

Jaqueline Montoya – Era 16 de março de 1947. Em torno do meio-dia, a Ir. M. Norberta Schulte [1] esperava a chegada de um voo vindo de Roma. Os aviões, naquela época, já aterrissavam no atual aeroporto internacional do Rio de Janeiro, mas com uma pequena diferença: a Ilha do Governador não estava ligada com a cidade, como hoje, por uma ponte. Por isso os passageiros eram levados de lá para a terra firme em uma pequena embarcação.
Ir. M. Norberta estava colocada num lugar de onde tinha uma boa visão para o mar. Fazia 12 anos que ela não o via! Como ele estaria? A embarcação havia chegado. O que Ir. M. Norberta viu primeiro foi a barba do Pe. Kentenich. Quanta alegria ao vê-lo sair da barca, ereto, tirar o chapéu e saudá-la! [2]
É assim, como conta este breve relato, que se deu chegada do Pe. José Kentenich em terras brasileiras, em 1947. O momento tão ansiado marcava a primeira das dez visitas do fundador ao país. No Brasil, 12 Irmãs de Maria já trabalhavam pela Obra de Schoenstatt desde 1935 e aguardavam pelo tão esperado reencontro.
Tendo desembarcado no Rio, o fundador pernoitou na cidade, no Convento Santo Antonio. Nesta mesma noite conversou com a comunidade dos padres franciscanos acerca da situação da Alemanha. Na manhã seguinte, às 6 horas, pegou um avião rumo a Porto Alegre/RS, juntamente com Ir. M. Norberta. Chegaram pelas 12 horas. A continuação da viagem, novamente, se deu na manhã seguinte. Foram mais de oito horas de trem até Santa Maria/RS, onde o Pe. Máximo Trevisan e algumas Irmãs de Maria de Schoenstatt o esperavam.
Experimentar as glórias da Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt
No dia 18 de março, o Pai se dirige oficialmente à Família de Schoenstatt reunida em Santa Maria/RS. Em sua primeira fala registra o conhecido discurso “Vim experimentar aqui as magnificências da Mãe e Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt!”. Suas palavras proféticas ressoam ainda hoje em nós. Podemos refletir: seria possível, nos tempos atuais, dizermos que podemos experimentar as magnificências da Mãe em nossa pátria?
Seu discurso segue “Em todo lugar onde houver filhos de Schoenstatt que se consagrem à Mãe de Deus, esta aliança é renovada. Será que também a Mãe de Deus se glorificou? Será que também aqui ela conservou sua fidelidade à Aliança? […] Temos a tarefa de representar aqui no país o tipo genuíno do homem novo. Deste modo, a Mãe de Deus quer glorificar-se”.
79 anos de história
Já se vão 79 anos deste acontecimento, que foi gerador de vida e graças para a Família de Schoenstatt brasileira. Naquele mesmo ano ele anunciou o Ideal Tabor, fez a bênção da pedra fundamental do primeiro Santuário de Schoenstatt no Brasil e no ano seguinte, 1948, inaugurou o Santuário Tabor.
‘Os passos do Pai geram vida!’ E como!
Referências:
– http://www.schoenstatt.org.br/2017/03/16/um-sonho-que-se-tornou-realidade/
– Tabor: Missão para o Brasil – Herança Tabor 1, Pe. José Kentenich
[1] Uma das 12 primeiras Irmãs enviadas ao Brasil e superiora da missão brasileira
[2] Com base no material coletado para Celebração dos 70 anos da primeira visita do Pe. Kentenich ao Brasil, Rio de Janeiro, 16 de março de 2017
Fonte: schoenstatt.org.br
