Vamos rezar pelo Papa e cardeais reunidos em Roma

 

Hoje e amanhã, 7 e 8, acontecerá o primeiro consistório estraordinário convocado pelo Papa Leão IV.

O que é um consitório?

De forma simples, um consistório é uma reunião formal dos cardeais da Igreja Católica, convocada e presidida pelo Papa. O termo vem do latim consistorium, que significava o conselho privado dos imperadores romanos. A Igreja adotou o termo para designar o conselho consultivo do Papa.

 

O que será tratado?

A Evangelii Gaudium e a missão da Igreja, a constituição apostólica Praedicate Evangelium, o papel da Cúria e sua relação com as Igrejas particulares, a sinodalidade, a liturgia. Esses serão os temas centrais dos trabalhos do Consistório extraordinário convocado pelo Papa Leão XIV, o primeiro de seu pontificado. Dois dias de oração, partilha e reflexão, sob o signo da fraternidade e da comunhão, que o Papa viverá com os membros do Colégio Cardinalício, muitos dos quais participaram na manhã desta terça-feira na cerimônia de encerramento da Porta Santa e na Missa da Epifania.

O encontro terá como objetivo “promover um discernimento comum e oferecer apoio e conselho ao Santo Padre no exercício de sua alta e pesada responsabilidade no governo da Igreja universal”.

Vamos participar desta reunião importante rezando e oferecendo nossas contribuições para o Capital de Graças nas intenções do consistório.

 

Mais informações: Vatican News

O Papa fecha a Porta Santa: é bom continuar a sermos peregrinos de esperança

 

Raimundo de Lima – Vatican News  – “Queridos irmãos e irmãs, é bom sermos peregrinos de esperança. E é bom continuar a sê-lo, juntos!”: foram palavras do Santo Padre na solenidade da Epifania do Senhor esta terça-feira, 6 de janeiro, cuja celebração marcou o encerramento do Jubileu da Esperança, com o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro, concluindo assim oficialmente o Ano Santo iniciado em 24 de dezembro de 2024.

Fechamento da Porta Santa da Basílica Vaticana

De fato, a celebração teve início com o rito de fechamento da Porta Santa da Basílica Vaticana, por onde passaram mais de 33 milhões de fiéis e peregrinos ao longo deste Ano jubilar. Na homilia da solene celebração, com a participação de 5.800 fiéis e peregrinos na Basílica e 10 mil que acompanharam a Missa dos telões na Praça São Pedro, Leão XIV destacou:

“A Porta Santa desta Basílica que, por último, hoje foi fechada, recebeu o fluxo de inúmeros homens e mulheres, peregrinos de esperança, a caminho da Cidade cujas portas estão sempre abertas, a nova Jerusalém. Quem foram eles e o que os motivava? No final do Ano Jubilar, questiona-nos com particular seriedade a busca espiritual dos nossos contemporâneos, muito mais rica do que talvez possamos compreender. Milhões deles atravessaram a soleira da Igreja. E o que encontraram? Que corações, que atenção, que acolhimento?”

 

 

início da esperança, ressaltou o Pontífice, lembrando que somos vidas a caminho. Os lugares santos, como as catedrais, as basílicas, os santuários, que se tornaram destinos de peregrinação jubilar, devem difundir o perfume da vida, a impressão indelével de que um outro mundo começou. “Perguntemo-nos: há vida na nossa Igreja? Há espaço para o que está a nascer? Amamos e anunciamos um Deus que nos põe novamente a caminho?”

O Jubileu veio para nos lembrar que é possível recomeçar

Os Magos trazem a Jerusalém uma pergunta simples e essencial: “Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer?”, prosseguiu o Papa. Como é importante que quem atravessa a porta da Igreja sinta que o Messias acaba de nascer ali e que ali se reúne uma comunidade na qual surgiu a esperança e que ali está a acontecer uma história de vida!

“O Jubileu veio para nos lembrar que é possível recomeçar, ou melhor, que estamos ainda no início, que o Senhor deseja crescer no meio de nós, deseja ser o Deus-conosco. Sim, Deus põe em questão a ordem existente: tem sonhos que ainda hoje inspira nos seus profetas; está determinado a resgatar-nos de antigas e novas escravidões; envolve jovens e idosos, pobres e ricos, homens e mulheres, santos e pecadores nas suas obras de misericórdia, nas maravilhas da sua justiça. Não faz barulho, mas o seu Reino já está a germinar em todo o mundo.”

 

 

Quantas epifanias nos são concedidas ou estão prestes a ser concedidas! No entanto, elas devem ser desviadas das intenções de Herodes, dos medos sempre prontos a transformar-se em agressão. “Desde o tempo de João Baptista até agora, o Reino do Céu tem sido objeto de violência e os violentos apoderam-se dele à força”. Esta misteriosa expressão de Jesus, relatada no Evangelho de Mateus, disse o Santo Padre, não pode deixar de nos fazer pensar nos numerosos conflitos com os quais os homens podem resistir e até mesmo atingir o Novo que Deus reserva para todos. Amar a paz e procurá-la significa proteger o que é santo e, por isso mesmo, nascente: pequeno, delicado, frágil como uma criança. À nossa volta, uma economia distorcida tenta tirar proveito de tudo. Vemo-lo: o mercado transforma em negócios até mesmo a sede humana de procurar, viajar e recomeçar.

Maria, Estrela da Manhã, caminhará sempre à nossa frente

Perguntemo-nos: o Jubileu ensinou-nos a fugir desse tipo de eficiência que reduz tudo a um produto e o ser humano a um consumidor? Depois deste ano, estaremos mais capacitados para reconhecer no visitante um peregrino, no desconhecido um buscador, no distante um vizinho, no diferente um companheiro de viagem?

 

 

“O Menino que os Magos adoram é um Bem sem preço, nem medida. É a Epifania da gratuidade. Não nos aguarda em lugares prestigiados, mas nas realidades humildes”, frisou ainda o Pontífice.

O Santo Padre concluiu afirmando-nos que a fidelidade de Deus continuará a surpreender-nos. “Se não reduzirmos as nossas igrejas a monumentos, se as nossas comunidades forem casas, se resistirmos unidos às seduções dos poderosos, então seremos a geração da aurora”, disse, ressaltando por fim que “Maria, Estrela da Manhã, caminhará sempre à nossa frente!”

 

Texto: Vatican News

Imagens: Vatican Media – Youtube

Conclave, eis como se elege o Papa

 

Tiziana Campisi – Vatican News –

Os 133 cardeais eleitores convocados para escolher o 267º Romano Pontífice terão em suas mãos uma cédula retangular com essa escrita na metade superior “Eligo in Summum Pontificem” e “o local para escrever o nome do eleito” na metade inferior e “feita de tal forma que possa ser dobrada em dois”. Tudo isso está meticulosamente descrito na Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis.

A distribuição das cédulas

Preparadas e distribuídas as cédulas pelos cerimoniários (pelo menos duas ou três para cada cardeal eleitor), o último cardeal diácono sorteia, entre todos os cardeais eleitores, três escrutinadores, três encarregados de coletar os votos dos enfermos (infirmarii) e três revisores. Se nesse sorteio forem sorteados os nomes dos cardeais eleitores que, devido a enfermidade ou outro motivo, não puderem desempenhar essas funções, os nomes de outros cardeais serão sorteados em seu lugar. Essa é a fase de pré-escrutínio. Antes que os eleitores comecem a escrever, o secretário do Colégio de cardeais, o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias e os cerimoniários devem deixar a Capela Sistina, depois o último cardeal diácono fecha a porta, abrindo-a e fechando-a quantas vezes forem necessárias, como quando os infirmarii saem para coletar os votos dos enfermos e retornam à Capela.

A votação

Cada cardeal eleitor, em ordem de precedência, depois de ter escrito e dobrado a cédula, segurando-a elevada de modo que fique visível, leva-a ao altar, onde ficam os escrutinadores e sobre o qual é colocado um recipiente coberto com um prato para recolher as cédulas”.

“Chamo como minha testemunha Cristo Senhor, que me julgará, que meu voto é dado àquele que, segundo Deus, considero que deva ser eleito”.

Essa é a fórmula que cada cardeal dirá em voz alta. Em seguida, ele coloca a cédula no prato e, com isso, a introduz no recipiente. Ao término, ele se curva diante do altar e retorna ao seu assento. Os cardeais eleitores presentes na Capela Sistina, que não podem ir ao altar por estarem enfermos, têm a ajuda do último dos escrutinadores que se aproxima deles: depois de pronunciar o juramento, eles entregam a cédula dobrada ao escrutinador, que a leva bem visivelmente ao altar e, sem pronunciar o juramento, a coloca no prato e, com isso, a introduz no recipiente.

Como votam os cardeais enfermos

Se houver cardeais eleitores enfermos em seus quartos, os três infirmarii vão até lá com um número apropriado de cédulas em uma pequena bandeja e uma caixa entregue pelos escrutinadores e aberta publicamente por eles, para que os outros eleitores possam ver que está vazia, e depois fechada com uma chave colocada no altar. Essa caixa tem uma abertura na parte superior pela qual uma cédula dobrada pode ser inserida. Os enfermos votam da mesma forma que os outros cardeais e, em seguida, os infirmarii levam a caixa de volta à Capela Sistina, que é aberta pelos escrutinadores depois que os cardeais presentes depositam seu voto. Os escrutinadores contam as cédulas na caixa e, depois de verificar que seu número corresponde ao dos enfermos, colocam-nas uma a uma no prato e, com isso, introduzem todas juntas no receptáculo.

O escrutínio

Após todos os eleitores terem colocado suas cédulas na urna, o primeiro escrutinador sacode a urna várias vezes para embaralhar as cédulas e, imediatamente depois, o último escrutinador procede à contagem das cédulas, retirando-as visivelmente uma a uma da urna e colocando-as em outro recipiente vazio. Se o número de cédulas não corresponder ao número de eleitores, todas elas deverão ser queimadas e uma segunda votação deverá ser realizada imediatamente. Se, ao invés, corresponder ao número de eleitores, segue-se a contagem. Os três escrutinadores sentam-se em uma mesa em frente ao altar: o primeiro pega uma cédula, abre-a, observa o nome do eleito e a passa para o segundo, que, depois de verificar o nome do eleitor, a passa para o terceiro, que a lê em voz alta – para que todos os eleitores presentes possam marcar o voto em uma folha reservada para isso – e anota o nome lido. Se, durante a apuração, os escrutinadores encontrarem duas cédulas dobradas de modo que pareçam ter sido preenchidas por um único eleitor, se elas tiverem o mesmo nome, serão contadas como um único voto; se, ao invés, tiverem dois nomes diferentes, nenhum dos votos será válido, mas em nenhum dos casos a votação será anulada. Quando a contagem das cédulas termina, os escrutinadores somam os votos obtidos pelos vários nomes e os anotam em uma folha de papel separada. O último dos escrutinadores, na medida em que lê as cédulas, perfura-as com uma agulha no ponto em que a palavra Eligo está localizada e as insere em uma linha, para que possam ser preservadas com mais segurança. Quando a leitura dos nomes é concluída, as pontas da linha são amarradas com um nó e as cédulas são colocadas em um recipiente ou em um dos lados da mesa. A este ponto, os votos são contados e, depois de conferidos, as cédulas são queimadas em um fogão de ferro fundido usado pela primeira vez durante o Conclave de 1939. Um segundo fogão, de 2005, conectado, é usado para os produtos químicos que devem dar a cor preta no caso de não eleição e branca no caso de eleição.

O quorum necessário

São necessários pelo menos 2/3 (dois terços) dos votos para eleger o Romano Pontífice. No caso específico do Conclave que começará na quarta-feira, 7 de maio, serão necessários 89 votos para eleger o Papa, sendo que o número de cardeais eleitores é 133.

Independentemente de o Papa ser eleito ou não, os revisores devem verificar as cédulas e as anotações feitas pelos escrutinadores, para garantir que eles tenham cumprido sua tarefa com exatidão e fidelidade. Imediatamente após a revisão, antes que os cardeais eleitores deixem a Capela Sistina, todas as cédulas são queimadas pelos escrutinadores, com a ajuda do secretário do Colégio e dos cerimoniários, chamados nesse meio tempo pelo último cardeal diácono. Se, ao invés, uma segunda votação for realizada imediatamente, as cédulas da primeira votação serão queimadas somente no final, juntamente com as da segunda votação.

Votações

As votações são feitas todos os dias, duas vezes pela manhã e duas vezes à tarde, e se os cardeais eleitores tiverem dificuldade em chegar a um acordo sobre a pessoa a ser eleita, após três dias sem resultado, as votações são suspensas por no máximo um dia, para uma pausa de oração, discussão livre entre os eleitores e uma breve exortação espiritual, feita pelo primeiro cardeal da ordem dos diáconos. A votação é então retomada. Depois de sete escrutínios, se a eleição não tiver ocorrido, há outra pausa para oração, conversação e exortação, feita pelo cardeal primeiro da ordem dos presbíteros. Em seguida, outra série de sete escrutínios é eventualmente realizada e, se a eleição não tiver ocorrido, há outra pausa para oração, conversação e exortação, realizada pelo cardeal primeiro da ordem dos bispos. Em seguida, a votação é retomada, com um máximo de sete escrutínios. Se não houver eleição, um dia é reservado para oração, reflexão e diálogo e, nas votações subsequentes, a escolha deve ser feita entre os dois nomes que receberam o maior número de votos no escrutínio anterior. Nesses escrutínios, também é necessária uma maioria qualificada de pelo menos dois terços dos cardeais presentes e votantes, mas, nessas votações, os dois cardeais para os quais se pede o voto não podem votar.

 

Fonte: Vatican News

Foto: Fotografia Religiosa

Domingo da Palavra de Deus: “Espero na tua Palavra”

Hoje, 26 de janeiro, será celebrado o VI Domingo da Palavra de Deus, dia instituído pelo Papa Francisco em 30 de setembro de 2019 para recordar a importância das Sagradas Escrituras. O lema desta edição é um versículo do Salmo 119: “Espero na tua Palavra”. O Papa irá presidir a celebração da missa na Basílica de São Pedro, no Vaticano, às 9h30 do horário italiano, 5h30 do horário de Brasília. Ao final da liturgia, será entregue o Evangelho de Lucas aos presentes com a intenção, que já se tornou uma tradição, de divulgar a Palavra de Deus de forma tangível.

Durante a celebração, o Papa irá conferir o ministério do Leitorado a 40 fiéis leigos, homens e mulheres, de diferentes nações: 4 da Albânia, 3 da Argentina, 5 da Áustria, 1 da Bolívia, 4 do Brasil, 5 das Filipinas, 1 da Islândia, 6 da Itália, 5 do México, 1 da Polônia, 5 da Eslovênia. Cada um deles, de acordo com o rito, receberá um exemplar da Bíblia Nova Vulgata.

Para apoiar os fiéis em seu crescimento espiritual e no aprofundamento da compreensão da Palavra de Deus, a Seção para as Questões Fundamentais da Evangelização no Mundo do Dicastério para a Evangelização disponibilizou on-line, em seis idiomas, um subsídio litúrgico-pastoral gratuito, que pode ser baixado do site oficial “evangelizatio.va” (para baixar o documento em português BAIXAR AQUI). Trata-se de um instrumento que oferece propostas para favorecer um encontro profundo com a Palavra de Deus na comunidade, na família, na vida cotidiana, e inclui também artigos, meditações, textos para a Adoração e sugestões pastorais.

Neste final de semana, em Roma se celebra o Jubileu do Mundo das Comunicações. Iniciou na sexta, 24, quando a Igreja celebrou a memória de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas. Para este dia, como é de costume, o Papa Francisco lançou a mensagem para o 59º Dia Mundail das Comunicações Sociais. (Para ler o texto CLICAR AQUI)

Fonte: Vatican News

Rumo ao Ano Santo de 2025

 

Você sabia que no próximo ano, 2025, a Igreja viverá mais um Ano Santo da Redenção?

O que é o Jubileu?

“Jubileu” é o nome de um ano particular: a palavra parece derivar do instrumento que se usava para indicar o seu início; trata-se do yobel, o chifre do carneiro, cujo som anuncia o Dia da Expiação (Yom Kippur). Esta festa da tradição judaica recorre a cada ano, mas assume um significado especial quando coincide com o início do ano jubilar. Encontramos uma primeira ideia disto na Bíblia: o ano jubilar tinha que ser convocada a cada 50 anos.

Bonifácio VIII, em 1300, proclamou o primeiro Jubileu, também chamado de “Ano Santo”, porque é um tempo no qual se experimenta que a santidade de Deus nos transforma. A sua frequência mudou ao longo do tempo: no início era a cada 100 anos; passou para 50 anos em 1343 com Clemente VI e para 25 em 1470 com Paulo II. Também há jubileus “extraordinários”: por exemplo, em 1933 Pio XI quis recordar o aniversário da Redenção e em 2015 o Papa Francisco proclamou o Ano da Misericórdia. A forma de celebrar estes anos também foi diferente: na sua origem, fazia-se a visita às Basílicas romanas de São Pedro e São Paulo, portanto uma peregrinação, mais tarde foram-se acrescentando outros sinais, como a Porta Santa. Ao participar no Ano Santo, vive-se a indulgência plenária.

 

O lema do Jubileu de 2025

Face a um mundo que sofre com guerras, incertezas e ainda comas consequências da pandemia, o Papa Francisco escolheu como lema para o ano do jubileu: ‘Peregrinos de Esperança’. Diz o Papa na carta em que anunciou o jubileu:  “Devemos manter acesa a chama da esperança que nos foi dada e fazer todo o possível para que cada um recupere a força e a certeza de olhar para o futuro com espírito aberto, coração confiante e mente clarividente. O próximo Jubileu poderá favorecer imenso a recomposição dum clima de esperança e confiança, como sinal dum renovado renascimento do qual todos sentimos a urgência”.

 

O logotipo do jubileu

O logotipo representa quatro figuras estilizadas para indicar a humanidade dos quatro cantos da Terra. As figuras estão abraçadas cada uma à outra, para indicar a solidariedade e a fraternidade que unem os povos. O que está à frente está agarrado à cruz. É o sinal não só da fé que abraça, mas da esperança que nunca pode ser abandonada, porque precisamos dela sempre e sobretudo nos momentos de maior necessidade.

Observemos as ondas que estão em baixo e que se movem, para indicar que a peregrinação da vida nem sempre se move em águas tranquilas. Muitas vezes eventos pessoais e eventos mundiais impõem com maior intensidade o chamamento à esperança. É por isso que devemos prestar atenção à parte inferior da cruz, que se prolonga, transformando-se numa âncora, que se impõe ao tumulto das ondas.

Como se sabe, a âncora tem sido muitas vezes usada como metáfora da esperança. A âncora da esperança, na verdade, é o nome que na gíria marítima é dado à âncora de reserva, utilizada pelas embarcações em manobras de emergência para estabilizar o barco durante as tempestades.

Não ignoremos o fato que a imagem mostra como o caminho do peregrino não é um acontecimento individual mas comunitário, com a marca de um dinamismo crescente que tende cada vez mais para a Cruz. A Cruz não é de modo algum estática, mas também ela dinâmica, curva-se para a humanidade como que para ir ao seu encontro e não a deixar sozinha, mas oferecendo a certeza da presença e a segurança da esperança. Finalmente, vê-se claramente o lema do Jubileu de 2025 com a cor verde: Peregrinantes em Spem. (Peregrinos de esperança)

 

Fonte: jubilaeum2024.va

 

 

Sínodo: o que é importante saber?

 

De 4 a 24 de outubro deste ano acontecerá a primeira parte do Sínodo dos bispos, ou seja, uma Assembleia de bispos, representantes do episcopado do mundo inteiro, que se ocupará justamente com o tema da sinodalidade da Igreja. Desta vez, o sínodo será em duas etapas. A segunda será em outubro do ano que vem.

Este é um evento muito importante na vida da Igreja, por isso vale a pena ocupar-nos com ele.

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1) O que significa a palavra “sínodo”?

O termo “sínodo” deriva do grego “sýnodos”, que significa “reunião”. O termo é composto pelo prefixo “syn” (junto com/junto de/junto a) e pelo substantivo “hodós” (caminho). O verbo grego synodéo significa “fazer um caminho com alguém”.

2) O que é o “Sínodo dos Bispos”?

A Constituição Dogmática Lumen Gentium, no seu n. 22, apresenta o episcopado como um “Colégio” que tem à sua frente o sucessor de Pedro, o Papa. Assim procedendo, o documento deixou claro que cabe aos bispos, sempre em união com o Romano Pontífice, em virtude do múnus de ligar e desligar que também receberam, enquanto sucessores dos Apóstolos, participar ativamente nas decisões que afetam a vida eclesial.

 

 

Assim se exprime a Lumen Gentium em um trecho do n. 22:

“Enquanto composto de muitos, este Colégio exprime a variedade e a universalidade do Povo de Deus; e enquanto unido sob um Chefe, exprime a unidade do rebanho de Cristo. Nele, os Bispos, respeitando fielmente o primado e o principado de seu Chefe, gozam do poder próprio para o bem dos seus fiéis e mesmo para o bem de toda a Igreja, revigorando sempre o Espírito Santo sua estrutura orgânica e a sua concórdia.”

A constituição, de fato, deste Sínodo se deu em 15 de setembro de 1965, pelo Papa Paulo VI, através da Carta Apostólica sob a forma de Motu Proprio “Apostolica Sollicitudo”. Ali se define o que seja o Sínodo dos Bispos, de acordo com o pensamento dos padres conciliares expresso na Lumen Gentium. A função do sínodo é “consultiva” (edocendi et concilia dandi se afirma no original latino). Contudo, o Sínodo pode ter uma função deliberativa, sendo que esta precisa ser ratificada pelo Romano Pontífice.

O decreto Christus Dominus, sob o múnus pastoral dos bispos na Igreja, assim se exprime no seu n. 5 com relação ao Sínodo dos Bispos recém instituído: “Alguns Bispos das diversas regiões do mundo, escolhidos do modo e processo que o Romano Pontífice estabeleceu ou vier a estabelecer, colaboram mais eficazmente com o pastor supremo da Igreja formando um Conselho que recebe o nome de Sínodo Episcopal. Este Sínodo, agindo em nome de todo o Episcopado católico, mostra ao mesmo tempo que todos os Bispos em comunhão hierárquica participam da solicitude por toda a Igreja.”

Together: Uma vigília para toda a Igreja – Vamos juntos?

A preparação espiritual para esse grande encontro terá, como ápice, uma vigília no Vaticano, convocada pelo Papa Francisco.

No dia 30 de setembro, acontece a iniciativa “Together – Encontro do Povo de Deus” e a Vigília Ecumênica de Oração, presidida pelo Santo Padre na Praça de São Pedro. Ela será na véspera da XVI Assembleia Geral, pedindo o Espírito Santo sobre todos que participarão do Sínodo.

A organização deste evento está a cargo da Comunidade Taizé. Será transmitida ao vivo, pelos canais de comunicação do Vaticano. Por ser ecumênica, terá representantes de diferentes denominações, unindo-se em louvor e silêncio, na escuta da Palavra.

O público alvo convocado para a vigília são os jovens, entre os 18 e 35 anos, de todas as confissões eclesiais. Eles terão atividades durante todo o final de semana em Roma. No entanto, todas as pessoas, de todas as idades, são também convidadas a tomar parte desse momento.

Schoenstatt Together no Santuário Original e no mundo

Unidos à toda a Igreja, também o Movimento Apostólico de Schoenstatt se une nessa vigília de oração.

No Santuário Original acontece um momento de oração pelo Sínodo no dia 30 de setembro, das 20 às 21 horas (no Brasil, segundo o horário de Brasília será das 15h às 16h).

– Você pode acompanhar a transmissão pela webcam e participar desse momento especial: acesse aqui a webcam.

Pessoas de todo o Movimento são também convidadas a organizar um momento de oração pelo Sínodo, durante o final de semana do dia 30. Os grupos podem se reunir nos Santuários, nas Paróquias, nos Santuários Lares, onde for possível, para juntos rezarem pelo Sínodo.

Você encontra mais informações sobre o evento neste site – https://together2023.net/

 

Com informações de: Vatican News e schoenstatt.ogr.br

Dia 23 de julho, Terceiro Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

Domingo, 23 de julho, celebra-se o Terceiro Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que este ano tem como tema “«De geração em geração, a sua misericórdia»” (Lc 1, 50).

Em Roma, o cerne da celebração será a Santa Missa, presidida pelo Papa Francisco às 10h na Basílica de São Pedro.

Mais de 6000 pessoas participarão da missa, entre os quais muitos idosos oriundos de toda a Itália: avós acompanhados pelos netos e famílias, idosos convidados de casas de repouso e residências de saúde, bem como muitas pessoas idosas envolvidos na vida paroquial, diocesana e associativa.

No final da celebração, cinco idosos– representando os cinco continentes – entregarão simbolicamente a Cruz do Peregrino da JMJ a cinco jovens que partem para Lisboa, significando a transmissão da fé de geração em geração. O gesto de envio pretende representar também o compromisso que os idosos e avós assumiram, a convite do Santo Padre, de rezar pelos jovens que partem e acompanhá-los com a sua bênção.

 

 

A Diocese de Roma entregará a todos os participantes da celebração em São Pedro a oração pelo Terceiro Dia Mundial e a mensagem do Papa Francisco aos avós e aos idosos.

O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida reitera o convite a celebrar o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos em todas as dioceses do mundo através de uma missa dedicada a eles e da visita aos idosos sozinhos. Aqueles que realizam esses gestos recebem uma indulgência plenária.

Nesse sentido, dois exemplos de comemorações, das muitas que se realizarão no mundo, são o da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que celebrará uma missa com os idosos no Santuário de Aparecida (https://www.cnbb.org.br/3a-jornada-mundial-dos-avos-e-dos-idosos/ ) e o da Conferência Episcopal do Canadá, que lançou um vídeo para convidar os jovens a visitar os idosos em casas de repouso (https://youtu.be/XZTn7V-tkbk).

O Comitê Organizador Local da JMJ de Lisboa associou-se ao convite do Papa Francisco, lançando duas iniciativas: queridosavos.pt https://queridosavos.pt/, para promover uma rede de oração de avós e pessoas idosas para acompanhar os jovens que partem para Lisboa, e um desafio nas redes sociais onde convida todos os jovens a visitar os avós antes da jornada e a tirarem uma fotografia ou a gravarem um vídeo com eles.

 

Fonte: Vatican News

Fotos: pixabay.com

Papa recebe bispos do Rio Grande do Sul em visita ad Limina

As imagens da visita Ad Limina ao Vaticano

Andressa Collet – Cidade do Vaticano – No penúltimo dia de visita ad Limina Apostolorum no Vaticano nesta quinta-feira (5), os 23 bispos e arcebispos do Rio Grande do Sul foram recebidos pelo Papa Francisco. Eles representam as quatro arquidioceses e as 14 dioceses do Regional Sul 3 da CNBB. São eles: 4 arcebispos, 15 bispos ativos, 3 bispos eméritos (aposentados) e o padre Silvio Jorge Mazzarolo, administrador diocesano de Cruz Alta. O arcebispo de Porto Alegre e primeiro vice-presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, comentou que foram duas horas de encontro com o Pontífice, de uma “conversa intensa”:

“Intensa porque marcada pelo espírito de proximidade, de fraternidade, de liberdade. Já no início da audiência, o Santo Padre nos propôs um diálogo aberto, franco, sem questões pré-fixadas. Éramos livres para trazer quaisquer questões que achássemos conveniente apresentar naquele momento de diálogo.”

Na conversa foram abordados vários assuntos, como a própria Guerra na Ucrânia, que tem ganhado destaque da imprensa internacional, mas não só, acrescentou o arcebispo, porque Francisco recordou com insistência “das tantas guerras que estão em curso ao longo do globo. Há tempos ele vem afirmando que estamos vivendo uma Terceira Guerra Mundial em pedaços e isso é uma verdade”.

Sinodalidade, América Latina e Pacto pela Educação

O primeiro vice-presidente da CNBB disse ao Vatican News que também foi abordado o tema da sinodalidade “e com muita liberdade e com um espírito muito bonito”. Ao ser questionado sobre assuntos regionais, isto é, a América Latina, o Papa também deu a sua mensagem:

“Pedimos a ele uma palavra sobre a América Latina, como ele vê e como ele analisa a realidade da nossa América Latina e do Brasil, sem esquecer os nossos presbíteros, e com um destaque todo especial ao Pacto pela Educação, essa iniciativa inaugurada pelo próprio Santo Padre que vem alcançando e conquistando sempre mais adeptos à proposta.”

Comunhão fortalecida pela evangelização

A visita ao Vaticano termina oficialmente nesta sexta-feira (6), após uma semana em que o grupo participou de reuniões e encontros em diversos Dicastérios, Congregações, Conselhos Pontifícios e Comissões. Além disso, o grupo também apresentou um relatório sobre a situação da arqui/diocese de cada um, um material que não consiste especificamente em uma prestação de contas, mas uma explanação sobre a situação de cada Igreja Local.

A viagem está terminando com saldo positivo e após dois anos de espera, já que precisou ter sido cancelada ainda em 2020 por causa da pandemia da Covid-19. Assim, depois de 13 anos desde a última visita ad Limina em 2009, o grupo retorna ao Brasil com a comunhão pela evangelização fortalecida através do encontro com o Papa Francisco:

“Foi um momento rico de diálogo de proximidade. Eu diria até de humor, porque em determinados momentos, com muita simplicidade, de vez enquanto vinha uma tirada, vinha uma ‘battuta’, como se diz em italiano, e que ajudava a tornar o momento ainda mais agradável. Agora, retornamos para as nossas dioceses, certamente incentivados e sentindo mais fortemente ainda a comunhão que nos une nesta obra de evangelização tão necessária em favor do nosso povo e da nossa gente.”

Fotos e fonte: Vatican News

Em 25 de março, o Papa consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria

“Na sexta-feira, 25 de março, durante a Celebração da Penitência que presidirá às 17h na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria. O mesmo ato será realizado, no mesmo dia, em Fátima pelo esmoleiro do Papa, cardeal Konrad Krajewski, enviado do Santo Padre.”

A notícia foi dada, numa nota, pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. O dia da Festa da Anunciação do Senhor foi escolhido para a consagração.

Nossa Senhora, na aparição de 13 de julho de 1917, em Fátima, pediu a consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração, afirmando que, se este pedido não fosse atendido, a Rússia espalharia “seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja”. “Os bons”, acrescentou, “serão martirizados, o Santo Padre sofrerá muito, várias nações serão destruídas”. Depois das aparições de Fátima houve vários atos de consagração ao Imaculado Coração de Maria: Pio XII, em 31 de outubro de 1942, consagrou o mundo inteiro, e em 7 de julho de 1952, consagrou os povos da Rússia ao Imaculado Coração de Maria na Carta Apostólica Sacro vergente anno:

Assim como há alguns anos atrás consagramos o mundo ao Imaculado Coração da Virgem Mãe de Deus, agora, de forma muito especial, consagramos todos os povos da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.

Paulo VI, em 21 de novembro de 1964, renovou a consagração da Rússia ao Imaculado Coração na presença dos Padres do Concílio Vaticano II. O Papa João Paulo II compôs uma oração para o que definiu de “Ato de entrega” a ser celebrado na Basílica de Santa Maria Maior em 7 de junho de 1981, Solenidade de Pentecostes. Este é o texto:

Ó Mãe dos homens e dos povos, Tu conheces todos os seus sofrimentos e as suas esperanças, Tu sentes maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas que abalam o mundo, acolhe o nosso clamor no Espírito Santo diretamente ao teu coração e abraça com o amor de Mãe e de Serva do Senhor aqueles que esperam mais este abraço, junto com aqueles que cuja entrega Tu também esperas de modo particular. Tomai sob a tua proteção materna toda a família humana que, com carinho afetuoso, a Ti, ó mãe, nós confiamos. Que se aproxime para todos o tempo da paz e da liberdade, o tempo da verdade, da justiça e da esperança.

Depois, para responder mais plenamente aos pedidos de Nossa Senhora, quis explicitar durante o Ano Santo da Redenção o ato de entrega de 7 de Junho de 1981, repetido em Fátima a 13 de maio de 1982. Em memória do Fiat pronunciado por Maria no momento da Anunciação, em 25 de março de 1984, na Praça São Pedro, em união espiritual com todos os bispos do mundo, previamente “convocados”, João Paulo II confiou todos os povos ao Imaculado Coração de Maria:

E por isso, ó Mãe dos homens e dos povos, Tu que conheces todos os seus sofrimentos e todas as suas esperanças, Tu que sentes maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas, que abalam o mundo contemporâneo, acolhe o nosso grito que, movido pelo Espírito Santo, dirigimos diretamente ao teu Coração: abraça com amor de Mãe e Serva do Senhor, este nosso mundo humano, que Te confiamos e consagramos, cheio de inquietude pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos. De modo especial Te confiamos e consagramos aqueles homens e nações que têm necessidade particular desta entrega e consagração.

Em junho do ano 2000, a Santa Sé revelou a terceira parte do segredo de Fátima e o então arcebispo Tarcisio Bertone, secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, sublinhou que irmã Lúcia, numa carta de 1989, tinha confirmado pessoalmente que este ato de consagração solene e universal correspondia ao que Nossa Senhora queria: “Sim, foi feito”, escreveu a vidente, “como Nossa Senhora havia pedido, em 25 de março de 1984”.

Fonte: Vatican News

Foto: cathopic.com

“Nunca mais!”, os apelos dos Papas contra a guerra

“Nunca mais a guerra! A paz deve guiar o destino dos povos e de toda a humanidade”. Desde o grito de Paulo VI na ONU, em 4 de outubro de 1965, à advertência de João Paulo II aos jovens no Angelus de 16 de março de 2003, “Nunca mais a guerra”, até as palavras de Francisco, na audiência de 23 de março de 2022: “Jesus nos ensinou que à diabólica insensatez da violência se responde com as armas de Deus, a oração e o jejum”. Um vídeo com os apelos dos Pontífices contra a guerra.

Assista e compartilhe esta mensagem pela paz!

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Fonte: Vatican News

Foto de capa: pixabay.com