Toda primeira quinta-feira do mês a Família de Schoenstatt se une espiritualmente para rezar pelas vocações. É o dia de suplicar ao Pai por mais corações abrasados pela missão de Schoenstatt, também pedir que o Espírito Santo ilumine a todos que foram chamados e precisam dar uma resposta.

Neste mês de março de 2020, vamos refletir sobre as diferenças e complementaridades entre vocação e profissão. Veja isso abaixo no texto de Marilene e Olindo Toaldo, da União de Famílias de Schoenstatt:

Qual a diferença entre vocação e profissão?

Muitos confundem “vocação a um estado de vida” com “profissão”. Vejamos a diferença:

– O chamado a um estado de vida é uma opção fundamental para amar e servir.
– Profissão é o modo escolhido de como posso amar e servir; é uma tarefa que me leva a colocar meus dons e capacidades a serviço dos outros.

Em sua bondade e em seu grande amor para comigo, Deus me chamou para ser feliz e realizado também no que vou fazer. Mas, para que se realize este plano de amor e de felicidade que Deus traçou para a minha vida, é preciso que eu faça a minha parte. “Para servir bem, é preciso escolher bem!”

Em que consiste a minha parte?

– Na informação que devo buscar sobre os caminhos vocacionais
– Em considerar a autorrealização um fator relevante e não deixar-me influenciar pelo imediatismo e pela ânsia de ter.
– Em participar, refletir, agir.
– Na decisão própria, pessoal, sem interferência de outros.

Somos todos chamados a um estado de vida. Trata-se de ser alguém. E, para ser, devo orientar-me no seguinte: Sou chamado para amar!

São três os estados de vida. Cada pessoa opta por um deles. É somente num deles que podemos encontrar a felicidade e a realização no amor. São como que três caminhos que se nos apresentam para escolhermos um.

Quais são eles?

♦ O caminho da vida matrimonial, ao qual corresponde o amor esponsal, paternal e maternal.
♦ O caminho da vida religiosa – sacerdócio ou religioso(a), ao qual corresponde o amor paternal, maternal, fraternal e de amizade.
♦ O caminho da vida celibatária, consagrada ou não, ao qual corresponde o amor paternal, maternal, fraternal e de amizade.

Para ser feliz e realizar-se no amor é decisivo tomar o caminho certo. Deus espera a cada um, de mãos estendidas, para nossa felicidade e realização, no final de um desses caminhos. Ele me chama, coloca boa sinalização no caminho. Logo, se eu fingir não escutar sua voz e não ver os sinais, poderei errar o caminho, quer dizer, poderei seguir por um caminho que não é aquele no qual Deus está à minha espera. Consequentemente, não serei feliz e nem poderei tornar outros felizes.

Qual dos três caminhos vou seguir? Vocês talvez estejam se fazendo essa pergunta.

Trata-se de discernir ou de reconhecer a vocação pessoal de cada um, o chamado que Deus nos dirige pessoalmente. (…) O critério de decisão não é escolher ou preferir a vocação “mais alta” ou a “mais perfeita” ou ainda aquela que meus amigos escolhem ou aquela que meus pais querem que eu siga. O critério é reconhecer o que Deus quer de mim. Isto não significa que o critério é o meu gosto ou a minha decisão subjetiva, minha inclinação ou preferência, pois a vocação cristã é atenta e disponível às necessidades da comunidade e de sua missão. Não podemos confundir – como é comum acontecer na época moderna – “vocação” com gosto ou sentimento pessoal (CNBB, 1983, p.40-41).

Toda vocação humana tem suas raízes, seu motivo e sua meta na própria vocação de Cristo. Cristo disse SIM ao Pai e tudo dependeu deste SIM. O exemplo de Cristo nos estimula a educar-nos para a resposta.

Vocês já pensaram qual dos três caminhos será o seu?

 

Fonte: Educação para o amor – Encontros com Jovens. Olindo Antonio Toaldo e Marilene Machado Toaldo. Gráfica e Editora Redentorista, Goiânia/GO: 2000.

Publicado em: schoenstatt.org.br