No domingo, 21 de outubro, quando em Santa Maria a pouco se encerrara o Congresso de Outubro, Deus chamou para a eternidade a Ir M Beatriz Costa Beber, na idade de 79 anos.
Nascida em em Pejuçara, Diocese de Cruz Alta, interior do Estado Rio Grande do Sul, Ir M Beatriz teve a graça de crescer numa família católica, de descendentes italianos. Além dela, também quatro de suas primas se tornaram Irmãs de Maria: Ir M Nívea, Ir M. Realda, Ir M. Antoninha e Ir M. Josélia, sua irmã de curso. Na família havia também três sacerdotes palotinos: um tio, irmão do pai, e dois primos.
Já aos 12 anos de idade, no dia 15 de fevereiro de 1952, veio morar no juvenato das Irmãs de Maria. Neste dia, seu primo trouxe sete meninas de Pejuçara para Santa Maria. Ao chegar no pátio da Casa Provincial, viram nosso Pai e Fundador que viera a Santa Maria para proferir o Terciado do Brasil aos Padres Palotinos, antes de seguir ao exílio em Milwaukee. Ela escreveu:
“Quando cheguei em Santa Maria para entrar no juvenato das Irmãs de Maria, o Pai e Fundador estava lá fora, na frente da Casa Provincial, ao lado da antiga Capela, parado, na distância de uns metros da nossa chegada, ladeado por dois sacerdotes palotinos. Ele olhava para nós, o grupo de 7 juvenistas novas que estavam chegando. Certamente nos terá implorado a graça da fidelidade à vocação, porque deste grupo, duas de nós, Ir M. Heloisa e eu, ficamos Irmãs de Maria do mesmo curso. Os sacerdotes eram o Pe. Máximo e o Pe. Virgílio. Isso foi no dia 15 de fevereiro de 1952, sexta-feira, por volta das 17 horas, na última visita do Pai em Santa Maria. Nesta ocasião vi o Pai pela primeira vez e, certamente, ele também me viu e me acolheu em seu coração para sempre”
Ela se alegrava em contar um outro fato ocorrido naqueles dias:
“No dia 24 de fevereiro, domingo à tarde, o Pai e Fundador deu uma palestra na Casa de Retiros para todos: Padres, Irmãs, Membros do Movimento e as juvenistas. Antes da palestra, quando ele apareceu no 2º andar da Casa, perto da escadaria, as juvenistas correram ao seu encontro e eu corri também. Como éramos muitas, para nos cumprimentar, ele estendeu ambas as mãos, com os dedos bem abertos, para nós. Cada uma pegou um dedo e eu peguei o seu dedinho mínimo da mão esquerda”.
Em 21 de setembro de 1958, com suas irmãs de curso, celebrou a solene vestição, dia em que escolheu como nome de Ir M. Elizabete. Mais tarde, por seu desejo, retomou seu nome de batismo.
Durante quase toda a sua vida como Irmã de Maria, Ir M Beatriz se dedicou à música e à educação. Trabalhou por muitos anos no então ‘Jardim de Infância Girassol’ (hoje Escola de Educação Infantil Jardim de Maria) e de 1990 a 2002 na Creche Paroquial da Igreja das Dores. Muitas pessoas a recordam como a ‘sua professora’, lhe demonstrando grande carinho e gratidão.
A partir de 2002, por problemas de saúde, precisou deixar este trabalho que lhe dava grande alegria. Desde então, Deus Pai de Misericórdia colocou Ir M. Beatriz numa escola de sofrimento e amadurecimento profundo. Durante 16 anos precisou submeter-se, três vezes por semana, à hemodiálise. Inicialmente, ela se deparou com a própria fragilidade física e a possibilidade da própria morte. Mas, no decorrer dos anos, este tempo de espera e a insegurança vivenciada, tornaram-se uma escada para dentro do coração de Deus. Não podemos imaginar quantas graças ela implorou para a Obra de Schoenstatt, seus familiares e o mundo inteiro nestes anos de via-sacra.
Quis Deus que Ir M Beatriz retornasse ao Pai no mês da Aliança, talvez como sinal da aceitação de todas as suas ofertas para o Capital de Graças durante a sua vida.
Às 15h de segunda-feira, 22 de outubro, será celebrada a Missa de corpo presente e logo após será sepultada no cemitério das Irmãs, junto à Casa Provincial, em Santa Maria.

Ir M Beatriz, com alunos do ‘Jardim de Infância Girassol’ em 1978
