
Ir Mariana Macedo – No domingo, dia 26 de março, realizou-se no Santuário de Schoenstatt de Porto Alegre o Encontro Vocacional Corações Ardentes, para jovens de 13 a 25 anos, com objetivo de ajudá-los no discernimento das vocações específicas na Igreja: a vocação matrimonial, o chamado para a vida sacerdotal, a vida religiosa e os cristãos que consagram sua vida à serviço da Igreja.
Jesus chama
O dia iniciou-se com a acolhida dos jovens no Santuário. A maioria pertencia à Paróquia Nossa Senhora do Rosário – Barão do Triunfo. Mas também haviam jovens provenientes da Paróquia São Vicente Mártir – Porto Alegre, Nossa Senhora das Graças – Portão e da Paróquia Santa Rita de Cássia – Nova Santa Rita.

A primeira atividade do dia foi a confecção de um origami de coração, que representa o símbolo do Ano Vocacional. Este momento foi coordenado pelo casal Fabiano e Daiane Jappe, que fazem parte da Equipe Vocacional do Santuário Tabor Maria Cor Ecclesiae. No encontro houve momentos de animação e descontração conduzidos pelos jovens do CLJ da Paróquia São Vicente Mártir.
Ainda pela manhã, Ir. M. Denise Mendes Ternes, à luz do lema do 3º Ano Vocacional no Brasil: “Corações ardentes, pés a caminho”, questionou os jovens acerca do chamado de Deus em nossa vida, citando o texto-base Vocação, graça e missão:
“Jesus chama. O chamado de Jesus ao seguimento é uma ação amorosa de Deus, é graça transformadora. Não depende dos méritos… não acontece por sermos bons no que fazemos, sequer por sermos os melhores, mas… se dá apenas pelo amor gratuito de Deus… Jesus chamou os que ele mesmo quis… e foram até ele.” *
Testemunho e vocação
A seguir, os jovens retornaram ao Santuário para o momento da Adoração que foi conduzido pelos seminaristas da Arquidiocese de Porto Alegre Marcelo Sant’Anna, Rafael Godoi e Gustavo Kretzmann. Durante a tarde os seminaristas também conduziram uma reflexão sobre o Evangelho de Lucas 24, 13-35 (Discípulos de Emaús).

Um dos momentos marcantes do encontro foram os testemunhos vocacionais. O casal Pedro Ranieri e Gabriela Kolberg, da Liga de Familias de Schoenstatt, falou da importância do sacramento do matrimônio. A Ir. Mariana Macedo destacou a coragem, a alegria e o amor à Cristo como pontos chave da vocação à vida consagrada. E o Diácono Darlan Schwaab, que será ordenado sacerdote no dia 02 junho de 2023, ressaltou a imagem do padre como aquele que corporifica a presença de Cristo.

Às 16h houve o encerramento do encontro com a celebração da Santa Missa, presidida pelo Padre Kaue Antonioli – responsável pelo Serviço de Animação Vocacional na Arquidiocese de POA, auxiliado pelos diáconos Danton Pereira e Darlan Schwaab.
Ecos…
“Foi um encontro que conseguiu ser bem descontraído sem deixar de cumprir seu principal propósito, que era apresentar à juventude todo o leque de vocações que existem a fim de que possamos discernir a qual delas Deus nos chama. A gente dançou muito, brincou muito, e isso foi muito importante para infundir a sensação de “pertença ao grupo” (tão necessária, não é verdade?), mas também tivemos o momento de adoração, de leitura e de reflexão. Foram momentos em que a gente se sentiu muito próximos de Deus, com certeza.” Mariana Severo de Fraga (13 anos), da pré-Jufem (Juventude Feminina de Schoenstatt)

“Quando celebramos o quinto Domingo da Quaresma, tive a oportunidade de dar um breve testemunho vocacional no Santuário de Schoenstatt. Ao lado de outros irmãos, chamados a diferentes vocações, pude apresentar um pouco do que Deus realiza em minha vida. Assim, falei sobre os chamados que Cristo nos faz (à vida, a sermos Igreja, e a vocação), e como eu pude discernir que Ele me quer como sacerdote. Erramos quando pensamos que já temos de ser perfeitos para fazer a vontade de Deus; e isso sempre é um perigo a nos afastar de seu amor e das maravilhas que sonha para nossa vida. Por isso, tentei deixar claro que Deus chama a cada um exatamente do jeito que é. A conversão é um processo longo; a nós cabe dar o passo decisivo. No que é próprio do sacerdócio, devemos perceber a necessidade dessa vocação no mundo, bem como a dignidade de sermos “outro Cristo”. Contando minha história de vida, pude olhar novamente para a misericórdia que me fez perceber que os caminhos que eu escolheria trilhar mesmo não sendo ruins – ainda não se encontravam com o que a vontade de Deus para minha vida. A palavra fundamental em minha trajetória – creio na jornada de todos que se lançam à vocação sacerdotal – é sentido. Não se trata de ganhar mais dinheiro, ter mais prestigio ou ser aplaudido pela sociedade. Mas a imitação de Nosso Senhor Jesus Cristo é o sentido de nossa vida. E mesmo aquelas coisas mais complicadas de serem trabalhadas em nossas misérias ou compreendidas com nossa inteligência, Deus as transfigura. Afinal, como dizia S. João Paulo II: “o Amor me explicou tudo”. Diácono Darlan Schwaab
* Vocação, graça e missão. Texto-base 101 e 102 Edições CNBB
Mais fotos (Márcia Kazumi)
