Romaria da Mãe e Rainha: Os lares se tornam Igreja

 

Fabrício Furtado – No dia 18 de julho do ano 2000, um grupo formado por cinco pessoas conduziu, em caminhada, uma imagem da Mãe e Rainha saindo da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Mauriti/CE, com destino ao Sítio Gravatazinho, distante 18 quilômetros da sede municipal. Essa caminhada fora o prenúncio do que hoje se tornou uma romaria conhecida não somente nos arredores do Gravatazinho. Milhares de pessoas das diversas localidades do município, de outras cidades, estados e dioceses do país acorrem ao santuário paroquial para manifestar sua devoção à Mãe tão querida, venerada, nesta pequena porção do povo de Deus sob o título de Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt.

20 anos depois, a participação presencial na Romaria da Mãe e Rainha, que reunia mais de 20 mil pessoas por ano, reduziu-se, novamente, ao pequeno número de pessoas que a iniciou, em vista do contexto mundial modificado pela pandemia da Covid-19. Obedecendo às orientações do Estado e da Diocese para evitar qualquer tipo de aglomeração e combater o avanço do novo coronavírus, a Romaria foi celebrada, no entanto, com transmissão ao vivo pelas redes sociais do Santuário e os devotos, em casa, participaram das novenas e momentos celebrativos.

“Fizemos de nossos lares uma Igreja Doméstica”

“Neste tempo em que vivemos momentos difíceis diante desta pandemia e em isolamento social, fizemos dos nossos lares uma Igreja Doméstica, na qual vivenciamos este período muito forte. Perante o aumento de casos positivos e óbitos em nossa cidade, nunca perdemos a nossa fé e confiança na Mãe e Rainha; sempre entregando, confiando e agradecendo. Os meios de comunicação social vêm para enriquecer a nossa espiritualidade”, partilhou a devota Gervasiana Almeida, que viveu a Romaria em casa com a família.

 

 

Desafios vencidos e graças alcançadas

Para o Diác. Francisco Alves, organizador da Romaria e responsável pelo Movimento de Schoenstatt na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em primeiro momento, foi um “choque” ter que reduzir a participação a seis pessoas, uma vez que a experiência da Romaria é do encontro, do abraço e da partilha. Outros desafios também vieram como, exemplifica, o domínio das redes sociais e ferramentas de comunicação para levar a programação às famílias. No entanto, as orações fizeram com que todas as barreiras fossem vencidas e, com ela, muitos aprendizados foram adquiridos: “Desde o dia 7 de junho, a cada dia um grupo do Movimento era responsável por ficar um dia inteiro de oração”, disse. “A gente rezou muito durante essa Romaria. Nunca tínhamos rezado como rezamos este ano porque a gente não tinha tantas atividades externas, eram mais internas e, assim, tínhamos oportunidade de rezar mais”, comenta o diácono que esteve a todo momento em quarentena numa casa nas instalações do Santuário com a equipe de voluntários. Sobre o contato com os devotos e romeiros por meio das redes sociais, o diácono diz que, em sua vida, nunca recebeu tantas mensagens. “Foi necessário criar um WhatsApp próprio para o Santuário, porque eu não consegui dar conta de tantas mensagens e testemunhos que estavam chegando”.

De acordo com o ele, a novena, rezada em cada família, foi também algo marcante: “Muitos testemunhos de graças alcançadas, reconciliação entre maridos e esposas, filhos afastados e que foram resgatados pela tradição de, no final da novena, pedir a bênção aos pais. Escutei muitos áudios de pessoas que diziam: ‘faz tempo que meus filhos não me pediam a bênção e, agora, estão me pedindo’”. E Continua: “Pessoas que não se falavam e agora estão se falando porque tinham que rezar a novena juntas. Isso foi muito importante”.

Por último, a vinculação do povo simples ao Santuário é algo de que não se resta mais dúvidas, afirma. “Realmente o Santuário tem uma força espiritual grandiosa e a gente precisa, como Igreja, apoderar-se desta situação para Evangelizar. O Santuário é do povo e a gente precisa fazer com que esse lugar se torne cada vez mais um lugar de Evangelização, oração e oportunidade de trazer de volta as pessoas para a vivência de fé”, concluiu.

 

 

Missa de encerramento

Ao cair da tarde de sábado, dia 18 de julho de 2020, as imediações do Santuário se achavam completamente vazias. Sem o barulho do povo nem a poeira no ar, como se vê em anos anteriores, apenas os pássaros a cantarolar e uma suave ventania se notava no espaço, enquanto, “no meio do mundo”, ouvia-se o rumor de fogos vindo de todas as partes.

Ao olhar para a cena, o Sr. José Miguel de Souza, pai do Diác. Francisco, que mora ao lado do Santuário, disse: “A gente suporta porque Deus tem misericórdia”, referindo-se a saudade da Romaria com a participação da multidão. Porém, esperançoso: “Vamos rezar muito para que Deus toque no coração da ciência para descobrir uma vacina pelo menos daqui para o final do ano”, pede. “E pedir a Nosso Senhor que, quando ela [a pandemia] se acabar, não venha outra contrariedade igual a ela”, continua.

Às 17 horas, no Santuário Paroquial Tabor da Misericórdia, inicia a missa de encerramento da Romaria. Em sua homilia, de forma profética, Pe. Edivan Guedes, pároco de Mauriti e presidente da celebração, afirma que a Romaria deste ano, no contexto que foi vivenciada, é uma preparação para a do próximo: “Vamos nos preparando e já fazendo [as ofertas para] o nosso grande Capital de Graças. Nós temos muito o que, no próximo ano, trazer de graças [recebidas] para este Santuário. Não esqueçamos disso!”, exorta. “No próximo ano, se Deus quiser, estaremos aqui rendendo louvores à Santíssima Mãe Peregrina e agradecendo a Ela por estarmos juntos em mais um ano. Este ano foi um ano de preparação para vivermos o tempo da graça do Senhor. Deus nos prepara para isso. E quem está conosco nestes tempos? Ninguém melhor que a Santíssima Virgem!”, considera referindo-se ao trabalho da equipe de voluntários representando nela todos os demais servos e romeiros que, durante aquele dia, gostariam de estar no espaço sagrado. “Neste momento estão as lágrimas descendo por não estarem [fisicamente] aqui, mas chorem de alegria e que Maria enxugue, purifique e santifique as nossas lágrimas”.

Em Romaria, Santuário Vivo na construção de uma Igreja do Pão e da Palavra

A respeito do tema da Romaria, “este Santuário quis viver, neste tempo espiritual, dois pilares fortes da caminhada de evangelização da Igreja nesses próximos quatro anos: o Pão e a Palavra. Durante este ano espiritual profundamente vivido, escutando mais a palavra, saboreando mesmo à distância o Pão Eucarístico que fortalece e anima a nossa vida, este Santuário que quis e quer transmitir aos seus peregrinos, filhos da Virgem Maria, este encontro espiritual com o Pão e com a Palavra”.

Ao final da Missa, a queima de fogos no Santuário encerrou oficialmente a XX Romaria da Mãe Rainha no Sítio Gravatazinho, na esperança que, no ano vindouro, esse momento de fé e de graças seja vivido com ainda mais fervor pelos seus devotos, juntos, partilhando do abraço e calor humano.

 

Mais fotos (Diácono Francisco Alves de Souza)

 

XX Romaria da Mãe e Rainha em Mauriti/CE

 

Fonte: paroquiamauriti.blogspot.com

Onde a Mãe e Rainha encontrou um lar

 

Karen Bueno – No interior do Ceará a Mãe e Rainha de Schoenstatt encontrou uma terra fértil onde pôde fincar raízes profundas. Encontrou corações filiais que sentem nela a presença de uma Mãe próxima, que vai ao encontro de todos, não importa a distância ou as condições.

É na cidade de Mauriti/CE, Diocese de Crato/CE, que está construído o Santuário Paroquial da MTA, Tabor da Santidade. Apesar da distância (18km do centro) e de estar numa região rural, ali a vida floresce e cresce, como mostram alguns números:

  • 231 membros ativos no Círculo dos Guardas Nobres do Santuário
  • 500 mulheres ligadas ao Círculo Externo de Adoração (sem contar os homens)
  • 57 membros ativos dos “Amigos do Padre Kentenich”
  • 175 casas que já instituíram um Santuário Lar
  • 200 crianças na Campanha da Mãe Peregrina Infanto-Juvenil
  • 52 grupos do Terço dos Homens Mãe Rainha, com aproximadamente 1.000 membros
  • 90 enfermos assistidos pelo Apostolado dos Enfermos de Schoenstatt

Tudo isso ganha ainda mais força com a Romaria anual, no dia 18 de julho, que reúne mais de 10 mil pessoas – leia no texto.

 

Sobre esses números, o bispo diocesano de Crato, Dom Gilberto Pastana de Oliveira, comenta:

Impressionam os números de famílias, jovens, crianças, idosos… que são tocados pelos trabalhos do Movimento de Schoenstatt em sua Diocese. A que se deve, em sua opinião, essa florescência de vida ao redor da imagem da Mãe e Rainha?

Todo Movimento, pastoral e ação evangelizadora que levam ao encontro de Cristo nos impressionam. Porque aqueles que se encontram verdadeiramente com o Senhor modificam a sua vida, se convertem e passam a ser seguidores e discípulos de Jesus Cristo. E os movimentos marianos nos levam a fazer aquilo que Nossa Senhora nos pede: Façam tudo o que ele vos disser. Isso quer dizer que Nossa Senhora nos encaminha ao seu Filho. E o Movimento de Schoenstatt, com sua espiritualidade, leva a palavra de Deus e a possibilidade das famílias se encontrarem com o Senhor.

 

Para o senhor, qual a principal contribuição que o Movimento leva à sua Diocese?

Eu penso que a principal contribuição é o estar em saída, é esse ir ao encontro das famílias, é a visitação das casas. E, eu penso, se puderem, visitar cada vez mais os afastados, aqueles que estão distantes e não foram tocados pela palavra de Deus, aqueles que mais precisam de uma visita amiga e acolhedora, uma visita salvadora.

 

Como podemos, cada vez mais, contribuir com a realidade da Igreja a partir de nossa espiritualidade?

Na medida em que se mantém unidos à Igreja local, também na medida em que participam de toda a ação evangelizadora da Igreja local. Todas as espiritualidades têm aquilo que lhe é específico, mas, antes, está aquilo que a Igreja propõe, como, por exemplo, as novas diretrizes para a ação evangelizadora. Elas trazem a possibilidade de criarmos comunidades missionárias, nos envolvermos e trabalharmos para a Igreja como um todo. Todo Movimento inserido numa diocese faz parte da Igreja local e isso é muito bonito; é importante ter esse espírito de acolhimento e de comunhão para a construção do reino e da vida.

 

* Com a colaboração de Patrícia Mirelly, da Assessoria de Comunicação Diocesana

Fonte: schoenstatt.org.br

Milhares de peregrinos na XIX Romaria da Mãe e Rainha em Mauriti/CE

Fabrício Furtado / Karen Bueno – “Humanamente falando, é impossível acontecer o que acontece aqui. Não temos estrutura [adequada] e tantas outras coisas que são necessárias, como estrada, mas o povo vem rezar aqui e a cada dia aumenta mais”, conta o Diácono Francisco Alves, que tem o apoio dos mais de 300 voluntários na organização da Romaria da Mãe e Rainha. Anualmente, no dia 18 de julho, essa festa é celebrada no Santuário Paroquial da Mãe e Rainha, situado no sítio Gravatazinho, a 18 quilômetros do centro de Mauriti/CE.

O diácono fizera parte do grupo de cinco pessoas que, no ano 2000, conduziu uma imagem da Mãe e Rainha até o Santuário Paroquial. Esta caminhada fora o prenúncio do que, hoje, tornou-se uma romaria conhecida não somente nos arredores do Gravatazinho. Pessoas das diversas localidades do município de Mauriti, de outras cidades, estados e dioceses acorrem ao Santuário para manifestarem sua devoção à Mãe tão querida, venerada, nesta pequena porção do Ceará, sob o título de Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt.

Nove dias de preparação

Ao cair da tarde de ontem, dia 18, a multidão reunida acolheu o vigário geral da Diocese de Crato/CE, Pe. José Vicente Pinto, para a Missa de encerramento da XIX Romaria. Com ele, concelebraram os padres Cícero Caboclo (pároco de Palestina, distrito de Mauriti) e o Pe. Valdir Gomes (filho de Mauriti), assistidos pelos diáconos Francisco e José Santana.

Desde o último dia 8 de julho, sob o frio que vem da serra que contorna o espaço do Santuário, os peregrinos contavam com uma programação especial. À aurora, participavam de novena matinal e, para decorrer bem o dia, recebiam a bênção do Santíssimo Sacramento. Às 19 horas, participavam da segunda novena do dia e encerravam a programação diária com a Santa Missa

Só neste dia 18, seis Celebrações Eucarísticas foram presididas no Santuário, reunindo uma grande quantidade de pessoas em cada uma delas.

Dia de agradecimentos

Com grande amor à Mãe e Rainha, peregrinos chegam de perto, mas também de longe, percorrendo o longo caminho que conduz às terras do santuário. Nesta madrugada, nem o frio nem a distância foram obstáculos para que os romeiros saíssem em caminhada rumo ao local.

O jovem Lucas Vieira Gonçalves, por exemplo, saiu de casa, em Palestina do Cariri, às 21h30min do dia 17. O objetivo era chegar ao Santuário para a celebração das 4 horas neste dia 18. 36 quilômetros foram percorridos a pé.

“O cansaço existe, mas é insignificante, comparado à fé e à gratidão”. Inúmeras graças, relata, foram alcançadas para ele e sua família, pelo intermédio da Mãe de Deus.

“Nossa Senhora age cotidianamente em nossas pequenas necessidades. Invoco a proteção dEla nos obstáculos do dia a dia”. E conclui: “Foi um agradecimento a Deus por nos ter dado tão boa Mãe”.

E Sra. Expedita Maria já alcançou tantas graças que ‘não sabe nem contar’. Uma ela quis destacar:

“Eu tinha um menino que morava na Bahia. Ele saiu daqui doente, com uma dor de cabeça. Ele foi embora numa sexta-feira dizendo: ‘Mãe, só vou ligar para a senhora na segunda-feira’. Na segunda-feira, ele não me ligou. Quem ligou foi a mulher [a esposa] dele. Disse que ele estava morrendo, pois caiu no banheiro”, relatou. Dessa queda, infelizmente, o filho de Expedita não resistiu e faleceu. O que ela considera graça foi o fato de ter suportado a dor de enterrar o filho. “Ele foi um presente que Mãe Rainha me deu e de presente eu dei pra ela”. Hoje ela vem agradecer por tudo de bom que viveu ao lado dele. “Eu era muito apegada a ele”, diz.

 

 

Maria caminha conosco

A “Mãezinha do céu”, plena de amor e cheia de graça de Deus “é capaz de suscitar nos corações a percepção da presença verdadeira de Deus”, diz o Pe. José Vicente no início da homilia. E, ligando sua reflexão ao episódio da visitação de Nossa Senhora a Isabel, continua:

“Foi assim que aconteceu quando Maria visitou a sua prima Isabel. Isto se deu de modo tempestivo. Imediatamente após a visita do anjo a Maria, ela já se encaminhou à casa de sua prima Isabel, que estava grávida fazia seis meses…”. Ele continua: “Portanto, na visita de Maria, que já conduzia no seu ventre o Deus Menino, Isabel intuiu a visita de Deus à sua casa; à sua família. É assim também que, na continuidade dos tempos, ainda hoje a Virgem Santíssima visita os seus filhos em toda parte, fazendo com que cada um receba a presença de Deus”, relaciona.

Ao observar a grande quantidade de romeiros ali reunidos, o presidente da celebração prossegue: “Por que vocês vieram aqui, assim, numerosamente? Porque, certamente, vocês percebem, na imagem da Mãe e Rainha, no seu Santuário, na devoção do terço, a voz de Deus que fala aos seus corações. Se não fosse assim, vocês não acreditariam em Nossa Senhora. Se não fosse assim, vocês não acolheriam em seus corações, em suas casas, a devoção à Mãe e Rainha. Se vocês assim conseguem, é porque sentem a presença de Deus que fala a sua consciência, na sua mente, ao seu coração”, afirmou.

“Maria Santíssima, a Mãe de Jesus e nossa Mãe, é intercessora, ela conhece o coração de seus filhos. Como Mãe, sente a dor de cada um de seus filhos, conhece a história de cada um e, com muita presteza, se coloca nesta condição de intercessora. Por causa destas realidades todas da fidelidade de Maria a Deus, que ela foi sempre tida como Rainha da terra e Rainha do Céu. Não é, portanto, sem razão que Deus falou tão alto ao coração do padre Fundador. É uma inspiração que vem do alto; um sopro do Espírito Santo; é coisa do céu, é algo divino. Se não fosse, esta devoção não teria se espalhado pela terra, não teria alcançado tanta gente. Como é bonito ver tudo isso. Não somente pessoas assim, numerosamente em assembleia, mas um povo peregrino, que marcha confiantemente em Deus, para o céu”, expressou ainda.

“O povo de Deus é um povo peregrino, é um povo confiante, que sabe que não caminha só. Caminha com a Mãe que Deus lhe deu, para o encontro com Deus, nosso Senhor… É exatamente isso que viveu Maria na sua peregrinação cotidiana, nas montanhas da Judeia, para auxiliar a sua parenta. Foi assim, como Maria fez, que fazemos também nós. E, nesse peregrinar, todos puderam ver e sentir a fidelidade de Maria a Deus; o seu discipulado em relação ao Senhor. Foi por causa desta fidelidade que ela foi tida por Rainha, aquela que hoje nós veneramos com este título bendito: Mãe e Rainha Três Vezes Admirável… A Mãe terna que não nos cansamos de reverenciar”, disse.

 

 

Acolhimento

O Santuário Paroquial foi instituído numa pequena capela de área rural. No intuito de ali visitarem a Mãe, as pessoas fazem grandes filas, aguardando pela permanência de poucos minutos lá dentro, em vista da grande quantidade de pessoas presentes.

À frente da capela há uma estátua do Pe. José Kentenich, Fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt. Ao lado, há a Capela ‘Tabor da Misericórdia’, onde acontecem as celebrações cotidianas da comunidade. Em outro espaço, há outra capela onde as pessoas acendem velas por alguma graça alcançada e há, também, outro espaço maior onde acontecem as missas campais.

Crescimento

Só neste dia 18, segundo o diácono Francisco, estima-se que entre 10 e 12 mil pessoas passaram pelo Santuário. A comissão da Romaria conseguiu registrar a presença de devotos das cidades de Conceição/PB, Jardim/CE, Brejo Santo/CE, Milagres/CE, Fortaleza/CE, Salgueiro/PE, Recife/PE e Monte Horebe/PB.

Schoensttat em Saída

Para inspirar as reflexões desses 11 dias de Romaria, o tema escolhido foi: “Unidos ao Pai e Fundador, vivemos Schoenstatt em saída no cenáculo com Maria”.

O Diácono Francisco Alves explica: “Tivemos três pontos de reflexão com este lema. O primeiro, ‘com o Pai e Fundador’, significa que o Santuário bebe da fonte do carisma do Pe. Kentenich. Com ele, queremos ser discípulos e missionários de Cristo. ‘Schoenstatt em saída’ porque é isso que o Papa Francisco pede, uma Igreja em saída ao encontro daqueles que estão à margem da sociedade. O ‘cenáculo’, porque estamos conquistando o símbolo do Espírito Santo para o nosso Santuário”.

Este símbolo do Santuário, que ele cita, foi abençoado na missa de encerramento e inicia uma peregrinação pela diocese. Ele será entronizado no dia de 18 de julho do próximo ano.

Com a bênção do Santíssimo Sacramento, os peregrinos são enviados em missão para fazer surgir, sob as graças da Mãe e Rainha, um novo cenáculo para sua região.

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Romaria da Mãe e Rainha 2019 - Mauriti/CE

Fotos e texto: Pascom Paróquia Nossa Senhora da Conceição

Publicado em: schoenstatt.org.br

Diocese de Quixadá/CE por uma nova terra mariana

 

Lucas Soares Menezes – No último dia 11 de maio aconteceu, no Centro de Pastoral São José, a II Jornada Diocesana da Mãe e Rainha, organizada pela coordenação da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt (CMPS) na Diocese de Quixadá/CE. O Encontro foi promovido para os coordenadores e missionários das diversas paróquias dessa Igreja Particular e assessorado por Ir. Cassiana Maria Jänisch, assessora da CMPS nos Estado do Ceará e do Piauí.

Pe. José Maria Loiola, coordenador diocesano de pastoral, manifestou sua gratidão pelos trabalhos dos missionários junto às famílias.

Pe. Francisco Nilson Lima, assessor dos movimentos marianos, deu a primeira palestra da Jornada aprofundando o documento do Papa Francisco sobre o chamado à santidade, Gaudete et exultate.

Foi um dia vivenciado na oração, formação, planejamento, partilha de experiências e na alegria de ser Família de Schoenstatt. Nas festividades que a Diocese vivencia, em comemoração ao jubileu de 50 anos de sua criação, o novo impulso no Espírito Santo move os missionários a levarem a Mãe Peregrina às famílias com ardor e abrasados pelo fogo da missão, cheios de alegria e amor. Gratos a Deus e à Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt por essa Jornada, a CMPS da Diocese deseja estar sempre unida ao Pai e Profeta para cultivar a nova terra mariana.

 

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Os seminaristas da Diocese, que ajudaram na preparação da II Jornada da CMPS, cantam “Ave Maria por tua pureza”, acompanhe:

 

Fonte: schoenstatt.org.br

É Natal e a Mãe não “solta” seu filho

 

Diácono Francisco Alves / Karen Bueno – “Profanação” significa desrespeito ou violação do que é santo, sagrado; violação, sacrilégio, profanidade. Atitude irreverente contra pessoa ou coisa que merece respeito; afronta, insulto, irreverência (Dicionário Aurélio).

O dia 25 de dezembro, Natal do Senhor, é um dia de grande alegria pela vinda do Menino Jesus, mas também ficou marcado por sentimentos de tristeza e novas reflexões para a Família de Schoenstatt de Mauriti/CE.

Na madrugada de Natal, vândalos destruíram a Ermida da Mãe e Rainha de Schoenstatt na comunidade do Distrito de Olho D’água. O quadro da MTA foi arrancado, quebrado e os pedaços da estampa foram espalhados ao longo da estrada.

 

Um marco do centenário da Aliança

“Essa ermida é muito cara para nós, porque é o marco do centenário da Aliança de Amor”, assim, com lágrimas nos olhos, relata uma senhora que faz todos os dias suas orações nesse lugar sagrado.

Como a extensão territorial da cidade é grande – e, por isso, nem todos podem visitar o Santuário Paroquial de Schoenstatt com frequência – no ano de 2014 foram inauguradas três Ermidas da MTA, marcando o jubileu de fundação da Obra de Schoenstatt. A ermida de Olho d’Água foi uma delas.

A Mãe e Rainha é frequentemente visitada nessa Ermida e todo dia 18 tem a celebração da Santa Missa e romaria. “Quando eu soube, consegui um carro e fui para ver como estava a situação. Cheguei lá e estava todo mundo chorando, porque eles têm uma estima muito grande pela Mãe de Deus, por aquele local. É um local de oração para as famílias que moram distantes da capela; eles tinham celebrado o Natal lá”, diz o Diácono Francisco Alves.

Existe, neste ato, a suspeita de intolerância religiosa, pois é o terceiro lugar sagrado que é atacado por vândalos na região.

 

 

As mãos continuam unidas

Apesar da triste descoberta, a Família de Schoenstatt encontrou uma mensagem profunda da Divina Providência no que restou da imagem da MTA: em pleno Natal, a Mãe de Deus não quis tirar o filho pequenino dos braços; da mesma forma, ela não nos abandona e sempre nos segura em suas mãos, mesmo nas horas mais difíceis.

O Diácono Francisco conta: “O que nos chamou a atenção… quando a gente foi na estrada recolher os pedacinhos da estampa, já na entrada do distrito estavam as mãos da Mãe, que sustentam o Menino. Eles não conseguiram rasgar as mãos. É como um sinal de que essas mãos estão sempre conosco, nos sustentando na missão”.

 

Atos de reparação

A Família de Schoenstatt de Mauriti convida todos a se unirem em oração pela reparação desse ato contra a Santíssima Virgem. A estampa com as mãos da Mãe foi colocada, em uma moldura, no Santuário Paroquial de Schoenstatt da cidade.

“Agora nós vamos nos sentar com a coordenação do Movimento para planejar como fazer novamente a conquista espiritual da nova imagem e preparar um ato de reparação. Para isso, vamos oferecer especiais contribuições ao Capital de Graças pela reconquista da imagem de Nossa Senhora”, diz o diácono.

 

 

Fotos: Diác. Francisco Alves

schoenstatt.org.br

Mensagem do Diretor Nacional do Movimento: Natal, tempo de reascender o fogo profético!

É Natal! Nascimento de Jesus, o Salvador. Como todo ano, esta festa nos lembra do grande acontecimento da História da Salvação. Um motivo para agradecer, para nos alegrar e para nos renovar na fé e no compromisso com Deus e com o seu plano de amor, de sabedoria e de poder, que se manifesta,  para cada um de nós, no mistério do nascimento do menino Deus.

Abrir-se para receber novamente Jesus

Mas, este retorno da celebração do Natal do Senhor, assim como a festa de aniversário de todos nós, não é apenas para fazer memória e celebrar um acontecimento passado. Porém, é para receber novamente, com fé filial,  a Jesus em nossos corações. É para aprofundar o nosso vínculo com Jesus, assim como para acolher o seu convite renovado de discernir o desejo de Deus, para cada um de nós no próximo ano 2019.

Desse modo, queremos nos abrir para as graças especiais, que nos são oferecidas neste tempo de Natal, a fim de poder realizar o que Deus espera de nós.

Um Menino que exige decisão radical e profética

“Eis que este menino foi colocado, para a queda e para o soerguimento de muitos em Israel – e a ti, uma espada traspassará tua alma – para que se revelem os pensamentos íntimos de muitos corações” (Lc 2, 33 – 35)

Esta profecia de Simeão nos fala que o menino, que nasceu em Belém, vem para separar os espíritos. Ele pede para que assumamos as decisões que exigem uma vida de radicalidade. Ele é um sinal de contradição, já no colo de sua Mãe: nasce pobre num estabulo, deve fugir para Egito…Nós, como seus discípulos missionários, devemos ser capazes de assumir esta caraterística propriamente profética do cristão. Particularmente nos tempos que vivemos, numa sociedade em mudanças e necessitada de transformações profundas. Normalmente, isto não é fácil, pois, significa tomar posições, que levam a determinadas confrontações, incompreensões e críticas. Sabemos que partilhamos a “sorte do profeta”, sobretudo, somos aliados da nossa Mãe e Rainha, aquela cujo coração é traspassado por uma espada. Porém, ela vencerá em nós! Podemos contar com a sua onipotência suplicante.

Um ano fogo profético 

Neste contexto, podemos olhar para a vida do Pe. José Kentenich. Reconhecemos que ele viveu este caráter cristão profético, de forma consciente, com uma grande coerência e radical ousadia. Um breve texto autobiográfico do nosso Pai e Fundador, ao final desta saudação, pode iluminar nossa caminhada e nossa perspectiva para trilhar os caminhos do próximo ano, que como sabemos está marcado por uma série de jubileus: 100 anos de Hoerde, 70 anos do 31 de Maio e de coroação da Rainha da Filialidade Heroica. Essas celebrações nos convidam a reacender o fogo profético, que deu origem a esses momentos de graça, a fim de responder aos desafios de hoje, de forma criativa, original e decidida.

Autobiografia de nosso Pai
“Certamente, há décadas em que o modelo de sacerdote profeta, em contraposição ao modelo de sacerdote aburguesado e burocrático, ocupa um amplo espaço no meu vocabulário e na minha atividade privada e pública. Com infatigável zelo, tenho proclamado esse modelo e tentado realizá-lo, concretamente, onde encontro uma oportunidade. Reparem que sempre se tratou só de um profetismo no sentido amplo do termo, quer dizer, de um modelo de profetismo caracterizado pela sua paixão por Deus, pelas pessoas, pela época e pela missão, (de um modelo de sacerdote) que rompeu com aqueles que se dão por satisfeitos com a burguesia e o aburguesamento, que rompeu com o estilo de vida e trabalho meramente formal e rotineiro”. (Chroniknotizen, 646-648)T

Com minha bênção sacerdotal e o desejo de um Feliz Natal e um ano de 2019 unidos ao nosso Pai Profeta, por uma nova Terra Mariana,

Pe. Ivan Simicic
Diretor Nacional do Movimento Apostólico de Schoenstatt

Schoenstatt.org.br

Em um lugar tão simples, se contemplam maravilhas

 

Pastoral da Comunicação Mauriti – “Deus escolheu este lugar tão simples, aqui, no meio do mato, e tem feito uma obra maravilhosa. Milhares de pessoas passam por aqui e são tocadas pela sua graça”, narra o Diácono Francisco Alves que, unido a uma equipe de 180 voluntários, organiza a XVIII Romaria da Mãe e Rainha, no Santuário Paroquial da MTA, sítio Gravatazinho, distrito São Miguel, a 18 quilômetros de Mauriti/CE.

Ao cair da tarde desse dia 18 de julho, a multidão ali reunida acolheu o bispo diocesano de Crato/CE, Dom Gilberto Pastana, para a Celebração Eucarística de encerramento dos festejos, iniciados no último dia 8 de julho. O fervor com o qual os peregrinos participam das celebrações, sobretudo o grande número de pessoas, faz da Romaria uma das maiores expressões de fé da região mauritiense. Segundo informações da equipe que faz a segurança da festa, a quantidade de pessoas que chegam de carros, motos, caminhões e ônibus – todos carregados de um grande número de romeiros – aumentou consideravelmente em relação ao ano passado. Em 2017 foram mais de 20 mil pessoas na Romaria.

 

É no pequeno que surgem as grande obras

 

 

Na homilia, Dom Gilberto destaca a identidade do romeiro, segundo a partilha de sua experiência pessoal de caminhada com Jesus: “O romeiro é aquele que caminha com o Senhor e revela aos outros o fruto dessa caminhada, anunciando a sua romaria, a experiência do seu peregrinar e a experiência amorosa que viveu”, disse.

O bispo continua falando sobre a pequenez de cada um e assinalando que a humildade leva a fazer a vontade de Deus e ter o coração aberto para Ele, conhecendo, assim, a Jesus: “Nós estamos aqui porque Deus quer revelar a nós quem é o seu filho Jesus e a sua mãe, a Mãe e Rainha. Devemos sair daqui mais convencidos, seguros e confiantes que valeu a pena estar aqui, porque conhecemos mais a Jesus. Ele nos revela que somos pequeninos e queremos permanecer para recebermos essa graça do Senhor, saindo daqui com a confiança que Deus nos ama”. Segundo Dom Pastana, a Romaria deste ano é o momento de fortalecer essa pequenez e o tempo diante de Deus, para conhecê-lo, amá-lo e estar disposto a assumir a missão cristã.

 

“Tudo o que eu peço, ela me atende”

Com grande amor à Mãe e Rainha, peregrinos chegam de perto e de longe, percorrendo, muitas vezes, longas distâncias para estar nas terras do Santuário. Na madrugada do dia 18, o frio de 18°C – uma temperatura considerada baixa para a região – não foi obstáculo para os romeiros que saíram em caminhada dos diversos locais rumo a esta terra onde a Mãe de Deus fez morada.

A jovem Thamara Moraes, de 18 anos, é de Brejo Santo/CE e tem muitos motivos para percorrer o trajeto a pé. Seu desejo é agradecer a intercessão da Mãe e Rainha às suas orações, pois, ela conta, seu marido estava sem emprego e pela graça de Deus foi contratado. Além disso, juntos tiveram uma filha e, pela intercessão da Mãe e Rainha, a menina nasceu em paz e hoje é muito saudável: “Minha devoção vem desde pequena, eu acompanhava minha mãe que era muito devota. Com o passar do tempo, fui me tornando devota e até hoje tudo o que eu peço à Mãe e Rainha, com muita fé, ela atende, nos melhores e piores momentos da vida”, diz emocionada.

A Sra. Damiana Dionísio de Lacerda, residente no sítio Macela, próximo ao Santuário, também pediu uma graça e alcançou: “Fiz uma cirurgia e deu certo, hoje estou curada, graças a Deus e à Mãe e Rainha. Eu não sei sequer como posso agradecer por ter alcançado essa graça”, ela conta.

 

 

“Eu tenho que vir agradecer”

Entre a multidão ali reunida, estava Antônia. Com 90 anos, a idade não foi um obstáculo que a impediu de participar da Romaria. Ainda que andando com o apoio de um suporte andador e sentada sobre uma almofada para manter o conforto durante a celebração, Antônia diz que, depois de tantos anos participando, não poderia faltar à Romaria: “Eu tenho que vir aqui agradecer. Ano que vem, venho de novo, se Deus quiser”.

Durante o dia, as pessoas formam grandes filas para visitar o Santuário Paroquial de Mauriti e passar alguns momentos junto da Mãe Três Vezes Admirável. No terreno do Santuário há também uma capela maior, onde as pessoas podem contemplar um grande ícone da Mãe e Rainha e de Jesus Misericordioso; em outro espaço, há uma capela para acender velas e tem também o altar maior, no qual são celebradas as missas campais. Nesse dia 18 de julho, participaram da festa romeiros de Salgueiro/PE, Brejo Santo/CE, Juazeiro do Norte/CE, Milagres/CE, Fortaleza/CE, Monte Horebe/PB, Bonito de Santa Fé/PB, Conceição/PB, São Paulo/SP, Abaiara/CE, Crato/CE e Recife/PE.

Unidos a Jesus na Eucaristia, após a missa os fiéis encerraram a XVIII Romaria da Mãe Rainha recebendo a benção solene do Santíssimo Sacramento.

 

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Romaria da Mãe Rainha em Mauriti/CE - 18/07/2018

 

 

Com informações de Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Mauriti/CE

Fotos: Pascom Mauriti/CE

Fonte: schoenstatt.org.br