Adiado para 2021 seminário sobre a pedagogia kentenichiana

Por causa do avanço da pandemia do coronavírus (COVID-19) no Brasil e no mundo, foi preciso cancelar o  Seminário Pedagógico Kentenichiano que estava previsto para acontecer em Santa Maria/RS no final de abril.

Abaixo o comunicado da equipe organizadora.

 

Santa Maria, 21 de março de 2020.

Prezados participantes do Seminário Pedagógico Kentenichiano!

Ontem fizemos a reunião com a equipe central do Seminário e, diante da situação que estamos vivendo a nível mundial, em nosso país e local, chegamos à conclusão de transferirmos o Seminário Pedagógico Kentenichiano para o ano que vem, de 30/04 a 1 e 2/05/2021.

A proposta da equipe para vocês, é:

1) A devolução do valor para os que já haviam feito seu investimento (seja com as parcelas ou integral)

2) A manutenção do valor como crédito para o próximo ano, sendo que, provavelmente haverá um acréscimo, mas já estaria garantida esta parte para a participação.

Pedimos que a sua decisão em relação a uma das propostas acima seja enviado para o e-mail: irmaelianec@gmail.com para tomarmos as providências necessárias.

Para os que optarem pela primeira proposta e os que haviam se inscrito e ainda não tinham pago, fica cancelada a inscrição e, logo que abrirmos novamente, faremos contato.

Agradecemos a compreensão e continuamos unidos em oração, fazendo a nossa parte nos cuidados necessários e confiantes na ação de Deus neste momento tão delicado.

No Santuário Tabor, em Santa Maria, rezamos por suas intenções!

Ir.M.Eliane Cunha

Pela equipe do Seminário Pedagógico Kentenichiano

Em 2020: Seminário Pedagógico Kentenichiano

Um evento para pedagogos, estudantes e a todos que desejam se aprofundar na proposta formativa do Pe. José Kentenich

Ir. M. Eliane Cunha / Karen Bueno – Nos dias 1 a 3 de maio de 2020 acontece, em Santa Maria/RS, um Seminário sobre a Pedagogia Kentenichiana. Esse encontro tem como objetivo tornar conhecida a Pedagogia de Schoenstatt e ser uma contribuição para uma visão educacional ampla e que responde aos desafios que vêm se apresentando no núcleo familiar, das escolas e da sociedade.

O Seminário tem como tema “Kentenich, um educador para o nosso tempo” e é preparado por um grupo de educadores, leigos, sacerdotes e consagradas.

Será um Seminário teórico e prático, no qual os participantes terão a oportunidade de conhecer a Pedagogia Kentenichiana, ouvir relatos e testemunhos de onde ela é aplicada e quais os seus frutos; também experienciar essa aplicação.

Conteúdo

Entre os palestrantes está a Ir. M. Doria Schlickmann, do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, da Alemanha. Ela é doutora em Pedagogia Kentenichiana e formada em Alemão, História e Pedagogia. Desde 1999 trabalha na área da pesquisa biográfica e de documentação sobre o Pe. José Kentenich; integra, desde 2004, o IKF (Instituto Internacional José Kentenich para pesquisa e doutrina). Ir. M. Doria é também autora de alguns livros lançados no Brasil: “Os Anos Ocultos”, sobre a infância e a juventude do Pe. José Kentenich (1885-1910); e “Anos Decisivos”, sobre a vida do Pe. José Kentenich da Ordenação Sacerdotal à Fundação de Schoenstatt.

Também farão palestras o Pe. Rodrigo Cabrera, do Instituto dos Sacerdotes Diocesanos de Schoenstatt, mestre em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense de Roma; a Ir. M. Neiva Pavlak, mestre em Bioética pela Pontifícia Universidade Católica da Argentina; e a Ir. Rosangela de Souza, assistente social e pós-graduada em Gestão Escolar – ambas do Instituto das Irmãs de Maria de Schoenstatt. Participarão educadores locais, que farão palestras e ministrarão as oficinas sobre as estrelas condutoras da Pedagogia Kentenichiana. Informações sobre os palestrantes.

 

As inscrições já estão abertas com 3 três pacotes distintos e um 4º pacote para estudantes. Você encontra as informações e valores neste link: inscrição.

Demais dúvidas escreva para: pedagogicoseminario@gmail.com

Fonte: schoenstatt.org.br

Quando os nossos filhos fazem birra

 

Júlio e Jane Machado – Frequentemente, nas praças públicas, nos supermercados, como em muitos outros lugares nos deparamos com pais em apuros. Seus filhos fazem birra, choram, gritam de uma forma tão escandalosa que parecem sofrer maus-tratos.

De fato, do ponto de vista da criança, essa posição mais firme dos pais, contrariando seu desejo ou capricho, pode significar uma situação de muita frustração. Isso parece cruel, no entanto, precisamos adentrar um pouco mais na análise dessa situação para compreendermos o processo educativo que advém daí.

Em primeiro lugar é preciso entender que a criança ainda é egocêntrica. Para ela, o mundo é ela, os pais, como referência, e todas as outras coisas. Desde que nasce a criança aprende que os pais vão atendê-la frente a qualquer necessidade. Isso fica marcado como um aprendizado desde o nascimento. A partir daí ela vem experimentando o complexo: sentiu desconforto (fome, por exemplo) e a mãe lhe deu alimento – o desconforto passou; teve vontade de brincar com determinado brinquedo, não tinha como acessar – os pais lhe alcançaram; enfim, essas experiências residem em sua memória. Para Jean Piaget, esse é o ciclo dos primeiros aprendizados que todo ser humano realiza.

Construção de autonomia

Em segundo lugar, nós, humanos, precisamos construir nossa autonomia para levar em frente o dom da vida. Em relação às outras criaturas, talvez nós, do gênero humano, sejamos aqueles que mais tarde conquistam a autonomia. Ainda tendo Piaget como referência para reflexão, vemos que o ser humano parte de uma condição de anomia, isto é, sem nenhuma referência de regras; passa por uma condição de heteronomia, quando depende que um terceiro lhe dite as regras – no caso que estamos tratando, os pais – e, por fim, a condição de autonomia.

A autonomia, no entanto, para ser construída requer esforço, às vezes renúncias, muitas vezes são processos custosos e dolorosos. Para Constance Kamii, seguidora do pensamento de Piaget, a autonomia é uma condição na qual a pessoa tem condições de tomar decisões e atitudes sem a necessidade de regras pré-estabelecidas, mandos ou determinações de outrem, unicamente movidas por um conjunto de regras morais que a conduzem. O sujeito autônomo é aquele que conduz sua vida com liberdade, considerando o bem comum e a integração de si mesmo com os outros e com toda a obra da criação.

Para superar a heteronomia, a pessoa precisa construir a condição de autonomia, nisso os pais têm uma importante tarefa. A birra, por exemplo, é uma resistência à conquista da autonomia. A criança, de maneira geral, reagirá negativamente a todo processo de estabelecimento de limites ou compreensão da realidade. Nesses casos, também estão aquelas birras que as crianças fazem quando desejam algo que possa causar perigo ou risco à vida.

Como agir?

A pergunta que muitas vezes é feita por pais e educadores é: como agir frente a tais comportamentos reativos? Aqui, não se trata de oferecer uma receita, mas de refletir acerca de algumas possibilidades para atuar como educador frente a essas situações.

Para o Pe. José Kentenich, uma primeira e importante premissa é obedecer a Lei Fundamental do Amor. Entendemos que os pais colaboram com Deus na perpetuação de sua criação. Nesse sentido, Deus governa o mundo por meio das criaturas. São João, em seu Evangelho, deixa muito claro quando afirma “DEUS É AMOR”. Entendemos que o Amor é o tempero que os pais devem colocar na educação dos filhos. Portanto, frente a comportamentos birrentos, o que menos constrói é a gritaria por parte dos pais ou educadores, agressões e castigos. De fato, esses comportamentos dos pais e educadores só colaboram para deixar mais confusa a situação em que a criança se encontra.

Frente à birra dos filhos, uma atitude inicial é o acolhimento, o abraço, a receptividade e a firmeza. Nunca esqueçamos que estamos lidando com alguém que está frustrado, que queria algo, mas que não pode, não deve, ou não está ao seu alcance. Os ‘rituais’ agressivos não são compreendidos pela criança, uma vez que ela não tem formada, ainda, as estruturas de conhecimento que lhe permitam compreender esse tipo de comportamento dos pais ou educadores. Isso será, para a criança, um fator de estranhamento, que nada contribuirá para a construção de sua autonomia.

Demonstrar amor, sem deixar de lado a firmeza

Não podemos esquecer, no entanto, que firmeza na atitude dos pais ou educadores não é o mesmo que rispidez. A firmeza é um comportamento maduro, mas que não deve ser expresso com agressividade. Frente ao episódio da birra, o mais aconselhado, seguindo o que nos aponta o Pe. Kentenich, é estabelecer uma aliança com a criança, para que a birra se enfraqueça e possa dar lugar ao diálogo e à construção de um novo conhecimento para a criança, ajudando na construção de sua autonomia.

Ao longo da história, Deus Pai atua entregando a seus filhos a responsabilidade de continuar a Obra da Criação. Cremos que somente pessoas autônomas, livres e bem posicionadas frente aos desafios da vida poderão estar plenas para colaborar com Deus na criação. Crianças cujos pais souberem lidar com suas frustrações saberão enfrentar com segurança e tranquilidade o que o futuro lhes reservar.

Família Júlio e Jane Machado, Instituto de Famílias de Schoenstatt, Porto Alegre/RS

Foto: pexels.com/pt-br

Fonte: schoenstatt.org.br