53 anos de falecimento de Irmã M Emanuele Seyfried

Hoje, 4 de março, a Família de Schoenstatt brasileira recorda 53 anos do falecimento de Irmã M. Emanuele Seyfried, uma das primeiras 12 Irmãs de Maria que vieram para o Brasil, como missionárias, em 1935.

Ir M Emanuele se distinguiu por um grande amor à Obra de Schoenstatt e profunda vinculação ao Fundador, Padre José Kentenich.

Com suas habilidades pedagógicas, durante anos, teve a tarefa de introduzir na espiritualidade de Schoenstatt as jovens brasileiras que ingressaram no Instituto. Colaborou com o nascente Movimento de Schoenstatt em Santa Maria e foi também superiora da Província Tabor que, na época, congregava todas as Irmãs de Maria de Schoenstatt no Brasil.

Durante o tempo de exílio do Fundador, Irmã M. Emanuele tornou-se ponto de referência para todos os schoenstattianos do Brasil e da América Latina. Sabia orientar a todos para a fidelidade ao carisma de Schoenstatt, à vinculação ao Fundador, esclarecer dúvidas e ser um ponto de segurança para toda a Obra. O Fundador, exilado, sabia da influência positiva que Irmã M. Emanuele exercia e a estimava muito.

Em 1967, durante o Capitulo Geral das Irmãs de Maria, realizado na presença do Padre Kentenich, Irmã M Emanuele foi eleita Superiora Geral, cargo que exerceu até a sua morte, ocorrida em 4 de março de 1973.

Ir M Emanuele viveu mais de 20 anos junto ao Santuário Tabor, em Santa Maria/RS. Junto com o Padre Kentenich e algumas coirmãs, plantou em 15 de abril de 1948, a videira atrás do Santuário, que forte e pujante, dá seus frutos até hoje.

Seu nome está perenizado no ‘Monumento dos Heróis’, atrás do Santuário Tabor, pois sua vida faz essencialmente parte no desenvolvimento de Schoenstatt junto a este Santuáriuo e para todo o Brasil.

Que seu exemplo de vida e fidelidade à Schoenstatt, na vinculação e obediência filial ao Pai e Fundador, inspire a todos os schoenstattianos de nosso tempo.

Mais informações sobre a vida de Ir M Emanuele: schoenstatt.org.br

Sabe quem foi Fritz Esser, um jovem herói de Schoenstatt?

Você conhece algo sobre a vida de Fritz (Frederico) Esser,  um jovem herói de Schoenstatt? Talvez não o conheça, mas provavelmente já viu uma peça marcante que pode ser encontrada em todos os Santuários de Schoenstatt e que foi criada por ele: o quadro de luz SERVUS MARIAE NUNQUAM PERIBIT.

 

Quem entra em um Santuário de Schoenstatt vê rapidamente o quadro de luz que brilha em torno da imagem da Mãe de Deus, que ali é venerada como “Mãe Três Vezes Admirável” (Mater Ter Admirabilis – MTA). Entretanto, nem todo visitante sabe o nome da pessoa que criou esse quadro de luz tão atrativo. Trata-se de Fritz Esser, cujo túmulo se encontra ao lado do Santuário de Schoenstatt de Weiskirchen, na diocese de Mainz, Alemanha. Hoje, 18 de janeiro, recordamos 102 anos da morte de Fritz Esser. Por isso, hoje vamos conhecer um pouco mais sobre sua vida e seu legado na Obra de Schoenstatt.

 

A iniciativa nasce de um fervoroso amor a Maria

Fritz era um dos alunos do Pe. José Kentenich. Com saúde frágil, ele teve de lutar para alcançar as notas de sua classe. Esse jovem, que uma vez disse de si mesmo que era ‘dez vezes mais burro do que aparentava’, desenvolveu um amor ardente pela Mãe de Deus, por quem fez muitos sacrifícios e sempre quis ajudar para que seus colegas de classe gostassem de passar o tempo no Santuário, em Schoenstatt. Ele decorou a capelinha e aqueceu da melhor maneira possível, até mesmo plantou um pequeno jardim em frente ao Santuário.

 

Com muito esforço, revisões e orações, Fritz conseguiu passar no exame anual, apesar de sua saúde frágil. A gratidão pela ajuda da Mãe de Deus nos estudos, na formação de grupos durante a Primeira Guerra Mundial, o sucesso em seu zelo apostólico, a fidelidade à sua vocação, a ajuda na doença e os cinco anos de existência da Congregação Mariana, fundada em 19 de abril de 1914, foram a força motriz por trás de sua ideia de dar à MTA um quadro de luz. Ele recebeu apoio ativo dos Irmãos Palotinos. Com a ajuda deles, o quadro foi até equipado com luz elétrica.

 

Um Servo de Maria jamais perecerá

A inscrição: SERVUS MARIAE NUNQUAM PERIBIT (Um Servo de Maria jamais perecerá) pretende ser a confissão de sua jovem vida e a da Congregação Mariana, conforme indicado pelos dois números chanfrados “1914 – 1919”. Provavelmente essa moldura foi colocada no Santuário por ocasião do quinto aniversário da Congregação Mariana, no ‘Domingo Branco’ (segundo domingo da Páscoa), 27 de abril de 1919.

A moldura de luz, feita originalmente de madeira, ficou pendurada no Santuário Original até 1934, quando se quebrou ao ser removida. O calor constante das lâmpadas certamente contribuiu para isso. As Irmãs de Maria de Schoenstatt já haviam feito uma cópia fiel dessa moldura antes de 1934, a qual foi pendurada na capela de sua casa em 8 de dezembro de 1928 e agora se encontra na casa das Irmãs Adoradoras, no Monte Schoenstatt. A nova moldura de luz foi feita em metal para o Santuário Original e agora pode ser vista em mais de 220 Santuários filiais em todo o mundo.

 

 

Uma imagem que emana luz

Quanta luz tem se irradiado dessa moldura em torno da imagem da Mãe de Deus nos Santuários desde então, dando esperança e conforto a inúmeras pessoas!

A Família de Schoenstatt em Mainz possui um pedaço de 10 cm de comprimento da moldura original que Fritz Esser serrou, que pode ser visto no Centro de Schoenstatt em Weiskirchen.

 

Túmulo de Fritz Esser junto ao Santuário de Weiskirchen

 

*Texto adaptado. Fonte: schoenstatt.de

Publicado em: schoenstatt.com

 

Juarez Hoppe: para não esquecermos o exemplo de quem já partiu…

 

Ir M Rosequiel Fávero – Hoje, 05/01, certamente muitos da Família de Schoenstatt de Santa Maria/RS se recordam que já se passaram 20 anos desde que Deus  chamou para junto de si Juarez Hoppe, do primeiro curso da União de Famílias de Schoenstatt do Brasil e um schoenstattiano atuante no Movimento, na comunidade paroquial e na sociedade santa-mariense.

Por que recordar a pessoa de Juarez? Porque a nova geração do Movimento de Schoenstatt não o conheceu e não podemos deixar esquecido o exemplo daqueles que conviveram conosco e deixaram marcas na nossa história.

 

Quem foi Juarez Hoppe?

Professor universitário, esposo e pai dedicado, presença certa nos eventos da Família de Schoenstatt em Santa Maria, Juarez levava a todos os ambientes que frequentava a Mãe e Rainha. Não em último lugar pelo seu testemunho de vida, mas também pela sua palavra segura e com um toque de humor que lhe era característico e que quebrava inúmeras barreiras.

Foi animador de inúmeros Congressos de Outubro como também dos primeiros encontros internacionais junto ao Santuário Tabor (‘Encontro das Américas’, em 1992; Jubileus de Ouro do Santuário Tabor e da Campanha da Mãe Peregrina, em 1998 e 2000, respectivamente; e o Congresso do Centenário de Nascimento de João Pozzobon, 2004).

‘Apaixonado pelo Santuário’, não teve vergonha de se deixar fotografar ‘abraçado ao Santuário Original’, em 2001, quando teve a graça de vivenciar o lugar Schoenstatt juntamente com o seu curso. Como engenheiro florestal (profissão à qual se dedicou de corpo e alma), cuidou que todos os representantes dos Santuários que participaram do Jubileu de Ouro do Santuário Tabor levassem uma muda da videira plantada pelo Pai e Fundador em 1948. Assim que, junto de muitos Santuários do Brasil e também em outros países, pelo seu esforço, a ‘videira do Pai’ recorda a presença e herança do Fundador, Padre José Kentenich, junto de sua Família.

Para quem quiser conhecer um pouco da vida de Juarez Hoppe, há um belo texto biográfico no Portal Nacional do Movimento de Schoenstatt no Brasil.

 

Juarez Martins Hoppe com sua esposa Tecla e seus cinco filhos

 

Fotos: arquivo da família Hoppe

Pe. Kentenich e Frederico Esser: Paternidade sacerdotal

 

Hoje recordamos 100 anos de falecimento do jovem schoenstattiano Frederico Esser. Por isso, a reflexão que segue atrai especialmente nossa atenção.

Pe. Balthasar Blumers – Em sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, o Papa Francisco fala sobre o óleo da unção da misericórdia que todas as pessoas deveriam experimentar “como sinal do reino de Deus que já está presente entre nós” (EG 288). Sim, havia e há muitas feridas a serem ungidas, tanto físicas quanto espirituais, tanto naquela época quanto agora. E essa é a tarefa de todos os cristãos, mas especialmente a tarefa dos ministros ungidos pelo sacramento da Ordem.

E se agora eu os convido a mergulhar na história da fundação de Schoenstatt, gostaria de lhes apresentar um jovem da primeira geração que é pouco conhecido, Frederico Esser. Apesar de ser um herói “discreto”, todos que visitam o Santuário conhecem seu trabalho, pois Fritz se imortalizou ao criar a moldura de luz que fica ao redor da imagem de Maria: Servus Mariae nunquam peribit – Um servo de Maria jamais perecerá. Aos 18 anos de idade, ele deu à sua vida um título apropriado. E foi assim que tudo aconteceu…

Um amigo íntimo de José Engling

Em 23 de setembro de 1912, Frederico Esser chegou à casa de formação em Schoenstatt, cerca de dois meses antes de completar 12 anos de idade. No dia seguinte, seu futuro colega de classe, José Engling, também chegou. Fritz era 2 anos e 10 meses e meio mais velho. Apesar de suas diferenças, mais tarde eles se tornaram amigos. Eles queriam se tornar sacerdotes.

José rapidamente se tornou um dos melhores alunos da classe, enquanto que Frederico, por outro lado, ficou em 36º lugar, entre 39 alunos, no seu primeiro boletim escolar e teve de lutar muito para ser aprovado no final do ano letivo. “Sou dez vezes mais burro do que pareço”, ele confessa mais tarde.

Com seu comportamento sanguíneo, otimista e alegre, Frederico logo conquista o amor e o apreço de todos. Simplesmente não era possível ficar com raiva dele. Juntamente com José Engling, ele cresceu na Congregação Mariana da casa, no incipiente Schoenstatt, e se envolveu ativamente.

Foto da Congregação Maior, em 1917. Frederico Esser está em pé, na última fila. É o terceiro da direita para a esquerda

Frederico encontrou um coração paternal

Mas, como é fato, um temperamento sanguíneo também tem seu lado sombrio:

“Regozijando-se até os céus, triste até a morte, feliz é a alma que ama!” Essas palavras de Goethe dão uma ideia da inconstância que afetava Frederico Esser quando ele enfrentava ventos contrários. O jovem percebeu isso quando tinha 17 anos de idade e estava no exército.

No entanto, não chegamos a esse ponto – havia ainda o Pe. José Kentenich. Em outubro de 1912, ele assumiu o cargo de diretor espiritual do seminário, com apenas 27 anos de idade. Como diretor espiritual, ele vivia sob o mesmo teto que os meninos, primeiro na nova casa de formação na colina e, a partir de 1914, durante a guerra, no vale. Ele estava literalmente “sempre por perto”.

Talvez o Padre Kentenich tenha reconhecido nesse menino algo de sua própria biografia. Fritz havia crescido sem pai. Seu pai morreu de tuberculose antes de seu primeiro aniversário. Sua natureza doentia também pode ter despertado a paternidade no sacerdote. Conta-se que o diretor espiritual certa vez alimentou ao doente Fritz na cama.

Uma compilação das cartas do Padre Kentenich a Frederico Esser dá uma ideia de quão profundamente a alma de Fritz estava gravada: “Estou seguro na Aliança com a Mãe e com o Padre Kentenich, posso sempre senti-la na carne”.

Ele se tornou o “secretário” do Pe. Kentenich

Voltemos ao ano de 1918, quando Frederico Esser tinha 17 anos e o Pe. Kentenich 32.

Depois da Páscoa, Frederico teve uma surpresa: devido ao fato de que os jovens logo seriam convocados para o serviço militar, a classe de 1900 não teria mais aulas e deveria ficar em casa! Mas, sua mãe teve que vender a casa paterna no vilarejo e agora morava sozinha na cidade vizinha. Então, onde Frederico poderia ficar? O Padre Kentenich encontrou um saco de palha em Schoenstatt e nomeou Frederico como seu secretário, seu escriba – não é esse o óleo da unção da misericórdia?

Correspondência de guerra

Esser é o primeiro da esquerda, em pé. Foto de soldados no período de guerra

 

No final de junho, Frederico teve que ir para Mainz para se juntar à 117ª Reserva de Infantaria. Desses apenas 5 meses, sobreviveram 4 cartas do Senhor Padre (Pe. Kentenich) para ele. Alguns trechos escritos pelo Pe. Kentenich:

  • 4 de julho de 1918: O que você diz sobre a percepção que tem dos pensamentos e sentimentos de nosso povo? Ora, nós, padres, temos uma tarefa difícil. Mantenha-se convencido de que sua Mãe celestial quer educá-lo para que se torne um instrumento apto através do destino da guerra…
  • 22 de agosto de 1918: Sua doença é uma bênção. Assim, você pode trabalhar mais para o seu grupo e se concentrar melhor em si mesmo…
  • 1 de setembro de 1918: Estou contente por você ter usado seu tempo da maneira correta… Você ficará bastante feliz de saber que a nossa pequena capela, que você sempre se esforçou para decorar, estava no centro do retiro…
  • 28 de outubro de 1918: É uma pena que não pudemos conversar a sós recentemente. Eu preferia isso a todas as outras conversas. Agora você precisa voltar ao caminho antigo por conta própria. Você está infeliz consigo mesmo. Esse é o melhor terreno para reavivar o desejo de alcançar os antigos ideais…

Quanta solidariedade e incentivo há nessas linhas – “nós, sacerdotes”. Depois, a sacudida. Eu o chamo de óleo de unção do apreço.

Os conselhos do Pe. Kentenich sempre o ajudaram

A guerra chega ao fim e uma nova vida começa após as férias de Natal de 1919.

Frederico Esser fica mortalmente doente, com os pulmões afetados. Às vezes, ele perde a consciência. Em um de seus momentos mais leves, seu diretor espiritual o visita. “Padre, vou morrer ou devo rezar por minha saúde?” E a resposta: “Reza por tua saúde”. Frederico faz isso e, depois de alguns dias, a doença é superada.

Para Frederico Esser a preparação para o Abitur (o exame de conclusão de Ensino Médio alemão) sob a direção espiritual do Pe. Kentenich se converteu em um ponto culminante natural e sobrenatural de vida. Ele sofreu muito com isso. Desesperado, procura o Padre Kentenich. Será que ele não deveria abandonar o seminário, desistir do sacerdócio e entrar para os Irmãos Palotinos? O diretor espiritual o encorajou repetidas vezes e o encaminhou para a Aliança de Amor. Sua confiança deveria se tornar heroica, a partir da qual surgiu uma confiança filial, o que trouxe a Frederico um equilíbrio interior.

Talvez o Padre Kentenich tenha dito a ele: “Faça algo pela Mãe de Deus e ela cuidará de você!” Porque, por profunda confiança, ele quis criar um monumento à Mãe de Deus e planejou uma moldura de luz, feita de madeira, em torno de sua imagem de graças! Ele logo encontrou as quatro palavras em latim. Com suas mãos habilidosas, ele serra muitas partes individuais e cola toda a construção. Os Irmãos Palotinos organizam a parte elétrica e o trabalho é bem-sucedido: Servus Mariae nunquam peribit.

Ele foi ungido com o óleo da santidade

Para Frederico Esser, a preparação para o vestibular, com a orientação espiritual do Pe. Kentenich, tornou-se um destaque natural e sobrenatural em sua vida. “Sei que não posso fazer nada, por isso confio ainda mais em minha Mãe Celestial e no querido Deus.”

O exame oral foi em 25 de julho de 1919. “Agora posso deixar os livros de lado com confiança, porque passei no exame… Eu sempre fui o pior da minha classe…”

Sem perceber, Frederico viveu esse meio ano de forma heroica e confiante, muito próximo de Deus e da Mãe. Nos anos que se seguiram, Fritz esteve “no fundo do poço” algumas vezes e também voltou a subir um pouco, mas quando morreu estava de volta ao topo.

Frederico Esser viveu mais 3 anos e meio. Ele entrou para o noviciado palotino, em Limburgo. Mas logo teve que sair, pois seus pulmões não se curavam. Em 4 de janeiro de 1921, sua viagem o levou a Sandbach, perto de Neustadt/Odenwald, e finalmente ao Hospital Hildegardis, em Mainz. Olhando para trás, ele se lembra muitas vezes e com saudade do tempo maravilhoso que passou se preparando para os exames de admissão. Ele foi ungido com o óleo da unção da santidade.

Fontes:
Josef Klein: Fritz Esser, Reihe Gelebtes Schönstatt Nr. 4, Schönstatt 1954
Vater-Sorge in Briefen, Novene mit Fritz Esser, Rodgau-Weiskirchen 1995

Publicado em: schoenstatt.com

Os schoenstattianos já beatificados. Sabe quem são?

 

A santidade é sempre um tema atual, pois cada um de nós, sem excessão, é chamado a ser santo. E isso sempre: ontem, hoje e amanhã.

Os católicos que se destacam na sua aspiração à santidade podem ser reconhecidos publicamente pela Igreja e apresentados como modelo para aqueles que ainda estão ‘a caminho’. Estes pode ser chamado de beatos e, num passo seguinte, de santos.

Atualmente há três sacerdotes do Movimento, reconhecidos pela Congregação para a Causa dos Santos como beatos, que deram um autêntico testemunho de fidelidade e amor a Cristo em meio à guerra. Pe. Carlos Leisner, Pe. Gerhard Hirschfelder e Pe. Alois Andritzki passaram pelo campo de concentração de Dachau – onde também esteve o fundador de Schoenstatt, Pe. José Kentenich – e fizeram desse “inferno” um pedacinho do céu.

Conheça um pouco de suas histórias:

 

Pe. Carlos Leisner

Pe. Carlos Leisner é o primeiro membro do Movimento Apostólico de Schoenstatt a ser beatificado. Ele nasceu em 28 de fevereiro de 1915, em Rees/Alemanha, e iniciou os estudos de Teologia no Seminário de Münster, no ano de 1934. Leisner se torna, nessa época, dirigente da Juventude Masculina de Schoenstatt na Diocese de Münster.

Com uma personalidade marcante, tinha uma forte liderança entre os jovens. Sua vivência cristã livre e autêntica incomodava o governo nazista, que o via como um perigo ao seu regime. Justamente por desafiar o governo, em 1939 é obrigado a servir no exército de Hitler. É nessa época que contrai tuberculose e os maus tratos e as péssimas condições de serviço agravaram a situação.

Mesmo doente, Leisner foi enviado como prisioneiro ao campo de concentração de Dachau – o mesmo que o Pe. Kentenich ficou preso – e lá conviveu com outros sacerdotes schoenstattianos, seguindo com a vida de Aliança de Amor.

Já com a saúde bastante debilitada, teve seu grande desejo atendido em 17 de dezembro de 1944, quando foi ordenado sacerdote em Dachau. Esta foi a primeira e única ordenação sacerdotal clandestina, na história da Igreja, de um seminarista a ponto de morrer. A ordenação foi presidida pelo Bispo de Clermont-Ferrand/França, Dom Gabriel Piguet, com a presença do Pai e Fundador de Schoenstatt. Logo após o Natal, no dia 26 de dezembro, Pe. Leisner celebra sua primeira e única Santa Missa.

Com a saúde debilitada, os nazistas temiam que Carlos Leisner falecesse no campo de concentração e fosse proclamado heroi pela juventude. É por isso que, no começo de 1945, foi liberado de Dachau. Ele passou suas últimas semanas no Hospital de Planegg, em Munique, e faleceu no dia 12 de agosto de 1945. A última frase de seu diário dizia: “Abençoai, oh Senhor, também os meus inimigos!”

Em 23 de junho de 1996, com o Estádio Olímpico de Berlim lotado, São João Paulo II beatificou Pe. Carlos Leisner.

 

Pe. Gerhard Hirschfelder

O Beato Gerhard Hirschfelder nasceu em 17 de fevereiro de 1907, no condado de Glatz, em Silesia, na Polônia. Foi ordenado sacerdote em 1932 e até 1939 atuou como capelão em Grenzeck (Tscherbeney). Também foi capelão maior em Habelschwerdt e responsável pela Pastoral da Juventude da diocese.

Percebendo o perigo da ideologia nazista e os efeitos de sua propaganda, empenha-se para manter a juventude distante dela. Pe. Hirschfelder conduzia os jovens com proximidade na direção espiritual e não se calava diante do perigo. Em suas homilias, denunciava com coragem os excessos e a violência desse período. A Gestapo (Polícia Secreta Nazista) reage aos seus discursos e em 1941, quando o padre participava de uma reunião com seus jovens, interrompe as atividades e o leva como prisioneiro.

Em 15 de dezembro de 1941, Pe. Gerhard Hirschfelder foi transferido para o campo de concentração de Dachau, onde participou do primeiro grupo de sacerdotes de Schoenstatt ali formado. É a espiritualidade de Schoenstatt que o prepara para o encontro definitivo com o Pai. Ele faleceu em 1º de agosto de 1942, devido aos maus tratos e a fome, que resultaram numa grave pneumonia.

Pe. Gerhard Hirschfelder foi beatificado no dia 19 de setembro de 2010 pelo arcebispo de Colônia, Cardeal Joaquim Meisner, na catedral de Munique/Alemanha. Foi proclamado beato como “mártir e testemunha da fé”.

 

Pe. Alois Andritzki

No dia 13 de junho de 2011 foi beatificado, em Dresden/Alemanha, o Pe. Alois Andritzki (1914-1943). O quarto entre seis irmãos, ele nasceu na cidade de Radibor, Diocese de Dresden. Seus dois irmãos mais velhos também eram sacerdotes e um deles participou de um retiro em Schoenstatt no início dos anos 30.

Alois Andritzki foi prisioneiro no campo de concentração de Dachau por “atividades conspiratórias” contra o regime nazista, especialmente entre os jovens. Segundo os registros históricos, era um padre muito vital, alegre e diligente. No cativeiro, ele divertia os companheiros prisioneiros com suas habilidades de acrobacia e, assim, era tido como uma figura excêntrica no chamado “inferno de Dachau”.

Pe. Alois foi enviado para o campo de concentração em 2 de outubro de 1941, depois preso pela polícia nazista, que o considerava “perigoso” para o regime de Hitler e seus seguidores. No campo, ele se juntou a um grupo de Schoenstatt, liderado por Pe. Josef Fischer e Pe. Heinz Dresbach. Cinco meses depois, o Pe. José Kentenich também chegou ao campo, sob a mesma acusação, dando formação permanente a esse grupo.

Pe. Alois Andritzki faleceu em Dachau, aos 28 anos, devido ao brutal tratamento recebido – provavelmente por uma injeção letal. Nessa época, Andritzki estava gravemente enfermo, com tifo, que havia contraído ali mesmo. Em sua beatificação, o bispo de Dresden-Meissen, Dom Joachim Friedrich Reinelt, disse: “Os ‘SS’ [nazistas] não conseguiram sufocar aquele tenro rebento. Ao contrário, ele encorajava os irmãos de sacerdócio com a simpatia, o humorismo, as acrobacias e o vigor juvenil”.

 

E tu?

Atualmente há vários filhos de Schoenstatt com o processo de beatificação em andamento – podemos apontar, por exemplo, o Diác. João Luiz Pozzobon, a Ir. M. Emilie Engel, Mario Hiriart, José Engling, o sacerdote palotino Ricardo Henkes, Pe. Hernán Alessandri Morandé e o próprio Pe. José Kentenich. Todos eles formam uma “coroa de santidade” para a Mãe e Rainha, a herança do fundador para a Igreja. Diante de tantas histórias inspiradoras, como pode ser nossa própria história pessoal? Quem serão os santos desta nova geração de Schoenstatt?

 

Fonte: schoenstatt.org.br

Karl Leisner: Paixão heroica por Cristo

 

Karen Bueno – Hoje a Igreja celebra o beato Karl Leisner, primeiro schoenstattiano a ser elevado à honra dos altares.

“Deus honra o pai nos filhos”, diz o livro do Eclesiástico (3, 3). Este texto bíblico se refere à família humana, porém, a frase se encaixa perfeitamente aos filhos de Schoenstatt, que formam uma Família espiritual. Deus honra nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, na vida santa de seus filhos.

A Aliança de Amor foi vivida tão intensamente por alguns, que seus nomes se destacam no Movimento e, em alguns casos, alcançam o reconhecimento da Igreja. Dos beatos de Schoenstatt, Pe. Karl Leisner é o primeiro.

Sua história é especialmente marcante por ele ser o único sacerdote católico ordenado em um campo de concentração.

Karl Leisner nasceu no dia 28 de fevereiro de 1915 em Rees/Alemanha. Aos 18 anos, em 1933, ele foi pela primeira vez a Schoenstatt e no ano seguinte iniciou os estudos de Teologia no seminário de Münster. Nessa época, tornou-se dirigente da Juventude Masculina de Schoenstatt na Diocese.

 

Uma liderança que representa perigo

Karl Leisner exercia uma forte liderança entre os jovens, a ponto de sua personalidade livre e autêntica incomodar o governo nazista. Eles o viam como um incômodo, um empecilho na difusão de suas ideologias entre a juventude. Os nazistas buscavam, como estratégia de ação, formar aquilo que o Pe. Kentenich chama de “homem-massa”, ou seja, que não pensa por si próprio, mas deixa-se levar pelas opiniões da massa. Karl Leisner, por sua vez, vivia e difundia a pedagogia de Schoenstatt, que prega a liberdade interior, o crescimento orgânico, os vínculos, o amor… Muitas coisas que iam contra as propostas de Hitler.

Por ser essa liderança marcante, que desafiava o governo, em 1939 ele é obrigado a servir no exército de Hitler. É nessa época que contrai tuberculose e os maus tratos e péssimas condições de serviço agravavam a situação.

Mesmo doente, Karl Leisner é enviado para o campo de concentração de Dachau – o mesmo em que o Pe. Kentenich ficou preso – e lá convive com outros sacerdotes schoenstattianos e segue com a vida de Aliança de Amor.

Já com a saúde bastante debilitada, tem seu grande desejo atendido em 1944, quando é ordenado sacerdote em Dachau. O jornalista francês Guillaume Zeller, que pesquisou a vida dos sacerdotes neste campo de concentração, afirma que “em Dachau teve lugar a primeira – e única na história da Igreja – ordenação sacerdotal clandestina de um seminarista alemão a ponto de morrer”. Ele se refere ao Pe. Leisner, que recebeu o sacramento da Ordem dentro de uma barraca colocada como capela, pelas mãos do bispo de Clermont-Ferrand/França, Dom Gabriel Piguet, e também com a presença do Pai Fundador de Schoenstatt. Vários prisioneiros estiveram de guarda, como vigias, para que essa celebração acontecesse.

Logo após o Natal, no dia 26 de dezembro, Pe. Karl Leisner celebra sua primeira e única Santa Missa.

Fiel até o fim

No começo de 1945, Pe. Leisner já não tem mais condições físicas de sobreviver no campo de concentração. Por isso, é libertado no dia 4 de maio – os nazistas têm medo que ele morra na prisão e seja proclamado heroi pela juventude.

Pe. Leisner passa suas últimas semanas no Hospital de Planegg, em Munique, e já não tem mais condições de recuperar a saúde. O espírito de sacrifício e amor a Cristo é vivido em todas essas etapas de sofrimento que experimentou, até o último dia de sua vida terrena, 12 de agosto de 1945. A última frase de seu diário expressa a magnanimidade de sua alma: “Abençoai, oh Senhor, também os meus inimigos!”

 

Reconhecido pela Igreja

Em 23 de junho de 1996, com o Estádio Olímpico de Berlim lotado, o então Papa João Paulo II beatifica Pe. Karl Leisner. Na ocasião, o Santo Padre retoma a vida do heroi de Schoenstatt:

“‘Cristo, tu me chamas, eu digo, humilde e decidido: Eis-me aqui, envia-me’, escreve Karl Leisner no início de seus estudos teológicos. Pressentindo, desde o início, o caráter anticristão do partido então no poder, ele sentiu-se chamado para ensinar aos homens, através do serviço sacerdotal tão desejado, o caminho de Deus. […] Antes de ser preso em Dachau, ele se tornou o apóstolo de uma profunda devoção a Maria, à qual foi estimulada pelo Pe. Kentenich e o Movimento de Schoenstatt [1]”.

Leisner é apontado pelo Papa como um exemplo de amor e contato pessoal com Cristo. Assim afirmou São João Paulo II:

“Cristo é a Vida: esta era a convicção para a qual Karl Leisner viveu e para a qual ele finalmente morreu. Ao longo de sua vida, ele procurou a proximidade com Cristo na oração, leitura diária da Bíblia e meditação. Finalmente encontrou essa proximidade de modo particular no encontro eucarístico com o Senhor. O Sacrifício eucarístico, que Karl Leisner pôde celebrar depois de sua ordenação sacerdotal no campo de concentração de Dachau, não foi para ele apenas um encontro com o Senhor e com a fonte da força de sua vida. Karl Leisner sabia antes que aquele que vive com Cristo, entra com o Senhor numa comunhão de destinos”. [2]

Também o Papa Bento XVI, em visita à Alemanha no dia 22 de setembro de 2011, celebrou uma Santa Missa no Estádio Olímpico de Berlim. Logo no início da homilia recordou o Pe. Karl Leisner: “Pensando nestes Beatos (Bernhard Lichtenberg e Karl Leisner) e em toda a série dos Santos e Beatos, podemos compreender o que significa viver como ramos da videira verdadeira, que é Cristo, e dar muito fruto”. [3]

A frase do Pe. José Kentenich “Mater habebit curam”, que marcou a vida de Pe. Karl Leisner revelando sua confiança na Mãe de Deus, é dita durante sua beatificação. Com essas palavras, São João Paulo II envia a todos os presentes na cerimônia:

“‘Mater habebit curam’, a Mãe celeste vai cuidar! Com estas palavras de alegre esperança de Karl Leisner, confio-vos à intercessão de Maria, que, como primeira cristã, disse sim à vontade de Deus”. [4]

Pe. Karl Leisner é uma personalidade forte, que marca a história de Schoenstatt e segue como modelo para todos os irmãos na Aliança de Amor. Seu exemplo de amor a Cristo e à Maria encontra eco nos corações, já que foi grande influência para uma geração e continua a influenciar os que conhecem sua história, intercedendo por todos lá do céu.

 

Referências

[1] SÃO JOÃO PAULO II, Homilia no Estádio Olímpico de Berlim, 23 de junho de 1996.

[2] Idem

[3] PAPA BENTO XVI, Homilia no Estádio Olímpico de Berlim, 22 de setembro de 2011.

[4] SÃO JOÃO PAULO II, Homilia no Estádio Olímpico de Berlim, 23 de junho de 1996.

Fonte: schoenstatt.org.br

Max Brunner: De “rebelde sem causa” a modelo de heroísmo

Karen Bueno – Há batalhas na vida que valem a pena serem enfrentadas com determinação: contra a injustiça, o desrespeito, as desigualdades… Quando o Pe. José Kentenich teve o primeiro contato com seus jovens alunos, eles viviam justamente essa fase de revolução. E não era para menos! Um livro com pesadas regras foi colocado sobre eles. O novo regulamento impunha obrigações que determinavam desde os horários que eles poderiam falar até a frequência com que deveriam engraxar os sapatos.

“Olhar pela janela é considerado mau comportamento / Só se pode comer às horas das refeições / É proibido subir nas árvores ou pendurar-se nos seus ramos…” Esses são alguns exemplos de regras, sem mencionar os castigos físicos e a repreensão pública que eram utilizados na formação dos jovens.

Max Brunner é uma das Cruzes Negras de Schoenstatt, está sepultado junto ao Santuário Original, no monumento aos herois (foto: Ir. M. Nilza P. da Silva)

 

Uma batalha que vale a pena lutar

Max Brunner, assim como tantos outros, via nessas regras rígidas uma causa de luta. Max “foi um bom aluno durante o seu primeiro ano e meio, mas, quando o novo ano escolar começou na Nova Casa, em setembro de 1912, foi apanhado pela crise a favor da liberdade. Embora, nessa época, estivesse na terceira classe (tornando-o mais novo do que a maioria dos ‘rebeldes’), rapidamente se tornou um dos seus líderes, fazendo malandrices como acotovelar os outros nos corredores e começar com o ‘bocejar contagiante’ (bocejar para conseguir pôr a turma toda a bocejar também). 

As suas notas baixaram consideravelmente e a sua disposição, antes sorridente, tornou-se sombria e apagada. Começou a sentir dentro de si uma crescente luta pela sua identidade” [1].

 

 

Chega um novo professor

O Pe. Kentenich compreendia bem os jovens e era “diferente dos outros professores”, como eles notaram – inclusive intercedeu pedindo o fim dos castigos físicos. Porém, apesar de concordar com a causa, Pe. Kentenich não apoiava os atos de rebeldia, pois prezava pelo respeito às autoridades. O que ele fez então? Vale a pena, a quem puder, aprofundar os métodos pedagógicos que o Pe. Kentenich utilizou nessa época. Em resumo, nas classes mais velhas ele estimulou a formação da Associação Missionária; já na turma de Max Brunner, tratou a revolução da juventude criando pequenos debates sobre os conflitos interiores e exteriores da vida de um jovem estudante e tentou despertar o interesse e a alegria do trabalho em grupo.

Como conclusão, os rapazes da turma de Max tornaram-se os pioneiros e fundadores da Congregação Mariana Menor (que deu origem a Schoenstatt).

 

Max, então, se torna um revolucionário sem causa

Ao contrário de seus companheiros, Max Brunner foi um dos grandes opositores da Congregação Mariana. Ele não concordava com a fundação e queria continuar lutando contra tudo e contra todos. “Max teve dúvidas em avançar. Tinha já investido muito na revolução para se deixar pôr à parte por algum ‘passe de mágica’ do Diretor Espiritual. Empenhou-se ainda mais em manter viva a rebelião, mas perdeu os seus apoiadores um a um, acabando por ficar sozinho… Determinado a não se deixar vencer por nada desse gênero, Max estudou cuidadosamente qual a melhor forma de boicotar esse plano (boicotar a formação da Congregação Mariana)” [2].

Ele mesmo conta: “Quando estávamos ainda na terceira classe, formou-se uma organização à qual se uniram um grande número de alunos. Tratava-se de um assunto do qual eu não gostava nada e, portanto, opus-me a eles com toda a hostilidade que consegui. A minha missão tornou-se garantir que este ‘Clube de Remo’ não ganhasse mais membros. Comecei a mandar piadas e a ridicularizar todos aqueles que a ele pertenciam”. Brunner fazia de tudo para irritar os membros da Congregação Mariana: “Eles atacavam-me verbalmente, mas não o podiam fazer fisicamente, pois isso iria contra a regra. Gostaria de vê-los me dando uma surra, pois tal ‘derrota’ teria sido uma vitória”, chega a dizer [3].

 

Como foi que o “jogo virou”?

À medida em que Max ia verbalizando a sua opinião, ele também ficava cada vez mais desconfortável com uma questão diante de si mesmo: “Que foi que Maria te fez para merecer a tua oposição?”

No retiro de outono, ele não pertencia à Congregação, mas prestou muita atenção às palavras do Pe. Kentenich: “Acredito que surgirá um santo entre aqueles que hoje estão fazendo o seu retiro”. Mais tarde, Max escreve: “Não poderia eu também ser este santo?…. Se outros o conseguiram, por que não eu? Quero, sim. Quero, sim. Quero, sim! Quero lutar com todas as minhas forças para me tornar um grande santo!” [4].

Por fim, foi se rendendo ao “caminho de revolução” que o Pe. Kentenich tinha traçado junto com os alunos: a consagração à Maria. “No final, foi o seu amor a Maria que ‘virou o jogo’. Aos poucos, Max foi perdendo a vontade de lutar [contra a Congregação] e quando a sua classe obteve a autorização provisória para trabalhar como Congregação, passou a ir às reuniões para não ter de ficar sozinho na sala de estudo. Não se sentia integrado, mas escondeu a sua neutralidade fazendo uma vez ou outra um trabalho para o grupo. Preocupava-o pensar que estava ‘indo atrás dos outros’, que havia se tornado um entre muitos. Porém, no final, tomou a firme decisão de se candidatar à admissão na Congregação – e foi devido ao seu amor à Maria que conseguiu atrever-se a fazê-lo” [5].

No dia de sua admissão na Congregação Mariana, 8 de dezembro de 1914, fez sua citação mais famosa: “Vejo a bandeira da Virgem bem içada! Os meus olhos não mais se desviarão dela e na hora da minha morte os meus lábios murmurarão: Ave Imperatrix! Morituri te salutant! (Salve Rainha! Os que estão prontos para morrer te saúdam!)”.

Sua vida mudou por completo desde então (inclusive suas notas), sempre se esforçando e entregando tudo ao Capital de Graças. No dia 23 de abril de 1917, estava pronto ao entregar a vida por sua Rainha.

 

O que podemos aprender com Max?

Há tantas coisas que sua vida pode inspirar. Vejamos alguns tópicos abaixo:

– Escolher as batalhas e as causas justas
– Ter a humildade de mudar de decisão
– Respeitar a opinião dos outros
– Estar vinculado aos colegas
– Fazer do amor a Jesus e à Maria uma bússola de escolha

“Maria, sou agora verdadeiramente teu filho! Concede-me a graça de nunca me esquecer dos meus deveres como teu filho! Maria, permite-me ser pequeno, mas fazer coisas grandes” (Max Brunner).

 

[1] NIEHAUS, Padre Jonathan. Herois de Fogo – A Fundação de Schoenstatt. Segunda edição portuguesa

[2] NIEHAUS, Padre Jonathan. Herois de Fogo – A Fundação de Schoenstatt. Segunda edição portuguesa

[3] NIEHAUS, Padre Jonathan. Herois de Fogo – A Fundação de Schoenstatt. Segunda edição portuguesa

[4] NIEHAUS, Padre Jonathan. Herois de Fogo – A Fundação de Schoenstatt. Segunda edição portuguesa

[5] NIEHAUS, Padre Jonathan. Herois de Fogo – A Fundação de Schoenstatt. Segunda edição portuguesa

 

Fonte: schoenstatt.org.br

 

A Via Sacra escrita por um Beato e herói de Schoenstatt

Karen Bueno – Um herói de Schoenstatt talvez pouco conhecido em nossa realidade brasileira é o Beato Pe. Gerhard Hirschfelder. Ele não foi formado à sombra do Santuário, como a maioria dos heróis, mas conheceu nossa espiritualidade num momento de dor e de grandes desafios. Foi apresentado a Schoenstatt no campo de concentração e, junto com primeiro grupo de sacerdotes schoenstattianos em Dachau, descobriu como viver a alegria da cruz em meio ao caos e ao perigo constante.

Este sacerdote polonês nasceu em 1907 e foi ordenado padre no ano de 1932. Em sua vida apostólica, além da missão de capelão, destaca-se o trabalho com a pastoral da juventude na Arquidiocese de Praga. Percebendo o perigo da ideologia nazista, Pe. Hirschfelder conduzia os jovens a um distanciamento dela e não se calava diante dos excessos e da violência deste período. Em 1941, quando participava de um encontro com os jovens, ele foi preso e permaneceu quatro meses na prisão de Glatz, na Silesia (sua terra natal). Gerhard Hirschfelder utiliza este período para escrever reflexões sobre o sacerdócio, sobre o matrimônio e a família e também uma oração da Via Sacra.

Em 15 de dezembro de 1941, Pe. Hirschfelder foi transferido para o campo de concentração de Dachau e ingressou no primeiro grupo de sacerdotes ligados ao Movimento de Schoenstatt. Ele faleceu no dia 1º de agosto de 1942, devido aos maus tratos e à fome, que resultaram numa grave pneumonia.

As “Estações da Cruz”, escritas pelo Beato Pe. Gerhard Hirschfelder:

 

Primeira estação,
Jesus é condenado à morte

O ódio feroz dos fariseus contra ti obriga Pilatos a pronunciar a sentença de morte. Tu ficas em silêncio, Salvador do mundo, sabes que essa é a vontade do Pai. Não te desesperas, mas diz com ousadia: “Pai, a tua vontade!”. Cristo, dá-me essa coragem de dizer o mesmo que tu em todos os sofrimentos!

 

Segunda Estação,
O Senhor Jesus carrega a cruz sobre seus ombros

Cristo, tu deves carregar sua cruz como um criminoso. Com coragem de homem autêntico, a carregas sobre os ombros. Ensina-me a não desmoronar quando a Cruz também me pressionar. Seguir-te não significa apenas levar a cruz sobre os ombros, mas carregá-la com ousadia. Senhor, ajuda-me com a tua graça!

 

Terceira estação,
Jesus cai pela primeira vez

Cristo, tu tomas corajosamente a cruz sobre seus ombros, mas ela o pressiona contra o chão. Levantas-te com uma vontade forte e segue em frente, com amor para conosco. Senhor, dá-nos uma forte vontade de suportar a cruz, para que depois da queda possamos nos levantar novamente!

 

Quarta estação,
Jesus encontra sua Mãe
Jesus, quiseste que a tua Mãe fosse testemunha do teu sofrimento. Não és tu que precisas de sua presença, ela está ali porque nós precisamos nos sentir consolados com a sua presença quando carregamos a nossa cruz. Ela, dominada pela dor, deve nos ensinar. Mãe celestial, esteja comigo quando me colocarem a cruz sobre os ombros!

 

Quinta estação,
Simão ajuda Jesus a carregar a cruz

Talvez tenha sido a Mãe que chamou Simão para ajudar; talvez também, no meu sofrimento, Nossa Senhora chamou o Salvador sofredor para me ajudar. Mãe, dá-me uma força e uma vontade forte para não te decepcionar, mas, como um verdadeiro cristão, ajuda-me a carregar a Cruz do Salvador!

 

Sexta estação,
Santa Verônica limpa o rosto de Jesus

A pobre mulher te ajuda, Cristo, fazendo o bem, e recebe sua recompensa. Cristo, ajuda-me a não perder a coragem de carregar a cruz. A mais bela recompensa para mim será salvar almas humanas sofredoras. Recompensa também todos aqueles que, com oração e obras de misericórdia, me ajudam a carregar a Cruz!

 

Sétima estação,
O Senhor Jesus cai pela segunda vez

Cristo, as pessoas tentaram aliviar seu sofrimento ao carregar sua cruz, mas tu cais novamente. A ajuda humana é inútil se Deus não ajudar. Portanto, eu imploro a ti, ó Salvador que carrega a Cruz, me ajude, do contrário eu quebrarei e rejeitarei a sua Cruz. Mas, a partir do momento em que carrega a Cruz, ninguém sofre sem a sua ajuda!

 

Oitava estação,
O Senhor Jesus consola as mulheres que choram por ele

Em seu caminho de cruz, Cristo, tu cuidas de outros sofrimentos. Da mesma forma eu, seu seguidor, devo lembrar em meu sofrimento todos aqueles que sofrem ainda mais do que eu. Senhor, tem misericórdia deles, dá também conforto e ajuda a quem precisa!

 

Nona Estação,
O Senhor Jesus cai pela terceira vez

Pouco antes do seu objetivo, és sobrecarregado pela Cruz que levas e mais uma vez esta cruz o pressiona ao chão. Parece que todas as suas forças se esgotam, mas queres cumprir seu sacrifício até o fim e nos mostrar ainda mais seu amor. Senhor, faze-me sempre pronto, por amor a ti e às pessoas, para sofrer ainda mais, se for da tua vontade.

 

Décima estação
Jesus é despojado de suas vestes

Por fim, podes deixar de lado o peso da cruz, mas um novo sofrimento está chegando. Eles tiram suas roupas. No entanto, a tua dignidade de Filho de Deus e Salvador, a tua dignidade real, não podem tirar, mesmo estando nu. Morres entre criminosos. Senhor, se me privarem da minha dignidade externa, continuarei sendo filho de Deus, lutador de Deus, Sacerdote de Deus, ninguém pode tirar isso de mim!

 

Décima primeira estação,
Jesus é pregado na cruz

A cruz deve se tornar seu leito de morte, do qual tu não podes se libertar até que entregue sua alma ao Pai Celestial. Sim, nós cristãos, e nós sacerdotes em particular, estamos de certo modo apegados à Cruz. Deixe-me lembrar disso nos momentos em que novos sofrimentos vierem e dá-me coragem para perseverar na Cruz!

 

Décima segunda estação,
Jesus morre na cruz

Estás pendurado na cruz por três horas cruéis antes que a morte o liberte. Tu poderias ter convocado a morte antes, mas queria nos mostrar seu amor até o fim. Que eu também suporte meus sofrimentos até que o Pai me liberte deles! Só então meu sofrimento será uma alegria para ti, uma verdadeira penitência pelos meus pecados e ficarás satisfeito com a penitência pelos pecados de outras pessoas. Senhor, dá-me força e vontade para perseverar até o fim!

 

Décima terceira estação,
Jesus é retirado da cruz

Na cruz perseveraram apenas um dos apóstolos e algumas mulheres piedosas, entre elas tu, Mãe de Deus. Ajuda-me a perseverar debaixo da Cruz, não me deixes quando chegar a hora da minha morte. Mãe das Dores, dá-me coragem para suportar todos os sofrimentos, ajuda-me a carregar a Cruz!

 

Décima Quarta Estação,
Jesus é sepultado

Cristo, seu corpo é colocado na tumba. Tu refletes sua santa face para nós no pano com que mãos piedosas vos envolveram. Mas tu logo se levantará da sepultura como o Conquistador!

 

Fonte: Świdnica Church News, Ano VII (2010) No. 2 (26), pp. 262-269.

Publicado em: schoenstatt.org.br

Fritz Kühr: Um exemplo para os dias atuais

 

Marcelo e Stefani Frölich – Neste dia 27 de outubro de 2020 completam-se 70 anos da morte de Friedrich Kühr. O Dr. Kühr, para nós schoenstattianos, remete a um acontecimento marcante na história de Schoenstatt, particularmente à fundação da Obra das Famílias, da qual foi cofundador, em 16 de julho de 1942, no Campo de Concentração de Dachau, na Alemanha. Mas, poderíamos nos perguntar, considerando o momento histórico pelo qual estamos passando, marcado por crises em diversas esferas da sociedade, o que podemos aprender com o Dr. Kühr nestes tempos atuais? No entanto, esta pergunta recebe novos contornos se observarmos que, no dia 8 de novembro, estaremos oficialmente abrindo a preparação para a celebração do centenário de matrimônio de Dr. Kühr e Dona Helene, que ocorrerá em 2022, momento para o qual a Família de Schoenstatt se preparará em nível internacional. Portanto, a pergunta que lançamos passa a considerar o que podemos aprender com a Família Kühr nestes tempos atuais?

Para que possamos responder a essa pergunta, consideremos alguns episódios de suas vidas que exigiram decisões e atitudes tanto de Dr. Kühr, quanto de Dona Helene.

Dr. Kühr foi um renomado conferencista político, que reconheceu a necessidade de entregar-se intensamente à busca de soluções para os desafios sociais da época. Portanto, não queria ficar à margem, pelo contrário, foi ativo no centro da Igreja e da sociedade. Essa atitude de Fritz Kühr é um impulso para nós, em tempos que desacreditam a política e os agentes políticos, dada a repercussão de inúmeros casos de escândalos morais e éticos que configuram a política mundial. Sua forma de se inserir neste cenário é acompanhada por um pedido muito especial que lemos na oração de Dr. Kühr: “Dá-me, para a atitude filial na fé: tempo e Paz; […] para a atitude viril no agir, humildade e confiança”. Sua dedicação como conferencista no âmbito político o colocou em perigo durante o período nazista, mesmo assim, não deixou de fazer suas viagens na Alemanha e a outros países, pois entendia a importância que sua atuação tinha e a repercussão de suas ideias contribuam para a organização social da época.

Um outro aspecto da vida de Dr. Kühr e de Dona Helene que nos faz pensar acerca das relações matrimoniais e a capacidade que os casais têm para superar as dificuldades impostas pelas circunstâncias da vida, foi a forma com que ambos conseguiram superar o distanciamento físico de anos, decorrentes da prisão de Fritz Kühr no Campo de Concentração de Dachau e da vinda de Helene para o Brasil. Neste aspecto, se destacam não somente o distanciamento físico, mas as adversidades enfrentadas pelo casal, cada um nos seus contextos, tanto do sofrimento e da exposição permanente ao perigo e ao risco de morte no campo de concentração, bem como o desafio de Helene em comandar os trabalhos em uma nova fazenda em um país estranho, distante de sua terra natal, sem conhecer o idioma, tendo que iniciar novas relações sociais, com pessoas desconhecidas. É impressionante perceber como a forma como cada um se entregou e confiou na providência divina nesses novos contextos adversos e de distanciamento físico.

Na Alemanha, Fritz Kühr conheceu o Pe. Kentenich e ambos passaram a se encontrar sistematicamente. Desses encontros, Pe, Kentenich convida o Dr. Kühr para aceitar ser o cofundador da Obra das Famílias, isso mesmo, em pleno Campo de Concentração. Dr. Kühr descobriu com o Pe. Kentenich que a renovação da sociedade, de uma nova ordem social passa pela família. Qual a nossa capacidade de perceber, de ser sensível à vontade de Deus em nossas vidas nos momentos de maiores angústias e sofrimentos?

Já no Brasil, Helene entregou-se intensamente à tarefa de liderar os trabalhos na fazenda. Mesmo que seu marido estivesse tão distante fisicamente, teve disposição e sensibilidade para, em meio aos trabalhos árduos, acolher as crianças da fazenda, amando-as e ensinando-as. Não podemos esquecer que Helene preparou-se na Alemanha, na sua juventude, para a docência. Mesmo que não tivesse exercido a profissão de professora, foi sensível às circunstâncias para acolher as necessidades das crianças aqui em terras brasileiras. Estes tempos no Brasil também resultaram em lindos poemas escritos por Helene e que abordavam os diferentes temas enfrentados por ela no dia a dia, mas especialmente o seu amor por Fritz Kühr. Como enfrentamos as dificuldades e os desafios da nossa vida matrimonial? Quais são metaforicamente nossos distanciamentos? Qual é o nosso “campo de concentração”? Nossa “fazenda em Rolândia”? Como lidamos com isso?

A Família Kühr nos inspira a superar qualquer adversidade por amor, na confiança divina. Uma outra parte da oração de Fritz Kühr assim se compõe: “Ó Deus, eu me entrego totalmente, Criador e Senhor, Pai cheio de amor e bondade, sabedoria e onipotência. Cumpre Tua vontade em mim e por mim. Que eu seja Teu instrumento, disposto, humilde e, se quiseres, cego”. E Helene Kühr, entre tantas outras contribuições literárias, assim escreve: “Mãe de Deus, rosa de ternura/Ensina-nos a rezar,/Para que depois de nosso caminho da vida/Nos apresentemos felizes diante do Eterno. Mãe de Deus, ó branca flor/Ensina-nos a sofrer./Nenhum deserto árido e quente/Nos separe de Deus. Mãe de Deus, vendaval fogoso,/Ensina-nos a calar,/Para que depois das tempestades da vida/Em alegre dança,/Felizes nos inclinemos diante dele/E sejamos, então, para sempre/Como filhos e filhas amados de Deus.

Fonte: schoenstatt.org.br

 

 

12 curiosidades sobre Bárbara Kast

Celebrando o Centenário das mulheres em Schoenstatt certamente faz com que se recorde a vida e missão das mulheres que passaram pelo Movimento e deixaram testemunho de como Schoenstatt pode transformar a vida das que confiam na ação educadora da Mãe de Deus. A jovem Bárbara Kast é exemplo que o deixar-se conduzir pela Mãe através do amor e autoeducação faria sua vida fecunda para Deus e para o próximo.

 

Era colérica

Bárbara Kast destacava-se por sua inteligência e liderança, possuía um senso de justiça e valor apurados. Tinha personalidade forte, não escutava em silêncio as “provocações” proferidas a ela.

 

Aluna aplicada

Sua vida escolar resumiu-se no “fiel e fidelíssimo cumprimento do dever” e “fazer o ordinário de forma extraordinária’, pois era uma aluna exemplar, com boas notas.

 

Doação e sacrifício para com o próximo

Era capaz de se doar com muito espírito de sacrifício a quem dela precisasse. Um fato ilustra: “uma vizinha sua, jovem esposa, aos três meses de gravidez perdeu o marido. Com isso, sentia que ia perder o sentido para viver. Bárbara fez de tudo para ajudá-la: fazia serviços de casa, cozinhava, acompanhava-a em passeios e principalmente animava-a a não perder a fé.”

 

Fez parte da Juventude Feminina de Schoenstatt no Chile

Tornou-se dirigente do seu grupo de Jufem e quando é nomeada escreve em seu diário: “Realmente, Mãe, não sei o que fazer nem o que te dizer; somente te peço, Mãe, que, durante todo este período, não te afastes nem sequer um segundo do meu lado.”

 

Uma jovem comum

Vivia como uma jovem de 17 anos, revestida de anseios e inquietações, vestia-se bem e tinha consciência de sua beleza exterior, gostava de chamar atenção para si mesma.

 

Ideal Pessoal

Tabernáculo de Deus, portadora de Cristo aos homens

 

Trabalhou firme em sua autoeducação através da pedagogia de Schoenstatt

Através de sua entrada em Schoenstatt e sua entrega a Mãe de Deus, houve uma mudança significativa nas características negativas do seu temperamento que eram aparentes.

 

Recusou namorar com um jovem que gostava

“Apesar do intenso amor que sentia, reconhecia racionalmente que o jovem se sentia mais atraído por sua beleza física, da qual ela estava consciente, que por comungar seus ideais e sentimentos profundos. A autenticidade consigo mesma, a atmosfera cristã de seu lar e a grande confiança em seus pais, foram sem dúvida fatores decisivos que a ajudaram a não se deixar levar apenas pelos ditames do coração.”

 

Entendia a importância da Aliança de amor

Compreendia a Aliança com a Mãe de Deus como algo importante que deveria influenciar sensivelmente a sua vida, assim, viveu sua Consagração de forma profunda e frutífera para sua autoeducação.

 

Buscava viver ideal de pureza desde criança

Valorizava a pureza como um ideal a ser vivido de forma séria e autêntica “… Quando eu era pequena, minha mãe sempre rezava comigo à noite; nunca me esquecerei de todas as vezes que pedíamos juntas a Deus para me conservar pura. Inicialmente, eu não entendia bem por que devia pedir aquilo, mas agora sei que era necessário já que é uma característica essencial do Tabernáculo”.

 

Vinculação ao Pai e Fundador

Embora Bárbara nunca tivesse encontrado-o pessoalmente, sentia-se muito vinculada a ele. Assim, muito sofreu quando soube do seu falecimento em 15 de setembro de 1968, em seu diário escreve: “Padre Kentenich, tu que estás junto a nossa Mãezinha, guia-me e protege-nos com tua “Paternidade” de sempre. Ajuda o grupo a ser exemplo do qual a Mãe pode exigir qualquer coisa, inclusive a vida. Procurarei ser sempre um instrumento teu que viva acima de tudo o que tu queres transmitir através de mim ao grupo e a quantos me cercam…”.

 

Faleceu com apenas 18 anos

Em 29 de dezembro de 1968 a Bárbara Kast ia para o Eterno Schoenstatt, em consequência de um grave acidente automobilístico.

 

Por: Bárbara Rafaela B. R de Mélo, Membro da Juventude Feminina de Garanhuns/PE – Regional Nordeste

 

Referências:
–Pe. Esteban J. Uriburu. Bárbara Kast – Tabernaculo de Deus, portadora de Cristo e de Schoenstatt para o homens. Sociedade Mãe e Rainha, 1ª edição em português, 2011.
– Irmãs assessoras da Juventude Feminina de Schoenstatt do Regional Sul – Reuniões de Introdução a Schoenstatt. Centro Mariano. 1994.

Fonte: Jufem Brasil