Venerável João Luiz Pozzobon, uma inspiração ao diaconato permanente

Venerável João Luiz Pozzobon, uma inspiração ao diaconato permanente

Entre os dias 26 e 28 de junho, a cidade de Santa Maria (RS) sediou o Encontro Inter-Regional de Diáconos Permanentes. Promovido pela Comissão Regional dos Diáconos do Rio Grande do Sul (CRD Sul 3), o evento reuniu 115 diáconos e 55 esposas vindos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de contar com a presença internacional de um participante de Ushuaia, na Argentina.

Com o tema “Missão Diaconal da Igreja Contemporânea e a Vida do Venerável Diácono João Luiz Pozzobon” e iluminados pelo lema “Avançar para águas mais profundas” (Lc 5,4), os participantes vivenciaram intensos dias de formação, espiritualidade, oração e convivência fraterna.

A programação foi intensa, com uma imersão no testemunho de vida e na caminhada missionária do Venerável Diácono João Luiz Pozzobon. Os diáconos e suas esposas tiveram a oportunidade de refazer os passos do peregrino da Mãe e Rainha de Schoenstatt, visitando sua terra natal, a igreja onde ele recebeu os primeiros sacramentos e locais marcantes de sua trajetória.

41 anos de sua partida ao Lar Eterno

Um dos momentos mais emocionantes foi a caminhada luminosa realizada da casa onde viveu as últimas décadas de sua vida, hoje transformada em Casa Museu, até o Santuário Tabor, onde o Venerável recebeu a imagem Peregrina Original, em 10 de setembro de 1950, iniciando a Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt. 

A peregrinação fazia parte das celebrações do 41º aniversário de falecimento de João Luiz Pozzobon, occorrido a 27 de junho de 1985, enquanto peregrinava ao Santuário de Schoenstatt para a Santa Missa diária.

Formação e renovação de compromissos

A reflexão central sobre o papel e os desafios da missão do diácono na Igreja atual foi conduzida pelo arcebispo de Santa Maria e presidente do Regional Sul 3 da CNBB, dom Leomar Antônio Brustolin. O encontro também proporcionou momentos profundos de fortalecimento familiar e eclesial, incluindo a renovação das promessas do Batismo e do Matrimônio por parte dos casais.

As celebrações eucarísticas do evento foram presididas por dom Leomar e pelo referencial para o diaconato permanente do Regiona Sul 3, dom José Gislon, momentos nos quais os diáconos aproveitaram para renovar publicamente os seus compromissos ministeriais.

O Encontro Inter-Regional dos Diáconos Permanentes foi concluído no domingo, 28 de junho, com a Missa Solene de São Pedro e São Paulo na Basílica Nossa Senhora Medianeira. A celebração também marcou o encerramento da Assembleia Regional da Ação Evangelizadora do Regional Sul 3 da CNBB.

Com informações da Comissão Regional dos Diáconos do Rio Grande do Sul (CRD Sul 3) e da CNBB Sul 3

Hoje: especial ao vivo com cantores e influencers católicos a favor do RS

 

Hoje, 7 de junho, às 21h, como uma ação especial da Campanha É Tempo de Cuidar do RS, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Signis Brasil realizam o programa ao vivo Especial Televisões e Rádios de Inspiração Católicas do Brasil em favor dos atingindos pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

O programa será transmitido nos estúdios da Rede Vida e retransmitido pelas TVs Imaculada, Evangelizar, Canção Nova, Pai Eterno, Nazaré, Fé e Luz, Bom Jesus, Rede Século 21, Horizonte e Aparecida, no canal de Youtube CNBB e no Facebook da CNBB Sul 3.

O especial contará com a participação de artistas, cantores e influencers católicos do Brasil: Irmã Grayce,  Thiago Brado, padre Reginaldo Manzotti, padre Fábio de Melo, padre Ezequiel Dal Pozzo, Thiago Tomé, Pitter, Rogerinha, Bruna Marta, padre Antônio Maria, padre Jairo Silva, Ziza Fernandes, padre Patrick Fernandes, padre Juarez Castro, Danilo Dyba, Estância Divina, Cantores de Deus, padre Joãozinho, padre Anderson Gomes, padre Éderson, Ana Clara Rocha e Italo, padre Lúcio Cesquin, Eliana Ribeiro, Allan Carrion, Guilherme Santa Carona e padre Alex Nogueira.

É Tempo de Cuidar do RS

A campanha “É Tempo de Cuidar do Rio Grande do Sul”, com iniciativas de oração, solidariedade e informação da Igreja no Brasil (CNBB) pelo povo do RS, foi lançada pela CNBB no último 21 de maio. A Campanha tem como mote “Nossa oração e nossa doação geram esperança”.

 

 

A identidade visual resgata a campanha “É tempo de cuidar”, que aconteceu durante a pandemia de Covid-19 e tornou-se um grande momento de envolvimento da Igreja no Brasil na oração e na solidariedade. Agora leva as cores do Rio Grande do Sul.  O desenho de uma pessoa com o coração representa um coração que é sempre repleto da caridade de Cristo.

A Assessoria de Comunicação da CNBB lançou um hot site É tempo de cuidar do RS – CNBB. A  ferramenta se propõe a ser uma ferramenta de integração e divulgação da campanha na crença de que a oração, a solidariedade e a informação corretas  possam gerar Esperança para quem, neste momento, encontra-se marcado pela dor e desalento.

Fonte: Cnbb Sul 3

Uma mensagem dos bispos para todos nós

 

Ao encerrar a 61º Assembleia Geral, realizada de 10 a 19 de abril, os Bispos escrevem uma mensagem aos cristãos católicos do Brasil. Segue abaixo uma síntese e o link para ler a mensagem na íntegra:

Caríssimos padres, diáconos, consagrados e consagradas, irmãos e irmãs das comunidades católicas,
unidos conosco na fé em Cristo ressuscitado,

Nós, bispos católicos do Brasil, reunidos em Aparecida -SP, no Santuário Nacional da Padroeira do Brasil, na 61ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), lembramo-nos constantemente de vocês, membros das nossas comunidades católicas, presentes nas dioceses e prelazias de todo o nosso país. Queremos, pois, dirigir-lhes estas palavras com o coração de pastores.

Agradecemos a Deus a fé sincera em Nosso Jesus Cristo, que cada um de vocês preserva e pratica com fervor, em comunhão com seus bispos, a Conferência Episcopal e o Papa Francisco, que confirma na fé a todos nós. Louvamos a Deus pela caridade que vocês vivem, por amor a Jesus e aos irmãos, em tantas situações de dor e sofrimento, no cuidado dos enfermos, dos idosos e dos mais necessitados. Agradecemos a Deus pelas inúmeras ações de fraternidade e partilha e pelo cuidado para com a vida e a família…

Temos motivos para nos alegrar com a multidão de fiéis, que participam de nossas comunidades. Mesmo assim, não podemos acomodar-nos com a ilusão da igreja cheia. Há uma grande parte de nosso povo a ser evangelizada, que ainda não se encontrou verdadeiramente com Cristo e, mesmo sem saber por onde ir, anseia por esse encontro que transformará sua vida. Encorajamos as pastorais, movimentos e serviços diversos a se tornarem cada vez mais missionários, indo a todos para oferecer a alegria do encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo.

Constatamos com júbilo a riqueza de carismas, dons e serviços existentes na nossa Igreja (cf. 1Cor 12,1-31), mostrando que a ação do Espírito Santo impulsiona, também hoje, no coração do Povo de Deus, o avanço em novas frentes de compromisso eclesial, com renovado ardor e novos métodos, para realizar a grande missão da evangelização.

Edifica-nos a santidade vivida por tantos irmãos e irmãs, com testemunhos heroicos de fé e caridade. “O Brasil precisa de muitos santos e santas!” (São João Paulo II). Quando surgiu a perseguição, os primeiros cristãos transformaram-na em oportunidade para a ampliação dos horizontes missionários. Agora, diante dos sofrimentos, injustiças, incompreensões e martírios dos nossos dias, queremos encorajar todos vocês a se manterem unidos na fé, esperança e caridade.
Os valores de nossa fé católica são preciosos e estão acima de questões partidárias e ideológicas, que não devem nos dividir. Saibamos respeitar quem
pensa diversamente; devemos ouvir, dialogar, sem perder nossos valores…

A Igreja Católica no Brasil vive a comunhão com o sucessor de Pedro, nosso Papa Francisco, repercutindo de forma positiva e corajosa seus ensinamentos e decisões. Pedimos que todos se mantenham unidos em suas comunidades católicas, em comunhão com o seu bispo, caminhando juntos na vida e na ação eclesial. Procuremos participar da vida da Igreja com os dons que cada um recebeu de Deus…. A realização da vida e da missão da Igreja conta com a participação de todos os seus membros…Não desanimemos diante das dificuldades e das cruzes da vida. Pensemos nos muitos irmãos do passado e do presente, que sofreram e que sofrem perseguições de todo tipo e até o martírio. Que o exemplo deles dê coragem a todos nós…

E vocês, queridos irmãos e irmãs, membros da Igreja pela graça do Batismo, que por vários motivos têm vivido distantes, sintam-se convidados a se aproximarem de suas comunidades, nas ações litúrgicas, pastorais e missionárias. A Igreja está de braços abertos para acolher a todos, na certeza de que sua vida é preciosa para Deus, e disposta a lhes apresentar o caminho da alegria, da felicidade e da salvação, revelado pelo Filho de Deus. Em nossas comunidades, vocês encontrarão o sentido de sua existência e a inspiração para serem discípulos missionários de Jesus Cristo Salvador.

Agradecemos a todos as orações que fazem por nós. Também rezamos por vocês todos os dias, durante esta Assembleia da CNBB. Enfim, chamados a sermos todos Peregrinos da Esperança, vivamos este Ano da Oração, em preparação ao Jubileu de 2025.

Por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, dos Santos e Santas Padroeiros de nossas comunidades, especialmente dos que edificaram a Igreja em nossa Terra de Santa Cruz, com seu serviço ao Evangelho e testemunho de caridade, invocamos sobre todos as bênçãos de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo.

 

Dom Jaime Spengler
Arcebispo da Arquidiocese de Porto Alegre – RS
Presidente da CNBB

Dom João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo da Arquidiocese de Goiânia – GO
1º Vice-Presidente da CNBB

Dom Paulo Jackson Nóbrega
Arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife – PE
2º Vice-Presidente da CNBB

Dom Ricardo Hoepers
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília – DF
Secretário-Geral da CNBB

 

Leia aqui a mensagem na íntegra

Fonte: schoenstatt.org.br

Campanha da Fraternidade 2024

Com o início da Quaresma, no Brasil, inicia também a Campanha da Fraternidade. Neste ano são 60 anos desta campanha que procurar refletir algo concreto da conversão que a quaresma quer desperta em cada um de nós e na comunidade.
Inspirada na Encíclica do Papa Francisco, Fratelli Tutti, a Campanha da Fraternidade (CF) de 2024 tem como tema: “Fraternidade e Amizade Social” e o lema: “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt. 23, 8). Este tema e lema foram escolhidos pelo Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em novembro de 2022.
De acordo com o bispo auxiliar da arquidiocese de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, o tema e o lema da Campanha da Fraternidade 2024 refletem a preocupação do episcopado brasileiro em aprofundar a fraternidade como contraponto ao processo de divisão, ódio, guerras e indiferença que tem marcado a sociedade brasileira e o mundo.
A Campanha da Fraternidade, dentro do caminho penitencial da Igreja, propõe também durante a Quaresma do próximo ano, um convite de conversão à amizade social e ao reconhecimento da vontade de Deus de que todos sejam irmãos e irmãs.

Atenção: a vida do nascituro está ameaçada no Brasil, rezemos por ela

A Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou uma carta ao episcopado brasileiro na terça-feira, 8 de agosto, pedindo uma prece em favor da vida de “milhares de pequeninos inocentes”. Dirigindo-se também aos agentes da Pastoral Familiar e às equipes de liturgia, a comissão solicita que paróquias e dioceses de todo o país roguem a Deus pela não aprovação da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n. 442, no Supremo Tribunal Federal (STF), que pede a descriminalização do aborto no Brasil até a 12ª semana de gestação.

“Pedimos encarecidamente que nas missas do segundo domingo do mês de agosto, que marca a abertura da Semana Nacional da Família, seja feita uma prece em favor da vida de milhares de pequeninos inocentes, rogando pela não aprovação da ADPF 442. Para enfatizar ainda mais a relevância desse momento, solicitamos também que seja rezada, antes da benção final, a Oração do Nascituro“, solicita a Comissão.

Na prece sugerida, os bispos propõem rezar por aqueles que têm a missão de promover e defender a vida, “para que não se deixem intimidar pelo poder da morte e por ideologias de exploração dos mais vulneráveis”.

 

Oração do nascituro e sugestão de prece

 

Os bispos da Comissão justificam a iniciativa recordando as muitas investidas contra a vida dos mais vulneráveis. “Porém, é na escuridão que a luz mais brilha. Deus, em seu olhar dirigido a Jeremias ainda in útero materno, é inspiração para que olhemos na direção dos mais vulneráveis dentre os vulneráveis, o nascituro”, explicam ao citar a passagem de Jeremias 1, 5.

“Em fidelidade ao Evangelho, cabe-nos defender a vida humana, opondo-se a toda discriminação e preconceito, em especial dos mais fortes sobre os  mais fracos, dos maiores sobre os menores, dos grandes sobre os pequenos. Não o fazer é associar-se à cultura de morte, que tudo relativiza e mercantiliza, inclusive a vida humana inocente. Somos do Evangelho da vida e da vida em abundância, desde a concepção até à morte natural”, escreveram os bispos.

Além do pedido de oração, a solicitação é que “cada Diocese – se possível paróquia – tenha a sua Comissão de Serviço à Vida, para que lá onde a vida humana, em qualquer fase do seu desenvolvimento, desde a concepção até a velhice, estiver ameaçada ou aviltada, possamos articuladamente promovê-la, defendê-la e cuidá-la”.

Ler carta na íntegra

 

Mais informações em  Comissão Vida e Família da CNBB

CNBB abre pesquisa eletrônica sobre as Campanhas da Fraternidade 2023 e 2024

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil abre, a partir de hoje (30 de setembro) até o dia 30 de outubro deste ano, um processo de consulta eletrônica ao Povo de Deus sobre o tema e o lema das Campanhas da Fraternidade (CF) 2023 e 2024, quando a campanha completará aniversário de 60 anos de existência.

O secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista faz um alerta para que as sugestões estejam em sintonia com o objetivo geral da CF: “Despertar a solidariedade nos fiéis e na sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos de solução à luz do Evangelho. Celebrada no período quaresmal a CF nos convida a imitar a misericórdia do Pai repartindo o pão com os necessitados, fortificando nosso espírito fraterno”.

De acordo com o padre Patriky, esse processo quer contribuir para que os cristãos católicos brasileiros redescubram o valor e a importância da Campanha da Fraternidade. “A participação de todo mundo é muito importante e agora oferecemos uma oportunidade a mais, além dos concursos do hino e cartaz, de fazer parte da CF”, disse.

Como participar?

Os interessados em participar poderão sugerir, por meio da plataforma eletrônica Microsoft Forms, o tema e lema para a CF 2023 e 2024, bem como um Texto Bíblico relacionado ao tema indicado. No formulário é possível apresentar outras sugestões para aprimorar a campanha. Os temas sugeridos serão analisados pelos bispos que integram o Conselho Pastoral Episcopal da CNBB em sua próxima reunião marcada para o dia 10 de novembro. Nesta data, será escolhido o tema da CF 2023.

Dê a sua sugestão e participe:  acesse o formulário de sugestões aqui. 

Fonte: CNBB

CNBB: é tempo de cuidar a vida!

CNBB lança nota contra a ADI 5581, que pede descriminalização do aborto em infectadas por Zika vírus

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sintonia com segmentos, instituições, homens e mulheres de boa vontade, convocou a todos, por meio de uma nota oficial, pelo empenho em defesa da vida, contra o aborto. A entidade se dirigiu, publicamente, como o faz em carta pessoal, aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para compartilhar e ponderar argumentações, e considerar, seriamente, pelo dom inviolável da vida.

Reiterando que a fé cristã compromete, de modo inarredável, na defesa da vida, em todas as suas etapas, desde a fecundação até seu fim natural, a nota salienta que este compromisso de fé é também um compromisso cidadão, em respeito à Carta Magna que rege o Estado e a Sociedade Brasileira, como no seu artigo quinto, quando reza sobre a inviolabilidade do direito à vida.

No texto, a presidência demonstra a preocupação e perplexidades, no grave momento de luta sanitária pela vida, neste tempo de pandemia, com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de pautar para este dia 24 de abril, em sessão virtual, o tratamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI 5581, ajuizada pela Associação Nacional dos Defensores Públicos – ANADEP, que pede dentre outras questões relacionadas ao zika vírus, a descriminalização do aborto caso a gestante tenha sido infectada pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti.

Na oportunidade, a Conferência reiterou sua imutável e comprometida posição em defesa da vida humana com toda a sua integralidade, inviolabilidade e dignidade, desde a sua fecundação até a morte natural comprometida com a verdade moral intocável de que o direito à vida é incondicional, e disse que o mesmo deve ser respeitado e defendido, em qualquer etapa ou condição em que se encontre a pessoa humana.

 

“Não compete a nenhuma autoridade pública reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discriminação é iníqua e excludente; causa horror só o pensar que haja crianças que não poderão jamais ver a luz, vítimas do aborto. São imorais leis que imponham aos profissionais da saúde a obrigação de agir contra a sua consciência, cooperando, direta ou indiretamente, na prática do aborto”, diz um trecho da nota.

 

A CNBB reafirma, ainda, fiel ao Evangelho de Jesus Cristo, o repúdio ao aborto e quaisquer iniciativas que atentam contra a vida, particularmente, as que se aproveitam das situações de fragilidade que atingem as famílias. “São atitudes que utilizam os mais vulneráveis para colocar em prática interesses de grupos que mostram desprezo pela integridade da vida humana. (S. João Paulo II, Carta Encíclica Evangelium Vitae, 58)”.

A entidade espera e conta que a Suprema Corte, pautada no respeito à inviolabilidade da vida, no horizonte da fidelidade moral e profissional jurídica, finalize esta inquietante pauta, fazendo valer a vida como dom e compromisso, na negação e criminalização do aborto, contribuindo ainda mais decisivamente nesta reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça, do respeito incondicional à dignidade humana e na reorganização da vivência na Casa Comum, segundos os princípios e parâmetros da solidariedade.

Confira, aqui, a nota na íntegra.

Fonte: CNBB

Consagração do Brasil a Nossa Senhora

No domingo de Páscoa, 12 de abril, o CELAM (Conselho do Episcopado Latino-Americano) convocou  toda a Igreja da América Latina e Caribe para consagrar o povo latino-americano à Nossa Senhora Guadalupe.

Os bispos brasileiros, por meio da CNBB, convidam todos os católicos do Brasil às 14h de domingo a acompanharem esta consagração, entregando mais uma vez o povo brasileiro à querida Mãe de Deus.

Este momento de consagração será transmitido por todas as emissoras de rádio e televisões católicas e pela CNBB no Facebook e Youtube.

Com informações de: Vatican News

Foto de capa: Marcaroni, em Pixabay

Mensagem da CNBB ao povo brasileiro

 

O Episcopado brasileiro, reunido em sua 57ª Assembleia Geral, de 1º a 10 de maio de 2019, emitiu a “Mensagem da CNBB ao povo brasileiro”. Leia na íntegra:

 

MENSAGEM DA CNBB AO POVO BRASILEIRO

“Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,5)

Suplicando a assistência do Espírito Santo, na comunhão e na unidade, nós, Bispos do Brasil, reunidos na 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no Santuário Nacional, em Aparecida/SP, de 1 a 10 de maio de 2019, dirigimos nossa mensagem ao povo brasileiro, tomados pela ternura de pastores que amam e cuidam do rebanho. Desejamos que as alegrias pascais, vividas tão intensamente neste tempo, renovem, no coração e na mente de todos, a fé em Jesus Cristo Crucificado-Ressuscitado, razão de nossa esperança e certeza de nossa vitória sobre tudo que nos aflige.

“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20)

Enche-nos de esperançosa alegria constatar o esforço de nossas comunidades e inúmeras pessoas de boa vontade em testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo, comprometidas com a vivência do amor, a prática da justiça e o serviço aos que mais necessitam. São incontáveis os sinais do Reino de Deus entre nós a partir da ação solidária e fraterna, muitas vezes anônima, dos que consomem sua vida na transformação da sociedade e na construção da civilização do amor. Por essa razão, a esperança e a alegria, frutos da ressurreição de Cristo, hão de ser a identidade de todos os cristãos. Afinal, quando deixamos que o Senhor nos tire de nossa comodidade e mude a nossa vida, podemos cumprir o que ordena São Paulo: ‘Alegrai-vos sempre no Senhor! De novo o digo: alegrai-vos!’ (Fl 4,4) (cf. Papa Francisco, Exortação Apostólica Gaudete et Exultate, 122).

“No mundo tereis aflições, mas tende coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33)

Longe de nos alienar, a alegria e a esperança pascais abrem nossos olhos para enxergarmos, com o olhar do Ressuscitado, os sinais de morte que ameaçam os filhos e filhas de Deus, especialmente, os mais vulneráveis. Estas situações são um apelo a que não nos conformemos com este mundo, mas o transformemos (cf. Rm 12,2), empenhando nossas forças na superação do que se opõe ao Reino de justiça e de paz inaugurado por Jesus.

A crise ética, política, econômica e cultural tem se aprofundado cada vez mais no Brasil. A opção por um liberalismo exacerbado e perverso, que desidrata o Estado quase ao ponto de eliminá-lo, ignorando as políticas sociais de vital importância para a maioria da população, favorece o aumento das desigualdades e a concentração de renda em níveis intoleráveis, tornando os ricos mais ricos à custa dos pobres cada vez mais pobres, conforme já lembrava o Papa João Paulo II na Conferência de Puebla (1979). Nesse contexto e inspirados na Campanha da Fraternidade deste ano, urge reafirmar a necessidade de políticas públicas que assegurem a participação, a cidadania e o bem comum. Cuidado especial merece a educação, gravemente ameaçada com corte de verbas, retirada de disciplinas necessárias à formação humana e desconsideração da importância das pesquisas.

A corrupção, classificada pelo Papa Francisco como um “câncer social” profundamente radicada em inúmeras estruturas do país, é uma das causas da pobreza e da exclusão social na medida em que desvia recursos que poderiam se destinar ao investimento na educação, na saúde e na assistência social, caminho de superação da atual crise. A eficácia do combate à corrupção passa também por uma mudança de mentalidade que leve a pessoa compreender que seu valor não está no ter, mas no ser e que sua vida se mede não por sua capacidade de consumir, mas de partilhar.

O crescente desemprego, outra chaga social, ao ultrapassar o patamar de 13 milhões de brasileiros, somados aos 28 milhões de subutilizados, segundo dados do IBGE, mostra que as medidas tomadas para combatê-lo, até agora, foram ineficazes. Além disto, é necessário preservar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. O desenvolvimento que se busca tem, no trabalho digno, um caminho seguro desde que se respeite a primazia da pessoa sobre o mercado e do trabalho sobre o capital, como ensina a Doutrina Social da Igreja. Assim, “a dignidade de cada pessoa humana e o bem comum são questões que deveriam estruturar toda a política econômica, mas às vezes parecem somente apêndices adicionados de fora para completar um discurso político sem perspectivas nem programas de verdadeiro desenvolvimento integral” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 203).

A violência também atinge níveis insuportáveis. Aos nossos ouvidos de pastores chega o choro das mães que enterram seus filhos jovens assassinados, das famílias que perdem seus entes queridos e de todas as vítimas de um sistema que instrumentaliza e desumaniza as pessoas, dominadas pela indiferença. O feminicídio, o submundo das prisões e a criminalização daqueles que defendem os direitos humanos reclamam vigorosas ações em favor da vida e da dignidade humana. O verdadeiro discípulo de Jesus terá sempre no amor, no diálogo e na reconciliação a via eficaz para responder à violência e à falta de segurança, inspirado no mandamento “Não matarás” e não em projetos que flexibilizem a posse e o porte de armas.

Precisamos ser uma nação de irmãos e irmãs, eliminando qualquer tipo de discriminação, preconceito e ódio. Somos responsáveis uns pelos outros. Assim, quando os povos originários não são respeitados em seus direitos e costumes, neles o Cristo é desrespeitado: “Todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes mais pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer” (Mt 25,45). É grave a ameaça aos direitos dos povos indígenas assegurados na Constituição de 1988. O poder político e econômico não pode se sobrepor a esses direitos sob o risco de violação da Constituição.

A mercantilização das terras indígenas e quilombolas nasce do desejo desenfreado de quem ambiciona acumular riquezas. Nesse contexto, tanto as atividades mineradoras e madeireiras quanto o agronegócio precisam rever seus conceitos de progresso, crescimento e desenvolvimento. Uma economia que coloca o lucro acima da pessoa, que produz exclusão e desigualdade social, é uma economia que mata, como nos alerta o Papa Francisco (EG 53). São emblemático exemplo disso os crimes ocorridos em Mariana e Brumadinho com o rompimento das barragens de rejeitos de minérios.

As necessárias reformas política, tributária e da previdência só se legitimam se feitas em vista do bem comum e com participação popular de forma a atender, em primeiro lugar, os pobres, “juízes da vida democrática de uma nação” (Exigências éticas da ordem democrática, CNBB – n. 72). Nenhuma reforma será eticamente aceitável se lesar os mais pobres. Daí a importância de se constituírem em autênticas sentinelas do povo as Igrejas, os movimentos sociais, as organizações populares e demais instituições e grupos comprometidos com a defesa dos direitos humanos e do Estado Democrático de Direito. Instâncias que possibilitam o exercício da democracia participativa como os Conselhos paritários devem ser incentivadas e valorizadas e não extintas como estabelece o decreto 9.759/2019.

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça” (Mt 6,33)

O Brasil que queremos emergirá do comprometimento de todos os brasileiros com os valores que têm o Evangelho como fonte da vida, da justiça e do amor. Queremos uma sociedade cujo desenvolvimento promova a democracia, preze conjuntamente a liberdade e a igualdade, respeite as diferenças, incentive a participação dos jovens, valorize os idosos, ame e sirva os pobres e excluídos, acolha os migrantes, promova e defenda a vida em todas as suas formas e expressões, incluído o respeito à natureza, na perspectiva de uma ecologia humana e integral.

As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que aprovamos nesta 57ª Assembleia da CNBB, e o Sínodo para a Pan-Amazônia, a se realizar em Roma, em outubro deste ano, ajudem no compromisso que todos temos com a construção de uma sociedade desenvolvida, justa e fraterna. Lembramos que “o desenvolvimento tem necessidade de cristãos com os braços levantados para Deus em atitude de oração, cristãos movidos pela consciência de que o amor cheio de verdade – caritas in veritate -, do qual procede o desenvolvimento autêntico, não o produzimos nós, mas nos é dado” (Bento XVI, Caritas in veritate, 79). O caminho é longo e exigente, contudo, não nos esqueçamos de que “Deus nos dá a força de lutar e sofrer por amor do bem comum, porque Ele é o nosso Tudo, a nossa esperança maior” (Bento XVI, Caritas in veritate, 78).

A Virgem Maria, mãe do Ressuscitado, nos alcance a perseverança no caminho do amor, da justiça e da paz.

 

Aparecida/SP, 7 de maio de 2019

Fonte: cnbb.org.br

Vamos refletir? Algumas orientações pré-eleição

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou, para este ano, uma cartilha de orientações para as eleições. Nela há várias pistas para reflexão, tanto direcionadas ao período anterior, como durante e após o processo eleitoral.

Vejamos algumas dicas que os bispos nos dão para essa fase de reflexão, seleção e escolha dos candidatos:

  • Tenha interesse pela política. Ela influencia concretamente a nossa vida (salário, impostos, preços de mercadorias e serviços) e é essencial para a transformação da sociedade
  • Atenção aos candidatos. Não merecem o voto os candidatos despreparados ou, então, que se escondem por trás de interesses particulares ou de grupos, incapazes de apresentar metas claras de governo e políticas públicas consistentes. Igualmente os candidatos oportunistas, que só aparecem em época de campanha ou que fazem promessas exageras.
  • Escolha candidatos que tenham boa índole. Isso nos desafia a pesquisar. Precisamos reconhecer que há candidatos honestos e competentes. É preciso procurar informações, em fontes seguras, sobre o candidato de sua preferência, sobre sua vida, sua atuação na sociedade, sua família e seu trabalho social. Tomar cuidado com notícias falsas.
  • Conheça o estatuto do partido ao qual pensa votar. Se ele for contra a vida, contra a família e contra os princípios fundamentais da fé, não vote nele.
  • Procure conhecer a história e o programa de governo dos seus candidatos. Informe-se, visite os portais que trazem informações seguras. Quem é candidato a um cargo político não “caiu do céu”: tem pai, mãe, família, formação, vida profissional, etc. Uma carreira coerente começa, em geral, por serviços bem prestados em etapas anteriores. Maus políticos mudam de opinião conforme a conveniência, negociam apoio em troca de cargos, não apresentam suas ideias e atacam as dos outros.
  • É oportuno se perguntar: Qual é o projeto do candidato em que pretendo votar? Esse candidato está comprometido com quem? Que expectativas posso ter em relação a ele?
  • Se é candidato à reeleição: o que eu sei sobre seu mandato anterior? Quais os pontos positivos? O que ele publicou sobre sua atuação, é verdade? Tem uma história de promoção da justiça e favorecimento dos direitos de todos? Ele participou ou foi conivente com escândalos e fraudes? O que justifica sua reeleição?
  • Compromissos honrados e transparência. Os bons políticos são conhecidos pelos compromissos honrados e pelo seu interesse em relação às necessidade da população. A transparência é fundamental.
  • Compromisso com políticas públicas em favor de todos. O candidato deve estar comprometido com políticas públicas que defendam e promovam a dignidade da vida, a inclusão dos pobres, dos deficientes, dos idosos e dos jovens. O voto é a melhor arma para alcançar isso.

 

Textos retirados da cartilha da CNBB, para acessá-la clique aqui.

Fonte: schoenstatt.org.br