Alegrai-vos: O Senhor está próximo!

Márcia Kazumi – Assim clama a Igreja no 3º Domingo do Advento – conhecido como ‘Domingo da alegria’ ou ‘Domingo Gaudete’ – que nos convida a alegrar-nos no Senhor, cuja vinda se aproxima.

“Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!” A profunda alegria que se irradia destas palavras nasce da consciência do povo e de toda terra de Israel pela escolha de Deus. E Israel rejubila-se e alegra-se por causa de sua eleição. O Pe. José Kentenich interpretou a leitura do 3º domingo do Advento em 1930 dizendo: “Schoenstatt, levanta-te, sobe ao alto e contempla a alegria que virá sobre ti, a alegria do teu Deus! ”

Alegrai-vos! “Gaudete!”
É um belo convite, não é mesmo? E por que motivo devemos nos alegrar? São Paulo nos dá a resposta: porque o “Senhor está próximo! “Daqui a poucos dias celebramos o Natal, a festividade da vinda de Jesus”. E este é um grande motivo de alegria e essa alegria se completa quando reconhecemos a sua misericórdia e bondade como Pe. Kentenich reconheceu quando expressou com alegria: “Deus é Pai, Deus é bom e bom é tudo o que Ele faz!”

As duas primeiras semanas do Advento nos convidaram a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador no fim dos tempos. A partir da terceira semana, o convite é para nos prepararmos mais especialmente para o nascimento de Jesus em Belém. Schoenstatt também participa de modo especial na alegria e no júbilo do povo de Israel. Pe. Kentenich, no ofício das Matinas do “Rumo ao Céu”, nos apresenta o motivo da alegria que deve perpassar nossos corações nesta terceira semana do advento:

“A Schoenstatt, Deus, benigno escolheu”.
Deus escolheu entre todos os lugares, o “belo lugar” – Schoenstatt! O pequeno Santuário de onde jorra abundantes graças de salvação. Desta forma, podemos considerar que a Família de Schoenstatt é o povo escolhido – a nova Jerusalém que a Mãe Três Vezes Admirável e o seu Divino Filho tomaram posse. E como Israel, Schoenstatt rejubila-se e alegra-se por causa de sua eleição através da Aliança de Amor de 1914.

Neste Terceiro domingo do Advento, tiremos um tempo para reflexão, perguntando-nos:

– Onde está a fonte de minha alegria? Com o que meu coração se alegra?

Que sejamos como Maria, portadores de Cristo e com amor e alegria possamos preparar o ‘Belém’ do Senhor em nosso próprio coração. Pela Aliança de Amor, contemplemos a alegria de Deus que virá a nós, nos preparando para vivenciá-lo plenamente com a expectativa que vivia o povo de Israel e o desejo que abrasou o coração de Maria.

Como presente ao Menino Jesus que virá, vamos transmitir a alegria de Deus, por meio de um sorriso e procurar olhar mais para as pessoas por onde passamos para que o amor reine neste mundo tão sofrido pelo individualismo.

“Querida Mãe e Rainha, com os anjos do céu nós te louvamos:
Alegra-te Maria, filha do Altíssimo, porque o Senhor fez maravilhas em ti e na tua humildade proclamaste a santidade de Deus!
Alegra-te Maria, Mãe de Deus porque meditando a palavra do Senhor, surpreendeste a aurora, pois em ti nascia o Sol da Justiça!
Alegra-te portadora de Deus!
Mãe dá-nos de tua alegria e que nosso coração possa rejubilara com o teu na certeza que o Senhor vira e não tardará!
Mae, quem me dera ser como tu!”

Com o Pe. Kentenich, rezamos também:
“O teu Santuário é para nós Belém, agradável a Deus pelo raiar do sol. Aí, virginalmente, deste à luz o Senhor, que te elegeu para Mãe e Companheira; na tua admirável fecundidade trouxeste-nos o Sol de justiça. Para que o nosso tempo possa contemplar a Luz eterna, rumo ao céu benignamente, erigiste Schoenstatt; como Portadora de Cristo enviada por Deus, queres, a partir do Santuário, percorrer o mundo em trevas.

Com alegria, submerge de novo o Senhor na minha alma, para que como tu, eu me assemelhe a Ele, em tudo; torna-me portador de Cristo para o nosso tempo, para que assim resplandeça no mais claro brilho do sol.” (RC 186 – 189)

Fonte: schoenstatt.org.br

O Natal depende de cada um de nós

Ir. Fabiana Maria Costa – Neste dia 15, iniciamos nossa novena a caminho de Belém e queremos, como Família de Schoenstatt, recordar o fato histórico de um “Milagre da Noite Santa”: Padre José Kentenich, após 14 anos de exílio, pôde celebrar, à meia noite, a Missa de Natal no Santuário Original.

Ele viveu um longo advento preparando seu coração; um advento de anos de espera, silêncio, confiança, para que Cristo nascesse sempre de novo em nosso Santuário Belém. Tudo o que é grande nasce e desabrocha no silêncio.

Em 6 de dezembro de 1931, Pe. Kentenich disse: “Tenho a impressão de que o renascimento de Cristo aqui em Schoenstatt depende essencialmente de nós. Depende essencialmente de que eu, pessoalmente, celebre o Advento, de que eu, pessoalmente, me introduza nos afetos de saudade de um coração purificado, como eles ressoaram a seu tempo do coração da querida Mãe de Deus. É certo este pensamento? Será que o Natal é dependente do Advento que celebramos aqui em Schoenstatt, nós que estamos aqui fisicamente? Mas também do Advento que celebram todos os filhos de Schoenstatt que, espiritualmente, estarão unidos conosco? ”

O Natal depende de nossa preparação pessoal Natal depende de nossa preparação pessoal, da fidelidade de cada filho de Schoenstatt à Aliança de Amor, assim, o Santuário se tornará o novo Belém onde Cristo nasce novamente. Que Jesus, o Príncipe da Paz, conceda abundantes graças às nossas famílias, à nossa Pátria e para toda a humanidade.

Fonte: schoenstatt.org.br

Cinco “torres” para viver o espírito da Imaculada

 

Viver e incorporar o espírito da Imaculada é uma missão para cada cristão e uma tarefa especial para a Família de Schoenstatt. O Pe. José Kentenich nos deixa essa incumbência, que é característica essencial da Obra de Schoenstatt: uma terra de pureza.

E, como grande pedagogo, nosso Pai e Fundador não só nos deixa o pedido, ele também nos orienta e estimula. Vejamos cinco dicas fundamentais que ele nos dá para vivermos o espírito da Imaculada, as chamadas “Cinco Torres da Pureza”:

 

1ª Torre: Magnânimo e terno amor a Deus

A proteção mais segura para a pureza é um amor grande, iluminado e terno a Deus.

Todo amor nobre tem sua fonte e sua coroa, sua proteção e segurança, no amor a Deus.
O que aumenta o amor a Deus serve, ao mesmo tempo, para o crescimento da castidade de estado. Quanto maior for o amor a Deus, tanto mais assegurada está a pureza.

O amor primitivo busca-se a si mesmo, o amor verdadeiro busca o amado e seus interesses.
O amor tende à profunda entrega e ao delicado respeito. Respeito é o estremecer ante a grandeza do outro.

O coração humano é muito grande e semelhante a Deus para poder encontrar plena tranquilidade, satisfação e contentamento em qualquer criatura, ainda que esta seja a mais perfeita. Cedo ou tarde, todas as criaturas apontarão para cima de si, ao alto, bradando, jubilosas. Ao que tem sede de amor: sobe mais ao alto, até te reencontrares no coração do Amor eterno.

Quem ama é para o amado um despertar e caminho que conduz ao Amor eterno.
Para que o amor não se escravize e não arraste para baixo, ele exige frequentes renúncias e se prepara para grandes desilusões. O amor que não sabe renunciar assemelha-se ao fogo, que sufoca na própria fumaça.

Quem ama verdadeiramente a Deus, penetra profundamente na misericórdia e grandeza divina, mas também, em sua própria contingência e miséria.

 

2ª Torre: Profunda humildade

Se o amor é a mãe de todas as virtudes, a humildade pode ser considerada como sua ama. Todas, sem exceção, também a pureza, se alimentam e vivem de sua força.
A verdadeira humildade, junto com o amor de Deus, é o meio mais seguro e mais necessário à proteção da pureza. Seus alicerces são a veracidade e a justiça. A verdade indica ao homem o lugar que lhe compete. A justiça trata o homem como ele merece.

A humildade estabelece a harmonia entre o menosprezo e apreço de si mesmo.
O menosprezo a si mesmo se fundamenta no reconhecimento dos limites e misérias humanas; a valorização de si mesmo, no alegre reconhecimento dos dons e das graças recebidas de Deus.
Como o corpo necessita de luz, ar e água para sua saúde, assim a alma precisa de humildade e humilhação.

A Sagrada Escritura considera o orgulho a origem de todos os pecados, por isso, a humildade deve influir em todas as virtudes e, não em último lugar, na pureza.

A bondade paternal de Deus sabe dirigir tudo para o bem de seus filhos. Ele permite os movimentos desordenados na vida instintiva, a fim de que experimentemos nossa fraqueza e encontremos o caminho a seu coração. Ele nos ajuda a dominar pouco a pouco, nossos instintos inferiores.

A humildade vive da desconfiança nas próprias forças e da confiança no poder divino.
A sadia desconfiança desperta na alma a prudência, o respeito e a docilidade.

Em todas as aflições da carne, a pessoa humilde diz como São Paulo: Quem me libertará deste aguilhão? – Como o Apóstolo das gentes, também ele se dá a resposta: “A graça divina, por Cristo, Nosso Senhor… Tudo posso n’ Aquele que me conforta”!

Quem quiser reconquistar ou conservar sua pureza, sem procurar constante contato com Deus, na oração e nos sacramentos, assemelha-se ao pássaro que tenta voar com as asas quebradas.

 

3ª Torre: Mortificação iluminada e eficaz

Genuíno amor a Deus e profunda humildade sempre estão intimamente unidos à terceira torre protetora: a mortificação!

Toda mortificação iluminada fortalece a resistência da alma e, por isso, influi beneficamente nas reações menos nobres da vida instintiva.

Desde o pecado original, há profunda cisão entre a vida instintiva, espiritual e sobrenatural. A vida instintiva luta constantemente e com todas as forças contra a vida do espírito. Não quer mais servir, mas dominar. Desde então, o corpo não é súdito dócil, submisso e tranquilo, porém, um revolucionário inquieto. A mortificação tem a tarefa de tirar as rédeas do homem instintivo e colocá-las nas mãos do homem espiritual e divinizado.

A mortificação não significa destruir a beleza e a saúde do corpo, ou quebrantar as forças nobres da vigorosa vida instintiva, porém, colocar ambos a serviço da alma. Por isso, a mortificação sempre deve ser prudente e iluminada.

Desde o pecado original não existe pureza sem mortificação sábia e constante.
A natureza da mortificação, em geral, é determinada pela confissão, pela profissão, pelas circunstâncias e as inspirações interiores. A liturgia nos oferece sábia direção neste sentido.

 

4ª torre: Dedicação no trabalho

A educação à pureza e ao trabalho está intimamente vinculada. Quem sempre estiver ocupado com coisas úteis e sérias, preserva-se de muitas lutas e tentações.

Trabalho é participação na atividade criadora e comunicadora de Deus. Sendo o homem imagem natural e sobrenatural de Deus, participa, por sua atividade, em seu poder e amor.
Quem não pode realizar algo para os outros, sente-se inútil, complexado e se perde rapidamente nas exigências de seus instintos inferiores.

Quanto mais o homem servir ao outro com nobreza criadora e comunicativa, tanto mais cresce nele a sã consciência de seu valor e o desejo de preservar-se de tudo o que o arrasta para baixo. Quanto mais sadio for o homem e desenvolver suas forças criadoras em seu trabalho, tanto menos essas forças o impulsionam ao desdobramento em níveis inferiores.

Se o trabalho for só “ocupação”, o homem já não é criador, mas simplesmente “leitor” e deve preparar-se para fortes reações e descargas instintivas. O trabalho mecânico, não criador, pode ser libertado dos perigos que encerra para a pureza e a moral, quando for relacionado a uma ideia espiritual.

Quem carrega a “cruz de seu trabalho”, consciente de que assim serve à comunidade, alcança atividade criadora e sente-se interiormente livre e forte. O trabalho cristão está predisposto, em primeiro lugar, ao servir e só em segundo lugar, ao ganho.

 

5ª Torre: Verdadeira alegria

Sem nobre alegria, a pureza não pode florescer. Onde não há atmosfera de alegria, há atmosfera de pântano.

A educação à alegria é um dos fatores mais importantes na educação à pureza. Onde não há alegria, reina descontentamento e tristeza. E onde a constante tristeza determina o ritmo da vida, o demônio exerce sua influência maligna. Com razão, diz um provérbio: “O demônio pesca em águas turvas”.

Quem não descobre as fontes da alegria no Cristianismo, em sua doutrina, instituições e sacramentos, quem delas não bebe e as faz borbulhar, não pode educar profunda e religiosamente, tão pouco consegue desenvolver no homem a virtude da pureza, ou altos valores morais.

 

Ave Maria, por tua pureza

Rezemos pedindo a graça da pureza física e espiritual, assim como rezava o Pe. Kentenich desde sua infância:

“Ave Maria, por tua pureza, conserva puro o meu corpo e minha alma. Abre-me largamente o teu coração e o coração de teu Filho!
Dá-me um profundo reconhecimento de mim mesmo e a graça da perseverança e fidelidade até a morte. Dá-me almas e tudo o mais toma-o para ti!”

 

* Texto resumido do livro A Riqueza do Ser Puro, Pe. José Kentenich 

Fonte: schoenstatt.org.br

A nova terra mariana leva o selo da Imaculada

Karen Bueno – O que torna o diamante tão valioso? Quanto mais raro é um material, maior é o seu preço. No caso do diamante, além de raro, ele é selecionado pelo grau de pureza da peça: quanto mais transparente e livre de imperfeições, maior é o seu valor comercial. Somente 20% de todos os diamantes descobertos na natureza são qualificados para serem vendidos em joalherias como pedras preciosas, os outros são usados na indústria, para cortar e polir as demais pedras.

Hoje a Igreja celebra a festa da Mãe de Deus como a Imaculada Conceição. Se um diamante tem grande valor por sua pureza, o que dizer de Maria, a toda pura e cheia de Deus? Ela carrega uma transparência e pureza sem igual e quer inspirar os filhos a buscar esse mesmo caminho de perfeição.

No período do Advento, a Festa da Imaculada é uma ocasião especial para refletir como está a pureza interior: os olhos, os ouvidos, a boca e, principalmente, o coração. Selecionar o que se vê (novelas, séries, revistas…), o que se ouve (músicas, áudios, conversas…), o que se fala (assuntos do dia a dia, comentários…) ajuda a ter mais equilíbrio interior e um coração mais puro.

Neste ano, a Família de Schoenstatt do Brasil Tabor assume como lema viver “Unidos ao Pai e Profeta, por uma nova terra mariana”. Para cumprir essa meta, um dos desafios é revestir-se com o espírito da Imaculada, pois os gestos de pureza podem transformar o país e ajudam a construir a nova terra.

Como isso é possível? O Pe. José Kentenich, em suas viagens ao Brasil, se dedicou a explicar cada parte do Hino da Minha Terra, para que a Família de Schoenstatt se entusiasmasse e pudesse aspirar a formar essa nova terra. “A segunda estrofe – diz ele – mostra-nos o que tornou a Família tão forte. Foi o espírito da Imaculada… ‘Conhece a terra tão rica e pura?’ Também podemos dizer ‘Tão rica porque tão pura’”.

Quem aspira à pureza interior e exterior, se distancia do pecado e de tudo que “arrasta para baixo”, incluindo as tendências de corrupção do dia a dia, por menores que sejam. Além disso, o Pe. Kentenich coloca a pureza como uma virtude muito próxima da serviçalidade, o que é essencial na renovação do mundo: “Vemos a Mãe de Deus na casa de Isabel, pronta para servir, para ajudar. Ela se coloca a serviço da vida. Dela dimana sempre uma atmosfera de pureza e de serviço. O mesmo deve acontecer conosco. Nossa atitude e missão deve ser sempre uma atitude de serviço, como a da Mãe da vida. Nossa grande e sagrada tarefa e missão é o serviço à vida”.

Um dos grandes presentes da Aliança de Amor é ter Maria, a Imaculada, como educadora. Em meio às dificuldades e barreiras que surgirem no caminho, é possível pedir a ela que nos forme como um diamante, transparente, puro, perfeito e valioso aos olhos de Deus, ao mesmo tempo, forte e resistente diante das tendências que arrastam para o pecado. “A pureza encerra em si uma grande riqueza. As almas puras não são apenas puras, mas também belas. A alma pura é sempre reflexo da beleza de Deus” (Pe. José Kentenich).

Conhece a terra tão rica e pura,
Reflexo da beleza eterna:
Onde almas nobres e fortes
Desposam o cordeiro de Deus;
Onde olhos brilhantes irradiam calor
E mãos bondosas aliviam sofrimentos;
Onde mãos puras se unem constantemente em oração,
Para banir os poderes infernais?
(Rumo ao Céu, 601)

Palavras do Pe. Kentenich extraídas do livro Tabor nossa Missão
19 de março de 1947, Santa Maria/RS
11 de abril de 1947, Rio Negro/PR

Fonte: schoenstatt.org.br

Saída: a palavra-chave para este ‘31 de maio’

 

O Brasil necessita de Jesus que vai ao encontro e que cada um seja missionário

Quando se pergunta qual palavra pode definir o ‘31 de Maio’, terceiro Marco Histórico do Movimento Apostólico de Schoenstatt, algumas opções surgem. Dentre essas, certamente está a palavra “missão”. Isso porque, nessa data, em 1949, o Pe. José Kentenich confia à Mãe de Deus o anúncio da missão de Schoenstatt à Igreja. É nessa ocasião que ele coloca, sobre o altar do Santuário de Bellavista, no Chile, a primeira parte da carta-reposta que seria enviada ao arcebispo de Treves (arquidiocese à qual o Santuário Original de Schoenstatt pertence na Alemanha), com relação aos questionamentos levantados sobre o Movimento. É um momento decisivo na história da Obra, pois dessa carta dependeria o futuro de Schoenstatt.

Ao mesmo tempo, a Igreja celebra neste ‘31 de Maio’ a Solenidade de Corpus Christi. É interessante notar que essa quinta-feira dedicada ao Corpo de Cristo é também um dia de missão. Durante todo o ano, esta é a única vez que Jesus Eucarístico, em espécie, sai do sacrário e vai pelas ruas da cidade ao encontro de todos. Por isso as vias e calçadas são enfeitadas e preparadas para acolhê-lo. É um dia para estar em saída.

Missão Tabor

A Providência traz essas duas datas importante unidas, ambas com o mesmo tom missionário. Em 2018, o dia 31 de Maio é um convite a sair, anunciar a mensagem de Schoenstatt, levar Jesus ao mundo. Quando a Mãe de Deus, custódia viva, recebe Jesus, ela se coloca em saída para ir ao encontro da sua prima Isabel, ela não fica parada. Esse espírito de saída é o que o III Marco nos propõe.

A Missão do ‘31 de Maio’ implica a tarefa de cultivar o organismo de vinculações naturais e sobrenaturais. Parece difícil? A resposta para isso, na verdade, é bem simples e todo schoenstattiano brasileiro sabe responder… Viver o organismo de vinculações significa viver nossa MISSÃO TABOR, viver a filialidade heroica.

Num período em que o Brasil atravessa tantas dificuldades, Jesus sai às ruas e olha para seu povo. Nesse dia, unidos a ele, todos são chamados a partir e transformar a realidade, a fazer valer nosso ideal Tabor. O grande exemplo para isso está na Mãe de Deus, que se coloca a caminho para servir.

Ela nos educa, pela Aliança de Amor, para fazer novas todas as coisas, como diz o Pai e Fundador, dias após o III Marco: “O mundo hoje está doente. Parece que estamos nos aproximando do seu fim e surgem as perguntas: ‘Qual e o significado destes monumentais acontecimentos mundiais? O que nos reserva o futuro? Quando nos dás um reflexo de teus planos para o mundo, tu nos revelas e nos mostras o grande mistério, o segredo mariano de Schoenstatt, e como Nossa Senhora, a Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt deve empreender uma tríplice tarefa. Uma única vez ela deu a vida ao Cristo histórico. Agora sua permanente tarefa é a de dar a vida ao Cristo místico. E, em Schoenstatt, ela tem a tarefa adicional de ser a grande educadora das nações, aquela que as conduz a Cristo” (Bellavista, 5 de junho de 1949, Solenidade de Pentecostes).

Fonte: schoenstatt.org.br

O combustível que constrói um mundo novo

 

Precisamos encher o “tanque” do Capital de Graças

Karen Bueno / Ir. M. Nilza P. da Silva – Carro, avião, ônibus, caminhão; a saúde, a economia, a cultura… Em poucos dias, a parada dos caminhoneiros no Brasil foi capaz de mostrar como tudo pode travar e se tornar um caos. Preços sobem (e muito), ambulâncias estacionam, shows e apresentações cancelados, aviões impedidos de decolar, todo o país fica aprisionado por problemas imensos e históricos que tocam o pequeno roteiro do dia a dia e pedem soluções reais.

Um dos principais protagonistas dessa crise é o preço do combustível, ou podemos dizer que agora é a falta dele. Filas e mais filas são uma amostra do quanto álcool, gasolina, diesel são fundamentais na vida diária.

O que não pode faltar

Diante da situação atual, estampada em cada canto do país, é interessante refletir sobre aquilo que também é essencial em nossa própria vida, as coisas que, para nós, não podem faltar.

Todos que selaram a Aliança de Amor sabem que a Mãe e Rainha está presente no Santuário e distribui dali dons e graças. Mas, para que isso aconteça, ela precisa de algo que não pode faltar, ela necessita de determinado “combustível” a se consumir. Não é álcool ou gasolina que move nossa vida de Aliança e faz os milagres acontecerem. Tudo é obra de Deus Pai, por meio de Maria, mas, com nossa pequena ajuda. Tudo acontece pelo Capital de Graças.

Eu abasteço o reservatório do Santuário

“O pouco que eu faço também contribui para atingir o grande objetivo: à sombra deste Santuário também se decidirão de forma essencial os destinos da Igreja no Brasil”, diz o Pe. José Kentenich (Santa Maria/RS, 31.03.1947).

Diante de tantas dificuldades que o Brasil atravessa, também quando não há combustível para sair de casa, podemos colaborar na construção de uma nova terra e ajudar a melhorar o país. Pelo Capital de Graças é possível “abastecer” a vida de Aliança e permitir que a Mãe e Rainha interfira na realidade deste mundo.

Mas, não apenas isso, diz o Pe. Kentenich: “Nossa tarefa é anunciar ao mundo a mensagem de Schoenstatt, levar a MTA ao povo. Não podemos trabalhar apenas com contribuições silenciosas para o Capital de Graças, precisamos também anunciar Schoenstatt. Qual é a mensagem de Schoenstatt? É a mensagem da Aliança de Amor, a mensagem da fé na Providência, a mensagem da fé na missão” (Santa Cruz do Sul/RS, 05.05.1947).

Sejamos protagonistas do Brasil que sonhamos

Com o grande anseio de construir aqui uma nova terra mariana, podemos ver todo o transtorno, crise e caos como uma oportunidade. Pe. Kentenich, como Pai e Profeta, conseguia sonhar essa nova terra para o Brasil: “E as ruínas que hoje se veem por toda parte se transformarão num admirável cosmos”(Londrina/PR, 25.04.1948). Depende de cada um de nós!

Levar a Aliança de Amor ao mundo, dar testemunho dela na vida diária, é nossa forma concreta de mudar o Brasil, de formar santos, de renovar a realidade de ruína que nos envolve. “Queremos anunciar a Aliança de Amor para sempre, até ao último suspiro. Para sempre! Esta palavra pode assustar-nos e, no entanto, ousamos pronunciá-la. Assumimos a missão de anunciar a mensagem de Schoenstatt por nossas palavras e por nosso atuar. Esta é a tarefa de nossa vida até o último suspiro. Não temas! A Mãe Três Vezes Admirável está contigo e te brada: ‘Eu estou contigo e tu irás!’ Ela nos envia e nos abençoa” (Ribeirão Claro/PR, 01.05.1947).

Sejamos protagonistas na construção do Brasil que sonhamos! Se fazemos a nossa parte, a Mãe de Deus constrói conosco, aqui nesta terra, o seu Tabor.

* Pe. José Kentenich, Tabor nossa Missão – Coleção Brasil Tabor, vol 1

Fonte: schoenstatt.org.br

Nosso trabalho é um caminho de santidade

 

“O trabalho nos plenifica de dignidade, nos torna semelhantes a Deus, que trabalhou e trabalha, age sempre, dá a capacidade de nos manter, manter nossa família, contribuir para o crescimento da nação”(Papa Francisco, missa matutina, 01.05.2013).

Karen Bueno – A santidade na vida diária é um convite a todos, para toda hora, para todos os momentos. Assim também acontece com nosso ambiente do trabalho, que é um grande campo de apostolado e de autossantificação, pois é o local no qual se passa a maior parte do dia e que apresenta muitos desafios. Há tantas e variadas possibilidades que o Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, dedica um capítulo inteiro do livro “Santidade de Todos os Dias” para falar sobre ele.

Citando as palavras do dirigente da Juventude Católica Operária da França, Pe. Kentenich estimula:

“Deveis ser cristãos em toda a parte, na oficina, na fábrica, na rua, em casa, bem como na igreja. É preciso aprender que, apesar de não poderdes comungar diariamente, deveis tornar-vos santos nos trens, no caminho para o trabalho, durante o dia, na oficina e na fábrica; e também durante a noite, nas minas profundas ou no ardor dos altos fornos… Deveis saber que, unido ao sacrifício cotidiano de Nosso Senhor sobre os altares, o trabalho pode ser a oração mais expressiva, o sacrifício mais fecundo. Então cada movimento no trabalho, todos os vossos esforços e ações se tornarão formas de oração, meios de tornar-vos santos. Ao invés de serem lugares de tentação, as fábricas se converterão em santuários, onde as almas se unirão a Cristo e sua missão redentora, enquanto seus corpos colaboram no enriquecimento e transfiguração da obra do Criador”.

A vinculação ao trabalho

Segundo o Pe. Kentenich, a vinculação a Deus deve estar associada de modo orgânico e harmonioso com a vinculação ao trabalho e ao próximo.

Como é essa vinculação harmoniosa ao trabalho? Colocando Deus no centro: Tudo deve ser feito para causar alegria ao Pai. Por exemplo: Se sou professor, me esforço muito em minhas aulas para causar alegria ao Pai. Se sou secretário, jardineiro, policial, faço tudo muito bem feito para causar alegria ao Pai.

O Pe. Kentenich cita como exemplo a jovem sacristã que prepara a capela – sua intenção ao arrumar a igreja não era somente enfeitar os altares, ornamentando bem a casa de Deus, mas tinha em mente as pessoas que poderia alegrar e conduzir a Deus pela beleza de seus arranjos. Podemos também dizer isso sobre a limpeza da nossa casa e sobre tudo o que fazemos. Essa é uma forma de colocar Deus no centro das atividades e o trabalho a serviço do próximo.

Para o Fundador, o trabalho é uma participação na atividade criadora e comunicadora de Deus: “Deus mesmo confiou ao homem essa tarefa e quer servir-se dela para atraí-lo a si e santificá-lo”. Logo, o trabalho é…

Uma fonte de felicidade

Semelhante às palavras do Papa Francisco, o Pai e Fundador diz que o trabalho é uma fonte de alegria, pois representa uma parcela de participação na atividade criadora de Deus. Ele pontua:

O operário deve tornar-se consciente de que, sem o seu trabalho, nem o Estado, nem a sociedade humana podem incrementar seu mercado interno e externo. Deve considerar que através do dinheiro merecido pelo trabalho de suas mãos, ele pode melhorar a situação econômica de sua família e obter os recursos para oferecer uma educação mais aprimorada a seus filhos. Em ambos os casos o trabalho tem eficácia criadora para a sociedade e é capaz de despertar a criatividade do próprio operário, aumentando nele a consciência de que não é apenas número ou mercadoria sem personalidade e valor pessoal, mas ao contrário, é alguém indispensável para os demais.

Nosso trabalho é indispensável!

Cada atividade bem realizada, por mais simples, pode transmitir muito mais do que se pode imaginar. O Pe. Kentenich utiliza alguns exemplos concretos para falar sobre isso:

– Uma senhora está limpando janelas. Não poderá tornar compreensível a pureza e a claridade de Deus por meio deste trabalho?
– Uma enfermeira trabalha incansavelmente durante o dia e frequentes vezes também à noite, para socorrer os doentes e moribundos. Ora faz um curativo, ora alivia uma dor, em toda a parte consola, estimula e acalma. Por seu trabalho, ela dá uma belíssima ideia da própria bondade de Deus.
– Da mesma forma, um juiz ou um advogado pode revelar aos homens a justiça divina…

 

Algumas dicas que o Pai nos dá

Vejamos alguns conselhos práticos que o Pai e Fundador dá para trabalhar de forma orgânica e vital:

– Se o trabalho for desagradável, não fugir nem se esquivar, mas ver aí uma oportunidade de causar alegria ao Pai.

– Unir o trabalho com outras ocupações prediletas, por exemplo: cantar ou conversar enquanto realiza alguma atividade.

– Retirar-se muitas vezes à solidão do coração. “Nossas ocupações raras vezes são de tanta importância que nos impeçam recolher-nos de quando em quando para nos introduzirmos na solidão divina”. Como fazer isso? Ir conversando com Deus, com a Mãe de Deus ao longo do dia, contar a eles aquilo que acontece.
Em alguns casos, ter uma imagem da Mãe na mesa de trabalho pode ajudar, ou então, se trabalhar em movimento, usar um anel, uma pulseira, a medalha da Aliança de Amor, alguma imagem que ajude a parar e conversar com Deus durante o dia.

– Tudo o que for fazer, fazer bem feito; com perfeição. Dar-se inteiramente para aquilo.

– Formar família no ambiente de trabalho, se atentar para a realidade dos colegas.

– Ser verdadeiro, autêntico e livre, não se deixar levar pela massa, expressar as reais opiniões.

– Acima de tudo, procurar sempre, sempre, causar alegria ao Pai

 

Material de apoio: Pe. José Kentenich. Santidade de Todos os Dias – Espiritualidade Laical de Schoenstatt, Vol I. Org: Ir. M. Annette Nailis.

Fonte: schoenstatt.org.br

Ideal nacional: Ser Tabor para construir a nova terra

 

“Seis dias depois, Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte. E transfigurou-se diante deles” (Mc 9, 2)

Karen Bueno / Ir. M. Nilza P. Silva – Atualmente, uma emissora nacional lança uma pergunta a ser respondida pelo seu público: “Que Brasil eu quero para o futuro?”. Surgem brincadeiras e questionamentos sobre essa iniciativa – o que é natural. Mas, debates à parte, a pergunta é pertinente e interessante para se refletir: “Que Brasil queremos para o futuro?”

No anseio de se construir uma nova terra mariana, faz-se necessário pensar nessa questão. E, como Família de Schoenstatt, a pergunta merece ser respondida com os olhos fixos no olhar da Mãe, na tentativa de ouvir, junto com ela, aquilo que palpita no coração de Deus. Há muitas respostas possíveis de se dar, porém, sendo schoenstattianos, em todas elas está, como núcleo, a missão que o Pai e Fundador deixou: fazer do Brasil um Tabor.

Depende de mim

Olhando do alto do monte, que Brasil encontramos hoje? Há situações gritantes, que, muitas vezes, vão além da nossa compreensão. Debates políticos e sociais, entre certo e errado, entre direita e esquerda, entre isso ou aquilo, conseguem dividir famílias e amigos, constroem muros sobre certas relações, destroem os vínculos. Também se descobre um país carente de lideranças coerentes, de líderes autênticos… O cenário atual pode até assustar, mas, antes, serve como impulso e oportunidade para se sonhar e criar um mundo novo. Pois, aprendemos de nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, que, onde há ruínas, é porque ali Deus quer criar uma nova vida.

Após conhecer nossa terra, nossos costumes e nossas gentes, sob a luz do Espírito Santo nosso Pai interpreta os planos de Deus para com a Família de Schoenstatt. Assim, no dia 20 de abril de 1947, ele confia à Família de Schoenstatt a tarefa de fazer do Brasil um Tabor – esse é nosso ideal nacional. Ele dizia que “precisam acontecer milagres de transformação, precisamos nos transformar em milagres vivos”.

O Pai e Fundador coloca em nossas mãos essa tarefa. Ele sabe que, em Aliança de Amor com a Mãe de Deus, somos capazes de realizá-la. Por isso, a pergunta “o que queremos para o futuro” vem seguida de outra, também fundamental: “O que eu posso fazer para construir esse Brasil?” ou “O que eu posso fazer para construir a nova terra mariana?”.

Filialidade heroica

O próprio Pe. Kentenich responde: “Como manifestamos nosso interesse? Levando a sério os austeros princípios da santidade. Queremos provar que aqui estão assegurados todos os princípios da santidade, não apenas para pertencermos a Deus, mas, também, para renovarmos o mundo. Confessamos nosso objetivo de nos tornarmos uma Família de santos modernos”.

A santidade na vida diária é algo mais profundo e mais concreto que partidos ou pontos de vista diversos. A construção da nova terra é consequência do Tabor, do sentir-se um filho muito amado do Pai. “Precisamos cuidar de nos tornarmos um Tabor pelo qual a Mãe de Deus pode revelar suas glórias ao mundo”.

O filho heroico não se deixa inflamar por ideologias políticas e partidárias, repetindo discursos repletos de obscuridades. Um filho heroico tem apenas uma paixão, um único plano a seguir: realizar tudo o que causa alegria ao Pai.

Sendo assim, seus atos e sua vida, consequentemente, são direcionados a mudar o mundo. Muda-o por meio de pequenos e grandes gestos. Podemos, então, responder às perguntas por meio de outra questão: “O que posso fazer, hoje, que causa alegria ao Pai?”

Fonte: schoenstatt.com.br

Santuário Lar: Uma resposta atual

 

Neste domingo, 15 de abril, a ‘Carta de Santa Maria’ completa 70 anos. Ela foi escrita pelo Pe. José Kentenich no Brasil, em Santa Maria/RS – daí o nome – e é considerada o Documento de Fundação da Obra das Famílias de Schoenstatt (clique para saber mais).

Em seu conteúdo está profeticamente indicado o surgimento do Santuário Lar, que tem um papel fundamental na vida das famílias. Num período de crise econômica e diversos desafios, o casal Sueli Vilarinho e Antonio Carlos Vicente, da Liga de Famílias do Jaraguá, São Paulo/SP, conta como o Santuário Lar é decisivo em suas vidas:

O ano passado minha família enfrentou um grande desafio. A empresa de meu marido sofreu seriamente com a crise econômica. Muitas decisões envolviam sofrimento e dúvidas. Demitir funcionários e quitar débitos. Dia a dia tudo foi clareando e na humildade fomos fortalecidos.
Uma aceitação dos desejos de Deus. Mas onde estava a origem dessa força? Todos os dias entregávamos no Santuário Lar as decisões e os cuidados das partes mais delicadas. Capital de Graças.

O Santuário Lar é uma pequena Igreja Doméstica, mas não só. É um local que acolhe e transforma nossos pedidos e nossos agradecimentos em graças. Estar todos os dias diante de um Santuário é uma inesgotável fonte de confiança. Seja como for, a Mãe de Deus irá cuidar!

Quando o Pe. José Kentenich disse na Carta de Santa Maria: “Levem a imagem de Nossa Senhora e dêem-lhe um lugar de honra nos vossos lares. Assim eles se converterão em pequenos santuários nos quais a imagem de graças mostrará o poder das suas graças”, ele sabia dos desafios e necessidades de um lar.

Hoje, dia 15 de abril, completam-se os 70 anos dessa carta e nós, que pertencemos à Obra de Famílias de Schoenstatt, somos parte dessa corrente de vida que o Santuário Lar proporciona e comemoramos com muita alegria este dia.

Nós não ficamos sem problemas, mas os transformamos na entrega total aos cuidados da Mãe Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt.

Fonte: schoenstatt.org.br

A Anunciação à Maria e a construção do Santuário

                                       Cena da Anunciação nas portas internas do sacrário do Santuário Tabor

 

Ir M Rosequiel Fávero – A três dias de comemorar os 70 anos do primeiro Santuário de Schoenstatt no Brasil, a Igreja celebra a festa da Anunciação do Senhor a Maria. Normalmente, esta solenidade é celebrada no dia 25 de março, mas quando, como neste ano, a data cai dentro da Semana Santa, a festa litúrgica é transferida para a segunda-feira após a Oitava de Páscoa.

A proximidade desta solenidade ao jubileu do Santuário Tabor nos ajuda a fazer uma releitura das palavras de nosso Pai e Fundador à Juventude Feminina de Schoenstatt de Londrina/PR, em 24 de abril de 1948. Na época, tendo presente a recente inauguração do Santuário Tabor e a intenção da construção do Santuário de Schoenstatt em Londrina, Pe. Kentenich relacionou em sua conferência a Anunciação a Maria (e sua resposta obediente a Deus) à construção do Santuário.

Certamente, estas palavras de nosso Pai permanecem para a Família de Schoenstatt brasileira, independente de local ou idade, um admoestação sempre atual, pois o Santuário de Schoenstatt (filial, coração, lar…) está em permanente construção, cada dia, por nossa autoeducação transformada em contribuições para o Capital de Graças.

“O anjo do Senhor anunciou a Maria! Sabem qual era a mensagem? Na verdade deveriam saber dizer-me qual é. Primeiro preciso fazer outra pergunta: o que pretendemos, afinal, com a construção da Capelinha? É esta a mensagem que o anjo do Senhor quer nos trazer. A Mãe quer estabelecer-se aqui no jardim, quer conduzir a partir daqui um grande movimento de renovação para o Brasil. Mas (tudo) depende da forma como acolhemos a mensagem do anjo, se a acolhemos como Zacarias ou como pequenas Marias, como a Mãe de Deus.

Se formos como Zacarias, diremos, abanando a cabeça: isso não me interessa; ou, isso não é possível. Mas se acolhermos a mensagem como a Mãe de Deus, começamos a pensar: o que significa esta mensagem? Perguntamos o que quer dizer a partir de amanhã construirmos um novo Santuário para a Mãe de Deus, a fim de que ela possa estabelecer-se aqui e renovar o Brasil a partir daqui”. (Eu saúdo os lírios, p. 77)