Adão Jaeger / Ir M Rosequiel Fávero – O Domingo, dia 22 de Julho, para muitos começou bem cedinho em Biguaçu/SC, onde aconteceu a II Jornada Diocesana da Campanha da Mãe Peregrina da Arquidiocese de Florianópolis. Um encontro rico em conteúdo e trazendo a riqueza da Aliança de Amor, nascida do coração de nosso Pai e fundador. Foi ‘nota 10’, como muitos se expressaram.

A Jornada Diocesana começou com uma calorosa acolhida, regada por um coffee break restaurador. A Tenda do Centro de Schoenstatt de Tijuquinhas (Biguaçú/SC) foi sendo tomada pelos aproximadamente 400 inscritos, que chegaram munidos de sua imagem peregrina e com muita alegria.

As atividades foram coordenadas pelas diversas foranias que compõem a Arquidiocese de Florianópolis. A Forania de São José conduziu o momento de Adoração, seguido de uma vivência, muito bem preparada por jovens da Forania de Tijucas, que apresentou desde os primeiros passos de nosso Movimento, com a Aliança de Amor do Padre José Kentenich e os jovens seminaristas com a Mãe de Deus .

 

Já caminhando em nossos tempos, ouvimos diversos e comoventes testemunhos de como alguns integrantes da Forania de Palhoça conseguiram superar entraves para fazer valer sua Aliança, selada com a MTA. Muito se espelharam na fé, simplicidade e determinação do Servo de Deus, João Luiz Pozzobon, que deu ‘a largada’ nesta caminhada, que se transformou numa autêntica cruzada mundial.

A Forania de Barreiros utilizou um mapa, representando a copa de uma gigantesca árvore. Depois, cada segmento do Movimento (Institutos, Uniões, Ligas, Campanha da Mãe Peregrina, Terço dos Homens, Peregrinos e outros), foi alocado em um dos quatro grandes setores (coluna de sacerdotes, coluna das famílias, coluna masculina e coluna feminina). Essa diversidade de origens, atuando cada qual em seu ramo sem perder a unidade de objetivo, é que cria condições para se construir um Santuário.

A manhã de trabalhos do domingo foi concluída pela Forania de Barreiros, com o tema “construindo o (nosso) Santuário”.

Logo após o almoço, a forania de Brusque ofereceu de forma muito eloquente a vivência da construção do santuário, porque literalmente os brusquenses ‘meteram a mão na massa’. Trouxeram um teatro que reuniu uma ‘equipe muito especial’ de engenheiros, pedreiros e ‘outros entendidos’ que muito refletiram até chegarem a um modelo de construção ideal. Tudo decidido, foram à luta, com carrinho de mão, tijolos simbolizando cada schoenstattiano e, em minutos, a plateia foi desafiada a ser tijolo vivo, à luz da Aliança de Amor e do Capital de Graças. Pelo tom da resposta, a ‘briga foi comprada’ por todos. Agora o Santuário vai decolar, podemos acreditar.

 

Micheli Pauli, coordenadora da Comissão e Eventos pró-construção do Santuário, propiciou uma visão concreta da atual situação de nosso Santuário, inclusive mostrando o projeto do futuro Centro de Schoenstatt de Biguaçu.

A seguir, o Assistente Eclesiástico do Movimento de Schoenstatt na Arquidiocese de Florianópolis, Pe Pedro José Kohler, proferiu rápida palestra colocando como a Campanha da Mãe Peregrina é resposta no ano do Laicato. De fato, a Campanha da Mãe Peregrina vem, desde a atuação do Diácono e Servo de Deus João Luiz Pozzobon, sendo uma grande resposta do Movimento de Schoenstatt aos anseios da população carente de fé, de presença efetiva da Igreja, de inserção social. É a ‘Igreja em Saída’, como nosso Santo Padre, o Papa Francisco, recomenda a todos.

Vale lembrar que, como acontece nos domingos e nos dias 18 de cada mês, a Santa Missa foi celebrada às 16h. Desta vez, como ação de graças pela Jornada e tendo por presidente o Arcebispo de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönk. A temática das Leituras e do Evangelho do dia remetia à compaixão e ao papel do pastor que cuida de suas ovelhas. Dom Wilson, em sua Homilia, lembrou a todos que ser Missionário da Mãe Peregrina é ser pastor, com sua tarefa de vigilância, evitando dispersão e desvios. A visita da Mãe com seu Filho Jesus no colo é um ato de compaixão, de acolhimento e de inclusão. Lembrava-nos nosso Pastor quantas conversões foram realizadas nestas singelas visitas.

A Santa Missa também foi o momento da renovação do compromisso e envio dos Missionários e de nossa consagração à Nossa Senhora.

 

Concluindo a programação, todos foram estimulados a mostrar sua fé, numa procissão luminosa, rezando o Santo Terço e cantando hinos da ‘Campanha’.

Para restaurar as energias – gastas com a subida até o final do terreno – nada melhor do que o gostoso ‘sopão’, última produção de uma incansável equipe de cozinha.

Com espírito e corpo restaurados, os 400 missionários e coordenadores da Mãe Peregrina da Arquidiocese de Florianópolis foram enviados para, com o empenho pela missão e muitas contribuições para o Capital de Graças, continuar a construir o tão esperado Santuário de Santa Catarina.

Mais fotos (Matilde Burger de Abreu / Cida Carvalho / Mirian Voss)