Significado da Festa de Corpus Christi, celebrada hoje

Hoje a Igreja Católica, em todo o mundo, comemora o dia de Corpus Christi. Nome que vem do latim e significa “Corpo de Cristo”.

A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia – o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.

Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.

“O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente” (Jo 6, 55 – 59).

Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.

Origem da Celebração

A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal “Trasnsiturus de hoc mundo”, estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.

A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

 

No Brasil

No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.

A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

Foto: cathopic.com e pixabay.com

Fonte: Canção Nova

A experiência da Jufem de Santa Maria em Corpus Christi

Na solenidade de Corpus Christi, em Santa Maria, a Juventude Feminina de Schoenstatt se fez atuante na confecção de tapetes para a procissão. A dirigente, Bruna Gabriela Weber, conta como foi essa experiência:

“Com muita alegria, há algumas semanas, recebemos a notícia que poderíamos como grupo ter um espaço na confecção dos tapetes de Corpus Christi na Basílica Nossa Senhora Medianeira. Em um encontro, decidimos que gostaríamos muito de abraçar essa causa, então desde lá, dentro de um trabalho em conjunto, começamos a nos empenhar para a preparação de nosso espaço dentro dessa grande solenidade, em que comemoramos a presença real de Nosso Senhor no corpo eucarístico. Cada uma fez sua parte, busca dos materiais, pintura das serragens, colheita de flores, elaboração do desenho do tapete e confecção do mesmo no dia.

 

Expressão na nossa presença na Igreja

Gostaríamos que o tapete, em primeiro lugar, fosse da forma que mais causasse alegria a Jesus. E dentro dessa ideia, gostaríamos que ele representasse a nossa presença dentro da comunidade da Igreja de forma singular e original, que expressasse quem nós somos e o que nós queremos ser para Jesus como ideal.

De forma destacada estava o Santuário Tabor, recordando que estamos ainda em ano jubilar em que o Santuário comemora os seus 75 anos de inauguração. Em torno do Santuário está a frase: “Santuário Eucarístico: escola de jovens heróis”, fazendo menção à ideia de que o Santuário Tabor de Santa Maria é um lugar de adoração eucarística dentro de nossa diocese, e nessas mais de sete décadas muitos heróis foram de fato formados nessa escola. Assim queremos ser formadas também.

 

Todos os grupos da Jufem de Santa Maria estavam presentes no símbolo

Alguns outros símbolos (no tapete) falaram a respeito de alguns dos ideais de nossos grupos. Mais próximo do Santuário estão os raios trazendo presente o grupo “Prado do Sol”. Acima está o pão sendo consagrado por mãos sacerdotais, trazendo presente também o sacerdócio de nosso Pai e Fundador, o Padre José Kentenich, e também representando o grupo “Lírios Luzentes da Santidade do Pai”. Uma chama de missão, lembrou o grupo “Fogo Ardente da Rainha Lirial”. Os demais grupos, que ainda não descobriram o seu nome, mas que que são portadores do ideal de ser “Lírio do Pai, Tabor para o mundo” estão presentes através do simbolismo dos lírios. Além disso deixamos nossa marca com a nosso logo da Juventude Feminina de Schoenstatt.

 

Um momento único

Para nós a confecção desse tapete foi um momento único. Talvez só um pequeno detalhe dentro da grandeza desse momento, mas que tenho certeza que este detalhe não passou despercebido ao olhar atencioso de Deus Pai, que esteve conosco durante toda a preparação e de forma muito presente durante toda a celebração. Assim como esteve junto dos demais grupos e paróquias da arquidiocese que se empenharam por esse dia, toda a comunidade em unidade com Jesus formou essa grande festa.

Estar à disposição para servir a Jesus, estar com os pés a caminho para segui-lo e cumprir a tarefa especial que o Bom Deus confiou a cada uma como ideal é a nossa missão. Por isso, com alegria e prontidão, queremos ser presença a serviço da igreja.”

 

Fotos: Jufem Santa Maria

Corpus Christi: um testemunho de fé

Débora Dalegrave – O que te move a acordar cedo num feriado? Dia que poderias estar em casa, dormindo e descansando? A fé! Essa é a resposta de muitos schoenstattianos que na quinta-feira, 8 de junho, se uniram a partir das 5 horas para confeccionar os tapetes de Corpus Christi, tornando-se assim um lindo testemunho de fé da Família de Schoenstatt, de Frederico Westphalen/RS.

A procissão de Corpus Christi, foi organizada pela Paroquia Santo Antônio de Frederico Westphalen/RS, onde os movimentos e serviços, as escolas, o setor de catequese, enfeitaram, pintaram e ornamentaram as ruas, por onde passou a procissão.  Cada movimento tem seu espaço para enfeitar a rua e levar a mensagem católica na hora da procissão, cores e muita criatividade na preparação dos símbolos da igreja.

Nesse ano o Movimento de Schoenstatt, optou em homenagear o Jesus Eucarístico, por meio dos símbolos, que representavam cada ramo do movimento presente em nossa Diocese; fazendo jus a presença constante de Cristo entre as famílias, os jovens e consagrados, por meio de Maria, nossa Mãe Santíssima.

E como nos lembra nosso Papa Francisco, é na eucaristia que encontramos as “duas dádivas – o lugar e o alimento – são tudo aquilo que precisamos para viver. São a alimentação e a morada definitivas. E ambas nos são dadas na Eucaristia. ”

Ressalta-se que nas demais paroquias da diocese em que o Movimento está inserido, seus cooperadores também auxiliaram na confecção dos tapetes. Esse testemunho de fé, significa nossa fidelidade e nossa adoração jubilosa ao Deus e Senhor, presente na Eucaristia, nosso testemunho de fé e confiança na presença de Cristo no meio de nós, nossa fidelidade a Aliança de Amor.

 

Fotos: Família de Schoenstatt de Frederico Westphalen

”


Ir M Eliane Cunha – Nesta quinta-feira, Solenidade de Corpus Christi, a Família de Schoenstatt da cidade de Frederico Westphalen se reuniu para adornar o caminho de Jesus Eucarístico trazendo os símbolos dos Ramos, o Santuário e outros símbolos relacionados com a nossa fé. Foi um trabalho de equipe, onde adultos, jovens e crianças procuraram dar o seu melhor para preparar os caminhos do Senhor que abençoará nossa cidade. Quando muitas pessoas possam ser tocadas quando Jesus passar abençoando a todos!

Dileta Padilha, da União Apóstólica Feminina, testemunha: “Confeccionar os tapetes para mim é uma singela prova de amor à Jesus, que deu sua vida por nosso amor. Usar os símbolos de Schoenstatt é manifestar o rosto de Schoenstatt à serviço da Igreja. Também revela o ser FAMÍLIA, todos os ramos unidos na missão de Schoenstatt para a Igreja.”

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Mais fotos (Ariel Stival)

A solenidade de Corpus Christi junto ao Santuário Tabor

 

Ir M Rosequiel Fávero – A solenidade de Corpus Christi, como no ano passado, precisou ser mais simples em muitos locais. Junto ao Santuário Tabor, no entanto, mesmo sem fazer aglomerações, a celebração foi muito solene.

Já na quarta pela tarde, era possível ver Irmãs, professoras e alunos da Escola de Educação Infantil Jardim de Maria muito aplicadas preparando lindos tapetes com serragem colorida diante do Santuário. Um grande coração abria o caminho de tapetes, onde as crianças da escola colocaram corações coloridos com o seu próprio nome e de sua família, como ‘presente para Jesus’.

 

 

A manhã deste dia de festa amanheceu radiante, como se a própria natureza quisesse vir suprir o que os homens não podem fazer, por causa das restrições em relação à pandemia.

A solene liturgia na Capela Tabor foi presidida pelo Pe. Clécio Almeida, do clero da arquidiocese de Santa Maria, que contou com incenso, acólitos e os lindos cantos do coral das Irmãs de Maria.

Na sua homilia, Pe. Clécio apontou para o sentido da celebração desta solenidade: “Esta celebração que estamos fazendo hoje no mundo inteiro é para levantar a verdade de que é esse sangue (de Cristo) a fonte da vida da igreja, mas ainda, que é uma fonte da vida para todo o mundo. A verdade eucarística não é coisa só para católicos, que nós fazemos ‘das portas para dentro’. É por isso que celebramos e saímos com o Senhor pelas ruas, não para que só nós católicos vejamos, porque nós sabemos, mas para que o mundo veja e, vendo, creia.” (Para ver a homilia na íntegra – e vale a pena – clicar AQUI).

Após a Santa Missa, uma pequena procissão acompanhou o Santíssimo Sacramento até o Santuário, onde foi dada a bênção eucarística. Durante todo o dia, Jesus eucarístico ficou exposto solenemente no ostensório, onde pode ser adorado por todos que vieram ao Santuário.

 

Pouco depois das 13h30min ressoaram festivos os sinos do Santuário. Um helicóptero da base aérea levou o arcebispo de Santa Maria, Dom Hélio Rubert, que com Jesus eucarístico no ostensório, sobrevoou a cidade, já que não foi possível a realização da tradicional procissão de Corpus Christi. Por poucos minutos, parou sobre o Santuário, em torno do qual algumas pessoas acenavam felizes lenços e bandeirinhas e recebiam a bênção eucarística.

Muitas pessoas vieram neste dia ao Santuário, entre os quais muitas famílias cujas crianças estudam na Escola Jardim de Maria, para ver a ‘obra de arte’ dos seus pequenos, que explicavam felizes: “Deu trabalho fazer tudo isso. Mas valeu a pena, porque foi para Jesus!”

 

Mais fotos e vídeos (Família de Schoenstatt de Santa Maria)

 

No vídeo abaixo um resumo da procissão e benção eucarística no Santuário Tabor

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Quer passar o dia em adoração no Santuário Tabor?

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Neste dia de Corpus Christi que, por causa da pandemia, não podemos sair às ruas com Jesus Eucarístico, precisamos encontrar meios de demonstrar nosso louvor a Ele.

No Santuário Tabor, o Santíssimo Sacramento permanece hoje exposto o dia inteiro e a página do Santuário Tabor transmite direto até o terço das 18h. Assim, não quer aproveitar e ‘dar um pulinho’ ao Santuário para prestar seu louvor, levar sua gratidão e pedidos a Jesus?

Basta acessar a página Santuário Tabor – Santa Maria e fazer sua adoração. Jesus lhe espera.[vc_video link=”https://www.facebook.com/806508339476258/videos/268239607755006/” align=”center”]

A festa de Corpus Christi e a pandemia

 

Nas épocas de grandes crises surgem santos

Ir. M. Ana Paula R. Hyppólito – As épocas de grandes crises no mundo foram, sem dúvida, impulso para o despertar de muito heroísmo na Igreja. Tempos de especial sofrimento e provações, como as guerras mundiais e tantos outros, fizeram surgir grandes santos que marcaram a história.

Vivemos novamente num tempo assim, a pandemia está sendo um divisor de águas. Se quisermos conhecer, de fato, uma pessoa, esse tempo é o mais propício, pois nele se vê quem aproveita tudo como um trampolim para sua autossantificação, para a solidariedade com os demais e para uma reflexão mais profunda sobre a essência da vida, levando-a à prática, ou se prende nas lamúrias e em seu próprio mundo, em seus próprios interesses, em seu próprio bem-estar.

A festa de Corpus Christi nos desinstala!

A festa de Corpus Christi, vivenciada neste tempo de pandemia, é um chamado para cada um de nós a buscarmos, como católicos, a essência da nossa vida: Cristo na Eucaristia, na Palavra e no próximo. Alguns já terão a oportunidade de participar da Santa Missa presencial; talvez a maioria apenas, ainda, pelos meios de comunicação. A saudade de comungar é grande em todos os fiéis! E nesta solenidade, a saudade aumenta, pois é a festa por excelência da Eucaristia!

Podemos aproveitar esta saudade para suplicarmos a graça de nos tornarmos pessoas eucarísticas, não apenas piedosas, mas que vivem do espírito de comunhão. A Eucaristia nos leva à comunhão com Deus, mas também com o próximo e isso é santidade, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Adorar e receber Jesus na Eucaristia é um ato, por si só, maravilhoso e digno, mas esse ato precisa nos levar a olhar para o nosso próximo como um outro Cristo, especialmente para quem convive conosco. E isso significa: fazer para ele o que eu gostaria que ele fizesse para mim, ouvi-lo, apoiar suas ideias, aceitar suas opiniões, seu modo de pensar, sua originalidade, até suas manias e aquilo que nos incomoda. Já começar o dia com a súplica: querida Mãe e Rainha, ajuda-me a saber o que falar, quando falar, como falar ou silenciar!

Neste tempo, precisamos redobrar nossa paciência. Estamos mais juntos, “esbarramos” mais uns nos outros em casa e, para isso, precisamos do auxílio do alto. Reconhecer que precisamos de ajuda para conseguir viver este tempo de pandemia como trampolim para nossa autossantificação já é um bom começo! Que não nos aconteça achar que “está tudo bem” e que o outro que me suporte! Precisamos da Eucaristia! Precisamos de Jesus!

 

O Pe. José Kentenich nos diz:

 

“Por isso não devemos ser apenas ‘filhos de Cristo’, mas devemos tornar-nos ‘filhos da Eucaristia’, amantes apaixonados da sagrada Eucaristia. Esta é a raiz. Quanto mais forte for a raiz, quanto mais procurarmos a união com Cristo, como ela se apresenta vivamente na liturgia, tanto mais poderemos e deveremos esperar que Cristo realmente as¬sumirá forma e vida em nós.
Que podemos fazer para tornar nossa vida mais eucarística? Quantas vezes me encontro diante do Tabernáculo? O Tabernáculo é meu lugarzinho predileto? Lembrando de como o grande educador, Dom Bosco, conseguiu transformar homens, num tempo que não mais tinha traços eucarísticos, quantas vezes nos deveríamos ajoelhar diante do Tabernáculo? No livro ‘A Santidade de Todos os Dias’ encontramos a bela expressão: não fazer muito espetáculo diante do público, mas ajoelhar-se em silenciosa meditação diante do Tabernáculo! Nossa vida deve decorrer diante do Tabernáculo. (…) Cristo é a raiz a partir da qual a árvore cresce. Cristo deve ser, cada dia mais, o centro de minha vida, para que eu me torne Cristo”. [1]

 

Mesmo que, no momento, não seja possível realizar este conselho na íntegra, podemos ser criativos e ficar mais tempo com Jesus, lendo sua Palavra na Sagrada Escritura e aproveitar a comunhão espiritual, mesmo em outros momentos durante o dia.

Sabemos que José Engling, nosso herói de Schoenstatt, nos horrores da guerra, conseguia se recolher para fazer a comunhão espiritual, pois lá ele também ficava muitas vezes sem a Santa Missa. Em sua biografia lemos:

“Enquanto caminhavam, José recolheu-se para a oração da manhã, que desta vez foi toda de ação de graças por ter sido salvo da morte. Renovou a reta intenção para aquele dia, recitou as preces de congregado e assistiu espiritualmente à Missa, fazendo a respectiva comunhão espiritual. Era domingo”. [2]

Como nossos heróis e nosso Fundador, aproveitemos este tempo para crescer na santidade! É a grande chance que temos! Mesmo que o que fazemos não seja notado nem valorizado, fiquemos firmes na subida para o alto.

 

 

[1] KENTENICH, José. Cristo, minha vida. Textos escolhidos sobre Cristo, 1997.

[2] OLIVO, Cesca. Herói de duas espadas.

 

Fonte: schoenstatt.org.br

Enfeitemos nossos corações para Jesus passar

Pe. Francisco José Lemes Gonçalves – Hoje celebramos a Solenidade do Corpo e Sangue do Senhor. Após a Santa Missa saímos (e este não o faremos devido à pandemia) manifestando publicamente aquilo que celebramos, comemos e bebemos; e somos enviados pelo mundo para ser presença viva de Jesus que, por nós, continua a passar pelo mundo fazendo o bem.

Devido à pandemia teremos nosso Corpus Christi pelas redes sociais e emissoras ou, onde há flexibilização, de acordo com as normas vigentes. Acredito ser o momento perfeito para realmente nos tornarmos adoradores em espírito e verdade, testemunhar nosso ser eucarístico sendo um alter Christus (outro Cristo) nas relações em casa neste tempo de distanciamento social; ser pão partido na solidariedade com os que já estão na miséria; ser o Cristo Orante da última ceia (dos capítulos 13 ao 17 de São João), rezando em favor dos que sofrem e estão nas linhas de frente do combate ao vírus e suas nefastas consequências; ser sinal de esperança e consolo aos que foram e aos que ficaram… Atitudes eucarísticas que devem nos impulsionar a ir do celebrar ao agir, do amor a Jesus nas espécies do Pão e do Vinho ao amor aos irmãos que são sua imagem e semelhança, especialmente no sofrimento.

Estaríamos a enfeitar as ruas e avenidas… Enfeitemos nossos corações com as flores, serragens e outras ornamentações, com os enfeites da misericórdia, compaixão, obediência à Igreja e ao sucessor de Pedro e dos apóstolos (bispos), tomando cuidado com o uso das redes socais usando-os com sobriedade e caridade para com os outros e nos tornando verdadeiros sacrários vivos e profundos corações orantes.

Que Maria, a Rainha de Schoenstatt e da Saúde do Mundo, Mulher Eucarística, nos torne custódias vivas atraindo muitos corações que se afastaram da Mesa do Pão da Vida. Como Boa Mãe, nos torne sua imagem e na sua imagem reflitamos Jesus e nosso testemunho atraia muitos corações. Um santo e abençoado dia de Corpus Christi e muitas graças e bênçãos neste dia.

Foto: Central do Peregrinos, Schoenstatt

É mesmo ele! Meu Senhor e meu Deus!

Íris Marconini – Neste tempo de pandemia fomos forçados a um jejum eucarístico. Será que conseguimos sentir o verdadeiro valor da Eucaristia como alimento espiritual para nós? O que fazíamos das nossas comunhões quando podíamos comungar?

Ao levantarmos os olhos para o Pão e o Vinho consagrados, só podemos dizer: “É mesmo Ele! Meu Senhor e meu Deus!”

No dia de Corpus Christi, a Igreja Católica celebra o mistério da eucaristia, sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo, instituído à última ceia de Jesus com os apóstolos. Pela Palavra, recebemos a herança do próprio Deus como alimento vivo descido do Céu, enquanto vivermos, e os Evangelhos testemunham este mistério. As palavras de Jesus, na noite de Quinta-feira Santa, são o testamento de que Ele dá o pão como sendo o seu corpo, o cálice de vinho como sendo o seu sangue, o cálice da nova e eterna Aliança.

 

Este é meu corpo

A Solenidade do Corpo e do Sangue de Cristo foi instituída no século XIII. A história conta que uma consagrada chamada Juliana de Mont Cornillon teve uma visão de Jesus pedindo-lhe que as pessoas celebrassem mais o mistério da Eucaristia. Isto aconteceu na Bélgica em 1243. Naquela época, comungava-se pouco e surgiam muitas dúvidas sobre a presença real de Jesus na hóstia consagrada. Foi nesse contexto que aconteceu um dos milagres eucarísticos mais importantes na história da Igreja, o Milagre de Bolsena-Orvieto. A hóstia, durante a missa, sangrou nas mãos de um sacerdote que duvidava da Eucaristia, manchando o corporal com o preciosíssimo sangue.

A resposta da Igreja veio com a bula “Transiturus”, publicada pelo Papa Urbano IV, com a qual instituiu a celebração da Solenidade de Corpus Christi em toda a Igreja na quinta-feira depois do domingo da Santíssima Trindade.

Na santa missa, quando o sacerdote ordenado pronuncia as palavras de Jesus, é o próprio Ressuscitado que se compromete, como na noite de quinta-feira santa, em dar-se como alimento de vida eterna. A partir de então, tornamo-nos agraciados como o povo de Israel, que, em sua caminhada pelo deserto rumo à Terra Prometida, foi alimentado com um pão descido do céu, o maná, como testemunha o Antigo Testamento. Nós passamos a ser alimentados com a própria vida de Jesus!

 

Louvor e Adoração

Na missa solene de Corpus Christi, o sacerdote consagra duas hóstias, uma para comungar e a outra para ser apresentada aos fiéis para adoração, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

O povo de Deus prepara o caminho tecendo tapetes das mais variadas formas para Jesus Eucarístico passar, numa procissão de louvor, adoração e ação de graças. O padre conduz Jesus Eucarístico pelo caminho então preparado para sua passagem de forma que todo povo o contemple e possa render graças ao Cristo Jesus que se fez pequeno para estar entre nós.

 

Lauda Sion!

O Papa Urbano IV encomendou a Santo Tomás de Aquino a preparação de um ofício litúrgico para a festa e a composição de hinos, que são entoados até o dia de hoje: Lauda Sion – a sequência rezada durante a missa, veja abaixo:

Sião, exulta de alegria, louva teu pastor e guia com teus hinos, tua voz!

Tanto possas, tanto ouses, em louvá-lo não repouses: sempre excede o teu louvor!

Hoje a Igreja te convida: ao pão vivo que dá vida vem com ela celebrar!

Este Pão, que o mundo creia! por Jesus, na Santa Ceia,

foi entregue aos que escolheu. Nosso júbilo cantemos, nosso amor

manifestemos, pois transborda o coração!

Quão solene a festa, o dia, que da santa Eucaristia

nos recorda a instituição. Novo Rei e nova mesa, nova Páscoa e realeza,

foi-se a Páscoa dos judeus.

Era sombra o antigo povo, o que é velho cede ao novo:

foge a noite, chega a luz.

O que o Cristo fez na ceia, manda à Igreja que o rodeia

repeti-lo até voltar. Seu preceito conhecemos: pão e vinho

consagremos para nossa salvação.

Deve-o crer todo cristão: faz-se carne o pão de trigo,

faz-se sangue o vinho amigo.

Se não vês nem compreendes, gosto e vista tu transcendes,

elevado pela fé. Pão e vinho, eis o que vemos;

mas ao Cristo é que nós temos em tão ínfimos sinais. Alimento verdadeiro, permanece

o Cristo inteiro quer no vinho, quer no pão.

É por todos recebido, não em parte ou dividido,

pois inteiro é que se dá! Um ou mil comungam dele,

tanto este quanto aquele: multiplica-se o Senhor. Eis a hóstia dividida…

Quem hesita, quem duvida? Como é toda o autor da vida, a partícula também.

Jesus não é atingido: o sinal que é partido: mas não é diminuído,

nem se muda o que contém. Eis o pão que os anjos comem,

transformado em pão do homem; só os filhos o consomem:

não será lançado aos cães! Em sinais prefigurado, por Abraão

foi imolado, no cordeiro aos pais foi dado, no deserto foi maná…

Bom Pastor, pão de verdade, piedade, Jesus, piedade,

conservai-nos na unidade, extingui nossa orfandade,

transportai-nos para o Pai! Aos mortais dando comida,

dais também o pão da vida; que a família assim nutrida

seja um dia reunida aos convivas lá do céu! Amém! Aleluia!

 

Foto: Ritalaura em Cathopic

Como celebrar Corpus Christi na Pandemia?

Como celebrar Corpus Christi no meio dessa epidemia mundial? A primeira resposta, claro, é utilizar os meios de comunicação social, como já temos feito. Mas, o Papa Francisco trouxe uma resposta mais ampla e direta durante a Audiência Geral desta quarta-feira: “Este ano não é possível celebrar a Eucaristia com manifestações públicas, todavia, podemos realizar uma ‘vida eucarística’” (10 de junho de 2020) [1].

O desafio de Corpus Christi, em 2020, será estender os “tapetes” para dentro dos lares e fazer da própria vida uma custódia na qual o Senhor está presente. Se não é possível estar com Jesus em sua passagem pública, é necessário fazer do coração esse ostensório que leva a Eucaristia para todo lugar. “Quero assumir a forma de Cristo. […] A única grande meta da educação à qual todos devemos aspirar! […] Tornar-se Cristo, ser Cristo, como Cristo, ir pelo mundo! É verdade, queremos, como imagens de Cristo, mas de modo misterioso, ir pelo mundo como Cristo. Esta é a grande meta” (Pe. José Kentenich) [2].

O Papa Francisco também recordou uma outra maneira de celebrar Corpus Christi este ano: a hóstia consagrada contém a pessoa de Cristo, por isso “somos chamados a buscá-la diante do tabernáculo na igreja, mas também naquele tabernáculo que são os últimos, os sofredores, as pessoas sós e pobres. Foi o próprio Jesus quem o disse”. Com isso, o Papa recorda a ação social que não pode parar. A quinta-feira pode ser o dia de separar as peças e alimentos para doação, assim como de recordar as pessoas sós, que vivem sozinhas – por que não dar um telefonema neste dia?

 

 

Com criatividade e personalidade próprias, cada família pode descobrir suas “estratégias” para marcar este dia único. E, contando com os meios de comunicação social, veja abaixo quais Santuários de Schoenstatt vão transmitir a missa de Corpus Christi nesta quinta-feira, dia 11 de junho:

 

Santuário Original, Schoenstatt/Alemanha
Adoração Eucarística, em português, às 14 horas, com transmissão pelo Facebook e webcam

Santuário de Araraquara/SP
Missa às 9 horas, transmissão pelo Facebook
(Ao final da celebração o Santíssimo sairá em carreata pelo bairro, encerrando com a bênção em frente à igreja São João Batista)

Santuário de Atibaia/SP
Missa às 15 horas, com transmissão pelo Facebook e Youtube
(Procissão ao final da missa)

Santuário de Caieiras/SP
Missa às 7h30min, com transmissão pelo Facebook

Santuário de Confins/MG
Missa às 15 horas, com transmissão pelo Facebook e Youtube

Santuário do Jaraguá – São Paulo/SP
Missa às 9 horas, com transmissão pelo Facebook da Paróquia Nossa Senhora da Conceição e do Santuário Sião
(Após a missa, bênção com o Santíssimo Sacramento pelo bairro)

Santuário Tabor – Santa Maria/RS

Missa às 7h na Capela Tabor, seguida de bênção e procissão ao Santuário Tabor

Santíssimo fica exposto para adoração até às 18h, horário do terço diário, tuco com transmissão pelo Facebook

 

[1] https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-06/papa-francisco-corpus-christi-vida-eucaristica-audiencia-geral.html

[2] Pe. José Kentenich. Cristo Minha Vida

 

Foto: Alex Valério, Santuário Sião Jaraguá

Fonte: schoenstatt.org.br