Formação para Aliança de Amor nos gramados da Universidade

No dia 18 de outubro, o jovens universitários Filipe Ramos Netto, Letícia Kieling e Gustavo Silveira, selaram a sua Aliança de Amor com a Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt no Santuário Tabor. Pe. Vitor Hugo Possetti presidiu a Missa de Aliança dos jovens.

A formação dos jovens ocorreu nos gramados da UFSM, sob a condução dos também universitários Leandro Dalla Nora e Giovana Domaszak. Lenadro e Giavana selaram sua Aliança de Amor por meio desse apostolado na universidade, iniciado anteriormente por outros membros da Juventude Apostólica de Schoenstatt.

Letícia, estudante de medicina, conta o que significou para ela selar a Aliança de Amor no dia 18 de outubro: “Senti-me muito próxima da Mãe Rainha durante toda aquela noite e privilegiada por estar selando minha aliança no aniversário da fundação de Schoenstatt e Dia do Médico. Esse gesto representou o início de uma relação de compromisso e confiança entre Maria e os membros do Movimento de Schoenstatt.”

Filipe relata sobre como foi importante essa oportunidade de realizar a preparação para a Aliança na UFSM: “Eu queria conhecer melhor a espiritualidade de Schoenstatt e me aprofundar na Aliança de Amor com a Mãe Rainha. E como trabalho na Universidade, o grupo universitário da aliança foi um ambiente propício para eu poder participar.”

Gustavo também conta o significa para ele selar uma Aliança de Amor com Maria: “Esse amor caridoso, sensível, inexplicável de conforto fraterno, foi a oportunidade de dar os primeiros passos com a Mãe do lado, além de poder ver que ela é um espelho de vida. Ela é quem está conosco em todos os momentos bons e ruins independente de quem somos. Ela vê a alma e o coração. Ela estava de braços abertos para nosso sim para nossa renovação espiritual de transformação interior de vida. Ela é rainha de todas coisas. É a mãe que educa, ensina, mas não critica passado, nos ajuda a levantar, chama nosso nome para caminhar conosco, nos ouve, dá o colo dela para nos apoiar, intercede por nossa vida, nos proteja de todo mal. A Aliança é um nova etapa de caminhada e jornada!”

Que a Mãe de Deus abençoe a cada um desses jovens e siga atraindo cada vez mais corações para se consagrarem a Ela através da Aliança de Amor.

Juventude de Schoenstatt nos 75 anos da Campanha da Mãe Peregrina

 

Natália Lara dos Santos – Dos dias 10 a 14 de setembro, a Juventude de Schoenstatt marcou presença no Jubileu Internacional de 75 anos da Campanha da Mãe Peregrina. A celebração reuniu em Santa Maria mais de 700 peregrinos, dentre os quais se incluem membros das Juventudes Feminina e Masculina da Obra de Schoenstatt vindos de diversos lugares do mundo.

 

 

Além de conhecer o Berço da Campanha, o Santuário Tabor, e os demais lugares históricos da vida do Venerável João Luiz Pozzobon, a juventude de Schoenstatt teve a graça de partilhar momentos e vivências de oração e convivência.  Conhecer outras culturas e saber que muito além das fronteiras nacionais, todos juntos partilham um mesmo ideal, são parte da mesma família e no coração do Pai e Fundador, o Padre José Kentenich, são um só. 

Os jovens da Juventude Masculina foram acolhidos por famílias de Schoenstatt e as jovens da Juventude Feminina foram acolhidas pelas Irmãs de Maria de Schoenstatt na casa de discernimento vocacional. Assim, os momentos de partilha e interação foram ainda mais marcantes para a experiência de cada um deles.

 

Testemunhos

“Acredito que todos saímos muito enriquecidos desta experiência. Criar vínculos com outros jovens que aspiram o mesmo que nós, vermos o quão longe a Campanha da Mãe Peregrina chegou e assumirmos novamente a missão de Schoenstatt, agora também inspirados pelo exemplo de vida de João Pozzobon, foi como renovar as forças e a chama da Santidade.” – Partilha uma Jovem da Juventude Feminina de Schoenstatt de Santa Maria

“Para mim, estar na casa foi um presente super especial, realmente me senti acolhida por cada uma das meninas e especialmente pelas Irmãs. A disponibilidade, a gentileza e a atenção tão pessoal fizeram com que eu não sentisse a distância de casa.  Além disso, estar perto do Santuário foi incrível, poder ir e voltar, saber que estava a apenas alguns quarteirões era maravilhoso. Também fiquei muito emocionada com o carinho com que nos receberam, foi como se já nos conhecêssemos há muito tempo. Mais uma vez, a Mater me mostrou como é bonito ser de Schoenstatt, da Família de Schoenstatt”.  Guadalupe Benavidez, 17 anos, Argentina.

“Se pudesse descrever o Jubileu em duas palavras, elas seriam: encontro e graça. Cada dia compartilhado foi mágico, não há palavras para descrever o quanto voltei contente e feliz. É incrível ver que tantas pessoas partilham o mesmo. Pessoalmente, interagir com as meninas da Juventude Feminina de Santa Maria, foi muito bom conhecê-las e passar tempo com elas; independentemente dos idiomas, nos entendíamos muito bem, por isso também mencionaria a providência que a Mãe nos concedeu. Cada atividade nos unia mais à missão que João Pozzobon teve, pisar na sua casa, nos lugares onde ele esteve, não tem descrição, simplesmente maravilhoso. A Mãe e Rainha reparou em uma serva tão pequena como eu e me deu a graça de selar a minha Aliança de amor, eu dei o meu sim em um lugar tão especial como Santa Maria, como diria João Pozzobon: ‘Fique unido à origem’, onde tudo começou, onde um pequeno homem iniciou algo tão grande. Sem dúvida, foi como viver num jardim de flores, no qual florescem sempre mais flores de alegria.” Jazmín Escurra, 19 anos, Argentina

 

 

A juventude local ainda contribuiu muito para a realização do evento, desde a recepção dos peregrinos, até traduções e no trabalho dos meios de comunicação, além de auxiliar na preparação e organização de momentos formativos. 

Foram dias de muitas bênçãos e pedimos à Mãe Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt que siga atraindo a si os corações juvenis e os inflamando pela construção do Reino de Schoenstatt.

Fotos: Heloísa Seikoski

Juventude de Schoenstatt da Argentina sela Aliança de Amor no Santuário Tabor

Heloísa Seikoski – No dia 13 de setembro, durante o Jubileu Internacional de 75 anos da Campanha da Mãe Peregrina, cinco jovens da Juventude de Schoenstatt da Argentina (Ezequiel Alan Chavez, Jazmín Lezcano, Maggie Acosta, Matías Niveyro e Miguel Peltzer) tiveram a graça de selar a Aliança de Amor, no Santuário Tabor.

No coração dos jovens já existia o anelo de selarem a Aliança de Amor, alguns já se preparavam há alguns meses, outros aproveitaram os dias do Jubileu para fazerem uma preparação e reflexão sobre o que significa selar uma Aliança de Amor com a Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt. Esse anseio, nascido nos corações dos jovens, nos dá certeza de que a Mãe de Deus continua atraindo a si os “corações juvenis” – assim como prometeu no 18 de outubro de 1914 – também para o apostolado da Campanha da Mãe Peregrina.

Jazmín Lezcano, da Juventude Feminina da Argentina, nos conta como foi esse chamado da Mãe de Deus para selar a Aliança de Amor em sua vida:

“O chamado da Mãe e Rainha em mim foi tão grande que tive a graça de selar minha Aliança de Amor com outros jovens num lugar tão especial que, como diria o João Pozzobon: ‘Fiéis à origem’, onde tudo começou, onde um pequeno homem iniciou algo tão grande.(…) Sem dúvida, foi como viver em um jardim de flores, no qual florescem sempre mais flores da alegria. A chama que tínhamos acesa se acendeu ainda mais estando em terra santa.”

A Divina Providência também conduziu para que a Aliança de Amor se realiza-se nessa data tão significativa para Miguel Peltzer, da Juventude Masculina de Schoenstatt, ele relata:

“Em 2022, eu havia começado o caminho da Aliança junto a outros jovens, mas na metade do caminho senti que não era o momento e desisti. Depois, me propuseram voltar para a preparação da Aliança em 2023, mas eu continuava sem sentir que era a hora, então recusei diretamente. No ano passado, em 2024, formamos um grupo de vida no qual começamos a nos preparar para selar a Aliança. Estando em Santa Maria, surgiu a proposta de podermos selar a Aliança de Amor no Santuário Tabor! O que, para mim, era uma loucura, considerando como vinha o meu caminho com a Mãe e todas as coisas que Ela vinha me presenteando. Senti o anseio de trocar meu coração pelo d’Ela, e foi então que me dei conta de que estava realmente preparado para poder recebê-La. A preparação, junto ao Padre Martín, foi muito bonita e nos ajudou a direcionar nossa preparação, junto com o Tomás, que o estava auxiliando com os preparativos para a cerimônia. Chegado esse momento, senti uma felicidade e, ao mesmo tempo, uma paz que há muito tempo não sentia. Senti como Ela veio me guiando durante todo esse tempo e preparando meu coração para esse momento!”

Maggie Acosta, da JF Argentina, também compartilha como foi selar a Aliança de Amor em outro país e com a Juventude de Schoenstatt:

“Nunca pensei que selaria minha Aliança desta maneira: em outro país e com pessoas que eu nem sequer conhecia uma semana antes. Mas que momento melhor do que o Jubileu da Campanha para fazê-lo, e que melhor maneira do que com essas pessoas incríveis que conheci, com um coração alegre e muito amor para dar? (….) Uma palavra que, para mim, define este encontro perfeitamente é família. Schoenstatt não é outra coisa senão uma grande família que se expande por todo o mundo e que transpõe as barreiras geográficas e linguísticas, que se entende através do amor e da alegria de compartilhar a nossa fé.”

Que a Mãe de Deus continue atraindo a si muitos corações jovens e dispostos a se doar pela missão de Schoenstatt através da Campanha da Mãe Peregrina.

Fotos: Heloísa Seikoski

Juventude caminha 40 Km, passo a passo com Pozzobon

Ir. M. Nilza P. da Silva – Quem passou pelas estradas que ligam São João de Polêsine a Santa Maria, no Rio Grande do Sul, Brasil, entre os dia 13 e 14 de setembro, certamente se surpreendeu ao encontrar cerca de 30 jovens caminhando, hora cheios de disposição e hora cansados, mas sempre animados pelo amor.

São rapazes da Juventude Masculina de Schoenstatt (Jumas), da região sul do país, que, passo a passo, nos 40 quilômetros, querem “viver na prática um pouco do que o diácono João Luiz Pozzobon viveu como peregrinador, fortalecer nossa união como irmãos do JUMAS e nos preparar espiritualmente para a Romaria da Primavera no Jubileu,” explica Christian Fernando Mazzon Gauer.

Trazer e ser sementes

Christian conta também: “Iniciamos a nossa peregrinação na casa museu de João Luiz Pozzobon, em São João de Polêsine, hoje (sábado) em torno das 6h30min, da manhã. Chegaremos ao Santuário, no domingo, pela manhã, para participarmos da Romaria da Primavera.”

Sim, para esses corajosos, não basta participar da tradicional peregrinação, iniciada pelo Venerável Pozzobon, levando sementes para serem abençoadas, mas, eles mesmos querem ser as vivas sementes para a florescência de uma nova geração.

Leandro Dalla Nora diz, “essa peregrinação para mim é uma forma de súplica e uma fonte para novas ofertas ao Capital de Graças.” Ou seja, sua meta é entregar tudo nas mãos da Mãe de Deus, para que ela transforme em graças e as distribua pelos Santuários. O exemplo de Pozzobon é a estrela que o guia nesta caminhada: “Para mim João Luiz Pozzobon é um exemplo de Filialidade heroica vivificada”, partilha.

Uma caminhada de vínculos

O que o motiva também “é a certeza que o Jumas do Regional está reunido, somos irmãos caminhando lado a lado, todos peregrinando pelo mesmo objetivo e lutando pelo mesmo ideal. Na pedagogia das vinculações, estamos vivendo de forma especial, como Jumas, as vinculações com os irmãos através de Deus e de Maria. Isso representa uma parte do nosso ideal ‘Através de vínculos profundos buscamos ser homens novos’”.

Faz parte das longas romarias a pé, a escuridão da noite e o recomeçar pela manhã, com o olhar de esperança de que a meta será alcançada. “Sei que esse caminho será um grande desafio, mas tenho a convicção de que completá-lo é uma entrega à Mãe e uma forma de seguir os passos de João Pozzobon,” comparte Eduardo Veríssimo Vargas Cortina. Para ele, a principal motivação para aceitar colocar-se a caminho é “porque acredito na força que brota do Capital de Graças”. Ele conta também que para ele, “Pozzobon é um sinônimo de instrumento da Mãe. Imitar os passos dele significa viver o apostolado de maneira mais intensa, até porque esse é um dos objetivos do Jumas: Levar a Mãe para um mundo tão necessitado de afeto e oração”.

Uma peregrinação para dentro de si

Conta-se que o peregrino faz duas caminhadas durante o trajeto, uma são os passos na estrada, rumo ao local geográfico e outra peregrinação acontece para dentro de si mesmo. As vivências dos limites físicos, as superações dos limites, o convívio com o outro, se bem aproveitado, leva a questionar-se sobre as escolhas feitas nas trilhas da vida. O Pobre Burrinho de Maria, que caminhou 140 mil quilômetros com a Mãe Peregrina sabe bem disso e é exemplo de quem soube fazer os dois trajetos. Por isso, Matheus Zanch Baggio o tem “como um exemplo de autoconhecimento e de lealdade”.

Para Matheus, saber que não se caminha sozinho na vida, faz toda diferença: “Vejo todos como irmãos, pessoas que tem os mesmos valores que o meu, pessoas em quem eu posso contar, e saber que sempre estarão comigo em qualquer situação. Essa atmosfera é um exemplo a ser seguido para a juventude.”

Cada passo para ele é um canto de gratidão à Mãe de Deus, é “uma forma de agradecimento por todas as graças que venho recebendo ao longo da minha vida, além disso é uma forma de apreciação e uma oportunidade maior de vinculação ao Movimento,” explica.

Os passos incendeiam o coração

Enquanto lemos, esses jovens já chegaram ao Santuário, mais fortalecidos para continuar a peregrinação da vida e mais incendiados no amor a Cristo e Maria. “Se eu pudesse resumir em uma palavra essa, seria companheirismo. Estamos cheios de entusiasmo para concluir o trajeto e celebrar o jubileu da melhor forma, levando adiante o fogo da Juventude,” conclui Eduardo Veríssimo. Rezemos pelos jovens!

Jovens universitários selam a Aliança de Amor

 

Heloisa Seikoski – No domingo, 26 de maio de 2024, Solenidade da Santíssima Trindade, aconteceu no Santuário Tabor a Aliança de Amor de um grupo de 8 jovens universitários da UFSM.

Durante os meses de abril e maio os jovens se reuniram presencial ou remotamente para realizarem os encontros preparatórios para a Aliança de Amor. Essa iniciativa de trazer aos jovens universitários da Universidade Federal de Santa Maria a possibilidade de se preparem para a Aliança de Amor com a Mãe de Deus teve início no ano de 2023, e com o auxílio de Deus cada vez mais jovens se consagram inteiramente à Maria.

Finalmente chegou o grande dia!

E no último domingo do mês de maio, após uma tarde de retiro sobre as exigências e as promessas e vivência da Aliança de Amor, os jovens já preparados participaram com seus amigos e familiares da Santa Missa presidida pelo Pe. Éverton Pairé Pasche, na qual também selaram a sua Aliança de Amor com a Mãe, Rainha e Vencedora Três

Vezes Admirável de Schoenstatt.

 

Nícolas Marques, um dos jovens que selou a Aliança de Amor nos conta como foi para ele selar a Aliança de Amor com a Mãe de Deus:

“Cristo, quando fundou a Igreja Católica, desejou que nós, suas ovelhas, estivessemos sempre unidos e fiel a Ele, a Aliança de Amor pode ser resumida nisso: uma aliança com Nossa Senhora, mas também uma relação de comunidade e união, que mantém as ovelhas unidas. Nas universidades, muitas das vezes nos sentimos a sós na fé, saber que temos pessoas na universidade que, além de possuir uma fé igual a nossa, possuem algo a mais em comum, uma Aliança de Amor com Nossa Senhora, nos faz mais próximos um do outro”

 

E Cezar Belmonte nos relata como foi o momento em que selou a Aliança de Amor:
“A razão não consegue explicar como um ato simbólico pode trazer uma grande emoção, de aquecer o coração em uma noite fria como a de 26 de maio.

Guardarei com carinho as lembranças da Missa que foi tão bem celebrada pelo Pe Éverton, bem como das amizades que fiz no Santuário e durante o período de formação.

Para mim, que sou vocacionado ao sacerdócio, ter sido convidado a selar a Aliança de Amor é carregado de significado, pois também senti mais uma vez o chamado de Deus, e com certeza levarei a espiritualidade de Schoenstatt no exercício do ministério.”

 

 

Após a Santa Missa, a Juventude de Schoenstatt promoveu para os jovens uma Cantata Mariana que teve como tema a Filialidade Heroica, para louvar à Mãe de Deus nesse mês dedicado à Ela.

Rezemos pela fidelidade desse grupo que se consagrou à Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt e para que Ela continue atraindo os corações juvenis para o seu Santuário.

 

 

Mais fotos (Heloisa Seikoski)

104 anos de Hoerde com a Juventude junto ao Santuário Tabor

 

Ir M Simone Tabolka – A Juventude Feminina e Masculina de Schoenstatt de Santa Maria se reuniu em torno do Santuário Tabor, no sábado, 19, para uma vivência sobre o Congresso de Hoerde. A iniciativa nasceu a partir de 4 jovens que estudaram as palestras do congresso e decidiram transmitir aos demais grupos.

O que foi o Congresso de Hoerde?

O Congresso de Hoerde, realizado em 19 de agosto de 1919, marcou o início apostólico do Movimento de Schoenstatt. Os jovens da chamada Organização Externa, que se formou durante a I Guerra Mundial, buscavam meios para manter e aprofundar seu contato com a espiritualidade de Schoenstatt, mesmo após o término da guerra. Assim eles exclamavam: “Descobrimos que Schoenstatt era para nós uma torrente de vida e de graças, a cuja margem desejávamos conduzir muitas pessoas. Víamos Schoenstatt como tesouro escondido no campo, e que para ele daríamos tempo e forças.”

E 104 anos depois?

A vivência iniciou com uma breve encenação sobre o contexto histórico da época, no qual muitos jovens do seminário precisaram ir para os campos de batalha. Em seguida, numa procissão, fomos ao Monumento dos heróis, recordando que esta geração foi uma geração de cruzes negras, ou seja, foram capazes de entregar a vida, na fidelidade diária, à Obra da Mãe Três Vezes Admirável.

 

 

Isabella Patriota, relata sua experiência: “Para mim foi uma vivência muito bonita, pois pude compreender melhor como foi este despertar apostólico do nosso Movimento de Schoenstatt a partir do Congresso de Hoerde, e como ele nos impulsiona a sermos perseverantes e firmes nos propósitos e ideias, convictos de que a Mãe, Rainha e Vencedora em nossa vida e que o Amor de Cristo nos impele, hoje e sempre!”

Em seguida, o grupo partiu para a Cruz da Unidade e foram estimulados a contribuir nesta sagrada herança: “Devemos guardar esta herança, seguir existindo, aumentar as nossas fileiras, levantar das ruínas uma nova geração! Como instrumentos nas mãos da Mãe e Rainha, queremos usar todas as nossas forças para a renovação religiosa e moral do mundo, nos entregando como cruzes negras.” Foram preparadas pequenas cruzes negras de madeira para todos os jovens, que pessoalmente podiam pegar a sua, junto ao Cristo Tabor, como sinal de seu compromisso pelo ideal.

 

 

Uma entrega renovada

No regresso ao Santuário, assim como dizia a vivência preparada, “apenas falar e se admirar com palavras não é atitude de um schoenstattiano”. Portanto, cada um pode refletir e escrever: o que levaremos da vivência, um propósito para nos tornarmos realmente a nova geração de cruzes negras e o que nos impede de ser cruz negra hoje: seja um pecado, um defeito, uma fraqueza…

Cada um pode colocar na Taça de Engling sua resposta, que se consumiu como oferta ao Capital de Graças, a fim de tornar vivo o ideal de ser cruz negra da nova geração do Tabor.

Um dos jovens participantes, Antônio Righi, comenta que “recordar a história do movimento apostólico de Schoenstatt com o Congresso de Hoerde, é viver a aliança de amor no dia a dia. Esta vivência nos proporcionou através da nossa participação e empenho a presença da Mãe Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt”.

 

 

Fotos: Juventude de Schoenstatt

”

A Juventude Apostólica de Schoenstatt (Jumas e Jufem) de Santao Ângelo realizaram uma ‘Tarde com Maria’ no sábado, dia 28 de maio, nas dependências da paróquia Sagrada Família.
O evento que reuniu mais de 50 jovens, com uma programação especial de dinâmicas e debates sobre a espiritualidade católica de Schoenstatt.
A Mãe Rainha plantou a semente nesses jovens, então que possamos continuar rezando por santas vocações e para que ela interceda a Deus para que possamos colher bons frutos a partir desse evento.

Sou jovem, mas vivo a santidade

 

Ariel Stival – Com o passar do tempo algumas palavras podem ir perdendo seu significado original, isso acontece hoje com a palavra “santo” e, por consequência, com a palavra “santidade”. O que significa, afinal de contas, ser santo? É possível para qualquer um? O que temos que fazer para crescer na santidade?

Todos nós católicos já somos santos, de alguma forma, desde o batismo. Nesse dia, fomos consagrados para Deus, nascemos para a Igreja de Cristo e enviados para viver no mundo e santificá-lo.

A santidade é, portanto, um dom de Deus que recebemos e que precisamos cuidar e fazer crescer, pois, apesar de termos sido feitos santos pelo amor de Deus, muitas vezes, em nosso dia a dia, nos esquecemos disso e não vivemos como filhos e filhas de Deus. Nós somos pecadores e, por nossas próprias forças, estávamos condenados a viver em nossa miséria, longe de Deus. Mas Ele, em sua bondade e misericórdia, sai ao nosso encontro e nos santifica segunda a nossa abertura para isso.

Uma seta que aponta o caminho

O Papa Francisco afirma que “Se não fores capaz de suportar e oferecer a Deus algumas humilhações, não és humilde nem estás no caminho da santidade. A santidade que Deus dá à sua Igreja vem através da humilhação do seu Filho: este é o caminho” [1]. Para sermos verdadeiros santos devemos seguir verdadeiramente os passos de Cristo e para isso, como ele mesmo disse, devemos deixar para traz tudo o que temos e aceitar a nossa cruz.

O Papa Bento XVI em um discurso para alunos de instituições católicas assinalou que todo jovem está chamado à santidade, à verdadeira amizade com Deus que transforma a vida e muda o mundo: “O que Deus mais deseja de cada um de vocês é que sejam Santos. Ele vos ama muito mais do que jamais poderiam imaginar e quer o melhor para vocês. E, sem dúvida, o melhor para vocês é que cresçam em santidade” [2].

Ser santo é ter “cara de santinho”?

“Tantas vezes nós pensamos na santidade como algo extraordinário, como ter visões ou orações elevadíssimas. Alguns pensam que ser santo significa ter uma cara de santinho. Não! Ser santos é outra coisa”, afirma o Papa Francisco. Ele explica que “o chamado à santidade, que é o chamado normal, é o chamado a viver como cristão, isto é, viver como cristão é o mesmo que dizer ‘viver como santo’” [3].

Portanto, estar nesse caminho de santidade consiste em caminhar para a esperança, ir ao encontro de Jesus Cristo e viver com plenitude, dando o nosso máximo em todas as atividades de cada dia: “O santo do dia a dia santifica seu dia de trabalho, vive santamente durante toda a semana e em tudo o que faz imprime o selo da santidade. Alegrias e tristezas, trabalhos e descanso, orações, palavras e conduta: executa tudo extraordinariamente bem, por amor, isto é, santamente” [4], diz o Pe. José Kentenich.

Um modelo para os jovens

 

 

Um grande exemplo dessa santidade é a Virgem Maria, ela deixou tudo o que sentia e sem medo disse ‘sim’ ao anjo e aceitou a grande missão de ser Mãe do Salvador e mais tarde mãe de todos os cristãos. Um gesto de humildade, de entrega e verdadeiramente um gesto de santidade.

O Santo Padre, Papa Francisco, nos diz: “Maria é a mais abençoada dos santos entre os santos, Aquela que nos mostra o caminho da santidade e nos acompanha. E, quando caímos, não aceita deixar-nos por terra e, às vezes, leva-nos nos seus braços sem nos julgar. Conversar com Ela consola-nos, liberta-nos, santifica-nos” [5]. Ou seja, o caminho mais fácil para ser santo é estar junto com Maria.

É verdadeiramente alegre quem vive santamente, contudo a verdadeira alegria não é o riso. Rir muito nem sempre significa felicidade. É muito mais feliz a mãe carregando amorosamente seu filho do que um tolo que ri à toa. E a maior alegria que um homem pode ter é a de salvar-se e estar com Deus por toda a eternidade.

Antes da vinda de Jesus Cristo, o céu estava fechado para nós. Foi o sacrifício do calvário que nos reconciliou com o Criador e nos proporcionou a experiência de santidade e a verdadeira felicidade.

 

* Contribuição da Juventude Masculina de Schoenstatt do Regional Sul

 

 

Referências:

[1] PAPA FRANCISCO. Homilia na missa diária, Casa Santa Marta, 1º de fevereiro de 2016

[2] PAPA BENTO XVI. Encontro com alunos de instituições católicas britânicas, Londres, 17 de setembro de 2010

[3] PAPA FRANCISCO. Homilia na missa diária, Casa Santa Marta, 29 de maio de 2018

[4] KENTENICH, Pe. José; NAILIS, Ir. M. Annette. Santidade de todos os dias – Espiritualidade Laical de Schoenstatt, vol 1.

[5] PAPA FRANCISCO. Exortação Apostólica Gaudete Et Exsultate, nº 176

 

Fonte: schoenstatt.org.br

Uma mensagem especial para todos nós!

Quase 250 jovens, representando 109 países e 37 comunidades e movimentos eclesiais, estiveram reunidos desde quarta-feira (21) em Roma para o Fórum Internacional da Juventude.

O evento que terminou ontem, sábado (22), com uma audiência com o Papa Francisco, no Vaticano.

Os schoenstattianos participantes, uma jovem austríaca, um rapaz do Brasil e o Pe. Alexandre Awi Mello, gravaram uma mensagem final para toda a Família de Schoenstatt, de modo especial para a juventude:

Fonte: schoenstatt.org.br

Juventude de Schoenstatt Protagonista no seio da Igreja

 

Começa hoje, em Roma, o XI Fórum Internacional da Juventude. Cerca de 250 jovens, de mais de 110 países, participarão do encontro, intitulado “Juventude em Ação em uma Igreja sinodal”. A representante de Schoenstatt, Hemma Strutz, da Áustria, e Lucas Galhardo, do Brasil, nos contam mais detalhes.

 

Por que o Dicastério para o Leigos, a Família e a Vida está organizando esse encontro?

Lucas Galhardo – Este Fórum é como um “Pós-Sínodo”. Entendo que ele tem o objetivo de ver as respostas dos jovens quanto ao Sínodo e à Exortação Christus Vivit, os frutos que vêm sendo gerados e, principalmente, motivar e impulsionar este concretizar sinodal. Sem dúvida também será um grande momento de encontro, partilha de experiências, realidades e culturas.
Acho muito boa essa preocupação do Papa Francisco com todo o processo Sinodal, desde o início, o durante e o pós encontro. Como o próprio Papa Francisco disse em seu discurso [i], que o trabalho do Sínodo não seja mais um documento para que poucos leiam e muitos critiquem.
Eu, particularmente, acredito que o mais importante de todas as etapas é este encontro pós-sinodal, é reunir todas as conclusões, reflexões e sugestões que ressoaram nas base, nas realidades locais. Ali é que as coisas verdadeiramente acontecem.

 

Por que é importante que Schoenstatt participe desse Fórum?

Hemma Strutz – Em muitas ocasiões, tive a oportunidade de experimentar a Juventude de Schoenstatt como uma Família Internacional. Cada vez que visitava um Santuário de Schoenstatt diferente, me sentia muito bem acolhida e parte de algo muito maior. Uma unidade no esforço e os corações em chamas, conectados na Aliança de Amor e em Cristo, apoiados pela oração e pela amizade. De certo modo, isso também é válido para a Igreja (jovem) em geral.
Todos nós, jovens, compartilhamos o desafio diário de dar testemunho de Cristo. Não é fácil estar só com a fé, especialmente na escola e na universidade, onde, como jovens, ainda procuramos por Deus, por seu plano de onipotência e sabedoria para nossas vidas.
Experimentei o quão difícil é estar na sala de aula e me sentir só com a minha fé em Cristo. Em algumas, ou na maioria, das minhas aulas na universidade, senti que eu era a única que era católica e defendia os valores cristãos. Depois de um tempo e depois de ter a coragem de mostrar abertamente que sou católica, descobri que há outros sentindo o mesmo.
Nunca estive realmente só. Sempre tive Cristo, a MTA, o Movimento de Schoenstatt… e quando o Movimento não estava presente ao meu redor, havia a juventude paroquial.
Juntas, como Juventude Feminina (o mesmo acontece na Juventude Masculina), crescemos na fé, compartilhamos nossas lutas e nos apoiamos mutuamente. Nós nos apoiamos no desenvolvimento de nossa personalidade, aprendemos a ver (observar), ganhamos coragem para falar e tentar mudar certas atitudes. E assim o fogo ardente continuou crescendo e brilhando em nosso coração. Então, se estamos “sozinhos” novamente em alguma situação, sabemos que há um grupo de amigos que nos apoiam.
Esse aspecto de grupo, ou Família, eu experimentei muito fortemente no Movimento de Schoenstatt. Esta é uma das riquezas que temos em nosso Movimento e que podemos compartilhar, também trazer novas experiências conosco. Outro aspecto que o Movimento de Schoenstatt traz consigo é que os próprios jovens dirigem o movimento juvenil, acompanhados pelos assessores. Essa independência da juventude é um ponto que podemos compartilhar também.

 

Foto: Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida

 

Qual sua expectativa para o encontro?

Hemma Strutz – Este é um Fórum Internacional da Juventude, é uma reunião de jovens de tantas culturas diferentes, movimentos, experiências de êxito e de fracasso, modelos de melhores ações unidos em uma mesma missão. Internacionalmente os jovens têm diferentes desafios e podemos compartilhar nossas experiências e aprender uns com os outros, nos conhecermos uns aos outros e motivar-nos uns aos outros para alcançar altos ideais. Também olhar para trás e ver como o Sínodo dos Jovens teve um impacto em outros países e como podemos ir adiante a partir dele.

Lucas Galhardo – Sinto que será um excelente Fórum e mais um grande passo de sinodalidade, dos jovens exercerem seu protagonismo e co-responsabilidade eclesial. Eu estou participando porque o Dicastério convidou os auditores jovens do Sínodo; então vou com essa missão de transmitir a experiência sinodal aos demais.
Peço as orações de toda a Família para este Fórum, pela Hemma, por mim, pelo Pe. Alexandre, Papa Francisco e toda a Igreja, para que este espírito sinodal de caminhar juntos alcance os corações de cada vez mais pessoas no mundo.

 

[i] Discurso de abertura do Sínodo dos Bispos sobre a Juventude

Fonte: schoenstatt.org.br