
Maria Dulce Torres / Thelma Soutello – Estamos em outubro, mês do Rosário.
Podemos ver a relação de João Pozzobon com o rosário desde a sua infância. A família de João Pozzobon caracterizou-se pela harmonia e profunda religiosidade herdada dos avós italianos. Reuniam-se diariamente para a reza do terço, depois de um dia penoso de trabalho. Os adultos, geralmente de joelhos, escorados numa cadeira, e as crianças de pé, acompanhavam a oração até que, vencidos pelo cansaço, iam dormindo.
Isto influenciou muito a vida de João Pozzobon e ficou guardado em seu coração. Ao receber a imagem da Mãe de Deus para visitar as famílias e com elas rezar o terço, percebeu que esta era a grande missão de sua vida. Ele dizia: “O principal é entrar na família… Vamos rezar pelas famílias, porque toda a Campanha, todo o seu espírito é salvar a família”.
Poderei chegar a rezar quinze terços?
“No princípio rezava um terço – diz-nos. Mais tarde, passei a três terços, depois a sete – em memória das Sete Alegrias de Nossa Senhora. De sete passei a onze, porque a Bênção do Santuário (de Santa Maria) foi num dia onze (11/4/1948). Após certo tempo – nunca voltei atrás depois de ter dado um passo adiante – disse à Mãe e Rainha: “Mãe, por favor, poderei chegar a rezar quinze terços, em honra dos quinze mistérios”?”. Refleti comigo mesmo: Como vou fazer isso? Não há tempo que chegue para quinze terços… Apesar disso, propus-me começar” (Herói Hoje, Não Amanhã, Pe. Esteban J. Uriburu).
João iniciava de manhã cedo. No Santuário, rezava os primeiros terços. Nos fundos de casa, quando trabalhava na horta de verduras, teve a ideia de marcar cinco dentes no cabo da enxada. Enquanto capinava, ia passando o dedo indicador por essas ranhuras e assim, enquanto trabalhava, podia rezar.
A reza do rosário o transformou em missionário destemido, esposo exemplar, profissional honesto e de sucesso, um cristão exemplar, um santo.
Nosso Pai e Fundador, Padre José Kentenich dizia: “O rosário deve tornar-se a armadura, também para a nossa Família de Schoenstatt. O rosário é, embora sendo tão singelo, o grande meio para fazer de nós grandes espíritos, vigorosos lutadores e destemidos vencedores”. João Pozzobon incorporou essa definição do Fundador.
Um testemunho sobre João Pozzobon e o rosário
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Referências:
Herói Hoje, Não Amanhã, (Pe. Esteban J. Uriburu)
A espiritualidade em João Pozzobon, Pe. João B. Quaini
Pe. José Kentenich. O Rosário.
