Vem aí o tríduo para os 36 anos da morte de João Pozzobon

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A Família de Schoenstatt brasileira se prepara para celebrar mais um ano de falecimento do Servo de Deus João Luiz Pozzobon. Como já acontece anualmente, acontecerá um tríduo de 24 a 26 de junho, às 20h, ao vivo pelas redes sociais do Santuário Tabor (Facebook e Youtube).

Pe. Gustavo Hanna Crespo, vice-postulador da causa de beatificação de João Pozzobon, estimula a que o tríduo seja realizado nas paróquias e comunidades, também nas famílias, junto ao seu Santuário Lar. Os textos destas celebrações podem ser baixadas no site devotosjoaopozzobon,com.br.

Para baixar o card do tríduo CLICAR AQUI

São José Operário e João Luiz Pozzobon

Maria Dulce Torres/Juliana Dorigo – João Pozzobon e São José têm muitos aspectos em comum: no modo de cuidar da família, na dedicação ao trabalho e na confiança filial em Deus. José era carpinteiro, esposo de Maria, pai terreno de Jesus e guardião da Sagrada Família. João era comerciante, dedicou sua vida para levar a imagem de graças da Mãe de Deus às famílias, sem deixar de cuidar de seus entes queridos.

Foi na carpintaria que José e Jesus trabalharam honestamente para garantir o sustento da família “Com ele, Jesus aprendeu o valor, a dignidade e a alegria do que significa comer o pão, fruto do próprio trabalho”.[1] “[…] Esta pronta e generosa obediência a ele é o trabalho manual expresso nas formas mais modestas e cansativas, aqueles que renderam a Jesus a qualificação de “filho do carpinteiro (Mt 13,55)”. [2]

João Luiz Pozzobon era casado, teve sete filhos, depois netos. Exerceu várias profissões como: lavrador, hoteleiro e pequeno comerciante e, em meio a tudo isso, viveu plenamente o Evangelho. Ele serve de referencial exatamente pela sua condição humana que o aproxima de todos nós que vivemos plenamente no mundo e com a responsabilidade por uma família.[3]

“O meu pai levantava todos os dias às 5 horas. A primeira coisa era escrever no diário. Ele registrava tudo o que fez, quilômetro por quilômetro. Por isso que se diz que ele caminhou 140.000 quilômetros. Ele andava um pouco até uma casa, depois mais um pouco até outra casa e dava quase dez quilômetros para ir e depois para voltar. Quando ele não estava com a Campanha, e somente rezava a noite nas famílias, ele tinha uma horta, então ia capinar, plantar alface, repolho, cenoura – tínhamos tudo em casa. Ele estava sempre plantando. Gostava de plantar frutas, pés de laranja, bergamota, maçã – tinha pé de tudo quanto era coisa na horta dele. Era bem ativo nessa parte. E também ele cuidava dos pobres; tinha um canto com um armário onde guardava mantimento, quando chegava um pobre dizendo que estava mal, sem comida, ele dava arroz, açúcar, feijão, ou remédio quando precisava”, conta Humberto Pozzobon.[4]

Trabalhando no pequeno armazém, João criou os filhos e garantiu o sustento para sua família. Ao passar dos anos, ele também passou a profissão para os filhos, para que tomassem conta do comércio enquanto, com a concordância deles, ele caminhava com a imagem da Mãe Três Vezes Admirável. “Precisava caminhar e, para isso, precisava sair de casa, da família, deixar os sete filhos e o armazém. E ele tinha que dar conta de tudo. Tinha que observar tudo. Mas Deus sabe organizar tudo direitinho. Então, todos lá em casa não saiam comigo a caminhar, mas nunca ninguém se opôs a que eu o fizesse.”[5]

 “O trabalho torna-se participação na própria obra da salvação, oportunidade para apressar a vinda do Reino, desenvolver as próprias potencialidades e qualidades, colocando-as ao serviço da sociedade e da comunhão; o trabalho torna-se uma oportunidade de realização não só para o próprio trabalhador, mas sobretudo para aquele núcleo originário da sociedade que é a família”.[6]

Mesmo com a missão da Campanha da Mãe Peregrina e o trabalho no armazém, Pozzobon sempre foi presente em sua família e deixava claro que a família era a sua primeira missão. “Um homem sozi­nho pode mover o mundo. Eu havia dito à Mãe e Rainha que pouco importava mover o mundo inteiro, se descuidasse de minha família. Se isto acontecesse, não estaria fazendo nada…”[7]

“Lembro-me de quando íamos juntos à Missa, cedinho, na Paróquia, todos os domingos. Ele levava todos juntos à Missa. (…) Todos os dias, a noite, ele rezava o Terço conosco, rezava antes das refeições. Íamos sempre juntos nas celebrações da Semana Santa. (…) Quando meu pai terminava os afazeres na sua venda, depois de fechar, e a mãe ia fazer a janta, para não atrapalhar a Mãe, ele ficava brincando conosco na sala. Ficava conversando e contava histórias alegres. Isso era muito bom”.[8]

 João se revelava como verdadeiro educador, que buscava oferecer aos filhos uma formação integral nas dimensões física, afetiva, racional e religiosa. É impressionante a semelhança entre as vidas de José e de João! Pozzobon foi um grande instrumento de evangelização com Maria, um homem justo e caridoso com o próximo. E falando sobre José, como indica o Papa, “depois de Maria, a Mãe de Deus, nenhum Santo ocupa tanto espaço no magistério pontifício”.[9]

O Servo de Deus Pozzobon colocou-se inteiramente à disposição da missão de evangelizar, levando diariamente Maria com seu Filho Jesus a muitos lares, escolas, hospitais, presídios, rezando o terço e executando um grande trabalho pastoral de ajuda aos sacerdotes, mas nunca deixou a sua família.

O que podemos aprender com esses dois pais e trabalhadores exemplares? De José, um Pai que sempre foi amado pelo povo cristão, devemos aprender o mesmo cuidado e responsabilidade: amar Jesus e sua e Maria, amar os sacramentos, a família e a Igreja. De João devemos aprender a confiança de que a Mãe de Deus cuidará de tudo. “Sou pequeno, mas quero ser grande no meu agir”[10]

 

[1] Papa Francisco. Carta Apostólica Patris Corde, 08 de dezembro de 2020

[2] Papa Paulo VI, homilia Solenidade de São José, 19 de março de 1969

[3] MELLO, Alexandre Awi. João Pozzobon, evangelizador da família na pós-modernidade. Simpósio Teológico e Pastoral sobre a família. Pág 37.

[4] Humberto Pozzobon em entrevista: acesso em: João Pozzobon segundo seu filho – parte II – Schoenstatt

[5] MELLO, Alexandre Awi. João Pozzobon, evangelizador da família na pós-modernidade. Simpósio Teológico e Pastoral sobre a família. Pág. 116

[6] Idem. 2

[7] URIBURU, Esteban. Herói hoje, não amanhã, 61

[8] Nair Pozzobon de Souza, primeira filha de seu segundo casamento em: evangelizador da família na pós-modernidade. Simpósio Teológico e Pastoral sobre a família. Pág 117.

[9] Papa Francisco. Carta Apostólica Patris Corde, 08 de dezembro de 2020

[10] URIBURU, Esteban. Herói hoje, não amanhã, p.47

Foto (São José): Angelica Mendoza, em cathopic.com

”

Ir M Rosequiel Fávero – Quis a Providência Divina que a pandemia do ‘covid-19’ acontecesse em pleno Ano João Pozzobon, pensado – inicialmente – para ser concluído em setembro do ano passado, na celebração dos 70 anos da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt. Foi justamente a pandemia e suas consequências que fez com que o Ano João Pozzobon fosse prorrogado até 10 de setembro deste ano.

Tantos eventos e encontros precisaram ser adiados e a criatividade apostólica de coordenadores, missionários e assessores precisou ser desdobrada no ‘mundo digital’, mostrando que é possível também utilizar a Internet para chegar até os que não conseguem participar mais das atividades da Campanha da Mãe Peregrina. Mesmo a Mãe Peregrina precisou ficar nas mãos dos missionários. Espiritualmente, todos os dias, ela visita aquela família, como está na lista que a acompanha.

Muitas pessoas também sofrem porque não podem mais visitar o Santuário de Schoenstatt de sua cidade. Em todo o Brasil as visitas aos Santuários, como a todas as outras igrejas, sofreram restrições e, em alguns momentos, foram até suspensas, para frear a onda de contágios.

Mais do que nunca fomos convidados a visitar espiritualmente os Santuários da Mãe e Rainha. Para ajudar, sugiram muitas iniciativas de transmissões ao vivo da Santa Missa, adoração ao Santíssimo e da oração do terço a partir dos Santuários de Schoenstatt, principalmente pelo Facebook.

Alguém se perguntou: como João Pozzobon cultivaria sua vinculação ao Santuário em tempos de ‘covid-19’?

Para responder, basta dar uma lida nas suas principais biografias. Exemplos não faltam:

  • Sempre que precisasse ficar alguns dias longe de Santa Maria assim que não podia visitar o Santuário Tabor, João Pozzobon levantava cedo e fazia as suas orações na direção que (ele achava) ficava o Santuário. Assim, peregrinava espiritualmente ao trono da Mãe e Rainha, entregava nas suas mãos suas contribuições para o Capital de Graças do dia anterior e rezava na sua presença, renovando sua Aliança de Amor com ela.
  • Também, muitas vezes, quando saia para uma missão especial, que não lhe possibilitava a visita diária ao Santuário, deixava um bilhetinho preso por um ‘preguinho’ na parte de baixo do banco em que normalmente se ajoelhava (Penúltimo banco, no lado esquerdo, junto à janela). Assim, o bilhetinho o representava ali junto de sua Mãe e Rainha.
  • As muitas ermidas que ergueu na região do entorno de Santa Maria – sempre no interior, longe da cidade – eram sinais que deviam conduzir olhos e corações para o Santuário. Quantas vezes não terá ele mesmo rezado diante delas e se transportado à presença de sua Mãezinha?

Isso não é lindo? O seu exemplo deve nos estimular a vivermos unidos ao Santuário, também se não podemos visitá-lo fisicamente. A realidade das mídias sociais (Facebook, Instagram, Whatsapp, etc) não existia no seu tempo, assim que nós estamos até em vantagem em relação a ele.

Para concluirmos nossa reflexão, nada melhor que um testemunho de alguém que vivenciou o grande amor de João Pozzobon ao Santuário. Quem nos conta é Ir M Zeli Viletti.

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João Pozzobon: um missionário do Tabor

Ir. M. Rosequiel Fávero – Neste mês de abril, a Família de Schoenstatt do Brasil inicia o ano preparatório ao jubileu de 75 anos da proclamação do “Tabor” como o ideal e missão do Movimento de Schoenstatt no Brasil.

João Luiz Pozzobon foi um membro ativo do Movimento de Schoenstatt e, como tal, vivenciou o processo de reconhecimento do ideal Tabor, nos anos que antecederam à celebração dos 100 anos de nascimento do Fundador, Pe. José Kentenich, em 1985. A definição do ideal Tabor foi o presente que a Família de Schoenstatt brasileira ofereceu para esta grande festa.

Deus chamou João Pozzobon para junto de si no ano do centenário de nascimento do Pe. Kentenich, em 27 de junho de 1985. Ele já tinha até a passagem para viajar a Schoenstatt e Roma em setembro daquele ano, para a grande celebração internacional. Ele (Pozzobon) vivia intensamente o espírito destas celebrações, por isso não se estranha que tenha desejado, para sua missa de corpo presente, que fosse utilizada a liturgia da festa de transfiguração do Senhor (celebrada em 6 de agosto).

 

Que relação podemos fazer entre a atuação de João Pozzobon e o acontecimento da transfiguração de Jesus no Monte Tabor?

A experiência vivida pelos três apóstolos: Pedro, Tiago e João, que acompanharam Jesus ao Monte Tabor, foi única! O evangelho testemunha que o rosto e as vestes de Jesus brilhavam e que era tudo tão lindo que Pedro exclamou: “Senhor, é bom estarmos aqui!” (Mt, 17,4)

João Pozzobon viveu esta experiência no Santuário Tabor, no “colo” da Mãe e Rainha, para onde peregrinava diariamente, seja de forma física, seja de forma espiritual. E, a partir do Santuário, levou esta experiência para todos os lugares por onde andava. Ele mesmo afirmou: “Mãe e Rainha Três Vezes Admirável, sempre quero estar vinculado ao teu Santuário… Para mim, tudo é um Santuário, seja rezando, seja trabalhando, seja viajando, enfim, tudo” (Herói Hoje não amanhã, p. 54).

Os apóstolos precisaram subir um monte, com Jesus. E João Pozzobon “subia o monte” no caminho ao Santuário. Diariamente, caminhava cerca de um quilômetro até o Santuário. Tinha um “rito” para a chegada: subia as escadarias e, diante do Santuário, se ajoelhava e beijava o chão, pois esta era uma “terra sagrada”. Ali, de joelhos, entregava para a Mãe e Rainha suas contribuições para o Capital de Graças das últimas 24 horas. Como ele mesmo se expressava, entregando tudo para ela, se abria para as graças que a Mãe lhe daria neste dia.

Muitas vezes, os teólogos relacionam a experiência dos apóstolos no Tabor com a de Moisés, quando “conversava” com Deus. A Sagrada Escritura narra que esta experiência fazia com que o rosto de Moisés resplandecesse de luz, assim que, para esconder este fenômeno, ele usava um véu (cf Ex 34, 35). João Pozzobon não tinha um rosto “brilhante”, mas emanava dele algo especial. Muito embora nem soubesse falar direito com eloquência ou formalidade, todos o escutavam: professores e alunos, pobres e ricos, adultos, jovens e crianças, acadêmicos e iletrados. Assim, os que hoje estudam sua vida se perguntam: o que tinha este homem tão simples, quase analfabeto, para cativar as pessoas desta forma?

Os apóstolos, embora quisessem ter “montado tendas” no Tabor, precisaram descer o monte com Jesus e enfrentar o caminho até o Calvário. João Pozzobon “subia o Tabor” todos os dias, peregrinando ao Santuário. Também “descia o monte”, para levar a Mãe e Rainha a muitas pessoas.

Podemos afirmar que, com a Mãe Peregrina nos ombros, João Pozzobon se tornou um “missionário do Tabor”, ajudando para que – com a presença de Jesus e Maria – muitas pessoas também pudessem fazer a experiência dos apóstolos no Monte Tabor. A mesma missão que têm os milhares de missionários e missionárias da Mãe Peregrina hoje, que cooperam para que em cada casa onde sua imagem peregrina entra, todos possam exclamar: “Mãe, como é bom estarmos aqui, contigo e com teu Filho Jesus”!

 

Foto: painel do Congresso do Centenário de Nascimento de João Luiz Pozzobon (Ir M Nanci Meister)

 

Um monumento para João Pozzobon em terras nordestinas

Ir. M. Cassiana Jänisch – Como vamos celebrar o jubileu de 70 anos da Campanha da Mãe Peregrina? Esta pergunta instigou os coordenadores, missionários da Campanha e toda a Família de Schoenstatt, vinculada ao Santuário de Garanhuns/PE, a prestar uma homenagem ao Servo de Deus João Luiz Pozzobon.

Muito em breve, ainda este ano, o Santuário Tabor da Santidade de Todos os Dias terá um monumento dedicado a Pozzobon, em sinal de gratidão pelas pegadas de santidade que ele deixou neste mundo. Uma escultura atualmente é preparada pelo artista Pedro Pereira de Souza, de Saboeiro/CE, que aceitou o desafio de criar a estátua. Ao lado do Sr. João, o monumento terá um símbolo bem peculiar, que representa a força de todo o povo do Nordeste: um jumentinho.

 

Como se deu a escolha e definição desse monumento?

A Família de Schoenstatt trilhou junta o caminho de escolha e decisão por essa homenagem:

Na Jornada do Movimento na Diocese de Crato/CE, em março de 2020, foi lançada aos participantes a pergunta: o que podemos fazer, qual será nosso gesto concreto como expressão de um novo assumir a missão da Campanha da Mãe Peregrina neste ano jubilar? Entre as diferentes sugestões, uma se repetiu mais vezes: presentear ao Santuário de Garanhuns um monumento a João Pozzobon.

Ainda em meados de março, na Jornada Interdiocesana da Família de Schoenstatt, que abrangia dioceses de Alagoas e Pernambuco, foi igualmente lançada a pergunta. A conclusão a que chegaram foi também de presentar um Monumento para João Pozzobon e mais: o monumento teria um jumentinho, pois João Pozzobon considerava-se um “Burrinho de Maria” ao levar a Mãe e o Filho Jesus sobre seus ombros.

As jornadas presenciais, nas dioceses do Ceará e do Piauí, foram então interrompidas pela pandemia. Para ouvir suas sugestões, cartas informativas foram enviadas e elas realizaram encontros online. Entre suas respostas, essas foram as novas sugestões: criar um Monumento para João Pozzobon com a Mãe Peregrina sobre seus ombros e a maleta na mão, como símbolo da espiritualidade de Schoenstatt.

Já em fevereiro deste ano, foi realizada uma jornada na Diocese de Parnaíba/PI, onde foi proposta a sugestão de colocar uma placa com o símbolo do Ano João Pozzobon junto do monumento.

 

Veja como será:

 

Explicação: JOÃO POZZOBON (1904 – 1985): nasceu em São João do Polêsine/RS. Iniciou a Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt no Ano Santo Mariano de 1950. Peregrinou com a imagem da Mãe e Rainha nos ombros durante 35 anos, levando as graças do Santuário às famílias, hospitais, escolas e presídios e rezando o terço.

O CÍRCULO CENTRAL: simboliza o sol, a luz. Lembra a cena da transfiguração de Jesus no Monte Tabor. A visita da Mãe Peregrina com o Filho Jesus em seus braços é sinal de bênçãos e alegrias, transfigurando a realidade das famílias.

CAMINHO: A bênção que o fundador Pe. José Kentenich deu ao trabalho de João Pozzobon, deu-lhe força e coragem para enfrentar as adversidades do caminho.

JEGUE: João Pozzobon considerava-se “o Burrinho de Maria”, aquele que leva a Mãe e o Filho às famílias. O jegue traz o sinal de uma cruz sobre as costas, daí a crença de ser um animal sagrado; ele conduziu a Sagrada Família na fuga para o Egito. Jesus entrou triunfante em Jerusalém montado em um jegue; lembra também a força e resistência do povo nordestino.

 

Passo a passo para a conquista espiritual do monumento

 

 

A Família de Schoenstatt do Ceará, Piauí, Alagoas e Pernambuco reuniu-se em videoconferência para dar início à conquista espiritual e material.

Como gesto concreto, a cada dia 10 do mês (lembrando a data de início da Campanha) fazem a entrega espiritual do Monumento pela oração do Santo Terço, da Novena pela Beatificação de João Pozzobon e da Adoração ao Santíssimo, tudo transmitido pelas redes sociais a partir do Santuário de Garanhuns. Nesta oportunidade, um dos Ramos do Movimento fica com a Mãe Peregrina Auxiliar até o próximo dia 10 do mês.

Um milhão de Terços:

Esta é a meta que desejam atingir, em preparação à colocação do Monumento João Pozzobon. Se você deseja participar na contagem, fique atento às redes sociais do Santuário de Garanhuns: Facebook / Instagram / Youtube e inscreva-se para a oração do terço: clique aqui.

Fonte: schoenstatt.org.br

 

Dom Elói Róggia: como vivenciei João Luiz Pozzobon

Estamos vivenciando com a Família de Schoenstatt do Brasil o Ano João Pozzobon, trazendo mais presente em nossas vidas este nosso Irmão na Aliança de Amor que, em 1950, iniciou a Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt. Neste sentido, vale a pena assistir o belo testemunho que o bispo emérito da Prelazia de Borba/AM, Dom Elói Róggia deu sobre João Pozzobon,

Dom Elói Róggia pertencente à comunidade dos Padres Palotinos e teve a alegria de conhecer bem o Servo de Deus João Luiz Pozzobon, ainda como jovem seminarista.

No domingo, 7 de fevereiro, Dom Elói presidiu a Missa da ‘Concentração das Famílias e das imagens peregrinas’. Realizada sempre no primeiro domingo de fevereiro, a celebração recorda o envio das primeiras imagens peregrinas das famílias, realizada por João Pozzobon em 1º de fevereiro de 1959, há 62 anos. Normalmente faz parte da celebração uma procissão ao Santuário Tabor, que parte já às 7h de uma das ermidas colocadas por João Pozzobon, na localidade conhecida por ‘pé de Plátano’. Desta vez, por causa da pandemia, foi realizada somente a Santa Missa com um número reduzido de pessoas, onde uma missionária, renovou o seu compromisso, em nome de todos os que gostariam e não puderam participar.

Na homilia desta Santa Missa, Dom Elói deu seu testemunho sobre João Pozzobon, que podemos assistir no vídeo abaixo.

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Foto: Prelazia de Borba

João Pozzobon e o amor pela vocação na família

Sonia Tubino/Juliana Dorigo– Neste ano, em que o Papa Francisco nos chama para vivenciar a importância da família com o ano “Família Amoris Lætitia”. Nesta inspiração, podemos ver traços de João Pozzobon que nos ajudam a atender o chamado do Santo Padre. O Servo de Deus é exemplo de amor e alegria em família. “Pouco importava mover o mundo inteiro, se descuidasse de minha família. Se isto acontecesse, não estaria fazendo nada…”[1]

 “Com este olhar feito de fé e amor, de graça e compromisso, de família humana e Trindade divina, contemplamos a família que a Palavra de Deus confia nas mãos do marido, da esposa e dos filhos, para que formem uma comunhão de pessoas que seja imagem da união entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Por sua vez, a atividade geradora e educativa é um reflexo da obra criadora do Pai. A família é chamada a compartilhara oração diária, a leitura da Palavra de Deus e a comunhão eucarística, para fazer crescer o amor e tornar-se cada vez mais um templo onde habita o Espírito”.[2]

Vocação de pai cristão

Apesar de tantos desafios e limites que encontrou em sua vida, João Pozzobon soube construir sua vocação de homem e pai cristão, na escuta atenta aos planos providentes de Deus. Confiante e seguro de si mesmo, como aqueles que se sabem escolhidos e amados pelo Pai, obedeceu com sua entrega total, aos desígnios e possibilidades que lhe surgiam à frente.

Consciente e firme nas suas escolhas e responsabilidades delas decorrentes, com afeto e delicadeza, respeito e generosidade, teceu um ambiente de diálogo constante na sua vida pessoal e familiar. A alegria era fruto do amor compartilhado com a esposa e com cada um dos filhos, de forma muito particular e individualizada na atenção e expectativa com as quais se relacionavam. Nos dois casamentos que teve, na grande prole que gerou, deu a cada membro de sua família o valor de um presente de Deus!

Uma vida de oração

Nas suas relações familiares, sua vontade não era imposta de maneira egoísta ou ditatorial, pelo contrário, era resultante de um diálogo aberto e franco com os filhos e sua companheira. Não sonhava sozinho, nem se santificava para impor um poder absoluto. Antes de tudo se colocava como o mais simples dos instrumentos na execução dos planos divinos.

“O desenvolvimento de sua intensa vida de oração não significou, contudo, uma separação do mundo. Pelo contrário, percebe-se nele, crescente abertura, e uma forte solidariedade com os demais. Primeiramente, com sua família, com sua esposa e seus sete filhos, a quem denomina­va suas ‘sete joias’”.[3]

Missionário dos tempos modernos

João Pozzobon via-se como semente a ser lançada para que dela brotasse um novo homem, uma nova família, uma nova sociedade. Mergulhado na fé e no universo pedagógico do Pe. Kentenich e amparado na força da Aliança de Amor, tornou-se para nós, “o missionário dos tempos modernos!”

Mostrou-nos que mesmo em tempos difíceis, com pequenos e cotidianos gestos de amizade e confiança, podemos fazer de nossa casa, de nossa comunidade, um Santuário-Lar, uma “igreja em saída” que leva, junto com a Mãe Peregrina, a presença do Amor Misericordioso do Pai.

Personalidade batalhadora, corajosa e audaz nos ensinou a moldar os tijolos de nossa igreja doméstica com a tenacidade “de quem sabe esperar em Deus”. Seu otimismo e resiliência decorriam de sua vinculação profunda ao coração de Maria e de sua Convicção e Fé na Sabedoria do Senhor!

Anunciar o Deus vivo

E nós? O que nos falta ou como nos dispomos, hoje, a planejar e erguer nossa catedral interior e familiar para que a alegria e o amor sejam nossa base e impulso de vida? Qual a forma mais criativa ou adequada de Evangelização para nossa realidade atual? Em nossas “igrejas domésticas”, como anunciar o Deus vivo que nunca nos abandona e a presença da Mãe que diz: “nada sem Vós, nada sem nós”!

 

[1] URIBURU, Esteban. Herói hoje, não amanhã, pág. 61

[2] FRANCISCO, Papa. Exortação Apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia.

[3] Herói Hoje, pág. 57

José e João: Dois homens e muitas mensagens

Ir. M. Rosequiel Favero / Karen Bueno – Chegamos a mais um ‘dia 10’, que – dentro do Ano João Pozzobon – é um momento de parada e reflexão sobre este nosso Irmão na Aliança de Amor, já dentro de 2021 e em pleno ano consagrado a São José, patrono da Igreja.

 

O que encontramos de semelhante entre São José e João Pozzobon?

 Para a proclamação do Ano de São José, nosso querido Papa Francisco promulgou a Carta Apostólica ‘Patris Corde’ (em latim: ‘Coração de Pai’). Nela, ele apresenta São José como aquele que amou Jesus com um ‘coração de Pai’.

João Luiz Pozzobon tinha plena consciência da sua vocação de pai e não renunciava a ela. Embora seu apostolado tenha sido grandioso, ele mesmo afirmava que “não adianta mover o mundo inteiro se descuidar da própria família”. Seus filhos eram seus tesouros, presentes que Deus lhe havia presenteado. Seu filho mais novo, Humberto Pozzobon, testemunhou diversas vezes que João Pozzobon era um pai amoroso, que se importava com os filhos.

São José era obediente aos planos de Deus. Na sua carta, o Papa descreve como Deus lhe revelava seus planos através de sonhos. José ouvia a voz de Deus e a seguia imediatamente.

João Pozzobon era também alguém muito atento às inspirações de Deus: aos seus mandamentos, às orientações da Igreja, à escuta atenta da Palavra de Deus. Com uma visão muito deficiente, deu um acento à ‘escuta’, que fez dele um homem sábio. Ele mesmo testemunha: “Eu tinha os símbolos, porque nunca pude ler nem a Bíblia, nem outro livro qualquer. Eu só podia escrever, porque há muitos anos quase não enxergo. Não pude ler nem a Bíblia, nem a vida do Padre Kentenich, nem a história de Schoenstatt. Só posso ouvir. Então aprendi uma coisa bonita que, este ano, é meu lema: ‘Quem escuta, nunca envelhece, está sempre pronto a servir’. Eu sempre procurei escutar”.[1]

São José era um homem trabalhador, que sustentou a Sagrada Família com o suor do seu rosto. João Pozzobon foi educado numa família de imigrantes italianos, em que o trabalho era muito valorizado. Aprendeu, desde criança, a trabalhar com honestidade e afinco. Primeiro na agricultura, depois na administração de um hotel e, finalmente, de um armazém de secos e molhados. Seus filhos testemunham que ele era muito exato e honesto. Na época não haviam os pacotes fracionados em quilos, como estamos acostumados hoje. Era preciso pesar cada quilo de arroz, açúcar, feijão. Seu filho Humberto conta: “Nosso pai dizia nem menos e nem mais. Devíamos ser honestos e fazer os pacotes com o peso correto”.

A São José foi confiado uma grande preciosidade: cuidar de Maria e Jesus. João Pozzobon também aceitou esta tarefa, ao receber a Mãe Peregrina sob seus cuidados. Durante toda a vida, Pozzobon foi guardião da Mãe e do Filho, inclusive dormindo no chão algumas noites, em vigília, diante deles – lembrando a José, que dormiu no chão do estábulo.

Tanto José, como João, colocaram-se em segundo plano, para que a atenção estivesse sempre sobre o essencial: a virgem com o filho nos braços. Diz o Papa Francisco que José “soube descentralizar-se, colocar Maria e Jesus no centro da sua vida.” (Patris Corde, 7). Era também João Pozzobon aquele que sempre falava indicando Maria: “Ela fez isso, Ela fez aquilo…”, cada dia uma história sobre o que a “Mãe fez” – ele “nada fazia”, costumava dizer, era apenas seu burrinho.

Para fugir dos perigos da época, José “tomou consigo o Menino e a Mãe”, como Anjo do Senhor pediu, e fugiu para o Egito. Pozzobon não precisou fugir, mas também enfrentou desafios e esteve sempre ao lado dos dois, de Maria e de Jesus, sem temer os poderosos, pois cumpria os planos de Deus.

José e João, roguem por nós!

Crendo que esses dois modelos de pai, de esposo e de missionário estão juntos no céu, pedimos sua intercessão para o ano que começa. Que eles intercedam pelas famílias, pela Campanha da Mãe Peregrina, pelo Movimento de Schoenstatt, pela Igreja e por toda a humanidade.

 

[1] URIBURU, 140.000 km, 31.

João Pozzobon: vida, obra, herói, instrumento e apóstolo.

Ir. Ana Maria dos Santos Lima – Alegria e júbilo brotam de nossos corações por continuarmos celebrando o Ano João Pozzobon. Temos a oportunidade de aprofundarmos nosso conhecimento em relação a sua pessoa e missão. Amanhã, 12 de dezembro recordamos a data de seu nascimento.

Vida e Obra, na história do ser humano, são inseparáveis. São duas faces de uma mesma medalha! Uma não se explica sem a outra. O sentido de nossa vida consiste na entrega a uma Obra por amor a Deus e as almas. Cada um tem a liberdade de escolher a que Obra quer servir e consumir-se por ela.

De João Luiz Pozzobon, podemos dizer que sua vida e obra foram cunhadas pelo espírito heroico, pela filialidade e pelo ardor apostólico. Como pequeno aluno do Pe. José Kentenich aprendeu a ser um filho heroico de nossa Mãe e Rainha e um apóstolo incansável do Santuário, a serviço dos mais necessitados.

Assim como se diz de São Paulo, podemos dizer também sobre a condução de Deus a respeito da vida do Diácono João Luiz Pozzobon: “(…) Este homem é para mim um instrumento escolhido, que levará o meu nome diante das nações… [At 9, 15]”

 

Deus o preparou para a missão.

Aos poucos, o Diácono Pozzobon foi adquirindo a clareza, que necessitava, para compreender que tinha uma grande missão e os compromissos que essa missão lhe exigia. Ele mesmo confirma:

 “Schoenstatt trouxe para mim grande mudança, um grande enriquecimento da minha fé e também uma missão a realizar, um grande apostolado.”  (Herói hoje, não amanhã, p. 43 – 1ª edição)

O fruto dessa mudança é a Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, na qual desenvolveu seu grande apostolado e pela qual consumiu todas as forças que possuía. Durante 35 anos, ele se dedicou inteiramente à missão, que Deus lhe confia. Ele crê na sua eleição e sabe onde buscar forças para desenvolvê-la: manter-se unido à fonte original da missão: o Santuário. Somente isso explica sua força para ter percorrido 140.000 Km com a imagem da Mãe Peregrina de Schoenstatt, servindo aos mais pobres levando assim a frequência dos sacramentos, rezando o rosário e conduzindo ao seu Santuário a todos que tinham contato com a imagem de graças da Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt.

A exemplo de Cristo, João tinha o heroísmo em tudo o que fazia, mas também foi heroico na autoeducação. Ele soube viver as exigências da Aliança de Amor: “Elevai ao máximo as exigências a vós mesmos!” Suas palavras confirmam isso: “Por amor a Campanha, ser herói hoje mesmo!” (Herói hoje, não amanhã, p. 129 – 1ª edição)

João Luiz Pozzobon sacrificou sua vida dia a dia, na Aliança de Amor. Tinha uma profunda vida de oração, promovia a paz, soube aceitar calado, muitas indiferenças e desprezo para promover a paz, perdoou inúmeras vezes àqueles que não compreendiam e o caluniavam para promover a paz. Em cada casa que passava sempre acendia uma luz. A cada pessoa que encontrava, presenteava uma centelha de luz, uma mensagem de paz.

Certa vez expressou que dava sua vida para que a Campanha pudesse tornar-se mundial! Hoje, isto é realidade! Não há como negar que seu espírito heroico, se caráter de instrumento e seu zelo apostólico foram fermento, que favoreceram o crescimento da Campanha em todo o mundo. Deus o escolheu para uma missão na Obra de Schoenstatt e ele deu a sua vida por ela, por isso pode afirmar: “Entendi a missão e por ela minha entrega foi total!”

Elevamos a Deus, Pai de bondade, nossa gratidão pelo precioso dom de sua vida e Obra e por termos tido a graça de tê-lo entre nós como um homem de fé e de um ardente e filial amor a Maria, nossa Mãe.

Amanhã, no dia de seu aniversário poderíamos lhe presentear nossa gratidão rezando a oração por sua beatificação.

Pozzobon: “Um homem com a cabeça no céu e os pés na terra

Juliana Dorigo – Ontem foi 10 de novembro e, continuando o ‘Ano João Pozzobon’, cada dia 10 se tornou especial para nós, pois recorda o início da Campanha da Mãe Peregrina há 70 anos. Neste mês que inicia com a festa de todos os santos contemplamos sua vida como exemplo de santidade diária nos dias de hoje.

Atitude de João Pozzobon diante das dificuldades e problemas na convivência familiar. Uma resposta para tempos difíceis: fortaleza e harmonia do ser. Sua irmã Regina Pozzobon conta: “Em toda família sempre há alguma coisa que não vai bem. Nessas ocasiões João tomava seu Rosário e saia para rezar, a fim de não discutir, para não causar contrariedades na família. Ele sempre foi assim.”

João era um homem de paz e assim permaneceu ao longo de toda a sua vida, tal como facilmente se pode perceber frente a numerosas circunstâncias de sua existência, ainda que em situações muito conflitivas. Assim se comprovou ao longo dos anos em que continuou sua Campanha em meio aos mais duros ataques e incompreensões. “Sou pai de família, nunca fui homem rico. Mas sabia que Deus era bom, e que não desampara os que servem ao seu próximo”.[1]

Atitude sobrenatural

Pozzobon é símbolo do homem de fé, sua plena confiança na Mãe de Deus era o amor filial, durante sua jornada, em seu coração pulsava o desejo de ser um instrumento nas mãos de Maria, para salvar as famílias e para a Obra de Schoenstatt. O Servo de Deus, rezava no Santuário, durante a sua consagração: “Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt… De hoje em diante quero ser um instrumento sacrifical pioneiro do teu Santuário, disposto a consumir-me por ti… No amor abraço a cruz que o Pai Celestial me destinou. Um único desejo vive na minha alma: consumir-me por ti e por tua Obra. Peço que não te compadeças de mim, estou decidido a ser arauto e para-raios do novo Schoenstatt brasileiro, que se imola no cumprimento fiel, fidelíssimo, do dever por ti. Que cada sofrimento e dor que me enviares, se converta numa constante alegria e agradecimento”.[2]

“Consagrar-se é pôr-se à disposição da Mãe. É escutar, ouvir quando ela fala, estar a seu serviço, ser um servidor. A consagração implica, também, estar convencido de que se é chamado a uma missão específica, assim entendi no meu caso, pois minha consagração era para este Santuário“.[3]

Despertar o heroísmo

“Pude compreender que eu, também, tinha que fazer despertar o heroísmo. Não só o cumprimento do dever – todos temos a obrigação de fazê-lo, mas o heroísmo, esse heroísmo total, de entrega”.[4] Essas palavras de Pozzobon revelam muito sobre o amor e a dedicação do Servo de Deus à missão, a sua entrega total ao objetivo de salvar as famílias através da visita da Mãe Peregrina com seu filho Jesus, transformando lares em pequenos Santuários de graças. João Pozzobon vivia a santidade diária, buscando estar mais perto do Reino do Céu a cada dia, reconhecia a sua pequenez, com o desejo de realizar grandes obras. “Sou pequeno, mas quero ser grande no meu agir”.[5]

Pozzobon dedicou a sua vida para salvas as famílias. “Pode-se perceber que o mundo, o homem, andam esquecidos e enganados por tantas coisas que o próprio mundo oferece; mas, no fundo ainda vive a mesma fé mariana, que lhe dá segurança, e isto, mesmo com pessoas de outras religiões. Vale a pena desenvolver um calo no ombro… Por amor às almas, poderíamos carregar mais…”[6]

O sentido de carregar a Mãe de Deus. É a Mãe de Deus que pode levar a mensagem do bem a todas as famílias. A grande preocupação de que todos pudessem entender também que um dia poderiam alcançar a salvação. Que todos sejam bons, que se amem uns aos outros. E então, eu caminhei junto com a Mãe, e sabendo que ela sai de um Santuário de graças, que ela pode distribuir muitas graças. Foi ela quem partiu, ela que distribuiu graças e transformou famílias[7]

Inspiração atual

João Pozzobon inspira por sua fé inabalável, mesmo em situações difíceis, os dias de hoje exigem de nós essa confiança filial, superar desafios e assim como Pozzobon, entregar nas mãos da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, como instrumentos a serem moldados pelas mãos de Maria. “Se você não contar sobre as lutas, não pode provar a força da Mãe”. [8]

 

[1] URIBURU, Esteban J. Herói hoje, não amanhã. Santa Maria/RS: Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt, 1991, pág. 78

[2] Idem 1, pág. 188

[3] Idem 1 e 2, pág. 89

[4] Idem 1,2 e 3, pág. 43

[5] Idem 1,2,3 e 4, pág. 47

[6] TREVISAN, Victor P. João Luiz Pozzobon: Um Santo com Têmpera de Missionário Leigo. Santa Maria/RS: Instituto Secular dos Padres de Schoenstatt, 1992, página 30

[7] URUBURU, Esteban J. 140.000 Km Caminhando Com a Virgem. Buenos Aires: Editorial Patris, pág. 17

[8] Idem7, pág 53