Karen Bueno – Estamos em outrubro, mês da Aliança de Amor! Símbolos e expressões adiquirem uma importância especial. Uma destas expressões é ‘Capital de Graças! Ela tem sua origem ainda no primeiro ano após a Fundação de Moviento, que aconteceu em 18 de outubro de 1914.

Como sinal concreto das ofertas de amor à Maria e do empenho pela missão, os seminaristas colocaram uma caixa de papelão sobre o altar do Santuário Original, onde estavam escritos, em papeizinhos, alguns propósitos a serem cumpridos (cuidado com o vestuário e os sapatos, atenção com a higiene, silêncio nas filas, posição correta na capela, entre outros); cada um retira um papel com o compromisso de cumprir aquela tarefa em prova de amor à Mãe de Deus e responsabilidade pela missão.

Quando os jovens começaram a contribuir com o Capital de Graças?

As contribuições ao Capital de Graças vêm desde a fundação de Schoenstatt, como relata Olivo Cesca: “Um ideal polarizava agora as energias daqueles corações. Sabiam finalmente porque viviam e qual o sentido de sua luta. Nada deviam desperdiçar. Até o menor trabalho, a oração mais simples, o sacrifício por menor que fosse, passando pelas mãos de Nossa Senhora, se transformavam em graças. Entre eles começou uma santa competição. Não que fizessem coisas excepcionais. Seguiam vivendo sua vida costumeira na casa velha, desconfortável e fria. A diferença é que faziam tudo com mais vontade. […] Não que andassem com caras de ‘beatos’. Pelo contrário, seguiam praticando seus esportes alvoroçados, com muita alegria e muita garra. Se alguém alegava sentir-se indisposto, era convidado a jogar para o Capital de Graças” (Herois de Duas Espadas, pág. 61 e 62).

Passando o dia 18 de outubro de 1914, os jovens começam a assimilar as promessas e exigências da Aliança de Amor e a contribuir com a Mãe de Deus. Porém, o nome “Capital de Graças” e sua representação concreta surge apenas em maio de 1915.

Mas afinal, o que é Capital de Graças?

Schoenstatt surge por meio da iniciativa divina, que inspira uma ação humana: convidar a Mãe de Deus a habitar em um determinado lugar – a Capelinha do Vale de Schoenstatt – e distribuir dali dons e graças em abundância.Mas, para que isso de fato aconteça, aqueles que a convidam se comprometem a oferecer muitos sacrifícios de autoeducação, sendo ‘santos modernos’. A Aliança de Amor é real enquanto cada um dos contraentes (a Mãe de Deus e os jovens, e atualmente cada um que tenha selado essa Aliança) cumprir o seu papel.

Para saber mais: O que é o Capital de Graças?

A MTA espera sua contribuição

O tempo passou e Deus é fiel a si mesmo. A condição para que a Capelinha de São Miguel se torne um Santuário da Mãe e Rainha depende das mesmas exigências da Aliança de Amor, como em outubro de 1914. A Mãe e Rainha permanece nos Santuários – filiais, lares, paroquiais, corações – enquanto houver pessoas que ali lhe ofereçam sacrifícios de autossantificação, ou seja, muitas contribuições ao Capital de Graças.

Padre Kentenich, em sua Pedagogia, dá dicas valiosas de como ser um santo na vida diária. Ferramentas como o horário espiritual e o ideal pessoal são uma grande ajuda e permitem observar de perto como está a colaboração com o Capital de Graças e o crescimento interior, basta estar disposto a utilizá-las.

Schoenstatt deixou de ser apenas um sonho, uma ideia predileta do Padre Kentenich, porque os primeiros herois ofereceram tudo que podiam, até mesmo a vida, pela Aliança de Amor. Hoje, cada um que selou a Aliança é responsável por levar esta Obra para o novo século, dando a vida por ela. É preciso haver sempre “água na talha”, a fim de que Jesus transforme em vinho da graça. A Mãe espera por isso, do Santuário ela quer atingir o mundo todo com seus dons e graças, mas para isso necessita da contribuição de cada, um por menor que seja, para formar uma terra santa do Pai.

Fonte: schoenstatt.org.br