Um presépio online no encontro da União de Famílias do Rio Grande do Sul

Sandro e Marilise Santos – A pandemia e o distanciamento social deixaram a comunidade da União de Famílias de Schoenstatt ainda mais unida este ano, embora de forma virtual!

Um exemplo disso ocorreu no quarto domingo do Advento, quando as famílias da União do Rio Grande do Sul se reuniram online, para uma vivência conjunta de encerramento das atividades do ano.

Um vídeo com uma retrospectiva das atividades realizadas e correntes de vida surgidas ao longo do ano foi apresentado. Em seguida, a história do primeiro presépio, preparado por São Francisco de Assis, foi narrada e encenada pelas crianças, de zero a 12 anos, cada uma em sua casa. As mamães vestiram e prepararam as crianças com muito carinho, de acordo com o personagem que cada uma representou. E então, no momento certo, previamente combinado, as câmeras eram ligadas e as crianças, uma a uma, entraram em cena e foram as estrelas da noite, iluminando com sua alegria e espontaneidade o presépio em torno do Deus Menino.

Uma oração, a benção de nosso Pai e Fundador em latim e abraços virtuais, com votos de Feliz Natal, encerraram este momento especial de partilha entre as famílias da União RS.

Quatro casais se consagram perpetuamente à MTA na União de Famílias

Em 21 de novembro de 2020, às 18h30min, diante de nossa Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt,  os casais Luiz Fernando Glaeser e Mara Pontin Glaeser, Luis Fernando e Cátia Amora, Rafael e Giciane Copello e Leonardo Passuello e Ivana Hoff, pertencentes ao XVIII Curso da Região Rio Grande do Sul,  realizaram sua Consagração Perpétua na União Apostólica de Famílias de Schoenstatt no Brasil.
A celebração aconteceu no Santuário Tabor Maria Cor Ecclesiae em Porto Alegre, em Celebração Eucarística presidida pelo Padre Romeo Maldaner, reitor do Santuário Santo Antônio do Pão dos Pobres.

O Rito da Consagração foi presidido pelo casal Nelson e Ana Virginia Pacheco, Casal Formador do Curso, que também representou a Direção Territorial. Presentes estavam o Casal Dirigente da Região Rio Grande do Sul, Thomé e Rosângela Lovato, que nesse momento representaram toda a União de Famílias do Brasil.

Fonte: União de Famílias

Mais fotos (Márcia Kazumi)

70 anos da União de Famílias – Parte III

 

Olindo e Marilene Toaldo – Passamos, nos últimos dias, pela história da União de Famílias e agora focamos brevemente no conteúdo do Retiro de nosso Fundador às Famílias, o que o nosso Pai disse, o que ensinou e recomendou àquelas famílias – e hoje a nós.

O foco do retiro é a família! O que ele então disse, ensinou e destacou vale para todas as famílias católicas, em particular para as famílias das comunidades de Schoenstatt. Contudo, são lições que precisavam ser acentuadas para serem assumidas e aplicadas à vida pela jovem União, que iniciava, e pelas famílias da União ao longo do tempo, porque são ensinamentos e diretrizes fundamentais válidos para sempre.

Toda renovação começa na família

O nosso Fundador sempre atribuiu à família uma importância e um valor essencial e fundamental, porque assim ela é concebida no plano de Deus. Ele destaca que tudo depende da família. A renovação do mundo e da Igreja deve acontecer, antes, nas famílias. Afirma que ela é o baluarte mais importante contra as correntes do mundo atual.

O perfil de uma família schoenstattiana

Ensina que uma família autêntica, uma “família de Schoenstatt” precisa lutar para tornar-se um reino de amor, de pureza, de liberdade, de alegria, de verdade e justiça e de vitoriosidade – é o perfil descrito no Hino da Minha Terra [1]. Explica o significado desses “reinos”, oferecendo aos casais aplicações práticas. Entretanto, reconhece que esse é um ideal grandioso, elevadíssimo, só alcançável se “irromperem em nossas famílias forças e poderes divinos extraordinários”, mediante a atuação da Mãe de Deus, como a nossa grande educadora, “no campo de batalha” do nosso coração, do nosso matrimônio e da nossa família [2].

Santuário: a santa escola da família

Nesse sentido, esclarece que o mais importante é a presença e a atuação da Mãe de Deus no Santuário onde ela “habita e age, atua e transforma, forma e modela, renova e envia” [3]. Daí porque o Santuário é a “terra santa” em que, ao aproximarmo-nos, precisamos “descalçar as sandálias” [4]

Em decorrência, salienta a necessidade de levar o Santuário, a atmosfera reinante no Santuário, para suas casas, levando a Mãe de Deus e dando-lhe um lugar de honra nos seus lares, como já havia recomendado na Carta de Santa Maria, dois anos antes. Ali, Ela, com o seu poder de graças, conjugado com o nosso esforço de autoeducação e de santificação, fará acontecer a transformação dos lares em autênticos santuários nos quais formará “uma santa terra na família e formará santos membros da família” [5]. Essa sua recomendação será concretizada com a instituição do Santuário Lar durante o seu exílio em Milwaukee.

Dar o lugar de destaque para Maria

É importante ter presente que o Fundador está falando a casais que se preparam para a consagração que os introduzirá em uma nova Comunidade da Obra de Schoenstatt. Está consciente das dificuldades existenciais pelas quais estão passando, sobretudo as econômicas que os angustiam. Por isso, procura apresentar-lhes toda uma pedagogia e uma espiritualidade traduzidas em princípios e orientações aplicáveis na sua vida familiar e profissional, visando aquela família autêntica que ele visualiza e quer construir. Destaca, porém, que tudo depende de que deem a Deus e à Mãe de Deus o primeiro lugar na vida familiar. Ela tem a tarefa de formar-nos para adquirirmos um pensar sobrenatural que nos ajudará a superar todas as dificuldades. Dá-lhes um princípio claro para situações concretas: “Faço o que posso, o melhor que posso, e Deus fará o restante, a Mãe de Deus o fará em nome de Deus” [6]. Lembra-lhes, contudo, que o essencial é sempre a vivência da Aliança de Amor, o que requer a fidelidade e a disciplina na prática dos meios ascéticos, ou seja, o “nada sem nós”.

Conclusão

Para concluir, podemos afirmar, com toda a certeza, que o conteúdo desse retiro histórico é a grande herança, o grande dom que o Pai e Fundador deixou à União de Famílias e, também, às demais comunidades da Obra de Famílias. Herança e dom que todas as gerações precisam acolher com grande amor e gratidão, levando-o à prática da vida diária.

 

Leia também:

– Parte I

– Parte II

 

 

Referências:

[1] Rumo ao Céu, n.600-605

[2] Construindo a Família do Pai, Retiro de 1950, edição da União de Famílias no Brasil, p.93, 103 e 105

[3] Idem, p. 25

[4] Idem, p. 64 e Ex 3,5.

[5] Carta de Santa Maria.

[6] Construindo a Família do Pai, Retiro de 1950, p. 47.

 

70 anos da União de Famílias – Parte II

       

Olindo e Marilene Toaldo – Na volta do campo de concentração, o Fundador de Schoenstatt, Pe. José Kentenich, designa o Pe. Johannes Tick para iniciar o trabalho de organização, visando construir a Obra de Famílias. Ele trabalha intensamente junto às famílias, viajando em situações difíceis para visitá-las e formar grupos em diversas dioceses da Alemanha. Consegue realizar um encontro em Schoenstatt em 1947 e, no final de outro encontro, no ano seguinte, um grande grupo de 41 famílias consagra-se iniciando, assim, a Liga de Famílias de Schoenstatt – este dia era o Domingo da Santíssima Trindade. Para essa ocasião o nosso Pai escreveu a Carta de Santa Maria, depois declarada Documento de Fundação da Obra de Famílias.

Um ramo florescente nessa Obra: a União de Famílias

Pois bem, das famílias consagradas que iniciaram a Liga, 35 delas manifestaram a aspiração de participar de uma comunidade que oferecesse uma vida comunitária mais intensa. Para isso, iniciaram a sua candidatura com vistas à fundação da União de Famílias. Após um retiro preparatório de quatro dias, pregado pelo Pai e Fundador, ela se concretiza no dia 4 de junho de 1950, festa da Santíssima Trindade, quando, durante a missa no Santuário Original, ele recebe a consagração de 25 famílias que constituíram o I curso. Estava fundada a União de Famílias. Eram casais e filhos originários de seis Dioceses da Alemanha, distantes umas da outras: Münster, Paderborn, Colônia, Aachen, Munique e Rottemburg. [1]

Sacrifícios de fundação

É difícil hoje imaginar os sacrifícios que essas famílias pioneiras tinham que enfrentar para chegar a Schoenstatt e participar desse retiro e encontros. No período pós-guerra havia muita pobreza e as famílias tinham escassas condições econômicas. Viajavam de trem e para algumas a viagem durava um dia inteiro. Além disso, em Schoenstatt, na Casa de Retiros onde se reuniam, as condições eram precárias, não havia quase nada além do abrigo. Por isso, os casais, com seus filhos e as bagagens necessárias, ainda precisavam levar mantimentos para preparar as refeições. Eles chegavam à estação, em Coblença, distante 7 Km de Schoenstatt, trecho que devia ser percorrido a pé.

Conta-se que o pai levava parte da bagagem com a esposa e os filhos, andavam mais ou menos quinhentos metros. Ele deixava-os ali e voltava para buscar o restante da bagagem e os mantimentos e repetiam o mesmo ritual: andavam mais quinhentos metros e o pai voltava para apanhar o restante da bagagem e os alimentos e, assim, sucessivamente, até chegar à Casa de Retiros.

Reconquistar o espírito de origem

Seria muito importante para nós, mergulhar um pouco mais na história de nossas origens, nesses tempos de guerra e de tremendas dificuldades vividas pelas famílias, ler e refletir sobre os testemunhos de muitas delas para, quem sabe, despertar-nos (“despertai, despertai-vos uns aos outros!”) e ajudar-nos a compreender que nossas dificuldades nem sempre são tão grandes. Poderíamos perguntar-nos se, por vezes, não são desculpas, justificativas nem sempre honestas, em outros termos, não seria pouca generosidade/magnanimidade diante de nossos ideais, dos compromissos assumidos com nossas comunidades e ramos e do que prometemos à nossa Mãe e ao nosso Pai e Fundador.

Flores e frutos

Bem, a partir da irrupção de graças surgida nesse humilde início, nesse início simples, pequeno, fora da publicidade, mas ao mesmo tempo exigente na atitude sacrifical, como ocorre com as obras de Deus, a nova fundação cresceu, desenvolveu-se e espalhou-se pelo mundo. Hoje a União de Famílias é uma Comunidade internacional consolidada, presente em 18 países com um total de aproximadamente 2 mil famílias. No Brasil constituímos 34 Cursos com um total de 190 famílias.

Continua…

 

Leia também: 70 Anos da União de Famílias – Parte I

 

[1] Fontes, edição da União de Famílias na Alemanha, Tomo III, p. 50 e Relatório de Siegfried Breyer, membro do I Curso da União de Famílias.

Foto destacada: O primeiro Curso da União de Famílias de Schoenstatt

Publicado em: schoenstatt.org.br

Norbert Martin: uma vida dedicada à família, a Schoenstatt e à Igreja

Tomás e Flávia Santos / Olindo e Marilene Toaldo – Neste dia 18 de junho, dia da Aliança, após uma longa luta contra o câncer, faleceu, em Vallendar, próximo ao Santuário Original, na Alemanha, o Prof. Dr. Norbert Martin, na companhia de sua esposa Renate e de seus filhos.

Para todo schoenstatiano, em especial para todo unionista, Norbert Martin sempre foi um exemplo a ser seguido. Encarnou, como poucos, o objetivo de Schoenstatt, tão caro a nosso Pai e Fundador, de ser o homem novo, que constrói a nova sociedade.

Mas, quem foi e quem é Norbert Martin?

Norbert nasceu em 10 de julho de 1936. Depois de terminar o colegial, em 1958, Martin estudou Língua e Literatura Alemã, Teologia Católica e Estudos Sociais Cristãos nas Universidades de Münster e Freiburg. Seguiu-se um doutorado em Sociologia, Filosofia e Pedagogia. Foi titular da cadeira de Sociologia na Universidade de Koblenz-Landau, onde lecionou até se aposentar em 2001.

Casou-se com Renate Martin, em 7 de junho de 1965 e, neste matrimônio cheio de amor, tiveram quatro filhos: três meninas e um menino. Como casal, estiveram várias vezes com o Pe. José Kentenich, depois de seu retorno do Exílio (1966 – 1968). Em um desses encontros, em que dialogavam sobre o trabalho de Norbert na Universidade, o nosso Pai pediu-lhe que se dedicasse aos estudos sobre a família. Desde então, Norbert direcionou seus trabalhos e pesquisas para o âmbito da Sociologia da Família, com enfoques também filosóficos e teológicos.

Amigos de São João Paulo II

Seguindo os passos de nosso Pai e Fundador, ele também amou profundamente a Igreja. Logo no início do pontificado de São João Paulo II, escreveu um artigo que, pelos caminhos da Providência, foi parar na mesa de trabalho do Papa. Ele o leu e disse ao Secretário: Precisamos desse homem aqui no Vaticano! A partir de então estabelece-se uma relação estreita com o Papa. Por seu reconhecido trabalho na área da família e dos jovens, o Papa São João Paulo II os convocou, pessoalmente, em 1980, para participarem como auditores do Sínodo dos Bispos “A missão do matrimônio e da família no mundo de hoje”, a partir do qual foi elaborado o documento “Familiaris Consortio”.

Norbert e Renate foram nomeados, pelo Papa, membros do Pontifício Conselho para a Família, que havia sido criado há pouco, onde permaneceram por mais de 20 anos, até o final do pontificado de Bento XVI. Além disso, Norbert tornou-se professor no Pontifício Instituto para o Matrimônio e a Família, criado pelo Papa João Paulo II, com o objetivo de formar especialistas, mestres e doutores nessa área.

Firmou-se uma amizade e relação de confiança de São João Paulo II com o casal, de modo que eles chegaram a ser convidados a passar períodos de férias, com seus filhos, em Castel Candolfo no verão. O casal publicou em alemão, com comentários, as Catequeses de São João Paulo II sobre o matrimônio e a família, além de livros sobre planejamento familiar, sobre Teologia do Corpo… e ministraram inúmeros seminários e cursos nessas áreas em universidades e para diversos grupos na Igreja em vários países europeus.

Atuação internacional em Schoenstatt

O casal Martin foi Dirigente da União de Famílias na Alemanha em dois mandatos sucessivos. Dedicaram-se muito para a constituição da União de Famílias Internacional. Realizaram diversos encontros preparatórios ao I Capítulo constitutivo, com os dirigentes dos outros Territórios autônomos. Profundos conhecedores do pensamento e ensinamentos do nosso Fundador a respeito da União e de Schoenstatt, lutaram muito para que esses ensinamentos e princípios fossem integrados nas diretrizes inicialmente aprovadas pelo Capítulo em 2005 e que deveriam orientar a caminhada da União em âmbito mundial. No final do Capítulo foram eleitos como I casal Dirigente da União Internacional.

Influência no Brasil

Muito além do grande conhecimento que possuía, Martin vivia e formava pessoas na santidade da vida diária, por meio de seu exemplo de vida e sua sólida fidelidade ao Fundador e à Igreja. Assim, marcou muito o desenvolvimento da União de Famílias no Brasil, como contam alguns membros:

“A nossa União no Brasil deve muito ao casal, que esteve diversas vezes aqui, conheceu praticamente todas famílias dos nossos seis primeiros cursos e nos ensinou muito, transmitindo sua experiência e muitos ensinamentos do nosso Pai. Isso ajudou muito a nossa União a crescer com segurança e adquirir a fisionomia que hoje possui. Eles amavam a União no Brasil e sempre perguntavam pelas famílias que conheceram. Agradeçamos ao bom Deus por sua vida e sua grande contribuição”, dizem Olindo e Marilene Toaldo, do I Curso da União de Famílias no Brasil.

“No espírito de nosso fundador, Norbert Martin forjou o destino da União de Famílias na Alemanha e internacionalmente. Suas extraordinárias contribuições e testemunho de vida nos enchem de um profundo sentimento de gratidão”, comentam Gines e Bernadete Ponce, atuais dirigentes territoriais da comunidade no Brasil.

“Sua presença paternal nos enchia de alegria, confiança e estímulo para seguir adiante, junto de sua esposa Renate. Uma pessoa humilde e por isso tão nobre. Acolhedor e por isso tão cativante. Com certeza, esse filho predileto da Mãe será levado aos braços de Deus Pai para gozar da alegria eterna”, contam Oscar e Maria Inês Teixeira, do II Curso da União de Famílias no Brasil.

70 anos da União de Famílias – Parte I

 

Olindo e Marilene Toaldo – Estamos em meio a uma pandemia que afeta a humanidade inteira, que acarreta tantos problemas, preocupações e impõe limites à vida e à ação das pessoas. Isso nos permite fazer uma analogia com as dificuldades vividas nos inícios da história de Schoenstatt. Afirma-se, com razão, que Schoenstatt é filho da guerra. Na verdade o período principal em que nasceram e se desenvolveram o Movimento e a maioria de suas comunidades acontece durante as duas grandes guerras mundiais e no espaço de tempo imediato. Tempo de guerra é tempo de grandes dificuldades, de riscos, de carências e limitações de toda ordem.

Dificuldades são tarefas

Lembremos o momento da Fundação, em 18 de outubro de 1914, nos inícios da guerra que roubava à Congregação Mariana suas melhores lideranças (os jovens em idade de prestar o serviço militar), o que faz o diretor espiritual exclamar: “Existem apenas ruínas da nossa florescente Congregação!” [1]. Acrescente-se a precariedade de instalações, o frio e a fome no Seminário.

Na sequência, o Congresso de Hoerde não pode ser realizado junto ao Santuário Original em virtude das restrições impostas pelas forças de ocupação. Mesmo assim, em situações muito difíceis, a começar pelo deslocamento dos congressistas de suas regiões de residência, dada a fragilidade dos transportes em uma Alemanha destruída, eles venceram-nas e realizaram o encontro, impulsionados pelos ideais que os moviam. Sob a inspiração do Pe. Kentenich, fundaram a União Apostólica, primeira organização do Movimento de Schoenstatt.

E as famílias?

O nosso Pai e Fundador viu, já no final da década de 1920, que a questão central da situação social residia na família. Por isso os membros do Movimento deveriam empenhar-se na renovação da célula-mãe da sociedade. Em 1933, no Curso Pedagogia Mariana do Matrimônio, Pe. Kentenich proclama a necessidade de criar “um movimento em favor do matrimônio católico” [2].

Em Dachau, o Fundador, guiado pela fé prática na Divina Providência, realiza o sonho de fundar a Obra de Famílias, em 16 de junho de 1942, naquelas condições perigosas e precaríssimas.

Continua…

 

 

[1] Documento de Fundação, n.4.

[2] Pedagogia Mariana do Matrimônio, p. 53.

 

Fonte: schoenstatt.org.br

 

A Mãe de Deus ganha novos aliados em Porto Alegre/RS

Márcia Kazumi – No final da tarde do dia 30 de novembro de 2019, no Santuário Tabor Maria Cor Ecclesiae, de Porto Alegre/RS, três integrantes do XXX curso da União de Famílias de Schoenstatt selaram a Aliança de Amor com a Mãe de Deus: o casal Ana Paula Gritti e Rafael Sgarioni Vargas e Darcio Franco.

A preparação para a Aliança de Amor foi coordenada pelo casal Ana Virgínia e Nelson Pacheco que são os formadores do XXX Curso da União Apostólica de Famílias.  O casal Marilene e Olindo Toaldo, da União Apostólica de Famílias de Santa Maria/RS colaboraram na formação do grupo.

A Santa Missa, especial para o momento, foi presidida pelo Padre Romeo Maldaner, pároco da Paróquia Santo Antônio Pão dos Pobres, com liturgia sob a responsabilidade do grupo da União de Famílias de Schoenstatt de Porto Alegre. Familiares e amigos estiveram presentes na celebração.

Padre Romeo, salientou em sua homilia a importância do tempo especial que a Igreja está vivendo: o tempo do Advento. Explicou que o Advento significa quatro semanas que vamos caminhando para chegar junto ao Filho (Jesus). No contexto da leitura, evidenciou duas palavras-chaves: “Cristo está vindo” e “nós estamos indo ao encontro” e disse: “Este é o movimento; é o movimento do encontro. Deus está vindo ao nosso encontro e nós não estamos de braços cruzados, estamos indo ao encontro, ao encontro da salvação, ao encontro de Deus! ”Sobre a Aliança de Amor com Maria, disse: “Nós temos um outro pensamento importante hoje, a nossa Aliança de Amor. A nossa Aliança de Amor, a nossa grande preocupação e o nosso ponto de partida para a nossa santificação. Hoje é um dia muito especial: a Aliança de Amor com Maria, a Aliança de Amor com a Mãe de Deus, a mesma que o nosso Pai e Fundador, Padre José Kentenich selou no dia 18 de outubro de 1914 lá em Schoenstatt. ” […]

Completou, dizendo: “Nós não estamos fazendo ato isolado, estamos fazendo um ato em comunhão com todo o Movimento Apostólico de Schoenstatt; com Maria, Mãe de Deus, e com toda Igreja. Estamos em comunhão com o Padre Kentenich e com a Igreja. Por isso, é um ato extremamente importante porque estamos buscando a nossa santificação. Então, a Aliança de Amor vai significar este pacto que vocês fizeram no matrimônio, um pacto de fidelidade “eu serei fiel a você e você a mim”.

Concluiu lembrando as três graças do Santuário: o abrigo espiritual, a transformação interior e a fecundidade apostólica. Em seguida o grupo iniciou o rito da Aliança de Amor consagrando-se à Mãe de Deus. Padre Romeo, cumprimentou os novos aliados da Mãe e lembrou-os: Todo dia 18 é o dia importante para renovar a Aliança aqui no Santuário!

Darcio, testemunhou: “A celebração da Aliança de Amor para três integrantes do 30º Curso da União de Famílias, e a sua renovação pelos demais, foi um momento muito especial. O nosso acolhimento pela Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável, e o aprofundamento da nossa vinculação ao Movimento de Schoenstatt, renovam nossa esperança e fortalecem nosso compromisso.

A troca de corações no Santuário, com a nossa entrega aos cuidados da Mãe Santíssima e o nosso compromisso de contribuir ao Capital de Graças, é motivo de muita alegria. Sabemos o quanto podemos crescer em nossa autoeducação e como podemos alegrar nossa Mãe, que continuará orientando e protegendo os seus filhos, o 30º Curso e a União de Famílias.

Que possamos viver a Aliança de Amor em nosso dia a dia, desde as nossas atitudes mais simples, cada vez nos aprofundando mais nas graças e no amor de Nossa Mãe Santíssima.

Agradecemos a preparação que recebemos para este momento tão especial, assim como o incentivo e o carinho de todos. E seguimos contando com orações, tão importantes para perseverarmos na caminhada. ”

Ana Paula, declarou: “Nesse final de semana tão especial, reforcei meu sentimento de pertencimento a Mãe Maria! Sinto-me uma filha muito amada e abençoada por poder dividir mais um momento especial ao lado do meu esposo e de pessoas tão queridas. Essa aliança me fortalece como indivíduo e me motiva a ser uma pessoa melhor, a imagem e semelhança de Cristo para aqueles que fazem parte da minha vida! Obrigada Mãe, por sempre estar presente na minha vida e enviar teus escolhidos e usa-los de instrumentos do Seu amor para comigo! Obrigado ao movimento de Schoenstatt por nos proporcionar águas mais profundas. ”

Rafael, concluiu: “Selar a Aliança de Amor com a Mãe de Deus, juntamente com a minha esposa e na presença dos meus irmãos do XXX Curso da União de Famílias, foi um momento muito especial. Esse vínculo amoroso de relação maternal traz ao meu coração a certeza de que, em todos os momentos da minha vida, estarei amparado pela Mãe Três vezes Admirável. Sinto-me mais íntimo da Mãe por meio da Aliança de Amor, o que proporciona ao meu ser: paz, serenidade e conforto. ”

Parabéns aos novos aliados da Mãe Três Vezes Admirável!

“Eu creio que jamais vai perecer quem a Aliança fiel permanecer”. (Pe. Kentenich)

Mais fotos (Márcia Kazumi)

Encontro do 17º curso da União de Famílias junto ao Santuário Tabor

Elizandro e Camila Camilo – Nos dias 27 e 28 de abril o XVII Curso da União de Famílias do Brasil realizou seu 29º Encontro no Centro Mariano, em Santa Maria/RS. No sábado, dia 27, às 14h, as famílias Caliari, Biacchi, Piccinin e Camillo, juntamente com o casal formador Júlio e Líria, fizeram um momento de oração e entrega no Santuário Tabor. Na sequência, o casal formador introduziu os trabalhos sobre o tema “Conselho Evangélico da Obediência – Reino da Liberdade e Vitoriosidade”.

Após a participação da Santa Missa da comunidade às 18h, as atividades do sábado foram finalizadas no espírito de fraternidade e alegria que é original ao estilo de vida do Curso: um jantar preparado entre as famílias, um momento para conversas e brincadeiras entre os filhos, um momento para estreitar os vínculos e alimentar o corpo e a alma.

No domingo, dia 28, às 8h30 o recomeço do encontro se deu com o terço na Capela Cristo Rei, seguindo após com a continuidade do tema sobre o Conselho Evangélico da Obediência. A culminância da manhã aconteceu com a atividade de reflexão de algumas questões que tratavam sobre vontade/obediência a Deus em vários âmbitos da vida do casal, como Deus conduz nossas vidas e como vemos ou podemos ver Deus em cada cônjuge. Alguns minutos, em um lugar escolhido pelo casal, foi possível pensar e refletir sobre isso com a possibilidade de ampliar tais discussões na Hora de Schoenstatt em casa.

Conduzidos pela obediência aos ensinamentos de nosso Pai e Fundador, também nos mantivemos obedientes a um costume que, como Curso, já adotamos ao fim de cada encontro: o almoço no shopping. E assim fizemos, encerrando mais um Encontro.

Fonte: União de Famílias de Schoenstatt

União de Famílias do Rio Grande do Sul se reúne em Itaara/RS para Encontro da Comunidade Oficial

Juliana Gelatti Lovato – No fim de semana de 9 e 10 de março, os cursos consagrados da União Apostólica de Famílias da Região Sul participaram do Encontro da Comunidade Oficial, no Centro Tabor, em Itaara. Junto ao Santuário Tabor Puer et Pater, as famílias trabalharam e refletiram a respeito do Lema da União do Brasil para 2019: “Famílias da União, unidas ao Pai e Fundador, fiéis à origem, construindo uma Nova Terra Mariana”. Ao todo, os casais e os filhos somaram 70 pessoas, provenientes de Santa Maria, Santa Cruz do Sul e Porto Alegre.

Outro tema abordado no encontro foi o centenário do Congresso de Hoerde, que será celebrado em agosto e tem grande importância para a comunidade, já que marca a criação da União Apostólica dentro do Movimento de Schoenstatt. A mensagem extraída da data é que as famílias unionistas devem renovar o compromisso apostólico, a exemplo dos jovens de 1919. O encontro ainda abordou os 70 anos da coroação da Mãe Três Vezes Admirável como Ranha da Filialidade Heroica, e a Santidade da Vida Diária.

O tema da santidade envolveu também os filhos das famílias da União que estavam no encontro. Durante todo o fim de semana, as crianças e jovens presentes, dos 4 aos 22 anos, tiveram uma programação paralela, com muitas brincadeiras, quando o tempo permitiu, ao ar livre, e também o estudo da vida dos santos e heróis de Schoenstatt. A partir do testemunho e da trajetória de Santa Joana D’Arc, de Santo Inácio de Loyola e de José Engling, os pequenos aprenderam que a santidade envolve três aspectos principais: ouvir o chamado de Deus, ter coragem para seguir este chamado e enfrentar os desafios que ele envolve, e sacrificar-se pelos outros. Nessa linha, pais e filhos participaram, na tarde de sábado, de uma gincana de integração, confraternização e aplicação dos conhecimentos sobre a santidade.

O encontro se encerrou no domingo ao meio-dia, após um almoço e a Santa Missa, celebrada pelo Pe. Rodrigo Cabreira, do Instituto dos Sacerdotes Diocesanos de Schoenstatt, pároco da Paróquia Santo Antônio de Pádua, em Silveira Martins.

Mais fotos (Juliana Gellati Lovato e famílias da União)

XXIX Curso da União de Famílias realiza encontro em Itaara/RS

Juliana Gelatti Lovato / Ir M Rosequiel Fávero – Para o encontro de formação do XXIX Curso da União de Famílias de Schoenstatt durante o período de férias, o grupo decidiu encontrar-se em um ambiente diferente do habitual: o Centro Tabor, junto ao Santuário Tabor Puer et Pater, em Itaara/RS. Das oito famílias do curso, sete estiveram presentes, além dos formadores e da assessora regional da União de Famílias, Ir. M. Fátima Dotto. Também participou o casal dirigente regional da União de Famílias, Thomé e Rosângela Lovato e seus filhos mais novos, que assumiram o cuidado com as crianças do XXIX Curso. Foi um encontro especial, porque realizado no dia 20 de janeiro, tão especial para a Família de Schoenstatt, que também foi o tema da formação.

O dia 20 de janeiro é importante para os schoenstattianos, pois recorda um dos marcos da história do Movimento: a decisão do Fundador, Padre José Kentenich, de renunciar a todos os meios humanos que o livrariam da deportação para o Campo de Concentração de Dachau, sacrificando sua liberdade exterior com o pedido do dom da liberdade interior para todos os seus filhos espirituais. Com este fato histórico está unido o reconhecimento de que Fundador e Família estão intimamente unidos.

A formação foi realizada pela manhã, em um salão do Centro Tabor. Ao meio-dia, todos os presentes confraternizaram em um almoço preparado em conjunto pelas famílias do curso.

Às 14h, foi celebrada a Santa Missa, no Santuário, presidida pelo Pe. Luciano Eduardo da Silva, da Paróquia Ressurreição.

O Santuário Puer et Pater (Filho e Pai) é referência para a coluna masculina do Movimento Apostólico de Schoenstatt do regional Sul e compõe com a natureza de Itaara um conjunto maravilhoso que acolheu as famílias que partilharam, com alegria, este domingo de suas férias.