No Evangelho deste 6º domingo do tempo comum, antes de iniciar o tempo santo da Quaresma, Jesus nos exorta à fidelidade: “Seja o vosso ‘sim’: ‘Sim’, e o vosso ‘não’: ‘Não’.” (Mt 5,37)

No seguimento de Cristo é de fundamental importância a educação à fidelidade: à sua Pessoa, aos seus Mandamentos, à sua Igreja, aos seus desígnios assim como se nos revelam no dia a dia. Fidelidade esta que forma nossa vida concreta, que nos interpela a abandonar condutas e assumir com compromisso e responsabilidade o chamado à santidade.

Talvez, com tristeza, podemos constatar que há tantos sinais de infidelidade no mundo: há infidelidade nas relações conjugais, sociais, econômicas, políticas… os interesses mudam repentinamente e com eles também os planos e projetos se esvanecem, antes mesmo de perguntar-se sobre qual é a vontade de Deus para nossa vida concreta.

Padre José Kentenich dava muito valor à fidelidade, não obstante as falhas, mas uma fidelidade que impele a recomeçar com perseverança quantas vezes for necessário. Dele recebemos esta valiosa palavra que nos estimula na busca pela santidade vivida a cada dia:

“A fidelidade nos torna grandes, porque nos coloca entre as fileiras dos santos. O que os tornou santos? Certamente, a graça de Deus. Mas, olhando a partir deles, foi a fidelidade”