
Celebramos hoje Dia da Aliança em pleno inverno e em algumas partes do Brasil castiga. Tem gente que adora, tem gente que reclama, tem aqueles que não ligam, enfim, as reações são diversas quando a temperatura cai. Mas, uma coisa é fato, a vontade de ficar estirado sob as cobertas aumenta e o corpo tende a procurar abrigo e repouso. Nessas horas, há também uma oportunidade para ser santo e viver a Aliança de Amor.
Ao conhecer a história de Schoenstatt, vemos que o frio excessivo, a neve e muitas adversidades se tornavam alavancas, garantindo contribuições ao Capital de Graças.
Essas são três situações distintas:
José Engling no seminário
Noites havia em que o frio era de arrepiar. O peitoril das janelas amanhecia forrado de neve e o vento sibilava lugubremente nas claraboias. Realmente, deixar a cama de um salto, com um frio daqueles, não era brincadeira. Por isso, sempre havia alguém que aproveitava os últimos instantes para uma “conferência com o travesseiro”.
Já José Engling logo cedo estava vestido. Os colegas o consideravam modelo de pontualidade.
Ao descer para lavar-se, o lavatório estava todo vidrado de gelo. Outros tremiam, sem coragem para mergulhar as mãos na água fria. Entretanto, Engling rompia o gelo com determinação e jogava os pedaços para os lados. [2]
Henrique Schaefer durante a Segunda Guerra Mundial
Carta escrita pelo jovem herói de Schoenstatt: “Estou a 7 Km de distância de uma aldeia, numa moradia particular. Apesar de ser domingo, fomos mandados tirar neve da rua. Caiu tanta, que nenhum carro podia passar. Fico para o trabalho de abrir caminho. Faz tanto frio e o vento é tão penetrante que, apesar de dois pares de luvas, as mãos ficam geladas. Mas, já vou cuidar que o Capital de Graças transborde. [3]
Irmãs de Maria Pioneiras no Brasil
O grupo pioneiro de Irmãs de Maria, que iniciou Schoenstatt no Brasil, enfrentou muitos desafios nos primeiros anos. Elas citam esse exemplo nas crônicas: “Estávamos tranquilas em nossas camas quando, de repente, foi preciso abrir o guarda-chuva, pois a chuva penetrava pelo telhado. A umidade da noite nos fez passar muito frio, porque não tínhamos cobertores suficientes. Aos poucos, fomos nos habituando às novas circunstâncias e ajustando as coisas”. [4]
“Assim como o fogo ilumina, aquece e se eleva ao alto, assim também o cristão é como um farol na escuridão do tempo, como um braseiro em meio ao frio e à desolação do presente e como um vivo “Sursum corda” (corações ao alto) no meio do mundo orientado unilateralmente para as coisas terrenas” (Padre José Kentenich)
Texto (com poucas alterações) de Karen Bueno em schoenstatt.org.br
Foto de capa: Markéta Machová em Pixabay
