
Ir M Rosequiel Fávero – Quis a Providência Divina que a pandemia do ‘covid-19’ acontecesse em pleno Ano João Pozzobon, pensado – inicialmente – para ser concluído em setembro do ano passado, na celebração dos 70 anos da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt. Foi justamente a pandemia e suas consequências que fez com que o Ano João Pozzobon fosse prorrogado até 10 de setembro deste ano.
Tantos eventos e encontros precisaram ser adiados e a criatividade apostólica de coordenadores, missionários e assessores precisou ser desdobrada no ‘mundo digital’, mostrando que é possível também utilizar a Internet para chegar até os que não conseguem participar mais das atividades da Campanha da Mãe Peregrina. Mesmo a Mãe Peregrina precisou ficar nas mãos dos missionários. Espiritualmente, todos os dias, ela visita aquela família, como está na lista que a acompanha.
Muitas pessoas também sofrem porque não podem mais visitar o Santuário de Schoenstatt de sua cidade. Em todo o Brasil as visitas aos Santuários, como a todas as outras igrejas, sofreram restrições e, em alguns momentos, foram até suspensas, para frear a onda de contágios.
Mais do que nunca fomos convidados a visitar espiritualmente os Santuários da Mãe e Rainha. Para ajudar, sugiram muitas iniciativas de transmissões ao vivo da Santa Missa, adoração ao Santíssimo e da oração do terço a partir dos Santuários de Schoenstatt, principalmente pelo Facebook.
Alguém se perguntou: como João Pozzobon cultivaria sua vinculação ao Santuário em tempos de ‘covid-19’?
Para responder, basta dar uma lida nas suas principais biografias. Exemplos não faltam:
- Sempre que precisasse ficar alguns dias longe de Santa Maria assim que não podia visitar o Santuário Tabor, João Pozzobon levantava cedo e fazia as suas orações na direção que (ele achava) ficava o Santuário. Assim, peregrinava espiritualmente ao trono da Mãe e Rainha, entregava nas suas mãos suas contribuições para o Capital de Graças do dia anterior e rezava na sua presença, renovando sua Aliança de Amor com ela.
- Também, muitas vezes, quando saia para uma missão especial, que não lhe possibilitava a visita diária ao Santuário, deixava um bilhetinho preso por um ‘preguinho’ na parte de baixo do banco em que normalmente se ajoelhava (Penúltimo banco, no lado esquerdo, junto à janela). Assim, o bilhetinho o representava ali junto de sua Mãe e Rainha.
- As muitas ermidas que ergueu na região do entorno de Santa Maria – sempre no interior, longe da cidade – eram sinais que deviam conduzir olhos e corações para o Santuário. Quantas vezes não terá ele mesmo rezado diante delas e se transportado à presença de sua Mãezinha?
Isso não é lindo? O seu exemplo deve nos estimular a vivermos unidos ao Santuário, também se não podemos visitá-lo fisicamente. A realidade das mídias sociais (Facebook, Instagram, Whatsapp, etc) não existia no seu tempo, assim que nós estamos até em vantagem em relação a ele.
Para concluirmos nossa reflexão, nada melhor que um testemunho de alguém que vivenciou o grande amor de João Pozzobon ao Santuário. Quem nos conta é Ir M Zeli Viletti.
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