Skip to content
27 de outubro – 113 anos do Documento de Pré-Fundação

 

Sra. Ana Christina Melquiades – Hoje, 27 de outubro, recordamos que há 113 anos nosso Pai e Fundador, Padre josé Kentenich, se apresentou aos seminaristas em Schoenstatt como o novo Diretor Espiritual do seminário. A conferência que fez naquele dia entrou para a história de Schoenstatt como o Documento de pré-fundação.

– Documento de Pré Fundação (tradução portuguesa)

 

O que esta conferência tem a nos dizer hoje?

Nosso Pai e Fundador nos convida a cruzarmos o tempo de hoje e responder a Deus e à humanidade de maneira concreta aos desafios que a vida nos exige, por isso, “o ouvido no coração de Deus e a mão no pulso do tempo”. Este lema nos indica qual o nosso caminho, qual a atitude fundamental para viver o hoje, neste tempo de desafios sociais que enfrentamos. De guerras, de confusão e insegurança. Enfim, o tempo que Deus nos permite viver. Nosso Pai e Fundador experimentou plenamente esta atitude em todos os momentos de sua vida e foi esta atitude que o fez um grande profeta para o nosso tempo.

Se ele estivesse vivo hoje, no ano de 2025, com toda certeza repetiria novamente as palavras proferidas no ano de 1912, no Documento de Pré-Fundação de Schoenstatt, 112 anos atrás: “Sob a proteção de Maria queremos aprender a educar-nos a nós mesmos para sermos personalidades firmes, livres e sacerdotais (apostólicas)”…”A realização e o exercício desta meta vão ocupar-nos durante todo o ano”.

Uma mensagem sempre atual

O Documento de Pré-Fundação nos aponta uma a atitude fundamental da espiritualidade de Schoenstatt: a Fé Prática na Divina Providência. Configurar nossa vida sob o olhar de Deus, do Deus que cuida de nós, que olha para seus filhos com amor, que tem um plano individual para cada um. Respondemos a isso por meio do esforço de poder entender e realizar sua santa vontade, como santos modernos, assim expresso no programa de 1912.

Por isso, ele continua nos dizendo, “queremos educar-nos, a nós mesmos, para sermos personalidades firmes e livres”, porque somente desta forma poderemos compreender e reagir positivamente às consequências que a pandemia nos traz. Consequências que aos olhos puramente humanos nos indicam somente pontos negativos: isolamento social, desemprego, mortes, fake news, violência, corrupção. Somente uma personalidade totalmente enraizada em Deus, com uma vinculação interior livre, firme e com grandes ideais, será capaz de ver em tudo isso a mão amorosa de Deus que conduz a história.

 

 

 

A liberdade pela autoeducação

Nosso Pai e Fundador com toda certeza repetiria estas palavras hoje em 2025: “Estão os nossos povos cultos e civilizados suficientemente preparados e maduros para fazer uso correto dos enormes progressos da época moderna em todos os domínios exteriores? […]. O nosso domínio sobre os dons e as forças exteriores da natureza não andou a par e passo com o domínio das forças instintivas do nosso coração humano. Esta discrepância tremenda, esta brecha incomensurável torna-se cada vez maior e mais profunda – e, se não se conseguir, muito em breve, com toda a força, mudar a situação, encontrar-nos-emos perante o fantasma da questão social, da falência da sociedade. Em vez de dominarmos as nossas conquistas, tornamo-nos seus escravos; tornamo-nos escravos também das nossas próprias paixões”.

Percebemos como o ser humano está refém de seus próprios atos, de seus desejos de poder, de domínio, que vai além das suas capacidades e de seus direitos. O desejo de Lúcifer de ser como Deus levou a humanidade à ruína. Foi através desta atitude que o mal e o pecado entraram no mundo – e vemos como essa mesma atitude ainda permeia o coração humano. Autoeducação, controle de nossas próprias paixões e vontades, a canalização de nossas forças para o que é bom e magnânimo é o que nos propõe nosso Pai e Fundador para alcançar a vinculação harmoniosa entre a natureza e a graça.

 

 

Fazemos a diferença pela riqueza interior

Deus possui o controle dos acontecimentos do mundo. Por trás de todos os acontecimentos está à mão amorosa de Deus que deseja que seus filhos retornem ao seu coração.

Nossa grande tarefa neste tempo: amar a vontade de Deus, mesmo quando não entendemos, mesmo quando não conseguimos vê-lo, nossa fé e confiança devem sobrepassar os sentidos humanos. A Fé Prática na Divina Providência é a chave que deve abrir nossos corações neste tempo. Ela deve nos inspirar a confiança e coragem para enfrentar os desafios que este tempo nos impõe.

“É o que exige o nosso ideal e o ímpeto do nosso coração, é o que exige a nossa sociedade, é o que exigem sobretudo as pessoas, nomeadamente aquelas com as quais vamos encontrar mais tarde na nossa futura atividade. Como sacerdotes temos mais tarde que exercer uma influência profunda e duradora sobre o nosso ambiente. E, em última análise, não o fazemos pelo brilho dos nossos conhecimentos, mas sim pela força, pela riqueza interior da nossa personalidade”.

Sob a proteção de Maria queremos seguir, experimentando em nosso mundo interior a vinculação harmoniosa entre a natureza e a graça, para poder entender, à luz da fé, todos os acontecimentos do mundo. Deus Pai de amor tem um plano para cada um de nós seus filhos. Basta cultivar a consciência e a atitude de que somos filhos amados do Pai, que temos uma Mãe que olha por nós. O sentir-se plenamente amado é a principal atitude para chegarmos a ser verdadeiros filhos heroicos, livres, firmes e apostólicos hoje.

 

 

Fonte: schoenstatt.org.br