
De 22 de maio a 4 de junho a Ir M Raquel Mainardi, responsável pelo Secretariado do Padre Kentenich em Santa Maria, ao qual o estado do Ceará está vinculado, esteve em missão na ‘Terra do Padre Cícero’, mais propriamente na diocese de Crato/Ceará.
No ano passado, Ir M Raquel esteve a primeira vez no Ceará, em Mauriti, visitando o Diácono Francisco Souza (mais conhecido como o ‘Chiquinho da Mãe Rainha’) e sua esposa, para ouvi-los pessoalmente sobre a grande graça da gravidez do seu filho – o menino ‘José Kentenich’ – que alcançaram, rezando a oração pela beatificação do Padre Kentenich.
Naquela ocasião o Diácono convidou a Ir M Raquel para voltar a Mauriti, a fim de falar sobre a causa de beatificação do Pai e Fundador. Ir M Raquel afirma: “Voltei encantada com a acolhida e religiosidade deste povo, com o grande amor à Mãe Rainha e ao Pai e Fundador”.
Com alegria, Ir M Raquel quis partilhar de suas vivências nestas duas semanas de ‘missão’ no Ceará.
Como foi a sua vivência nestas duas semanas no Ceará?
Desde que cheguei, no dia 22 de maio, me senti como uma verdadeira missionária de nosso Pai e Fundador, como mensageira de sua causa de beatificação.
A acolhida calorosa das lideranças na minha chegada a Gravatazinho e ao pisar o solo daquele Santuário-Lar Paroquial Tabor da Santidade, tive a experiência de estar palmilhando uma terra sagrada, a Terra Mariana de Schoenstatt, por nós tão sonhada.
Logo me senti em casa, muito bem acolhida pela família do Diácono “Chiquinho da Mãe Rainha”, assim chamado carinhosamente pelo povo; acolhida por sua esposa Francisca, pelo José Kentenich, agora com 12 anos e pelo Sr. José, pai do Diácono. Durante oito dias pude desfrutar também das bênçãos e das graças daquele Santuário Lar da Fé Prática na Divina Providência.
Partilhando as vivências com o Pai e Fundador…
Desde que recebi o convite, entendi que a Providência, em seus planos de amor, estava me dando uma chance bem concreta de expressar minha gratidão por ter conhecido nosso Pai e Fundador.
Foi muito lindo ver a atenção de todos, quando lhes contava nos encontros e nas visitas às comunidades como conheci o Pe. Kentenich. Como menina participava das romarias ao Santuário de Santa Maria, onde pude vê-lo e ouvir as pregações, traduzidas por uma Irmã de Maria, que ele fazia na frente do Santuário para os romeiros. Pude vê-lo também na inauguração da Casa de Retiros em 1949. Ficou muito bem gravado em mim o quanto se empolgava ao falar sobre nossa Mãe Admirável.
No ano de 1952, então, como juvenista das Irmãs de Maria de Schoenstatt, pude cumprimentá-lo, pegando em um dos seus dedos e participar das conferências que ele dava para o Movimento de Schoenstatt na Casa de Retiros.
Em uma das conferências falou que somos um grande Jardim de Maria, cada um é uma flor neste jardim, mas que ali havia também “verduras”, referindo-se às juvenistas. Não gostamos que nos tivesse chamado de verduras e na hora do intervalo uma turminha de juvenistas, eu fui junto, fomos nos queixar com ele, dizendo-lhe que não queríamos ser verduras, mas ao menos uma violeta no Jardim de Maria. Ele gostou muito de nossa reação e na palestra seguinte nos fez um belo elogio.
Após relatar este fato aos ouvintes, lançava a pergunta, se também eles queriam escolher uma flor para embelezar o grande Jardim de Deus, o Jardim de Maria da Família de Schoenstatt? Deixava um momento de silêncio para cada um escolher a flor que gostaria de ser. Era tão lindo ver a resposta positiva que todos davam.

Palestra do Padre Kentenich em Santa Maria – março de 1952
O que encontrei no Ceará?
O grande amor à Mãe e Rainha que vivenciei naquele povo, o vínculo filial daquelas famílias ao Pai e Fundador me tocaram profundamente. Voltei impactada com o que vi e experimentei ao longo das duas semanas que estive primeiro em Mauriti e depois em Juazeiro do Norte e Crato.
Vi uma Família de Schoenstatt, o Movimento de Schoenstatt em saída, profundamente vinculado à Mãe Rainha, ao Santuário e ao Pai e Fundador pela Aliança de Amor, uma família em harmonia com a Igreja local.
Vivenciei realmente o que falou a coordenadora do círculo de Oração das ‘Filhas Heroicas’, ao me saudar no início do seu encontro:
“Há muitos anos uma semente da graça de Deus atingiu uma pequena comunidade, germinando uma linda devoção.
Onde Maria está, milagres acontecem, pois com Ela está o Espírito de Deus, Ela traz Jesus, e quem vê Jesus vê o Pai.
Por onde Maria passa, graças são derramadas e os filhos que sentem o amor de Maira, nunca mais deixam sua aliança com ela.
Hoje celebramos mais uma vez essa dádiva de Schoenstatt em nosso meio…”
Para ler o 1º testemunho na íntegra clicar aqui.
