Papa: “Jovens, vocês são o ‘agora’ de Deus!”

Cristiane Murray – Cidade do Vaticano – Na mesma esplanada que acolheu 600 mil jovens para a festa da Vigília na noite anterior, o Papa celebrou na manhã deste domingo (27/01) a missa campal de envio da edição panamenha da Jornada Mundial da Juventude.

Chegando em papamóvel ao Metro Park, Francisco foi recebido pelo Arcebispo de Panamá, Dom José Domingo Ulloa Mendieta, e com ele a bordo, prosseguiu entre os fiéis até a Sacristia do Campo São João Paulo II. Telões foram instalados em pontos estratégicos do campo para uma melhor visibilidade das 600 mil pessoas presentes. Na área destinada às autoridades, estavam os presidentes de 5 países latino-americanos: Costa Rica, Colômbia, Guatemala, El Salvador e Honduras, além do português Marcelo Rebelo de Souza.

Jesus e o ceticismo da comunidade

Em sua homilia, o Papa refletiu sobre ‘o agora de Deus’, tema apresentado no Evangelho de Lucas:

Era o início da missão pública de Jesus e na sinagoga, circundado por conhecidos e vizinhos, Ele pronuncia publicamente as palavras “Cumpriu-se hoje”, que significavam a presença de Deus, o tempo de Deus que torna justos e oportunos todos os espaços e situações. Em Jesus, começa e faz-se vida o futuro prometido.

Mas nem todos aqueles que lá O ouviram, se sentiam convidados ou convocados; não estavam prontos para acreditar em alguém que conheciam e tinham visto crescer e que os convidava a realizar um sonho há muito aguardado. E o mesmo acontece às vezes também conosco, explicou o Papa:

“Nem sempre acreditamos que Deus possa ser tão concreto no dia-a-dia, tão próximo e real, e menos ainda que Se faça assim presente agindo através de alguém conhecido, como um vizinho, um amigo, um parente”.

Não subestimar, mas assumir

De fato, prosseguiu Francisco, é comum comportarmo-nos como os vizinhos de Nazaré, preferindo um Deus à distância: magnífico, bom, generoso mas distante e que não incomode, porque um Deus próximo no dia-a-dia, amigo e irmão, nos pede para aprendermos proximidade, presença diária e, sobretudo, fraternidade.

Francisco alertou os jovens para o risco de pensar que a vida seja uma promessa que vale só para o futuro, que nada tem a ver com o presente. Como se ser jovem fosse sinônimo de uma ‘sala de espera’ para o futuro, considerando que o seu ‘agora’ ainda não chegou; que são jovens demais para se envolverem no sonho e na construção do amanhã.

Criar um espaço comum e lutar por ele

A este ponto, o Papa recordou o recente Sínodo dos Jovens, celebrado em outubro passado, no Vaticano, destacando como um de seus frutos “a riqueza da escuta entre gerações, do intercâmbio e do valor de reconhecer que precisamos uns dos outros; “que devemos esforçar-nos por promover canais e espaços onde nos comprometamos a sonhar e construir o amanhã, já hoje, unidos, criando um espaço em comum: um espaço que não nos é oferecido como um presente, nem o ganhamos na loteria, mas um espaço pelo qual vocês também devem lutar”.

“ Porque vocês, queridos jovens, não são o futuro, mas o agora de Deus. ”

“Ele os convoca e os chama, em suas comunidades e cidades, para irem à procura dos avós, dos mais velhos; para se erguerem de pé e, juntamente com eles, tomar a palavra e realizar o sonho com que o Senhor os sonhou. Não amanhã; mas agora!”.

A missão com Deus é a nossa vida

Incitando os jovens a deixar-se apaixonar por Deus, sentindo que possuem uma missão, Francisco concluiu sua homilia lembrando que o Senhor e sua missão não são um ‘entretanto’, uma coisa passageira, mas são ‘as nossas vidas’, e que o amor de Deus é concreto, próximo e real:

“É alegria festiva que nasce da opção de participar na pesca miraculosa da esperança e da caridade, da solidariedade e da fraternidade frente a tantos olhares paralisados e paralisadores por causa dos medos e da exclusão, da especulação e da manipulação”.

Viver o amor concretamente

Assim como Maria, que não Se limitou a acreditar em Deus e nas suas promessas como algo possível, mas acreditou em Deus e teve a coragem de dizer ‘sim’ para participar neste agora do Senhor, devemos viver em concreto o nosso amor:

“Que o seu ‘sim’ continue a ser a porta de entrada para que o Espírito Santo conceda um novo Pentecostes ao mundo e à Igreja” – foram as palavras conclusivas do Papa.

O ‘obrigado’ do Papa

No final desta celebração, Francisco agradeceu todas as autoridades civis, o arcebispo de Panamá e os bispos do país e das nações vizinhas, por tudo o que fizeram em suas comunidades para dar abrigo e ajuda a tantos jovens. O ‘obrigado’ do Papa se dirigiu também a todas as pessoas que a apoiaram com a a oração e colaboraram com dedicação e trabalho na realização da JMJ e principalmente, a todos os jovens:

“ Sua fé e alegria fizeram vibrar o Panamá, a América e o mundo inteiro ”

O último pedido a todos foi para que regressem às suas paróquias e comunidades, famílias e amigos e transmitam esta experiência, para que outros possam vibrar “com a sua força e o seu sonho”.

Fonte: Vatican News

Maria é a influencer de Deus

Foto VaticannewsPregação do Papa Francisco aos jovens, na Jornada Mundial da Juventude, no Panamá, antes da Adoração, no dia 26 de janeiro

Queridos jovens, boa noite!

Acabamos de ver este belo espetáculo sobre a Árvore da Vida, que mostra como a vida que Jesus nos dá é uma história de amor, uma história de vida que quer misturar-se com a nossa e criar raízes na terra de cada um. Essa vida não é uma salvação suspensa «na nuvem» – no disco virtual – à espera de ser descarregada, nem uma nova «aplicação» para descobrir ou um exercício mental fruto de técnicas de crescimento pessoal. Nem sequer um «tutorial» com o qual apreender as últimas novidades. A salvação, que o Senhor nos dá, é um convite para participar numa história de amor, que está entrelaçada com as nossas histórias; que vive e quer nascer entre nós, para podermos dar fruto onde, como e com quem estivermos. Precisamente aí vem o Senhor plantar e plantar-Se a Si mesmo; Ele é o primeiro a dizer «sim» à nossa vida, à nossa história e quer que também nós digamos «sim» juntamente com Ele.

Sem dúvida, a jovem de Nazaré não aparecia nas «redes sociais» de então, não era uma influencer – uma influenciadora digital – mas, sem querer nem procurá-lo, tornou-Se a mulher que maior influência teve na história.

Maria, a influencer de Deus.

Com poucas palavras, soube dizer «sim», confiando no amor e nas promessas de Deus, única força capaz de fazer novas todas as coisas. Sempre impressiona a força do «sim» desta jovem, daquele «faça-se em Mim» que disse ao anjo. Foi uma coisa diferente duma aceitação passiva ou resignada, ou dum «sim» como quando se diz: «Bem; provemos a ver que sucede». Foi algo mais, qualquer coisa de diferente. Foi o «sim» de quem quer comprometer-se e arriscar, de quem quer apostar tudo, sem ter outra garantia para além da certeza de saber que é portadora duma promessa. Teria, sem dúvida, uma missão difícil, mas as dificuldades não eram motivo para dizer «não». Com certeza teria complicações, mas não haveriam de ser idênticas às que se verificam quando a cobardia nos paralisa por não vermos, antecipadamente, tudo claro ou garantido. O «sim» e o desejo de servir foram mais fortes do que as dúvidas e dificuldades.

Seu sim ecoa de geração em geração

Esta noite ouvimos também como o «sim» de Maria ecoa e se multiplica de geração para geração. Seguindo o exemplo de Maria, muitos jovens arriscam e apostam, guiados por uma promessa. Obrigado, Erika e Rogelio, pelo testemunho que nos destes. Compartilhastes os vossos medos, dificuldades e todo o risco que vivestes à espera da vossa filha Inês. A dada altura dissestes: «A nós, pais, por várias razões, custa muito aceitar a chegada dum bebé portador de doença ou deficiência». Isso é verdade e compreensível! O facto surpreendente, porém, encerra-se naquilo que acrescentastes: «Quando nasceu a nossa filha, decidimos amá-la com todo o nosso coração». Antes da sua chegada, perante todas as notícias e dificuldades que surgiram, tomastes uma decisão e dissestes como Maria «faça-se em nós», decidistes amá-la. Face à vida de vossa filha frágil, inerme e necessitada, a resposta foi um «sim» e, deste modo, temos Inês. Acreditastes que o mundo não é só para os fortes!

Dizer «sim» ao Senhor é ter a coragem de abraçar a vida como vem, com toda a sua fragilidade e pequenez e, muitas vezes, até com todas as suas contradições e insignificâncias, abraçá-la com o mesmo amor que Erika e Rogelio nos contaram. É abraçar a nossa pátria, as nossas famílias, os nossos amigos como são, mesmo com as suas fragilidades e mesquinhices. Damos também provas de que se abraça a vida, quando acolhemos tudo o que não é perfeito, puro ou destilado, mas lá por isso não menos digno de amor. Porventura alguém, pelo facto de ser portador de deficiência ou frágil, não é digno de amor? Porventura alguém, pelo facto de ser estrangeiro, ter errado, encontrar-se doente ou numa prisão, não é digno de amor? Assim fez Jesus: abraçou o leproso, o cego e o paralítico, abraçou o fariseu e o pecador. Abraçou o ladrão na cruz, abraçou e perdoou até àqueles que O estavam a crucificar.

Só quem ama pode ser salvo

Porquê? Porque, só o que se ama, pode ser salvo. Só o que se abraça, pode ser transformado. O amor do Senhor é maior que todas as nossas contradições, fragilidades e mesquinhices, mas é precisamente através das nossas contradições, fragilidades e mesquinhices que Ele quer escrever esta história de amor. Abraçou o filho pródigo, abraçou Pedro depois de O ter negado e abraça-nos sempre, sempre, depois das nossas quedas, ajudando-nos a levantar e ficar de pé. Porque a verdadeira queda, aquela que nos pode arruinar a vida, é ficar por terra e não se deixar ajudar.

Como se torna difícil, às vezes, compreender o amor de Deus! Mas que grande dádiva é saber que temos um Pai que nos abraça independentemente de todas as nossas imperfeições! O primeiro passo é não ter medo de receber a vida como ela vem, de abraçar a vida!

Obrigado, Alfredo, pelo teu testemunho e a coragem de o partilhar com todos nós. Fiquei muito impressionado quando disseste: «Comecei a trabalhar na construção até quando terminou aquele projeto. Sem emprego, as coisas complicaram-se: sem escola, sem ocupação e sem trabalho». Resumo-o nos quatro «sem» que deixam a nossa vida sem raízes e ela seca: sem trabalho, sem instrução, sem comunidade, sem família.

É preciso ter raízes para crescer

É impossível uma pessoa crescer, se não possui raízes fortes que a ajudem a estar firme de pé e agarrada à terra. É fácil extraviar-se, quando não temos onde firmar-nos. Esta é uma questão que nós, mais velhos, vos devemos colocar; mais, é uma questão que vós devereis colocar-nos e nós temos o dever de vos responder: Que raízes estamos a dar-vos? Quais são as bases que estamos a oferecer-vos para vos construirdes como pessoas? Como é fácil criticar os jovens e passar o tempo murmurando, se os deixamos sem oportunidades laborais, educativas e comunitárias a que agarrar-se para sonhar o futuro! Sem instrução, é difícil sonhar o futuro; sem trabalho, é muito difícil sonhar o futuro; sem família nem comunidade, é quase impossível sonhar o futuro. Porque sonhar o futuro é aprender a responder não só porque vivo, mas também para quem vivo, por quem vale a pena gastar a vida.
Como nos dizia Alfredo, quando alguém se vê despedido e fica sem trabalho, sem instrução, sem comunidade e sem família, no fim do dia sente-se vazio e acaba por preencher aquele vazio com uma coisa qualquer. Porque já não sabemos para quem viver, lutar e amar.

Lembro-me que uma vez, conversando com alguns jovens, me perguntaram: «Padre, porque é que hoje muitos jovens não se interrogam se Deus existe, ou sentem dificuldade em crer n’Ele e evitam comprometer-se na vida?» Respondi: «E vós, que achais?» Dentre as respostas que surgiram na conversa, recordo uma que me tocou o coração e está relacionada com a experiência que Alfredo partilhou: «Porque muitos deles sentem que, para os outros, pouco a pouco deixaram de existir, frequentemente sentem-se invisíveis». É a cultura do abandono e da falta de consideração. Não digo todos, mas muitos sentem que não têm nem muito nem pouco para dar, por falta de espaços reais que a isso os convoquem. Como hão de pensar que Deus existe se, para seus irmãos, há muito que deixaram de existir?

Para sentir-se amado é preciso vivenciar comunidade

Bem sabemos que não basta estar conectado o dia inteiro para se sentir reconhecido e amado. Sentir-se considerado e convidado para algo é mais do que permanecer «em rede». Significa encontrar espaços onde possais, com as vossas mãos, com o vosso coração e com a vossa cabeça, sentir-vos parte duma comunidade maior que precisa de vós e, vice-versa, vós precisais dela também.

Isto, compreenderam-no muito bem os santos. Penso, por exemplo, em São João Bosco, que não foi procurar os jovens em qualquer lugar distante ou especial, mas aprendeu a ver tudo o que acontecia na cidade com os olhos de Deus, ficando impressionado com as centenas de crianças e jovens abandonados, sem escola, sem trabalho e sem a mão amiga duma comunidade. Havia muita gente que vivia naquela mesma cidade, e muitos criticavam aqueles jovens, mas não sabiam vê-los com os olhos de Deus. João Bosco fê-lo e animou-se a dar o primeiro passo: abraçar a vida como ela se apresenta; e, a partir disto, não teve medo de dar o segundo: criar com eles uma comunidade, uma família onde se sentissem amados com trabalho e estudo, ou seja, dar-lhes raízes a que agarrar-se para poderem chegar ao céu.

Penso em muitos lugares da nossa América Latina onde se promove a chamada família grande lar de Cristo, com o mesmo espírito da Fundação João Paulo II de que nos falava Alfredo, e muitos outros centros, que procuram receber a vida como ela vem na sua totalidade e complexidade, porque sabem que «para a árvore há uma esperança: cortada, pode ainda reverdecer e deitar novos rebentos» (Job 14, 7).

E sempre é possível «reverdecer e deitar novos rebentos», quando há uma comunidade, o calor duma casa onde criar raízes, que oferece a confiança necessária e prepara o coração para descobrir um novo horizonte: horizonte de filho amado, procurado, encontrado e dedicado a uma missão. O Senhor torna-Se presente por meio de rostos concretos. Dizer «sim» a esta história de amor é dizer «sim» como instrumentos para construir, nos nossos bairros, comunidades eclesiais capazes de percorrer as estradas da cidade, abraçando e tecendo novas relações. Ser um influencer no século XXI significa ser guardião das raízes, guardião de tudo aquilo que impede a nossa vida de tornar-se «gasosa», evaporando-se no nada. Sede guardiões de tudo o que permite sentir-nos parte uns dos outros, pertencer-nos mutuamente.

Isto mesmo viveu Nirmeen na JMJ de Cracóvia. Encontrou uma comunidade viva, alegre, que veio ao encontro dela, fê-la sentir-se parte dela e permitiu-lhe viver a alegria que comunica a maravilha de ser encontrada por Jesus.

Uma vez, um santo interrogou-se: «O progresso da sociedade servirá apenas para chegar a possuir o último modelo de carro ou adquirir a última tecnologia do mercado? Nisto se resume toda a grandeza do homem? Não há mais nada que isto para viver?» (SANTO ALBERTO FURTADO, Meditación de Semana Santa para jovens, 1946). E eu pergunto-vos: É esta a vossa grandeza? Não teríeis sido criados para algo maior? Maria compreendeu-o e disse: «Faça-se em Mim». Erika e Rogelio compreenderam-no e disseram: «Faça-se em nós». Alfredo compreendeu-o e disse: «Faça-se em mim». Nirmeen compreendeu-o e disse: «Faça-se em mim». Amigos, pergunto-vos: Estais dispostos a dizer «sim»? O Evangelho ensina-nos que o mundo não será melhor por haver menos pessoas doentes, debilitadas, frágeis ou idosas de que ocupar-se, nem por haver menos pecadores, mas será melhor quando forem mais as pessoas que, como estes amigos, estiverem dispostas e tiverem a coragem de dar à luz o amanhã e acreditar na força transformadora do amor de Deus. Quereis ser influencer no estilo de Maria, que teve a coragem de dizer «faça-se em Mim»? Só o amor nos torna mais humanos, mais plenificados, o resto não passa de remedeio bom, mas vazio.

Fazer parte da história do amor

Dentro de momentos, na Adoração Eucarística, encontrar-nos-emos com Jesus vivo. Certamente tereis muitas coisas para Lhe dizer, para Lhe contar sobre várias situações da vossa vida, das vossas famílias e dos vossos países.

Encontrando-vos na sua presença, face a face, não tenhais medo de Lhe abrir o coração pedindo que renove o fogo do amor d’Ele, vos induza a abraçar a vida com toda a sua fragilidade e pequenez, mas também com toda a sua grandeza e beleza. Que vos ajude a descobrir a beleza de estar vivo.

Não tenhais medo de Lhe dizer que vós também quereis fazer parte da sua história de amor no mundo, que sois para um «mais»!

Amigos, peço-vos também que, neste face a face com Jesus, rezeis por mim para que também eu não tenha medo de abraçar a vida, guarde as raízes e diga com Maria: «Faça-se em mim segundo a tua palavra».

Fonte: Vaticannews

schoenstatt.org.br

No Panamá, caminhando por Brumadinho

Imagem Canção Nova

Ir. M. Nilza P. da Silva – Participar de uma Jornada Mundial da Juventude é vivenciar uma Igreja forte, unida, alegre e jovem. Mas, sem dúvidas, é também uma prova de resistência física: dormir poucas horas e ao relento, pegar filas gigantes para tudo, carregar  dia todo a mochila que, apesar de ficar cada dia mais vazia, pesa cada dia mais, devido ao cansaço.

Os jovens schoenstattianos tem o “privilégio” de se cansar um pouco mais, pois uma semana antes de começar a JMJ, eles tem seus encontros mundiais schoensatattianos.

É compreensível o que escreve uma das Irmãs de Maria que acompanha o grupo da Juventude Feminina, antes de começar a caminhada de 14 quilômetros, para chegar ao local da Adoração ao Santíssimo, onde passarão a noite toda em vigília: “Chegou o dia da vigília. Um momento de muitas graças. Hoje, será exigido muito além de todos participantes. É um dia super cansativo com toda certeza. Porém, temos para quem oferecer e isso devemos ter em mente em cada passo dado. Será o nosso tudo para o Capital de Graças.”

Mesmo com todas as alegrias da JMJ, pelo encontro com o Papa Francisco, por terem tido várias vezes a oportunidade de vê-lo bem de perto, o coração está ocupado com a missão brasileira, com a Nova Terra Mariana. Elas estão juntas com Brumadinho: “Vamos também oferecer e rezar por tantas famílias e vidas perdidas ontem na cidade de Brumadinho. Vamos caminhando e oferecendo pelas pessoas que sofrem. Oferecendo o peso da mochila; a dor nos pés e o calor. Com isso, o peso fica mais leve. Assim como Jesus, que pensava na humanidade e no seu amor por cada um dos seus filhos e assim o seu sofrimento foi amenizado. O mesmo vale para nosso Pai e Fundador que nos ensinou a oferecer tudo que nos custa. Apesar do cansaço, vamos hoje com a mesma força e alegria. Vamos até o final como a juventude mais alegre e animada, uma ajudando a outra.”

Veja a reportagem:

Fonte: schoenstatt.org.br

Papa a menores infratores: olhar de Deus não vê rótulos, mas filhos

Manoel Tavares e Andressa Collet – Cidade do Vaticano – O Papa Francisco iniciou as atividades na manhã desta sexta-feira (25/01), terceiro dia da sua viagem ao Panamá, com uma visita ao Centro de Reabilitação de Menores “As Garças”, em Pacora, situado a cerca de 40 quilômetros da capital panamenha. A penitenciária, que acolhe 192 menores, é considerada um exemplo para o país, porque oferece aos jovens detidos um percurso de integração social integral, mediante um caminho educativo, familiar, sanitário e de formação profissional e humana.

O Papa presidiu uma liturgia penitencial no local, com os menores e jovens, privados de liberdade, partindo da citação evangélica: “Haverá alegria no céu por um só pecador que se converte”. Jesus acolhe os pecadores e come com eles! Esse gesto, disse o Papa, causou murmuração entre alguns fariseus e escribas, escandalizados e incomodados com a atitude de Jesus. Eles queriam desqualificá-Lo e desacreditá-Lo diante do povo.

Jesus não tem medo de Se aproximar daqueles que, por inúmeras razões, carregavam o peso do ódio social, como no caso dos publicanos – lembremo-nos que os publicanos se enriqueciam roubando o seu próprio povo, provocando muita, mas muita indignação – ou o peso das suas culpas, erros e enganos, como no caso daqueles que eram conhecidos por pecadores. Fá-lo porque sabe que, no Céu, há mais alegria por um só pecador convertido do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão (cf. Lc 15, 7).

O olhar da murmuração e fofocas

Enquanto eles se limitavam a murmurar ou a ficar indignados, sem a possibilidade de qualquer mudança, conversão e inclusão, explicou o Papa, Jesus se aproxima, se compromete, colocando em risco a sua reputação, e convida sempre a uma maior renovação da vida e da história. Dois modos de se comportar, bem diferentes, que se contrapõem: um olhar estéril e infecundo – murmuração e fofocas – e o outro que convida à transformação e à conversão, proposta pelo Senhor. Explicando o primeiro modo de se comportar, Francisco disse parece ser mais fácil colocar etiquetas e rótulos que produzem divisão: aqui os bons, ali os maus; aqui os justos, ali os pecadores.

Esse modo de agir dos fariseus e escribas, disse o Papa, contamina tudo, levanta um muro invisível, marginaliza, separa e isola num círculo vicioso.

“ Que pena faz ver uma sociedade que concentra as suas energias mais em murmurar e indignar-se do que em comprometer-se, empenhar-se por criar oportunidades e transformação! ”

O olhar da conversão

Aqui, Francisco esclareceu a atitude de Jesus que visa a conversão e a transformação, mediante o amor misericordioso do Pai:

Um amor que não tem tempo para murmurar, mas procura romper o círculo da crítica inútil e indiferente, neutra e imparcial e assume a complexidade da vida e de cada situação; um amor que inaugura uma dinâmica capaz de proporcionar caminhos e oportunidades de integração e transformação, cura e perdão, caminhos de salvação.

Ao comer com os publicanos e pecadores, Jesus rompe a lógica de separação, exclusão, isolamento e divisão entre bons e maus. Assim, rompe também com outro tipo de murmuração, a interior, incapaz de transformação.

Por isso, o Santo Padre exortou os presentes a percorrer esse caminho de superação, proposto por Jesus, sem desanimar. A alegria e a esperança do cristão nasce da experiência do olhar de Deus, que caminha conosco e nos ajudar a alcançar nossas metas. “Amigos, cada um de nós é muito mais do que os rótulos que nos dão”, disse o Papa.

Uma sociedade adoece quando não é capaz de fazer festa pela transformação dos seus filhos, uma comunidade adoece quando vive a murmuração que esmaga e condena, sem sensibilidade. Uma sociedade é fecunda quando consegue gerar dinâmicas capazes de incluir e integrar, assumir e lutar para criar oportunidades e alternativas que deem novas possibilidades aos seus filhos, quando se preocupa por criar futuro com comunidade, instrução e trabalho. E embora possa experimentar a impotência de não saber como, nem por isso se arrende, mas tenta de novo. Todos nos devemos ajudar para aprender, em comunidade, a encontrar estes caminhos. 

O Papa finalizou convidando todos “a lutar sem cessar para encontrar caminhos de inserção e transformação”, e a “experimentar o olhar do Senhor que vê, não um rótulo ou uma condenação, mas filhos”.

Após o rito penitencial, o Papa Francisco deu de presente aos jovens detidos uma escultura de ferro de Cristo na Cruz contornado por ramos de oliveira, de um artesão italiano, Pietro Lettieri.

Ao término da celebração, Francisco retornará à Nunciatura Apostólica da capital panamenha, para o almoço e um breve momento de descanso. Na parte da tarde, o Santo Padre se transferirá ao Campo de Santa Maria La Antigua, às margens do Oceano Pacífico, onde presidirá à Via Sacra com os milhares de jovens desta 34ª JMJ. Com este encontro, o Papa encerra seu terceiro dia de atividades em terras panamenhas.

Fonte: Vatican News

A ‘nossa juventude’ na JMJ

Juliana Dorigo – A Juventude de Schoenstatt está concentrada ao redor da paróquia São Francisco de Assis de la Caleta, durante os dias da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Nesta quinta-feira, 26 de janeiro, aconteceu o primeiro dia de catequeses no Panamá. O responsável pela atividade foi o Arcebispo de Madrid, Dom Carlos Osoro, com o tema: “Eis aqui a serva do Senhor”.

Durante sua fala, o arcebispo afirma: “Estamos no mundo para amar a Deus e para servir como sua santíssima Mãe”. E para chegar a ser como ela é, são necessários três passos “Fazer as coisas como fez Maria: sair, presentear e agir”, sem medo de arriscar, “sair a caminho como fez Maria. Mesmo que o caminho fosse difícil, ela saiu sem medo”.

Dom Carlos enfatizou a importância de deixar Deus agir para transformar o mundo. “Deixarmo-nos guiar por Deus para transformar o mundo e nosso caminho”. Sempre ocupando a existência com Deus. “Devo ocupar minha existência com Deus, defender a vida em momentos difíceis. Devemos sair e dar resposta a estes momentos”.

Ele ressaltou ainda sobre a paz e a cultura do encontro. “Onde não há paz, há divisão”, e também que “é necessário promover a cultura do encontro, por um mundo distinto”, pois, “Maria presenteia seu filho e ele tem que fazer parte da minha vida”. E que a alegria nasce no momento do encontro com Cristo. “Alegria que nasce no coração de quando se encontra Cristo. Presenteemos a grandeza de Deus ao mundo”.

Bruna Pussoli faz parte da Juventude Feminina (Jufem) do Jaraguá, São Paulo/SP, e, junto com as outras brasileiras, faz parte “de um dos grupos mais animado da jornada”, como elas se definem. Bruna descreve o momento e a espiritualidade da JMJ no Panamá: “Começando pelo Hinéni (encontro internacional da Jufem) já pude notar a união e integração do grupo. Chegando ao Panamá não foi diferente, todas temos o mesmo objetivo, o que permite que uma ajude a outra a viver cada experiência de maneira especial e profunda. Aumentando, com certeza, o ardor por Schoenstatt e por Nossa Rainha dos Lírios”. As catequeses continuam amanhã com o tema: “Faça-se em mim segundo a tua vontade”.

 

Confira o vídeo do momento da chegada do Papa Francisco no Panamá:

 

Veja as fotos da Jufem Brasil:

Jufem na JMJ

Fonte: schoenstatt.org.br

Papa aos jovens: “mantenham vivo este sonho que nos faz irmãos”

Jane Nogara – Cidade do Vaticano – O primeiro dia do Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude se concluiu com o grande encontro com os jovens, no Campo Santa Maria la Antigua, situado na Faixa Costeira da Cidade do Panamá. Francisco foi recebido calorosamente por milhares de jovens numa fetsa de cores e alegria.

Um novo Pentecostes

No seu discurso aos jovens o Papa afirmou: “A Jornada Mundial da Juventude é mais uma vez uma festa de alegria e esperança para toda a Igreja e, para o mundo, um grande testemunho de fé (…) Pedro e a Igreja caminham com vocês e quero dizer a todos que não tenham medo, que prossigam com esta energia renovadora e esta inquietação constante que nos ajuda e impele a ser mais alegres e disponíveis, mais ‘testemunhas do Evangelho’. Prossigam, não para criar uma Igreja paralela, um pouco mais “divertida” e “ousada” numa modalidade para jovens, com alguns elementos decorativos, como se isso pudesse deixar vocês contentes. Pensar assim seria não respeitar vocês e também tudo o que o Espírito, por seu intermédio, nos está dizendo. Ao contrário, queremos redescobrir e despertar, juntos, a novidade incessante e a juventude da Igreja, abrindo-nos a um novo Pentecostes”.

“ Um novo Pentecostes só é possível, se, como há pouco vivemos no Sínodo, soubermos caminhar escutando-nos e escutar completando-nos uns aos outros, se soubermos testemunhar anunciando o Senhor no serviço aos nossos irmãos; naturalmente, um serviço concreto ”

Artesãos da cultura do encontro

“Vimos de culturas e povos distintos, falamos línguas diferentes, vestimos roupas diversas. Cada um dos nossos povos viveu histórias e circunstâncias distintas. Quantas coisas podem diferenciar-nos! Mas nada disso impediu que nos pudéssemos encontrar e sentir felizes por estarmos juntos. Isto é possível, porque sabemos que há algo que nos une, há Alguém que nos faz irmãos. Vocês, queridos amigos, fizeram muitos sacrifícios para poder se encontrar, tornando-se assim verdadeiros mestres e artesãos da cultura do encontro. Com seus gestos e atitudes, com as suas perspetivas, desejos e sobretudo a sua sensibilidade, vocês desmentem e recusam certos discursos que se concentram e empenham em semear divisão, em excluir e expulsar os que ‘não são como nós’. Assim é, porque vocês têm um olfato capaz de intuir que ‘o amor verdadeiro não anula as diferenças legítimas, mas harmoniza-as numa unidade superior’. Entretanto sabemos que o pai da mentira prefere o contrário: um povo dividido e litigioso, em vez de um povo que aprenda a trabalhar em conjunto”.

Sonho comum chamado Jesus

“A cultura do encontro é apelo e convite a termos a coragem de manter vivo um sonho comum. Sim, um sonho grande e capaz de envolver a todos. Um sonho chamado Jesus, que convida ao amor verdadeiro”.

Continuando o Papa cita Santo Oscar Romero:

“ O cristianismo não é um conjunto de verdades para se acreditar, nem de leis para se observar nem de proibições. Visto assim, seria muito repugnante. O cristianismo é uma Pessoa que me amou tanto, que reivindica e pede o meu amor. O cristianismo é Cristo ”

e acrescenta o Papa: “é levar adiante o sonho pelo qual Ele deu a vida: amar com o mesmo amor com o qual nos amou”.

Amor silencioso de Jesus

O amor de Jesus continua Francisco “é um amor que não se impõe nem esmaga, um amor que não marginaliza nem obriga a estar calado, um amor que não humilha nem subjuga. É o amor do Senhor: amor diário, discreto e respeitador, amor feito de liberdade e para a liberdade, amor que cura e eleva. É o amor do Senhor, que entende mais de subidas que de quedas, de reconciliação que de proibições, de dar nova oportunidade que de condenar, de futuro que de passado. É o amor silencioso da mão estendida no serviço e na doação sem se vangloriar”.

O “sim” de Maria

É o amor com o qual Maria disse o seu sim: “Eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra”. “Maria soube dizer ‘sim’. Soube dar vida ao sonho de Deus”.

O Papa conclui convidando os jovens a manter vivo este “sonho que nos faz irmãos e que somos convidados a não deixar congelar no coração do mundo: onde quer que nos encontremos, a fazer seja o que for, sempre poderemos olhar para o alto e dizer: “Senhor, ensina-me a amar como Vós nos amastes”.

 

Custódia Mariana na JMJ

 

O Papa Francisco acompanhará os jovens na adoração da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no próximo sábado, 26, na Vigília ao Santíssimo. Inspirado pelo lema da JMJ “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1, 38)”, a Custódia de Maria foi esculpida pelo artista colombiano, radicado na Panamá, Armando Granja, e, segundo informações são da agência informativa católica argentina, AICA, transmite uma profunda mensagem de paz.

Na Custódia de Maria mantém Jesus em seu ventre, embalado em suas mãos, e ao mesmo tempo, ela o apresenta para ser adorado, como em Caná, indica: “Fazei tudo o que Ele vos disser!” É também a imagem de Maria como apresenta a cena do apocalipse, com a lua em baixo de seus pés. A forma de sua coroa é inspirada em vestes típicas panamenhas.

A Custódia com seus três metros de altura, vai permitir a todos os peregrinos vê-la, mesmo de longe. A imagem retrata a figura da Virgem Maria como o Papa Francisco apresenta em seu pontificado, sai do tradicional ouro para ser confeccionada com material de cartuchos de munição, refletindo a realidade latino-americana da violência e transformando em uma mensagem de amor, paz e humildade.

“Nós recuperamos milhares de cartuchos de balas e os tiramos de circulação. Nós os fundimos e os convertemos na Virgem, que tem a carga poética que para mim é fundamental. É negar a morte e afirmar a vida”, explicou Armando Granja a TVN Noticias.

Fonte: schoenstatt.org.br

A Juventude de Schoenstatt está na JMJ

 

A Juventude de Schoenstatt do Brasil e de vários países participaram da Missa de Abertura da JMJ. De acordo com a imprensa local, cerca de 150 mil pessoas participaram da celebração no Campo Santa Maria la Antigua, no Panamá. A Eucaristia foi presidida pelo arcebispo da Cidade do Panamá, Dom José Domingo Ulloa Mendieta, e concelebrada pelos arcebispos, bispos e sacerdotes presentes na Jornada.

Durante a homília, o arcebispo agradeceu o Papa Francisco e aos jovens. “Este país desde agora é a capital da juventude no mundo, onde poderão compartilhar seus sonhos, esperanças e projetos”, e que também “com a força do Espírito Santo, se comprometem a fazer uma revolução de amor, que não será fácil, mas não é impossível com a confiança em Deus”.

Afirmou ainda que o povo panamenho está preparado para receber a Jornada. “Nosso povo está pronto parar recebê-los e compartilhar suas tradições, riqueza multiétnicas e multiculturais, mas especialmente para compartilhar a alegria da fé em um Deus que está agindo entre nós, em nossa história pessoal e comunitária”.

 

 

Dom José Domingo também ressaltou a necessidade dos jovens terem voz. “Às vezes os adultos pensam que os jovens não querem ouvir, que são surdos e estão vazios. No entanto, a realidade é diferente. Eles precisam de orientação, acompanhamento, mas, acima de tudo, eles podem ouvi-los”.

O arcebispo convidou os jovens a confiar na Virgem Maria. “O fato de confiar não é só pedir sua intercessão em tudo, mas é imitá-la e ser como ela”. Fazendo uma reflexão com o lema da Jornada: “Eis aqui a Serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”, enfatizou que os jovens são os verdadeiros protagonistas capazes de realizar transformações. “Eles são os verdadeiros protagonistas das mudanças e transformações que a humanidade e o mundo exigem”.

Ao final de sua homilia, Dom José Domingo Ulloa Mendieta disse que todos são chamados à santidade. “Ser Santo não é um mito, é uma realidade palpável. E vemos isso nas vidas dos santos da JMJ: San Martin de Porres, Santa Rosa de Lima, San Juan Diego, José Sánchez del Río, San Juan Bosco, Irmã Maria Romero Meneses, San Oscar Romero e João Paulo II. A generosa dedicação de suas vidas por Deus e pelo próximo levou-os à santidade”.

A Juventude de Schoenstatt tem cerca de 600 representantes – mais de 50 brasileiros – participando da JMJ e espera com ansiedade a chegada do Papa Francisco, que chega nesta quinta-feira, 24 de janeiro, no Panamá.

 

Com informações de: noticias.panama2019.pa 

schoenstatt.org.br

Jornada Mundial da Juventude: horários das transmissões

O Papa Francisco já está a caminho do Panamá para a Jornada Mundial da Juventude, onde são esperados centenas de milhares de jovens do mundo inteiro. Abaixo o horário das principais atividades do seu programa. Podemos acompanhar pelas emissoras católicas de rádio e tv e também pela página da Vatican News. Abaixo a programação (horários de Brasília):

 

Quinta-feira, 24 de janeiro:

13h35/14h10 – Encontro do Papa com as autoridades, a sociedade civil e o Corpo Diplomático, seguido pelo Encontro com os Bispos da América Central (Palácio Bolivar e Igreja São Francisco de Assis, Cidade do Panamá)

20h25/22h – Cerimônia de acolhida e abertura da JMJ (Campo Santa Maria La Antigua, Cinta Costeira)

 

Sexta-feira, 25 de janeiro:

13h25/14h45 – Liturgia Penitencial (Centro de Detenção de Menores Las Garcas, Pacora)

20h25/22h – Via Sacra com os Jovens (Campo Santa Maria La Antigua, Cinta Costeira)

 

Sábado, 26 de janeiro:

12h10/14h30 – S. Missa com sacerdotes, consagrados e movimentos leigos (Catedral Santa Maria La Antigua, Cidade do Panamá)

21h25/23h – Vigília com os jovens (Campo São João Paulo II, Metro Park)

 

Domingo, 27 de janeiro:

10h55/13h – S. Missa da JMJ (Campo São João Paulo II, Metro Park)

13h40/14h45 – Visita ao Lar do Bom Samaritano e Angelus (Centro do Bom Samaritano)

19h25-20h30 – Encontro com os voluntários da JMJ (Estádio Rommel Fernandez)

 

Fonte: Vatican News

 

Programação da Jornada Mundial da Juventude 2019

Agenda oficial do Papa Francisco durante a JMJ no Panamá

Com o lema “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38), a Jornada Mundial da Juventude, no Panamá, está chegando. Os jovens se preparam para o grande encontro com o Papa Francisco. Confira a programação completa:

 

Chegada do Papa Francisco
23 de Janeiro 2019
06h35 | Saída: Roma > Panamá
13h30 | Chegada no Aeroporto do Panamá (Tocumen)
13h50 | Acolhida Oficial (Nunciatura Apostólica)

 

Cerimônia de Acolhida do Santo Padre
24 de Janeiro 2019
06h45 | Cerimônia de Boas Vindas (Palácio de las Garzas)
7h00 | Visita ao Presidente da República (Palácio de las Garzas)
7h40 | Encontro com as autoridades, corpo diplomático e representantes da sociedade (Ministério das Relações Exteriores)
8h15 | Encontro com os Bispos Centro-Americanos (Igreja de San Francisco de Asis)
14h30 | Cerimônia de Acolhida e Abertura da JMJ(Campo Santa Maria La Antigua – Cinta Costera)

 

Via Sacra
25 de Janeiro 2019
7h30 | Liturgia Penitencial com os Jovens Privados de Liberdade (Centro de Cumplimiento de Menores Las Garzas de Pacora)
8h50 | Retorno para a Nunciatura Apostólica
14h30 | Via Crucis com os Jovens (Campo Santa Maria La Antigua – Cinta Costera)

 

Vigília com os Jovens
26 de Janeiro 2019
06h15 | Santa Missa de Dedicação do Altar da Catedral Basílica de Santa María la Antígua
09h15 | Almoço com os Jovens (Seminário Mayor San José)
15h30 | Vigília com os Jovens (Campo San Juan Pablo II – Metro Park)

 

Missa de Envio
27 de Janeiro 2019
05h00 | Santa Missa de Envio da JMJ Panamá 2019 (Campo San Juan Pablo II – Metro Park)
07h45 | Visita a Casa Bom Samaritano
13h30 | Encontro com os Voluntários da JMJ (Estadio Rommel Fernández)
15h00 | Cerimônia de Despedida (Aeroporto Tucumen)
15h15 | Saída do Avião para Roma

 

Chegada do Papa Em Roma
28 de Janeiro 2019
08h50 | Chegada do Papa no Aeroporto de Roma/Ciampino

 

*As informações acima já estão colocadas no fuso horário de Brasília, ou seja, três horas mais cedo que no Panamá (UTC-5)

As informações completas estão no site do jovensconectados.org.br