
Márcia Kazumi – A Liga Apostólica das Mães de Schoenstatt da Arquidiocese de Porto Alegre comemorou o Jubileu de Ouro do seu início, junto ao Santuário Tabor Maria Cor Ecclesiae, na tarde do dia 31 de agosto de 2024, após um triênio em preparação e de muitas contribuições ao Capital de Graças. Estiveram presentes, além das integrantes do Ramo de Porto Alegre, as de Charqueadas (também da arquidocese de Porto Alegre) e as de Pelotas, todas essas vinculadas ao Santuário Tabor Maria Cor Ecclesiae.
Uma grande alegria foi a presença de um delegação de mães da arquidiocese de Santa Maria, que vieram especialmente para celebrar este grande jubileu.
Um olhar grato aos 50 anos passados
O início se deu com a acolhida de aproximadamente cento e dez mães pela dirigente diocesana: Maria Izabel Galante e a assessora do Ramo: Ir. M. Elisa Görck no auditório da Casa Tabor e uma retrospectiva histórica apresentada pela Lídia Demeneghi que salientou a caminhada da Liga de Mães nestes 50 anos recordando os passos das mães pioneiras que deixaram os testemunhos de uma vida santa e heroica.

Anna Severo Marques, Maria de Lourdes Negedlo e Leonor Prates de Araújo Silva foram lembradas como herdeiras de um grande passado, alicerçadas pelas palavras do Pe. José Kentenich e permeadas pelo símbolo da Custódia. Ir. M. Ruth Luchese, a primeira Assessora do Ramo das Mães e as Irmãs de Maria que assessoraram a Liga de 1974 a 2024 também foram homenageadas. “Somos herdeiras de um grande passado, pilares e portadoras de um inesquecível presente e construtoras de um grande futuro”, com estas palavras do Pai e Fundador, o grupo trouxe à memória e aprofundou um pouco mais a história e ideal de Ramo.
Uma missão que passa de geração em geração
Após a retrospectiva, como gesto de gratidão ao Pai e Fundador, Lídia Karsten colocou junto dele o símbolo da Liga de Mães que é a Chama Sacrifical; uma lista contendo os nomes das mães falecidas foi deixada sobre o altar pela Valquíria Assunção e a bandeira da Liga de Mães foi levada pela Marlei Masieiro, uma das mães pioneiras do Ramo e foi entregue a Renata Lessa da Rosa Crespo e Ângela Lovato Dellazzana Oliveira que representavam a geração jovem da Liga de Mães.

Marlei testemunhou: “O jubileu para mim, foi recordar todas as lembranças da minha vida em Schoenstatt. Felizmente fiz parte desta história. Foram tempos de construir Schoenstatt em Porto Alegre e ao mesmo tempo construir a minha vida com os ideais que me faziam falta realizar. Nestes anos fui apreendendo a caminhar na família, na minha paróquia e recuperar alguns traumas que eu carregava. 50 anos de história da Liga de Mães e 43 anos da minha história nela. Obrigada eu digo todos os dias por muitas aceitações pela formação recebida de nosso Pai e Fundador. Jubileu é graça e acho que quem esteve dia 31 com o coração entregue verdadeiramente se fortificou para os novos tempos.”
“Posso dizer que foi uma tarde maravilhosa, levei um ônibus cheio e todas agradeceram. Para mim, que em novembro completamos 25 anos do Ramo das Mães em Charqueadas foi uma bênção. As mães carinhosas umas com as outras, só pode ser o amor da MTA que nos sustenta nesta missão, amei participar dos 50 anos.” Disse a Sra. Ruth.
As ‘pepitas de ouro’
Ir. M. Olindina Margoti, assessora regional da Liga de Mães, de Santa Maria/RS, discorreu sobre a geração fundadora da Liga no Brasil, a geração feminina portadora fiel da herança do Pai e Fundador e sobre o estilo mariano de vida das mães, a vida heroica de santidade no dia-a-dia nos lares e apresentou um livro sobre as mães exemplares que será oferecido às mães que vão celebrar o Jubileu de diamante em Santa Maria.

No contexto da vivência, referente às “pepitas de ouro” foi feita uma homenagem às mães pelas assessoras, sendo entregue um ramalhete de rosas à dirigente Diocesana ao toque do violino. Como todas eram merecedoras do ramalhete, ele foi entregue Pai e Fundador.
Espelhar-se em Maria
Em seguida, o grupo participou da adoração e Bênção do Santíssimo e da Santa Missa, presidida pelo Pe. Miguel Martins Costa. Daniela Ayres animou a celebração. Pe. Miguel, em sua homilia, refletiu o ideal das mães: “Contemplando esta missão de ser a presença de Maria no mundo é um ideal um bastante alto, vocês não acham? Vocês vão ter Maria diante de vós! A vida dela, como ela viveu. Ela que é a Imaculada, sua vida, seus valores o que ela fez e como ela viveu! Aí de fato está o nosso ideal, o ideal das mães está na Mãe de Deus, ela é o nosso ideal. E nós começamos a perceber esse grande sinal de Maria que é o seu Sim. Ela lá diante do Arcanjo Gabriel ela dá o seu Fiat: Faça-se em mim segundo a sua palavra e ela acolhe o verbo, o verbo que se faz carne no seu seio e gera para nós o Salvador. Então aqui tem um ponto muito importante, um ponto de partida: Essa que é a Imaculada, ela que é cheia de Deus. Então O primeiro passo para buscar ser sinal de Maria é voltar o nosso coração a Deus e acolher a Deus em nosso coração e dar o nosso sim a Deus, sem reservas como Maria fez. Ela não perguntou como seria, mas ela disse “faça se em mim segundo a sua palavra.” E acolher esta palavra se fez carne na vida dela. Então, aqui está o primeiro passo do nosso ideal. Acolher a Deus em nosso coração, fazer Dele o centro de nossa vida, como Maria fez.” […]

Pe. Miguel ressaltou também a humildade no coração de Maria que recebe a Palavra e a põe em prática e aconselhou que Deus deve estar no centro da vida de cada um de nós buscando a santidade na vida diária, fazendo o ordinário de forma extraordinária no trabalho em casa, cuidando e educando os filhos, na convivência em casa, com o marido e trabalho fazendo tudo por amor para deixar um testemunho de santidade para os próximos 50 anos.
“É preciso que a nossa busca seja de um coração puro, acolhendo Jesus em nosso coração como o Senhor da nossa vida.”
Novas mães ‘aliadas’ da grande Custódia Viva
Após a Santa Missa as mães foram convidadas a seguirem em procissão até o Santuário para a consagração de 17 mães, consideradas pepitas de ouro, para selarem a Aliança de Amor com Maria como cooperadoras da Liga de Mães.
O encerramento se deu com a confraternização festiva na sala Padre Kentenich.

Mais fotos (Márcia Kazumi)