
Assumpta est Maria
Ir. M. Clarissa Konrad – A doutrina de que Maria foi assunta ao céu de corpo e alma é uma verdade de fé da Igreja, desde os primeiros séculos cristãos. No entanto, foi definida e proclamada como dogma de fé, pelo Papa Pio XII, na Constituição Apostólica “Munificentissimus Deus”, a 1º de novembro de 1950.
Esse dogma apresenta duas linhas da vida e missão de Maria: uma caracteriza sua relação com Deus e a outra sua relação com a Igreja, isto é, conosco.
Em relação a Deus, ela é a Mãe do Filho de Deus, portanto, a Mãe de Deus, a grande Imaculada!
Amadeu, bispo de Lausana, afirmava que o corpo da Virgem Maria permaneceu incorrupto e que nem se pode imaginar que padecesse corrupção. “Pois ela era cheia de graça e bendita entre as mulheres (Lc 1,28). Só ela mereceu conceber o Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, e sendo virgem deu-o à luz, amamentou-o, trouxe-o no regaço, e prestou-lhe todos os cuidados maternos”. (MD 28)
Em relação à Igreja, isto é, em relação a nós, segundo palavras do Pe. Kentenich, Maria, assunta ao céu, é um livro da dignidade humana. “Na imagem da Bendita entre as mulheres o bom Deus configurou e apresentou de forma clara a imagem da pessoa humana assim como Ele a tinha planejado”. (Padre José Kentenich, 1950)
A Mãe de Deus, assunta ao céu de corpo e alma, não é apenas o membro por excelência da Igreja, senão, que, a Mãe da Igreja. Assim ela está no céu, correspondendo à necessidade do povo que quer ver tudo concretizado num protótipo, num modelo, num ensinamento.
Maria está no céu, junto ao Eterno Pai, ao Espírito Santo e a Jesus glorioso na sua divindade e humanidade. Ela está no céu com sua alma transfigurada, mas também com o seu corpo, com tudo que ela traz em si de humano. O mistério da assunção corporal de Maria ao céu, lança luz especial sobre certos valores fundamentais de nossa vida “como a pureza da alma, a humildade e a dignidade pessoal, o pudor e a castidade que devemos ao corpo, para libertá-lo de sua forte vida instintiva.” (Papa São Paulo VI, 15.08.1973)
Um coroação materno que intercede por nós junto de Deus
A Mãe de Deus, no céu, com sua alma e seu corpo glorificados, é tão íntima de Deus e tão próxima de nós! Com o seu coração sumamente cálido, cheio de afeto e compaixão maternal, permanece a desvelar-se por seus filhos.
Em Deus, ela sabe das nossas conquistas e é capaz de se alegrar conosco. Ela também sabe o que não conseguimos expressar, sabe das nossas preocupações e angústias. Jesus nô-la concedeu no momento culminante da Redenção, no Calvário, como nossa Mãe (Jo 19,26-27): “Eis a tua Mãe!” “Eis o teu filho!” Como toda boa mãe, ela sempre ajuda. No Santuário, em torno da imagem de graças vemos as palavras: “Servus Mariae nunquam peribit”! Um servo(a) de Maria jamais vai perecer!

Com o Pe. Kentenich proclamamos: “A Mãe de Deus deve tornar-se a grande Soberana! Mas, consideramos o seu reinado no mundo sempre como uma preparação para o reinado supremo de Cristo, o único Rei da Igreja.”
Ave, Mãe e Rainha assunta ao céu, nós te saudamos!
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