Márcia Kazumi – Na Quarta-feira de Cinzas e Dia da Aliança, em 18 de fevereiro de 2026, a Família de Schoenstatt de Porto Alegre, em comunhão com a Igreja Católica, iniciou o tempo da Quaresma e, como família, renovou a Aliança de Amor com Maria.
A Santa Missa, com bênção e imposição das cinzas, foi presidida pelo Pe. Lucas Antoun Baladi e marcada pela participação de numerosos peregrinos vindos de diversas localidades.
A celebração destacou-se como um forte convite à conversão e à vivência das práticas quaresmais: jejum, esmola e oração. Após a Missa, os fiéis seguiram em procissão do salão até o Santuário para a renovação da Aliança, a bênção dos objetos de devoção e a queima do Capital de Graças.

Um chamado à conversão e à decisão
Durante a homilia, o Pe. Lucas destacou que a Igreja conduz os fiéis ao início de um tempo decisivo de salvação. Segundo ele, a cruz de cinzas traçada na fronte recorda duas verdades fundamentais da existência cristã: a fragilidade humana e a vocação ao Céu. Entre essas realidades, afirmou, desenrola-se toda a vida de fé.
Inspirado na Palavra de Deus, o sacerdote recordou o apelo do profeta Joel à conversão sincera e interior e ressaltou que, no Santuário, essa resposta ganha forma concreta na renovação da Aliança de Amor com Maria. Conversão e aliança, enfatizou, caminham juntas: não há verdadeira aliança sem mudança de vida, nem conversão autêntica sem entrega filial à Mãe de Deus.

Pe. Lucas Antoun Baladi celebrou a Santa Missa

Estimulou a todos a viver este tempo como a “Quaresma da decisão” — decisão de confessar-se bem, abandonar o pecado, rezar com fidelidade e perseverar na graça. Assim, ao chegar a Páscoa, não se celebrará apenas uma data, mas uma verdadeira ressurreição interior.
A homilia concluiu com uma súplica para que o espírito desse dia seja gravado profundamente no coração dos fiéis, para que o sinal das cinzas ultrapasse o gesto exterior e alcance a alma.

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(Márcia Kazumi)