Um começo simples e um extraordinário desenvolvimento:
112 anos da Fundação de Schoenstatt
“Quantas vezes, na história universal, fatos pequenos e insignificantes converteram-se em grandes acontecimentos. Por que não poderia ser também este o nosso caso?”
Essas palavras do Padre José Kentenich, pronunciadas em 18 de outubro de 1914, revelaram-se proféticas. O que começou de maneira simples, em uma pequena capela de Schoenstatt, na Alemanha, transformou-se em um movimento internacional, cuja missão continua viva na Igreja e no mundo. Neste 18 de outubro, celebramos os 112 anos da primeira Aliança de Amor, acontecimento que marca a fundação do Movimento Apostólico de Schoenstatt.
Qual era o cenário daquele ato de fundação? Um sacerdote com limitações em sua saúde física; um grupo de seminaristas ainda muito jovens; uma pequena capela que, até então, estava abandonada; e uma sociedade permeada de incertezas diante do início da Primeira Guerra Mundial. Humanamente, havia muitos motivos para duvidar do êxito daquela iniciativa. No entanto, o Padre Kentenich enxergava, pela fé, possibilidades que iam além das circunstâncias visíveis.

Foi nesse contexto que o Diretor Espiritual apresentou aos jovens sua ideia predileta, registrada naquela palestra que, posteriormente, seria conhecida como Primeiro Documento de Fundação:
“[…] posso revelar-vos a ideia predileta que acalento em meu interior. Ao contemplar as magnificências divinas no Monte Tabor, Pedro exclamou encantado: ‘É bom estarmos aqui’ (Mc 9,5). ‘Façamos três tendas’. Estas palavras sempre me voltam à memória e frequentemente me perguntei: ‘Não seria possível que a capelinha de nossa Congregação se tornasse nosso Tabor, no qual se manifestem as magnificências de Maria?’”
A partir dessa aspiração, nasceu uma corrente de vida espiritual que encontrou na Aliança de Amor com Maria seu fundamento e sua força. O pequeno grupo de congregados marianos foi convidado a colaborar ativamente para que a Mãe de Deus pudesse estabelecer-se naquela capela e realizar ali sua missão de educadora, formando personalidades apostólicas e contribuindo para a renovação religiosa e moral do mundo, em Cristo.
É selada a primeira Aliança de Amor
Naquele dia, o Padre Kentenich e os jovens seminaristas selaram uma Aliança de Amor com Maria, dando início a uma profunda relação entre a entrega humana e a ação divina. De sua parte, ofereceram seus esforços de autoeducação, suas orações e seus sacrifícios, que mais tarde seriam compreendidos no contexto do Capital de Graças. A iniciativa não se fundamentava em grandes recursos humanos, mas na confiança de que Deus poderia realizar grandes coisas por meio da colaboração daqueles que se colocassem inteiramente à sua disposição, como instrumentos.
A Aliança de Amor expressava, assim, uma confiança filial na atuação de Maria. Os jovens comprometeram-se a colaborar com a graça de Deus por meio de uma vida de santidade, enquanto suplicavam à Mãe de Deus que estabelecesse sua morada naquela pequena capela e a transformasse em um lugar de graças. Essa relação harmoniosa entre a colaboração humana e ação divina, tornou-se o núcleo da espiritualidade de Schoenstatt e sua fonte de fecundidade.
Ao longo da história, a missão iniciada naquele 18 de outubro foi se expandindo para além das fronteiras da Alemanha. A partir do Santuário Original, multiplicaram-se os Santuários de Schoenstatt pelo mundo, e a Aliança de Amor passou a unir pessoas de diferentes culturas e estados de vida.

Uma Aliança que continua viva
Celebrar 112 anos da Aliança de Amor não significa apenas recordar um acontecimento histórico, mas reconhecer que aquela entrega inicial continua produzindo frutos e que cada geração é chamada a assumir novamente a missão de Schoenstatt, com o mesmo ardor e heroísmo da primeira geração.
Repetem-se a nós o apelo da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt: “Não vos preocupeis com a realização de vossos desejos. Eu amo os que me ama. Provai realmente que me amais e tomais a sério os vossos propósitos.”
Na consciência da pequenez dos instrumentos escolhidos para viver a Aliança de Amor, mas na certeza de que Deus é quem realiza grandes obras, renovemos nossa Aliança de Amor, peregrinando espiritualmente ao Santuário. Entreguemos à Maria nossas contribuições para o Capital de Graças e nossa disponibilidade em ajudá-la a continuar edificando a Obra de Schoenstatt.

