Ir. M. Neiva Pavlak – No dia 18 de março a Família de Schoenstatt de Porto Alegre celebrou o Dia da Aliança em meio ao tríduo festivo em preparação ao jubileu de 75 anos da primeira visita do nosso Pai e Fundador Padre José Kentenich ao Brasil.

O tríduo iniciou na véspera, dia 17, às 17horas e 30minutos e terminou no dia 19, festa de São José e onomástico do Padre Kentenich, no mesmo horário. Consistiu em três lives transmitidas pelo facebook do Santuário Maria Cor Ecclesiae, cada dia com um tema específico: 1° dia – O contexto histórico da visita do Pe. Kentenich ao Brasil, apresentado pelo casal do Instituto de Famílias, Júlio e Jane Machado. 2° dia – Os frutos gerados a partir da vinda do Pai e Fundador ao Brasil, apresentado pela Liga de Mães, e o 3° dia – Projeção para o futuro, nossa missão a partir do Ideal Tabor Maria Cor Ecclesiae, conduzido pelo casal dirigente da Liga de Famílias, Flávio e Maria Ângela Kolberg.

Foi no dia 18 de março de 1947 que o Padre Kentenich chegou a Santa Maria, seu destino, naquela ocasião, passando por Porto Alegre no dia 17 de março. Por isso, as Missas da Aliança foram mais solenes, e as oferecidas em ação de graças por tudo o que se recebeu a partir das visitas do nosso Pai e Fundador ao Brasil, especialmente pelos Santuários e o Ideal de ser Tabor de Cristo e de Maria.

A Missa das 16horas foi presidida pelo Pe. Roque Machado, assistente eclesiástico do Movimento e Pároco da Paróquia Menino Deus.

A procissão de entrada foi solenizada com a entrada da Cruz processional, seguida da bandeira de Schoenstatt e da Lâmpada da Missão Tabor.

Na homilia Pe. Roque refletiu sobre o Evangelho do dia, a parábola dos vinhateiros (Mt 21, 33-43, 45-46), mostrando como é importante não rejeitar o Filho de Deus como o fizeram os vinhateiros. E relacionou com a vivência da Aliança de Amor. “Hoje podemos recordar também os compromissos da Aliança que nós um dia fizemos. Será que nós estamos realmente colocando em prática estes meios que o Senhor colocou à nossa disposição? Este é o apelo que o Senhor hoje nos faz. Peçamos a nosso Senhor hoje uma graça especial, de olhar para dentro de nós e aproveitar esta Quaresma, que está passando – não sabemos se vamos ter outras Quaresmas… Agora é a hora da graça e a hora da salvação e a hora que vamos cumprir os apelos de Deus e produzir fruto o tempo inteiro. Que o Senhor nos ajude a buscar a conversão… a santidade.”

Na procissão das oferendas foram levados ao altar a ânfora com o capital de graças junto com o Pão e o Vinho, sinal de nossas vidas oferecidas como dádiva de gratidão.

Os mesmos símbolos foram levados ao Santuário no final da Missa, em romaria, cantando a ladainha ‘Admirável, clamamos a ti”. Em frente ao Santuário Pe. Roque conduziu a oração de renovação da Aliança de Amor, abençoou os objetos religiosos e deu a bênção de envio. O coral Maria Cor Ecclesiae, que animou a Missa, concluiu cantando: “Ele amou a Maria, nós amamos também…” enquanto eram queimados os bilhetinhos na taça de Engling, com as ofertas ao capital de graças e pedidos dirigidos a Mãe e Rainha. A Taça de Engling fica em frente à estátua do nosso Pai e Fundador.

A Missa das 20 horas seguiu o mesmo roteiro da Missa das 16h. O presidente da celebração foi o o Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre Dom Aparecido Donizete de Souza, que foi convidado especialmente para esta celebração. Assim, de modo concreto, na pessoa de um Bispo, se realiza a missão da MTA no Santuário, de ser Coração da Igreja. Em sua homilia, referindo-se à santa Missa como celebração do mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus, Dom Donizete disse:

“Queremos nos preparar da melhor maneira possível para podermos celebrar a Páscoa do Senhor… e dentro deste contexto de preparação para a Páscoa do Senhor temos também, aqui, a outra motivação, a renovação da Aliança de Amor. Vocês vivem uma consagração toda especial a esta Mãe Maria, amada, venerada como Schoenstatt, este nome eu tenho dificuldade de falar – mas vocês falam… Não tenho sangue alemão! Mas esta devoção, com certeza, tem como objetivo principal, assemelhar-se a Maria no seu jeito de viver o projeto de Deus, no seu jeito de amar a Deus e no seu jeito de amar também a humanidade toda… Com certeza dentro dos estatutos (do Movimento) tem vários objetivos, mas me atrevo a dizer que podemos pensar neste grande objetivo, nesta atitude de não só contar com a intercessão desta Mãe, com a bênção e proteção desta Mãe, mas com o desejo de uma identificação com ela, do jeito, como disse, de acolher o projeto de Deus e assumir o projeto de Deus.

Assim, meus irmãos e irmãs, Deus concedeu a nós a graça de estarmos reunidos aqui nesta noite para acolher a Palavra que é o próprio Deus…”

Agradecidos por este dia de graças, junto ao Santuário, encerraram-se as celebrações deste dia jubilar de 75 anos da primeira visita de nosso Pai e Fundador ao Brasil, mais precisamente, o dia de sua chegada a Santa Maria, e o dia da Aliança de Amor. Que a preciosa herança que ele deixou ao Schoenstatt brasileiro seja guardada com fidelidade e levada corajosamente ao futuro.

Mais fotos (Márcia Kazumi)