No próximo domingo, 26/05, vamos celebrar a solenidade da Santíssima Trindade, uma das maiores verdades de nossa fé.

Nos primeiros séculos do cristianismo, a arte cristã não se ocupou em representar Deus. As pinturas, ícones ou esculturas diziam respeito a Jesus Cristo, a Nossa Senhora e aos santos. A maioria dos mais antigos símbolos para a Santíssima Trindade nasceram já na Idade Média. Vejamos alguns.

O Triquetra

Este símbolo contém três formas semelhantes a folhas que se interligam e se entrelaçam com um círculo. As folhas representam a Trindade; o círculo, a vida eterna. Esta imagem é associada à arte celta e pode ser vista, por exemplo, no famoso Livro de Kells.

O ‘escudo’ da Trindade

Este antigo símbolo mostra que cada Pessoa da Trindade é o mesmo e único Deus, mas, ao mesmo tempo, as três são distintas uma da outra. Ao longo da história, foi bastante usado como ferramenta de catequese.

O Trevo de Três Folhas

Frequentemente atribuído a São Patrício, o trevo de três folhas se tornou uma das representações mais facilmente identificáveis ​​da Santíssima Trindade na arte cristã. Diz-se que São Patrício, o santo padroeiro da Irlanda, uma vez usou o trevo três-folhas, planta abundante no solo irlandês, para explicar para a um rei celta pagão o que era a Santíssima Trindade: “três folhas, uma só planta” era uma metáfora para “três pessoas, um só Divino Ser”.

O dedo de Deus

Esta imagem ressalta Deus criador, envolto em nuvens, em grande majestade e poder, tendo a mão direita estendida e o dedo anular apontando o universo. É a mão direita de Deus que opera prodígios, segundo a expressão: Digitus Dei est hic. [Vulgata, Êxodo 8.19] O dedo de Deus está aqui. Em muitas oportunidades Deus foi representado simplesmente pela mão saindo de uma nuvem.

O olho de Deus

Nos séculos XVIII e XIX, Idade Contemporânea, a arte cristã começa a representar o olho como símbolo de Deus, nas igrejas e capelas, especialmente nos portais, acima dos púlpitos, nos altares e nas pinturas do teto. O olho de Deus geralmente era representado no meio de raios luzentes, também sobre uma nuvem e, em geral, associados a um triângulo simbolizando a Santíssima Trindade. Era o esforço da Igreja para trazer novamente ao coração e à vida do homem a realidade da presença de Deus, numa época marcada pela fuga de Deus.

O olho de Deus geralmente era representado dentro de um triângulo

Os ângulos iguais do triângulo servem muito bem para explicar o mistério de Deus uno e trino. Um só Deus, em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Não são três Deuses, mas um só. “A unidade divina é trina”, diz-nos o catecismo da Igreja católica, no nº 254. No centro do triângulo está o olho, representando a onipresença de Deus, à qual nada fica oculto aos seus olhos, tal como lemos na Escritura:

“Os olhos do Senhor observam os caminhos do homem e vigiam todos os seus trilhos.” (Provérbios 5,21) – “Os olhos do Senhor são infinitamente mais luminosos do que o sol, vêem todos os caminhos dos homens e penetram os lugares mais secretos. Antes de serem criadas, ele já conhecia todas as coisas.” (Eclesiástico 23,19s) – “Teus olhos viam como fui formado. No teu livro estão todos inscritos os dias que foram fixados e cada um deles nele figura.” (Cf. Salmo 139, 16)

Em Schoenstatt temos também símbolos para a Santíssima Trindade?

Isso veremos nas próximas matérias.