Hoje, 2 de dezembro, Missa de sétimo dia pela unionista Eva Flores

 

Em 25 de novembro, a Família de Schoenstatt de Santa Maria, perdeu um de seus integrantes, Eva da Silva Flores. Membro da União Apostólica Feminina, faleceu depois de anos de luta contra uma saúde fragilizada. Hoje, 2 de dezembro, às 18h, no Santuário Tabor, acontecerá a Missa de sétimo dia para Eva Flores.

Quem era Eva Flores?

Sua dirigente, Joelma Melo, nos conta algo sobre ela.

“Eva da Silva Flores nasceu em 31 de maio de 1952 e consagrou sua vida a Deus com simplicidade, serenidade e uma fé profundamente enraizada no carisma de Schoenstatt. Como membro fiel da União Apostólica Feminina, viveu com autenticidade os ideais de pureza, disponibilidade interior, serviço silencioso e verdadeira entrega ao plano divino. Sua presença discreta, mas cheia de luz, deixava uma marca de paz e acolhimento por onde passava.
Durante sua trajetória espiritual, Eva cultivou um amor especial pelos Santuários de Schoenstatt, que foram fontes de força, formação e renovação. Estabeleceu profunda ligação com o Santuário de Tabor, em Santa Maria, onde fortalecia diariamente sua aliança de amor. Também nutria grande carinho pelo Santuário Sião, no Jaraguá (SP), lugar que sempre a renovava para a missão.

 

Nos últimos tempos, enfrentou um período desafiador de doença, vivido com impressionante espírito de sacrifício e maturidade espiritual. Suportou com serenidade cada etapa da enfermidade, oferecendo seus sofrimentos ao Capital de Graças, especialmente pelas vocações para sua Comunidade da União Apostólica Feminina de Schoenstatt — intenção que carregava com profundo amor e esperança.
Eva faleceu no dia 25 de novembro de 2025, aos 73 anos, acolhida com ternura pela Mãe de Deus. Sua partida, no Ano da Esperança, tornou-se testemunho luminoso de confiança e entrega total ao Pai. Sua serenidade diante da dor inspirou todos que a acompanharam.

 


A memória de Eva permanece viva e fecunda. Sua fidelidade diária, sua bondade silenciosa e seu amor pela missão continuam iluminando o caminho da Família de Schoenstatt e de sua Comunidade. Deixou um legado de paz, ternura e profunda confiança na Providência Divina — um rastro de luz que seguirá frutificando nos corações que caminham na mesma aliança e no mesmo ideal.”

Maria Izabel Winkler: 25 anos de consagração na União Apostólica Feminina

No último domingo de julho, 28, Maria Isabel Winker, comemorou o seu jubileu de 25 anos de Vida Consagrada na União Apostólica Feminina de Schoenstatt em sua comunidade paroquial, Nossa Senhora do Livramento, em Guaíba, aquidiocese de Porto Alegre.
A celebração festiva foi presidida pelo Pe. Valdemiro Schäfer, concelebrada pelo Pe. Adilson Corrêa Fonseca, Pe. Afonso Edgar Weber e Pe. Marto de Souza Vilaza. Ir. M. Elisa Görck e Ir. M. Marialice Almeida, do Santuário Maria Cor Ecclesiae, de Porto Alegre,  participaram deste momento tão significativo para a Família de Schoenstatt.

União Apostólica Feminina: vida consagrada de Schoenstatt no meio do mundo

A União Apostólica Feminina de Schoenstatt é uma comunidade da Obra Internacional de Schoenstatt, composta de mulheres católicas solteiras que, como leigas, exercem sua profissão e vivem no meio do mundo, segundo os conselhos evangélicos: pobreza, obediência e castidade. Foi a primeira comunidade feminina do Movimento de Schoenstatt, da qual surgiram todas as comunidades femininas dos Institutos, União e Liga Apostólica.

A missão específica da União Feminina é a formação da personalidade cristã responsável, que, a exemplo de Maria, vive a sua vocação dando testemunho da liberdade dos filhos de Deus, segundo o caminho da imitação de Cristo.

Um sim renovado cada dia

Maria Izabel, conhecida por todos como ‘Belinha’, testemunha: “Abri meu coração, Deus me chamou e eu dei o meu Sim. Um sim que renovo cada dia. Estou no mundo cheio de desafios, cheio de obstáculos. Porém o Sim à vocação dá força, confiança, fé para vencer os desafios que surgem.Tenho certeza que nunca estou sozinha. Tenho um PAI e uma MÃE que me conduzem, me amparam,que me acolhem e consolam. 

Como leiga consagrada no meio do mundo sei que tenho um abrigo um porto seguro. Estou segura na mão de Deus, na mão de Nossa Senhora (a Mãe e Rainha!), numa Família (a União Apostólica Feminina de Schoenstatt),num lar que é  o Santuário. Não estou só. Vivo minha vocação ali onde Deus me colocou, no meu trabalho, na família, na paróquia onde estou.

Sou muito feliz. Sou realizada. Dar um Sim exige de cada pessoa. Mas com certeza vale muitíssimo dar esse Sim, um Sim à vontade de Deus, pois ELE só quer o melhor para nós. Deus é  um PAI amoroso. Dar um Sim confiante e perpétuo, testemunha que é possível viver com fidelidade de acordo com os conselhos evangélicos, no meio do mundo. Livre por amor fiel em liberdade”.

100 anos da União Feminina de Schoenstatt

Valda Perez – Há cem anos, em 8 de dezembro de 1920, duas jovens se consagram à MTA, Gertraud von Bullion e Maria Christmann. Nesse momento, nasce a União Apostólica Feminina de Schoenstatt. Uma comunidade que, muitas vezes, se mantém no silêncio, mas, segundo nosso Pai e Fundador, Pe. Kentenich, é de grande importância para a Obra de Schoenstatt. Ele disse em 1950:

Comecemos uma nova marcha triunfal

“Minhas queridas Unionistas. Já faz muito tempo que não uso mais esta expressão familiar, com este calor, como antigamente. Quase dez anos! Certo é que, de vez em quando, nós nos encontrávamos rapidamente. No decorrer destes dez anos, sobraram muitas tempestades pela terra, muitas ventanias sacudiram a árvore da nossa Família. E, por um tempo, teve-se a impressão que nós, o membro mais velho da Família feminina, não tivéssemos tanta força de vida para vencer toda a dureza e dificuldade. Do nosso regaço surgiram dois Institutos, as Irmãs de Maria e as Senhoras de Schoenstatt. Quase pareceu que com isso, nós já tínhamos cumprido o objetivo de nossa vida – assim como uma mãe que dá a vida a seus filhos, cuida deles desinteressadamente e, quando cumpriu a sua missão, desce ao sepulcro.

Eu digo: parecia assim. Mas, o nosso Encontro de hoje prova de que não é assim. Evidentemente, a União tem em si uma força de vida imortal. Mais ainda: Creio que, também na Família total não se pode esquecer a necessidade da existência do Ramo mais antigo da nossa Família feminina, uma necessidade que se desdobrou cada vez mais forte, até que nós nos reunamos e apareçamos novamente no palco e – se Deus o quiser – comecemos uma nova marcha triunfal.”  [1]

Assim a história foi se repetindo e várias décadas se passaram. A Comunidade chega aos 100 anos de vida. Nossa história é uma parte da história da Família de Schoenstatt, por isso, hoje, a festa é de toda Família e as graças jubilares também são de toda Família.

É Deus quem chama

Muitas foram as mulheres que viveram sua vocação em nossa Comunidade e ali se realizaram. Deram suas vidas pela Igreja, por meio de Schoenstatt. Isto continua até os dias de hoje. Sandra Féres, Araraquara/SP, nos diz o que a União trouxe de valor à sua vida:

“Em 2000, comecei minha caminhada na União Feminina, pois queria algo a mais para minha vida. A cada ano, foi crescendo em mim o desejo de ser uma leiga consagrada e foi se tornando uma experiência muito boa. Hoje, vejo que grande tesouro Deus traçou para mim e essa consagração dentro da União me fez ver uma eleição por parte Dele. É Ele quem chama, quem toma a iniciativa de convidar: ‘Chamei-te pelo nome és minha.’

Como leiga consagrada, tenho uma rotina de oração (um tempo específico para Deus e para fortalecer meu amor esponsal), estudo e trabalho. O valor para mim está nas pequenas coisas, em querer estar em comunidade, viver a vida fraterna e a unidade com aquele que está ao meu lado. Tem uma frase do Pe. José Kentenich, Fundador do Movimento de Schoenstatt, que gosto e me inspira muito no meu dia a dia: ‘O sentido de minha vida cristã é buscar a Deus, voltar para Deus, caminhar rumo ao Pai’. E tudo isso eu encontrei dentro da Comunidade da União Apostólica Feminina de Schoenstatt que tanto amo. ”

Sempre Maria

Como União Feminina, somos uma comunidade que vive no meio do mundo, aspirando ser sempre Maria, onde estivemos. A missão que Deus nos deu, conforme nosso Pai e Fundador nos confiou, é de ser FAMÍLIA DO PAI,  EM LIBERDADE E MAGNANIMIDADE PARA A IGREJA. Cultivamos um amor especial ao Espírito Santo, pois dele dependemos para vivermos e cumprirmos nossa missão no meio do mundo.

Salete Schiavo, Caieiras/SP,  nos fala sobre o papel da Unionista para o mundo: “Ser alegre, prestativa, ouvir e ser atenciosa com quem está próximo de nós ou nos procuram no dia a dia”.

O caminho de santidade para a mulher de nosso tempo

E Joelma Melo (Rio de Janeiro/RJ) também relata o que é, para ela, ser Unionista no meio do mundo: “É revelar que o caminho da santidade, para a mulher na era moderna, não está predeterminado pela vida matrimonial ou em uma comunidade fechada. O chamado do Pai, para a vida segundo os Conselhos Evangélicos, não separa a mulher do sonho de realizar-se profissionalmente, de ser fermento na massa. É a Unionista que apresenta ao mundo que a mulher livre interiormente sabe ouvir a voz de Deus e dizer um sim corajoso a vocação consagrada no meio do mundo. Um caminho difícil, que exige perseverança, cultivo da vida interior e audácia para enfrentar preconceitos e indiferença, mas que é repleto da paz dos que se encontram com Jesus. ”

Hoje expressamos nossa gratidão por estes cem anos de vida e pela presença do Espirito Santo a cada dia em nossas vidas:

“Por tudo, tudo, cordialmente eu agradeço, 

Com íntimo amor, ó Mãe, a ti me enlaço.

O que teria sido de nós, sem ti,

Sem o teu cuidado maternal?!” [2] 

Pedimos a Mãe de Deus, que está sempre diante de nós como Mãe de Cristo, como Mãe da Igreja, que ela continue, neste novo século, nos formando e nos moldando em pequenas Marias, que servem maternalmente, com responsabilidade apostólica, ajudando a todas as pessoas que nos são confiadas na Igreja, em Schoenstatt e em nossa Família da União.

Que o lema que impulsionou o início da União Apostólica e que Gertraud von Bullion viveu intensamente, possa continuar nos inflamando neste novo século:

Caritas Christi urget nos! (O amor de Cristo nos impulsiona!)

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[1] Conferência do Pe. José Kentenich para as Unionistas, 26 de dezembro de 1950.

[2] Rumo ao Céu – Por tudo eu te agradeço – p.. 161

 

Fonte: schoenstatt.org.br

50 anos da União Feminina de Schoenstatt no Brasil

Valda Perez – A União Feminina de Schoenstatt no Brasil comemora 50 anos de sua fundação em, 09 de março de 2019. “Considera tarefa sua a formação e a educação de verdadeiras personalidades a fim de pô-las à disposição da Igreja para a transformação do mundo”. [1]

“Que queremos ser? Comunidade de chefes, livre, moderna, apostólica, capaz de reagir em qualquer momento. Vocês devem acentuar a palavra ‘livre’… Nossas Irmãs de Maria e as Senhoras de Schoenstatt contraem vínculos jurídicos. Nós somos livres; porém, não dizemos que vivemos sem vínculos; em nosso caso, trata-se de uma variedade de vínculos ascéticos… Junta­mente com a consciência de estado devemos acentuar fortemente a consciência de liberdade”. [2]

A Comunidade se desenvolveu a partir de 1965, quando Unionistas da Alemanha, que trabalhavam como professoras nas escolas das Irmãs de Maria vieram à Santa Maria/RS, atendendo ao pedido dos Irmãos de Maria, para conhecer a Família de Schoenstatt brasileira e assim, inserir a União Feminina no Rio Grande do Sul.

 

As primeiras brasileiras

Em 09 de março de 1969, Anita Trevisan, Erna Schäfer, Lúcia Renzi, Dorvalina Severo e Ruth Aniceti se consagraram à Mãe Rainha como primeiro curso da União Apostólica Feminina no Brasil. Nomeada dirigente, Anita Trevisan, viajava frequentemente para muitos lugares em vários estados, ao encontro de novas vocações.

No ano de 1973, Anita chega a São Paulo e começa a candidatura do Segundo Curso. Através das indicações da Divina Providência, encontraram sua sede em Jaraguá, São Paulo, junto ao Santuário Sião, do Instituto dos Padres de Schoenstatt. A pequena Casa Mariengart, foi inaugurada pelo Pe. Franz Bezler, em 13 junho de 1974, na festa de Corpus Christi.

 

União presente no mundo

A Comunidade da União Feminina de Schoenstatt também está presente na Alemanha, Suíça, República Checa, Polônia, Áustria, Portugal, Argentina, Paraguai, Chile e Porto Rico, totalizando 220 membros. No Brasil, atualmente, é constituída por nove Cursos, abrangendo os estados de São Paulo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul, com 23 membros.

FundaçãoA União Apostólica Feminina de Schoenstatt foi fundada, no dia 8 de dezembro de 1920.  “Pouco depois de fundada a União Apostólica surgiram as primeiras moças interessadas. Foram as primeiras: a condessa Gertrud von Bullion e sua prima Maria Christmann.”[3]. Em 1921 realizou-se o primeiro encontro feminino que contou com 32 participantes.

“De ano para ano a União Feminina foi crescendo sempre mais em número e profundidade. A comunidade caracterizava-se por alto grau de exigências: fortes obrigações comunitárias, vin­culação estreita ao ideal, fortes exigências apostólicas e santi­ficação própria”. [4]

 

Ideal

FAMÍLIA PATRIS IN LIBERTATE ET MAGNANIMITATE PRO ECCLESIA

(FAMÍLIA DO PAI, EM LIBERDADE E MAGNANIMIDADE, PARA A IGREJA)

Como Maria, vivemos nossa vocação ancorada nas colunas.

Da liberdade: “É para a liberdade que Cristo nos libertou“ (Gl 5, 1).

Da magnanimidade: Como a mulher exemplar Maria, a Mãe de Jesus, dizer um sim livre e generoso para os desafios de cada dia: na profissão, no engajamento social e eclesial, na família natural e em nossa Comunidade espiritual.

 

Símbolo da Comunidade

“Duas mãos entrelaçadas… O que simbolizam estas duas mãos? A Aliança de Amor! Que mãos são? Minhas mãos, nossas mãos… Imaginem agora: “Mão da Mãe de Deus, Mão do Salvador, Mão de Deus Trino”. (Pe. José Kentenich).

“Onde se acha o Espírito do Senhor, aí está a liberdade“ (Cor 2, 3-17). Com a dedicação do Santuário, em Pentecostes, de 1967, pelo Pe. José Kentenich, a União Feminina abraçou como sua a missão especial, viver com o Espírito Santo e anuncia-lo na Igreja e na sociedade.

 

O modo de ser mulher segundo o Pe. José Kentenich:

  • Uma mulher que reconhece seu próprio valor e tem posse de si mesma;
  • Uma mulher que dá um colorido pessoal àquilo que faz e diz;
  • Uma mulher com um estilo de vida orientado
    pela dignidade da pessoa 
    numa sociedade em que
    o ser humano é sempre mais reduzido a objeto;

“Uma mulher para a qual não importa tanto ‘funcionar’ para os mecanismos produtivos como possuir um ‘plus de relações vitais’” (J. Kentenich).

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[1] a [4] Pe. Victor Trevisan, livro:  Movimento Apostólico de Schoenstatt, Introdução Histórica, volume 1

Fonte: schoenstatt.org.br

União Feminina: O amor de Cristo nos impulsiona

 

Karen Bueno – Com o olhar no futuro, ancoradas na riqueza da história. Em um encontro recheado de alegria, a União Apostólica Feminina de Schoenstatt do Brasil iniciou seu retiro anual. De 5 a 13 de janeiro, as unionistas tiveram dias de encontro com o Senhor, consigo mesmas e em comunidade, à sombra do Santuário Tabor da Permanente Presença do Pai, de Atibaia/SP.

Uma viagem ao passado, vivendo as alegrias do presente e já projetando o futuro fez parte desses dias. “Nós comemoramos os 100 anos do Congresso de Hoerde que, para nós, é algo de grande importância. Então todo nosso caminhar e nosso lema está em torno do espírito de Hoerde, que quer nos impulsionar, com ousadia, para caminhar, tendo a garantia de que o amor de Cristo nos impulsiona sempre”, diz a dirigente da comunidade no Brasil, Valda Perez.

O lema que ela se refere, que impulsiona a União Feminina atualmente, é o mesmo do Congresso de Hoerde: Caritas Christi Urget Nos – O amor de Cristo nos impulsiona. Uma forte projeção ao futuro acompanhou as reflexões das unionistas durante todo o retiro, buscando novos caminhos, sempre fieis à origem.

“Também desejamos seguir nessa linha de toda a Família de Schoenstatt do Brasil, pela construção da nova terra mariana, vendo nosso Pai como um profeta. E o que nos impulsiona é toda essa vida de Hoerde”.

 

50 anos de fundação

A União Feminina também vive um momento de graças por seus 50 anos de fundação no Brasil. Em 9 de março de 1969 ocorreu a consagração de ingresso do primeiro curso, como marco de fundação da comunidade.

Por isso, 2019 é um ano de muitas comemorações e de muita gratidão. “Como União Feminina, durante todo o ano passado nós trabalhamos um aprofundamento, um levantamento em termos de estudo de Hoerde. Foi um reavivar a história. Este ano continuamos com os estudos, mas estamos, junto com todas as Uniões do Brasil, em conjunto, preparando as celebrações do jubileu. A nossa meta é intensificar essa celebração em todo o país. Nós queremos, através de um tríduo, desenvolver alguns temas, relacionados a Hoerde, envolvendo todo o Movimento, isso nos três meses que antecedem o dia 18 de agosto”.

Em breve as Uniões divulgarão mais informações sobre a celebração do centenário de Hoerde pelo Brasil.

schoenstatt.org.br

 

 

 

Falece Anita Trevisan, pioneira da União Feminina de Schoenstatt no Brasil

Ir M Rosequiel Fávero / Ir M Nilza Silva – Deus chamou para junto de si, no dia 15 de agosto, Anita Sangói Trevisan, unionista que foi assessora dos ramos femininos e muito contribuiu para o crescimento do Movimento Apostólico de Schoenstatt no Brasil.

Anita nasceu em Santa Maria em 9 de junho de 1926. Cresceu numa família católica e tradicional em Santa Maria com mais três irmãos. Muito jovem começou a ajudar na loja do pai, perto da igreja matriz da paróquia Nossa Senhora das Dores.

Algumas vezes Anita repetiu que não participou do nascimento do Movimento de Schoenstatt em Santa Maria e nem da construção do Santuário. Recorda, todavia, de ter visto a procissão do dia da inauguração do Santuário passar diante de sua casa.

Anos mais tarde, foi Lúcia Renzi, do primeiro grupo da Juventude Feminina de Schoenstatt em Santa Maria e que mais tarde se consagraria junto com ela na União Feminina, que a convidou para participar.

Anita Trevisan encontrou sua vocação schoenstattiana justamente num tempo de grande provação para a Obra de Schoenstatt. O Pai e Fundador estava no exílio e particularmente na diocese de Santa Maria, o Movimento foi incompreendido e perseguido. Um dos momentos mais tristes deste tempo foi a retirada do Santíssimo do Santuário, a pedido do bispo diocesano. Nos seus testemunhos, Anita contava deste acontecimento: “Foi uma das coisas mais tristes que eu vivenciei. O que me doeu foi quando naquele domingo à tarde (30 de janeiro de 1957), o padre, com a capa magna, pegou o Santíssimo do Santuário. Nós, as leigas, com as Irmãs de Maria e algumas candidatas, nos ajoelhamos no chão… o Pe. Pio Soldera saiu com o Santíssimo e a partir daquele momento nós não podíamos mais dobrar o joelho (fazer genuflexão). Não tinha o Santíssimo no Santuário. Ele foi levado para a capela da casa das Irmãs”

No auge deste tempo difícil, os grupos do Movimento de Schoenstatt foram desfeitos. Dos grupos de mães e juventude sobraram cerca de 10 fiéis, dentro às quais Anita Trevisan fazia parte. Formaram a assim chamada ‘Geração Triunfatrix’ (Vencedora) que tudo empenhou pela libertação do Pai e Fundador e para que Schoenstatt fosse compreendido e aceito pela Igreja. Ao lado deste grupo feminino, permaneceram fieis alguns poucos homens, dentre os quais o Servo de Deus João Luiz Pozzobon e o sr Olindo Toaldo (na época na Juventude Masculina de Schoenstatt) que, com sua esposa Marilene, mais tarde, iniciaria também a União de Famílias de Schoenstatt em nossa Pátria.

Quando foi possível novamente trabalhar abertamente pelo Movimento de Schoenstatt em Santa Maria, Anita Trevisan despontou como uma líder e representou a Juventude de Schoenstatt santa-mariense no 1º Encontro Nacional da Juventude Feminina, em 1964, em Lonfrina/PR.

Cinco anos mais tarde, em 9 de março de 1969, no Santuário Tabor, juntamente com Dorvalina Severo, Ruth Aniceti, Lúcia Renzi e Erna Schäfer, se consagrou à Mãe e Rainha no primeiro curso da União Apostólica Feminina no Brasil. Desta data, até dezembro de 2003, foi a 1ª dirigente da União Feminina Brasileira, viajando frequentemente para muitos lugares, em vários estados, ao encontro de novas vocações – para isso ela não media esforços – e participar das reuniões da Central Nacional de Assessores e da Presidência Nacional do Movimento. Com grande alegria, Anita viu a comunidade da União Feminina crescer em nossa Pátria. Também trabalhou em ‘várias frentes’, assessorando grupos da Juventude ou de Mães.

Desde 2008 começou a dar sinais de uma doença senil que a colocou os últimos cinco anos de sua vida numa clínica geriátrica. Faleceu na tarde do dia Assunção de Maria, apagando-se como uma vela, que consumiu todas as suas forças pela Obra de Schoenstatt.

Após a Santa Missa de corpo presente, presidida pelo sacerdote palotino Pe. Arnaldo Giuliane, Anita foi conduzida mais uma vez ao Santuário Tabor, ao som do badalar do sino, como se fosse a própria Mãe de Deus a saudar sua filha querida que a ela havia se entregado totalmente, justamente neste Santuário. Os arranjos de flores com lindos e alvos lírios recordou às colegas unionistas o ideal do primeiro Curso da União Feminina, do qual Anita é a última a partir para a eternidade: os lírios do Pai. Um destes lírios do Santuário foi colocado dentro do seu esquife, como uma saudação da Mãe e Rainha aos ‘seus lírios’.

Anita Trevisan é mais uma testemunha dos inícios de Schoenstatt em nossa pátria que parte para a eternidade. Deixa um legado de força e de fidelidade para a geração atual. Justamente neste Ano Padre Kentenich, ela mostra o caminho de vinculação e fidelidade ao Fundador que será capaz de levar Schoenstatt ao futuro e manter a originalidade de seu carisma, mesmo em meio as incompreensões e dificuldades: Unidos ao Pai e Profeta, por uma nova terra mariana!