outro casal relata a alegria ao lançar a ideia em um dos encontros remotos: “Ouvimos emocionados o sim autêntico dos quatro casais do grupo e a seguinte manifestação: Nesse tempo tão difícil, como João Pozzobon levaria a Mãe?”

 

43 imagens, 6 cidades

São 43 imagens da MTA que estão peregrinando pelas mãos dos casais da Liga de Famílias da Diocese, nas paróquias de Frederico Westphalen, de Taquaruçu do Sul, Vista Alegre, Ametista do Sul, Rodeio Bonito e Seberi. Essa iniciativa renovou a vida dos grupos e os motivou a oferecerem muitas contribuições ao Capital de Graças para que as famílias se tornem sempre mais um Santuário Vivo de Schoenstatt, no qual haja paz e harmonia.

Em um ano no qual os grupos não podem reunir-se fisicamente, eles continuam reunidos espiritualmente e virtualmente pela missão de levar o incentivo e o amor pela Mãe de Deus até as famílias com orações, palavras de fé e esperança. Neste sentido a Liga de Famílias segue sua missão de ser “Schoenstatt em saída”, sem esmorecer, continuando a lançar as sementes nesta Terra Mariana, seguindo a grande missão do Servo de Deus João Pozzobon, levando a imagem de Graças da Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt.

Todo o material recolhido, com preces e agradecimentos, será ofertado à Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt, como um grande “ramalhete espiritual” da Diocese.

Mais fotos

 

Peregrina da Liga de Famílias - Frederico Westphalen/RS

Fotos: Valduir Piovesan / Volnei Zonta

Fonte: schoenstatt.org.br

Quanto nós temos a agradecer e a pedir por essa Campanha

Juliana Dorigo – “Queremos, através desta Eucaristia, agradecer pelos 70 anos da Campanha da Mãe Peregrina. Quantas graças e bênçãos nesses anos. O iniciador, nosso querido João Luiz Pozzobon, que depois foi diácono, tantos anos ele trabalhou carregando a imagem da Mãe Peregrina em tantos lugares. Quem conhece a história desse grande e incansável missionário sabe o que significaram todos esses anos, os incontáveis milhares de km que ele caminhou a pé, com tantas dificuldades, alegrias e entusiasmo”. Com essas palavras o arcebispo de Santa Maria/RS, Dom Hélio Adelar Rubert, recorda o momento especial que a Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt vivencia nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2020.

A Campanha completa 70 anos e, para deixar esse momento ainda mais especial, o Santuário Tabor, em Santa Maria/RS, acolhe missionários, coordenadores e famílias de diversos lugares para celebrar. No local onde a Campanha nasceu, a Missa Jubilar foi presidida por Dom Helio e concelebrada pelo Pe. Gustavo Hanna Crespo, vice-postulador da Causa de Beatificação do Servo de Deus João Luiz Pozzobon. A celebração foi transmitida pelas redes sociais do Santuário, com participação ativa de milhares de pessoas interagindo a distância.

 

Legado de João Pozzobon  

 Seguindo com a leitura do Evangelho: “Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o bebê agitou-se em seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Em alta voz exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o filho do teu ventre! Mas por que sou tão agraciada, a ponto de me visitar a mãe do meu Senhor?” (LC 1, 39-47). O Arcebispo, em sua homilia, falou sobre a importância da Campanha da Mãe Peregrina, assim como a visitação de Nossa Senhora a Isabel.

 Dom Helio também ressaltou o legado que João Pozzobon deixou para todos: “Essa Campanha, essa caminhada continua para outras pessoas e hoje são outros ‘joãos e marias’ que fazem o trabalho de levar Jesus às pessoas através da oração do terço, da visitação e tantas formas que nós temos. Então, quanto nós temos a agradecer e a pedir graças e bênçãos para que essa Campanha continue trazendo grandes frutos à nossa sociedade, onde a Mãe Peregrina leva Jesus. Porque Maria, aquela que visitou sua prima Isabel quando soube que ela estava grávida, ela leva Jesus, como nós acabamos de ouvir no Evangelho. Queremos ser hoje outros Joãos e outras Marias, que levam Jesus para que as pessoas tenham um encontro com o Senhor e rezem, se voltem para Ele e os milagres do Senhor possam acontecer na vida de cada uma delas”.

 

Hoje, os Joãos e Marias somos nós!

“Hoje, os Joãos e Marias somos nós e nós podemos e devemos levar Jesus e evangelizar sob tantas formas, talvez de formas até diferentes hoje, com outros meios como estamos fazendo agora através dos meios de comunicação, que atingem outros países em cada canto do mundo afora. Maria é aquela que nos estimula, que nos dá o exemplo, que vai a frente, que mostrou, que se tornou a mãe do salvador. Ela como que se esquece de si e vai levar o Salvador para outros, como fez à sua prima Isabel. Quero incentivar os missionários que estão continuando com essa obra tão importante de ir ao encontro das famílias nos presídios, nos hospitais, nas casas, nas comunidades, onde for possível, especialmente nos lugares mais necessitados levar o Senhor, pois Maria é aquela que leva o Salvador, ela aponta sempre para ele ‘façam tudo o que Ele vos disser’ (Jo 2,5)”, encerrou Dom Hélio.

 

Próximo jubileu em 2025

Ao final da celebração, o Arcebispo de Santa Maria fez o envio dos missionários, tendo em vista o Jubileu de diamante da Campanha em 2025. Diante da réplica da Imagem da Mãe Peregrina Original, ele abençoou os missionários que estavam representando todos que fazem parte da Campanha da Mãe Peregrina, espalhados pelo Brasil e pelo mundo, para que levem a imagem da Mãe de Deus e seu filho Jesus, inspirados nas palavras do Pe. José Kentenich: “Ela é a grande missionária, ela fará milagres”.

 Mais fotos (Ir M Lisane Goessler e Sandra Antunes)

Assista à celebração na íntegra

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Campanha da Mãe Peregrina: Participe da missa jubilar

 

Hoje, 10 de setembro, vamos celebrar o jubileu de 70 anos da Mãe Peregrina. O arcebispo de Santa Maria/RS, Dom Hélio Adelar Rubert, preside a Santa Missa jubilar no Santuário Tabor, às 20 horas.

Você e sua família, junto com todos os coordenadores e missionários, que abrem as portas de suas casas para a visita da Mãe, são os convidados especiais.

Vamos fazer uma peregrinação online para a celebração jubilar, no Santuário Tabor, às 20 horas. Se estiver com uma imagem da Mãe Peregrina em sua casa, deixe ela pertinho de você. Vamos celebrar a Mãe de Deus, que sai do Santuário para ir ao encontro dos filhos de casa em casa.

Compartilhe sua foto participando da celebração jubilar no Instagram com a tag na legenda #MaePeregrina70Anos e participe!

Transmissão

Celebração Jubilar – 70 anos da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt

Santa Maria/RS às 20h (horário de Brasília)

YouTube e Facebook Santuário Tabor

Clique aqui para ter acesso ao link de transmissão no YouTube

Clique aqui para ter acesso ao link de transmissão pelo Facebook

Foto: Santuário Tabor na manhã de 10 de setembro de 2020 (Ir M Rosequiel Fávero)

” Pozzobon

Encerrando uma abençoada novena em preparação aos 70 anos da Campanha da Mãe Peregrina, às 20h desta quarta-feira será exibido o filme: ‘O pobre Peregrino do Santuário’.

Atenção para o detalhe: o filme não permanecerá à disposição nas redes sociais. Ou seja, não haverá tão cedo outra oportunidade para vê-lo. Por que isso? Porque ele foi feito para ser utilizado, em primeiro lugar, nas atividades presenciais do Ano João Pozzobon (prorrogado até setembro do ano que vem.

Feito em fevereiro deste ano, o vídeo teve a colaboração ativa de dois integrantes da Juventude de Schoenstatt da diocese de Frederico Westphalen, Ariel Stival e Mayara Oliveira, estudantes de comunicação social. Eles presentearam preciosos dias de suas férias para colaborar ativamente no projeto, sob a supervisão das Irmãs de Maria.

“Porque renunciar dias de férias para fazer este trabalho aqui junto ao Santuário Tabor?” Explica Mayara: “Eu uno aquilo que eu gosto de fazer (será minha futura profissão), e o que está ao meu alcance, para levar às outras pessoas o que eu amo tanto, a espiritualidade que eu vivo e amo. Também tem o lado profissional, porque a gente pode treinar o que aprendemos na universidade, mas a gente aprende e se aprofunda também em Schoenstatt”.

Ariel, por sua vez, ressalta o que aprendeu de João Pozzobon fazendo o vídeo ‘O pobre peregrino do Santuário’: “a forma como ele se vinculava ao Santuário, como ele aproveitava tudo para levar todas as pessoas: famílias, crianças, todo mundo, ao Santuário. Eu vou levar para mim depois de ter feito este vídeo: mesmo que eu esteja longe do Santuário, eu posso ‘estar no Santuário’, seja em qualquer situação, durante todo o meu dia. Sempre estar no Santuário, mesmo que eu não esteja nele”.

Por problemas técnicos, não foi possível exibi-lo no dia 31 de agosto, como planejado. Agora, com tudo resolvido, chegou a hora.

Não vamos perder a oportunidade!

Clique aqui para acessar o link de transmissão.

 

Uma conversa com os filhos de João Pozzobon

Juliana Dorigo – Dando continuidade à novena festiva dos 70 anos da Campanha da Mãe Peregrina, a Ir. M. Marcia dos Santos Alves, do Secretariado da Campanha da Mãe Peregrina de Santa Maria/RS, conduziu a conversa com o filho caçula de João Luiz Pozzobon, o Sr. Humberto Pozzobon. Ele contou como foi a atuação do pai de sete filhos e os primeiros passos da Campanha.

“Em primeiro lugar eu quero falar sobre os 70 anos da Campanha que meu pai iniciou, que era tudo na vida dele, a Campanha, a Mãe e Rainha, o Santuário, isso era o mais importante que ele tinha na vida. Ele queria vencer todas as dificuldades, quanto mais difícil mais ele se agarrava, mais ele tinha vontade de vencer, e tudo em honra a Mãe e Rainha”, diz Humberto.

João Pozzobon se dedicava à Campanha e a sua família com uma entrega total, Humberto conta: “Eu, como filho mais novo, quando ele iniciou a Campanha em 1950, tinha 8 anos, […]a gente foi acompanhando as coisas que ele fazia, sem jamais se descuidar da família. Ele dizia: ‘se eu me descuidar da minha família não adianta eu fazer grandes coisas’. Ele se dedicava totalmente à família de casa e às outras famílias, todo dia ele visitava duas famílias. Ele deixava a Mãe Peregrina numa família e rezava o terço, a imagem ficava naquela casa e no dia seguinte ele buscava para levá-la até outra família para rezar o terço com elas. Ele era uma pessoa dedicada e jamais deixava de fazer a sua Campanha. Muitas vezes ele deixou de fazer coisas para ele, até mesmo quando estava com dores, ele nunca deixava de ir rezar o terço, ele esquecia tudo para agradar a Mãe e Rainha, era um amor tão grande e especial que nada o impedia”.

                                                                         Eli e Vilma Pozzobon

 

Pai de família dedicado

Ir. M. Marcia pergunta se dedicando-se tanto à Campanha, Pozzobon não deixou faltar algo na família. “Ele nunca deixou, inclusive, depois com o tempo que ele fazia a Campanha nas outras cidades, naquele tempo em que era fogão a lenha, ele deixava até a lenha toda cortada, tudo para que a sua esposa Vitoria não ficar fazendo esforço. Ele era uma pessoa que deixava as coisas certas para não prejudicar ninguém. Então, quando ele começou a Campanha, ele reuniu a família toda, nos convidou para sentar à mesa e que tinha um assunto importante para falar e nos perguntou se teria algum empecilho, nos pedindo a permissão para fazer a Campanha se ele poderia se dedicar e nós com muita alegria, com muita fé e vontade de deixá-lo feliz, todos concordamos e o apoiamos com toda a vontade que ele tinha de fazer essa Campanha, para nós foi uma alegria”.

“Quando ele voltava dos terços, as vezes era tarde da noite, cansado, vinha arrastando os pés, ele tomava seu cafezinho, minha mãe sempre o esperava, quando ele ia deitar ela ajudava passando pomadas em suas pernas para ajudá-lo a melhorar. No outro dia ele levantava todo dia às 6h da manhã para escrever o diário e para se organizar, ele era uma pessoa sempre organizada, ele fazia o cafezinho e levava para minha mãe na cama, como forma de agradecimento pelo que ela fazia. Um gesto de amor”, comenta Humberto

 

                                                                           Nair Pozzobon

 

Como Pozzobon educava os filhos?

Humberto conta como o pai ajudava na educação dos filhos e também como ele convidava os jovens para ensinar sobre a fé. “Ele tinha um amor especial pelos filhos, ele sempre reunia a gente, [a gente] se sentava na varanda, ele conversava e nós sempre o acompanhávamos. Ele como uma pessoa maravilhosa que era, a gente tinha aquele amor e a vontade de escutá-lo sempre tinha bons exemplos. Ele tinha uma turminha de adolescentes que ele reunia todos os domingos para fazer uma reunião, dar instruções, ensinar sobre o modo de viver, sobre religião. Ele chamava esse grupo de soldadinhos da Mãe e Rainha ele os levava no Santuário, fazia a consagração sempre para agradar a todos”.

 

Uma família unida

Eli Pozzobon é filha do primeiro casamento de João, com Thereza. Quando Thereza faleceu, João casou-se com Vitória. A filha Eli conta que a família sempre foi unida: “Sou filha mais velha do Sr. João e da Thereza, sua primeira esposa, há pouco tempo completei 90 anos. Eu fui criada pela Vitória, eu tinha 3 anos de idade quando meu pai se casou com ela, minha mãe de criação. Eles me criaram de uma forma muito feliz, aprendendo tudo dentro de casa, a família reunida. Quando meus irmãos mais novos chegaram, foi a minha maior alegria, não tinha diferença, fomos criados juntos. Éramos uma família muito trabalhadora, simples e que meu pai criou e nos ensinou maravilhas”.

A filha Vilma Joana Pozzobon recorda uma lembrança carinhosa da mãe e seu pai. “Me lembro quando meu pai saía para levar a Imagem da Mãe Peregrina, nós rezávamos o terço com a minha mãe. Quando meu pai pegava a Imagem nos ombros ela levava para ele a maleta até o portão e dizia: ‘vai com os anjinhos’”.

Nair Pozzobon acompanhava o pai nas leituras, quando o problema de visão de Pozzobon o prejudicava. Emocionada, ela conta: “Sou filha do João e da Vitória, sou muito feliz por ser parte dessa família. Meu pai é muito querido e muito amoroso, soube nos educar. No tempo da Campanha, que meu pai saia para outras cidades, eu o acompanhava para fazer a leitura dos mistérios do terço e os cantos”.

Aliás foi pelas mãos de Nair que o pai recebeu de presente de aniversário a pequena imagem da Mãe Peregrina, no formato que conhecemos “Me lembro de chegar na editora Pallotti e vi uma imagem da Mãe e Rainha. Quando cheguei em casa, contei para a minha Irmã Eli e compramos para dar de presente de aniversário para o meu pai. Depois ele mandou fazer outras e assim começou a peregrinar as pequenas imagens da Mãe e Rainha”.

As pessoas que acompanhavam a live puderam fazer perguntas para Humberto. Uma chamou sua atenção: Como é ser filho de um quase santo? “Para nós filhos é um orgulho é fantástico o que ele fazia. A gente sempre vai se lembrar todos os dias, ele foi um pai alegre e maravilhoso. Para nós é uma alegria. Para mim ele já é santo”, respondeu ele.

 

                                        Ir. M. Marcia dos Santos Alves e Humberto Pozzobon

 

A grandeza da Campanha

Humberto comenta que nunca imaginavam a grandeza da Campanha iniciada pelo pai. “Meu pai era igual a todos os pais, ele era maravilhoso para as pessoas, era um pai que sempre acompanhava as famílias. A gente não tinha noção da grandeza da Campanha que ele fazia, porque pra gente era normal, ficávamos acompanhando, mas não tínhamos a noção daquela grandeza, do que aquilo significava, para nós que estávamos sempre com ele era uma alegria, ficávamos felizes com tudo o que ele fazia, mas sem essa noção. Todas as coisas que ele fazia, não era para se engrandecer, ou para se aparecer, nunca foi nesse sentido. Ele ajudava os pobres a quem estava necessitado, mas nunca para aparecer, ele sempre tinha a humildade e a vontade de ajudar as pessoas”.

 

Exemplo de vida

Ao longo de sua caminhada com a Imagem da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, Pozzobon dividia com os filhos suas histórias. Para Humberto, o exemplo do pai que marcou sua vida foi o amor. “O que marcou mais a minha vida foi o amor que ele tinha pela família, ele tinha um amor especial e nós como filhos tínhamos um amor especial por ele, pela mãe e pelos irmãos”.

Ao final, diante da Imagem Peregrina Original Ir. M. Marcia e o Sr. Humberto rezaram a oração pela beatificação de João Pozzobon. “Quero agradecer a oportunidade e dizer que essa Campanha, que completa 70 anos, foi algo maravilhoso. Temos gravado e jamais esqueceremos o que meu pai fez, o que ele pretendia. Graças a Deus deu tudo certo, como ele queria. Eu acredito que se ele pudesse fazer mais ele teria feito. Eu peço para todos hoje que, se puderem, rezem por ele, pelas famílias, pela Mãe e Rainha e por todos aqueles que se dedicam à Campanha”, finaliza Humberto

 

Entrevista completa: