A Mãe e Rainha no quarto de uma Santa

Karen Bueno / Ir. M. Nilza P. da Silva – A imagem da Mãe e Rainha chega aos mais distantes e variados lugares pelo mundo: está na muralha da China; chegou ao topo do Monte Everest; recentemente foi enviada à Indonésia; circula entre os funcionários do governo federal em Brasília/DF; está no quarto do Papa Francisco e está também no quarto de uma santa: a Irmã Dulce dos pobres, cuja memória hoje a liturgia celebra.

 

Duas mães, lado a lado

Duas mães, colocadas lado a lado, num canto especial do quarto. Isso você vê na foto acima, do lado esquerdo. Em uma parede está a foto da Sra. Dulce Maria de Souza Brito, mãe da Irmã Dulce, na outra parede, a imagem da Mãe e Rainha de Schoenstatt. Juntas, as duas mães acompanharam atentamente a vida de sua filha querida – com certeza partilhando a alegria de ver brotar, crescer e frutificar essa semente de santidade que se tornou modelo para toda a Igreja.

Ao mesmo tempo, o grande do amor dessa santa à Mãe e Rainha pode se imaginar pelo fato dela ter duas imagens da MTA na residência. Podemos imaginar quantos olhares amorosos e diálogos deve ter havido entre a Mãe e Rainha e ela. Certamente que, a partir do Santuário, a Mãe e Rainha ajudou muito a pequena mãe dos pobres e atendeu as suas súplicas, sobretudo, a educou em sua escola de santidade. Irmã Dulce guardava em seu pequeno quarto duas imagens da Mãe e Rainha: um quadro na parede e uma imagem da Mãe Peregrina.

Uma Peregrina

Esta imagem peregrina foi abençoada, no Santuário Tabor, no dia 8 de maio de 1992. É a imagem nº 10.996. Como o quarto de Ir. Dulce foi conservado intacto desde a sua morte, ambas as imagens estão ainda lá. Atualmente o pequeno cômodo é mantido como um memorial e protegido por um vidro. Os milhares de peregrinos que devotamente visitam os lugares históricos de Santa Dulce dos pobres, encontram-se também com a Mãe e Rainha e são por ela abençoados.

 

 

Fonte: schoenstatt.org.br

Schoenstatt na Segunda Romaria das Famílias em Santa Maria

 

Liria e Julio Reis / VI Curso da União das Famílias – Em 12 de outubro, em que comemoramos o dia das crianças e a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, ocorreu a II Romaria das Famílias no parque da Medianeira em Santa Maria/RS.

A Romaria iniciou às 8h com a acolhida do público e das delegações. Às 10h e 30min houve a Celebração Eucarística na Basílica, presidida pelo Arcebispo Metropolitano Dom Leomar Antônio e vários sacerdotes. Apesar do tempo nublado e frio, a Basílica lotou e também acolheu a procissão em defesa da vida.

Após a missa, a banda da Brigada Militar acolheu todos, no parque, com muita música e muito entusiasmo do público. Ao meio-dia teve almoço fornecido pela equipe da Basílica e após o almoço seguiu a tarde com gincana, passeio a cavalo, apresentação de cães adestrados e muita diversão para as crianças.

 

 

A Tenda dos Santos e a Tenda das Virtudes que funcionaram desde a primeira hora da manhã são um espaço evangelizador onde as famílias podem interagir com seus filhos aprendendo a vida dos Santos e como viver as virtudes em casa.  Também teve o espaço do chimarrão e banda Palotina a festa encerrou às 17 horas com a consagração das crianças à Nossa Senhora Aparecida pelo Padre Fábio Junior.

 

 

 

Esta Romaria teve início no ano passado, por inspiração do nosso Arcebispo Metropolitano Dom Leomar Antônio Brustolin, nesta ocasião o arcebispo convocou o Movimento de Schoenstatt, através da Irmã Fátima Dotto para uma reunião sobre o assunto, a convite da Irmã Fátima participaram, também, os casais Thomé e Rosângela Lovato, Julio e Liria Mariza, ambos pertencentes à União de Famílias em Santa Maria.

 

Dom Leomar expos a sua ideia e anseio de promover uma Romaria das Famílias e, após uma troca opiniões e de um esboço do que seria a Romaria com seu objetivo de reunir e valorizar as famílias das nossas comunidades em um dia dedicado à oração, educação, lazer e estímulo à convivência e integração familiar, delegou a este grupo de Schoenstatt a responsabilidade de organizar e implementar este projeto, sempre no dia 12 de outubro, juntamente com as pastorais, movimentos e serviços presentes na arquidiocese e que trabalham com famílias.

 

 

Desde então, sob a coordenação do Movimento Apostólico de Schoenstatt, reúnem-se ora no Centro Mariano, ora na Basílica da Medianeira ou de forma virtual a Pastoral Familiar, Pastoral Catequética, Encontro de Casais com Cristo, Renovação Carismática Católica, Movimento de Cursilho, Olhar Misericordioso, Legião de Maria, Padre Fábio Batistela (Assessor do grupo) e Padre Cristiano Quatrin (Reitor da Basílica), para planejar, organizar e implementar esta Romaria, a partir de um projeto esboçado pelo Movimento de Schoenstatt.

É Schoenstatt em saída, a serviço da Igreja e em defesa da Família.

Fotos: Família de Schoenstatt e Ascom-Arquidiocese de Santa Maria

 

 

 

 

 

 

Pe. Alexandre nomeado para Comissão para a América Latina

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou que, nesta sexta-feira (13), o Papa Francisco nomeou o Padre Alexandre Awi Mello, do Movimento de Schoenstatt e atual secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, como Conselheiro da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL). O organismo da Cúria Romana, instituído em 1958, tem a tarefa de estudar sobre as principais questões da vida católica, da defesa da fé e do incremento da religião na América Latina.

Foto: Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida

Fonte: Vatican News

São João Paulo II para o Movimento de Schoenstatt

 

Neste dia, em que o mundo celebra o centenário de nascimento do Papa João Paulo II, recordamos suas palavras aos membros do Movimento Apostólico  de Schoenstatt

Castelgandolfo, 9 de setembro de 2004 – Gostaria de reforçá-los neste compromisso, que se pode assumir de muitas maneiras. Entre estes, está compreendido também a defesa concreta da vida ante a ameaça de uma cultura de morte que se difunde cada vez mais, como demonstra de maneira horrível no aborto. Neste sentido, todos os fiéis estão convidados a traçar “sinais luminosos”, dos quais o mundo tem continua necessidade.

Os esforços de Schoenstatt estão dirigidos em particular para a família, como célula fundamental na Igreja, da cultura e da sociedade. Seguindo o conselho do vosso Fundador, vós dais à cruz e à imagem de Maria um lugar de honra em vossas casas, convertendo-as em “Santuários da Igreja” (Cf. Famílias Consortio, 55), onde Maria atua como Mãe Educadora.
Desse modo, Maria, como “Mãe Peregrina”, continua chegando aos homens, para que eles possam experimentar seu carinho e ajuda maternal.

Nossa Igreja tem necessidade de vitalizar a vida de fé e a ação apostólica. Este compromisso une as numerosas comunidades eclesiais e movimentos espirituais que o Espírito suscita na aurora do Terceiro Milênio. Eles são uma resposta da Providência aos numerosos desafios de nosso tempo.

Vosso novo Santuário, em Roma, está dedicado a Maria, Mãe da Igreja. Que a “Serva do Senhor” os acompanhe e os guie no vosso serviço à Igreja, de maneira que os traços da Mater Ecclesiae se tornem ainda mais visíveis no Corpo de Cristo.

Por isso, de todo coração, dou a vós e a todos os que pertencem a vossa Família mundial, minha bênção apostólica.

 

Fonte: schoenstatt.org.br

A Mãe Peregrina na ONU?

 

Sim! Durante os meses de junho a agosto de 2019, o jovem brasileiro Pedro Paulo Weizenmann, da Juventude Masculina de Schoenstatt, faz um estágio temporário na missão da Santa Sé na Organização Mundial das Nações Unidas (ONU). O trabalho deste órgão é representar o Papa, a Santa Sé e a Igreja em geral na Organização, em busca de promover os ideais e valores cristãos. Pedro Paulo, que é aluno da Universidade de Harvard, levou consigo uma imagem da Mãe Peregrina para acompanhá-lo nos trabalhos. Sobre isso, ele nos conta:

 

O caminho até a ONU

Nos Estados Unidos, é comum, durante as férias de verão – que são no meio do ano, normalmente entre junho e agosto – os estudantes fazerem algum tipo de estágio, de trabalho voluntário, um estudo no exterior, algo nesse sentido. Estou aproveitando esses três meses, entre o meu segundo e terceiro ano na Universidade de Harvard, para fazer um estágio com a missão da Santa Sé na ONU.

Foi algo muito providencial a forma com que fiquei sabendo dessa oportunidade. Tenho um tio que mora em Nova York e, um dia, quando o visitava, a gente estava caminhando pela cidade e meu tio comentou comigo: “Olha Pedro, aqui é a missão da Santa Sé na ONU”. Passando em frente, logo naquele momento, eu pensei comigo mesmo: “Puxa, esse seria um lugar legal para trabalhar durante o verão. Será que eles têm alguma vaga para estudantes?” Então eu entrei no site e descobri que eles ofereciam oportunidade de estágio durante o verão. Assim, no meu segundo ano na Universidade, eu me candidatei para essa vaga. O processo envolveu enviar um currículo, uma carta de recomendação escrita por um sacerdote – pedi ao Pe. Alexandre Awi que escrevesse – depois a entrevista e escrever uma redação. No final das contas, deu tudo certo. Recebi a resposta de que tinha sido aprovado para o estágio no dia da vigília da Jornada Mundial da Juventude, no Panamá. Foi algo muito especial estar no meio da JMJ com Schoenstatt e ter essa resposta lá.

 

Com a Mãe Peregrina

A imagem da Mãe Peregrina que está comigo foi presente de uma Irmã de Maria do Santuário de Nova York. Ela me deu logo antes de eu ir para Harvard, em 2017, quando estava me mudando do Brasil para os Estados Unidos.

Logo nas minhas primeiras semanas de estágio, quando percebi que participaria de uma reunião na Assembleia Geral da ONU, resolvi levar a imagem, para que a Mãe estivesse presente e abençoasse os trabalhos. Era uma conferência sobre os direitos das pessoas com debilidades.

A minha intenção era justamente que a Mãe olhasse os nossos trabalhos e atividades e, do Santuário, derramasse suas graças. Que ela nos abençoasse, para que os ideais em que acreditamos se tornem práticos e concretos nas decisões tomadas pelos países aqui na ONU, também os ideais que nós temos em Schoenstatt, que possam permear a atuação da Igreja diante da comunidade internacional.

 

Mãe Peregrina entre os estagiários da Santa Sé

 

 

No que se refere aos trabalhos, na missão da Santa Sé, nós temos um grupo de oito estagiários. Nós, basicamente, vamos às reuniões da ONU, fazemos as anotações e escrevemos os relatórios para uso da própria missão, também para uso da Secretaria de Estado do Vaticano. É um trabalho muito legal acompanhar o dia a dia da ONU, estar representando a Igreja e os nossos ideais – e achei especial levar a Mãe para fazer parte desse serviço.

Depois me surgiu a ideia de também compartilhar a imagem com os outros estagiários. Então eu expliquei um pouco, para eles, sobre Schoenstatt e a Mãe Peregrina e a gente resolveu circular a imagem entre nós mesmos durante esse verão. Ela fica uma semana com cada um, que pode rezar com ela, receber as suas graças e também levá-la para as suas atividades.

 

O ambiente de trabalho

O ambiente de trabalho aqui na missão da Santa Sé é espetacular. A gente começa com a oração da Liturgia das Horas todos os dias pela manhã, também temos um almoço do qual participamos todos juntos: os padres, os diplomatas, as irmãs, os outros estagiários; o arcebispo – que é o núncio da Santa Sé para a ONU – quando está presente também participa. É um estilo bem familiar, que lembra até um pouco as missões que a gente faz em Schoenstatt. As reuniões da ONU são durante a manhã e à tarde. A gente participa delas, faz as anotações, depois escreve os relatórios, é mais ou menos assim que funciona o dia a dia.

Em breve publicaremos a continuação…

Fonte: schoenstatt.org.br

Cantai ao Senhor um canto novo!

Ir M Rosequiel Fávero – Animados pela missão de cantar e tocar, buscando que a liturgia cumpra sua função de louvar a Deus e santificar os fiéis, mais de 60 pessoas participaram do Curso de Canto Litúrgico, realizado na Paróquia Imaculada Conceição, em Santiago/RS, diocese de Uruguaiana, em 26 de maio de 2019. O trabalho contou com assessoria da Irmã Paula Maria Graminho, das Irmãs de Maria de Schoenstatt, bacharel em música e que há mais de 27 anos trabalha com música litúrgica. Em março deste ano, Ir Paula Maria participou do primeiro Congresso de Música Sacra no Brasil, com o Mons. Marco Frisina, do Vaticano.

A convite do Pe. Pedro Navarro, que quando seminarista foi aluno no Centro de Formação Musical Som e Arte (escola de música e canto junto ao Santuário Tabor) e agora atua como vigário paroquial em Santiago, o grupo refletiu sobre a música litúrgica, a sua importância, a música como nova epifania da beleza neste mundo, a fim de aproximar as pessoas de Deus.

Aspectos práticos de formação musical, música em conjunto e, sobretudo, a atitude do músico católico, uma atitude de serviço humilde e dedicado, foram igualmente abordados.

A tarde de encontro foi muito abençoada, sendo encerrada ‘com chave de ouro’ com a Santa Missa em que, por obra da Providência, foi feita a acolhida da Imagem Peregrina Auxiliar Diocesana, que no mês de maio esteve visitando as comunidades e famílias de Santiago.

Em 29 de junho, o Curso de Canto Litúrgico vai acontecer em Santa Maria.

Bispo de Schoenstatt à frente da Academia Teológica

 

O arcebispo italiano e membro do Instituto Secular dos Sacerdotes Diocesanos de Schoenstatt Dom Ignazio Sanna foi nomeado novo presidente de Pontifícia Academia Teológica.

O Papa Francisco o nomeou como presidente da Pontifícia Academia de Teologia, segundo informou a Sala de Imprensa da Santa Sé nesta segunda-feira, 3 de junho. Dom Ignazio é arcebispo emérito de Oristano/Itália e acadêmico ad honorem da mesma Academia Pontifícia.

 

Quem é Dom Sanna

Dom Ignazio Sanna nasceu em Orune, Província de Nuoro/Itália, em 20 de fevereiro de 1942. Completou seus estudos inicialmente no Seminário Episcopal de Nuoro, mais tarde no Seminário Regional de Cuglieri (Nu) e, por fim, no Seminário Romano Maior. Recebeu a ordenação sacerdotal em 11 de março de 1967 na igreja paroquial de Orune, incardinado na Diocese de Nuoro. Em 1968 ingressou na Pontifícia Academia Eclesiástica. Em 30 de abril de 1970 formou-se em Teologia na Pontifícia Universidade Lateranense; em 23 de março do mesmo ano em Filosofia, na Universidade La Sapienza de Roma e em 21 de junho de 1972 obteve a Licenciatura em Direito Canônico na Pontifícia Universidade Lateranense.

Desde 1974 é membro do Instituto Secular dos Sacerdotes Diocesanos de Schoenstatt. Em 1983 foi nomeado Capelão de Sua Santidade. Em 22 de abril de 2006, foi nomeado arcebispo metropolitano de Oristano pelo Papa Bento XVI. Ele recebeu a ordenação episcopal na Catedral de Oristano, em 25 de junho seguinte, do cardeal Camillo Ruini. Em março de 2017, o Papa aceitou sua renúncia ao governo pastoral da Arquidiocese de Oristano, apresentada ao completar 75 anos, com a fórmula “nunc pro tunc”, prorrogando seu mandato como arcebispo metropolitano da cidade por mais dois anos. De 25 de setembro de 2017 a 24 de maio de 2018, foi presidente interino da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé, o anúncio e a catequese da Conferência Episcopal Italiana.

Em 3 de outubro de 2017, foi eleito vice-presidente da Conferência Episcopal da Sardenha. Em 4 de maio de 2019, o Papa Francisco aceita sua renúncia ao governo pastoral da Arquidiocese de Oristano e agora o nomeou presidente da Pontifícia Academia Teológica.

 

A Pontifícia Academia Teológica: uma das Academias da Cúria Romana

Dedicada à formação de teólogos, a Academia tem a missão de promover o diálogo entre fé e razão e aprofundar a doutrina cristã seguindo as instruções do Papa. A missão dos acadêmicos é “apresentar a inteligência da Revelação e o conteúdo da fé”. Foi canonicamente instituída pelo Papa Clemente XI em uma carta datada de 23 de abril de 1718. Posteriormente, a Academia foi apoiada e fortalecida pela obra do Papa Bento XIII, Clemente XIV, Gregório XVI e João Paulo II. Estes dois últimos Papas renovaram seus Estatutos respectivamente em 26 de outubro de 1838 e 28 de janeiro de 1999.

Fonte: vaticannews.va

Foto: chiesadioristano.it

Políticas públicas à luz da Aliança de Amor

 

Pe. Vitor Possetti – “Fraternidade e Políticas Públicas” é o tema da Campanha da Fraternidade de 2019, com o objetivo de “estimular a participação em Políticas Públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja, para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais de fraternidade” (Texto Base, CF -2019, n.12).

Mas, o que são políticas públicas? São ações e programas desenvolvidos pelo Estado, em diálogo ou não com outros atores sociais, para garantir e colocar em prática os direitos (CF -2019, n. 14 – 21). Também nós podemos participar desse processo com nosso voto, escolhendo representantes e em diferentes mecanismos, como audiências públicas, conselhos (Ex. Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, da Mulher, da Saúde, do Idoso, da Cultura…), conferências; fóruns, reuniões, organizações, movimentos, associações, projetos, serviços, etc. (CF -2019, n. 94-100).

 

Em Aliança, pela nova comunidade

O Pe. José Kentenich afirma que, desde o início, a Aliança de Amor incorpora o anseio de formar homens novos na nova comunidade, mostrando uma séria preocupação em também renovar a sociedade (1;2). Chega afirmar que “se não nos introduzimos com força e vigor, como Movimento, nas engrenagens da época quando temos oportunidade de fazê-lo, teremos somente sonhado um sonho bonito de renovação do mundo” (3).

Para o Fundador, com o tempo “a comunidade de laços interiores foi sendo substituída pela comunidade de interesses” (4), sendo urgente buscar uma nova comunidade. Um no outro, um para o outro e com o outro, impulsionados pelo laço do amor (6;7), não sendo suficiente que apenas rezemos uns pelos outros, senão que, em todas circunstâncias, nos sintamos responsáveis mutuamente (8).

 

Políticas públicas por uma nova terra mariana

Nesse sentido, a participação no ciclo das políticas públicas (que identifica um problema; formula uma solução; toma decisões; aplica a ação e avalia os resultados) (CF-2019, n. 72) deveria estar movida pela lógica do amor, da gratuidade (Bento XVI, CV n. 34), mais além da lógica dos interesses, incluindo a dimensão da justiça (9), fundando a interação dos diferentes grupos e pessoas envolvidas nesse processo numa cultura do diálogo (CF-2019, n. 237), fazendo da diversidade uma riqueza ao conformar uma tensão criadora” (15), unindo as diferentes perspectivas e todos os esforços na defesa da dignidade de cada pessoa e na busca do bem comum.

Para isso é fundamental uma Igreja em saída, numa cultura do encontro, que “não experimenta as coisas só intelectualmente”, senão que, em contato com as pessoas e a realidade do entorno, partilha interiormente suas necessidades, sendo movida a cuidar e buscar as melhores soluções (10; 11).

Nesse sentido, o Fundador destaca a importância de “santos que respondam as questões sociais, que, estando bem unidos interiormente a Deus (dimensão fundamental), também têm animo para transformar o mundo em Aliança com Deus” (12). Somos chamados a ser “cidadãos ativo-solidários”, lutando pelos próprios direitos e pelos de todos (CF-2019, n. 177).

 

 

Compromisso para a Família de Schoenstatt

É um desafio para nossas comunidades encontrar formas de melhor acolher e acompanhar as pessoas (CF-2019, 220) que peregrinam aos nossos Santuários e se sentem chamadas à participação nas politicas públicas, em suas diferentes formas e segundo a própria vocação (CF-2019, n 178) (João Paulo II, CL, n.42)´´

Além disso, são várias as entidades animadas pela espiritualidade e pedagogia schoenstattiana em nosso país (hospitais, centros educacionais, culturais e de saúde, serviços de acolhimento e de acompanhamento, etc.) que trabalham em rede com as diversas políticas públicas municipais, estaduais e federais. Essas entidades são chamadas a ser uma espécie de “caso preclaro” (13), como fermento na massa, evitando o medo de colocar-se em contato com o mundo, conforme palavras do Fundador (14). Participando na discussão, decisão, execução e avaliação das políticas públicas e no cotidiano de suas redes, percebemos que, humildemente, temos muito a aprender e também a contribuir.

Neste ano, podemos aproximar-nos mais dessas entidades e serviços de inspiração schoenstattiana. Também considerar a possibilidade de que nossos projetos e iniciativas sociais mais pontuais (dos diversos grupos, comunidades, etc.) possam dialogar com as políticas públicas ou serviços mais consolidados, buscando somar forças em vista da garantia de direitos e da promoção da dignidade das pessoas de modo mais consistente.

Tal participação, guiada pela lei da porta aberta e pela Fé Prática na Divina Providência, busca “ver até o fundo os acontecimentos concretos para descobrir as forças criadoras e destrutoras do acontecer, intervindo assim criadoramente na historia” (16), iluminados pela Palavra de Deus e o magistério da Igreja, especialmente sua Doutrina Social. Nesse sentido, no interior desse processo, são muito importantes os momentos de meditação, oração, estudo, discernimento pessoal e comunitário. Uma atuação no espaço público, sem discernimento na fé e vida de oração, corre sério risco de converter-se num ativismo meramente materialista ou em autopromoção.

A participação ativa na sociedade pode expressar um modo concreto de amar a Deus e ao próximo (17) e uma dimensão importante da cultura da Aliança. A Campanha da Fraternidade deste ano põe no centro da discussão o tema das políticas públicas. Será essa uma voz de Deus para nosso tempo? Qual pode ser nossa resposta?

 

Referências:

Campanha da fraternidade 2019 – Texto Base

Bento XVI ,Caritas in Veritate

João Paulo II, Cristifidelis laici

Francisco. Vaticano, 11 de fevereiro de 2019 (ref. 17)

Padre José Kentenich,. Desafío Social, Editorial Schoenstatt, 1996. (ref. 3;4;5;9;12;14)

Kentenich En libertad ser plenamente hombres, Herbert King, ed. Nueva Patris, Chile, 2011 (ref. 2), Milwaukee Terziat (1963), versión en español / digital, Schoenstatt, 2005, (ref. 1;6)

Kentenich Rumo ao Céu (ref. 7)

Kentenich Mi filosofía de la educación, Editorial Schoenstatt, Chile, 1985 (ref. 7; 15)

Kentenich, Principios generales del movimiento Apostólico de Schoenstatt, 1927., Instituto Secular de Schoenstatt Hermanas de María, Edición 1995, (ref. 8)

Kentenich. Retiro sobre la lucha por la verdadera libertad, 1946, in Aproximación en el PK a la opción preferencial por los pobres, P. Pablo Catoggio, 1987 (ref. 10;11)

Kentenich Idea directriz y fuerzas Propulsoras de la Familia de Schoenstatt, P. José Kentenich (1952); Hermanas de María, Bellavista 1979 (ref. 13)

Kentenich en Dios Presente, Nueva Patris, Santiago-Chile (ref.16)

 

Fotos: Neivaldo Moraes

Fonte: schoenstatt.org.br

Como foi participar do Sínodo dos Bispos?

 

Encontros com o Papa, trabalhos com especialistas de muitos países, dias de cenáculo no coração da Igreja… Lucas Galhardo, da Juventude Masculina de Schoenstatt de Caieiras/SP, nos conta como foi ser auditor do Sínodo dos Bispos em Roma:

 

Em sua visão, qual o principal marco deste Sínodo? O que ficará gravado para você?

O principal marco, para mim, é a sinodalidade. “Sínodo” vem do grego e significa, literalmente, “caminhar juntos”. Sinodalidade é esse espírito de caminhar juntos. Por mais que possa parecer um elemento intrínseco de todos os Sínodos, este, sobre os Jovens, a Fé e o Discernimento Vocacional, trouxe um sabor especial para o termo. A sinodalidade foi vivida intensamente não apenas durante o encontro, mas também durante todo o processo preparatório. O esforço do Papa Francisco, e da Secretaria responsável, em procurar fazer um Sínodo mais participativo e inclusivo é demonstrado através das duas iniciativas inéditas durante o processo de consulta: o questionário on-line e a reunião pré-sinodal – e, também, pela participação ativa que nós, como auditores, tivemos.

 

Em vários momentos o Papa Francisco esteve junto aos participantes, inclusive nos “bastidores”. Você teve a chance de conversar com ele, representando todos os brasileiros e toda a juventude latino-americana. Como foram esses encontros com o Santo Padre?

Realmente, o Papa Francisco esteve presente em todos os momentos na Sala do Sínodo, com exceção apenas das quartas-feiras pela manhã, devido às audiências gerais. Ele transmitiu um verdadeiro exemplo de escuta, pois esteve ouvindo atentamente durante o Sínodo, fazendo suas anotações e falou apenas no início, no final e uma única vez durante o Sínodo, quando transmitiu rapidamente as três coisas que mais o haviam tocado durante aquele dia de intensa escuta.

Meus encontros com ele não foram muitos. Nos encontramos pela primeira vez no segundo dia, nos cruzamos pelo corredor, a caminho da Sala Paulo VI, e apenas nos cumprimentamos. Estava com a camiseta da JMJ do Rio este dia e creio que ajudou um pouco, porque logo ele identificou e abriu um sorriso. Nos primeiros dias ele esteve presente conosco nos intervalos também, até tomou chimarrão um dia junto com os jovens, hehe.

Depois tive dois encontros que foram bem especiais… O primeiro foi dia 11 de outubro. Nesse dia estive à procura de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida para acompanhar os trabalhos no nosso grupo de língua portuguesa no dia seguinte, dia 12 de outubro. Ao final do dia, enviaríamos um vídeo aos brasileiros com a imagem. Durante o almoço, consegui a imagem emprestada com o Pe. Alexandre [Awi], é a imagem que fica sobre a mesa de trabalho dele. Como retornei do almoço direto para o Sínodo, tivemos a companhia de Nossa Senhora naquele dia a tarde. Um breve intervalo de 15 minutos acontecia no meio dos trabalhos à tarde. Nesse momento, fui ao encontro de Dom Vilsom Basso para partilhar que havia conseguido uma imagem de Nossa Senhora Aparecida para os trabalhos do dia seguinte e, enquanto estávamos conversando, já com a sala do Sínodo quase vazia, pois quase todos já haviam saído para o intervalo, Papa Francisco retorna à sala para deixar algo em sua mesa. Então Dom Vilsom me incentiva a ir ao encontro do Papa e pedir uma benção com a imagem. Fiquei um pouco sem jeito de ir, mas depois da insistência, corri ao encontro do Papa Francisco com a imagem nas mãos e pedi, sutilmente, se poderia enviar uma mensagem aos brasileiros, devido à celebração de Nossa Senhora Aparecida no dia seguinte. Pronto ele abriu um sorriso e disse que sim, enviou uma mensagem curta, mas muito profunda, de alguém que conhece a história e tem uma intimidade com Nossa Senhora Aparecida: “Que cada um de vocês a encontre em seu coração, assim como os pescadores a encontraram no rio. Busquem nas águas de seus corações e a encontrarão, porque Ela é Mãe”. Esse acontecimento foi algo totalmente espontâneo, não havíamos planejado este vídeo e esta mensagem.

 

 

O outro momento especial foi quando nos reunimos como bispos e jovens latino-americanos e entregamos ao Papa a Cruz da Pastoral Juvenil Latino-americana. É um símbolo que nos une como continente e que tem muito significado na vida de todos que participam, ou já participaram, desse processo pastoral. Temos o privilégio de, através do Celam, termos esta articulação entre os países da América Latina e Caribe. Nesse momento pude falar ao Papa em nome dos jovens latinos, transmitindo que estamos com ele e rezamos por ele.

 

Vídeo incorporado

 

Como foi estar com jovens, especialistas, bispos de tantos países? O que pode nos contar sobre suas experiências?

Nós, auditores, sentávamos nas fileiras superiores de uma das três partes da Sala Paulo VI. De lá de cima eu olhava para baixo e via o Papa Francisco, vários cardeais e muitos bispos. Na outra extremidade da sala estavam outros padres sinodais que não eram bispos (como o Pe. Alexandre) e os especialistas. Por alguns dias, que me deparava observando, essas pessoas eu pensava “O que estou fazendo aqui?”, rsrs, no meio de tantas pessoas tão engajadas e conhecedoras da Igreja e atividades pastorais, de especialistas de várias partes do mundo, tantas pessoas que são extremamente disputadas no dia a dia, etc., e nós auditores, hehe… Ainda não caiu toda a ficha para ser sincero, estou digerindo aos poucos, mas foi uma grande honra poder estar junto dessas pessoas, escutá-los, falar a eles e, principalmente, trabalhar juntos. Realmente, neste Sínodo sentimos muito esse espírito de família, de caminhar juntos e esse espírito de vivência de unidade. Foi uma experiência de muito aprendizado.

 

Há alguma contribuição característica de Schoenstatt no documento final?

Ainda não estou com total domínio do documento final para responder com propriedade esta pergunta. Mas, em todos os eventos que venho participando, eu sempre saio convencido de que a espiritualidade de Schoenstatt é realmente muito rica e tem muito a contribuir com todos. Elementos como os meios ascéticos de Schoenstatt, a maneira que trabalhamos o acompanhamento no Movimento, os altos ideias que Schoenstatt nos inspira a viver, etc., são algumas das potencialidades que temos como Movimento e que nos ajudam a enfrentar os desafios da vida diária em cada realidade.

 

Que ações concretas a juventude pode esperar a partir desse encontro sinodal?

Sinceramente não sei dizer ainda, porque isso depende muito de cada realidade local e dos próximos passos do Papa. Até agora temos o documento final do Sínodo e também todos os documentos gerados ao longo do processo preparatório, como o documento da reunião pré-sinodal – o qual recomendo muito a leitura, para ter um contexto global da realidade juvenil pela voz dos jovens. O Sínodo é um instrumento de consulta do Papa, então o documento final tem, como primeiro destinatário, o Santo Padre, e ele tem a autoridade para escolher o que fazer posteriormente. Ele nos incentivou a ler e trabalhar este documento, que é muito rico em minha opinião. Mas eu fortemente acredito que, mais do que o documento, a grande riqueza que esse Sínodo nos deixa é o exemplo da caminhar juntos e é isso que devemos procurar viver e praticar nas nossas realidades locais.

 

Foto: Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida

Fonte: schoenstatt.org.br

Vivamos o Sínodo, ele está apenas começando

 

“O Sínodo está apenas começando”, é isso o que dizem o Pe. Alexandre Awi Mello e o Lucas Galhardo no encerramento do Sínodo dos Bispos, em Roma.

Da Praça de São Pedro, eles enviam uma mensagem à Família de Schoenstatt do Brasil, convidando todos a “manifestar o nosso compromisso de viver tudo aquilo que foi esse Sínodo”.

Lucas nos diz: “Agradecemos o apoio de toda a Família de Schoenstatt – ajudou muito, muito obrigado! Continuem em oração pela Igreja, pelo Papa”.

Ele continua: “A assembleia sinodal acabou, mas não o Sínodo. O Sínodo está apenas começando nas nossas realidades, nos nossos grupos. Convido vocês a viverem esse espírito de sinodalidade que foi o que vivemos muito forte aqui, de promover a cultura de escuta, uma cultura de discernimento, de diálogo, de encontro, uma cultura intergeracional”.

O Pe. Alexandre se alegra em poder viver e transmitir aquilo que o Pe. José Kentenich sonhava: “Em muitos momentos desse Sínodo a gente sentiu aquilo que o Pai queria, que amassemos a Igreja. E foi nesse espírito de amor à Igreja que nós vivemos esse Sínodo, junto com bispos e jovens do mundo inteiro. Foi um grande presente e esperamos que agora possamos levar adiante , como Família e em nome da Igreja, aquilo que nosso Pai quer de nós”.

O Documento Final, do qual o Pe. Alexandre foi um dos redatores nomeados pelo Papa, foi divulgado ontem, 28 de outubro. O episódio dos discípulos de Emaús, narrado pelo evangelista Lucas, é o seu fio condutor. Esse Documento Final abrange uma série de aspectos da realidade juvenil e está dividido em três partes, 12 capítulos, 167 parágrafos e 60 páginas. Por enquanto está disponível em italiano e pode ser acessado no arquivo do Vaticano: clique.

Fonte: schoenstatt.org.br