Um Sínodo como nunca antes na Igreja

Karen Bueno – Neste final de semana é aberto oficialmente o caminho intitulado «Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão». O Sínodo sobre a Sinodalidade será inaugurado com a Santa Missa, presidida pelo Papa Francisco na Basílica de São Pedro, no dia 10 de outubro de 2021. A celebração eucarística será precedida, no sábado, dia 9 de outubro, por um momento de reflexão na Sala Nova do Sínodo.

O caminho sinodal está dividido em três anos e em três fases (diocesana, continental, universal). Uma etapa importante deste caminho sinodal será a celebração da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2023. Um extenso caminho de reflexão, envolvendo pessoas de todos os países e estados de vida, prepara esse momento de encontro.

Além disso, é importante destacar que o Sínodo será celebrado não somente no Vaticano, mas em cada Igreja particular (Dioceses) dos cinco continentes. Leigos, sacerdotes, missionários, consagrados, bispos, cardeais, mesmo antes de discutir, refletir e questionar-se sobre a sinodalidade na assembleia de outubro de 2023 no Vaticano, se encontrarão, portanto, vivendo-a em primeira pessoa. Cada um em sua diocese, cada um com seu papel, com as suas instâncias.

Compromisso do Movimento de Schoenstatt

“O caminho da sinodalidade é precisamente o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milênio”, disse o Papa Francisco [1]. E, segundo o documento preparatório, este itinerário se insere no contexto da atualização da Igreja, proposta pelo Concílio Vaticano II.

Nesse sentido, como schoenstattianos, vale lembrar um dado histórico importante: tanto no encontro com Pio XII (1947), como com Paulo VI (1965), o Pe. José Kentenich prometeu aos papas que o Movimento de Schoenstatt ajudaria a Igreja a cumprir suas grandes tarefas no tempo atual. Isso é evidenciado pelo fundador no final do Concílio Vaticano II, quando ele se compromete a contribuir, por nossa Obra, na missão da Igreja pós-conciliar, a chamada “Igreja das novas margens”.

Essa promessa do Fundador é reassumida pela Família de Schoenstatt e está diretamente ligada à realização do Sínodo. Cabe a cada schoenstattiano estar atento ao caminho sinodal e participar das etapas propostas, enviando suas contribuições, como muitos já fizeram nos últimos meses.

 

Para manter-se atualizado e saber mais, acesse: synod.va/es

Fonte: schoenstatt.org.br

 

[1] FRANCISCO, Discurso na Comemoração do cinquentenário da instituição do Sínodo dos Bispos (17 de outubro de 2015).

Campanha ‘Cada idoso é teu avô’

A campanha “Cada idoso é teu avô”, lançada pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, convida à reflexão e ação:

 

 

É possível vencer o isolamento dos idosos também respeitando rigorosamente as normas de saúde em matéria de Covid-19.

A pandemia atingiu particularmente os idosos e debilitou os já fracos vínculos entre as gerações, mas respeitar o distanciamento não significa aceitar um destino de solidão e de abandono.

Por esse motivo, seguindo as palavras que o Papa Francisco pronunciou após o Angelus, o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida lança a campanha “Cada idoso é teu avô” para convidar os jovens de todo o mundo a fazer um gesto de ternura para com os idosos que se sentem sozinhos.

 

Usar a “fantasia do amor”

Nos últimos meses, muitas Conferências Episcopais, associações e fiéis cristãos, com “a fantasia do amor”, encontraram um modo de fazer chegar aos idosos solitários a proximidade da comunidade eclesial. Recebemos notícias de contatos via telefone, via web, redes sociais – até serenatas para os hóspedes das casas de repouso – realizados por jovens para impedir a solidão de muitas pessoas forçadas pela pandemia a permanecer em suas casas ou fechadas em estruturas residenciais.

Nesta fase da campanha, para respeitar as normas sanitárias em vigor nos diferentes países, o convite é reunir virtualmente os anciãos mais solitários do seu bairro ou da paróquia e enviar-lhes um abraço, como o Papa pediu, por meio de uma ligação telefônica, uma videochamada ou uma imagem. Onde for possível – ou quando a emergência sanitária permitir –, convidamos os jovens a tornar o abraço ainda mais concreto, indo encontrar os idosos pessoalmente.

Está associada a esta campanha a hashtag #sendyourhug (envie seu abraço) para propagar a iniciativa. Os posts mais significativos serão divulgados nas mídias sociais do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida @laityfamilylife.

Nossa esperança é que, mesmo a partir desta campanha, possa ser cumprido o desejo do Papa Francisco, que escreveu, “Aqui está o que eu gostaria: um mundo que viva um novo abraço entre os jovens e os idosos” (no prefácio do livro “A sabedoria do tempo”).

No dia em que a Igreja recorda dos Santos Joaquim e Ana, os “avós” de Jesus, gostaria de convidar os jovens a fazer um gesto de ternura para com os idosos, sobretudo os mais solitários, nos lares e residências, aqueles que não veem seus entes queridos há tantos meses.

Queridos jovens, cada um desses idosos é seu avô! Não os deixe sozinhos! Usem a fantasia do amor, façam chamadas telefônicas, vídeo-chamadas, enviem mensagens, os escutem e, sempre que possível, em conformidade com as normas sanitárias, os visitem também. Enviem a eles um abraço. Eles são suas raízes.

Uma árvore separada de suas raízes não cresce, não dá flores e frutos. É por isso que a união com suas raízes é importante. O que a árvore floresceu vem daquilo que tem de enterrado, diz um poeta de minha pátria. É por isso que os convido a dar um grande aplauso aos nossos avós, a todos!

Papa Francisco

 

Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida
27 de julho de 2020

 

Fonte: laityfamilylife.va

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A campanha “Cada idoso é teu avô”, lançada pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, convida à reflexão e ação:

 

 

É possível vencer o isolamento dos idosos também respeitando rigorosamente as normas de saúde em matéria de Covid-19.

A pandemia atingiu particularmente os idosos e debilitou os já fracos vínculos entre as gerações, mas respeitar o distanciamento não significa aceitar um destino de solidão e de abandono.

Por esse motivo, seguindo as palavras que o Papa Francisco pronunciou após o Angelus, o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida lança a campanha “Cada idoso é teu avô” para convidar os jovens de todo o mundo a fazer um gesto de ternura para com os idosos que se sentem sozinhos.

 

Usar a “fantasia do amor”

Nos últimos meses, muitas Conferências Episcopais, associações e fiéis cristãos, com “a fantasia do amor”, encontraram um modo de fazer chegar aos idosos solitários a proximidade da comunidade eclesial. Recebemos notícias de contatos via telefone, via web, redes sociais – até serenatas para os hóspedes das casas de repouso – realizados por jovens para impedir a solidão de muitas pessoas forçadas pela pandemia a permanecer em suas casas ou fechadas em estruturas residenciais.

Nesta fase da campanha, para respeitar as normas sanitárias em vigor nos diferentes países, o convite é reunir virtualmente os anciãos mais solitários do seu bairro ou da paróquia e enviar-lhes um abraço, como o Papa pediu, por meio de uma ligação telefônica, uma videochamada ou uma imagem. Onde for possível – ou quando a emergência sanitária permitir –, convidamos os jovens a tornar o abraço ainda mais concreto, indo encontrar os idosos pessoalmente.

Está associada a esta campanha a hashtag #sendyourhug (envie seu abraço) para propagar a iniciativa. Os posts mais significativos serão divulgados nas mídias sociais do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida @laityfamilylife.

Nossa esperança é que, mesmo a partir desta campanha, possa ser cumprido o desejo do Papa Francisco, que escreveu, “Aqui está o que eu gostaria: um mundo que viva um novo abraço entre os jovens e os idosos” (no prefácio do livro “A sabedoria do tempo”).

No dia em que a Igreja recorda dos Santos Joaquim e Ana, os “avós” de Jesus, gostaria de convidar os jovens a fazer um gesto de ternura para com os idosos, sobretudo os mais solitários, nos lares e residências, aqueles que não veem seus entes queridos há tantos meses.

Queridos jovens, cada um desses idosos é seu avô! Não os deixe sozinhos! Usem a fantasia do amor, façam chamadas telefônicas, vídeo-chamadas, enviem mensagens, os escutem e, sempre que possível, em conformidade com as normas sanitárias, os visitem também. Enviem a eles um abraço. Eles são suas raízes.

Uma árvore separada de suas raízes não cresce, não dá flores e frutos. É por isso que a união com suas raízes é importante. O que a árvore floresceu vem daquilo que tem de enterrado, diz um poeta de minha pátria. É por isso que os convido a dar um grande aplauso aos nossos avós, a todos!

Papa Francisco

 

Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida
27 de julho de 2020

 

Fonte: laityfamilylife.va

14 de maio: dia internacional de oração e jejum pelo fim da pandemia

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Giancarlo La Vella – Cidade do Vaticano – Em um vídeo distribuído em várias línguas, o Alto Comitê para a Fraternidade Humana, presidido pelo cardeal Miguel Angel Ayuso Guixot, exorta os irmãos que creem em Deus Criador a dedicar neste dia 14 de maio um momento de recolhimento, para que o Altíssimo olhe para o mundo que enfrenta o grave perigo da Covid-19 e para que preserve a humanidade, ajude-a a superar a pandemia, restaure a segurança, a estabilidade, a saúde e a prosperidade, e torne nosso mundo, uma vez eliminada essa pandemia, mais humano e mais fraterno.

Por ocasião da oração do Regina Coeli, no último dia 3 de maio, o Papa Francisco deu o seu apoio à iniciativa, pronunciando estas palavras:

“Sendo a oração um valor universal, acolhi a proposta do Alto Comitê para a Fraternidade Humana para que no próximo dia 14 de maio, os crentes de todas as religiões se unam espiritualmente em um dia de oração e jejum e obras de caridade, para implorar a Deus que ajude a humanidade a superar a pandemia do coronavírus. Lembrem-se: no dia 14 de maio, todos os crentes juntos, crentes de diversas tradições, para rezar, jejuar e fazer obras de caridade”.

Por sua vez, o presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, cardeal Miguel Angel Ayuso Guixot, comentando a vontade do Papa de acolher a proposta do Alto Comitê, notou como esta pandemia seja uma oportunidade para enraizar no nosso futuro o valor da fraternidade e da coexistência comum. E sobre a adesão de inúmeras personalidades a esse chamado, primeiro entre todos o secretário-geral das Nações Unidas, quis ressaltar que como seres humanos somos uma única grande família e por isso – disse – “é bom que a partir da fé dos líderes religiosos, através de grupos e responsáveis pela vida social e política, haja um momento de oração e solidariedade para invocar o fim dessa pandemia”.

Fonte: Vaticannews[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

JMJ e Encontro Mundial das Famílias adiados

 

A pandemia do coronavírus fez com que os organizadores de dois dos próximos grandes eventos da Igreja reformulassem os seus planos.

Em comunicado, a Sala de Imprensa da Santa Sé explica que “devido à atual situação sanitária e às suas consequências sobre a deslocação e agregação de jovens e famílias, o Santo Padre, junto com o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, decidiu adiar por um ano o próximo Encontro Mundial das Famílias, previsto para se realizar em Roma, em junho de 2021, e a próxima Jornada Mundial da Juventude, prevista para Lisboa, em agosto de 2022. Portanto, o Encontro Mundial das Famílias em Roma irá se realizar em junho de 2022, e a Jornada Mundial da Juventude em Lisboa, em agosto de 2023.

 

Fonte: vaticannews.va/pt

Oração de consagração da América à Nossa Senhora

Oração de Consagração à Nossa Senhora de Guadalupe, em tempos de pandemia

Querida Mãe de Guadalupe, Mãe de Deus, neste momento, como Juan Diego, nos sentimos “pequenos” e frágeis, perante a enfermidade e a dor, por isso, elevamos a ti nossa oração e a ti nos consagramos.

Consagramos a ti o nosso povo, especialmente teus filhos mais vulneráveis, os idosos, as crianças, os enfermos, os indígenas, os migrantes, os que não tem lar e que são privados de liberdade. Acorremos ao teu imaculado coração e imploramos a tua intercessão: Intercede a teu Filho que nos conceda a saúde e a esperança.

Que o nosso medo se transforme em alegria; que no meio da tormenta, teu Filho seja para nós fortaleza e serenidade. Que o Senhor levante a sua mão poderosa e detenha o avanço dessa pandemia.

Maria, Mãe de Deus e Mãe da América Latina e do Caribe, Estrela da Nova Evangelização, primeira Discípula e grande Missionária de nossos povos, seja a fortaleza dos moribundos e consolo dos que choram, seja o amparo materno que conforta os enfermos, seja a terna companheira dos profissionais da saúde que cuidam deles e, para todos nós, seja a presença e ternura em cujos braços todos encontram a segurança.

Nas tuas mãos, permaneçamos firmes em teu Filho Jesus, que vive e reina para sempre. Amém.

 

Este momento de consagração , hoje às 14h, será transmitido por todas as emissoras de rádio e televisões católicas e pela CNBB no Facebook e Youtube.

A Indulgência plenária durante a pandemia mundial

 

Um Decreto da Penitenciaria Apostólica concede a indulgência plenária aos doentes de coronavírus, aos que cuidam deles e a todos os fiéis do mundo que rezam por eles.

Vatican News – Diante da emergência do coronavírus, a Igreja oferece a possibilidade de obter a Indulgência plenária para os fiéis enfermos com coronavírus, bem como para os profissionais de saúde, familiares e todos aqueles que, a qualquer título, cuidam deles, até mesmo com a oração. É o que estabelece um Decreto da Penitenciária Apostólica, publicado nesta sexta-feira, 20 de março.

Para obter a Indulgência plenária, os doentes de coronavírus, os que estão em quarentena, os profissionais de saúde e familiares que se expõem ao risco de contágio para ajudar quem foi afetado pelo Covid-19, também poderão simplesmente recitar o Credo, o Pai-Nosso e uma oração a Maria.

Os outros poderão escolher entre várias opções: visitar o Santíssimo Sacramento ou a adoração eucarística ou ler as Sagradas Escrituras por pelo menos meia hora, ou rezar o Terço, a Via-Sacra ou o Terço da Divina Misericórdia, pedindo Deus, a cessação da epidemia, o alívio para os doentes e a salvação eterna daqueles a quem o Senhor chamou a si.

A indulgência plenária também pode ser obtida pelos fiéis que, no momento de morte, não tiveram a possibilidade de receber o Sacramento da Unção dos Enfermos e do Viático: neste caso, recomenda-se o uso do crucifixo ou da cruz.

 

Fonte: vaticannews.va/pt
Obs: o texto sofreu alguns cortes, a notícia foi resumida. A versão completa explica, também, sobre as absolvições coletivas e recomenda às dioceses a criação de grupos de ‘capelães hospitalares extraordinários’, entre outros. Para ler o texto completo, acesse: vaticannews.va/pt

Foto de capa: Moisés Becerra em Cathopic

Notícia publicada em: schoenstatt.org.br

A Mãe Peregrina na ONU – Parte 2

 

Sabe como funciona a participação da Igreja Católica nas Nações Unidas? Pedro Paulo Weizenmann, que atualmente faz um estágio na missão da Santa Sé, nos explica os detalhes, acompanhe…

A presença da Santa Sé na ONU

A Santa Sé atua como um “estado observador permanente” na ONU e está presente desde 1964 nesta capacidade. Os papas que passaram pela sede, em Nova York – Paulo VI, João Paulo II (duas vezes), Bento XVI, Francisco – sempre enfatizaram a necessidade de uma organização como essa e o bem que ela pode trazer à humanidade. Mas eles também sempre apontaram que a ONU está em constante necessidade de reforma, para seguir mais de perto os ideais pelos quais ela foi fundada. A Igreja sempre viu com bons olhos essa Organização, mas também nunca deixou de criticar os pontos nos quais ela falha ao cumprir os seus ideais – como, por exemplo, não representar igualmente os países, ou não colocar em prática as resoluções que adota.

O Papa Paulo VI mencionou algo interessante, que eu acho muito bonito, quando ele visitou a sede. No seu discurso para a ONU, disse: “Vós existis e trabalhais para unir as nações, para associar os Estados […] para harmonizar uns com os outros. Vós sois uma associação. Vós sois uma ponte entre os povos. Vós sois uma rede de relações entre os povos. Estaríamos tentados a dizer que a vossa característica reflete, de certa maneira, na ordem temporal, o que a nossa Igreja católica quer ser na ordem espiritual: única e universal” [1]. Então, a organização que mais perto se parece com a Igreja Católica Universal, na sua catolicidade, são as Nações Unidas, na qual cada nação do mundo está representada numa forma ou noutra.

Membro observador

Como estado observador permanente, a Santa Sé faz parte de todas as negociações que se dão na ONU. O fato de sermos um estado observador permanente – e não um Estado Membro – significa que nós não podemos votar ou nos candidatar para algumas posições oficiais da ONU ou introduzir resoluções na Assembleia Geral. Somos “observadores” por escolha própria, foi uma opção que a própria Santa Sé, sob São João Paulo II, fez para garantir a neutralidade da Igreja em certos tópicos. Mas, apesar disso, participamos de todo o resto e de todas as negociações que desejamos. E o fato de não poder votar, para falar a verdade, não faz tanta diferença, porque a maioria das decisões são tomadas por consenso. Então, o que realmente importa são as negociações – e aí a Santa Sé é uma das delegações que participa muito ativamente.

Uma das questões que nos é colocada, às vezes, diz respeito aos ideais católicos, que podem parecer difíceis de se aplicar na realidade da Organização. Eu acredito que a Santa Sé está aqui justamente para isso, para conectar os nossos grandes ideais da Igreja (a dignidade da pessoa humana, a solidariedade, a defesa da vida e da família, etc.), com os problemas fundamentais que são tratados. Assim, muitas vezes os ideais da ONU estão muito próximos daquilo em que a Igreja Católica acredita, em termos de desenvolvimento econômico, de direitos humanos, de segurança, de direito internacional… Os ideais católicos contribuíram bastante, na época da fundação da ONU, para inspirar essas questões. Mas, na prática do dia a dia, às vezes pode acontecer desses ideias serem esquecidos, então acredito que a Santa Sé esteja aqui justamente para lembrar a todas as delegações sobre os ideais primordiais e conectá-los com os problemas fundamentais, em vez de resolver as coisas apenas superficialmente.

 

 

Pautas atuais

Em termos práticos, algo em que a Santa Sé atua muito firmemente na ONU é o combate à ideologia de gênero, por exemplo. Outro ponto é aquilo que algumas delegações tentam avançar com o rótulo de “direitos reprodutivos”; isso, grande parte das vezes, faz referência ao aborto. Algumas delegações tentam colocar o aborto como um direito humano, ao invés de reconhecer que o direito humano primordial é a vida. A Santa Sé é uma grande defensora dos direitos humanos e tem uma profunda fundamentação para isso. Nesse sentido, outra pauta muito presente, hoje em dia, é a promoção dos direitos dos imigrantes e refugiados. A Santa Sé teve um papel essencial nas negociações do Pacto Global para Migração e tem se posicionado muito fortemente em favor dos imigrantes e refugiados. Essas são algumas das questões práticas que são bem fortes para a atuação da Igreja atualmente.

Acredito que a Santa Sé esteja numa situação especial na ONU por não representar um interesse nacional por si só, mas por representar justamente os ideais em que a gente acredita. Por causa disso, a Santa Sé, me parece, é também muito respeitada, porque as nossas posições são embasadas em questões que literalmente têm mais de 2 mil anos de fundamentação.

[1] Discurso do Papa Paulo VI na sede da ONU, 4 de outubro de 1965. Disponível em: w2.vatican.va

Leia a primeira parte do texto

Fonte: schoenstatt.org.br

Há 70 anos: o Angelus do Papa antes da missão do Apolo 11

Bianca Fraccalvieri / Cidade do Vaticano – A ficção científica se tornou realidade em 20 de julho de 1969, quando os astronautas estadunidenses Neil Armstrong e Buzz Aldrin colocaram os pés na Lua, depois de quatro dias de viagem a bordo do Apollo 11.

Sobre a superfície lunar, os americanos deixaram uma lâmina de ouro com os versículos do Salmo 8:

“Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites? Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste. Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés.”

Quem somos nós?

Uma semana antes da expedição, no dia 13 de julho de 1969, o Papa Paulo VI rezou a oração mariana do Angelus na intenção “deste fato singularíssimo e maravilhoso”.

Falando dos progressos da ciência e da técnica, o Papa Montini disse que o que mais impressiona é ver que não se trata de sonhos: “A ficção científica se torna realidade”.

Para o Pontífice, a reflexão se curva especialmente sobre o homem:

“ Quem é este ser capaz de tanto? Tão pequeno, tão frágil, tão semelhante ao animal, que não transforma e não supera por si só os confins dos próprios instintos naturais, e assim tão superior, tão dono das coisas, tão vitorioso sobre o tempo e sobre o espaço? Quem somos nós? ”

Esses questionamentos filosóficos se concluem com essas palavras:

“O homem, esta criatura de Deus, mais do que a lua misteriosa, está no centro deste feito, que se revela. Revela-se gigante. Revela-se divino, não em si, mas no seu princípio e no seu destino. Honra ao homem, honra à sua dignidade, ao seu espírito e à sua vida”.

Foto acima: Papa Paulo VI recebeu em audiência no Vaticano os astronautas em 17 de outubro de 1969. (@L’Osservatore Romano)

Fonte: Vatican News

Há cinco anos, Francisco canonizava João Paulo II e João XXIII

Benedetta Capelli / Cidade do Vaticano – A Praça São Pedro ainda ornamentada com as cores da Páscoa da Ressurreição, perfumada pelas flores, mas acima de tudo de santidade. É 27 de abril de 2014, o centro do cristianismo oferece ao mundo o testemunho de “dois homens corajosos, cheios da parresia do Espírito Santo”, o rosto da bondade e da misericórdia de Deus.

O Papa Francisco assim define João XXIII e João Paulo II na homilia da Missa celebrada na Praça São Pedro, na presença de mais de 500 mil pessoas, provenientes de diversas partes do mundo.

Santos no Domingo da Divina Misericórdia

É o Domingo da Divina Misericórdia, instituído por João Paulo II em 1992, no primeiro domingo depois da Páscoa, a chamada Domenica in albis. Uma decisão também inspirada nas visões da Irmã Faustina Kowalska, a religiosa polonesa que viveu no início do século XX e canonizada pelo próprio Wojtyla no ano 2000.

Na Missa na Praça São Pedro, também a presença de Bento XVI, escolhido por João Paulo II em 1981 para guiar a Congregação para a Doutrina da Fé, e seu sucessor no trono de Pedro. Um verdadeiro vínculo de amizade na fé.

O milagre que permitiu a canonização de João Paulo II foi a cura de uma grave lesão cerebral em Floribhet Mora, em 1º de maio de 2011, dia de sua beatificação. Para João XXII, tratou-se de uma canonização Pro gratia, isto é, sem a comprovação de algum milagre.

Viam Jesus em cada sofredor

Francisco define os dois Papas como aqueles que “tiveram a coragem de olhar para as feridas de Jesus, para tocar suas mãos chagadas e seu lado traspassado”. Eles não se envergonharam da carne de Cristo, não se escandalizaram d’Ele, da sua Cruz;  não tiveram vergonha da carne do irmão, porque em cada pessoa sofredora viam Jesus ”. Olharam e amaram. Dois homens contemplativos, cheios de “esperança viva” e de “alegria indescritível e gloriosa”, capazes de restituir ao mundo e à Igreja os dons recebidos de Deus.

Pastores do Povo de Deus

Santos capazes de seguir em frente e fazer crescer a Igreja, explica Francisco, que descreve João XXIII como o Papa da docilidade ao Espírito Santo. Ao convocar o Concílio Vaticano II em 1959, “deixou-se conduzir e foi para a Igreja um pastor, um guia-guiado, guiado pelo Espírito ”.

“O Papa da Família” foi como Francisco definiu por sua vez João Paulo II; uma luz para o caminho rumo ao Sínodo por ele anunciado em outubro de 2013. O Papa os chama de “pastores do povo de Deus”, aos quais recomenda de nos ensinar “a não escandalizar-nos das chagas de Cristo, a entrarmos no mistério da misericórdia divina que sempre espera, sempre perdoa, porque sempre ama”.

Fonte: Vatican News