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Categoria: Ano Santo

Diáconos Permanentes celebram o Jubileu junto ao Santuário Tabor

No sábado, 17 de maio, aconteceu o Jubileu dos Diáconos Permanentes da Arquidiocese de Santa Maria, um momento especial de espiritualidade, partilha e formação. Diáconos de diferentes regiões da arquidiocese se reuniram para celebrar e refletir sobre a vida e missão do Servo de Deus João Luiz Pozzobon, também junto ao Pe. Saulo José Faccin, referencial dos diáconos da Arquidiocese, e o Pe. Vitor Hugo Possetti, vice-postulador da Causa de Beatificação do Servo de Deus.

A programação começou na Casa Museu João Luiz Pozzobon, onde os participantes foram recebidos com uma catequese inspirada no tema: “Diáconos em uma Igreja Sinodal e Missionária – A exemplo de João Pozzobon, peregrinos de esperança.” Foi um momento marcado por reflexões, orações e partilhas que reforçaram o papel do diácono na missão da Igreja.

Após isto, houve a peregrinação  jubilar com a oração do Santo Terço, e a celebração da missa, proporcionando uma vivência profunda de fé e comunhão. Muitos dos que estiveram presentes destacaram o quanto o exemplo de Pozzobon os inspira no seu compromisso como diáconos, lembrando sua trajetória como pai, leigo engajado e diácono.

À noite, uma live nacional solicitada pela Liga dos Diáconos de São Paulo reuniu representantes de diversas partes do país. A conversa girou em torno da vida de João Luiz Pozzobon e do andamento de seu processo de beatificação. Durante a transmissão, houve momentos de troca de experiências, reflexões e sugestões práticas para divulgar ainda mais sua história.

O diácono Flávio, coordenador do Regional Sul 3, nos conta um pouco do conteúdo da live, especialmente sobre a produção de materiais educativos para escolas diaconais, com conteúdos como apresentações em PowerPoint e testemunhos que ajudam a aprofundar o conhecimento sobre Pozzobon e sua missão.

O Pe. Vitor Possetti também participou, trazendo um panorama geral sobre a vida e o processo de beatificação de Pozzobon. A live foi interativa, com perguntas e sugestões dos participantes, mostrando o espírito de comunhão e escuta da iniciativa.

Venha celebrar conosco: Santuário Tabor é igreja jubilar neste Ano Santo!

A partir do primeiro dia de março o Santuário Tabor é igreja jubilar na arquidiocese de Santa Maria. Assim proclama o documento assinado e publicado pelo arcebispo de Santa Maria, Dom Leomar Antônio Brustolin, do último 22 de fevereiro.

“Exorto que a graça da indulgência jubilar seja vivida de acordo com as prescrições ordinárias deste Ano Santo, a saber: peregrinação à Igreja Jubilar recebendo a comunhão eucarística e, como sinal de esperança, alguma obra de misericórdia.” (da Concessão do privilégio de Igreja jubilar)

Venha celebrar conosco esta grande alegria!

Nas duas Missas deste sábado, às 7h e às 18h, celebraremos esta grande alegria com uma procissão ao Santuário Tabor. Todos são convidados a viver este dia de alegria e todo este Ano Santo, até 28 de dezembro, quando será encerrado na arquidiocese de Santa Maria.

Acompanhe as redes sociais do Santuário Tabor: Instagram e Facebook e fique por dentro de todas as notícias em torno a este lugar de graças!

Santuário Tabor é proclamado igreja jubilar na arquidiocese de Santa Maria

Neste dia em que a Igreja celebra a Cátedra de São Pedro, o arcebispo de Santa Maria, dom Leomar Antônio Brustolin, anunciou que o Santuário Tabor será uma das igrejas jubilares da arquidiocese neste ano santo. Ele se soma à catedral metropolitana e ao Santuário Basília Medianeira.

Ele escreve: “Considerando o pedido para a concessão da graça da Indulgência Jubilar por ocasião deste Ano Santo de 2025; Considerando os motivos apresentados, sobretudo, os 75 anos da Campanha da Mãe Peregrina e a importância deste Ano Santo; Visto o indicado pelo Santo padre, o Papa Francisco, na Bula Spes non Confundit, a respeito da consecução dos privilégios jubilares, concedo Ao Santuário de Schoenstatt, sito à Av. Nossa Senhora das Dores, nº 849, Santa Maria/RS, o privilégio de Igreja jubilar neste ano Santo de 2025, a começar do dia 01 de março próximo, até o dia 28 de dezembro, quando em toda nossa Arquidiocese se encerrará este Jubileu da Esperança”.

“É uma alegria para todos os que estão vinculados ao Santuário Tabor”, afirma Ir M Rosângela de Souza, falando pelas Irmãs de Maria, responsáveis pela admninistração e pastoral do Santuário Tabor,  “e será ocasião de muitas graças e bênçãos para todos os que vem ao Santuário, neste Ano Santo, especialmente para celebrar os 75 anos da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt”, conclui.

Para ler o documento de Dom Leomar na íntegra CLICAR AQUI.

Domingo da Palavra de Deus: “Espero na tua Palavra”

Hoje, 26 de janeiro, será celebrado o VI Domingo da Palavra de Deus, dia instituído pelo Papa Francisco em 30 de setembro de 2019 para recordar a importância das Sagradas Escrituras. O lema desta edição é um versículo do Salmo 119: “Espero na tua Palavra”. O Papa irá presidir a celebração da missa na Basílica de São Pedro, no Vaticano, às 9h30 do horário italiano, 5h30 do horário de Brasília. Ao final da liturgia, será entregue o Evangelho de Lucas aos presentes com a intenção, que já se tornou uma tradição, de divulgar a Palavra de Deus de forma tangível.

Durante a celebração, o Papa irá conferir o ministério do Leitorado a 40 fiéis leigos, homens e mulheres, de diferentes nações: 4 da Albânia, 3 da Argentina, 5 da Áustria, 1 da Bolívia, 4 do Brasil, 5 das Filipinas, 1 da Islândia, 6 da Itália, 5 do México, 1 da Polônia, 5 da Eslovênia. Cada um deles, de acordo com o rito, receberá um exemplar da Bíblia Nova Vulgata.

Para apoiar os fiéis em seu crescimento espiritual e no aprofundamento da compreensão da Palavra de Deus, a Seção para as Questões Fundamentais da Evangelização no Mundo do Dicastério para a Evangelização disponibilizou on-line, em seis idiomas, um subsídio litúrgico-pastoral gratuito, que pode ser baixado do site oficial “evangelizatio.va” (para baixar o documento em português BAIXAR AQUI). Trata-se de um instrumento que oferece propostas para favorecer um encontro profundo com a Palavra de Deus na comunidade, na família, na vida cotidiana, e inclui também artigos, meditações, textos para a Adoração e sugestões pastorais.

Neste final de semana, em Roma se celebra o Jubileu do Mundo das Comunicações. Iniciou na sexta, 24, quando a Igreja celebrou a memória de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas. Para este dia, como é de costume, o Papa Francisco lançou a mensagem para o 59º Dia Mundail das Comunicações Sociais. (Para ler o texto CLICAR AQUI)

Fonte: Vatican News

Hoje abre-se a primeira Porta Santa do ‘Ano Santo da Esperança’

 

Padre Gerson Schmidt – “O Ano Jubilar 2025, com o tema “Peregrinos de Esperança”, será solenemente aberto hoje, 24 de dezembro, com a abertura da Porta Santa em Roma pelo Papa Francisco. O Jubileu é oficialmente inaugurado na vigília natalina, às 19 horas, com o rito da Abertura da Porta Santa da Basílica Papal de São Pedro pelo Santo Padre, que presidirá depois à celebração da Santa Missa na noite de Natal do Senhor, no interior da Basílica.

Uma Porta Santa é uma porta aberta pelo Papa para marcar simbolicamente o início de um Ano Santo. Cada uma das basílicas maiores de Roma tem a sua Porta Santa, que é fechada e murada fora deste período especial. A tradição remonta a 1423, ano em que o Papa Martinho V abriu, pela primeira vez na história, um ano jubilar através de uma Porta Santa na Basílica de São João de Latrão. A abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro remonta ao Natal de 1499. Nessa ocasião o Papa Alexandre VI quis que as Portas Santas fossem abertas não apenas em São João de Latrão, mas também nas outras basílicas maiores, a de São Pedro, a de Santa Maria Maior e a de São Paulo Extramuros. Até ao Jubileu do ano 2000 era costume que o Papa abrisse a Porta Santa da Basílica de São Pedro, delegando depois esse gesto a um cardeal para a abertura das portas das três outras basílicas. O Papa João Paulo II rompeu esta tradição, fazendo ele mesmo a abertura e o fechamento de todas as quatro Portas Santas de Roma: a da Basílica de São Pedro foi a primeira a ser aberta e a última a ser fechada.

 

 

Nas outras Dioceses do mundo, o Jubileu poderá ser lucrado, por meio das indulgências, visitando uma das igrejas que os Bispos estabelecerem. Na escolha de tais lugares, entre os quais naturalmente deve ser incluída antes de mais a Catedral, os Bispos hão-de ter presentes as necessidades dos fiéis, mas também a oportunidade de ser mantido, na medida do possível, o sentido da peregrinação, o qual, com o seu simbolismo, exprime a necessidade, a busca e, por vezes, a santa inquietude da alma que anela estabelecer ou restabelecer o vínculo de amor com Deus Pai, com Deus Filho, Redentor do homem, e com Deus Espírito Santo que opera nos corações a salvação.

Há um rico significado bíblico da porta. As portas do paraíso simbolicamente se fecharam pelo pecado de Adão e Eva e potencialmente requerem o advento de alguém que possam abri-las novamente. No livro do Apocalipse diz assim: “Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Estas coisas diz o santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá: Conheço as tuas obras – eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar – que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome” (Apc 3,7-8).

 

 

O Senhor nunca força a porta: também Ele pede permissão para entrar. O Livro do Apocalipse ainda diz: “Eu estou à porta e bato. Se alguém escuta a minha voz e me abre a porta, eu virei a ele, cearei com ele e ele comigo” (Apc 3,20). Imaginemos o Senhor que bate à porta do nosso coração! E na última grande visão deste Livro do Apocalipse, assim se profetiza da Cidade de Deus: “As suas portas não se fecharão nunca durante o dia”, o que significa para sempre, porque “não haverá mais noite” (21,25).

O Papa João Paulo II, por ocasião de 1950 anos do aniversário da Redenção, abria o Jubileu com a Bula intitulada: “Abri as portas ao Redentor”. Disse assim João Paulo II: « ABRI AS PORTAS AO REDENTOR! ». É este o apelo que, na perspectiva do Ano Jubilar da Redenção, dirijo a toda a Igreja, renovando o convite expresso no dia a seguir à minha eleição para a Cátedra de Pedro”. No discurso inaugural de seu pontificado, 22 de outubro de 1978, data que ficou estabelecida para homenagear o santo, pregou assim: “Não tenhais medo, antes, “procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo!”. E depois, em muitas de suas pregações, em alto e bom tom, conclamava os fiéis para abrirem e escancararem as portas a Cristo Redentor dos homens!

 

 

A Lumen Gentium ensina que o Batismo é a porta da Igreja, porta para a fé: “Com efeito, só Cristo é mediador e caminho de salvação e Ele torna-Se-nos presente no Seu corpo, que é a Igreja; ao inculcar expressamente a necessidade da fé e do Batismo (cf. Mc 16,16; Jo 3,15), confirmou simultaneamente a necessidade da Igreja, para a qual os homens entram pela porta do Batismo”(LG,14). Por nada que, simbolicamente, o batistério normalmente é colocado em nossas igrejas, próximo à porta principal do templo, significando o sentido litúrgico do sacramento como porta para a salvação.”

*Padre Gerson Schmidt foi ordenado em 2 de janeiro de 1993, em Estrela (RS). Além da Filosofia e Teologia, também é graduado em Jornalismo e é Mestre em Comunicação pela FAMECOS/PUCRS.

Fonte: Vatican News

Fotos: abertura da porta santa pelo Papa Francisco, Centro Televisivo Vaticano, via Wikimedia Commons.

Como receber indulgência plenária durante o Ano Santo de 2025?

A Penitenciária Apostólica do Vaticano publicou ontem, 13 de maio, as normas para concessão de indulgência plenária durante o Ano Santo de 2025.

O documento apresenta três momentos especiais para receber indulgência: (1) Nas sagradas peregrinações; (2) Nas visitas a lugares sagrados; (3) Nas obras de misericórdia e penitência. Em cada uma dessas situações, há várias formas de alcançar as indulgências, incluindo visitas a Santuários Marianos e missões populares.

Confira o texto na íntegra:

SOBRE A CONCESSÃO DA INDULGÊNCIA

DURANTE O JUBILEU ORDINÁRIO DO ANO 2025

PROCLAMADO POR SUA SANTIDADE O PAPA FRANCISCO

“Agora chegou o momento dum novo Jubileu, em que se abre novamente de par em par a Porta Santa para oferecer a experiência viva do amor de Deus” (Spes non confundit, 6). Na bula de proclamação do Jubileu Ordinário de 2025, o Santo Padre, no momento histórico atual em que, “esquecida dos dramas do passado, a humanidade encontra-se de novo submetida a uma difícil prova que vê muitas populações oprimidas pela brutalidade da violência” (Spes non confundit, 8), convida todos os cristãos a tornarem-se peregrinos de esperança. Esta é uma virtude a redescobrir nos sinais dos tempos, os quais, contendo “o anélito do coração humano, carecido da presença salvífica de Deus, pedem para ser transformados em sinais de esperança” (Spes non confundit, 7), que deverá ser obtida sobretudo na graça de Deus e na plenitude da Sua misericórdia.

Já na bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia de 2015, o Papa Francisco sublinhava o quanto a Indulgência adquiria, naquele contexto, “uma relevância particular” (Misericordiae vultus, 22), uma vez que a misericórdia de Deus “torna-se indulgência do Pai que, através da Esposa de Cristo, alcança o pecador perdoado e liberta-o de qualquer resíduo das consequências do pecado” (ibid.). Do mesmo modo, hoje, o Santo Padre declara que o dom da Indulgência “permite-nos descobrir como é ilimitada a misericórdia de Deus. Não é por acaso que, na antiguidade, o termo «misericórdia» era cambiável com o de «indulgência», precisamente porque pretende exprimir a plenitude do perdão de Deus que não conhece limites” (Spes non confundit, 23). A Indulgência é, pois, uma graça jubilar.

Também por ocasião do Jubileu Ordinário de 2025, portanto, por vontade do Sumo Pontífice, este “Tribunal de Misericórdia”, ao qual compete dispor tudo o que diz respeito à concessão e ao uso das Indulgências, pretende estimular os ânimos dos fiéis a desejar e alimentar o piedoso desejo de obter a Indulgência como dom de graça, próprio e peculiar de cada Ano Santo, e estabelece as seguintes prescrições, para que os fiéis possam usufruir das “disposições necessárias para poder obter e tornar efetiva a prática da Indulgência Jubilar” (Spes non confundit, 23).

Durante o Jubileu Ordinário de 2025, permanecem em vigor todas as outras concessões de Indulgência. Todos os fiéis verdadeiramente arrependidos, excluindo qualquer apego ao pecado (cf. Enchiridion Indulgentiarum, IV ed., norm. 20, § 1) e movidos por um espírito de caridade, e que, no decurso do Ano Santo, purificados pelo sacramento da penitência e revigorados pela Sagrada Comunhão, rezem segundo as intenções do Sumo Pontífice, poderão obter do tesouro da Igreja pleníssima Indulgência, remissão e perdão dos seus pecados, que se pode aplicar às almas do Purgatório sob a forma de sufrágio:

I.- Nas sagradas peregrinações

Os fiéis, peregrinos de esperança, poderão obter a Indulgência Jubilar concedida pelo Santo Padre se empreenderem uma piedosa peregrinação:

a qualquer lugar sagrado do Jubileu: aí participando devotamente na Santa Missa (sempre que as normas litúrgicas o permitam, poderá recorrer-se especialmente à Missa própria para o Jubileu ou à Missa votiva: Pela reconciliação, Pelo perdão dos pecados, Para pedir a virtude da caridade e Para promover a concórdia); numa Missa ritual para conferir os sacramentos da iniciação cristã ou a Unção dos Enfermos; na celebração da Palavra de Deus; na Liturgia das Horas (Ofício de Leituras, Laudes, Vésperas); na Via-Sacra; no Rosário Mariano; no hino Akathistos; numa celebração penitencial, que termine com as confissões individuais dos penitentes, como está estabelecido no Rito da Penitência (forma II);

em Roma: a pelo menos uma das quatro Basílicas Papais Maiores: São Pedro no Vaticano, Santíssimo Salvador em Laterão, Santa Maria Maior, São Paulo fora de Muros;

na Terra Santa: a pelo menos uma das três basílicas: do Santo Sepulcro em Jerusalém, da Natividade em Belém, da Anunciação em Nazaré;

noutras circunscrições eclesiásticas: à igreja catedral ou a outras igrejas e lugares santos designados pelo Ordinário do lugar. Os Bispos terão em conta as necessidades dos fiéis, assim como a própria oportunidade de manter intacto o significado da peregrinação com toda a sua força simbólica, capaz de manifestar a necessidade ardente de conversão e reconciliação;

II.- Nas piedosas visitas aos lugares sagrados

Ademais, os fiéis poderão obter a Indulgência jubilar se, individualmente ou em grupo, visitarem devotamente qualquer lugar jubilar e aí dedicarem um côngruo período de tempo à adoração eucarística e à meditação, concluindo com o Pai-Nosso, a Profissão de Fé em qualquer forma legítima e invocações a Maria, Mãe de Deus, para que, neste Ano Santo, todos possam “experimentar a proximidade da mais afetuosa das mães, que nunca abandona os seus filhos” (Spes non confundit, 24).

Na particular ocasião do Ano Jubilar, poderão visitar-se, para além dos supramencionados insignes lugares de peregrinação, estes outros lugares sagrados nas mesmas condições:

em Roma: a Basílica de Santa Cruz em Jerusalém, a Basílica de São Lourenço fora de Muros, a Basílica de São Sebastião (recomenda-se vivamente a devota visita conhecida como “das sete Igrejas”, tão cara a São Filipe Neri), o Santuário do Divino Amor, a Igreja do Espírito Santo em Sassia, a Igreja de São Paulo “alle Tre Fontane”, o lugar do Martírio do Apóstolo, as Catacumbas cristãs; as igrejas dos caminhos jubilares dedicadas ao Iter Europaeum e as igrejas dedicadas às Mulheres Padroeiras da Europa e Doutoras da Igreja (Basílica de Santa Maria sobre Minerva, Santa Brígida em Campo de’ Fiori, Igreja Santa Maria da Vitória, Igreja de “Trinità dei Monti”, Basílica de Santa Cecília em Trastevere, Basílica de Santo Agostinho em Campo Marzio);

noutros lugares do mundo: as duas Basílicas Papais menores de Assis, de São Francisco e de Santa Maria dos Anjos; as Basílicas Pontifícias de Nossa Senhora de Loreto, de Nossa Senhora de Pompeia, de Santo António de Pádua; qualquer Basílica menor, igreja catedral, igreja concatedral, santuário mariano, assim como, para o benefício dos fiéis, qualquer insigne igreja colegiada ou santuário designado por cada Bispo diocesano ou eparquial, bem como santuários nacionais ou internacionais, “lugares sagrados de acolhimento e espaços privilegiados para gerar esperança” (Spes non confundit, 24), indicados pelas Conferências Episcopais.

Os fiéis verdadeiramente arrependidos que não puderem participar nas celebrações solenes, nas peregrinações e nas piedosas visitas por motivos graves (como, primeiramente, todas as monjas e monges de clausura, os idosos, os doentes, os reclusos, assim como quantos, nos hospitais ou noutros lugares de assistência, prestam um serviço continuado aos doentes), receberão a Indulgência jubilar nas mesmas condições se, unidos em espírito aos fiéis presentes, sobretudo nos momentos em que as palavras do Sumo Pontífice ou dos Bispos diocesanos forem transmitidas através dos meios de comunicação, recitarem nas suas casas ou nos lugares onde o impedimento os reter (por exemplo, na capela do mosteiro, do hospital, do centro de assistência, da prisão…) o Pai-Nosso, a Profissão de Fé em qualquer forma legítima e outras orações em conformidade com as finalidades do Ano Santo, oferecendo os seus sofrimentos ou as dificuldades da sua vida;

 

 

III.- Nas obras de misericórdia e de penitência

Além disso, os fiéis poderão obter a Indulgência jubilar se, com ânimo devoto, participarem em Missões populares, em exercícios espirituais ou em encontros de formação sobre os textos do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica, que se realizem numa igreja ou noutro lugar adequado, segundo a intenção do Santo Padre.

Apesar da norma segundo a qual se pode obter uma só Indulgência plenária por dia (cf. Enchiridion Indulgentiarum, IV ed., norm. 18, § 1), os fiéis que terão praticado o ato de caridade a favor das almas do Purgatório, se se aproximarem legitimamente do sacramento da Comunhão uma segunda vez no mesmo dia, poderão obter duas vezes no mesmo dia a Indulgência plenária, aplicável apenas aos defuntos (entende-se no âmbito de uma celebração eucarística; cf. cân. 917 e Pontificia Commissione per l’interpretazione autentica del CIC, Responsa ad dubia, 1, 11 iul. 1984). Com esta dupla oblação, cumpre-se um louvável exercício de caridade sobrenatural, através daquele vínculo pelo qual estão unidos no Corpo místico de Cristo os fiéis que ainda peregrinam sobre a terra, juntamente com aqueles que já completaram o seu caminho, em virtude do facto de que “a Indulgência Jubilar, em virtude da oração, destina-se de modo particular a todos aqueles que nos precederam, para que obtenham plena misericórdia” (Spes non confundit, 22).

Mas, de modo particular, precisamente “no Ano Jubilar, seremos chamados a ser sinais palpáveis de esperança para muitos irmãos e irmãs que vivem em condições de dificuldade” (Spes non confundit, 10): a Indulgência está, portanto, ligada também às obras de misericórdia e de penitência, com as quais se testemunha a conversão empreendida. Os fiéis, seguindo o exemplo e o mandato de Cristo, sejam encorajados a praticar mais frequentemente obras de caridade ou misericórdia, principalmente ao serviço daqueles irmãos que se encontram oprimidos por diversas necessidades. Mais concretamente, redescubram “as obras de misericórdia corporal: dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos” (Misericordiae vultus, 15) e redescubram também “as obras de misericórdia espiritual: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas molestas, rezar a Deus pelos vivos e defuntos” (ibid.).

Do mesmo modo, os fiéis poderão obter a Indulgência jubilar se se deslocarem para visitar por um côngruo período de tempo os irmãos que se encontrem em necessidade ou dificuldade (doentes, presos, idosos em solidão, pessoas com alguma deficiência…), quase fazendo uma peregrinação em direção a Cristo presente neles (cf. Mt 25, 34-36) e cumprindo as habituais condições espirituais, sacramentais e de oração. Os fiéis poderão, sem dúvida, repetir estas visitas no decurso do Ano Santo, adquirindo em cada uma delas a Indulgência plenária, mesmo quotidianamente.

A Indulgência plenária jubilar também poderá ser obtida mediante iniciativas que implementem de forma concreta e generosa o espírito penitencial, que é como que a alma do Jubileu, redescobrindo em particular o valor penitencial das sextas-feiras: abstendo-se, em espírito de penitência, durante pelo menos um dia, de distrações fúteis (reais mas também virtuais, induzidas, por exemplo, pelos meios de comunicação social e pelas redes sociais) e de consumos supérfluos (por exemplo, jejuando ou praticando a abstinência segundo as normas gerais da Igreja e as especificações dos Bispos), assim como devolvendo uma soma proporcional em dinheiro aos pobres; apoiando obras de caráter religioso ou social, especialmente em favor da defesa e da proteção da vida em todas as suas fases e da própria qualidade de vida, das crianças abandonadas, dos jovens em dificuldade, dos idosos necessitados ou sós, dos migrantes de vários Países “que deixam a sua terra à procura duma vida melhor para si próprios e suas famílias” (Spes non confundit, 13); dedicando uma parte proporcional do próprio tempo livre a atividades de voluntariado, que sejam de interesse para a comunidade, ou a outras formas semelhantes de empenho pessoal.

Todos os Bispos diocesanos ou eparquiais e aqueles que pelo direito lhes são equiparados, no dia mais oportuno deste tempo jubilar, por ocasião da celebração principal na catedral e nas igrejas jubilares individuais, poderão conceder a Bênção Papal com a Indulgência Plenária anexa, que pode ser obtida por todos os fiéis que receberem tal Bênção nas condições habituais.

Para que o acesso ao sacramento da Penitência e à consecução do perdão divino através do poder das Chaves seja pastoralmente facilitado, os Ordinários locais são convidados a conceder aos cónegos e aos sacerdotes que, nas Catedrais e nas Igrejas designadas para o Ano Santo, puderem ouvir as confissões dos fiéis, as faculdades limitadamente ao foro interno, como se indica, para os fiéis das Igrejas Orientais, no cân. 728, § 2 do CCIO, e, no caso de uma eventual reserva, o cân. 727, excluídos, como é evidente, os casos considerados no cân. 728, § 1; para os fiéis da Igreja latina, as faculdades indicadas no cân. 508, § 1 do CDC.

A este propósito, esta Penitenciaria exorta todos os sacerdotes a oferecer com generosa disponibilidade e dedicação a mais ampla possibilidade dos fiéis usufruírem dos meios da salvação, adotando e publicando horários para as confissões, de acordo com os párocos ou os reitores das igrejas vizinhas, estando presentes no confessionário, programando celebrações penitenciais de forma fixa e frequente, oferecendo também a mais ampla disponibilidade de sacerdotes que, por terem atingido limite de idade, não tenham encargos pastorais definidos. Dependendo das possibilidades, recorde-se ainda, segundo o Motu Proprio Misericordia Dei, a oportunidade pastoral de ouvir as Confissões também durante a celebração da Santa Missa.

Para facilitar a tarefa dos confessores, a Penitenciaria Apostólica, por mandato do Santo Padre, dispõe que os sacerdotes que acompanhem ou se unam a peregrinações jubilares fora da própria Diocese possam valer-se das mesmas faculdades que lhes foram concedidas na sua própria Diocese pela autoridade legítima. Faculdades especiais serão depois concedidas por esta Penitenciaria Apostólica aos penitenciários das basílicas papais romanas, aos cónegos penitenciários ou aos penitenciários diocesanos instituídos em cada uma das circunscrições eclesiásticas.

Os confessores, depois de terem amorosamente instruído os fiéis acerca da gravidade dos pecados aos quais estiver anexada uma reserva ou uma censura, determinarão, com caridade pastoral, penitências sacramentais apropriadas, de modo a conduzi-los o mais possível a um arrependimento estável e, segundo a natureza dos casos, a convidá-los à reparação de eventuais escândalos e danos.

Enfim, a Penitenciaria convida fervorosamente os Bispos, enquanto detentores do tríplice múnus de ensinar, guiar e santificar, a ter o cuidado de explicar claramente as disposições e os princípios aqui propostos para a santificação dos fiéis, tendo em conta de modo particular as circunstâncias de lugar, cultura e tradições. Uma catequese adequada às características socioculturais de cada povo poderá propor de forma eficaz o Evangelho e a integridade da mensagem cristã, enraizando mais profundamente nos corações o desejo deste dom único, obtido em virtude da mediação da Igreja.

O presente Decreto tem validade para todo o Jubileu Ordinário de 2025, não obstante qualquer disposição contrária.

Dado em Roma, da sede da Penitenciaria Apostólica, 13 de maio de 2024, Memória da Beata Virgem Maria de Fátima.

Angelo Card. De Donatis
Penitenciário-Mor

S.E. Dom Krzysztof Nykiel
Regente

Fonte: press.vatican.va

Papa proclama a Bula do Ano Santo de 2025

 

“Spes non confundit”, a esperança não decepciona, é o título da Bula de proclamação do Jubileu Ordinário entregue na tarde de hoje, 9 de maio, pelo Papa às Igrejas dos cinco continentes durante as primeiras Vésperas da Solenidade da Ascensão do Senhor*. A Bula, dividida em 25 pontos, contém súplicas, propostas, apelos em favor dos presos, dos migrantes, dos doentes, dos idosos e dos jovens dominados pelas drogas e transgressões.

No texto há também o incentivo ao aumento da taxa de natalidade, o desejo de criar um fundo para abolir a fome e um maior empenho da diplomacia por uma paz duradoura.

No documento, o Papa Francisco recorda dois importantes aniversários: a celebração em 2033 dos dois mil anos da Redenção e os 1700 anos do primeiro grande Concílio Ecumênico de Nicéia.

BULA COMPLETA

A abertura da Porta Santa

Em meio a essas “grandes etapas”, o Papa estabelece que a Porta Santa da Basílica de São Pedro será aberta em 24 de dezembro de 2024. No domingo seguinte, 29 de dezembro, o Pontífice abrirá a Porta Santa da Basílica de São João de Latrão; em 1º de janeiro de 2025, Solenidade de Maria Mãe de Deus, a de Santa Maria Maior e, em 5 de janeiro, a Porta Santa de São Paulo Fora dos Muros. As três Portas serão fechadas no domingo, 28 de dezembro do mesmo ano. O Jubileu terminará com o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro em 6 de janeiro de 2026. (6)

O Papa também anunciou algo especial: a abertura de uma Porta Santa em um presídio.

 

O papel dos Missionários da Misericórdia

A Bula também se refere ao sacramento da Penitência e anuncia a continuação do serviço dos Missionários da Misericórdia, estabelecido durante o Jubileu extraordinário. Aos bispos, pede que os enviem a lugares onde “a esperança está posta a dura prova, como nas prisões, nos hospitais e nos lugares onde a dignidade da pessoa é espezinhada, nas situações mais desfavorecidas e nos contextos de maior degradação, para que ninguém fique privado da possibilidade de receber o perdão e a consolação de Deus”. (23)

 

    Belmonte

Oração nos Santuários Marianos

O Santo Padre convida todos os “peregrinos que vierem a Roma” a rezar nos santuários marianos da cidade para invocar a proteção de Maria, de modo a “experimentar a proximidade da mais afetuosa das mães, que nunca abandona os seus filhos”. (24)

Dentre esses, existem dois Santuários de Schoenstatt na Cidade Eterna: Cor Ecclesiae e Matri Ecclesiae.

Confira aqui os endereços e contatos:

– Santuário Cor Ecclesiae
Via Aurelia Antica, 12, 00165 Roma
Tel. +39 0639378780

– Santuário Matri Ecclesiae (Belmonte)
Via di Santa Gemma 17, 00116 Roma
E-mail: mail@roma-belmonte.info
Site: roma-belmonte.info/pt

 


Cor Ecclesiae

 

*No Brasil, para facilitar a participação dos fiéis, a liturgia fixou a Ascensão do Senhor para o 7º Domingo da Páscoa, que este ano será em 12 de maio.

Com informações de: vaticannews.va/pt

Publicado em: schoenstatt.com

Começa o “Ano da Oração” – Rumo ao Ano Santo 2025

 

 

“Peço a vocês que intensifiquem a oração para viver esse tempo de graça”, disse o Santo Padre, em seu anúncio oficial. O Ano da Oração – 2024 – foi aberto pelo Papa Francisco neste domingo, 21 de janeiro, o Domingo da Palavra de Deus. Após a catequese, ao final do Angelus, o Papa lembrou aos 20 mil fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro que “os próximos meses nos levarão à abertura da Porta Santa, com a qual iniciaremos o Jubileu”.

Peregrinações de oração

Em preparação para o Ano Santo de 2025, a Igreja em suas várias dioceses, seus grupos, pastorais e movimentos, é convidada a promover momentos de oração individual e comunitária. A proposta é de “peregrinações de oração” rumo ao Jubileu ou itinerários de escolas de oração com etapas mensais ou semanais.

Para viver este ano da melhor forma, o Dicastério para a Evangelização publicará uma série de “Notas sobre a oração”, para colocar novamente no centro a relação profunda com o Senhor, através das muitas formas de oração contempladas na rica tradição católica.

Para acompanhar as notícias e ter acesso aos materiais que serão publicados, acesso o site oficial do Jubileu 2025 – iubilaeum2025.va/pt

A preparação ao Jubileu

Nos anos que antecedem o grande jubileu da Igreja, uma trajetória foi proposta, incluindo estudo e oração. 2023 foi dedicado ao estudo dos materiais do Concílio Vaticano II e à redescoberta do ensinamento conciliar.

Já 2024 será um tempo dedicado à oração, incluindo peregrinações e itinerários de formação. Baixe o App do jubileu clicando aqui.

Com informações de: vaticannews.va/de

Foto: Schoenstatt International Communication Office

Publicado em: schoenstatt.com