
Marlene Machado Mendes / Ir M Rosequiel – Coordenadores da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt de seis dioceses do Rio Grande do Sul estiveram reunidos junto ao Santuário Tabor, em 12 e 13 de março, para sua jornada anual de formação.
Às 14h do sábado, os coordenadores foram amorosamente acolhidos pela Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt em seu Santuário Tabor e com orações e cânticos à Maria deu-se início a Jornada. Já no auditório do Centro Mariano foram acolhidos os participantes de 6 dioceses: Rio Grande, Uruguaiana, Frederico Westphalen, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul e Santa Maria.
A gratidão era o sentimento externado por todos pois, após dois anos impedidos de participação presencial por causa das restrições impostas pela Pandemia do Covid 19, estavam retomando as atividades, mesmo com os devidos cuidados, como uso de máscara, distanciamento, ambiente ventilado e uso de álcool gel.
A tarde foi muito bem aproveitada para a formação e para conhecer os materiais propostos para 2022. Os dois momentos fortes desta formação foram as palestras da Ir M Helena Dal Molin e do Pe. Gustavo Crespo.
O Pai e Fundador nos pergunta: “Por que vim até aqui?”
Ir M Helena explanou sobre o Jubileu dos 75 anos da 1ª visita do Padre José Kentenich ao Brasil e os 75 anos do Ideal Nacional: Brasil Tabor. E refletiu sobre dois objetivos principais deste jubileu: a gratidão e lançar nosso olhar para o futuro, para assumirmos novamente nossa missão. O 1º objetivo nos leva ao encontro com o Pai e Fundador, e recordamos que em 1947 ele havia acabado de sair da 2ª Guerra Mundial e do Campo de Concentração de Dachau. Sem perder tempo, ele veio para o Brasil para proclamar e anunciar Schoenstatt. A 1ª pergunta dele: Por que eu vim até aqui? “Vim para experimentar aqui as glórias da Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt… É grande e belo: língua estranha, rostos estranhos, nação estranha e, no entanto a mesma língua, um só coração e uma só alma.”

Nosso próprio Pai nos encaminha para o segundo objetivo, ao nos perguntar, como há 75 anos: Por que vim até aqui? “Quero refletir com as senhoras como podemos preparar e expandir mais ainda a glorificação da querida Mãe de Deus”.
No inferno do campo de concentração de Dachau, durante a 2ª Guerra Mundial, onde esteve preso por quase 4 anos, Padre Kentenich se manteve como um rochedo, com a fé inabalável em Deus e Maria, foi ousado e não se deixou influenciar e nem foi intimidado por nada, ao contrário escreveu muitas cartas, orações e os grandes ideais de Schoenstatt foram ali inspirados.
Como podemos realizar a missão de ser Tabor de Cristo e Maria? Nos inspirando no exemplo de nosso Pai-Fundador quando viveu no Campo de Concentração de Dachau, mesmo num ambiente infernal, terrível nunca desanimou não se desesperou nem teve tristeza, mas soube se manter firme e determinado a viver e morrer pela Família de Schoenstatt. Ali ele conseguiu transfigurar a realidade. E nos conclama hoje:
FAMÍLIA TABOR, FAMÍLIA TABOR! TRANSFIGURA HOJE A REALIDADE! TRANSFIGURA
E, hoje, o que nosso Pai Fundador iria nos dizer? A nós coordenadores da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt?
E Ir. M. Helena concluiu: Nesta escola Tabor queremos aprender a transfigurar a realidade. Que a celebração dos 75 anos da chegada do Pai fundador em nossa terra e do Ideal Tabor nos ajudem crescer na fé na realidade sobrenatural e na confiança filial heroica no amor do Pai que conduz a nossa vida.
João Pozzobon, um filho do Tabor
Ainda nesta tarde, Pe. Gustavo Crespo, que é o atual Reitor do Santuário Sião, em Jaraguá/São Paulo, fez uma brilhante palestra online, sobre João Luiz Pozzobon- o Filho do Tabor. Pe. Gustavo também nos comunicou que o processo de beatificação de João Luiz Pozzobon está em Roma desde 2009 e estão estudando um provável milagre.
Ele iniciou dizendo: “Neste tempo que vivemos de pós- pandemia, veremos João Luiz Pozzobon como Filho do Tabor. Quando nosso Pai e Fundador esteve aqui também veio após a guerra. E ele dizia “não desanimem, juventude é fogo, é ardor” e Cristo é ardor de nossa existência.

O que faz Pozzobon ser filho do Tabor? Ele está intimamente ligado à fonte, a Cristo, ligado ao Santuário. Assim como os profetas do Antigo Testamento peregrinavam, iam ao deserto e se encontravam com Deus e resplandeciam a luz de Deus em seus rostos, Pozzobon também caminhava e se encontrava com Deus. Todo peregrino tem seu monte Sinai, e Pozzobon buscava esse encontro com Deus, e O encontrou no Santuário. E sempre se vinculou ao Santuário, inclusive com as imagens da Mãe Peregrina que saíam do Santuário abençoadas, para ir até as famílias levando as graças, sempre vinculadas ao Santuário. Filho Tabor é um filho enraizado no Tabor, esse filho bebe das graças do Santuário.
2ª atitude: João Pozzobon como aquele que se ‘Cristifica’, pois fez de Cristo seu grande modelo. Quis assemelhar-se a Cristo e sua grande luta para assemelhar-se a Ele foi a Campanha que fez para a salvação das famílias. João Pozzobon insiste naquilo que é essencial: levar as famílias para Cristo e de uma forma Mariana, por meio de Maria. Não inventou nada de novo, pois já temos Maria.
3ª atitude: João Pozzobon não abandona a cruz, diz sim à cruz, ao sofrimento, embora enfrente humilhações, zombarias e incompreensões. Se autodenominava… “o burrinho de Maria“, e dizia… ”sou grande quando me sinto pequeno”.
Após a palestra foi possível dialogar com Pe. Gustavo e se estabeleceu uma reflexão muito interessante entre palestrantes e ouvintes.
Este dia de formação foi concluído belamente com uma vivência concluída no Santuário Tabor, onde os participantes, com velas acesas na Lâmpada da Missão Tabor, renovaram seu compromisso pela missão.
As atividades do domingo começaram bem cedo com a participação na Santa Missa das 7h na Capela Tabor, presidida pelo Pe. Fábio Júnior Batistela, dos Padres palotinos. Pe. Fábio acolheu cordialmente os coordenadores e ressaltou a importância da missão da Campanha da Mãe Peregrina junto às famílias.
Reenviados em missão
A última manhã da jornada foi reservado para o olhar ao futuro, com reuniões por dioceses, onde os coordenadores puderam aplicar à sua realidade local o aprendizado do dia anterior. Cada diocese teve eu tomar um propósito para o trabalho do ano e partilhar com os demais.
O encerramento da jornada se deu na Capela do Centro Mariano, junto da Imagem Peregrina Original, onde todos renovaram seu compromisso como coordenadores da Campanha da Mãe Peregrina.

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