
Ir M Simone Tabolka – A Juventude Feminina e Masculina de Schoenstatt de Santa Maria se reuniu em torno do Santuário Tabor, no sábado, 19, para uma vivência sobre o Congresso de Hoerde. A iniciativa nasceu a partir de 4 jovens que estudaram as palestras do congresso e decidiram transmitir aos demais grupos.
O que foi o Congresso de Hoerde?
O Congresso de Hoerde, realizado em 19 de agosto de 1919, marcou o início apostólico do Movimento de Schoenstatt. Os jovens da chamada Organização Externa, que se formou durante a I Guerra Mundial, buscavam meios para manter e aprofundar seu contato com a espiritualidade de Schoenstatt, mesmo após o término da guerra. Assim eles exclamavam: “Descobrimos que Schoenstatt era para nós uma torrente de vida e de graças, a cuja margem desejávamos conduzir muitas pessoas. Víamos Schoenstatt como tesouro escondido no campo, e que para ele daríamos tempo e forças.”
E 104 anos depois?
A vivência iniciou com uma breve encenação sobre o contexto histórico da época, no qual muitos jovens do seminário precisaram ir para os campos de batalha. Em seguida, numa procissão, fomos ao Monumento dos heróis, recordando que esta geração foi uma geração de cruzes negras, ou seja, foram capazes de entregar a vida, na fidelidade diária, à Obra da Mãe Três Vezes Admirável.

Isabella Patriota, relata sua experiência: “Para mim foi uma vivência muito bonita, pois pude compreender melhor como foi este despertar apostólico do nosso Movimento de Schoenstatt a partir do Congresso de Hoerde, e como ele nos impulsiona a sermos perseverantes e firmes nos propósitos e ideias, convictos de que a Mãe, Rainha e Vencedora em nossa vida e que o Amor de Cristo nos impele, hoje e sempre!”
Em seguida, o grupo partiu para a Cruz da Unidade e foram estimulados a contribuir nesta sagrada herança: “Devemos guardar esta herança, seguir existindo, aumentar as nossas fileiras, levantar das ruínas uma nova geração! Como instrumentos nas mãos da Mãe e Rainha, queremos usar todas as nossas forças para a renovação religiosa e moral do mundo, nos entregando como cruzes negras.” Foram preparadas pequenas cruzes negras de madeira para todos os jovens, que pessoalmente podiam pegar a sua, junto ao Cristo Tabor, como sinal de seu compromisso pelo ideal.

Uma entrega renovada
No regresso ao Santuário, assim como dizia a vivência preparada, “apenas falar e se admirar com palavras não é atitude de um schoenstattiano”. Portanto, cada um pode refletir e escrever: o que levaremos da vivência, um propósito para nos tornarmos realmente a nova geração de cruzes negras e o que nos impede de ser cruz negra hoje: seja um pecado, um defeito, uma fraqueza…
Cada um pode colocar na Taça de Engling sua resposta, que se consumiu como oferta ao Capital de Graças, a fim de tornar vivo o ideal de ser cruz negra da nova geração do Tabor.
Um dos jovens participantes, Antônio Righi, comenta que “recordar a história do movimento apostólico de Schoenstatt com o Congresso de Hoerde, é viver a aliança de amor no dia a dia. Esta vivência nos proporcionou através da nossa participação e empenho a presença da Mãe Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt”.

Fotos: Juventude de Schoenstatt
